Episódio #21 · 26 de agosto de 2026 · 1h48

Criatividade ou crise de imaginação, com Mario Rosa

Com Mario Rosa · apresentação de Gian Franco Rocchiccioli, Gabriel Lopes

Sobre o episódio

Mario Rosa começou na publicidade, encontrou o branding na Tátil, onde foi estrategista da marca dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016, e passou cinco anos como sócio da Echos, escola de inovação. Hoje é cofundador do The Long Game, estúdio de imaginação estratégica, e advisor de futuros da ioasys, do grupo Alpargatas. Sua lente para pensar o futuro vem do design especulativo.

A conversa parte de um diagnóstico: vivemos uma crise de imaginação. Mario mostra como a ficção sempre antecipou a tecnologia, de Júlio Verne ao Projeto Apollo, e como as séries de hoje repetem a mesma história de colapso, controle e sobrevivência. Propõe que as empresas disputem, além do market share, o imagination share, e descreve o futuretainment, que junta foresight, design especulativo, narrativa e branding, com o caso de uma experiência criada para a COP 30 sobre a bioeconomia da Amazônia.

Na reta final, o tema é como levar o futuro para dentro da estratégia: olhar horizontes de 15 ou 50 anos, testar mais de uma possibilidade, tratar a visão como um farol e planejar de frente para trás. Para Mario, o papel do design passa a ser o de guardião da imaginação.

Trechos em destaque

“Administração serve para administrar valores existentes, não para criar valor novo.”
Gian Franco Rocchiccioli · 37:05
“Uma empresa que queira durar um bom tempo precisa parar de olhar só para o market share e começar a olhar para o imagination share.”
Mario Rosa · 39:34
“O design precisa ser o guardião da imaginação.”
Mario Rosa · 1:08:04
“De um lado, eu tenho ferramentas e informações como a gente nunca teve antes. Do outro, eu tô enxergando e vivendo cada vez menos futuros. Esse é o paradoxo.”
Mario Rosa · 1:09:12
“Quando você escolhe não olhar para o futuro, você tá fazendo uma escolha. E essa escolha é perenizar aquilo que já está acontecendo.”
Mario Rosa · 1:34:48

Capítulos

  1. 0:00Abertura
  2. 2:40Da publicidade ao branding na Tátil
  3. 7:34A marca Rio 2016 e a força da colaboração
  4. 9:19Design thinking, Echos e o caminho até os futuros
  5. 12:59O que é design especulativo
  6. 17:25Visões de futuro que não emocionam ninguém
  7. 26:20Quando a ficção antecipa a tecnologia
  8. 30:39A crise de imaginação nas séries de hoje
  9. 37:05Algoritmos, mimetismo e o medo do risco
  10. 38:47Imagination share e futuretainment
  11. 50:03Na COP 30: design especulativo para a bioeconomia da Amazônia
  12. 54:55O design thinking perdeu para o post-it?
  13. 1:05:02O futuro do design
  14. 1:08:04O paradoxo: mais ferramentas, menos futuros
  15. 1:15:08Marcas que convidam a sonhar
  16. 1:22:14Como levar um time a pensar o futuro
  17. 1:32:38Por que olhar 15 ou 50 anos à frente
  18. 1:35:34Sucessão e valores que mudam com o tempo
  19. 1:41:03O futuro como farol: planejar de frente para trás
  20. 1:45:56Um convite para abrir espaço para sonhar
Transcrição completagerada a partir da legenda automática do YouTube, com revisão de nomes
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Olá, olá, olá. Bem-vindos ao Trocando a Lente, um podcast a gente fala de um monte de assunto, mas o que vale mesmo é a lente do nosso convidado. E hoje o assunto é o Touros.Futouros. Mário Rosa.Estamos aqui com Mário Rosa, o cara que mais entende sobre futuros no Brasil e no mundo,que esse, hein?Pelo menos tá ligado aos principais nomes aí da futurologia ou future taminment, como é que é o nome? Futurismo. Futurismo. Campos de estudo futuro.Não, mas você falou que o Twitter ten é uma tese nova,tese nova que ele vai falar hoje. você que nos acompanha, por favor,ah, curte, compartilha, se inscreve no canal, aciona o sininho da notificação,comenta,comenta aqui embaixo,manda pros amigos e familiares.

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Isso. E por favor, fica até o final. Se não for ficar, deixa tocando assim, bota o celular assim para tocar, para contar no YouTube, né? Pelo menos, se você não gosta da gente, pelo menos dá o prazer da gente achar que vocês estão assistindo, né?Mas o Torc Canan é um podcast muito bem suucedido, cara. Cresceu muito. Mr. Beast que segura e Gian tá tá quase lá.Se eu soubesse a quantidade de de parabéns, nossa, como você tá fazendo sucesso que eu vi de gente que não percebeu que aquilo era uma piada. Eu já feu tava eu tava triste que eu tava vendo um monte de gente legal, conversa legal que falei: "Pô, hoje não vai me convidar, cara". Você foi um dos primeiros que eu convidei. Você falou que não podia porque tava que tava longe. Tava demorou para convidar de novo.É, mas então fiquei, eu tomei um toco, eu fiquei chateado. Tô brincando, tô brincando.

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Um prazer ter você aqui, Mário. Um grande amigo, mas mais do que amigo, uma grande pessoa, um cara assim de uma delicadeza, de uma gentileza, como tem poucos no mundo. Então é um prazer te receber aqui no podcast.Prazer e tudo meu.Tenho certeza que esse podcast vai bater todos os réguores. Só que a Vanessa quando teve aqui eu fiz o podcast dela, falou assim: "Eu quero bater o do Ha. Quero bateu o do Rag. Bateu, né?" É mesmo.Os podcasts estãocrescendo episódio pros oito episódio. Então, ou seja, essa responsabilidade tá nas tuas costas. Por favor, fale coisas inteligentes aqui para ver se a gente consegue viralizar.Tenti, Vanessa. Eu não sou um cara competitivo, mas veremos.Me segura, Vanessa.A Vanessa tá por aí. Tá por aí. para aí. Exato. Bom, Mário, a gente tem um formato aqui no podcast.

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Esse podcast existe para compartilhar, como eu disse, para que as pessoas compartilhem as a lente pela qual elas observam o mundo, né? Porque eu acho que esse é o maior ganho que a gente tem as pessoas que nos ouvem, conseguir enxergar o mundo por outras lentes. E a gente começa pedindo para você contar a sua história, né? Fala um pouco, estudou no quê? veio parar aí porque legal.Conta um pouco da tua história.Bom, vamos lá. sou do interior de São Paulo, Ribeirão Preto, pé vermelho. E eu lembro que desde desde pequeno assim, eu gostava de de sempre fui eu sempre fui o estereótipo do criativo e aí isso sempre fez parte de mim, assim. Então, gostava de desenhar, criava as coisas, tal. E aí um dia meu pai falou: "Pô, você precisa fazer alguma coisa ligada à publicidade, belas artes, algo nesse sentido."Seu pai disse muitomeu pai disse isso. E aí eu falei: "Pô, interessante". Comecei a olhar o que que era, via, né? Televisão, propaganda, é isso que eu quero fazer. Então, desde a sétima série, eu falei: "Eu quero fazer propaganda, quero fazer publicidade".

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E foi aí que eu entrei na na SPM. Então eu lembro quando eu eu vim fazer o vindo do do interior, né? Eu vim fazer a aula aqui vestibular. Não tinha passado já, mas eu vim vim meu pai veio me trazer para morar aqui, cara, eu passando pela marginal assim, cara, rio cinza, chão cinza, prédio cinza, céu cinza, tudo cinza.Cadê o medo?Não, assim, será que eu vou dar conta disso tudo, cara? E foi maravilhoso porque esse tempo que eu passei em São Paulo, assim, a minha cabeça ampliou 360. E aí uma coisa que o fato de eu sempre querer trabalhar em publicidade, em agências de publicidade, um dos meus primeiros estágios foi numa agência de publicidade. Eu descobri que não era lá.Logo ali eu descobri que eu falei: "Cara, que fria! Não é isso que eu quero.Minha história igualzinha,é, eu quero uma outra coisa. E aí, nesse querer outra coisa, eu comecei a a experimentar.

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E comecei a voltar na já tava formada, mas eu voltava na SPM, conversava com os professores. E aí aos poucos eu fui experimentando algumas coisas diferentes até ter a sorte, eu digo assim, a sorte grande mesmo de cair numa vaga de estratégia de design, falava de branding. Branding ainda era uma coisa meio meio nebulosa assim, não sabia muito bem o que que era, mas eu achei descrição super interessante,sedutor, né? É, achei super interessante assim.A Manchete, a Manchete vendeua Manchete vendeu a publicidade vendeuganhou a publicidade ganhou.E aí, eu olhei e falei: "Pô, essa vaga é interessante, vou conversar com esse pessoal." Lembra minha cabeça de publicitário, eu achava que design era uma coisa menor, né? Era era menos conhecido o design nessa época.

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É, o Beline inclusive foi taxado com minor pelos publicitários.É isso, é isso. Mas a minhaeles criaram o deline, né? É, eles no abiline, né? E aí, o que aconteceu nesse processo, assim, como eu tava em transformação, processo de descoberta, eu topei, assim, foi uma uma entrevista super legal, eu topei e, cara, eu tive a sorte de cair numa área que tava se estruturando ainda de estratégia dentro da tátil, tátil design,ou seja, o lugar já era bom assim, eu já caí sem saber, porque eu não conhecia design, com texto, nada disso numa das principais e e mais, né, conceituada as agências do país. Isso para mim foi outra coisa maravilhosa também. Então a minha entrada no design, ela foi uma entrada muito privilegiada e eu ainda caí numa área que era uma área pequena, tinham poucas pessoas e todo o designer, né, pô, quero trabalhar numa Tati, numa Ana Cult, quero trabalhar num, né, em grandes agências e tal, esperando fazer os grandes projetos. Todo mundo sabe que o dia a dia não é feito de grandes projetos, tem projetos de tudo que a gente faz. Só que todos os grandes projetos, pelo contexto que a gente vivia, passavam pela estratégia.

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.Então eu não designer, aprendendo a entrar no designer, aprendia com todos os grandes projetos que passavam ali. Ali eu fui estrategista da marca Olímpica e Paralímpica Rio 2016. Ajudei a desenvolver um monte de marca para Natura, fiz um monte de projeto de experiência para lá Philips, marcas de carro, pô, fiz um monte de projetos legais. Então, foi uma foi uma uma uma escola muito muito legal assim. E aí o design, de fato, aí o design abriu a minha mente para um para um outro contexto que eu não conAli você virou designer.Ali eu virei designer, só que ali eu entendi também que tinha algumas coisas que não estavam muito bem explicadas. O case da marca Olímpica, ele foi muito revelador para mim também. A a o o case da marca olímpica, ele ele inclusive tem uma foto no quando a Tati vai contar o case para não sei quantas agências, não sei o quê, todo sentado olhandoe a gente nem se conhecia aí. É.

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E aí, o o processo que a Tati fez para conseguir chegar nessa máquina foi um processo muito legal. A Tati tinha 115 pessoas nessa época, São Paulo, Rio de Janeiro. E, e a gente começou a desenhar um processo de uma forma que a 115 pessoas do do Fred, se ou até a pessoa que serve o cafezinho participarem de alguma forma, porque era uma marca que precisava, tinha sigilo, não podia sair nada fora, mas ter o maior e representatividade que a gente poderia ter dentro do contexto que a gente tinha. Então a gente um processo onde essas 115 pessoas de alguma forma participam desse processo.Então a marca que ela nasceu potente por causa disso. Ela nasceu diferente num contexto onde muitas criações eram. pega os melhores, coloca numa sala, fica ali, sai daí a hora que tiver um resultado. Não, o processo começou diferente. Então, a a a bagagem de de repertório para criar algo novo, cara, foi completamente diferente. E aí depois aí claro, você tá num lugar onde tem designers excelentes, os caras pegam um substrato quefenomenal e transforma numa coisa impressionante. E aí eu comecei, por causa desse projeto, eu comecei a me interessar cada vez mais em como a a colaboração potencializa a criatividade, a inovação. Eu fiquei apaixonado por isso. Falei: "Cara, fazer junto é muito mais legal do que fazer sozinho. Sai muito mais coisas". E aí eu comecei a investigar design, inovação, design inovação, design inovação, porque tava todo mundo falando disso, inovadora,e a condução desse processo não é simples, né? Não, e eu aprendi muito na condução, né, experimentos que a gente foi fazendo ao longo do caminho, como você cria uma linguagem comum, como você não cria barreiras, né? Ele é o criativo, ele é o designer, ele que desenha. Então, a gente fez todo um processo super bacana para isso. E aí, nessa nessa investigação toda, eu me deparei com algo que era muito novo, que

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Era um tal de design thinking. Falava de design, inovação e colaboração. Caí no design thinking, tinha duas pessoas que falavam disso no Brasil na época. Não, não era o, era o o Luiz Al e o Tênis.Eu fui fazer um curso com eles, comecei a aprender e foi lá que eu conheci o o Ricardo e a e a Ju que eles estavam voltando, Ricardo Rufo, Ju Proserpo, eles estavam voltando de cursos que eles estavam fazendo fora de design também. Eles apresentaram esse projeto na aula do do Luiz e do Ten. E aí eu conheci o Ricardo e a Ju lá, eles eles mostraram um site que eles fizeram, blog, alguma coisa, não lembro muito bem o que que era, mas ali tava a concepção do que vinha se tornar a Ecos, tá?E aí a Ecos começou com tua escola design thinking e aí eu eu me aproximei deles, a gente começou a discutir as coisas, eu tava fazendo projetos de branding na TAT, mas eu comecei a facilitar processos de de inovação junto com junto com a Ecos. E aí foi nesse contexto tudo que eu migrei e falei: "Bô, legal, quero continuar. Branding é muito legal". E fiz projetos incríveis. Depois eu saí da Tati, né? Tinha um projeto de transição, fiz o o foi aquela época que a gente fez aquele encontro da ABEDesign que você tavaesse já tava na Ecos já. Tava na Ecos, já tava na Ecos. Antes um pouco disso, quando eu tava saindo da da Tati para fazer uma transição, as pessoas ainda me chamavam para fazer muitos projetos.

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Então eu cheguei a a fazer a estratégia da marca do movimento cooperativista no Brasil. Somos COP. Então, mesmo mesmo com outras equipes e outros times, eu feito com uma agência em Brasília, né, com todo todo o time do da OCB, mesmo com outros times, assim, continuei fazendo projetos incríveis..Só que uma coisa que eu percebi no branding também, que era, cara, é muito legal, é muito transformador, mas da mesma forma que eu tinha muitos projetos grandes e incríveis na minha mão, eu tinha o dobro disso engavetado por uma série de questões, grandes bancos, né, reformulação e aí enfim, contextos políticos que mudam as coisas e aí pro projeto engabentados eu falei: "Cara, é muito tempo de vida.Baita projeto legal que foi para uma gavetae é muito tempo de vida que você passa um, dois anos fazendo um projeto para ir numa gaveta. cara, olha o que a gente não consegue fazer com isso. E aí eu comecei a refletir sobre sobre esse esse processo também e acabei migrando direto pro pro tal do design thinking. E aí eu me tornei sócio de uma escola de inovação, uma uma consultoria de inovação. E cara, ter uma escola de inovação é um negócio muito louco, porque você acha um negócio legal, tem alguém falando alguma coisa legal, você fala: "Vem cá, vamos criar um curso, vamos". Então, foi uma época muito rica da minha vida, onde eu comecei a ampliar o conceito, o entendimento sobre design.

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Então lá eu tive contato com design, design de negócios, facilitação e onde eu comecei também a a entender um pouco mais design de futuros,que se tornou sua atividade principal hoje em dia.Isso me que tornou minha atividade principal hoje em dia. E aí saindo da Ecos depois também em épocas de pandemia, hoje eu faço parte, né, do time da Iases, que é uma empresa de tecnologia que pertence ao grupo Opargatas, mas que eu faço ali o advisory de de futuros e aprendizagem criativa. Então tudo que é tema temas de futuros, aprendizagem, eu tô conectado. Tem o Delong Game. Sou cofundador do The Long Game também junto com outros outros quatro futuristas,os maiores do mundo. O Luiz Tes, o Paulo Carvalho, que é um português, grande referência, o Luiz Tes é uma uma referência em storytelling, o Chico Araújo, que é um antropólogo assim incrível, um dos caras mais inteligentes que eu conheço. E o André Belo que ele tem toda uma camada de design também, mas um design estratégico que, cara, que joga a gente para um outro lugar. E eu entro aqui nesse grupo já com o meu conhecimento de design, mas já aprofundado e específico em design especulativo.

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Então não falo assim, não gosto de falar assim a futurista, porque acho que futurista é uma pretensão muito grande, mas eu tenho, eu agrego, a minha lente para o futuro, é a lente do design que vem do design especulativo,que é a especulação do futuro, né? É maisnão não é tentar descobrir o que vai ser o futuro, é isso.É imaginar quais são as possibilidades em.Então fala, fala um pouco sobre o conceito, né? explica um pouco para quem não conhece como é que como é que se forma esse conceito de design especulativo. Boa. acho que o design o design, né, de uma forma geral, ele entende muito o design como, né, resolução de problemas, né, e tem uma definição muito legal do Herbert Simon. Ele fez essa definição da década de 60. Her economista, pern de economia, ele ele trouxe o conceito de designer para falar assim: "Design significa transformar condições existentes em condições preferíveis".

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Olha, olha a potência que o design é, né? Então eu pego um lugar, pego algo e tento transformar esse algo em algo preferível, algo melhor para quem melhor dele mesmo.Exatamente. Daquilo que tá acontecendo. Então, na essência, se a gente olhar isso a rigor, todo projeto de design deveria ser um projeto de futuros.. Então, e é, né, porque designar, né, desenhar, projetar deveria,deveria, deveria, porque é uma coisa que eu falo muito também, nós como designers,eu acho que talvez a gente ainda esteja fazendo um mau trabalho, porque o que tem de mau design no mundo é muito maior do que tem de bom design.Éo design que não entrega, que não serve só com maquiagem, que serve. Então, assim, cara, a gente tem que olhar pro design de uma forma mais profunda. Então, acho que essa essa esse olhar do design, ele é muito legal. Só que o design não pode servir só pra gente resolver problemas do hoje.

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.Que acho que a gente diminui muito a potência do design também. Então o design ele precisa servir para quê? Pra gente investigar novas possibilidades de futuros. Até porque hoje, essa é uma coisa eu posso falar, tem que estamos vivendo hoje uma crise de imaginação.. E a gente tá um olhar muito estreito em relação ao futuro. Então o design hoje ele tem esse papel de investigar possibilidades pra gente abrir o nosso leque de opções e aí sim a gente começar a discutir e entender qual o futuro que a gente quer coletivamente..Porque os futuros hoje eles estão muito individuais, estão muito. E aí eu tenho uma outra camada que acho que o design traz, porque aí até então, né, abrir possibilidades, o forsite estratégico também faz.. só que com ferramentas clássicas, né, e estudos muito interessantes. Mas o design ele tem um poder que é criar um um portal para teletransportar as pessoas para esses lugares. Uma coisa é entregar um relatório de de sinais e tendências e pesquisas. A outra coisa é eu criar um experimento, ter um artefato que a hora que a pessoa interage com aquilo, eu não preciso nem falar, ela automaticamente ela é transportada para um futuro possível.

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E uma vez que você vê esse futuro, você nãovê mais. E aí quando você vê através da sensorialidade, a a a intensidade com que você discute com aquilo é outra.A gente sai de uma lógica daqui e vem para uma lógica daqui. E o futuro é a emergência do futuro tem que vir daqui, não daqui. Por isso que a gente se relaciona muito pouco com o futuro, porque são as tendências, os filmes, as coisas que estão acontecendo, tá? E o storytelling é um veículo incrível para isso, né? A gente percebe na leitura, né? Usando a tecnologia do passado, né? você tá lendo, você se transporta para dentro do livro no cinema, né, que você consegue sair de dentro do corpo e entra na história. Filme bom, né,filme que te leva lá para dentro. E e o storelling é uma dessas é uma das ferramentas desse processo.

16:34

Com certeza. O que você propõe como tecnologia do design? É o sentir. É isso que você tá falando? Eu acho queé sair da racionalidade para para o sentirção. É, eu acho que é parte,acho que é parte. Acho que o designer ele tem primeiro um processo de investigação que ele é mais amplo e mais interessante..E mas mais do que isso, ele tem a tangibilização que provoca o emocional.Sim. Mas aí você falou processo, né? O processo do design e a entrega que queela tira da razão, tira conecta pela emoção e conecta com com éa gente precisa se emocionar. Maturana já falava isso. A gente só age a partir do emocionar. Se eu não emociono, eu não tenho movimentação em relação ao futuro.

17:25

Então, quando a gente vê esses relatórios, ah, o mundo vai acabar aí, ah, vai matar todo mundo, vai acabar com o emprego, vai, a gente fica numa catá repetindo os mesmos as mesmas coisas que a gente ouviu, mas ninguém acredita nisso.Então, a gente precisa criar esses esses lugares aonde tem o a tangibilização e a experimentação saúde,saúde,a tangibilização e experimentação empática. Ai, pra gente criar esses portais, pra gente se emocionar. A gente tava até falando, para mim hoje, o um dos grandes buracos que o Brandon tem é tratar o futuro como uma visão organizacional rala. Hoje você vê todas as organizações elas têm o quê? Uma visão que é quero ser a maior e melhor da do planeta,do meu segmento.Todas são assim. Ah, quero ser o maior, fazer o melhor, atender. quem que se emociona com uma parada dessa?

18:16

Ninguém, cara. Aí você aprende uma visão dessa, cola na parede, no elevador, a pessoa entra lá todo dia falando,ninguém lê, né?Ninguém lê, ninguém se emociona. Agora, se eu crio algo em que de fato transmite uma possibilidade de futuro nova e que as pessoas olham para aquilo e aquilo mexa no estômago, você fala assim: "Cara, eu consigo gerar o engajamento". Então, acho que hoje talvez a gente esteja faltando design, né? falou que a gente faz mal design, parte disso a gente tá talvez usando de uma forma onde as entregas e e aí eu concordo com você, né, um pouco de responsabilidade nossa, né? E aí eu me incluo tentando me excluir, porque eu eu também percebo isso. Eu acho que a gente tem que assumir a responsabilidade daquilo que bate na nossa cara, né? Então você fala: "O que que você faz? Eu sou um designer". Pessoas olham pro seu cá e falam: "O que que você faz?" Né? porque obviamente nós não estamos fazendo bem do nosso trabalho. E eu tenho me esforçado bastante, né, nas palestras que eu tenho dado aí ao longo, né, da da vida profissional, convidado por clientes, por organizadores de eventos. Eu tenho levado o tema do design e o feedback que eu que eu recebo e falando de filosofia, falando de teoria da Gestalt, né? Mas não para falar da da prática do design, né? Para falar justamente sobre essa transição entre tempos, né? Presente, presente, futuro, né? Como é que a teoria da Gestal observaria isso, que é o que eu tenho tratado mais recentemente, mas justamente para defender a tese de que o designer não pensa de um jeito estranho, né? que a gente observa o mundo como um artista, né? E e justamente usando essa essa premissa de que se se isso não cria conexão, né, não

20:00

Vai não vai gerar nada, né? E o mundo de hoje pede isso, né? Ele bate na nossa cara dizendo: "Ó, as pessoas me chamam, né? Você trabalha em alguns clientes junto com a gente, falou assim: "Olha, eu não tô mais conseguindo contratar." Aí falou: "Mas que que você promete para essa pessoa? Ele vai vir trabalhar na melhor empresa que faz isso aqui". Ninguém, ninguém mais tá querendo isso, amigão, né? O que que exatamente você propõe para ela quando você convida ela para vir e trabalhar?Exato.Só faz sentido o que faz sentir, né? Mas a gente tem duas coisas, dois componentes sobre o mal design, né? Que você falou, Mário. Então, tem uma coisa que é o que a minha oferta de valor, né? Então, assim, sou contratado para fazer o quê? Então, como você é remunerado? Então tem uma uma condição, né? Então ser contratado para ser decorador de rótulos, né? Eu adoro serador de rótulos.

20:56

De cerveja, de cerveja. De cerveja.Você é decorador de rótulo. Então você vai decorar um rótulo ali porque o marketing contrata uma caixinha, não pensa o produto, é tudo compartimentado, modos operante e tal, tá tudo certo. OK. Então você pode ser contratado para seu decurador de rótulos e você é direcionado para essa para essa para essa caixinha, para essa latinha, você direcionar para para essa execução que é simplesmente a expressão da daquilo que o cliente precisa. E hoje com inteligência artificial essa essa dificuldade de expressão tá tá mais democratizada. Então esse é o primeiro paradigma mercadológico Marketfit ali, né? o cliente procura para issoe e aí eu tenho um outro um outro um outro lado que é perspectiva,uma outra perspectiva, uma outra lente que é OK, eu e aí você vê que esse é o exercício das das empresas de design, então você é demandado para decorar um rótulo, aí você fala: "Olha, tem tem um pouco além além do que é decorar rótulo". Então,o que exatamente eu entrego quando eu faço isso que eu faço?

22:09

Isso é aí você tem explicar isso, né? Então, e aí também tem um outro lado que é o profissional do designer atuante. E aí nós vemos gráfica, design ou faculdade, universidade de design, que é a paixão pelo ofício, né? É gostoso, pô, você manusear aquilo, tal. E aí você fica se meses numa grade que ensinou o ofício, a operação é apaixonante, só que não é aquilo que que o design entrega. E aí você contessa dualidade distancia da perspectiva, da expectativa de entrega do que você tá falando,que também é design, né? Às vezes a gente interessante discussão de ti que eu deÉ, eu eu defino o design como modelo de pensamento quando aplicado ao gráfico, ele é design gráfico, quando aplicado a pensar as organizações design estratégico,mas tem uma coisa que o Gabis trouxe assim, falou assim, a minha origem não é do design, me tornei designer ao longo do caminho, mas uma coisa que eu reconheçoe que acho que é muito importante assim, eu eu já tive o o a sorte de trabalhar com assim com designers excelentes, acho que eu trabalhei com grandes designers, é que quando o a a sensibilidade do do designer para para fazer uma uma coisa como essa quando, né, aplicada a favor de umade uma intençãode uma mudança, de uma intenção muito clara, é um negócio matador que assim que a gente não consegue fazer sozinho se não tiver um cara como esse junto.

23:43

Então essa relação do ofício, né, eu acho que é como o processo da descoberta sensorial, sensível do ela é fundamental. Acho que como é que a gente faz esse equilíbrio. Eu tava agora de manhã dando fazendo uma aula magna na SPM para pr pra turma de design. Tava falando de futuro e future teniment lá com eles pro para as pessoas do primeiro ou quarto semestre. nos últimos no último ano eu fui convidado para falar com o sétimo semestre. Então o pessoal já já saindo na saídajá saindo. E aquilo é uma conversa muito legal que às vezes explodia a cabeça, uns mais céticos porque já estavam ali muito direcionados, mas outros explodindo na cabeça porque não tive isso antes. E aí isso mostra o movimento que tá acontecendo agora, né? fazer essa aula para para uma turma que tá entrando e fal assim: "Olha só, você vai ter várias escolhas aqui, mas olha até onde você consegue chegar com com as possibilidades que abrem pela sua frente." Cara, eu acho isso fantástico.

24:37

Acho isso fantástico.E e o design ele por natureza, né? E eu acho que é um pouco do que você tá dizendo, ele é não é limitante, talvez tanto quanto as outras profissões. Acho que todas as professoras, né? Você vê muito engenheiro hoje cumprindo papel de administrador, né? Então, ou seja, o cara tem uma mente de engenheiro e usa aquela aquela competência em outra atividade, mas acho que o designer, por natureza, ele meio que se adapta muito mais fácil em qualquer função, né? Então, acho que a o próprio processo de educação, eu acho que tem ali um desafio no mundo acadêmico, né? é ensinar um pouco melhor essas competências e não jogar as pessoas tanto nas competências técnicas, no ofício, né, no design gráfico, não forçar esse caminho para esses para essas direções, porque eu acho que você limita a potência, né?

25:25

É porque na essência o design ele é o mergulho no desconhecido, né? Na essência, eu se você transformar condições existentes em preferíveis, eu tô mergulhando num lugar ali que eu não sei qual a resposta que vai ter. Ela vai ser construída ao longo do caminho. Então essa maleabilidade aí, né, de de ser moldado pelo pelo contexto e absorver as coisas que estão vindo para para dar uma uma forma para aquilo, cara, isso é fundamental para qualquer lugar. Bom, e aproveitando o gancho, como tem muita gente que assiste o nosso podcast, que não é de nosso mundo, explica um pouco melhor o que que significa aí essa essa esse caminho do design especulativo e como é que isso se transforma. Acho que tentando fazer uma ponte, né? Como é que isso se transforma em algo prático, né? Sabendo que ele trata de algo não tão atual, né? Mas como é que como é que acontece o design especulativo? Boa. Fala um pouco da teoria, acho que também o que tá por trás disso e como é a prática disso.

26:20

Eu vou começar contando uma história, pode ser?que é isso acho que ajuda para a explicar um pouco do contexto, assim, durante durante muito tempo, a ficção científica, as histórias, elas sempre foram uma chama de de desafio pro desenvolvimento tecnológico humano. Então, né, por exemplo, o o Arthur C. Clark, que ele é um autor de ficção, ele escreveu em 1945, em 1900 esobre o mundo da computação, né?Não, ele trouxe ele ele trouxe, eu não sei a data exata, eu posso puxar aqui, mas ele escreveu um artigo onde ele falava assim: "Cara, a comunicação do mundo vai ser muito muito melhor se a gente se ela, e eu conseguir colocar coisas que flutuam no entorno da Terra pro, pros sinais rebaterem. Então, consigo criar uma rede global de comunicação. Não existia satélite, não existia não existia internet, não existia nada disso. E ele era um e ele escreveu com comcom detalhes, né, com detalhes. E ele era um autor de ficção. Ele publicou esse artigo. Isso eu tô falando quase quase 10 anos antes do do Sputnique, o primeiro satélite russo, ser enviado pro pro espaço. Só em 54. Eu tô falando 20 anos antes de fato, a gente ter satélites ali que promoveram de fato a a transmissão e essa comunicação global.

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.O tem um exemplo clássico também que é o a história da da missão Apolo, né, do do projeto Apolo. O John Kennedy, ele falou em 61: "Vamos pisar na Lua antes do final dessa década". Não existia tecnologia para isso acontecer..Uma vez que foi visualizado 8 anos depois, o Armstr pisa no na lua, né? Um pequeno passo para o homem e um grande passo paraa humanidade. Só que 100 anos antes, 100 anos antes, Júlio Verne escreveu aí da Lua e a volta da Terra Lua e a volta à Lua, aonde ele descreve uma uma um evento tripulado que vai até a Lua e com muitas semelhanças com que foi o projeto Apolo ontem. 100 anos antes.

28:43

100 anos antes. Então ele fala que era uma tripulação de três pessoas. Foram três pessoas no Apolo X. 100 anos depois ele fala que o que a estrutura era uma estrutura cônica, né? E a estrutura do módulo de operação do do da Apolo X era cônica. Fala que o pouso ia ser foi no oceano, o pouso do do Fala que foi no Oceano Pacífico. Fala que a o lançamento ia ser na da Flórida um canhão, mas o lançamento ser da Flórida foi da foi na Flórida também. Então foi umaou seja, a realidade mitaficção,assim, não é realidade imita ficção, mas a realidade a realidade ela é inspirada pela ficção, porque eu só posso criar alguma coisa uma vez que eu imagino que eu imagino ela.O tablet nasceu 40 anos antes no no na Odisseia,que também é um filme escrito pelo Arthur Cir Clark, mas é dirigido pelo pelo Stanley Cob.

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As primeiras cenas tá o cara lá na estação espacial, ele entra para comer a comida dele, tem um tablet do lado dele. É onde o sistema.Eu me lembro do de volta pro futuro quando, né, os o Skype, o FaceTime hoje em dia, né? Eu me lembro quando assistindo de volta pro futuro, quando tinha lá o telefone, a pessoa falando pelo telefone, falava na época, né? Falava: "Nossa, imagina, você acha que um dia vai existir isso?" Em 66, Star Trek mostra pro mundo um comunicador aonde você consegue falar com com pessoas do mundo inteiro. Quase uma década depois, a Motorola faz o primeiro telefone celular..Ou seja, a a tecnologia e o desenvolvimento sempre foramele dependente, ele é dependente dessa capacidade de imaginação.Da imaginação. E aí o que acontece hoje? Qual é o qual é o grande ponto que a gente tá vivendo hoje? Como é que a gente tá imaginando o mundo hoje em 2025? Me parece que a gente tá imaginando o mundo de uma forma muito estreita. Que hora que a gente olha para esse desenvolvimento acelerado de tecnologias, grandes mudanças acontecendo o tempo todo. Quando a gente olha pra frente, muitas vezes parece que é um episódio do Black Mirror que a gente tá indo em direção.

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Dá medo, né?Dá medo. E aí a gente para e fala assim: "Pô, mas será que é para lá que eu quero ir?" A gente fala assim: "Não, não é para lá que a gente quer ir". E a gente para falar: "Então, para onde a gente quer ir?" A gente não sabe.. que a gente tá com estreitamento de visões de de exemplo de visões inspiradoras de futuro. E aí a história que eu ia entrar era essa. Fiz uma introdução aqui só para falar da crise de imaginação. Eu gosto muito de seriados documentários e eu tava esses dias assistindo, assisti em tempos diferentes, o Silodemais,Fallout e o Paradise, trêsque parece que é o mesmo filme, né? três, três séries diferentes de estúdios diferentes que passam em streamings diferentes. A hora que eu assisti ali o terceiro, eu falei: "Eu já vi essa história, muda o personagem, muda um pouco o contexto, muda a data, mas a história é exatamente a mesma". E aí eu fui investigar isso, eu vou até abrir aqui que eu tô com esse dado aqui, eu fui investigar porque eu falei assim: "O que que elas têm em comum? Será que elas de fato estão falando a mesma coisa?" Todas as três tem uma grande catástrofe global.

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. Todas as três, um pequeno grupo de sobreviventes. Todas as trêsaprisionados num lugar.Todas as três. Comunidades isoladas do mundo.Controle rígido de informação, mundo exterior proibido, passado ocultado para manter a ordem e o protagonista. Sempre ele numa de numa numa narrativa, numa numa estrutura de herói querendo romper o sistema e salvar o mundo.Cara, é isso, é isso que tá. Eu falei: "Não é possível, são só três." Aí o que que eu fiz? Eu comecei a expandir essa pesquisa. Eu falei, vou olhar nos últimos dois anos quais é, quais foram os filmes, né, filmes e seriados mais relevantes de ficção científica que foram lançados, seja porque giraram bz ou porque tiveram grande bilheteria, né? E aí eu comecei a olhar e aí eu percebi que tinha alguns padrões em todos eles.

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Então, basicamente eles todos que começam a preencher o nosso imaginário coletivo, eles falam do quê?Eles falam do quê? De futuro da sobrevivência, não é mais como a gente vai viver. é quem merece sobreviver.Eles falam do futuro do colapso,que é, cara, o mundo vai acabar de algum jeito, então não tem mais o que fazer. Vamos ver como é que a gente se vira com isso. Eles falam de inteligência artificial, que é a grande, né, a grande novidade que tem por aí, mas na esmagadora maioria das vezes é uma inteligência artificial que domina, que controla, que vira inimigo, que vai para um lugar que não é que não é interessante e falam de futuro do controle, que aí tem o Severances, né, o Ruptura e esses outros que falam: "Cara, como é que a gente vai controlar e manter a ordem dessa estrutura?" Então, nossas imagens de futuro hoje elas passam por isso, controle, sobrevivência, inteligência artificial que vai dominar a gente. então aonde a gente, como a gente vai começar a imaginar,mas qual que é a tua interpretação disso, da causa anterior dessa condição, com essa, a a disseminação digital da informação tá padronizando o nosso pensamento e tá todo mundo pensando a mesma coisa, né? Então, é quase como se a gente tivesse sincronizando as mentes do mundo. O Nicolas tem uma tese interessante que ele diz, né, que a depender da forma como a a informação circula, a gente vai começar a harmonizar o cérebro humano numa mesma frequência e todo mundo vai começar a pensar mais ou menos a mesma coisa ao mesmo tempo.

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Todo mundo vai criar chuteira rosa pra Copa do Mundo.Exato. Do tipo isso, né? É, éque parece que você, eu não sei se acontece com vocês, mas às vezes você tá lá refletindo sobre uma coisa, de repente você senta para conversar com o pessoa a conversar sobre a mesma coisa, fal você tava me estava me olhando, né? Obviamente eu sou consequência de alguma causa. Na tua interpretação, quais são as causas que estão levando a gente essa crise de imaginação?Ah, esse é esse é um é um assunto muito amplo, né? Eu acho que aqui a a a ficção científica ela não é ela não é necessariamente a causa, mas ela é uma parte de uma consequência que ajuda a perenizar a estrutura de pensamento. Mas cara, is tem desde a educação, modelos educacionais, a modelos industriais de pensamento, a pressões para para curto prazo, a forma como, né, a gente domina e hierarquiza as tomadas de decisão, tudo isso faz parte.

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Então, mas a sensação que eu tenho, né, é de que, por exemplo, a arte sempre foi um meio de subverter isso, com certeza. a arte, a música, né, todas as outras formas de arte.Sim. E o filme e os filmes, né, uma expressão artística nos recomendavam a isso.E por que que os filmes atuais, né, porque parece que a gente tá tendo uma crise de roteiristas, que a gente tá tendo uma crise de imaginaçãoe obviamente, como você tá falando, isso é uma consequência de alguma coisa, né? a minha a minha dúvida, né, essa era a minha pergunta, né? Quais na tua cabeça, você que pensa muito sobre sobre isso e tá falando sobre a crise da imaginação, qual que você acha que são as causas dessa condição atual? Não, mas é tudo isso que eu falei para você, educação, os modelos educacionais que ainda estão pautados em modelos de de desenvolvimento industrial, nos encaixotando,tudo nos encaixotando, a forma como a gente define as organizações, cria as hierarquias, define.

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Você acha que os meios digitais pioraram isso?Então é que eu queria falar, o Mário falou que é amplo, tal, mas eu tenho uma definição simplista que não, o nome não está ligado diretamente à tecnologia, mas é algorítmica. é uma é um é uma é um direcionamento algorítmico.ou seja, ele sobe conteúdos pelo algoritmo que acabam virando, vamos esquecer o o meio digital, comunicação digital, é o algoritmo comercial, então, é muito mais menos arriscado fazer um remake de qualquer coisa que foi sucesso do que contar uma nova história. Então também o que chega para nós,ou seja, diminuir a ousadia, issodiminui a ousadia porque eu tenho uma, tem que ter uma segurança de uma crise financeira, então eu reduzo o risco e repito as mesmas coisas. Então aí vindo para uma rede social, que aí o Mário falou dos filmes, você vê a reprodução de modelos que a gente chama de viral.

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Por quê? Porque aquele modelo funcionou para um, vai funcionar para mim. Então você tem que pessoas reproduzindo as mesmas coisas,mimetizando,mimetizando, porque é algoritmo, se aquilo funcionou para para não funcionar para mim.Ô, Gabis, você não precisa ir e e e só no nos componentes de de arte, se a gente for olhar paraa organização mesmo, a gente define muitas das regras da administração servem para criar negócios, cara, pela essência. Administração serve para quê? Para administrar valores existentes, não para criar valor novo.. Então, tudo que a gente aprende na administração moderna tem a ver com isso, tem a ver com varrer a complexidade para debaixo do tapete e estabelecer as formas e os frameworks de trabalhar. É o algoritmo do do do negócio. Não é correr risco, não é sobre risco, é sobre a manutenção do do coreo ali, né? Aíé e aí se eu entendi bem, o esse design especulativo, ele pretende promover, né, o reencontro com a capacidade imaginativa das pessoastambém. E aí tem um ponto muito legal que é o seguinte, que eu que eu eu falo para introduzir a tese do future que tem o design especulativo ali, né? Future ele é ele é uma um ele é uma ele é uma uma convergência do design do forsite estratégico onde eu acho esses sinais. o design especulativo, que me ajuda a tangibilizar isso em artefatos, emoções eum pouco de enjoyfuture é o future stories, que aí eu crio o contexto, a relação emocional e o branding, que é o que ajuda a dar consistência para tudo isso. E aí, se você parar para pensar, as empresas hoje elas usam muito mal a capacidade de de falar sobre futuros, de imaginar futuros,

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que é o que a gente falou dos dos das visões de futuro. E aí, para dar algum alguns poucos exemplos de quem começa a ocupar hoje o imaginário coletivo, SpaceX, que SpaceX vendeo servidor, né?É, ela vende um sonho,não, ela vendeu aí da PR Marte para poder viabilizar uma rede de satélites no ar e depois vai levar o data center lá para cima. Ol, que beleza.E é, mas é isso. Ela vem de uma ficção, uma ficção onde diz: "A Terra não é mais o suficiente, a gente precisa ir para outros lugares." Só que essa ficção específica da do Space,alimenta do imaginário e a vontade,ele, na verdade, ele ele é quase que um reflexo do imaginário coletivo do que a gente tá vendo hoje. Tem outros que são mais interessantes. Você pega uma Patagônia, por exemplo, quando ela fala: "Ah, o nosso único shareholder é a Terra, então a gente vai desenvolver".

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Eles estão tentando desafiar e aumentar a imaginação sobre o que a gente consegue fazer com o próprio capitalismo.A gente não precisa sair daqui para ser feliz, né? É fazer com o próprio capitalismo. Não precisa a SpaceX já abandonou a terra, tá querendo ir para outro lugar,já desistiu.A Patagônia tenta fazer algo diferente, mas mesmo assim ainda são muito muitos raros os exemplos de de empresas e organizações que que t esse espaço que que estão competindo por esse espaço na mente das pessoas. Eu começo a brincar, talvez a sobrevivência, uma empresa que queira durar um bom tempo, ela precisa de parar de olhar só pro market share e começar a olhar pro imagination share, que é qual é o pedaço que eu ocupo na imaginação de futuros dessas pessoas, que lugar que eu tô usando ali para fazer com que as pessoas de fato consigam imaginar, enxergar coisas diferentes, porque aí as as empresas fazendo isso, elas têm capacidade de mobilização, como tem os os streamings, as grandes organizações, né, os as pessoas que têm que que tem grande influência no mundo. Então, acho que é isso. Então, o o future taiment ele entra para começar a ajudar com uma com uma estrutura, né, baseada. Eu não posso criar, né, uma uma futuro do nada, tirar do meu chapéu aqui alguma coisa na, eu preciso ter uma estrutura de mapeamento de sinais. Então, o filture tem ele nasce do do desse conjunto de habilidades baseado em três grandes pilares. O primeiro deles é o o futuro não nasce do nada. Então eu uso aqui as dinâmicas do do forsite pra gente mapear os sinais, as mega tendências, tendências, sinais fracos, né, wild cards que estão acontecendo, como é que eu uso e aí também com visão do design para conseguir mapear esses sinais todos, porque o futuro ele se demonstra a partir de sinais do presente, só que a gente precisa especular. Só que tem um

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Ponto no futuro, é quanto mais longe eu vou no futuro, menos dados eu tenho. Olha que interessante, a gente tá numa busca constante por dados e dados para tudo para tomar decisão. Isso é muito bom, mas o dado se a gente só ficar preso aí,mas tem uma premissa errada aí, né, que o futuro não vai repetir o passado, né?Ei, mas o ele ele até pode, ele vem acontecendo isso, né, na verdade, mas a premissa do dado é para resolver o agora. E o e o agora, se eu ficar só na busca pelos dados, eu vou criar uma miopia de longo prazo.Isso.Então eu fico aqui preso no curto prazo. E para ir muito longe, eu preciso fazer o quê? Eu tenho menos dados, mais possibilidades, muito mais incertezas. Aí é o que a gente tava falando, a administração ainda não sabe trazer a incerteza como parte do processo. Então eu eu barro isso para longe. Por isso que o futuro dá medo, porque quando eu não tenho sinais, a os o a as visões certas, eu preciso fazer o quê? pegar esses sinais, entender como que esses sinais juntos eles abrem um espaço pro futuro. E aí como eu preencho isso? Com a imaginação. Então a imaginação ela começa para mim numa lógica de pensar no longo prazo, ser fundamental nos espaços estratégicos. Eu não consigo mais ganhar estratégia de longo prazo se eu não tiver imaginação.

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E aínão conclui, pelo amor de Deus.Não. E só falar. E aí tem um a segundo pilar que é, cara, mas eu não posso só olhar para isso porque senão não emociono.. preciso transformar essas coisas todas no quê? Agrupar. O segundo é o agrupar, né? Então eu olho, não tiro do chapéu, eu preciso dar forma para isso, né? Pra gente poder enxergar com mais clareza. E a terceira eu preciso tangibilizar isso em experiências. Então, trazer esses criar esses portais que tenham possibilidades interessantes de trazer novas visões de futuros, porque a gente tá muito estreito, a gente tá com falta trazer novas visões de futuro para que as pessoas possam experimentar. e agir e se emocionar e agir para novos caminhos. E aí a gente ocupa a future termin pode trazer isso para as empresas, ocupar o espaço do imaginário de novas possibilidades de futuros desejáveis. O carona que você falou, né? O o Rick Ruben no ato criativo lá no livro, ele diz: "Olha, o indivíduo criativo, ele não é um indivíduo fora dos padrões. Na verdade, ele ele tem um repertório treinado para perceber do mundo coisas que um repertório não treinado não percebe.

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E a gente tá vivendo, como você falou, uma crise de imaginação, o que pressupõe que o a base instalada de indivíduos no mundo não tem o repertório suficiente para que a imaginação aconteça na potência que ela pode imaginar. Então a pergunta é como é que num processo, né, de pensar futuro com indivíduos que sentam numa sala, né, e em tese não tem aquilo, né, no seu no seu imaginário, tá em crise, tá estreitado, né? Como é que você faz num processo como esse para distender, né, e levar as pessoas a contribuírem, né? Porque no fundo é um é um grande convite à contribuição, né? Assim, você tem muito para dar. Eu vou passar aqui um tempo te tirando da do estreitamento. Vou te levar a repertório ou algo do gênero. Você vai dizer como é que é, mas como é que você faz, né? Como é que é esse processo,cara? Esse processo é o e tá tá na na própria conção da palavra, né? Future é o futuro com entretenimento.

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Tem que ser divertido.É, tem que ser divertido, tem que ser envolvente, que eu não posso chegar para alguém que nunca falou de futuros, para um cara, para um dono de uma organização, fala assim: "Vem cá que eu vou te dar uma aula de futuros e ferramentas de futuros." E cara, você não não forma é agora define aqui.a gente acho que até então a gente vem trabalhando muito com esse campo de futuros. É normal com todo o tema que começa ganhar ganhar ganhar relevância, onde todo mundo quer ser, fala: "Não, mas você não estudou, não tem isso, não tem aquilo" e tal. Tudo ótimo. Acho que bons futuristas, né? E tanto é que eu nem me categorizo muito como futurista, mas como designer especulativo, acho que bom os futuristas eles têm que ter com certeza profundidade de de conhecimento e e e fazer as provocações certas e tudo mais, mas a gente não pode falar de futuros só para futuristas.

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. O tema futuro não pode ser um tema só de futuristas,ele é um tema de todo.O tema futuro tem que ser um tema de todo mundo, defita e de organizações.Como eu democratizo futuros para todo mundo? Se eu uso o entretenimento para isso, eu crio uma um um um portal quase que instantâneo para essa experimentação..Em vez de eu falar: "Olha aqui, cone do futuro, sinais, não sei o que lá, vamos abrir aqui matriz, não sei da onde, vamos desenhar cenário, vamos sei". Eu jogo a pessoa dentro de uma ficção, a hora que ela entra nessa ficção, ela é envolvida por aquilo. E aí o a gente fala de falta de repertório. Acho que as pessoas até têm bons repertórios, né? Mas a questão é como é que eu trago novos repertórios, mas também novas possibilidades de unificar ou de trabalhar com esses repertórios que tem ali. Aí você começa a expandir, aí você começa a democratizar, aí você começa a trazer a conversa para um outro lugar porque depois organizar isso como vai ser, como vai ser estruturar, aí depois a gente vai. Mas a hora que eu trago o entretenimento para gerar engajamento, cara, eu crio uma cola quase que instantânea, porque eu trabalho com a emoção, porque eu trabalho com com o o estômago, porque eu trabalho com o sentir falar isso.

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Eu queria fazer uma pergunta rapidinho, só para ela não perder o G. se a gente conversa muito conversa de tílicas, sabe, né, que eu sempre fic a gente fica se provocando. Eu e o tempo inteiro. E é quando a gente tenta criar esse símbolo, esse signo de futuro dentro do que você tá falando, acho que reduz um pouco porque ele ele quando nós estamos falando sobre futuro, que é um conceito, né, o que não existe, que não vai ser como a gente imagina, mas você traz algo muito mais rico quando a gente fala de futuro e o quanto isso tá relacionado à à adaptabilidade e a e E a e a e a imaginação presente. Eu não sei se eu ia entender que é uma provocação.

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Acho que entendi. Masa pergunta é para ele.Não sou eu que tenho que responder, masnão pode responder.Ouvindo, ouvindo. O cara tá perguntando para ele, eu tô me enfiando no meio da resposta. Vamos lá.Não, mas que você tá falando, eu tô pensando, né? Na verdade, eu acho que assim, e falar de futuro não é falar de um, né? É falar de possibilidades, né? Porque o pior lugar que você tem para pensar futuro é da onde a gente tá.Éo melhor é no próximo passo. Então, a cada passo que eu dou, eu amplo possibilidades ou reduzo a partir das decisões que eu vou tomando. Então, acho que pensar futuro é mais pensar sobre quais são as possibilidades de futuro.e porque não é uma crítica que eu tô fazendo, hein? Não, mas você vai num lugar da imaginação e do sentido que é tão poderoso. CR e não crítica ao Mário futurista, tal. E não, não é uma uma crítica muito forte. O termo fou aí.

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Ufa. Sentia que que era, né?Ô, você tá criticando o convidado, né? Não, é uma provocação porque, cara, você toca num negócio tão poderoso que direciona para a um tema que reduz a uma percepção de um conceito daquilo que não existe, que Mas isso é muito bom, a pergunta é muito boa, Gabis, porque uma coisa que já foi percebido é que quem controla as narrativas, quem controla a imaginação, controla o futuro.. Sim.Então, o grande ponto aqui, né, do o remédio e a e a venenoa quantidade de pessoas que a gente coloca dentro da parada. Porque se eu uso e aqui só complementando, então para tentar chegar aí, eu não posso usar essa questão do entretenimento para entregar uma visão única pro engajamento único, mas eu preciso usar isso como como fonte essencial ali para que isso desperte novas discussões e a partir dessas novas discussões a gente consiga ampliar, é isso, ampliar o espaço.

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Então é um provocador virulento.Virulento é uma boa palavra porque,né, de para tentar contaminar ali essa expansão, né? Mas aí é claro que em algum momento a gente precisa tangibilizar isso em ações.Sim.Mas como como peça fundamental, o entretenimento, ele pode fazer duas coisas aqui, né, nesse campo. Um, despertar pro para experimento de novas coisas e dois, engajar para para causas que sejam de fato engajantes e coletivas para ir para outro lugar. Então as histórias elas precisam fazer parte dessa, tem os componentes. Então imaginação,o componente entretenimento, que é uma forma de comunicar e sensibilizar essa essa comunidade ali. E aí você tem um outro um outro componente que é o movimento conjunto, que faz parte daquela história que você falou ali do do coletivo de fazer junto e tal.

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Consegue secar isso que mais tá por trás dessa história aí. sem send se não for tão estratégicas que acabe com o seu negócio ou você é uma reflexãonão não não muito pelo contrário. É isso, isso é algo tá tá em em construção aí, né? Como eu falei, ele tem tem bases muito claras ali, né? O primeiro o forsite estratégica. Cara, a gente fez olhar paraos sinais que estão acontecendo no no planeta.A gente fez uma coisa muito legal no ano passado. A gente foi convidado pela pela Amb. Esse foi o The Long Game. Fui convidado pela pela Amb para ir durante a COP 30 fazer uma provocação de futuros para o futuro da bioeconomia da Amazônia.. assim, cara, a gente mora em São Paulo, em Portugal, né, a gente não tem relação, mas o que que a gente percebeu que a gente é muito bom nisso, em mapear os sinais que podem ampliar o repertório para ir para outro lugar, apesar da gente ter no nosso grupo lá um antropólogo que viveu com comunidades indígenas durante projetos durante muitos anos, enfim, tem um histórico super interessante nisso, mas eu falou assim, vamos fazer primeiro esse mapeamento. A gente map, a gente mapeou cento e tanta 95 forças de mudança e tal. Como é que a gente vai mostrar, como é que a gente vai chegar em Belém, vai falar assim: "Ah, você que é da comunidade, você que vamos aqui, olha aqui, ó, vou te entregar 95 coisas para aumentar seu repertório, vamos criar um futuro novo."É,não tem engajamento, entãonão tem conexão nenhuma, né?

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É isso. Que que a gente fez? A gente criou uma experiência de design especulativo. Então, qual foi? A gente chegou lá num palco que que deram pra gente e a gente começou contando uma história e a história vinha de um shake, de uma um árabe, era um fundo metade europeu, metade árabe, que tinha comprado uma terra gigantesca no meio da Amazônia e que essa terra era um um um pessoal de filantropia e tal, que essa terra ia ser doada pro melhor projeto de bioeconomia. E aí o que que a gente fez? as forças que a gente que a gente mapeou lá, a gente fez a gente fezvirou recurso,virou recurso. A gente fez o quê? A gente criou a aí foi a gente mesmo nisso, mas é claro que a gente teve algumas conversas, mas ainda assim do nosso lado,a gente criou três projetos para apresentar para as pessoas. Era um projeto que falava de cura, né, umas coisas mais sensoriais, o outro que era como se fosse o dar voz para pra Amazônia. Então, era é tudo um projeto que misturava tecnologia, entendimento das dinâmicas, né, ancestrais e também, representação, né, chega de todo mundo tentar salvar a Amazônia. Amazônia fala por ela mesma, então era era quase como criar uma embaixada,é uma embaixada da Amazônia que responde pela Amazônia em vários lugares.

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. E e tinha um outro que tinha a ver com com indústria, que que levavam para futuros completamente diferentes, mas futuros possíveis, porque os sinais estavam ali. Então, a gente abriu agrupou esses sinais, demos três caminhos, só que a gente criou três projetose a gente fez um filme para cada um desses projetos e a gente chamou pessoas locais para simularem que estão apresentando esses projetos lá como se esses projetos de fato existissem, mas eles não existem. Isso é uma especulação possível, mas eles não existiam. Tem até um um grande amigo nosso, é o o Uraã. Uraan, ele é o o cacique da da tribo dele. Ele é vice-cacique do povo Pauruí, que é uma uma tribo amazônica. E ele tava lá no festival, a gente conversou, a gente sempre conversa bastante com ele, falou assim: "Cara, você tá para representar um desses projetos para para dar uma cara de de de verdade até quando a gente precisa aqui". Eu vou assim topo, cara. Então você tinha um um representante de um de um povo nativo,parecia que era verdade,parecia com o projeto super futurista para ocupar um espaço na Amazônia de um fundo árabe, cara, aquilo. E aí a gente pedia pras pessoas discutirem para ajudar a votar em qual projeto merecia ganhar o espaço. Aquilo foi um misto de sensações nas pessoas ali que foi maravilhoso de maravilhamento. Primeiro parte maravilhada porque cara isso aqui é muito legal. Pode ser de fato abrir a cabeça das pessoas para futuros que elas não estavam pensando. Cheque árabe, pô.

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Por outro de revolta, porque cara, eu moro aqui, eu tenho projeto isso aqui, como é que nunca me consultaram para fazer um negócio desse? Então a gente passa por um processo como esse, a gente criou um portal pro futuro. E aí o que que a gente fez? A gente contou que de fato era um design especulativo e a gente explicou porque que a gente tava fazendo isso. Você percebe quando a gente traz o isso é uma, é uma entrega de entretenimento. Eu uso o entretenimento para criar esse portal, aumento o repertório e as possibilidades. Aí depois a gente chama as pessoas para cocriar. Aí já tem todo o entendimento do que é que ah, não é que pega postite, cola aqui, vamos expandir, vamos não, já tem todo um envolvimento. E aí as novas costelações começam a surgir a partir do mapeamento externo que a gente fez, que muitas vezes sinais, esses sinais não estão no radar das pessoas ali, mas a partir também dos sinais que estão mapeados pelas próprias pessoas que estão ali.

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Então você começa, é sempre o próo de fora para dentro e de dentro para fora. E aí você começa a emergir e criar coisas e criar coisas novas.Muito legal. E você falou uma frase aí que eu queria te fazer uma pergunta. Você acha que o Design Thinking perdeu pro Postit? Ou seja, o postit virou um estigma tão grande do processo que o próprio processo perdeu relevância. Porque as pessoas olham pro postite, fal: "Ih, isso aí é aquela coisa do postite."Já eu vou te responder isso falando, contando a história da calça jeans. A calça jeans é o seguinte, a calça jeans surge, né, lá na década de 60 por trabalhadores, né? por operários e que o movimento HIP se apropriou como estética.Então, o movimento HIP se apropriou como estética. Então, usar calça jeans era uma coisa que representava a revolta, a paixão, o novo, todo um movimento, né, antiestatus quo que o movimento RIP representou. Aí o que aconteceu com um processo como esse? a indústria viu para assim, opa, é uma tendência, absorveu isso como tendência, virou moda, hoje todo mundo usa calça jeans e o e o por que aquilo nasceu e e aí foi e virou um símbolo de um movimento que foi perdido ao longo do caminho. Acho que esse é o movimento natural de todo o tema, de todo o tema que surge para tentar dar uma resposta. O branding sofreu isso,o design thinking sofreu isso, o futurismo tá começando a sofrer isso agora também. Então é natural, as pessoas olham e fala: "Pô, tem uma resposta interessante, uma resposta rápida, vamos pegar aqui, vamos massificar, transformar em algoritmo." Quando a gente transforma o design em algoritmo, a gente perde parte da potência. Quando a gente transforma o futuro em algoritmo, a gente para de enxergar mais possibilidades.

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A Ia virou, A virou o algoritmo da IA, né?A Ia virou o algoritmo da IA. Exatamente. Algo que tem a capacidade de expandir o o a natureza e o potencial humano. Ele é usado para quê? justamente para estreitar, para dar resposta rápida.E sobre motivações humanas, então vamos lá. tem essa história algorítmica, que nós sabemos que, se, né, o SEO de, então, essa é uma resposta algorítmica também que te leva pro mesmo lugar e paraa repetição, né, a o cover de si mesmo. Mas o quanto isso tá relacionado só a percepção capitalista, mercado e vender, porque é aquilo que é o espaço seguro. Enquanto isso também é um desejo humano da da das mesmas fórmulas. pegar um exemplo estúpido. Novelinhas do TikTok, o formato é o mesmo sucesso. Tanto é que o TikTok tem lá novelas e tal, não sei quê. ela ela obedece essa essa relação algorítmica, mas o quanto ela tá relacionada a a as motivações humanas do espaço de de conforto e de ser torcida e torcedor e daquela mesmo fluxo da história. Então assim, horrível quando a história não, o protagonista ele perde no final, né? Então, tem uma cadência algorítmica esperada e quando isso muda também não é tão bem aceito, né, como motivação humana da

58:19

Percepção comum.É que etério, né?É, é, é, não é tão bem aceita, é mais fácil conversar com você, Gabi, nas nossas conversas etílicas.Já, já estão tomando aí. É isso, é isso. Saúde, saúde.eu acho que tem, acho que tem alguns pontos aqui nisso, né? Vou, vou, vou jogar coisas aqui, tá? Porque também não, não tenho respostas prontas aqui.Aham.Mas acho que tem um conjunto de coisas, né? Primeiro é a gente quer, a gente tá vivendo no num momento de muito, muito estímulo e muita excitação sobre as coisas novas que estão emergindo. Então, tem muitas oportunidades e as pessoas querem agarrar tudo isso muito rápido e ter respostas. e ter respostas rápidas para para essas coisas todas, aproveitar o máximo essas ondas que estão vindo para para surfar e tentar fazer. Acho que esse é um movimento é um movimento natural e aí tem o movimento de mercado de que quer criar um padrão para tudo que a gente tá acontecendo,segurança e menos risco,segurança e menos risco. Então você começa a ter esse processo de de de massificação, né, de de perdas de de possibilidades indo para para um caminho único, que tá vulgarizando de algorítica, né? Mas e então essa história tem outro, é, mas tem outro para mim que é o seguinte,cara, a gente passou por uma pandemia há pouco tempo atrás que mostrou pra gente que para mim assim, se teve uma coisa boa na pandemia, uma grande, né, desgraça que aconteceu, mas teve uma coisa boa na pandemia, é que a gente parou para pensar pela primeira vez durante décadas no que é que a gente estava fazendo com a nossa vida e com o mundo. Todo mundo parou

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Para refletir em algum momento que é o mundo pode acabar, o que é que eu tô fazendo da minha vida? Será que o que eu tô fazendo tem sentido? É,e isso para mim trouxe uma coisa muito forte que é a reconexão com o que o querer, o o coletivo que a gente tá muito individualista, de se conectar um pouco mais de uma busca por um propósito que nem sempre ele vem, de querer dar mais sentido para as coisas. a gente tava muito entorpecido pelas coisas acontecendo de uma maneira muito algorítmica, muito matemática. Então, cara, e aí de repente vê a pandemia, a gente aprendeu um monte de coisas, faz poucos anos que a pandemia acabou, a gente tá puxando de a o mercado tá puxando a corda de novo para encaixachotar do mesmo jeito, mas as pessoas não estão mais do mesmo jeito. Então, elas estão entorpecidas com a com só ver o movimento que tá sendo criado ali, pô. É legal as pessoas trabalharem juntas. É, a gente precisa todo mundo trabalhar junto do mesmo que a gente trabalhava antes, não, porque antes também a gente já sabe que não funcionava. A gente tá voltando para quê? Para aproveitar o potencial humano ou para aumentar o o controle, percebe?

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Então, cara, isso também enche o saco das pessoas e deixa ela que elas buscam por respostas mais fáceis. Eu eu tô eu tô exaurido, eu tô cansado. A, a promessa, a, a Iá surgiu com uma grande promessa de, cara, vamos, vamos automatizar essa parada toda aqui que vai sobrar mais tempo pra gente pra gente pensar em outras coisas, porque tá acontecendo exatamente o contrário. A gente tá sendo esmagado cada vez mais por pressão de eficiência, pressão de eficiência, pressão de eficiência, que aí a gente entra na armadilha do curto prazo, a gente para de pensare já faz tempo, né? quando chegou o e-mail falou: "Não, agora vai ser mais fácil porque vai sobrar mais tempo para você fazer as coisas."Não,nenhuma, né? Sobrouvai analisar, mas é agora vem o WhatsApp, agora conversa tá muito mais, ou seja, cada nova tecnologia que vem, vem para tirar tempo, não para dar tempo pra gente, né?

1:01:57

Que você falou, né? Então, nós não estamos falando sobre uma motivação humana, mas talvez uma motivação humana que do espaço de conforto por um excesso.Ô, Gabis, nós somos a a única espécie que tem a capacidade de pensar sobre aquilo que ainda não veio.. É, talvez essa seja uma das maiores, separa dos outros animais do mundo.Talvez seja uma das maiores. Conhece o jeito que pensam os outros animais, né? A gente acha que tem, a gente acha que tem essa vantagem, né?Só não fala sobre você,não fala na nossa língua.Mas é, mas é isso, mas é talvez isso a gente esteja agora começando a encarar aquilo de fato faz a gente humano.

1:02:46

É. E isso que faz a gente humano, que gera esse esse engajamento para para ser coletivo, para criar coisas novas, a gente não tá conseguindo fazer.É,então é a motivação, ela é humana, porque a hora que a gente se afasta disso, a gente cria um entorpecer. E cara, beleza, que bom que tem a IA, porque eu já tô tão de saco cheio de fazer essa parada que eu vou fazer de uma forma tão automática, porque o cara vai aceitar ele também de qualquer jeito. Eu já sei como é que ele quer aceita as coisas e tal, já coloco o prompt para com os cacuetes que o cara quer receber do jeito que ele quer, cara, que eu fico aqui economizando minha energia para tentar fazer para, sei lá, para sobreviver, não para criar essas motivações que tem esses gatilhos na IA. Então, em, né, em teoria, mas na fundamento da inteligência artificial, ela tem uma evolução da da estatística, né? Então, pô, quando estudei inteligência artificial, 2018, tá? Toda a história por isso que eu falei que 2022, novembro 2022 a gente junto lá em Lisboa e mudou essa história porque vier ativo, mas ela é uma máquina de inferência, não é uma máquina de respostas. E a base original dela é sempre dado, né? Não, ela, por mais que ela gere, ela gere em cima do do que ela tem, né?

1:04:07

Sim, mas é uma base de diferença. Ela não responde, não deveria responder no conceito dela, porque ela te entregaria, isso é 98% a possibilidade de que isso é verdade, não? Só que no modelo que nós usamos hoje, ela é uma máquina de respostas.Então, por quê? É porque quem faz a pergunta é ruim de dar resposta.Não, não é porque ela aí ela vai, aí ela ganha,ela vai para uma motivação, ela vai para uma motivação que fala: "Genial, você menos de 1% da população que pensa dessa forma. Empuxação de saco.Essa pergunta é brilhante. Ótimo, brilhante. Você é maravilhoso, ótimo. Tallegal que a pessoa vai se convencer.E aí você junta E aí você junta com uma crise de autoestima ainda. É, aí você precisa resposta rápida, tá? Tá de saco cheio. Tem alguém tá falando que você é inteligente ali ainda, pô. Mas seja uma má conversar com esse, né?Já que eu tenho que escolher com quem que eu vou conversar, vou conversar com ele.

1:05:02

Mas tem uma coisa legal que eu tô propondo aqui, tentando voltar aqui pro campo do design..Que é isso me fez refletir bastante também sobre o futuro do design..E a gente sempre fala da intenção do componente do design.Cara, eu acho que sim, né? o design, talvez dentre as as profissões que a gente tem aqui, talvez ela ela tenha a que que mais tem se transformado nos últimos tempos. Eu tô falando de design especulativo que eu não não sabia o que isso era há 8 anos atrás, né? Tava falando de branding, que eu não sabia o que era isso há há 17 anos atrás. Então você tem tem uma evolução aqui que vai acompanhando um pouco da estrutura e evolução do do mundo que e tem sempre o componente humano, né, da intenção humana que tá por trás, que acho que são componentes que quase que fundamentais, sabe, do desenvolvimento. Então, acho que tem futuro, sim. Só que o que eu vejo hoje é a gente olhando muito para de novo, né?

1:06:04

Olhando muito para as entregas do design, como entregas materiais puramente estéticas expressão,expressão e não só do componente ético evolutivo,deliberables, né? Vou entregar umaque se a Iá consegue fazer filmes mais legais, porque faça porque tá fazendo uma coisas incríveis, tem uma capacidade melhor do que do que a nossa ali, né? Mas é isso, acho que aí o ponto é qual é a intenção, o que que a gente quer fazer com isso? A gente não pode esquecer desse componente por trás de desenvolver essas coisas. Então para mim,o futuro do design, ele tá conectado com a sua essência ainda que é a intenção. Mas mais do que isso, o o designer ele sempre foi também o guardião da ferramenta, né? Eu preciso de alguém, você procura designers, né? Pelo pelo qual ferramenta ele usa, não pela entrega que ele tem, não é? Então, enquanto a gente esver ferramentalizando, a gente tá perdendo potência. Então, para mim, é óbvio que o designer, ele tem que aprender ferramentas, tecnologias, estão todas aí. Acho que inclusive agora é a hora, eu tô eu tô falando de alguns desafios da, da inteligência artificial, mas para mim agora é a hora da gente mergulhar de cabeça nessa parada, experimentar o máximo que a gente pode, testar todos os limites para ter os aprendizados para poder criar coisas melhores.

1:07:13

.Porque o design é sobre isso.Sim. esobre exploração. Então eu acho que a gente tem que olhar o designer para mim do futuro, ele vai entender de ferramentas, ele vai ser orquestrador de como sempre foi o designer, sempre foi um orquestrador de conhecimentos de pessoas que, né, isso aprendi muito inclusive com com trabalhando com Fred, né? O Fred sempre falava muito isso. O designer ele não é bom em muito bom em uma coisa, ele é muito bom em conectar, em conectar, em conectar, entender e conectar. Eu acho que continua fazendo isso, orquestrando talvez agora com componente de tecnologia. Então vamos conectar tecnologias nessas paradas para fazer acontecer. Mas acima de tudo para mim o papel, isso muita gente vai poder fazer, né?Porque agora eu programo, eu programo sem saber programar, eu posso fazer um filme sem saber filmar. Então agora é e essa é a beleza da tecnologia, democratiza, né, as potências.

1:08:04

Você democratiza e cria potência. E aí, o que que falta como isso tudo hoje como olhando pro futuro como grande papel do designer, do design para mim hoje? O design ele precisa ser o guardião da imaginação.É isso.Queria pegar um gancho nisso que você falou que você me fez lembrar de outra coisa. Tem um livro que você deve ter lido já chamou Paradoxo da Escolha do Ber Schwartz que ele parte de uma de uma premissa que é pro ser humano ser feliz, ele precisa ter a liberdade de escolher. E a grande pergunta que gera o paradoxo é: por que num mundo aonde as possibilidades de escolha só aumentam, o ser humano tá se tornando infeliz? Aí eu trago esse qual é o paradoxo do design? Se a gente tem tanta ferramenta à nossa disposição, né? E se a gente tem tanta potência que que era um limitador anterior, né? Eu eu não dependo mais do conhecimento que eu não tenho para fazer uma atividade, porque eu tenho esse conhecimento à minha disposição. Por que da crise de imaginação se agora a gente tem muita possibilidade de explorar a nossa própria imaginação, né? Onde é que tá esse paradoxo? Por que que a gentenão, na verdade esse é o paradoxo,ele é o próprio paradoxo.

1:09:12

Ele é o próprio paradoxo. De um lado, eu tenho ferramentas, informações, como a gente nunca teve antes. Do outro eu tô enxergando e vivendo cada vez menos futuros. Esse é o paradoxo. É isso que a gente precisa resolver. Por isso a gente o do da proposta évamos botar o povo para enjoy o processoe vamos ampliar possibilidades.Eu acho que é isso. A gente ainda olha pro branding para dar respostas rápidas. A gente ainda olha pro pro produto para dar respostas rápidas. A gente ainda olha pra estratégia, para negócio para dar respostas rápidas. Acho que agora pra gente acabar com esse paradoxo é a resposta rápida, ela é importante. Eu posso até reservar boa parte do meu tempo aqui, né, dos meus recursos, né, 80% dos meus recursos para responder o agora, porque o agora tá de fato necessitando aqui muitas coisas. Mas e o depois?

1:10:00

.O que o que vem depois? O que vem depois da gente? Porque a a gente vai encurtando a visão a partir da nossa vivência, cara. a gente vive, a nossa expectativa de vida é 80 anos, vai aumentando cada vez mais 80 e poucos anos no Brasil hoje.Cara, nossa expectativa de vida em relação ao mundo, ela é muito curta. A gente quer fazer o máximo para consumir o máximo que a gente tem. E quando a gente vai pra organização, é pior ainda, porque a minha expectativa de vida numa organização é de poucos anos e num cargo é de poucos meses muitas vezes. Então, quero fazer melhor entrega, dar o melhor resultado para ir pro próximo. A gente tá criando a nossa própria cova, o nosso próprio caminho nesse nesse contexto profissional. Você acha que tem saída? Eu vou vou usar uma frase. Uma vez eu contratei o o Loves e o Mário Sérgio Portela para um projeto de um banco, não vou citar nomes aqui, né? E o tema ali do da discussão era a sustentabilidade, né? Então a gente trouxe eles para adicionar uma camada filosófica a essa discussão, certo? E aí uma pessoa virou para pros dois, né? O tema era era sustentabilidade. Eu falou: "Por que que por que que a gente tem tanta dificuldade de fazer esse tema avançar, né, se ele é tão importante para todas as pessoas?" E aí o eu não me lembro se foi o Cloves ou se foi o Eu um dia eu vou até olhar assim, já falei isso várias vezes, preciso olhar as fitas ali para ver quem falou exatamente para dar o crédito, né?

1:11:21

Mas eu acho foi o Cortela, ele disse: "Olha, o grande problema da sustentabilidade é que aí eu vou usar a frase que ele usou, pauta erotização pro tema". o que ele tava querendo dizer, isso não dá tesão em ninguém. Ou seja, não adianta a gente discutir o mundo que a gente vai deixar para as pessoas,sendo que as pessoas não estão nem aí pro mundo que elas vão que elas vão deixar para as pessoas, porque o que importa para elas é a vida dela. Então, usei essa frase para dizer assim: será que a gente consegue fugir dessa, né, de sair do próprio umbigo? que o que eu vejo é que a grande maioria, por mais que pregue na missa, né, a o bem comum, na hora do vamos ver tá pensando é no seu, né?Será que isso é um comportamento mutável?

1:12:08

Eu eu acho viver,nós vamos viver esse paradigma pro resto da vida.Colocar um componente e pra mesma pergunta, né? A gente tá tipoquando é o Gabis que vai perguntar, quando é o Gabis vai perguntar, eu tomo até um gole de cerveja para conseguir responder. E o Mário GPT aqui nós estamos nesse papa assimt. Gostei do papa.É, gostei doExcelente pergunta.Excelente pergunta.Você mandou muito bem.Não, então e tem um componente que é o profissional, né? o apaixonado pelo pelo ofício, tô tenho falado bastante isso, né, que também às vezes muitas vezes inclusivetem um um uma idealização de eu posso fazer de qualquer lugar, mundo de office e tal, não sei o quê, e ele só quer ser um Ubers e um projeto, entendeu? Ele só quer receber uma corrida e tem,eu quero meu e basa, né? É, é, tem essa esse componente também, só para juntar isso com que o que falou. Então assim, nós temos de um lado a expectativa, né?

1:13:14

Então, que a gente deseja do proetivo,pro coletivo. E também tem às vezes o profissional que fala: "Cara, só quero colocar meu fone de ouvido, eu vou trabalhar na praia ou de qualquer lugar do mundo viajando, eu não quero saber."Mas a gente precisa. Não tô criticando tudo, não é? Eu acho que o desafio aqui não é não é ou um ou outro.O desafio é que hoje, foi isso que o Gian trouxe, desafio que hoje o nosso olhar ele tá olhando para todo mundo pro mesmo lugar.É,esse é o desafio. A gente precisa de pessoas que olhem para para esse lugar, mas não todo mundo.Então a gente precisa o quê? Fazer o quê? Para mim essa ampliação a primeira camada. A segunda camada para mim é o componente do do sonho, tá? A gente fala do entretenimento, mas no final do diaé, cara, as pessoas estão, a gente sempre falava muito isso em brand, né?

1:14:06

Pô, as pessoas querem participar da construção das marcas e querem né, fazer junto, porque elas amam as marcas e tal. Hoje eu sempre acreditei muito nisso. Eu acho que isso faz muito sentido porque a minha a minha entrada vem do branding, mas eu acho que primeiro rola uma, né, uma romantização muito forte dessa parada. As pessoas querem, pera aí, pera aí. a pessoa vai participar aqui para eu poder ganhar mais dinheiro, porque ela vai numa marca que ela ama, mas ela ama uma marca mesmo. Eu tenho, é, eu tenho um pouco de hoje eu tenho um pouco de crítica sobre essa construção, mas acho que o que as marcas podem fazer com o poder de mobilização que elas têm, cara, é essa chamada para sonhar o diferente. Quando eu chamo, quando eu abro uma chamada para isso, mas venha construir a minha marca, cara. Vamos construir um uma possibilidade diferente de visão de futuro. Vamos fazer. Elas estão tão carentes de carinho, de querer construir coisas novas que a hora que você fala isso, eu não quero, eu não quero criar um sabor novo pro teu salgadinho.

1:15:08

É. E você fala isso, se você pegar as grandes marcas que de fato ganharam alguma relevância, todas elas fizeram um convite para isso, né? Então assim, marcas conhecidas, né? A Nike não chama você para comprar o tênis. Ele diz: "Olha, eu acredito que em todo corpo existe um atleta. Tô aqui para despertar os que existem por aí. Vamos lá, né? Nisso que eu acredito. A a mesma coisa, ó. Eu acredito que o status qu tem que ser rompido, né? Então tem sempre um convite a um sonho, uma realidade aí, uma um portal para usar a palavra que você usou, um portal para um mundo que não é um mundo que as pessoas estão vivendo. Acho que toda a marca,mas acho que aí para uma camada um pouco mais profunda, talvez, né? Porque a gente tá entendendo hoje também que o o limites do mundo que a gente tá enxergando e e a conta tá chegando pra gente,pô, a gente já consome quase duas vezes a capacidade do planeta de se regenerar.

1:16:01

Será que o convite para eu cuidar do meu corpo para eu comprar mais não sei quantas camisetas?Sim,sabe? Eu acho que aqui a gente pode começar a chamar das marcaspara para reimaginar os próprios modelos. Se a Patagônia, que é uma marca de sucesso, ela tá de alguma forma fazendo um convite para tentar reimaginar o capitalismo, quant uma só ali, se tivesse cinco, seis marcas grandes fazendo um processo como esse, as pessoas estariam refletindo de uma forma completamente diferente.Então, mas aí eu acho que vem entra um pouco do dilema do capitalismo, né, e da e acho que o grande dilema dos executivos, né? Então, quando você tem um fundador e faz um convite a uma crença, né, e resolve colocar essa crença na alma da organização do tipo a Nike, seu ponto de vista de marca, aquilo é uma proposição que gera engajamento. Aí eu tenho uma segunda escolha, que é como eu vou ganhar dinheiro com essa proposta. Aí eu escolho o tênis, o tênis que vai poluir, que vai trazer mais um monte de coisa, vai gerar mais resíduo e etc. Só que uma marca que faz uma proposta como essa, ela pode transitar de um lugar pro outro, ou seja, mudar o modelo de negócio sem perder a conexão com aquilo que ela representa, né? É diferente de quem atrela a sua marca aquilo que oferece, né?

1:17:16

Porque tá preso naquilo, né? Então, até isso eu acho que uma boa, uma boa marca pode trazer, né? quando ela quando ela se propõe a construir futuros que sejam interessantes,ela pode ajudar a criar novas, né, ficções que engajam para lugares melhores do que o que a gente tá vivendo hoje. E aí a partir disso, que acho que aí é o mais importante, né, porque não é só para gerar um engajamento, mas para para gerar de fato um campo aonde as pessoas podem se conectar e sonhar e que elas possam a partir dali ter a possibilidade de de criar coisas diferentes, inclusive desafiando o próprio sistema. a gente fala muito, né, demonizando o capitalismo. Eu acho que ele precisa ser endemonizado em muitas coisas também, mas o acúmulo excessivo de de lucro nessa pela troca do capital, ela é ela é uma coisa relativamente nova, né? A gente sempre trocou coisas, a gente sempre teve essa relação. É, o que eu tava dizendoa gente sempre teve. Então a gente, a gente pode pensar o o cooperativismo, por exemplo, apesar de bastante burocrático, cara, eu tenho uma uma construção capitalista de gerar valor, de gerar lucro, de gerar, mas um pouco mais coletivo, com trocas mais genuínas, com desenvolvimento, né, da sociedade junto com essa estrutura toda. É que hoje a gente usa a a estrutura só para acúmulo de capital. Mas aí eu eu que eu acabei falando uma coisa e eu esqueci de complementar. Então, para mim, o grande dilema dos executivos é na hora que eu tenho uma proposição e eu resolvo fazer de uma determinada forma, acho que os executivos, né, tem que tomar decisões difíceis, né, não tô criticando os executivos porque a gente em algum momento na vida é um executivo que tem que tomar uma decisão difícil. A tendência para você escolher o caminho que gere o maior retorno é muito muito

1:19:00

Grande.Claro, né? E isso acabamais rápido, né? É, porque você tem uma trajetória aqui que ela vai cumprir com um papel, mas ela vai demorar a gerar um efeito coletivo e e não, portanto, não vai engajar na velocidade. Aí você tem um caminho aqui que engaja muito mais rápido, as pessoas consomem aquilo. Já é uma um consumo de hoje, não é um consumo de amanhã. Eu não tenho a barreira de ter que ensinar as pessoas a consumir. E eu acho que essa esse dilema de tomada de decisão, até porque as pessoas no mundo de hoje são medidas por por aquilo que são capazes de produzir, né? Eu falo: "Deixa eu ouv, deixa eu ver se você é bom, deixa eu ver o efeito do que você fez, né? Quanto disso você vendeu? Ah, vendeu pouco. Não, mas é que eu tô apostando numa trajetória mais próspera. É, então, mas o seu resultado hoje vou ter que acreditar no que você tá dizendo, né? É, aí isso suga o cara tomar a decisão mais fácil aí, porque aí vem justamente a falta de visão. Se eu tenho uma visão de futuro que eu falo assim, cara, o mundo está indo nessa direção e eu vou começar com um experimento aqui que vai me sugar um pouco de energia, mas eu tenho uma roda girando aqui, como ela sempre girou, mas eu tô investindo em alguma coisa aqui para falar assim: "Putz, isso aqui ali na frente vai se transformar numa outra coisa?" aí justifica. a gente precisa ter o acúmulo de capital para desenvolver novas coisas e continuar crescendo. A grande questão é quanto tempo você vai querer sobreviver, porque as marcas hoje vão virar cases de MBA cada vez mais rápido. E aí o o ponto aqui é, pô, a gente fica lá investindo em inovação, inovação, inovação, inovação, colocando tubo de dinheiro num monte de coisa nova que tá aparecendo porque é novo e a gente não sabe para que tá investindo naquilo. Aí vem a primeira crise, corta tudo, aí diminui o investimento em inovação porque não sabe onde tá indo, porque tá só consumindo dinheiro e não tá tendo retorno, porque

1:20:42

Você não tá conseguindo enxergar onde isso vai tá. E às vezes apando de construção de narrativa, assim, eu não consigo sustentar uma história que engaje até o tempo suficiente daquilo começar a gerar o efeito.É que não que a narrativa ela tem vários componentes, né? Eu acho que sim, pode ser falta de narrativa, mas acho que sim, é falta também de entendimento dos sinais para para enxergar onde o mundo o mundo pode se estender.Entendi.Não é só criar uma narrativa. É por isso que eu bato muito quando narrativa o talento de contar a história, né? Porqueou uma uma narrativa de futuros aonde eu tenho de fato uma composição de de sinais que abrem espaços ao futuro pode ser isso ou pode ser isso. Se acontecer isso, a gente vai para esse lugar. Se acontecer isso aqui, vai para outro lugar. Até porque tem fatores. E aí nesse caso eu acho que o branding muitas vezes ele é muito auto autorreferente, né? Ah, eu quero ser o maior e melhor e não importa o que o mundo tá fazendo, eu vou fazer porque eu souNão, e eu concordo com isso e eu acho que esse é o branding errado, tá? É isso. Então, tem um mundoque olha para umbigo,tem um mundo que tá acontecendo do lado de fora. Tem tem fatores que são externos a a a nossa posição como como organização. Mas se eu consigo enxergar diferentes possibilidades, eu tenho isso mapeado na minha frente e eu tenho apostas para para ser protagonista em cada uma delas ou ou respostas para para cada um dos lados que estão vindo, eu me estruturo de uma forma muito melhor para sobreviver muito mais tempo, para gerar muito mais engajamento, para oferecer mais possibilidades de novos futuros para as pessoas.

1:22:14

E que dica você daria para as pessoas que não estão acostumadas a pensar sobre futuro nas suas empresas, né? você deu uma boa dica, né, assim, construa um contexto, né, e instrumentalize as pessoas para para que elas possam pensar, mas como é que você que dica você daria em termos de processo, né? Como é que eu trago um time meu para uma sala para poder especular possibilidades de futuro para além daquilo que a gente no dia a dia é capaz de pensar? É, é, eu acho que é o primeiro ponto aí conseguir chamar pessoas de fora para fazer provocações certas, porque senão a gente vai cair no mesmo ponto do que se falou do descara vai fazer um bom processo do jeito errado, né?É isso, cara. Eu eu eu capacitei, cara, centenas de pessoas em design thinking, chegava uma hora eu fazia um check no final assim assim, não, o que que vai ser? para ver se na época era há um app, um truck, um as ideias elas vão sempre pros mesmos lugares, dependente do processo que você faça. Então o que você precisa é gerar níveis de engajamento maiores, trazer novos repertórios, provocar para lugares diferentes. Não adianta trazer ferramenta para uma estrutura e processo e e repertório que vem no mesmo lugar.

1:23:25

Ou seja, você que tava esperando uma dica de fazer um um design especulativo, não vai rolar porque vai,olha, três, três caixas de postite, dois frameworks impresses e uma canetinha onde você vai criar o futuro da sua organização. É trazer trazer gente competente para fazer isso dentro da tua organização. Se você tá com desafio, com certeza ou contratar ou ou, né, trazer gente para internalizar pessoas que até porque você não traz gente de fora, a chance de você repetir o que tá acontecendo lá dentro é muito grande.Claro, é o caminho mais fácil.Tem tem dentro da dessa pergunta do do Gian e e as últimas falas e é sua também. então ali corta-se a verba sustentabilidade, inovação. Isso é recorrente o que tem acontecido, né?

1:24:13

Acabando esses departamentos,é só apertar o cinto queéacaba a vontade de fazer outra coisa.É, é,volta pro básico.E aí, e a falando também da percepção do da exponencialidade do ganho rápido e do imediatismo, essas são são expectativas, né, Bet? É um, sabe, uma expectativa de ganho rápido, né?.Do imediatismo, né?E a gente vê que isso funciona, né? Então, tem um gatilho ali e aí eu tô falando de novo ali das motivações humanas e tal. E o Mário tá trazendo uma reflexão bem assim bem refinada, provocativa da do convite para imaginação, né? então a pergunta do Gian trazer de volta aqui, você levaria para quais caminhos de expansão da imaginação que elas são possibilidades assim, literatura, viver experiências em comunidades que de de diferente daquilo que você vive.

1:25:28

Tem, acho que tem d tem o tem uns caminhos assim que você fala de vez em quando. Ótima pergunta.Vamos lá. Hora GT.Ótima pergunta.Não, cara, eu acho que assim éjá é mesmo.É, não, eu acho que tem tem algumas coisas que que a gente trabalha muito pouco hoje por causa dos contextos no campo da das organizações que eu falo, o que eu falo muito sempre o primeiro é cara, como é que eu estimulo a minha curiosidade? Isso eu falo pra pessoa que tá entrando na faculdade para pra pessoa que tá que tá há muito tempo no mesmo para todo mundo, cara. Como é que eu as portas vão se abrindo e e cada porta que abre é um universo novo, cara. Precisa gastar energia para para desvendar essa essa parada. Você vê um dos grandes desafios que tem hoje de de implementação de transformação tecnológica nas organizações não é tecnologia, são as pessoas que t medo, que tem barreiras, não quer sabe, que não querem,né, que gera receio. Então, cara, manter a curiosidade para para explorar novas portas, acho que é o é o é o é o primeiro caminho. Repertório é outro. É outro, cara. Você vê essas histórias todas aí na PO, tem aqui cursos que fala de liderança, todo mundo que se torna um grande líder, vai fazer um curso lá na na Indonésia com a galera X assim assim assado. Vai antes ir pro Burn Man antes de virar antes de virar hype, né? Tem várias histórias do Vale do Silício que contratavam, né, os CEOs e essas coisas em conversas, né, de expansão de consciência no no Burning Man. Então essa busca ela ela existe, o

1:27:13

Que a gente tá perdendo hoje talvez seja a capacidade de usar, né, isso para para um para um contexto mais mais e mais interessante. Então assim, ampliação de repertório é fundamental, curiosidade, ampliação de repertório. E talvez aqui, mais do que isso, é como é que eu consigo me desafiar a trazer a incerteza e a imaginação como parte da estratégia.. porque elas trazem componentes altamente não conhecidos pro pro contexto. Isso precisa começar a fazer parte da da mesa do jogo.Esse eu acho que é o o lugar do design dentro do mundo da estratégia, né? Porque de fato o que eu tenho visto, né? cutucando as empresas por um espaço de discussão séria, de um jeito que eles acham que não é sério, mas que no final das contas percebem que é mais sério do que do que a discussão anterior. É isso, né? Assim, vamos discutir esse assunto que vocês estão acostumados a discutir em cima de planilha, número assim, vamos discutir isso de um outro jeito. Esse eu acho que é o espaço de provocação.

1:28:16

Isso é um pedaço, né? Isso não é o todo, isso é um pedaço do todo. Tem esses outros elementos aqui, ó,que que talvez são mais orgânicos do que do que isso que você tem aqui, que precisam fazer parte dessa que às vezes são muito mais naturais, né? Porque no fundo você tá assim, vamos pensar a história da nossa organização e vamos entender o papel das pessoas na história dessa organização, ao invés de discutir departamentos e números e em e em percipação de crescimento, assim, vamos discutir a história de um outro jeito, né? E o que a gente tem experimentado, né, fazendo esse tipo de provocação, é grandes transformações, né, negócios extremamente tradicionais que param para ouvir o que a gente tem para falar e vão ganhando confiança e falam: "Cara, entendi, legal essa discussão e acaba se permitindo transformar o próprio negócio, né? Gente que tava travado e que passa a crescer e dobrar de tamanho só ouvindo a história de um jeito diferente,não?" E a tem uma coisa também que é vem uma reflexão aqui agora, que é a gente desafiar a nossa própria a nossa própria o nosso próprio conhecimento e conceito sobre futuro.

1:29:26

.Porque eu começo aqui, eu trago aqui uma uma perspectiva de futuro que claramente ela tem um uma viés. Claramente ela tem um viés, mas existem outras também. Hoje na na aula lá que eu tava dando na SPM, veio uma professora e ela levantou justamente esse tema. Ela falou assim: "Você como é que são essas perspectivas de futuro, tal?" Porque a gente estuda aqui alguns alguns povos algumas culturas africanas e a relação que eles têm com o futuro é completamente outra. A gente olha o futuro como diz o pra frente, né? O passado ficou para trás. É, o passado ficou para trás, o futuro tá para frente. Tem muitas culturas que olham para trás, o futuro tá para trás, que é o que eu não consigo ver. O que eu vejo é o é a construção que eu já tive até agora. Então, começa-se muito a falar de de futuros ancestrais e como a gente conecta essas conexões todas para cá.

1:30:20

Tem, eu ouvi o G, o o Gustavo Greco num num painel com com o Fred Gélio lá no lá no SP, que o o o Gustavo ele trouxe uma frase muit muito muito interessante assim que que ajuda a fechar esse que é uma frase da Lina Bobarde que eu vou eu vou tentar reproduzir o a essência dela, mas não a frase assim, mas ela falou assim: "Esse conceito de olhar pro futuro de uma maneira linear é muito ocident Ental.Tem várias formas da gente olhar o futuro. O futuro é um ponto que pode começar em qualquer lugar, sem um começo e sem um fim muitas vezes.Então a gente precisa começar a encarar também o futuro de maneiras diferentes e talvez isso aí até a gente quebrar as nossas perspectivas. Então, a gente tem que se desafiar o tempo todo para encarar a forma como a gente tá enxergando o futuro, para encarar a forma como a gente tá desenhando as nossas narrativas, para encarar forma como a gente tá fazendo o negócio, porque a gente já sabe que ali na esquina tá o Black Mirror. Se a gente continuar fazendo exatamente o que a gente tá fazendo agora, a gente vai virar um episódio, infelizmente vai virar um episódio do Black Mirror.

1:31:26

Então, a hora da gente parar e começar a pensar e se desafiar é agora. e já tá passando, porque daqui a pouco tem coisas que a gente tem tem pontos que a gente passa que a gente não volta mais atrás.E tem uma pergunta, quando você começa esse processo de design especulativo, tem uma pergunta provocativa, original, do tipo, vamos se perguntar, o que de bom a gente tem para escolher? Como é que você começa um processo como esse? Tem uma um ponto de partida, uma pergunta? o ponto de partida, porque assim como acho que essa é uma pergunta legal, porque ótima pergunta, porquetá aprendendo com Caiar Caiar. acho que essa é uma ótima pergunta mesmo, porque quando a gente fala de futuras possibilidades, é de cara, uma enchurrada de coisas e pode podem ser muitas coisas de fato, mas o primeiro ponto é assim, cara, pra gente não se perder nessa imensão de de possibilidades que podem acontecer, fal assim: "O que que a gente quer?" Primeiro é essa, assim, o que que a gente quer? Qual o recorte que a gente precisa fazer pra gente começar a estudar essa parada? A gente sempre fala muito qual que é o nosso qual que é o nosso objetivo e cara, até onde eu tô disposto a olhar longe.

1:32:38

.Essa é a segunda pergunta, porquequal o horizonte?Qual o horizonte de temporal que eu tô disposto a olhar? Eu vou olhar daqui 5 anos, pô, daqui 5 anos para futuro talvez não seja tanto tanto assim, mas para definir o seu planejamento de 5 anos, vamos olhar 10.. Vamos tentar olhar 15, porque é a partir disso que você vai criar os movimentos que vão criar ruptura no hoje, porque se eu olhar só pro cinco, eu vou criar as coisas agora para daqui a 5 anos aquilo que a gente já tá fazendo. A gente tem cliente, o GAPS participa desse desse cliente, a gente tem uma discussão lá, um cliente que eu participo do conselho que a gente tá ajudando a transformar e é uma empresa super tradicional, né? E a gente começou uma É. E a gente começou uma discussão lá sobre futuro, né? E parece que a história do futuro é interessante, mas às vezes o futuro dói, né? Porque tem uns futuros que as pessoas começam a ter o futuro que ela não tá, né?

1:33:35

Então são discussões que às vezes vem pra mesa e não é essa a intenção, mas ela às vezes ela aparece. Então eu não quero falar muito pra frente porque vai me fazer pensar uma coisa que eu não gostaria de pensar agora. Eu já passei por uma reflexão muito interessante como essa. Eu fiz uma vez, fui fazer uma vez uma uma palestra, uma conversa e era com muitos conselheiros, então eram com pessoas de muita idade, né, ali. E realmente essa relação temporal, a relação com o tempo muda com a idade, muda com muda muda com o contexto, muda com a cultura. Então, tudo isso muda a relação com o templo.Mas tem uma coisa interessante para para falar para para essas pessoas mais mais experientes, que é a gente tende a olhar o legado como algo do que a gente deixou para trás, que é a nossa construção de visão de passado. Mas por o acho que o maior legado que a gente pode deixar hoje, que essa é uma das grandes provocações de futuro, que é assim, cara, qual é o contexto que eu vou deixar aqui para que essas coisas novas emerjam a partir disso? Foi exatamente isso que a gente fez, né? E eu ia, eu ia concluir, olha, enquanto a gente estava discutindo os próximos 10 anos, não rolava a conversa. Sabe que a gente fez?

1:34:48

A gente falou: "Ó, nós vamos discutir os próximos 50 anos". Aí na hora que a gente falou 50 anos, a gente tirou todo mundo que tava lá da equação. Ficou fácil demais discutir, porque aí era o mundo que o mundo que a gente ia deixar dentro daquele mundo para as próximas gerações que nem nasceram ainda, né?É isso.E aí virou uma conversa mais fácil.E essa é uma pergunta muito boa para começar futuros, porque quando você escolhe não olhar pro futuro, você tá fazendo uma escolha.Exato.E essa escolha é perenizar aquilo que já está acontecendo.E a gente tem responsabilidade,é ancorar para trás, né? a gente tem responsabilidade, a gente precisa começar a olhar agora qual é o qual é o tipo de contexto que a gente vai deixar pros novos futuros emergirem. Talvez esse seja o maior legado que uma pessoa ou uma organização podem deixar pro mundo.

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É, e tem uma outra aí já mudando de assunto, mas ainda falando de futuros, né? é recorrente nesse tipo de discussão, principalmente em organizações que têm lá a sua linha de sucessão, você começar incorrer num erro, né, que é se você tá com a primeira camada de fundadores, os caras que botaram o negócio em pé, a tendência natural é ele achar que a próxima geração tem que se comportar como ele se comportaram, né? E uma das discussões que que a gente teve lá com um dos fundadores dessa dessa organização é: "Olha, não é não é justo eu esperar que a próxima geração replique o seu, o meu comportamento, por exemplo, de carregar saco nas costas, porque ele não nasceu com essa dificuldade e ele não enfrentou isso.

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Portanto, ele não tem o seu repertório de vida, né? Você teve a experiência que foi dura. que foi importante, mas não é justo você esperar que ele consiga ter o mesmo nível de de engajamento com as dificuldades que você teve, sem ele ter tido a experiência dessa dificuldade, né? Então, assim, vamos tentar passar adiante os valores aprendidos por essa experiência para que no contexto em que eles vivem eles consigam aplicar aqueles valores, né? Mas tem uma uma anedota que corre nesse meio sucessório. Eu fiz a eu fiz eu fizde eu fiz algumas coisas que eu não completei na minha vida e uma delas foi um de um MBA de negócios internacionais. Às vezes eu me enfio numas coisas assim também pela curiosidade, né?

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E e aí era muito legal, era uma turma muito inteligente, né? Pessoas muito interessantes ali. E aí eu ouvia isso, né? Fala assim que ah, a primeira geração ela faz o negócio dar certo, a segunda vai estudar outra destrói,a segunda vai estudar fora e traz conhecimento, ajuda a ganhar a escala e a terceira que nascendo no bem bom destrói o negócio, tudo e vai embora.Então acho que é uma provocação interessante isso pra gente começar talvez a pensar as organizações de uma maneira diferente a partir da evolução das pessoas e das necessidades do mundo também, não só as pessoas em si.. Hoje eu tenho um negócio que tem princípios e tem e tem e tem valores, né? Na terceira geração, será que esses princípios e valores não mudam também? Quando a gente pensa num negócio, essa é uma é uma máxima dentro do estudo de futuros, né? Quando eu tenho um olhar, um olhar para para um negócio que para um para um contexto, tô criando e olhando para um contexto num horizonte temporal muito longo, eu preciso olhar também a ética como um princípio evolutivo.

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. Porque a ética de hoje é diferente da ética de 50 anos atrás. 50 anos atrás a gente olha pras coisas e fala: "Que absurdo que isso tá acontecendo". Daqui a 50 anos vão olhar pra gente coisas que a gente normaliza hoje e acha pá. Os caras vão falar assim: "Que absurdo que os caras que os caras estavam fazendo." Então a gente tem que levar isso em consideração, que às vezes os valores eles também mudam. Os valores não são imutáveis, eles também mudam. eles precisam mudar pro pro mundo pro mundo evoluir. Talvez os valores que a gente que o mundo precise hoje não é mais a estabilidade, a escala, o crescimento a qualquer custo, e sejam outros, porque é isso que a gente tá,isso faz parte do processo de você, como é que vocês fazem para vencer esses essas barreiras mentais, né? faz parte da técnica e do exercício para para imaginar futuro. Primeiro a gente tem que como como ainda é ainda é uma coisa muit muita gente falando de futuros.

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.Tem pouca gente fazendo grandes projetos de futuros. Acho que esse é um primeiro um primeiro primeira separação que a gente precisa fazer aqui. E porque o branding acontece mais ou menos assim também.E e por que que a gente tá E aí o que que eu falo com isso? Cara, é que o primeiro ponto aqui é a gente falando muito da democratização para para gerar expansão e tal, mas o primeiro ponto é a gente se associar quem tá aim de fazer essa provocação..Quer dizer, você ficar dando murro em ponto de faca, cara, você tá perdendo tempo e energia. E foi uma coisa que eu aprendi fazendo projetos de branding que foram grandes projetos de branding que depois foram engavetados. Ninguém tava a fim de fazer aquilo lá e pra frente. Ah, até assim até tava, mas ia lá e depois ia e ninguém aí ninguém assumia a responsabilidade e aí muda as coisas, muda contexto. Então, cara, vamos sentar com quem tá a fim de fazer, cara. Long Game faz projetos hoje com com algumas empresas que estão muito aim fazer.

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. Cara, isso é uma delícia assim, cara, porque você você vai se transformando com as pessoas que estão ali. É um processo de transformação, não é um processo de de respostas imediatas, né? É um processo de transformação que precisa ter uma resposta, mas a resposta ela vai vir ao longo do caminho e da construção. Então, a gente precisa ter pessoas que estejam dispostas a se aventurar no num desconhecido, a quebrar certezas. Uma coisa que a gente faz muito ali é quebrar certezas. Ah, e eu tenho certeza que a economia vai para isso. Todo mundo tem uma certeza. Eu tenho certeza que o comportamento, tenho certeza que esse tipo de negócio vem para cá. Eu tenho certeza que todos os negócios, todos os setores, todas as empresas são cheias de certezas. A primeira coisa que a gente precisa fazer é falar assim: "Sim, essa é uma possibilidade, mas olha só, assim como essa, tem mais outras que estão aqui.

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Vamos olhar para pelo menos mais três possibilidades. Agora a gente vai fazer o quê? Vamos, vamos testar a organização nessa que você tem certeza. Oi, tá tudo certo? Agora vamos pra outra aqui. Ah, beleza. Vamos pra outra aqui. Ah, legal. Vamos pra outra aqui. Ah, legal. Você começa a a expandir porque a pessoa entendeu que o lugar dela da crada tá ali e tá sendo contemplado de alguma forma, mas que tem outros. E aí vai abrindo a cabeça.Interessante pensar futuro não é não é fechar com um deles, né?Não, porque o futuroé viver essas possibilidades, né? É isso.Ele é mais direção do que destino. É, é, é, é, é mais, é, é mais um farol do que um, do que um projeto, né? É um, é um, é óbvio que a gente, é óbvio que a gente, é uma visão de futuro, né? Óbvio que isso desdobra. Por isso que eu gosto muito de trabalhar, uma coisa muito legal. Como é que a gente planeja hoje?

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A gente vai, a gente olha para evoluir o nosso contexto da organização, querendo fazer aquilo que a gente faz, mais melhor e mais barato e mais rápido, mais eficiente. É assim que a gente planeja nossas estruturas. Então a gente faz numa linha de construção do hoje paraa frente. Por isso que a gente não consegue enxergar novas possibilidades. Por isso que é difícil investir em inovação para abrir novas portas, porque eu tô olhando a minha construção de uma linha errada. Que que eu preciso fazer? A hora que eu abro possibilidades, ah, então eu entendo que tudo isso daqui pode acontecer na minha frente. Bom, então com com essas informações na mão aqui, eu vou desenhar um farol aqui que vai me ajudar a guiar independente do que isso vá acontecendo. Quando você tem esse farol aqui, que não é uma coisa delimitada, vamos ser a maior, não, ele é um farol, ele é uma, né, ele o futuro, o futuro, quanto mais longe a gente vai, mais difícil é de ver. Então, não posso ter coisas exatas. Eu eu preciso me dar lanterna, eu preciso ter uma luz que me guia para para esse lugar. Só que aí a partir dessa luz aí eu olho da de lá e começo a desenhar da frente para trás, porque a hora que eu mudo essa perspectiva, eu olho pro meu negócio hoje e falo: "Então, olha só, para eu continuar ainda nessa direção, quais são as potências que eu tenho e quais são os gaps que eu tenho?".

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Ascias inclusive a ajudar a a melhorar melhorias menores, contínuas, seja lá o que for aqui nessa construção. Então, um projeto futuro também dá potência pro hoje, não só lá na frente.E aí quando você cria da frente para trás, você justifica justamente esses esses investimentos em inovação, em novas tecnologias, porque tem um porquê fazer aquilo. Não é a adoção da tecnologia da IA pela IA. Cara, a IA você precisa ter um guia também. Para que que eu vou usar isso daqui? Aí ela serve para um monte de coisas na organização. Eu posso potencializar estratégia, eu posso ganhar eficiência, eu posso mudar a cultura, eu posso mudar a estrutura organizacional.Escolher o lugar dela já é uma opção, né? Escolher que lugar eu vou dar para ela dentro da minha organização já é uma opção.Já é uma opção. Então precisa ter um olhar, precisa ter uma estratégia. Você vai aí, adota que uma hora a gente vai ver, cara. Você cria um caos, você tem lá o cara que tá, né, criando programações no no né, na no vibe coding, que é muito legal, mas que to toda a estrutura, toda a estrutura e arquitetura da empresa que serve para isso, pô, tá detonando os caras, precisa ter estrutura, né?

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Empresas tem estruturas, a gente precisa transformar essas estruturas, mas entendendo de onde que elas vêm também.Muito legal. Bom, quanto tempo aí, duas horas. Quase 2 horas. Papo bom é assim, né? Vai vai regar na cerveja.Bom, Mário, foi um baita de um prazer. Eu acho que não deu para esgotar todas as perguntas que eu tinha para fazer.É aquela pergunta,mas est retiro,mas é, mas eu já sabia que ia ser assim, então, né? fiz uma brincadeira, né? Obviamente não fiquei ofendido no primeiro convite porque eu sabia que você tava ocupado e peço desculpa por ter demorado para refazer o convite, mas para mim eu tava esperando a a vinda, né? Falar: "Ó, agora eu posso, né?" Então, fiquei feliz que a gente conseguiu marcar.

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Foi uma, tenho certeza que esse episódio vai bater aí, né? muitas visualizações.Se cuida, Vanessa.Se cuida, Vanessa. Deixa aí um recado pra galera que não tava considerando o futuro como um lugar tão encantador quanto o que a gente viu aqui. que faz um convite aí pra galera doos movimentos de futuro que você tá fazendo.Acho que o primeiro obrigado, Gian. Tá aqui com Gabis também, cara. dois grandes amigos assim que o design me deu. Acho que o design me deu muitas alegrias, visões de mundos, mas acima de tudo me trouxe grandes amigos. Eu me sinto um grande privilegiado de de poder frequentar os lugares que o que o design me proporcionou, de ter trabalhado com pessoas incríveis, me conectado com pessoas incríveis. Então eu sou eu sou muito grato ao design por várias coisas, pela visão e pelas e e pelas amizades que que tem. Então esse papo aqui foi um reflexo do que a gente, né, bate falando no no nossos corredores.

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Cara, eu acho que o meu o meu convite aqui para as pessoas é um pouco do do abrir espaço pro pro sonhar. Cara, a gente precisa disso. Nós somos seres humanos, né? A nossa a nossa principal diferença ou nosso principal ativo competitivo é a imaginação de futuros, cara. A hora que a gente para disso, a gente se desconecta da vida, a gente se desconecta do por aqui que a gente tá aqui fazendo essas coisas. E aí a gente vê, né, pessoas infelizes, pessoas tristes, gente com cansada, burnouts, essas coisas todas. A gente precisa ter esses espaços para sonhar. E acho que esses espaços para sonhar, eles não podem vir só nas nossas férias. Não é bom quando a gente não consegue trabalhar com espaços que criam sonhos que a gente pode sonhar junto também.

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Então, meu convite é esse, sejam esses espaços, abram esses espaços que talvez aí a gente tenha futuros mais promissores.Perfeitos. Para você que não entendeu, vou traduzir. Ao invés de ir pra terapia, exercita futuro na sua vida. Quenão, terapia é bom também. Terapia é importante até para se jogar no futuro, né?Exercita futuro da sua vida porque sonhar é realmente muito interessante. Com mais substância para terapia.Ah, isso é issojustifica terapia, né? Antes de antes de ir pra terapia, por favor, faça exercício. Fale sobre o futuro.Bom, foi um grande prazer. Gab, você quer dar um recado final aí pra galera?Não, só agradecer a galera aqui, ó. 2 horas aqui de papo. Vai além, vai além. Você não imagina que papo com Marco já é muito gostoso. Obrigado, Marião.

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Obrigado.E é isso aí. Você que não se inscreveu até agora, por favor, se inscreva, compartilhe, acione o sininho da notificação, manda o link pros seus amigos.Entendi a pergunta, era para eu falar isso daí.É, mas você não se mobilizou, então eu eu mesmo falo.Na próxima você faz uma deixa melhor para ele.Exato. Não é que tá combinado, mas ele não presta atenção. Faz coisa comigo. E para você que ficou até agora, um beijo no coração e até a próxima. Obrigado, gente.