A tese
Toda decisão humana é uma escolha, e toda escolha passa por um julgamento de valor. VALOR investiga esse julgamento a fundo e defende que o valor mora em quem escolhe. Ele funciona como uma lente e uma régua ao mesmo tempo: um instrumento cognitivo que permite ver, avaliar, ordenar e fundamentar as escolhas.
A primeira parte percorre a história do pensamento sobre valor, de Sócrates e Aristóteles a Adam Smith, Carl Menger e Ludwig von Mises, até chegar à Teoria Subjetiva do Valor e à ideia de que valorar é preferir A a B. O fundamento de tudo é a significação: só há valor onde há apreço, estima e afeto.
A segunda parte, dedicada à Gestalt, mostra como o cérebro constrói a realidade sobre a qual valoramos. É aqui que aparece pela primeira vez o conceito de terceiro elemento: a soma de A e B gera um C com características próprias, como as letras R, O, S e A que, juntas, evocam a flor.
Conceitos centrais
- A lente e a régua
- Valor como instrumento cognitivo que filtra o que percebemos e ordena o que preferimos.
- Teoria Subjetiva do Valor
- Da Escola Austríaca: o valor de algo existe na consciência de quem o deseja, e toda troca voluntária beneficia os dois lados.
- Valoração ordena
- Um julgamento de valor coloca alternativas em ordem de preferência e mede intensidade, sem contar quantidades.
- A natureza fractal dos significados
- Todo significado atribuído é formado por significados componentes, que por sua vez são formados por outros, e é daí que vem o efeito do contexto.
- O terceiro elemento
- Pela Gestalt, o todo tem propriedades que nenhuma das partes tem sozinha. A ideia que, anos depois, dá nome a um livro da trilogia Identidade.
- Preço e valor
- Preço é o que se paga. Valor é o que se leva, e quem decide o valor de uma oferta é quem a recebe.
Sumário comentado
Introdução
Dualidade, complementaridade, bipolaridade e contextualismo: as ferramentas para pensar valor fora do raciocínio binário.
I · Valor
Da filosofia moral à economia: teoria objetiva e subjetiva, trocas intertemporais, praxeologia e a significação como fundamento das escolhas.
II · Gestalt
Percepção, dois mundos, apriorismo, viés cultural, memória, razão e emoção: os fundamentos perceptivos e neurocientíficos da valoração.
Anexos
Assembleia neural, efeito chamariz, ancoragem, atenção e transitoriedade aplicados às escolhas.
Trechos do livro
“Considero a ideia de VALOR como sendo a lente (filtro) e a régua (escala de medição) ao mesmo tempo.”
“Valorar significa preferir 'A' ao invés de 'B'.”







