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Garoto: como balas vendidas por garotos numa esquina viraram a maior fábrica de chocolate da América Latina

Por · 6 de setembro de 2026

Em 2023, depois de 21 anos de processo, o Cade finalmente aprovou a compra da Garoto pela Nestlé. Foi o fim do caso mais antigo da história do órgão antitruste brasileiro, uma batalha que atravessou quatro presidentes da República e mudou a própria legislação de defesa da concorrência do país. A Garoto sobreviveu a tudo isso. Sobreviveu também a uma prisão do fundador na Segunda Guerra Mundial e a um golpe dentro da própria família que parece roteiro de série de televisão. Mas dois anos depois de finalmente vencer a batalha jurídica que durou mais tempo que a própria vida profissional de muita gente, a fábrica de Vila Velha perdeu, para outra unidade da própria Nestlé, o posto de maior fábrica de chocolates do Brasil.

Para entender como uma pequena banca de balas vendidas por garotos numa parada de bonde virou a maior fábrica de chocolates da América Latina, e por que essa coroa começou a escapar bem na hora em que a empresa finalmente resolveu sua pendência mais antiga, é preciso voltar a uma Alemanha derrotada, faminta e sem esperança, no início dos anos 1920.

Um imigrante sem alternativa em casa

A família de Henrique Meyerfreund vivia da terra, com pouco dinheiro sobrando, mas ainda assim bancou seus estudos secundários num colégio de prestígio em Hanover. O contexto ao redor não ajudava: a Alemanha tinha saído derrotada da Primeira Guerra e vivia um momento de escassez generalizada, sem muito horizonte para um jovem como ele. A primeira escolha de Henrique teria sido tentar a vida nos Estados Unidos, mas restrições políticas da época fecharam essa porta. Em 1921, ainda com 20 anos, ele embarcou rumo à América do Sul sem saber ao certo em qual país desembarcaria.

Pedido de registro da marca Garoto feito pela H. Meyerfreund & Cia., de Vila Velha, com a figura do menino de boné. Documento de 1933. Fonte: Imagens divulgação.
Pedido de registro da marca Garoto feito pela H. Meyerfreund & Cia., de Vila Velha, com a figura do menino de boné. Documento de 1933. Fonte: Imagens divulgação.

Foi durante a travessia que conheceu um francês com destino ao Espírito Santo e aceitou acompanhá-lo como auxiliar de topógrafo. Vitória, quando chegou, vivia a prosperidade do ciclo do café, mas ainda era uma cidade pequena, e o trabalho de campo o obrigou a aprender português depressa, já que passava boa parte do tempo conversando com gente do interior. Cerca de um ano depois, contraiu malária e acabou internado como indigente na Santa Casa de Misericórdia. Quem o socorreu foi um compatriota, Wilhelm Meyer, ao saber que havia um alemão doente na cidade.

Fábrica da Garoto em Vila Velha (ES), com o nome da marca na chaminé e na fachada. Fonte: Imagens divulgação.
Fábrica da Garoto em Vila Velha (ES), com o nome da marca na chaminé e na fachada. Fonte: Imagens divulgação.

De agrimensor a fabricante de balas

Assim que se recuperou, Henrique passou a trabalhar na torrefação de café de Meyer, onde acabou enxergando uma oportunidade concreta: só existia uma fábrica de balas na região, a demanda era alta, o investimento necessário era baixo e o processo produtivo, simples. Faltava apenas um bom esquema de distribuição pelo interior, algo que ele já dominava das próprias andanças como agrimensor.

Meyer cedeu uma máquina em 1926 para que ele começasse a produzir, mas antes de iniciar Henrique preferiu voltar à Alemanha para se aprofundar no ofício. A primeira tentativa de negócio não deu certo, e ele fez uma segunda viagem, dessa vez estagiando por mais de um ano em fábricas de balas e chocolate. De volta ao Brasil, reformou um galpão velho e, em 1º de outubro de 1928, registrou formalmente sua empresa na Junta Comercial de Vitória, a H. Meyerfreund & Cia.

O produto que virou nome de empresa

As primeiras balas saíram para venda em 16 de agosto de 1929, comercializadas por meninos em tabuleiros de madeira nos pontos de bonde de Vila Velha. Foi o próprio público que passou a chamá-las de balas dos garotos, apelido que colou no produto e, depois, na empresa inteira.

Operário ao lado de um carrinho carregado de balas, em fotografia dos primeiros anos da fábrica. Fonte: Imagens divulgação.
Operário ao lado de um carrinho carregado de balas, em fotografia dos primeiros anos da fábrica. Fonte: Imagens divulgação.

Pouco depois veio o crash de 1929, que golpeou duramente os cafeicultores da região. As balas resistiram: recheadas principalmente de fruta e vendidas baratas, continuavam acessíveis mesmo com o aperto geral na economia. A operação era pequena, com poucos funcionários e capital enxuto, e ao longo da década de 1930 o produto foi ganhando espaço no comércio de todo o Espírito Santo. Henrique gostava de testar coisas novas só para manter as máquinas ocupadas, chegando a fabricar pimenta em pó e fermento biológico. Foi também nesse período que se casou com Jeanette, filha de Wilhelm Meyer, e teve o primeiro filho, Ferdinand.

Quando o chocolate entrou em cena

Uma herança recebida em 1934 deu a Henrique o capital para comprar máquinas usadas de chocolate. Sua irmã Helena e o marido dela, Carl, também herdaram parte do dinheiro e usaram para adquirir metade da sociedade, transformando o negócio numa sociedade por cotas. Restrições à importação atrasaram a liberação do maquinário por cerca de dois anos, resolvidas só em 1936, mas a fábrica já contava com uma vantagem geográfica difícil de replicar: ficava entre as duas maiores regiões produtoras de cacau do país, o sul da Bahia e o norte capixaba.

Ainda em 1936 veio a pastilha extra forte de hortelã, sucesso quase imediato, produzida num terreno de mais de 6 mil metros quadrados cedido pelo governo, já com 150 funcionários e uma força de vendas própria que ia além do balcão. Em 1938, o empresário Günther Zernig, vindo do mercado de café, entrou como sócio trazendo capital e ajudando a modernizar tanto a produção quanto a área comercial.

Uma guerra, uma prisão e um negócio que não parava

A Segunda Guerra Mundial pesou sobre a Garoto exatamente por causa da origem alemã do fundador. Empresas de imigrantes alemães e italianos em todo o Brasil sofreram intervenção, e negociar sem autorização do governo virou quase impossível. Henrique chegou a ser preso no presídio de Maruípe, com a fábrica sob controle de interventores federais, e segundo ele próprio contaria depois, a empresa só continuou de pé graças à solidariedade de empresários brasileiros que repassavam matéria-prima.

O interventor logo percebeu que manter a operação funcionando exigia seguir as orientações do próprio Henrique, e uma relação cordial se formou ali mesmo, dentro da prisão, onde ele passou cerca de seis meses. Solto, continuou orientando os negócios até o fim da guerra, quando a empresa, estagnada durante o conflito, retomou o crescimento acelerado.

Batom, Serenata de Amor e os primeiros ovos de Páscoa

A partir de 1947, os produtos da Garoto já circulavam do norte ao sul do país. A empresa consolidou o hábito de reinvestir o próprio lucro em vez de recorrer a bancos, e mesmo num momento ainda delicado lançou a primeira barra de chocolate recheado da história da marca. No fim daquela década surgiu o Leite Mel, batizado assim pelos cristais de mel na receita, que mais tarde se tornaria o Batom, e logo depois o bombom Serenata de Amor. Em 1954, a Garoto se tornou pioneira na fabricação dos primeiros ovos de Páscoa de chocolate feitos no Brasil.

Embalagem antiga de chocolate Garoto, com a assinatura da H. Meyerfreund & Cia., de Vitória (ES). Fonte: Imagens divulgação.
Embalagem antiga de chocolate Garoto, com a assinatura da H. Meyerfreund & Cia., de Vitória (ES). Fonte: Imagens divulgação.

Nesse período, um problema de saúde obrigou Henrique a se tratar na Europa, e Günther Zernig assumiu a condução do dia a dia, com foco em produção, modernização de marca e logística. Ao voltar, Henrique reconheceu o trabalho do sócio e o promoveu a diretor comercial, movimento que empurrou a empresa rumo a uma gestão mais profissional. Ainda naquela década nasceu outro clássico que segue vivo até hoje: a caixa amarela de bombons sortidos.

Caixa antiga de Bombons Finos Sortidos Garoto, com o mascote do menino. Fonte: Imagens divulgação.
Caixa antiga de Bombons Finos Sortidos Garoto, com o mascote do menino. Fonte: Imagens divulgação.

Uma morte que reorganizou a empresa

Günther Zernig viajava com frequência de avião a trabalho. Em 9 de maio de 1962, o avião em que voltava de uma dessas viagens caiu na aproximação do aeroporto de Vitória, matando-o aos 56 anos junto de outros passageiros. Pouco antes de morrer, ele havia proposto uma mudança de estrutura que seguiu adiante mesmo com sua morte: transformar o negócio em Chocolates Garoto S.A., sociedade anônima de capital fechado.

Henrique permaneceu na presidência, mas, já com a saúde fragilizada, passou a dividir espaço com os filhos Ferdinand e Helmut. Em 1971, com o apoio de outros parentes, Helmut afastou o irmão Ferdinand da gestão, e os dois passaram a se falar apenas em assembleias e reuniões de conselho. Henrique Meyerfreund morreu em 1973, e Helmut assumiu formalmente a presidência da companhia.

Terceira geração, mais controle sobre a cadeia

Sob Helmut, a Garoto acelerou a verticalização, passando a controlar etapas desde o beneficiamento do cacau comprado direto do produtor. Em 1972 veio a primeira exportação da empresa, manteiga e torta de cacau para a América do Sul e os Estados Unidos. Durante o período do milagre econômico, a produção saltou de 6 mil toneladas em 1971 para 20 mil toneladas em 1978, com um portfólio que já incluía chocolates, bombons, balas, pastilhas e caramelos.

Homem de boné da Garoto diante da fábrica amarela da marca, em Vila Velha (ES). Fonte: Imagens divulgação.
Homem de boné da Garoto diante da fábrica amarela da marca, em Vila Velha (ES). Fonte: Imagens divulgação.

Mesmo na conjuntura difícil dos anos 1980, a empresa preferiu investir em informatização e novas linhas em vez de recuar, o que a manteve entre a segunda e a terceira posição do mercado nacional até a liderança finalmente chegar em 1987. Foi nesse momento que a terceira geração assumiu posições na empresa: Klaus Zernig, filho do antigo sócio, foi para a direção financeira, a irmã dele, Mônica, entrou em compras, e os netos do fundador, Victor (filho de Helmut) e Paulo (filho de Ferdinand), também passaram a atuar no negócio.

Quando a família virou o próprio adversário

Por dentro, porém, os ramos da família raramente se entendiam. Segundo relato da revista Exame, no fim dos anos 1990 nove parentes foram chamados para uma assembleia geral extraordinária na sede de Vila Velha. Ali, um executivo apresentou uma procuração dos acionistas informando que a decisão já estava tomada: Helmut, então com 63 anos, estava fora da presidência e do conselho depois de 26 anos no comando. A ruptura levou junto o filho dele, Victor, e um executivo de confiança da família.

Sob Helmut, a empresa tinha saltado de 8 milhões para 494 milhões de dólares em faturamento até 1996, brigando de igual para igual com Nestlé e Lacta. Mas as vendas recuaram para 391 milhões de dólares em 1997, com a fatia de mercado caindo de 30% para 20%. Nos bastidores, parentes articularam a troca de comando alegando que a empresa precisava de mais foco em marketing e vendas, e menos em maquinário. Havia também uma questão de sucessão em jogo: Helmut preparava o próprio filho para assumir seu lugar, o que desagradou o restante da família. Mesmo controlando 40,2% do negócio, ele perdeu o apoio dos demais acionistas.

O fim do controle familiar

As discussões foram parar na Justiça, com cada lado sustentando sua leitura da real situação financeira da empresa. Em 2001, a família decidiu vender o negócio, encerrando décadas de controle direto. O banco Merrill Lynch foi contratado para conduzir a auditoria e coordenar a venda, e em 1º de março de 2002 a Garoto passou às mãos da Nestlé por cerca de R$ 566 milhões, unindo a segunda e a terceira maiores fabricantes de chocolate do país.

Em fevereiro de 2004, o Cade bloqueou a operação por cinco votos a um, determinando que a Nestlé revendesse a Garoto a um concorrente menor, sob a justificativa de que a fusão concentraria mais de 58% do mercado nacional de chocolates numa só empresa. A Nestlé, que já tinha começado a integrar as duas estruturas, recorreu à Justiça pedindo revisão da decisão e venceu batalhas pontuais ao longo do processo, mas nunca conseguiu de fato unificar fábricas e administrações. O impasse se estendeu por duas décadas.

O que sobrou depois da vitória

Só em 2023 o Cade aprovou definitivamente a aquisição, com restrições a novas compras da Nestlé no país, encerrando o caso mais antigo da história do órgão. Ao longo desses 21 anos, o mercado brasileiro de chocolates mudou: chegaram marcas como Ferrero e Hershey's, e cresceram redes de bombonières como Cacau Show e Copenhagen. Ainda assim, a força global da Nestlé ajudou a Garoto a expandir o portfólio, incluindo uma linha de sorvetes inspirada nos chocolates mais icônicos e a entrada no mercado de biscoitos recheados. A fábrica de Vila Velha, com mais de 2 mil funcionários entre diretos e indiretos, virou uma das cinco maiores unidades de chocolate da Nestlé no mundo, e a maior da América Latina.

A vitória, porém, durou pouco no topo. Enquanto o processo do Cade se arrastava, a Nestlé seguiu investindo pesado em outras fábricas brasileiras, e em 2025 a unidade de Caçapava, em São Paulo, ultrapassou Vila Velha como a maior fábrica de chocolates da própria Nestlé no país, impulsionada por um ciclo de investimento acima de R$ 1 bilhão e por uma nova linha de KitKat. Hoje a operação de chocolates e biscoitos da Nestlé no Brasil, que inclui a Garoto, é comandada pelo executivo chileno Patricio Torres, no cargo desde 2021.

O que fica da história

A Garoto atravessou a Segunda Guerra Mundial, uma sucessão familiar resolvida por golpe de assembleia e a disputa antitruste mais longa da história do Cade, e chegou ao outro lado com a marca, os produtos e a fábrica de pé. É, nesse sentido, uma história de sobrevivência pouco provável, de uma banca de balas de garoto virando uma das maiores fabricantes de chocolate do planeta.

Mas há uma virada de última hora que só ficou visível depois que a poeira baixou. A empresa passou 21 anos e recursos incontáveis lutando para continuar existindo como Garoto dentro da Nestlé, e venceu essa luta específica. No momento exato em que essa vitória se consolidou, porém, o centro de gravidade do próprio negócio já tinha começado a se deslocar para outra fábrica, sem que a marca precisasse perder nada além do título. Depois de vencer a batalha pelo próprio nome, a Garoto descobriu que isso não garante, para sempre, o lugar mais importante dentro de casa.

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Continue a saga: em 2025, a fábrica de Caçapava (SP) ultrapassou a de Vila Velha e virou a maior unidade de chocolates da Nestlé no Brasil, puxada por um investimento bilionário na produção de KitKat.

Mesmo padrão: a fusão entre Brahma e Antarctica que criou a Ambev também passou pelo crivo do Cade, aprovada em 2000 com a obrigação de vender marcas e fábricas, condições que a empresa levou oito anos para cumprir integralmente.

Desfecho oposto: o caso Kolynos, em que o Cade proibiu a Colgate de usar a marca comprada por quatro anos na linha de cremes dentais, origem da Sorriso, um desfecho que, ao contrário do da Garoto, nunca foi revertido.

Perguntas frequentes

Quando e por quem a Garoto foi fundada?

Em 16 de agosto de 1929, em Vila Velha, no Espírito Santo, pelo imigrante alemão Henrique Meyerfreund, que havia registrado sua empresa, a H. Meyerfreund & Cia, na Junta Comercial de Vitória em 1928.

Por que o nome da marca é Garoto?

Porque as primeiras balas da empresa eram vendidas por garotos em tabuleiros de madeira nos pontos de bonde de Vila Velha. Os próprios clientes passaram a chamá-las de balas dos garotos, nome que depois batizou o produto e a empresa.

Como a Segunda Guerra Mundial afetou a empresa?

O fundador Henrique Meyerfreund, por ser alemão, foi preso no presídio de Maruípe e a fábrica passou a ser administrada por interventores federais, embora seguindo as instruções que ele enviava de dentro da prisão. A empresa ficou estagnada durante o conflito e retomou o crescimento depois.

Por que a família Meyerfreund perdeu o controle da empresa?

No fim dos anos 1990, uma disputa interna levou à destituição de Helmut Meyerfreund da presidência depois de 26 anos no cargo, motivada por queda de faturamento, perda de participação de mercado e resistência da família a uma sucessão que colocaria o filho dele no comando. Em 2001, a família decidiu vender a empresa.

Quanto a Nestlé pagou pela Garoto e por que o negócio foi bloqueado?

A Nestlé pagou cerca de R$ 566 milhões pela Garoto em 2002. Em 2004, o Cade bloqueou a operação por cinco votos a um, alegando que a fusão concentraria mais de 58% do mercado nacional de chocolates numa só empresa. A decisão só foi revertida em 2023.

A Garoto ainda é a maior fábrica de chocolate da América Latina?

A fábrica de Vila Velha segue entre as maiores da Nestlé no mundo, mas em 2025 perdeu para a unidade de Caçapava, em São Paulo, o posto de maior fábrica de chocolates da própria Nestlé no Brasil.

Quem comanda a Garoto hoje?

A operação de chocolates e biscoitos da Nestlé no Brasil, que inclui a Garoto, é comandada pelo executivo chileno Patricio Torres desde 2021.

Ficha da marca

  • Marca: Garoto
  • Fundação: 16 de agosto de 1929, Vila Velha (ES), como H. Meyerfreund & Cia
  • Fundador: Henrique (Heinrich) Meyerfreund
  • Setor: chocolates, bombons e balas
  • Controladora atual: Nestlé, desde 2002 (batalha no Cade encerrada só em 2023)
  • Marcas icônicas: Batom, Serenata de Amor, Talento, caixa amarela de bombons sortidos
  • Funcionários: mais de 2 mil, entre diretos e indiretos
  • Presença: fábrica de Vila Velha (ES), uma das cinco maiores unidades de chocolate da Nestlé no mundo
  • Capítulo em aberto: desde 2025, a fábrica de Caçapava (SP) da própria Nestlé ultrapassou a de Vila Velha como maior fábrica de chocolates do Brasil

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