Episódio #10 · 9 de outubro de 2025 · 1h19

Explicando o agronegócio brasileiro: a BR Agro rumo ao bilhão

Com Luiz Antônio · apresentação de Gian Franco Rocchiccioli

Sobre o episódio

Luiz Antônio é engenheiro de telecomunicações e passou 25 anos empreendendo em engenharia antes de um amigo de adolescência, Vinícius, propor uma pergunta simples: por que não empreender no agro? Em 2011 nasceu a Elo Agrícola, uma revenda de insumos que desde o início apostou em venda consultiva, equipe técnica, tecnologia, gestão de risco e relacionamento. A empresa saiu de R$ 13 milhões em 2012 e cresceu em média 32% ao ano até 2024.

O ponto de virada veio quando os grupos de compra passaram a pular a revenda. A leitura foi direta: se o agricultor quer pular, é porque a empresa não está entregando valor. A Elo Agrícola mudou de lado, criou o Mais Produtividade, de consultoria agronômica, e uma área de trading, e chegou a recomendar a clientes que comprassem menos fertilizante numa safra difícil. Para unir três verticais com identidades separadas, contratou a Pande, num projeto que transformou as lojas em casas do produtor e mudou o nome para BR Agro.

Luiz e Gian relembram o evento de revelação da marca, em que cada colaborador saiu com crachá e uniforme novos, e discutem o papel da cultura, do marketing e do fit cultural no crescimento. Gian conecta o momento ao tripé da ação humana de Ludwig von Mises, e Luiz resume a aspiração da empresa: ser essencial na jornada do agricultor e construir com ele uma relação de outro nível.

Trechos em destaque

“Se eles estão querendo pular a gente, é porque a gente não está tendo valor nenhum.”
Luiz Antônio · 12:46
“Você jamais vai conseguir entender alguma coisa se você estiver à distância.”
Luiz Antônio · 15:18
“Todo ano eu pego todo o meu patrimônio, enterro e rezo para ele nascer de novo.”
Gian Franco Rocchiccioli · 35:59
“Foco no cliente, eu fico daqui olhando para o meu cliente. Foco do cliente, eu sento na cadeira dele e começo a enxergar a partir da visão dele.”
Luiz Antônio · 1:04:44
“Sucesso é olhar para o lado daqui a 10 anos e ver uma enormidade de agricultores do nosso lado dizendo que valeu a pena.”
Luiz Antônio · 1:11:54
“A gente só acredita que faz sentido aquilo que faz sentir.”
Gian Franco Rocchiccioli · 1:15:31

Capítulos

  1. 0:00Abertura
  2. 0:51De Mineiros à engenharia de telecom
  3. 4:05A vocação de empreender e o convite para o agro
  4. 6:32O que é o agro brasileiro
  5. 8:15Nasce a Elo Agrícola
  6. 9:07Os cinco pilares do começo
  7. 11:56Quando o cliente quer pular o intermediário
  8. 15:18Proximidade: de longe, toda paisagem é suave
  9. 16:10Crescer 32% ao ano
  10. 19:22Mais Produtividade e trading
  11. 23:45Três verticais e uma quebra de identidade
  12. 26:05O agricultor como um banco de três pés
  13. 31:38Consultoria para o momento de cada produtor
  14. 33:41Recomendar comprar menos adubo
  15. 35:59Enterrar o patrimônio e rezar para ele nascer de novo
  16. 38:17O barter como gestão de risco
  17. 39:04Da loja à casa do produtor
  18. 40:52Mudar o nome: de Elo Agrícola a BR Agro
  19. 44:29A nova identidade
  20. 46:13O dia da revelação da marca
  21. 54:51Depois da mudança
  22. 56:52Von Mises e o tripé da ação humana
  23. 1:00:26Gente, marketing e cultura
  24. 1:07:23Ser essencial na jornada do agricultor
  25. 1:13:40O valor do branding para quem nunca passou por ele

Cortes do episódio

Transcrição completagerada a partir da legenda automática do YouTube, com revisão de nomes
0:00

Olá, olá, olá. Bem-vindos ao Trocando a Lente, um podcast cujos temas são empreendedorismo, negócios, estratégia e marcas. E aonde a gente busca difundir a relevância do modelo de pensamento sistêmico do design e a sua importância pro futuro das organizações e dos negócios. Meu nome é Gian Franco Rocchiccioli, eu sou sócio e head de estratégias da Pande, uma das principais consultorias de branding da América Latina e host deste podcast. E eu tô aqui hoje com meu amigo Luiz Antônio. Luiz, prazer te receber.Opa, prazer é todo nosso, né? Que prazer estar aqui com você. Uma honra, né? Vim cá contar um pouquinho da nossa história e uma parte da nossa história juntos, né, Gian? Que foi bem interessante, bem importante para pra nossa empresa, né?

0:51

Bem legal.Muito legal. Para quem não sabe, Luís Antônio, sócio fundador da BR Agro,antiga Elo Agrícola. A gente vai contar um pouco dessa história hoje.fala um pouco do início da tua carreira aí. Vamos começar lá do da origem. Você é formado em você estudou no Ena? Não,não, não, não estudei. Não estudei, né?Mas você você nasceu emÉ, eu nasci, eu nasci em Mineiros, Goiás, né? O pessoal acha que Mineiros é Minas, né? Na verdade é Goiás, lá no Sudoeste, já próximo do Mato Grosso, né? Sou nascido lá, criei, me criei lá até os 14 anos, filho do médico, de uma professora e depois a gente era natural a gente ir pra capital para estudar, para depois fazer vestibular, né? Fui pra capital e depois para escolher a profissão foi por exclusão, né? Eu tinha, eu tinha,o meu caso foi mais ou menos parecido.

1:40

É, eu tinha, não, eu química eu não gosto, então não vou fazer civil, eu gosto de de física, gosto de matemática, então vamos para as engenharias e tal. Fui paraa engenharia e e escolhi uma faculdade muito interessante que me deu uma base muito boa, né? Então eu sou engenheiro, a melhor palavra para me definir, eu sou engenheiro de telecom, né? Engenheiro eletrônico ou eletricista, mas muito voltado.Você estudou engenharia eletrônica, mas voltado para telecomunicações, telecomunicações, né? E daí começamos a eu me a gente eu voltei para Goiânia para trabalhar numa empresa na época muito pequena, né? E eu trabalhei por um ano nessa empresa como funcionário. Meu irmão já trabalhava nela há 6 anos também como funcionário. Meu irmão também é formado na mesma escola que eu. E daí um dos sócios, era uma empresa pequena, tinha cinco sócios, um dos sócios resolveu sair e meu pai comprou uma quinta parte pros dois filhos engenheiros, né? Então fizemos lá um contrato com o meu pai, olha, devo tantos arrobas para você e tal e toca adiante, né? E aí a gente começou a jornada, né? É,se eu só fazer um comentário, isso é coisa de pai que tá a fim de criar o filho, né?

2:44

Eu vou te ajudar.Porque o meu pai fez isso comigo também. Ele falou: "Ó, quando eu fui comprar o meu primeiro carro, desculpa atrapalhar o seu discurso, mas fui comprar o primeiro carro, ele disse: "Que carro você quer?" Eu falei: "Ah, eu quero." Fui lá, escolhi o carro. Aí ele falou: "Tá, como é que você vai me pagar?" Eu falei: "Não, mas eu vou ter que pagar." Ele falou: "É,é,nós vamos fazer um plano aqui, você vai me vai me dizer como é". Não era em arrobas, né? Você vai me dizer como é. Então, é pai querendo formar o filho. E daí vem vem a estrutura familiar. e também uma questão de justiça com os irmãos, né? Porque ele tava adiantando um dinheiro pra gente, ele não queria ser injusto com os demais, né? Então foi essa uma uma das principais razões que ele queria fazer com a gente. E foi muito bom, né? E deu muito certo.Mas eu acho que uma coisa interessante, Gian, que nesse momento quando eu eu comecei trabalhar, eu eu acredito que eu descobri minha verdadeira vocação, que era empreender. Isso me isso me brilhava muito os olhos, né? Eu acho que sua verdadeira vocação é ser líder, porque eu nunca vi um cara que tem a clareza que você tem para passar uma informação e não é puxar saquismo, não. você sabe que no nosso processo de trabalho a gente fez as entrevistas e eu não participei das entrevistas. Eu participei de todo o desenvolvimento do projeto, mas eu não tinha ouvido você falar. E eu fui escutando no dia que a gente foi na reunião fazer a apresentação, eu fui escutando a tua entrevista. Falei: "Cara, esse cara fala num nível de precisão, parece uma manteiga cortando assim". nasceu para ser líder.

4:05

Então, rapaz, aí eu eu me descobri, né? Eu eu me descobri que eu gostava muito de negócio, gostava muito de empreender, gostava muito de transformar as coisas, né? Eu acho que o empreendedor é muito isso, cara. Eu vou transformar, eu tenho um sonho, vou transformar isso em realidade, não é? E aí começou a jornada nossa. Eu eu trabalhei na engenharia por 25 anos. Eu fui todas as funções de dentro de uma empresa, eu fui operações que cuida de toda a operação da empresa, depois fui comercial, né? Depois fui pro até administrativo financeiro, né? E a gente começou a empreender em outros negócios e outras incursões. A gente trouxe começamos a trazer cabo ótico da Índia, depois da China, fizemos parcerias com chinês, fizemos sócio, montamos fábrica no Brasil, enfim. Então, uma jornada empreendedora, né? E e tem um amigo meu, né, que não falo que é da infância, que eu sou um pouquinho mais velho que ele só, mas de adolescência muito forte ali. A gente, né, desde os 15, 16, 17 anos a gente é bem conhecido e amigo. Que um dia a gente conversando, ele falou: "Luí, vocês empreendem por aí? Estão montando empresa A, empresa B, por que que vocês não empreendem no agro, né?" E para mim foi boa, por que não, né? Começamos a pensar no agro. Agro,você já tava no momento que você tava querendo diversificar? Sim. a gente já já buscava muita diversificação porque a a engenharia ela é muito conectada no governo. Então se o governo vai bem, a o negócio progride legal, se se tem uma retração, já impacta muito fortemente, a gente falou: "Claro, a gente tem que expandir um pouco mais pra gente ter um pouco mais de solidez no nos empreendimentos, né? Vamos diversificar".

5:42

E aí foi quando o Vinícius, né, que que o meu sócio até hoje chegou e falou: "Olha, vamos empreender no agro também". E como nós dois, né? Ele também de mineiros, a gente é do interior, a gente sempre teve muito contato com a natureza, com o rural, né? A gente a gente tinha muito isso. Olha, empreender no agro não é nada tão diferente do que a gente pode pensar, né? E aí a gente decidiu começar. Então, na época a gente tem uma empresa que chama Elo Telecom e aí a gente, ele falou: "Olha, daria para ser Elo Agrícola daria, tranquilo, né?" E aí começou a nossa jornada, né? E fala um pouco do assim, a grande maioria das pessoas que nos assistem não conhecem o que que é o agrobrasileiro, né? Descreve um pouco do do que significa o agro brasileiro pro mundo, tua leitura, obviamente.e o que que você viu naquele momento de oportunidade em relação ao agro?

6:32

Sim, sim.Se era só uma relação afetiva.É, o agro, o agro tem algumas características extremamente particulares, né? Primeiro, em termos de PIB, ele representa 30% do PIB brasileiro, né? Então ele já tem uma uma uma força violenta por si só, né? E ele tem uma característica muito interessante. o o ticket no agro é muito alto..E esse ticket ele tá ele não tá numa pessoa jurídica, ele tá na física. Então você tem uma oportunidade muito interessante de de crescer, porque se você atender muito bem aquela pessoa física, aquele agricultor, você tem tudo para crescer ali, né? Às vezes, por exemplo, na na engenharia nossa, nós temos às vezes 5, 10 clientes, 15 clientes. Nós hoje na na BR nós temos mais de 1000 clientes. Então, olha, olha a diversidade que você tem num ticket alto, num num bem de primeira necessidade que é alimentação, não é?

7:24

E a dificuldade vem na mesma medida também, né? Porquenaturalmente, porque não somos só nós que enxergamos isso, né? Todo mundo enxerga isso. Por isso que o agro é tão disputado, por isso que a corrida no agro é tão maluca, né?Muita oportunidade, muito espaço para crescer. Mas aí volta na história, né? Você tava contando que você tinha um amigoSim.que o que que ele te trouxe que te chamou atenção aqui? Qual que era a ideia?Primeiro, primeiro que o Vinícius já tinha uma uma experiência muito forte no agro. Ele era gerente agrícola de uma grande empresa que atua no todo centro-este, né? Então ele já tinha muita bagagem, né? E ele trouxe, falou: "Olha, é uma oportunidade interessante e até até ele ele trouxe na época falou assim: "Olha, eu eu acredito que essa empresa pode ficar maior do que as que vocês têm hoje, né? E hoje a nossa empresa BR Agro, ela é três vezes maior do que a outra, né?" né? Então ele tava certo disso, né? Enfim, mas aí a gente começou, né? E e foi muito interessante,foi 2010, né?

8:15

2010, quando teve o convite, a gente fundou a Elo Agrícola em 2011.E aí uma coisa bem interessante que foi mais ou menos isso mesmo, 31/12, tanto ele e o Pablo na época desligaram da Agroquima e vieram a partir de janeiro eles estavam lá na nossa empresa de engenharia pra gente começar a construir a empresa que seria essa distribuição de insumo agrícola. E durante o 2010 vocês ficaram desenhando o modelo. É isso?É, mas a verdade que a gente começou a desenhar a partir de janeiro, né? Falou: "Olha, a gente vamos vamos sim" e a gente precisava começar a atrair os nossos fornecedores.E nesse momento a gente, bom, muito bem, vamos atrair fornecedor, como quem somos nós na fila do pão, né? Quem que nós vamos ser, né? Que que qual a ideia? Porque, poxa, o mercado do agro ele tava completamente atendido naquele momento, né? Ninguém precisava de mais uma empresa. A gente tinha que vir e conquistar o nosso espaço, né?

9:07

É, esse é um ponto interessante, né? Porque acho que cabeça de empreendedor, né? Não tem mercado que inexplorado, né?A cabeça do empreendedor, ela tem que funcionar nessa direção assim, mesmo que existam vários players em um mercado, o que que eu trago de diferenteexatamentepara este mercado, né? Que que oferta de valor eu vou fazer para esse mercado?É, e foi exatamente isso que a gente buscou, né, Gian? Então, o que que a gente começou a olhar muito ali, falou: "Olha que que é importante". E engraçado que na nossa apresentação para para atrair os nossos primeiros fornecedores, a gente colocava assim: "Em que nós acreditamos?" Então, primeira coisa que a gente botou, nós acreditamos numa venda consultiva, que a venda é fruto de uma consultoria bem feita, ou seja, nós temos um amparo técnico desde o início,né? Então, era o primeiro pilar que a gente colocou. Segundo pilar, essencialmente essa venda construtiva é serviço. Sem uma equipe diferenciada, nós não vamos. Então nos nossa equipe tem que ser muito legal. Segundo pilar, o agro é extremamente tecnológico, então a gente precisava ter uma pegada de tecnologia, de inovação muito forte.

10:11

Então, falou: "Olha, nós temos que ser amigo de tecnologia. Não tem como a gente ir pro água se a gente não tiver tanto a biotecnologia quanto a tecnologia de aplicação, tecnologia de máquina, qualquer tipo de imagem, né, qualquer tipo de tecnologia que agregasse valor ali, nós temos que conhecer, né? Quarto pilar, o produtor ele ele perde muito na hora de comercializar o grão. Nós temos que ajudar ele a comercializar a produção dele e mitigar risco. Tem ferramenta para isso, ele não usa muito. Nós vamos ser bom nisso. E quinto e último, a venda no agro é extremamente relacional. Nós temos que ter a capacidade estabelecer relacionamentos de confiança com esse agricultor, né? Então é muito interessante quando a gente olha para trás, fala: "Bom, venda consultiva, equipe, inovação, tecnologia, relacionamento, barter, né? Fazersomos o qu, né?

11:00

No fim do dia, que que a gente tava falando desde o início, né, Gian? Nós vamos focar em serviço, nós não vamos focar muito no produto pelo produto. Nós vamos entender o que que esse produto pode agregar de valor nesse produtor. E quem vai carrear isso é o nossos, é a nossa capacidade técnica. Então, nós vamos com serviço desde o início.E é uma empresa então que nasceu com DNA de serviço, mas que se via como uma distribuidora de insumos.É,inicialmente existia essacom certezaessa confusão, né?Com certeza. Com certeza. A gente começou, ele falou: "Olha, nós vamos,é, nós vamos nos diferenciar pelo serviço, mas nós somos uma distribuidora de suuma agrícola e precisamos vender. A essência dessa empresa é comercial, vender, é venda, né?"E aí começamos e e interessante que a gente sem nenhum tipo de soberba, mas acho que a gente sempre teve uma diferencial competitivo muito interessante em termos de venda. A gente sempre foi ótimos vendedores e a gente crescia forte, né? A a com certeza, né?

11:56

Também assim amparado já nesse nessa filosofia, nesse novo jeito de olhar um pouquinho, né?Mas a gente sempre cresceu forte. Aí a gente começou a crescer, crescer. Daí eu lembro bem um dia que eu tava lá na na empresa e nessa época eu ainda não tava definitivamente na empresa. Eu vim, ajudava, conversava, participava das reuniões e tal, mas o Vinícius tocava praticamente só a empresa, né? Aí um dia conversando com ele, falou: "Vinícius, tô incomodado com o negócio". a gente no mercado, o grupo de compra, que é a reunião de produtores que se juntam para comprar e conseguir acessar diretamente o fabricante, crescia muito,né? E o grande produtor já também acessava diretamente pela compra, pela venda direta, né? Ele ele pulava a gente e começou a aumentar o número de grupos de compra para também pular a gente.

12:46

Então, no fim do dia, o que que a gente olhava para aquilo e percebia? Se eles estão querendo pular a gente, é porque a gente não tá tendo valor nenhum. Eles simplesmente, a culpa é nossa, não é? Eles simplesmente eles estão enxergando a gente. Tá aqui a indústria em cima, tá aqui a gente no meio e tá aqui o produtor embaixo, o agricultor. Ele tá enxergando a gente como um atravessador. Falou: "Então, cara, essa posição não é legal, é só um sobreprepço. Sai da minha frente que você tá me atrapalhando."Esse é um ponto importante, porque é fácil enxergar isso. Se você calçar a botina do agricultor e se perguntar como como eu veria o que eu faço se eu tivesse uma alta demanda, se é um custo elevado e eu tenho como acessar diretamente o produtor e provavelmente não vejo o valor nessa figura intermediária? E o que que eu faria se eu tivesse no lugar dele? Não, eu também pulava.

13:34

Exato. Também pulava, porque ele só tá me botando um sobrepreço. Não tô vendo valor, né? Então a gente começou a discutir isso e aí nós pensamos o seguinte: "Olha, filosoficamente, e aí o filosoficamente tem que mudar o mindset naturalmenteque não é fácil, né?Exato. Nós temos que mudar de posição. Nós não não podemos ficar nessa posição de intermediário. Nós temos que mudar pro lado do produtor. Mas se eu mudar pro lado do produtor e continuar com o mesmo discurso, aí vem o mindset. Não adianta nada. Se eu ficar do lado dele falar assim: "Olha, por que que você não me compra hoje? Tá em promoção, táendo a mesma coisa. Exatamente. Então a gente tinha que mudar o a conversa e a conversa tinha que ser falar de negócio, não não ficar falando de produto ou de um serviço específico. A gente tinha que falar de negócio. Que quer dizer isso? Na essência você conhecer quais são as dores desse desse agricultor, o que que ele tá passando mesmo, o que que ele tá precisando de verdade, né? Então na hora que você começa a olhar como negócio, aí a gente se posicionou para isso e começou trabalhar isso dentro da empresa de novo, né? Ee como é que foi a elaboração dessa ideia? vocês se vi pela forma como você descreve, eu já conheço um pouco do projeto, vocês quase que se veem como um sócio desse produtor para tomar as melhores decisões. Então assim, eu vou, eu não sou um consultor, eu tenho que sentar junto com ele, ele tem que me perceber como parte do negócio,épreocupado tanto quanto ele com o negócio e e ter a o nível de confiança para falar: "Bom, esse cara tá realmente me dando as melhores recomendações, é isso que eu devo fazer, né? É,como é que foi essa essa elaboração, né, saindo da cadeira de vendedor de insumo para se enxergar dessa forma, né? Como é queé, você veja que isso já veio lá no nascimento da empresa e e e é muito interessante quando eu olho a BR Agro assim, né? como eu aprendi com a BR Agro

15:18

Agro, sabe? Como a BR Agro veio me trazendo insites ao longo da história dela, sabe? como ela se eu já tinha ali 25 anos como empresário, nos últimos 10, 15 anos eu eu evoluí muito porque a BR Agro me trouxe muito isso, ela me desafiou muito em diversos aspectos, né? Então aspecto muito interessante foi justamente desse, né, cara, pera aí, se coloca na posição desse cara e o que que é importante para ele, né? E você não ter não ter também a soberba de achar, falar: "Puxa, eu sei o que que esse cara precisa fazer, não vamos conversar tudo,vamos, deixa eu entender para depois te atender, né? Então, aquela história e e uma coisa que a gente prega muito e muito interessante que você trouxe isso quando quando a gente falou de marca, você fala: "Cara, vocês querem ser próximos, vocês têm o anseio de ser próximo". E a proximidade é exatamente isso. Você jamais vai conseguir entender alguma coisa se você tiver à distância.

16:10

.Né? Agora, quando você aproxima, aí você consegue entender de verdade, né? Tem até um ditado que diz o seguinte, que de longe todas as paisagens são suaves, né? Você enxerga uma montanha lindo, verdinho, monte de árvore, né? Você chega lá, tem buraco, tem pau, tem pedra.É o tal do da grama do vizinho, né?É. E e a distância, né? De longe é lindo, né? Chega lá próximo, né? Começa a enxergar de próximo. Aí você vai conseguir realmente contribuir de verdade com a sua capacitação, não só com vontade, né? Você também você tem que se amparar num conhecimento técnico, numa capacidade diferenciada para você contribuir de verdade lá com a agricultura.Legal. Mas voltando lá no início da da Elo Agrícola, né?.2011 vocês lançaram, primeiro ano o faturamento, se não me engano, foi R 4 milhõesais.4 milhões.No segundo ano13.13, ou seja, milhões.Absurdamente, né? O crescimento.

16:58

Mas é, mas assim,qual foi a qual foi a razão? Era, era demanda,era início mesmo, né? Porque a gente a gente começou a empresa, ela, ela foi fundada efetivamente em março, a gente começou a ter produto, aí a gente começou, né, trazer produtos em junho e começando, tudo começando, né? assim, em 2012 a gente já realmente já tava em regime, né? Aí aí ali assim a gente até para para avaliar a taxa de crescimento nossa, a gente nem gosta de considerar o 2011 porque dá uma distorção, né? Agora a partir de 2012 já tava em regime, aí a gente considera os 13 milhões em 2012 e aí a gente costuma calcular a partir daí, né? E e conta para todo mundo qual é esse cálculo, porque realmente a taxa de crescimento daé entre 2012 e 2024, né, que a conta que a gente fez a última vez, a gente cresceu 32% taxa média de crescimento.E não foi linear, né?

17:46

Anos, anos de crescimento muito acelerado e anos de desespero.É, a gente teve, por exemplo, um ano extremamente difícil, foi 2023, onde o adubo caiu pela metade, a gente vende também fertilizante, né? E o defensivo caiu 30%, então pra gente fazer o número extremamente desafiador. Então a gente acabou vendendo o dobro de fertilizante, a gente vendeu, sei lá, 50% a mais de defensivo e nós conseguimos praticamente fazer o mesmo número de 2022.Então teve um ano que nem foi nem teve taxa de crescimento, mas mesmo assim a taxa média ao longo de todos os anos é 32%. 32%médio de crescimento.Médio de crescimento.E esse ano a meta de faturamento éé da tá na ordem de 30% crescimento de novo, né? A gente tem uma taxa assim de crescimento bem bem estável, né?Legal. Legal.

18:33

E e é bem desafiador, né? O pessoal fala: "Poxa, mas aquivocê vai botar de meta 30%.Aqui não tá tão perfeito assim. Você já experimentou crescer 30% para você ver como é como é que é. Éé dureza.É dolorido. É dolorido. Não só o desafio comercial, né? Tem o desafio cultural também, né? Porque você vai, a empresa tem que se desenvolver para crescer nesse ritmo a mesma taxa, né, de desenvolvimento. Então, bom, aí voltando lá, então, vocês vinham como Elo Agrícola. Ô, Eric, coloca aqui na que ano que foi que a gente fez o projeto?22 para 23. É,vocês vieram nos procurar, você conseguir colocar aqui a a a apresentação que a gente fez, que aí mostra um pouco, separei aqui algumas imagens pra gente mostrar paracomo é que foi um pouco do processo, né?

19:22

Começa lá da primeira, dá um play aí pra gente. Então, é, tá de longe, né? Difícil de ver. Vai, dá um clique aí na primeira tela. Bom, quando a gente chegou, começou a fazer o o trabalho com vocês, a empresa se chamava Elo Agrícola.Elo Agrícola. Mas tem tem um um episódio que eu acho que importante e pontuar pra gente entender direitinho como éessa aqui agrícola lá de Mineiros, né? Essa era a loja de mineiros. a gente vinha nessa nesse nesse crescimento e com essa com essa pegada, com esse DNA de serviço e tal, mas tava assim meio desorganizadão, ninguém sabendo direitinho. E a gente chegou, olha, nós precisamos organizar isso aqui, né? A gente contratou uma consultoria, a consultoria falou: "Olha, muito bem".

20:09

E o que que a gente trouxe? uma consultoria de gestão. É essaé, olha, a gente a gente gostaria de organizar melhor. Nós queríamos criar diferenciais competitivos mais contundentes. A gente tá aqui com esse posicionamento, é muito legal, mas a gente precisava organizar isso melhor. Aí o pessoal falou: "Ó, então vai para campo, entende dores, traz dores importantes que faz sentido para vocês resolverem". De todas as dores que vieram, vieram duas bem importantes. Olha, o agricultor ele ele precisa de ajuda para produzir cada vez melhor, com mais racionalidade, né? Achar o ponto ótimo da curva entre investimento e rentabilidade. E ele também precisa mitigar risco e comercializar melhor a produção, né? Coisas que a gente já tem identificado lá no nascimento e veio de novo. Tá bom? Então, vamos criar dois programas. um chamava Mais Produtividade, que era um programa de consultoria, e criamos outro programa que chamava trading, né, que era basicamente isso, era uma trading para ajudar o o produtor a comercializar bema venda do da produção, né?

21:13

Vendaa gente escreveu os dois programas bonitinho, entregamos pro pessoal das lojas, falar: "Olha, toca aí". Eles tinham participado da construção dos programas e aí a gente ligava: "E aí, deu certo? Aí você foi no agricultor, ofereceu, é, essa semana não deu ainda, mas semana que vem eu vou, né, e tal e vai.Estamos, é o, começa o gerúdio, né? Estamos fazendo,estamos é bem isso. E aí a gente viu que, olha, não vai parar de pé e a gente acreditava naquilo, entendeu? Falei, cara, a gente precisa criar esses diferenciais competitivos, né? E aí a a saída que a gente teve foi trazer duas grandes lideranças que a gente tinha, que o Pablo que tava em Rio Verde, que era muito ligado nessa parte de comercialização da produção, e o Rudney nessa época ele já tinha chegado como sócio também, tava liderando a loja de Jataí, fala: "Vem para Goiana os dois que vocês vão cuidar desse programa".

22:02

E ficou um pai de cada produto ou não?Um pai de cada programa, né? E começou o negócio, aí sim o negócio se lanchou. E é muito interessante, né, Gian? Porque aí começou um grande desafio, porque essa esse programa Mais Produtividade era um serviço. E a gente no início fala: "Não, produtor, você se você comprar da gente, a gente te dá esse programa". Ele falou: "Não quero, deve ter pegadinha aí, não, tem coisa que eu não vi ainda."Você vai querer me convencer a comprar o seu produto?É, exatamente, né? Então, começou um desafio gigante pra gente, que era o seguinte: olha, uma empresa, uma revenda, uma distribuidora de insumo agrícola vai vender serviço agora pro agricultor. Então isso foi uma quebra de paradigma muito grande que a gente teve que fazer isso baseado muito na confiança, na ética, na integridade, na transparência com esse produtore no desafio, né? falou: "Bom, eu preciso entendertanto ou mais que ele para poder chegar lá e oferecer alguma coisa.

22:51

É, e e tem interesse conflitante na essência, na base, e a gente precisava quebrar isso. Fala, cara, fica tranquilo, nós vamos ser extremamente ético com você, pode confiar na gente. Mas a contrapartida também é o seguinte, nós vamos te entregar um serviço totalmente diferenciado do que tem hoje no mercado, né? E a gente começou, porque o serviço às vezes na no agro ele é muito desconectado, ele é muito só agronômico e a gente sempre veio com a pegada muito econômica no negócio, né? Falar pera aí tem essa, é cenário A, cenário B, cenário C esses todos esses custos,seja, você mudou, você levou o agrônomo, mas mudando o diálogo, né?É, exatamente. De novo, negócio no na parada, né? Pô, vamos falar de negócio. O agricultor é o empresário,nós precisamos levar essa essa essa pegada para ele, né? E assim foi. E essas essa esses projetos viraram áreas, né? Então quando a Pande chegou, né, para a gente chegou para fazer a questão de marca, a gente já tinha exatamente isso.

23:45

A gente tinha três áreas dentro de um mesmo empresa, né? A gente continuava tendo lá venda de insumos, mas a gente tinha área de serviços super importante pra gente, a área de trading, né, que comercializava e mitigava risco.E tinham mais produtividade, que era um produto e eu e é engraçado, né, você comentando, tô lembrando aqui do da fase de entrevistas, né, a gente entrevistando um dos responsáveis ali pelo programa do Mais Produtividade, a gente acho, eu não lembro se era Mais Produtividade ou se era do Invicto, que era um outro produtoé outro produto da Trade, né? da trade.Isso aí a gente conversando, ele explicando a dinâmica, falou: "Tá, mas agora falando um pouco sobre a sobre a Elo Agrícola, né? Aí quando a gente fazia essa pergunta, ele falava: "Então eles lá, né?" E ficou evidente pra gente que existia ali uma quebra de identidade, né? Porque do mesmo jeito que eu tava ali, eu sou responsável por este produto, eu quase que eu sou desse departamento, né? do dessa dessa organização. Na hora que a gente citava a a Elo Agrícola, ele achava que eram outras pessoas que não era. Ele falou: "Bom, tem uma quebra aqui de identidade, né? A gente precisa resolver. Isso faz parte do nosso desafio, resolver isso.

24:55

É, com certeza. Esse foi um desafio que a gente trouxe para você naquele momento, né? Que a gente tinha que criar três verticais. Elas precisavam na essência ser independentes, né? Porque puxa, se eu se eu tenho interesse conflitante aqui, eu eu tenho que criar uma independência muito forte. O agricultor tem que perceber isso, que cada vertical que é independente, mas no fim do dia elas têm que se juntar e criar sinergiapara poder entregar valor lá na ponta.Perfeito.Então, nesse momento, a gente começou a pensar o quê? Olha, nós acabamos de criar um ecossistema de soluções, né, onde a gente conjuga as as questões do agricultor e dessa forma a gente pode sair mais forte, mais competitivo, porque a gente começa a ter no mesmo lugar outras coisas, né? E e muito legal quando a gente olha o agricultor e você a gente diz assim:"Muda uma tela aqui, ô Eric, a gente trouxe aqui essa, você lembra dessa tela?"Muito, muito. É, e essa, essa, essa, essa tela para nós, ela foi super emblemática, sabe? Porque vocês conseguiram traduzir um negócio que tava ali meio assim, entendido, mas que a gente nunca tinha transformado aquilo numa imagem que representasse tanto, né?

26:05

Esse esse ecossistema do agricultor e a gente inserido nele,né?E quando a gente olha pro ecossistema do agricultor, a gente depois traduziu isso de forma da seguinte forma: olha, o agricultor é um banco de três pés. Banco de três pés é uma característica. Se faltar um, cai no chão,né?Não fica de pé.Não fica de pé. Então ele tem três pilares fundamentais nesse banco dele. O primeiro é ele tem que comprar muito bem. Comprar é muito importante pro agricultor. Ele tem que comprar bem..Aí o que é comprar bem? comprar bem reais, na nossa visão nem tanto. Claro que pode ser também, mas é mais importante na nossa visão ele fazer uma boa relação. Quantos sacos de soja eu vou gastar para comprar o meu insumo? Isso é bem importante para ele. Então ele precisa comprar bem. Segundo ponto, ele precisa produzir bem com racionalidade. E por último, ele precisa comercializar bem a produção. Se falhar uma dessas, não vai dar certo. E nesse momento,e aqui ficava compra,produção e venda.

27:02

Exatamente, né? você trouxe isso pra gente, a gente percebeu, olha, as três grandes dores do agricultor, nós estamos alinhados para para poder ter oferta para ele nesse negócio. Então, qual que é o grande desafio nosso? Fazer isso funcionar de forma harmônica. E no fim do dia não adianta nada a gente ter essas três investicais de negócio se isso não for bom para o agricultor. Não tem que ser bom pra gente. Nós estamos aqui para atender o agricultor.É, só vai ser bom pra gente se for bom para ele.Perfeito. Perfeito, né? E aí, muito legal quando quando a gente começou essa jornada da marca e da de repensar o nosso posicionamento, né, que começou a traduzir um monte de coisa, começou a relevar pra gente, revelar, né, pra gente um monte de questão, né, que que a gente tava ali e a gentetatiando de alguma forma, mas não tinha clareza, né? E quando começou o trabalho da marca, isso começou ficar muito claro, né? E e todo aquele trabalho que vocês fizeram de prospecção, entrevistas no campo, entrevistas não sei na onde e tal e e com congregando tudo isso num costurando, entendendo, isso foi ficando cada vez mais claro, né?

28:12

É, para mim, eu me lembro nas nossas discussões internas, né, quando a gente começou a montar essa e essa figura, eu não sou do agro, né? não entendia muito de como funcionava o agro, né?mas a gente, por princípio, a gente coloca o cliente final no centro do do processo e a gente começou a desenhar a jornada de vocês com eles, olhando por essa perspectiva. O que mais me surpreendeu foi a quantidade de pressão que esse cara sofre, né? Você citou os três pilares, né?Ele tem uma pressão aqui que é um insumosimque varia, né? Tem hora que tá caríssimo, tem hora que tá baratoe que é um alto investimento do produtor,né? Acho que talvez o o maior investimento que ele faz são os insumos.É issoaí ele tem durante a produção uma série de desafios, né? Então assim, é o solo, é o tempo, uma série de variáveis incontroláveis, né? Que ele também jogava nele uma pressão. Aí ele tem na comercializaçãoum desafio de bolsa de compras e etc.

29:17

Vocês já tinham até produto para isso. Mas a gente foi conversando com ele, porque a gente foi conversar com os produtores, entendendo que ele tinha problemas de sucessão, a tecnologia que tava o tempo todo se atualizando e ele não ele não tinha tempo para nem ouvir tudo que tinha e quanto mais traduzir como é que ele vai usar essa tecnologia lá. Ele tinha questões relacionadas à gestão, ao desenvolvimento da gestão. Então, às vezes, uma das coisas que eu aprendi lá, nem sei se é, mas foi a minha forma de enxergar isso, é, bom, esse cara para crescer e, aliás, esse cara para aguentar tanto risco, ele tem que tá sempre crescendo. Então, assim, a conta dele é se eu fizer o dobro, o risco fica menor, então eu vou eu vou crescer todo ano, então o cara tem que comprar terra, tá tá sempre investindo, pô, o problema vai crescendo, né? O desafio de gestão vai crescendo, tem a questão da sustentabilidade, como é que ele busca financiamento, assim, era muita variável.

30:10

E aí quando você com muita clareza nos disse: "Olha, nosso compromisso é com ele e contando toda essa essa origem". Eu falei: "Cara, tá aí a solução, né? É isso que a gente precisa ajudar eles a conseguir ver".Exato. Porque vê assim, o agricultor ele ele tem uma característica, ele tem um negócio às vezes de faturamento anual, 5, 10, 15, 20 milhões, não é um agricultor, né? Tô tô saindo um agricultor pequeno para um agricultor médio, talvez aproximando do grande. Então um faturamento muito alto,é uma decisão muito importante. tem um dado que diz que o agricultor toma 2.000 decisões por ano, né? Então imagina a a quantidade de coisa exatamente que você trouxe, né? Tanta tanta tanta variável no negócio numa indústria a seu aberto, né? Então tem todo o risco já que que a própria atividade atraz, né? Então é, nós entendimos que, cara, tem muita oportunidade pra gente apoiar esse agricultor. Agora, precisa ser de verdade,fazer um fazer um um slide bonito e botar lá, olha, eu tô focado no agricultor, isso aí é fácil de fazer, né? Agora, de verdade, você entregar é e você principalmente ter ter assim comprovações, o agricultor falou: "Olha, a BR Agro me trouxe uma solução aqui, ela me economizou tanto, eu não eu nem acreditei no início naquilo, eu fiquei com muito medo, mas eles me garantiram que podia seguir". Eles me economizaram muito dinheiro, eu produzi a mesma coisa mesmo assim, eu tô muito feliz. Aí sim você tá comprovando realmente que aquilo, todo aquele esforço que você teve para entregar a solução de verdade foi efetivo, né?

31:38

Foi efetivo. Bom, esse momento ainda chamava Elo Agrícola, né?Vai mais uma, faz mais uma tela aí.Então esse até um ponto, né? Mas vou antes de falar da casa do produtor, que essa é uma discussão que a gente teve lá e ainda ficou meio no meio no ar até hoje, né? embora vocês tenham implementado isso com maestria, né, na no redesenho da das lojas, chamava Elo Agrícola. Vocês já tinham na época o mais produtividade, que era um produto, volta, volta uma tela só paraque mais produtividade era pro pilar da produção, né? Você vai conta um pouco o que que é o o mais produtividade, o mais produtividade, a gente começou a entender o seguinte, olha, a gente via às vezes a concorrência fazendo pacotes, né? Olha, você me compra o meu manejo e você vai produzir bem. E a gente entende, cara, isso não faz sentido nenhum. Cada produtor tem um tamanho, seu jeito de fazer,uma demanda, uma capacidade, um caixa totalmente diferente, um ano totalmente diferente do outro, né? Então a gente resolveu fazer uma consultoria muito personalizada, muito e personalizada não para o produtor, para o momento que ele tá, né? Entãoé para ele e para o momento dele.

32:49

Exato. Então hoje, por exemplo, o pessoal quando vai quando vai fazer o novo ciclo, é muito interessante que a gente traz até uma metodologia que a gente usa na empresa, que é definir quais são os pontos cruciais para aquele ano daquele produtor. Falou: "Olha, vamos imaginar o seguinte, olha o produtor, esse ano o foco vai ser melhorar seu operacional". Então às vezes não tem nada a ver, mas o operacional é super importante. Olha, nós nós não plantamos muito bem esse ano, teve falha no plantil, pulverização não foi legal. Nós vamos melhorar muito essa operacional. Esse esse é esse é um dos dos foco do ano. E outra coisa, se você tem um um grande gargalo aqui que são nematoides, são doenças de solo, nós vamos atacar também nematóide. Então, pronto, definimos dois grandes objetivos, né? Porque é muito importante você priorizar as coisas, né? Se você chegar numa fazenda qualquer, você vai ter 20 coisas para fazer. Mas que que muda o jogo ali? Essas duas coisas mudam o jogo. Então, nós vamos atacar essas duas esse ano. Grande objetivo é isso.

33:41

E, e muda o jogo em sequência, né? né? Porque o que que eu preciso fazer primeiro para que no próximo ciclo eu faça a outra coisa?Perfeito. Aí no próximo ciclo agora, qual a nova, qual quais são os dois dois ou três grandes desafios que nós temos que nós vamos atacar esse ano? E aí você cria, consegue criar uma cadência nisso e uma facilidade de entendimento, porque se botar muita coisa não vai virar nada, né? Você ninguém tem tempo para fazer um monte de coisa ao mesmo tempo, né?Então você tinha mais produtividade aqui você tinha a revenda, né, que eram as lojas que ajudavam os produtores a escolher quais eram os melhores insumos. Eu lembro que eu vi um podcast que você tava até contando um um ano que vocês sugeriram pro produtor: "Não, bota cálcio noadubo". Adubo, conta essa, conta essa história que é interessante.É assim, é um pouco até falei ali um pouquinho atrás que é assim, a gente a agricultura veio muito bem, mas nas safras 22, 23, 23, 24 e agora 24, 25, foram três safras difíceis, né?

34:38

.Então você precisa olhar muito para esse agricultor, falar o que que esse cara mais tá precisando nesse momento? talvez é voltar a caixa, é economizar muito, né? E a gente vende fertilizante.E aí a gente começou a chegar pros nossos clientes falou assim: "Esse ano você não vai comprar fertilizante ou vamos vamos usar metade da dose. Você não tá precisando." Isso baseado numa análise técnica muito forte numa numa prospecção de solo ali que a gente fez muito muito assertiva, né?E o cara tem que acreditar, né?Tem que acreditar, né? Foi o que os produtor fal os vídeos, né? pessoa, pô, eu nem acreditei direito naquilo, fiquei com medo e tal, mas resolvi, vai dar errado. Nunca nunca plantei assim, falei: "Não, pode ir que a gente garante", né? E foi e às vezes o produtor produziu no mínimo a mesma coisa, entendeu? Porque a gente tava muito seguro da recomendação, né?Então isso é muito legal, porque você falou: "Puxa, mas você vende adubo e recomenda não não comprar?" É isso mesmo, porque no fim do dia, o que a gente diz muito na nossa empresa, o centro de gravidade, a nossa orientação realmente tem que tá para o agricultor, não porque é bonito e e e fica falando isso, isso isso traz e sei lá, uma imagem melhor pra gente, não é? Porque a gente acha que isso é inteligente fazer isso,né? Porque do momento que a gente de verdade foca nesse agricultor e esse agricultor começa a prosperar com a gente e ou mantém a prosperidade com a gente, ele vai ele vai cada vez gostar mais de tá tá do nosso lado e nós do lado dele.

35:59

Legal. E tem que conquistar uma baita confiança.Claro. A base deporque assim, no fundo você chega pro agricultor. Uma vez eu eu tive um cliente nosso que ele plantava batata, né? E aí ele disse, ele ele me foi o que melhor me descreveu a angústia do do produtor. Ele disse: "vou te explicar qual que é o meu negócio. Todo ano eu pego todo o meu patrimônio, enterro, rezo para ele nascer de novo.É,próximo ano eu pego o meu patrimônio de novo, boto debaixo da terra e rezo pro meu patrimônio nascer de novo." Eu falei: "Bom, agora eu entendi assim a angústia, né? Porque eu pego tudo que eu tenho e aí você chega lá dizendo para ele: "Olha, você vai pegar tudo que você tem, você vai botar debaixo da terra, só que esse ano você não aduba."É. Não, não, o cara, se não tiver confiança, não tem solução, né?E essa é uma particularidade, Gian, que você trouxe que no agra é muito interessante, né? Vamos imaginar assim, um hotel, um restaurante, uma loja de roupas, enfim, você tá tendo uma interação com o seu cliente e o seu impacto é bem pequeno na vida dele,né? Puxa, você vai impactar numa noite bem ou mal dormida, numa refeição bem ou mal tomada.

37:06

Ele vai com uma roupa melhor ou pior um pouquinho.É. E nós em que contexto nós estamos inserido? Nós estamos inserido no contexto do negócio da vida, às vezes daquela família que sustenta toda a família, que impacta brutalmente no resultado dele. Então, a nossa responsabilidade, o nosso nível de compromisso, engajamento com o resultado desse agricultor tem que ser muito maior. Então nós não podemos ter um comportamento, né? hoje e e mesmo esse pessoal hoje de hotel, de restaurante, eles estão eles estão desenvolvendo muita relação com o cliente, ficando muito legal, cada vez melhor, mas o nosso impacto ainda é muito maior. Então a nosso, o nosso compromisso, nosso nossa,e a responsabilidade,responsabilidade sobre isso tem que ser muito forte, né? A gente tem que entender em que contexto que a gente tá inserido, né?Perfeito. Então você tinha já o mais produtividade, você tinha a revenda e da comercialização que qual era o invicto, né? trade, né? A trade que tem que um dos produtos da da trade é o Invict, é um produto totalmenteMas fala um pouco dessa dificuldade, porque eu lembro que você na quando a gente fez o projeto, você contou qual era o peso da dificuldade, porque ele normalmente compra a o insumo usando parte da daquilo que ele vai vender.

38:17

Conta um pouco dessa equção. É porque no agro tem uma tem uma modalidade que é muito interessante, que é o barter, né, que é a troca a troca de insumos por produção, né? Então, olha, eu vou te fornecer tais insumos fertilizantes, sementes defensivos e você contrapartida você vai me entregar, sei lá, 30 sacas por hectare, né? Então para para eu te fornecer isso aqui por hectare. Então assim, é a troca, né? E é super legal a troca porque ela automaticamente ela já tá fazendo uma mitigação de risco. Você já garantiu que você só vai gastar tantos sacos por hectare para ter aqueles insumos que eu tô te entregando,né? Então, é uma ferramenta muito interessante, mas que tinha que tinha uma uma questão nele. O pessoal entendia o seguinte: quem fazia troca, quem tava endividado, quem não tava tendo crédito, quem não tinha dinheiro para comprar a vista, né?

39:04

E isso aí foi sendo quebrado com o passar dos anos. O Mato Grosso já trabalha assim há muitos anos. Goiás hoje a gente fomenta muito essa modalidade na nossa empresa porque a gente acha que é bom para todo mundo. É aquelas soluções que que que é bom para todo mundo e a gente tem que fomentar elas o tempo todo, né? Então, já tinha essas três ofertas e aí vai aí vai mais uma tela que é aquela que tinha a casa do produtor. Aí a gente chegou à conclusão, né, naquela reunião que a gente foi fazer a apresentação, né, do quem éramos e quem nós devemos ser, né, que é o a gente chama de ponto A e ponto B. A gente disse: "Olha, vocês olham para vocês como como uma loja, vocês até chamam de lojade de insumos agrícolas, né? E a gente e nós discutindo internamente falou: "Mas como é que nós vamos mudar esse mindset?" Então a gente disse: "Olha, vamos esquecer que isso é uma loja e vamos começar a chamar de casa do produtor." Eu acho que tem aqui uma riqueza grande, né? Porque eu vou receber ele na minha casa,né? Isso acabou virando uma reforma das lojas, né?

40:05

eu vou receber ele na minha casa. E porque a gente chamou de casa? Porque é um lugar onde ele tem que se sentir confortável. ele vai entrar como se ele fosse de lá e aí ele vai ter um nível de confiança que a gente precisa dele para poder discutir todas essas soluções. E aí a partir da desse centro e do papel do da desse ponto de encontro, a gente começou a reorganizar a plataforma de soluções agrícolas, né, como chamava naquele momento.É, exato. Exato.dá, dá mais um, ô, ô, Eric, dá mais um clique aí. Não, mais não, pra frente, né? Então isso aqui, eu tenho a casa do produtor, ele tinha várias ofertas, né? Gestão, produtos, manejo, tecnologia, consultoria, planejamento de safra, tal. Então, tudo isso estava a serviço desse cara aqui no centro, que era o produtor.

40:52

E a grande mudança de posicionamento era essa, né?Exato. Exato.E aí a gente trouxe um tema pra reunião que eu me lembro que foi um tema complexo, é Elo Agrícola. A gente fez uma pesquisa, falou: "Putz, essa marca não é nossa, não temos propriedade". É, exatamente, exatamente.Conta um pouco como é que foi ouvir isso e tem que decidir mudar de nome, né?É, o pessoal, o pessoal chegou, né? Acho, lembro bem o dia, pessoal, olha, nós precisamos mudar de novo, fala: "Puxa vida, cara,não, isso não muda, né?Tem não. O pessoal não tem serviço, não. Fica inventando essa. Puxa vida, o nome tão bom, né? E, e mas foi muito interessante, né? Porque ao longo dos anos a gente foi desenvolvendo um um novo modelo, né? uma nova percepção de como é que a gente queria estar no mercado nessa questão da gente ter lá atrás falou: "Olha, vamos sair desse papel de atravessador, vamos criar soluções aqui, vamos criar essas verticais, vamos atender esse agricultor cada vez mais na plenitude", né? Então a gente precisava ter um nome que realmente encampasse tudo isso,que que que suportasse essa oferta, né?

41:52

Então quando trouxe assim o nome, no primeiro momento a gente foi muito relutante. Lembro que eu fui falar com o Vinícius, falei: "Vino, pelo amor de Deus, quero mudar o nome". Ô meu Deus, como é? Quem aguenta isso, né?Não. E essa é a primeira fase do desafio, né? Porque eu lembro que eu falei, olha, fazer um nome é um dos projetos mais projeto de name é um projeto muito complicado, né? Você já tinha tido, acho que uma experiência anterior, me lembro a gente conversando no carro. E aí a gente traz uma série dede ideias de nome e etc. E e eu eu normalmente eu brinco que dar nome pra empresa é igual dar nome para filho, né? Antes de decidir, todo mundo briga porque um acha que um é mais legal que o outro, chama de João, chama de José, mas depois que tem aquele nome e que você passa por essa fase, parece quetem aquele deveria ter aquele nome, né? Depois decidido.É, mas mas eu eu eu acho que cabe pro filho, só que tem uma diferença. O filho que vai nascer, você nunca viu a cara dele, né? Você vai lá, o nome dele vai ser João. Na hora que nasce, olha a cara de João ele tem, né?

42:49

Empresa, não é um filho que já tem 15 anos, né? Ele já tá lá com uma com uma com um jeito de trabalhar, um jeito de fazer, um jeito de pensar, um jeito de se comportarmais dolorido.E principalmente com uma expectativa pro futuro muito interessante e uma, né, um anseio para ir pro futuro de uma determinada forma e conquistar um determinado mercado. Você tem que dar um nome que que realmente encampe tudo isso, né? Que suporte tudo isso você tá trazendo.Então acho que é super desafiador, né? super desafiador,não? E essa ideia do nome, né, depois olhando em perspectiva, né, já passaram alguns anos e já foi um baita sucesso, o nome BR Agro, que é um compromisso com a evolução do agro no Brasil, etc. Não tinha outro nome parapara para para dar, né?

43:35

É muito interessante, porque assim, vamos voltar então na na solução que a gente oferece, né? É, é esse ecossistema, atender na plenitude, atender a agricultura, pô, agricultura extremamente relevante pro Brasil. Esse nome trouxe realmente assim muita força, né? Muito e e trouxe talvez assim, talvez a melhor coisa que ele trouxe a dimensão do que a gente queria fazer,né? Porque senão você fica muito ali, poxa, ah, uma revenda de insumos, revenda de insumos, não, não, não. É uma nova oferta, é um novo jeito de trabalhar o agro e o agricultor, né? Então é esse essa é a grande aspiração.Muda radicalmente tudo, né?É. E e aí esse nome representar tudo isso é muito legal,né?Ô Eric, dá mais um clique aí que acho que aí agora vem a o redesenho da marca. Não tá aqui, tá travado. Acho que tá mudando. Mais um. Vai.

44:29

Aí mudamos a marca. Aí veio o BR Agro, né? a nova identidade juntos cultivando o resultado.É, olha, olha que que slogan legal, né? Muito legal.Juntos tem o juntos, né? Começa com juntos cultivando resultados. Já tá a promessa ali, né?Resultado. Exatamente. Porque sem resultado nada para de pé, né?É. Vai, vai mais aí, Eric. Aí, aí a gente assim, a partir daí começou todo um redesenho de logotipia, identidade, como expressar isso, como transformar isso num em frases que comuniquem bem aquilo que a gente de fato tá prometendo pro agricultor, né? Vai, vai mais um pouco porque eu quero chegar na aí tod todas as expressões da marca. Pode ir, Eric, semeiando o futuro do agronegócio brasileiro, né? conectando até com as imagens, né, assim, ele é o protagonista principal da nossa comunicação, né, não é, não somos nós, né, a gente aparece até, mas é sempre ele como protagonista. Vai lá mais um pouco. Eu tenho uma questão de uniforme, né? É,como é que a a gente coloca na gente os símbolos da marca dessa mudança, etc. Então, a gente redesenhou a uniforme, a identidade da comunicação, como é que isso se expressava, né, no nos diferentes pontos de contato da marca. Tem a frota também, né, que foi toda redesenhada. Essa frota também, né, devai lá no campo, né, eu vejo as pelo Instagram as postagens você faz, né,ninguém consegue esconder da gente mais, né? É, tem algumas cois alguns elementos, né? Essa placa, né? Os o chapéu, né? O o

46:13

Boné. Eu me lembro que vocês falavam que o boné era um símbolo pro agricultor, né?Vocês fizeram um boné muito legal.Sim.Esse é o é a nova loja de de mineiros, que é aquela primeira que a gente viu, né?Assim, completamente ressignificada a experiênciae dodo local de encontro.E aqui que eu queria mostrar, né? B, antes de antes da gente colocar o vídeo, fala um pouco desse momento, né? Eu, a gente estava conversando antes de de começar aqui, esse momento deste dia e, ó, arrepiei de novo. Toda vez que eu me lembro da experiência desse dia, eu me arrepio, néum?porque para mim foi, e eu tava te contando que eu até fui teorizar, né? Eu vivi uma experiência ali que eu falei: "Cara, deve ter uma razão. Eu estudo muito comportamento humano, deve ter uma razão para isso, tá? Para isso ter acontecido dessa forma e para eu isso que eu presenciei ter acontecido, né?

47:06

Era o objetivo, né? Como eu disse, a parte do nosso desafio era construir unidade numa empresa que tem hoje 150 pessoas, né?Quanto tinha? Quanto tinha naquela época? Lembro, 100100 pessoas.100 pessoas naquela época.pô, como é que a gente faz essas pessoas? se unirem em um único time e num único evento a gente já viu o time ali nascendo. Depois eu vou mostrar o filme que acho que vale a pena, mas eu queria que você contasse como é que foi este a experiência desse dia. É,né?O o que a gente tem que entender o que que esse dia representava, né, Gian? Assim, a gente teve toda uma trajetória, a gente aí foi 2023, né? Então a gente já tava ali com 12 anos mais ou menos de empresa,mudando de nome, né? é toda aquela trajetória e e toda aquela clareza que veio, fala: "Puxa vida, então é isso mesmo, a gente tá hoje a gente realmente é um ecossistema de soluções pro agricultor. Isso agora ficou claro? Isso agora a gente organizou, vocês trouxeram também como é que a gente se expressa, né? Como é que a gente se expressa o nosso posicionamento, né? Lembra que tinha, nós éramos inovadores, próximos,né? O manifesto, né? E para culminar nisso tudo um novo nome, né? E foi muito interessante porque a gente não e esse processo foi um processo muito sigiloso dentro da empresaque pouquíssimas pessoas sabiam o novo nome, né? Então a gente fez um evento para contar o novo nome e para contar essa nova essa consolidação dessa nova oferta que a gente que a gente realmente aspirava fazer, né? E tava já construindo dela há muito tempo. Então foi um evento muito legal. Pessoal do marketing trabalhou muito bem, fez um fez um trabalhomandou ver, né? Uma coisa legal que acho que interessante você escutarem.

48:43

Então, pera aí. Vem aqui.Não,não. Vem aqui. Vai falar, tem que vir no microfone. Vem aqui. Fala aqui. Pode falar.Tem uma coisa muito legal que a gente trabalhou foi o seguinte. A gente queria fazer uma, a gente entende que a marca ela assina.A gente a gente entende que quando você trabalha numa empresa você assina. Você, eu sou a Dab da BR Agro. E a gente queria oferecer uma experiência o seguinte. o colaborador ele tava chegando e ele tirava uma foto que no final do evento ele já saia com crachá novo dele porque ele tinha uma nova assinatura. Então toda a provocação, o Luiz falou que era sigiloso, a gente queria gerar um impacto da pessoa sair já com essa nova identidade. A gente precisa, precisava sair que o colaborador saísse daquele evento com essa nova identidade. Então a gente colocou, você vai trocar de de nomee as pessoas não sabiam que nome era esse. Então ele chegava, tirava uma foto como se você fosse fazer sua carteira de identidade.

49:37

. E no final do evento ele recebia o novo crachá e foi revelado lá. Então isso tinha uma surpresa, a gente queria encantar, né?E foi toda a experiência, toda a jornada. E você vai contar a sua experiência, como que você viveu essa experiência conosco.Mas tinha etapas de encantamento para chegar no final e as pessoas assim, meu Deus, o que que é essa foto? Como que vai ser isso? perto aqui, senão o som não sai.Então eles saíam com a com já essa nova identidade, com o uniforme e com o crachá novo. Então foi muito pensado nisso, né?Obrigado. De nada.E e assim, mas não foi só isso, né? Não é não foi só a experiência dos outros. Teve a sua própria experiência e a minha também. É, a gente foi muito interessante que que o o vídeo ficou muito legal porque foi sendo contextualizado toda a história, trazendo toda a história até ali e embasando tudo aquilo que a marca que essa nova marca representaria, né? E e essa história, puxa, já eram 12 anos de muita batalha, né? E a gente foi ver, eu lembro que eu fui ver no dia anterior, né? Eu me emociono fácil e na hora que eu vi me emocionei, né? Vixi, ferrou, velho. Como é que E eu precisava após, imediatamente após a apresentação da nova, da nova marca, eu precisava entrar para falar, né? E eu falei: "Cara, puxa, vou engasgar tudo, né?

50:56

Vou pedir no palco passar vergonha.É, vou passar vergonha lá, né?" E daí o pesso daqui a pouco chegou mais uma pessoa, acho que chegou o Vinícius ou Rud, não sei. "Ah, bota aí de novo para ver como é que é". Eu me emocionei de novo. Falei: "Puxe, cara, não vai dar, não tem como, né? como é que eu vou fazer, né? Daí combinei com a Dab, né? Falei: "Dab, eu não vou ver a apresentação na hora que ela for passar,senão vou chorar de novo."Vou jorar de novo e pior ainda, falei: "Não vou nem ouvir, porque se eu ouvir eu lembro da imagem. Se eu lembrar da imagem eu me emociono de novo". Então eu eu fiquei atrás do palco com o ouvido tampado, que eu não queria ouvir nada. Falei: "Na hora que tiver pronto, na hora que terminar,você faz o sinal,você faz o sinal, eu vou, eu entro". E foi assim que foi feito, né? Então na hora que ela vem, aí eu destampei meu ouvido e ah, a galera, né? E aí eu entrei, mas aí já entrei, ó, que legal.

51:44

Gostaram da marca, né?Bom, agora, agora eu vou soltar o vídeo, depois a gente volta para comentar os detalhes. Solta o vídeo aí. Juntos cultivando resultados. Esse é o nosso slogan. Ela agrícola agora é BR Agro. É um dia muito, muito importante pra gente. É um dia que a gente tá mudando, fazendo uma mudança importante e muito relevante na nossa história.

52:37

E aqui, gente, por que BR Agro tem nome que retrate mais sobre a nossa essência que o Luiz falou? O que que é a nossa cidade sem o agro? Então, o sucesso dessa nova empreitada depende do engajamento e do compromisso e da vontade de cada um de vocês em construir valor. Bora construir isso juntos.Muito bom. Não, assim, a minha experiência, né? Eu ali sentado, eu já sabia que tinha acontecido com você um dia antes, porque a D tinha me contado.

53:59

Ah. na hora que aquelas frases começaram a entrar e o cara que fez a produção conseguiu botar o o nível do soma energia que acompanhava cada frase. eu, lembrando, hoje eu me arrepio, né? E e o que mais me impressionoufoi ver a mudança do espírito das pessoas que estavam ali, porque elas estavam, como a D falou, curiosas para ver o que que ia acontecer. Ninguém sabia o que tava acontecendo.Sim.E elas estavam sendo apresentadas por um novo nome, né? Uma nova identidade. E aí eu lembro que eles receberam na mesa, né, assim que o nome foi revelado, eles receberam lá o envelope com a com a camisa, o crachá e eles vestindo. E eu olhava, eu olhava, tava sentado numa mesa bem na frente, eu olhava pras pessoas, as pessoas urravam de alegria assim e se abraçavam, todo mundo com a mesma camisa assim. Esse espírito para mim foi marcante.

54:51

É, eu aqui, ó, me emocionando até agora. Não, né?Não é não, mas eu tive a mesma experiência, assim, é um negócio de fato que me me moveu, né?É, é. Não, mas é foi muito legal. Foi muito legal, foi muito marcante, né? É uma nova história, uma nova uma nova concepção e e a consolidação de todo aquele projeto nesse, nesse novo negócio, né? Então, é bem isso, né?É. E eu quero que queria que você contasse agora o que aconteceu depois, né? depois desse dia.Então é muito interessante porque primeiro não não tem só o depois, né, G? Eu acho que tem o processo que é super importante dessa revelação pra gente do que que a gente era, como é que a gente ia se expressar daí por diante, quem a gente era, né? Porque teve uma reflexão muito forte, né? Às vezes o pessoal: "Ah, poxa, você mudou de nome". O pessoal vai lá e escolhe um um bom nome exato,né? Você escolhe um bom nome e começa, daí não, você faz toda uma reflexão de quem você é e que quem você quer ser no futuro, né?

55:47

E e foi bem isso, né? Então a gente começou essa marca, ela deu muito suporte para todo o projeto a partir daí, né? Então a gente começou e ela ela ela engraçado também que ela trouxe muita força, né? Então quando a gente foi pros carros, foi pras lojas, pros uniformes, teve teve até um um fato muito interessante, né? O pessoal começou a dizer o seguinte: "Olha, essa empresa aí foi comprada, foi vendida". Isso aí não é mais os caras não. Viram, eu lembro de gente sentado ali na é investir nela. Aí não é mais eles não. Isso aí é só fachada agora. Eles já venderam, né?Uma multinacional.Uma multinacional comprou isso aí, né?Não, eu lembro que no dia do evento, quando uma hora você desceu do palco, né? E o evento continuou, as pessoas estavam recebendo o prêmio e ficou a marca BR Agro ali no fundo. Aí você sentou e a gente começou a conversar, né? E nós dois olhando pro palco e a gente olhava e falava: "Cara, essa marca parece uma multinacional".É, é, é verdade, né? Então assim, e dá subsídio para essa questão do do da sensação de que não foi vendido, tem alguma injetaram dinheiro, tá vindo capital do Goldman Sachs injetando dinheiro. E você comentou um negócio que é muito interessante, né?

56:52

Você disse, essa marca suportou essa visão de futuro, né? Sim, sim, sim. e eu quando eu tava escrevendo o meu terceiro livro que chama Valor, o ensaio sobre as escolhas humanas, eu fui estudar o tema do valor e eu fui estudar o tema do valor dentro do contexto da economia. E eu encontrei um livro do Ludwig von Mises, que é um livro desse tamanho chamado Ação Humana. E ele descreve o seguinte, ele toda todo o tratado de economia é baseado na ação do indivíduo humano. E ele diz, existem três pré-requisitos para que o ser humano aja. O primeiro é uma situação de de desconforto ou de menor conforto, né? Porque eu posso estar ou desconfortável ou não tão confortável como eu gostaria. Então esse é o primeiro pré-requisito paraa ação humana. O segundo é a capacidade de enxergar uma situação de maior conforto, né? Então eu é o que a gente chama de ponto A e ponto B, né? você chamou de visão de futuro. Então eu eu me encontro nessa condição e eu consigo perceber uma condição diferente dessa que eu gostaria de me mover até lá, mas esses dois pré-requisitos não são suficientes para que a ação humana aconteça. É necessário um terceiro pré-requisito, a fé do próprio indivíduo de que uma ação dele mesmo vai mover ele do ponto A do ponto B. E quando você diz, na hora que a gente viu isso, eu imagino que deva ser isso, né? essa mudança de identidade e essa crença de que agora nós vamos chegar lá porque tá todo mundo achando que é o banco, o banco veio aqui investir na gente, né?

58:23

É.isso e forma o tripé da ação humana e aquilo engaja num processo de mudança.Foi isso mesmo. Sentisim, foi bem isso. eu eu acredito assim, primeiro a o respaldo da marca pro projeto, né, que é um projeto muito mais que uma revenda agrícola, é um ecossistema de soluções que se expande cada vez mais. Ela sai também de dentro só da empresa e começa, ela não tá limitada, ela ela começa, a gente começa também trazer os fornecedores para junto, trazer o agricultor para junto, trazer, quer dizer, toda a cadeia envolvendo aqui para pra gente entregar o melhor lá na ponta, né? Então assim, primeiro isso, esse respaldo, segundo ponto que é super importante, você trouxe é que quem vai fazer isso acontecer são as pessoas e as pessoas precisam acreditar, né? E ela precisa ter esses símbolos que que que reverberam isso que você tá falando, né? E e a marca trouxe muito forte isso pra gente, né? que que era uma amplitude maior, era um negócio muito maior e e isso engaja muitas pessoas porque o propósito também começa a transcender simplesmente assim: "Ah, vou vender para ganhar dinheiro para não sei o quê".

59:24

Não, nós vamos levar uma nova oferta pro agro. Esse agro merece um um outro olhar para ele,né? Então eu acho que isso isso porque precisa, as pessoas precisam estar engajadas, né? O que você trouxe, né? Eu preciso acreditar, ter fé que eu consigo fazer isso acontecer. Mas quem faz é o Luiz só? De jeito nenhum. né,de jeito nenhum, hipótese alguma, né?É, e esse desafio de construir a cultura, né, que é o desafio do líder, né? Eu imagino que você durma e acorde todos os dias pensando como é que eu engajo essa turma, né? Então, você tem que ter clareza de futuro e conseguir expressar essa clareza, né, de maneira muito objetiva. E isso é um, é o que eu falei no início, é um talento que você tem muito fácil, né? Você fala muito, muito fácil, você indica um futuro com muita clareza. E pra gente durante o projeto foi muito bom. tem a tua figura, obviamente todos que participaram, mas você nos indicando qual é essa direção de futuro que vocês estavam querendo construir. E o nosso papel não foi inventar futuro nenhum, né? Era simplesmente tirar tudo aquilo que atrapalhava vocês chegarem nesse futuro.

1:00:26

Como é que é esse desafio do líder, na tua opinião, de engajar as pessoas? Como é que você trata esse tema dentro da da BR Agro, né? É, a gente a gente eu eu eu comentei com você que a BR Agro foi uma tem sido uma escola muito interessante pra gente, né? Então vou vou voltar um pouquinho para chegar lá onde você me perguntou, né? Então assim,eu fui empresário muitos anos na engenharia e a gente não tinha nada dentro da empresa. O cara falava pra gente: "Olha, você tem que ter uma área de recurso human". Caramba, nada disso. Aqui somos nós que cuidamos das pessoas e até logo. Eu cuido muito bem, respeito o pessoal, né? Tem um respeito enorme por ele dedicar a vida aqui e vou cuidar muito bem dele. É assim que funciona. Ah, precisa contratar. Não, eu sei contratar, deixa comigo, né? Então assim, foi descortinando diversos horizontes ao longo desse percurso, né? Um um dos horizontes cortinou é a parte de gente e cultura, né? A importância dessa área, né? E não gente cultura que simplesmente contrata para você e e tenta desenvolver, não é totalmente lincado à estratégia. Que empresa que vai pra frente se as pessoas não se você não tiver o time para fazer a a sua estratégia vencer, né? Então, então um ponto foi esse. Outro ponto muito importante também foi a área de marketing, né? Puxa, você precisa tratar a área de marketing melhor. Ah, marketing, não sei bem o que que é isso, né? E aí você começa a criar todo um posicionamento dentro da sua empresa e você precisa contar isso para dentro e para fora, sustentar isso de uma maneira inteligente, de uma maneira estruturada.

1:01:57

Isso precisa ter verdade lá na ponta, ter ressonância, ter coerência, né? Então, a área de marketing também a gente implantou, falou: "Puxa vida, como é que nós vivemos sem isso até hoje", né? E aí chegou a parte da cultura, né? Então, a cultura, a gente também foi fazer em 2023 um planejamento estratégico e o pessoal falou: "Olha, você precisa fazer cultura também, pô, lá vem gastar dinheiro, quer empurrar isso na gente só para gastar dinheiro mais, né? E aí tudo bem, vamos fazer também, né? Até o pessoal falou assim: "Você faz ou nós nem fazemos planejamento estratégico". Falxa, né? Ficar ficar tão peitudo aqui,quer ganhar dinheiro mesmo nós, né? Beleza, vamos fazer, né? E aí discute no outro horizonte que é o da cultura, né? Que toda empresa tem a cultura boa, ruim, ela tem, né? E aí, mas aí você começa a descobrir qual é essa cultura. E essa cultura, na verdade, ela já vinha discutida por vários momentos. Você trouxe muito disso pra gente. Olha, vocês são assim, né? Lembra da dos pilares de expressão? Você trouxe ali que ali ali essencialmente cultura, né?

1:02:52

Então a gente começar a entender o que que é a cultura e posto essa cultura, bom essa estratégia que eu tenho, ela suporta a minha estratégia, sim ou não? O que que eu preciso tratar, cuidar melhor dela, né? E a gente fez esse trabalho de cultura muito forte. E aí você começa a ter o engajamento do pessoal, porque você começa a ter o seu fit cultural, você começa a entender quem exatamente você é e com como quais são as pessoas que t esse alinhamento que você precisa e que começam comungar daquilo. Aí fica muito fácil, né? Quando você acha a pessoa que tem um fit é muito interessante, parece que ela tem 10 anos de empresaporque ela já chega jogando, né? Ela já chega, a conversa é muito fluida, né?É, e tem que ser na contratação, né? Com certeza. Vai trabalhar para esclarecer o papel dele, etc. Mas tem que ter, a gente costuma dizer que tem que ter duas competências,aliás, tem que ter duas dois valores, né? Competência para atuar naquilo que vai fazer e alinhamento em relação à direção de futuro. Se não tiver esses dois, e aí o fit cultural entra bem dentro disso.

1:03:49

É, hoje hoje a e claro que os as questões éticas, honestidade, responsabilidade, enfim, isso aí não se discute mais, né? Uh, é que tem que ter, mas posto isso, a principal ponto de decisão hoje é fit cultural, né? Essa pessoa tem fit cultural com que a gente planeja fazer, né? Porque se ele tiver, ele vai se engajar muito, porque o projeto é legale vai ter ideia e vai trazer soluções e vai darcontribuições pro desenvolvimento.É. E e assim, o o a cultura ela ela coloca muito claro o que que você é, quais são o que a gente chama de direcionadores de negócio, né? Então, quando a gente fez o trabalho de cultura nosso, nós identificamos dois grandes direcionadores, que era orientação às pessoas. Então, a gente sempre valorizou demais as pessoas. Acredito que nenhuma empresa para de pé sem ter um time altamente competente, né? Na minha visão, você puxa, essa empresa tá indo bem. Fala, vamos lá conhecer as pessoas porque são elas estão fazendo isso lá,não é?

1:04:44

Ah, mas é um mercado promissor, tá bom? Mas bota lá um pessoal que não é bem alinhado, bem competente,não vai funcionar, né? E o outro é foco do cliente, né, que é diferente de foco no cliente. Foco no cliente, eu fico daqui olhando pro meu cliente. Foco do cliente, eu sento na calça, na na cadeira dele, eu calço o sapato dele e aí eu começo a enxergar a partir da visão do cliente, como é que ele tá enxergando o mercado, como é que ele tá sendo atendido. Então, quando a gente traz esses também direcionadores de negócios que a gente diz na nossa empresa exatamente como é que a gente pensa e o que que a gente valoriza muito, né, quais são as prerrogativas que vem para uma decisão, isso também alinha demais. Então, quando você faz todo esse trabalho, você tem uma marca forte, você se posiciona muito bem para ela, você tem um uma cultura sendo estabelecida, você diz que que você valoriza, né, e traz seus valores também e tudo mais, todo aquele trabalho de cultura que é feito, escreve seu propósito, aí começa o engajamento e vai se tornando,as decisões se tornam mais fáceis, né?

1:05:40

É. E e o engajamento vem naturalmente, né? Ela ela vai sendo construída.É, mas parece que é fácil, mas não é fácil. Não, não, nãoé uma caminho longo,algumas consultorias ajudando você a definirvdefinir isso. E é interessante, você tá falando de uma maneira muito clara, como eu disse, né? depois que eu que eu descubro quem sou eu, né? Eu tenho que fazer escolhas. A escolha é qual é o futuro que a gente deseja pra gente. O papel da estratégia é escolher o que exatamente nós vamos fazer para chegar lá no futuro.Perfeito.Então eu já decidi quem sou eu, já decidi qual é o caminho que eu vou fazer, qual é a minha decisão posterior, é que estrutura vai pode dar suporte a essas decisões. Então eu tenho que reorganizar toda a estrutura para suportar isso. Que cultura vai sustentaressas decisões que a gente fez, que vai interagir com essa estrutura e que vai fazer a gente chegar lá no ponto B?

1:06:33

Quais são as nossas ofertas pro mercado? Aí você entra em portfólio de serviço, ou seja, tudo faz parte de um mesmo raciocínio a partir do momento em que você sabe quem é você, que diferença você traz pro mundo, qual é a sua crençaque justifica o teu propósito e assim por diante, não?Exatamente. Exatamente. A empresa no fim do dia é ela, ela ela é quase como se fosse um uma pessoa evoluindo, né? E era criança, se tornou adolescente, agora chegou na fase adulta. Quer dizer, não tem nada desconectado, é uma construção, né? E é uma construção que vai ficando cada vez robusta, mais robusta, quando você vai trazendo todos esses aparatos, né? Você traz uma marca forte, você traz uma cultura forte, você traz uma boa estratégia, um bom posicionamento, um time muito forte, aí você vai construindo realmente um indivíduo, né, muito muitoum indivíduo coletivo muito potente, né, e muito capaz de realmente avançar no mercado, né?

1:07:23

E que que vocês estão pensando de futuro agora? Qual que é o futuro da BR? Quais são os próximos passos em direção ao futuro? Como é que você vai fazer para sustentar 30% de crescimento? Pois é, né? É cada vez mais desafiador, né? E o agro tá passando um momento importante, né? E a gente tá inserido nesse momento importante que ele tá passando, né? Então a gente tá tomando todos os cuidados que a gente não quer deixar esse projeto falhar de jeito nenhum, né? A gente gosta demais do projeto, acredita demais nele, né? acredito assim, né? Gian, a gente escreveu o nosso propósito e eu acho que o propósito ele tem que ser bem escrito, né?. e a gente lá na na marca também a gente já tinha discutido e tal, aí a gente refinou nesse trabalho de cultura, né? A gente diz o seguinte, que eu quero ser essencial, eu quero contribuir para um mundo mais próspero, mas como é que eu vou fazer isso sendo essencial na jornada do agricultor? Como é que eu sou essencial na jornada dele?

1:08:15

E primeiro, o que que é jornada? Jornada é todo o percurso que ele faz no no ciclo de um ano, né? Puxa, ele ele faz todo o planejamento da safra. No nosso caso lá tem safrinha, depois ele planta safrinha. faz toda a entrefra, planejamento e replaneja tudo de novo e começa tudo de novo. Quer dizer, se eu sou essencial na jornada do agricultor, se eu sou vital, eu tô entregando muito valor para ele. Então, a gente precisa e tem o a aspiração e o desejo muito forte, muito verdadeiro de entregar valor ao longo de toda essa jornada. Naturalmente, quando a gente faz isso, a gente vai levar prosperidade para esse agricultor, vai levar prosperidade pra nossa empresa, pros nossos parceiros fornecedores, pra sociedade, para todo mundo, né? Mas a gente precisa estar muito claro como é que a gente faz isso, né?E é legal porque com esse desenho que você fez, não tem limite para o que você pode fazer junto com ele, né?

1:09:06

Então assim, você já você não tá limitando mais o negócio da BR Agro,você nem define mais a BR Agro como uma empresa que vende insumo ou que vende trading ou não. Eu posso tudo aquilo que eu puder fazer para ajudar o agricultor nessa jornada, eu posso fazer, eu posso ter uma oferta. Entãovocê abre espaço para atuar em diversosperfeito.tipos de negócio.Exatamente. Então hoje a gente tem três pilares, né? Daqui a pouco a gente pode ter o quarto, o quinto pilar. O que a gente entender que faz sentido a gente trazer para esse agricultor, a gente vai fazer, né? Perfeito.Então a nossa missão, por exemplo, é um negócio legal também, olha, é trazer o melhor do mundo pro agricultor e levar o melhor do mundo e levar o melhor do agricultor pro mundo, entendeu?É muito legal. E então assim, e é bem isso. E e você trouxe lá atrás um negócio que eu acho muito legal, porque a gente falou de tecnologia e inovação, a gente acredita que a gente tem um papel fundamental, o papel de tradutor.

1:10:02

Se você for ver hoje no mercado, você tem 30 tecnologias diferentes que prometem coisas muito legais pro produtor, mas ele não, você disse, né, ele não tem tempo nem de ouvir direito essas ofertas. Como é que ele traz isso? Como é que, o que que ele vai decidir por o que? O que que ele vai fazer num primeiro momento? o que que realmente ele consegue absorver dessa tecnologia, né? Então nós temos essa esse papel, nós entendemos que esse papel é nosso de traduzir, olha para o seu momento, para este momento, a tecnologia interessante de trazer essa e essa, seja tecnologia de imagem. Exato, né?Simplificar a vida do cara, né? Tudo, toda essa complexidade de mundo chegando nele tem que chegarem por vocês e de um jeito mais leve.Essa essa é bem a ideia que a gente tem, né?Muito legal.É isso aí.Muito bom. Bom, a gente, Luiz, a gente tá chegando no fim. Quanto tempo deu aí, o Eric?

1:10:49

Conversa boa 1 hora10, tá vendo? Parece que parece que é 20 minutos, pastor. 1 hora 10.eu queria te agradecer,meu. Eu eu queria falar mais uma coisa. Posso?Por favor,pensando pro futuro, né? Ô, Gian, você também me perguntou isso. Eu eu queria dizer assim, aspiração, né? Puxa, a gente tem a aspiração de de realmente assim trazer levar prosperidade para todo mundo e tal, mas como é que nós vamos fazer? Puxa, nós vamos ser essencial na jornada do agricultor, tá bom? Mas ainda o que que tá por trás disso, né? O que qual que é a nossa oferta talvez assim que a gente mais acredita e e tá buscando ela? é um nível de relacionamento com o nosso cliente diferenciado, sabe? Eu acredito que hoje os nossos consumidores, a gente como consumidor, a gente busca muito isso, a gente busca muita verdade na relação, muita integridade dos dois lados, né, para fazer isso. E não que se eu posso te falar isso e pode ter a impressão se, ah, então quer dizer que hoje a relação não étrica, não é, não ética. Não, não tô dizendo isso.

1:11:54

É, mas pode ser mais, né?Exatamente esse o ponto, né? Porque o B agricultor precisa comprar, nós precisamos vender, tá tudo certo, até aí tá tudo certo. Mas, mas se a gente levar esse nível de relacionamento para outro nível, para um nível de realmente mais parceria, mais compromisso, mais integridade, mais clareza, transparência e tudo mais, né? É aí que que a gente quer chegar juntos.É, exatamente. Eu acho que é para lá que nós estamos querendo. Então, talvez você me perguntasse o que mais move vocês da BR Agro é criar esse relacionamento neste nível, sabe? assim, é derrubar um pouco a desconfiança de um lado de outro e falar: "Cara, eu tô aqui realmente por você e você por mim, nós vai dar muito certo fazendo junto, né?" Então, por isso que o nosso logo é junto cultivando resultados, né? Você vê que no fim do dia é uma construção o tempo todo e mas nunca algo tão tom diferente, não muda. É na verdade uma evolução, né?

1:12:44

Então é isso que a gente tá buscando muito, sabe? Se o nosso sonho que tá lá no fundo é assim, cara, vamos criar uma relação diferente, né? o pessoal às vezes pergunta: "Poxa, que que é sucesso para você, né? Sucesso para mim é se daqui 10 anos, por exemplo, na hora que eu olhar do lado, puxa, tem uma enormidade agricultor do nosso lado". E eu perguntar para eles, "Ei, como é que foi? Foi bom esses últimos 10 anos?" Falei, "Puxa, foi muito legal. Vocês são super sérios, competentes, vocês são super comprometidos, vocês pensam mais do que eu na minha fazenda, na minha no meu sucesso e vocês me contribuíram muito ao longo desse tempo.".Né? Se se eu ouvir isso, eu vou falar: "Cara, nós tivemos sucesso, né?" E a consequência disso tudo, é óbvio que vai ter uma empresa pujante, crescendo, rentável,que é só consequência, né?Consequência, consequência, né? Então, mas esse é o grande, a grande aspiração nossa, é o grande desejo nosso, é construir exatamente isso, uma nova relação no agro, uma nova oferta em termos de relação com esse agricultor.

1:13:40

Muito legal. E a gente tem muito orgulho de ter participado disso tudo, né? Eu queria te dar um presente. Esse aqui é o meu último livro, chama Trocando a Lente, é o nome do do podcast. nesse livro, a descrição desse esse livro tenta explicar um pouco de que maneira o branding pode contribuir no pensamento estratégico das organizações. Então, eu escrevi bastante sobre aquilo que você viveu na prática. E aí eu queria te fazer um pedido, né, para que você dissesse para as pessoas que ainda não passaram por um processo de branding, o valor que isso tem sobre essa perspectiva estratégica. a tua experiência, como é que, o que que você diria para alguém que não passou por isso? Que mensagem você daria para essa pessoa?Olha, eu eu diria que assim é transformador, né? Primeiro, eu já disse aqui várias vezes, pela reflexão que você tem de quem é você mesmo, qual qual é sua essência, é que em que você acredita? Porque você precisa contar isso pro seu público, né? Como é que você conta se você não sabe direito? E na hora que se você for contar isso, você tá bem respaldado para contar isso.

1:14:41

A marca representa isso que você tá dizendo. Você pensou bem o seu posicionamento para você contar pros outros, né? Porque dizem que a decisão ela ela é totalmente emocional, né? E as pessoas precisam se conectar no que você acredita.Se você não tem uma marca, se você não tem essa reflexão toda de quem você efetivamente é, como é que você vai contar isso? O seu, o seu consumidor nunca vai saber exatamente quem é você. Então é crucial. né? E a mesma coisa acontece até com o seu colaborador. Ele tem que se conectar emocionalmente com você. Como é que ele se conecta se você não se expressa direito, né? Então eu acho que fazer fazer marca, fazer fazer todo esse trabalho de branding e é assim você dar clareza pro mercado, dar clareza pro seu colaborador, dar clareza para todo mundo de quem você é e que você acredita e para onde você tá indo, né? Então acho que é crucial, não tem como, né? É fundamental.

1:15:31

Verdade. Bom, então espero que você goste do livro. Se não gostar, reclama com o autor.Tranquilo.Luiz, obrigado mais uma vez, primeiro por ter, nos escolhido. A gente sabe quanto é difícil, né, quando você tá escolhendo um parceiro, avaliando todas as opções que tem no mercado. Você ter olhado pra gente e falar: "Bom, esses aqui devem ter alguma coisa de especial, vou apostar minhas fichas nele." Então, o que a gente fez foi tentar honrar essa escolha, né? essa a nossa forma de enxergar o desafio. Agradecer a Dab e a Fabi, né? Fabi do nosso time que participaram desse projeto, né? Dab a frente aí liderando junto com a gente é o desenvolvimento desse projetoe dizer que a gente como um bom não somos pais, né? Somos tios desse filho. A gente continua, você vê, né? Eu sigo vocês e sentindo orgulho de tudo que vocês estão fazendo, ouvindo você falar, né? já já ouvia antes e já já admirava, mas ouvindo você falar agora, principalmente essa tua última fala que se conecta muito com aquilo que a gente acredita, né? A gente tem uma frase que diz a gente só acredita que faz sentido aquilo que faz sentir.

1:16:45

Aham. Exato.Então assim, se a gente não é capaz de acionar esse nível de emoção nas pessoas, ninguém vai sentir nada, né? Então a nossa busca é por isso e vê você declarando isso, né? e mostrando de maneira muito clara a a direção de futuro que você enxerga paraa tua organização e trabalhando diariamente, que a gente sabe que não é fácil para construir isso de fato, né, com tanta competência, porque BR não cresce 32% ao ao ano de média, né, se não tiver de fato um grande líder, né, e um grande time, isso não teria acontecido. Então, obrigado por ter nos deixado participar dessa história e poder contar um pouco dela para que as pessoas aí que estão nos assistindo possam também conhecer.É, mas muito legal, né, Gian? Assim, foi como é bom quando a gente acha uma parceria boa, né? E a parceria foi boa que a gente até contratou para outro projeto, né? Então não tem não tem prova acabal melhor do que você foi recontratado para outro projeto e tal, né? Então é muito legal porque no fim do dia, né, Gian, o o trabalho é importante, mas as pessoas são mais importantes ainda, né? Acho que a conexão que a gente teve de ideia e vocês trouxeram muitos insightes pra gente, foi muito legal e e é assim que a gente vai construindo a empresa, né, com boas parcerias, com evoluindo o tempo todo, né? E te agradeço demais a oportunidade de vir cá contar um pouquinho a nossa história, né? A gente tem muito orgulho dela e vocês participaram efetivamente disso, né?

1:18:07

Dessa construção.Bom, então estamos chegando ao fim do nosso podcast. Eu queria para você que ficou aí assistindo, eu devia ter falado isso antes. O Gabis vai me encher a paciência. Você curte, compartilha, comente, se inscreve no canal e assine o sininho das notificações. Eu tenho que ficar decorando isso porque eu esqueço, esqueço de falar na introdução, que deveria ter falado na introdução, mas não falei. Queria agradecer você que ficou conosco até agora. Um beijo no coração e até a próxima.