Episódio #07 · 19 de setembro de 2025 · 1h37

O visionário que redefiniu a embalagem como profissão: Lincoln Seragini

Com Lincoln Seragini e Ricardo Sastre · apresentação de Gian Franco Rocchiccioli, Gabriel Lopes

Sobre o episódio

Lincoln Seragini nasceu num armazém em Guaraci, no interior de São Paulo, brincava com embalagens e foi balconista até os 16 anos. Estudava química quando um encontro casual num cursinho o levou à Colgate-Palmolive, aos 19 anos, para trabalhar com especificação de embalagens. Ali percebeu que ninguém sabia explicar por que as embalagens eram como eram e começou a transformar uma atividade empírica em profissão, com cursos, fascículos e o primeiro currículo de embalagem do país.

Depois de Nestlé, Dixie Toga e Johnson & Johnson, fundou a operação de design da Young & Rubicam no Brasil e, em 1991, a Seragini Design, que somou mais de 20 mil embalagens e 500 marcas. No episódio ele conta casos como o Lux redesenhado em quatro horas e o amaciante Ypê inspirado na silhueta de uma gestante, que levou a marca de 1% à liderança em volume. Defende que a criatividade é grátis, a inovação a viabiliza e só o empreendedorismo gera riqueza.

A conversa chega à governança criativa, ideia que Lincoln está levando a uma plataforma com inteligência artificial para ajudar empresas a criar futuro, e ganha a participação de Ricardo Sastre, autor da biografia técnica de quase 600 páginas. O episódio fecha com depoimentos de amigos e discípulos e com o propósito que ainda move Lincoln: embalar bem o mundo e inspirar pessoas.

Trechos em destaque

“Não trabalhe para ser reconhecido. Faça um trabalho que mereça ser reconhecido.”
Gian Franco Rocchiccioli · 2:53
“A criatividade, além de ser grátis, já vem de fábrica. Todo ser humano nasce com a capacidade criativa.”
Lincoln Seragini · 8:20
“Eu fiz em quatro horas porque a experiência substitui os métodos.”
Lincoln Seragini · 20:23
“Produto você copia, marca não.”
Lincoln Seragini · 42:57
“Busquem a emoção.”
Lincoln Seragini · 50:01
“O designer é otimista. Ele acha que vai encontrar solução. O engenheiro já explica por que não vai dar para fazer.”
Lincoln Seragini · 1:06:16

Capítulos

  1. 0:00Abertura
  2. 1:34O Hall da Fama do BDA
  3. 5:25Embalar o mundo: mais de 20 mil embalagens
  4. 7:23Criatividade, inovação e empreendedorismo
  5. 13:26O papel do designer na liderança das empresas
  6. 18:32Casos: Nescau, Cimento Cauê e o Lux em quatro horas
  7. 23:00A infância no armazém da Casa Seragini
  8. 25:10Da química à Colgate-Palmolive aos 19 anos
  9. 27:39O primeiro método de projeto de embalagem
  10. 28:33Nestlé, Johnson & Johnson e os fascículos
  11. 30:51Young & Rubicam e a Seragini Design
  12. 37:18Argentina e Cuba
  13. 40:18O caso Ypê e o valor da marca
  14. 48:14O amaciante inspirado numa gestante
  15. 50:49Da embalagem à estratégia do negócio
  16. 54:23Design thinking antes de virar moda
  17. 58:09Governança criativa
  18. 1:01:20Inteligência artificial na tomada de decisão
  19. 1:06:16Design, tecnologia e a mentalidade otimista
  20. 1:12:44Ricardo Sastre e a biografia de Lincoln
  21. 1:28:19Depoimentos de amigos e discípulos
  22. 1:33:39O propósito que move Lincoln
Transcrição completagerada a partir da legenda automática do YouTube, com revisão de nomes
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Olá, olá, olá. Bem-vindos ao Trocando a Lente, um podcast cujos temas são empreendedorismo, negócios, marcas e estratégia e alguns outros temas, certo, Gabis? Perfeito. e é onde a gente busca difundir a relevância do modelo de pensamento sistêmico do design e a sua importância pro futuro das organizações e dos negócios.E agora a mensagem que o Gian fala com maior felicidade.Não se esqueça de se inscrever no canal, compartilhar o conteúo. Eu sempre esqueço tudo dele, né? É, curte, compartilha, comentae ativa o sininho.

0:46

E ativa o sininho das notificações.eu tô aqui com meu grande parceiro Gabs, que não pode chamar ele de Gabriel, senão ele ele acha que tá tomando bronca. Tomando bronca.Se apresenta aí, Gabis.Não, Gian. O quem acompanha aqui a gente já sabe dessa nossa construção aqui. Gian, super autor aqui. É o quarto livro.Quarto livro.Quarto livro. Tá vendo, Lincão?Sim. Équarto livro. Não, é, é um fenômeno. Eu acho que ele descobriu-se um autor, mas de alto nível, né? Porque ele tem um pensamento original, porque o que eu mais valorizo, né, é isso. Você não fica copiando ou imitando alguém. E você conseguiu desde os primeiros livros, o primeiro foi até assim uma linguagem um pouco exótica, mas era inconfundível, né?

1:34

Para variar, que que eu fizantes de apresentar o Lincoln? Para variar,eu preparei um texto aqui para fazer uma introdução do nosso convidado e ele cortou, pulou em cima e apresentou. Então, nosso convidado de hoje, Lincoln Seragini, um grande mestre, membro do Hall da Fama. Lincoln, eu vou fazer uma introdução aqui,seique eu preparei com todo o carinho, porque eu achei que eu precisava repetir uma coisa que eu já fiz com você, que é reler o texto que eu li para você no dia que eu tive a honra de te entregar o prêmio Hall da Fama. Eric, você consegue botar na tela aqui aquela foto que eu te mandei? Fala, fala antes, né? não me pega de surpresa. eu vou eu vou enquanto o Eric bota na tela, eu vou reler o texto que eu li lá. NãoEu me lembro tão bem porque você foi uma pessoa fundamental para outorgar-me esse prêmio. Eu sei que você influenciou, deu a ideia. Olha aí todoá Lincão recebendo o prêmio do Hall da Fama, eu e André Poppovic ali no palco do Design Brasil Design Award. André presidente nessa época e eu como vice-presidente tive a honra dede te de te entregar esse prêmio. E eu vou ler aqui o o que eu te disse aquele dia.

2:53

Eu não vou lembrar de todas as palavras, mas fiquei muito emocionado.Uma vez eu li a seguinte frase: "Não trabalhe para ser reconhecido. Faça um trabalho que mereça ser reconhecido".Oba! Essa frase resume bem esse grande profissional e amigo que é o Lincoln Seragini, mas tem uma outra frase que acrescenta um pouquinho mais de significado a essa primeira, que é uma frase do Fernando Pessoa. A memória é a consciência inserida no tempo. Olhando por essa perspectiva, reconhecer as trajetórias individuais daqueles que se dedicaram ou que dedicaram as suas vidas ao design, em especial ao design brasileiro, nos permite inserir um pouco mais de consciência e de memória a nossa memória institucional. Em 2024, como vice-presidente da ABEDesign e comprometido com esse desejo de trazer reconhecimento as trajetórias de vidas que merecem ser comemoradas, eu sugeri em reunião de diretoria da ABEDesign que a gente criasse um prêmio chamado Hall da Fama dentro do BDA do Brasil Design Award, um prêmio que tinha sido criado em 2009, né, e que em 2014 já tinha assumido uma posição de destaque. E eu tive a honra de em 2019 oferecer esse prêmio para você. Então, Lincoln, você sabe que esse prêmio Hall da Fama e tem poucas pessoas que receberam, né? Vou ler aqui as pessoas. Sérgio Rodriguez foi o primeiro a receber.

4:23

Alexandre Wollner, Berg Miller, né? Em 2016, Aluísio Magalhães.Nossa, só top. Jorupim em 2019, Lincoln Seragini, Ana Branco no ano seguinte, Goya Lopes, o ano e 2023, João Carlos Cauduro. E o ano passado também tive a honra de entregar pro meu grande mestre também, Hugo Kovadloff. Nossa,me sinto honrado dessanomes muito escolhidos a dedo em reunião de conselho.É, não. E e a curiosidade aqui que o Hall da Fama nós sempre homenageávamos designers que já tinham partido, que eles não estavam entre nós. E na nossa discussão ali na diretoria que eu já tava na diretoria da histórias que merecem ser comemoradas, né? E aí é foi então o Lincoln foi o primeiro homenageado e depois Ana Branco, depois o Hugo que foram os homenageados do Hall da Fama que estão atuando, trabalhando ainda em vida, né? Em vidaem vida e trabalhando em plena atividade, né?

5:25

Como Lincoln, ah, todos aí o Lincoln,então, Lincoln, obrigado por ter aceitado participar desse podcast. A ideia de hoje, mais do que te ouvir, é também prestar uma homenagem para essa história maravilhosa. A gente vai ter oportunidade durante o podcast conversar com Ricardo Sastre, que tá publicando o seu livro. Então, obrigado por ter vindo. Vou te passar a palavra.Não, imagina a emoção que eu tô sentindo, né? Porque até pela idade, o que tem acontecido muito na minha vida são as homenagens, né? E apesar que eu olho paraa frente e tô ativo e espero assim que tenha saúde e que Deus me ajude a continuar realizando o meu sonho, que eu no começo da minha carreira eu escrevi uma frase que foi marcante, né, que o meu sonho era embrulhar o mundo ou embalar o mundo para não ser tão assim divertido.

6:22

Mas você quase conseguiu, né? Porque quantas embalagens na carreira? Nossa, se eu não tiver enganado, eu e a minha equipe, né?Isso.Nossa, passa de 20.000 desenhos de embalagem. Acho que eu sou um recordista brasileiro. Eu sou o maior embrulhão vivo do Brasil.Maior embrulhão.E E eu mesmo quando olho tudo isso fico impressionado. E no fundo a curiosidade é que eu não desenho, né? Eu obtive tudo isso através das pessoas que trabalhavam comVocê não desenha com as suas próprias mãos, mas com as mãos dos outros desenha maravilhosamentos.É porque eu sempre dizia que eu desenhava com a cabeça, né?.E eu criei o método do retrato falado e o que os designers quando era o caso, né? Porque muitos deles tiveram a sua a criação original, mas eu sempre dava uma sugestão e ajudava a a encontrar aquela resposta adequada. E é isso. Tô muito feliz porque vocês verão que hoje vai ser informado o lançamento da minha biografia.

7:23

.Que eu tinha também esse sonho e um e até uma dívida, né? Porque muitos me cobravam que eu precisava deixar um legado. E o que aconteceu é um fenômeno porque virou uma obra prima, tem quase 600 páginas.Que loucura. É, realmente eu não esperava que chegava tanto, mas ó, tô feliz aqui e espero, enfim, conseguir trocar ideias para que as pessoas me conheçam um pouco mais, né?Até como ser humano, além do profissional,como você disse agora, né, desenho com a cabeça, né? E eu preparando esse podcast, eu ouvi algumas entrevistas tuas e uma me chamou atenção que eu anotei aqui, que você disse mais ou menos o seguinte: "A criatividade gera ideias e ideia é grátis. A inovação é o meio que viabiliza as ideias e o empreendedorismo produz riqueza com as ideias, né? Conta um pouco como é que surgiu essa frase, por que por que que você disse isso, né?

8:20

Não sabem que primeiro eu me considero um integrante da classe criativa e por definição, os criativos, eles criam a riqueza, a sua riqueza e dos outros através da criatividade..Que para mim é o maior dom. do ser humano, além da vida, né? Porque a criatividade, além de ser grátis, né, ela já vem de fábrica, que eu falo, todo ser humano nasce com a capacidade criativa e muitos acham que não são criativos por educação e preconceitos. E eu sempre acreditei e usei a criatividade desde o primeiro dia que eu comecei a trabalhar para produzir todas as ideias e os valores que eu criei. E na evolução, eu também comecei a estudar inovação e muita gente confundia criatividade com inovação e empreendedorismo.

9:15

.E chegou um momento que eu entendi bem a diferença, porque onde é que começa toda a criação de riqueza? através de uma ideia que vem do cérebrode graça, né?De graça. Então, o cérebro gera ideias, a inovação éviabiliza as ideias, vê as restrições, etc. Mas é através do empreendedorismo que você lança as ideias e implementa e ganha dinheiro, porque o inovador necessariamente não é um empreendedor. A gente conhece muita gente que cria as ideias. Eu mesmo, quantas vezes já conheci gente que patenteou ideias e não consegue implementar. Eu tentei ajudar muita gente, porque eles pensam antes de mais nada de ficar ricos..E e não tem essa visão, né, de pensar na oportunidade do negar, do negócio em si para quem oferece e ao mesmo tempo o a utilidade da ideia, né? Então é isso, eu acho que eu encontrei um bom equilíbrio e uma diferenciação isso entre a riqueza vem da ideia, mas ela não pode parar no meio do caminho e o design thinking, porque o design também evoluiu do projeto pra gestão, depois pra inovação. O design ele expandiu a inovação através do pensamento do design, que é idealizar soluções para problemas.

10:34

. Aí você desenvolve ideias e prototipa, valida e implementa. Só que faz falta pro processo do design thinking a implementação que é o empreendedorismo. O empreendedorismo é a única área importante desse processo de concepção que não entra no processo do design. Porque aí você tem que ter o tino comercial, a coragem, a visão que um líder tem de negócio e não só de ideiasou resolver problemas. Entãoeu acho que eu equacionei, pelo menos para mim e espero que seja útil para muita gente,não? E me chamou atenção,é, me chamou atenção nessa frase, a forma como você classifica inovação, né? diz: "Olha, a ideia é gratuita, todo mundo pode ter, vende fábrica, como você falou,a inovação é um meioatravés do qual a ideiaé viabilizada,vai ganhar vida, né?

11:27

E você finaliza esse raciocínio dizendo o empreendedorismo, que é a capacidade de realizar, trazer aquilo de fatoe transformar em negócio.Transformar em negócio é o que produz riqueza. Isso ainda complementou no final, tem muito inovador ruim de negócio, ou seja, tem muita gente criativa, inovadora, mas que na hora deNão, eu diria que típico, porque geralmente o criador não sabe nem vender as suas próprias ideias. Imagina fazer um negócio.Mas isso também tá fundamentado. nós, isso é uma crítica que eu a gente já teve essa conversa aqui. por formação nós aprendemos o ofício.E o designer é apaixonado pelo ofício.Então,ele não dá um destino para aquil, ele não dá um destino para aquilo que ele faz. Concord. O o o design ele mais responde a problemas de terceiros do que gerar uma solução para apaixonar pelo problema dos outros.

12:22

Apaixonar para resolver o problema dos outros não resolve o seu, né? E olha que a economia criativa, a economia criativa no Brasil hoje representa 4% do PIB. É maior do que as montadoras de automóveis. Imagina se eles soubessem cobrar, se a gente soubesse cobrar e gerar.Então vamos ajudá-los, porque eu já entrei um pouco nesse mundo, né? já tive algumas iniciativas que não foram consequentes porque envolvi um pouco o governo, mas é um um tema que me interessará o resto da vida, onde eu puder contribuir, porque eu já fiz isso muito napolíticas públicas que ajudem a fomentar,é, mas ao mesmo tempo, é o que o o Gab está falando, mudar a mentalidade do design de que eleele chega até o fim,né,e não para no meio do caminho. Muito bem. Então é um bom tema, porque nós e sabe que os designers, isso é um problema também, com o design thinking, o business design, eles se acham assim, eles resolvem qualquer problema do mundo.

13:26

Ótima cocada, né?É isso. não é verdade? Inclusive muitas empresas que adotaram aquele novo cargo simbólico do Chief Design Officer. Não funciona muito. Só funcionou quando o líder chefão tinha autoridade e dava poder pro design que foi Steve Jobs e alguns outros.Fora isso, é quase impossível uma pessoa estranha chegar com status de ser o conselheiro do rei, influenciar os outros dizendo, olha, eu que sei a verdade,então na tua opinião, por que que criaram esse caro? que pornão, porque precisa criar pelo seguinte,é uma tentativa de dizer que faz, mas adotarnão é que é o seguinte, o quem é que era o olhar criativo para fora do mundo de uma empresa? O marketingumsó que o marketing perdeu a visão.Ele não aprendeu branding sem falar muito, o próprio marketing ele aplica mal, ele não aprendeu inovação, as técnicas digitais também não, inteligência artificial. marketing que era líder por uma certa época onde a competição permitiavocê só fazer estratégias competitivase não pensar na inteligência do negócio.

14:35

Os designers evoluiram do projeto para a visão estratégica do negócio. Por isso que as empresas inteligentes que colocam um designer assim na cabeça do pensamento e da estratégia da empresa vai mais longe.Porque o design tem essa capacidade de enxergar o mundo através do consumidor,identificar problemas, gerar solução e viabilizar a implementação. O que lhe falta é o empreendedorismo. Então aí entra a empresa. Por isso que eu acredito que o designer é um professor especialíssimo, é insubstituível, porque os administradores não conseguem, o marketing tradicional também não consegue cumprir esse papel. Polêmico que você falou, Lincão. E só para quem tá assistindo aqui, o Lincão é o que chamou ele assim dessa forma junto, um grande amigo com muito respeito e admiração. Então não consigo chamar de Lincoln cham de lincão.

15:31

Aproveitando, Lincão, você citou aí aa profissão do design, vamos voltar na tua história, né? Nascido em 1948.Posso concluir só a história? Foi super polêmico que o Lincoln falou que o CID ou não funciona na dinâmica das organizações. você diz que não funciona porque falta essa visão de negócios e empreendedora ou não funciona em algumas empresas? Não, não funciona do jeito que tá sendo implantado. Funciona. É, funciona. Nós vemos empresas que funcionam, ter um chefe ali de design, mas e eu meu ponto de vista eu questiono porque faz parte da incompreensão do trabalho do designer ali na liderança e não porque o designer também não dá conta disso. Você colocou bem is corrigir essa.

16:35

Eu sou a favor,acredito que é a solução paraa empresa, porque eu ninguém alcança.Esse espectro de visão e pode influenciar na estratégia do próprio negócio, não dos projetos ou da estética..A questão que é um ser assim que é muito rejeitado. O organismo da empresa quando chega um design, muitas empresasé uma crítica do cargo sem a filosofia. É isso. E tem resistência de aceitação,mas é mais ou menos como o processo de inovação, né? Quando se criava um departamento de inovação, que todo mundo precisa inovar, então você cria um departamento de inovação, deixa aquele departamento isolado, ele não consegue se integrar com a organização, acaba acaba não gerando inovação nenhuma. Então uma boa ideia mal implementada que acaba sendo inútil, né? Então, você acha que o que e não fecha essa essa equação às vezes é o anticorpo corporativo? Sim, mas ao contrário, eu acho que a saída das empresas para criarem futuro, uma filosofia,sem dúvida nada substituir. Não tem outro profissional no mundo que alcança isso.

17:42

Eu fiquei agora, fiquei mais aliviado porque eu tava preocupada, eu falei, não é possívelnão, eu e sabe que eu atuo em algumas empresas, eu sou chefão.Aham.O o presidente falou: "Assuma meu lugar aqui, fala o que é para fazer". E eu falo,ó, Gian também. compar essa trajetória comNão, bacana, porque eu acho que a nossa visão ninguém alcança.É muito bem. Então,é um jeito de olhar pro mundo, né? Mas v voltando, voltando pra tua história, nascido em 48, estudou engenharia,químicae viveu como designer. Conta um pouco dessa história aí, vai fala um pouco.Não sabe que se você pudesse colocar um PowerPoint que ilustra um pouquinho esse negócio,consegue botar aquela aquele que eu te mandei, o PDF que eu te mandei?

18:32

Então, olha, vamos lá, um pouquinho da minha história.Mostra o próximo.Lá,ó, você tem um resumo do que eu fiz. É isso aqui, aquelas 20.000. Olha só as marcas que esse homem fez. Não, e o e o Gabis tem muito a ver com muitas delas. Lógico que não dá eu começar a comentar cada caso que é uma história assim profunda, tipo assim, olha, a Fiorela foi a primeira embalagem que eu criei fora das empresas, inaugurando a Seragini, que eu concebi uma embalagem nova paraa margarina, a fabricação, os materiais, fiz testes.Cimento, Cauê, você que fez?Sim. Olha, eu fiz 500 marcas de produtos em empresas e embalagem umas 20.000, né? Ó, vou pedir para você direcionar o microfone aqui, não esquecer dele para todo mundo ouvir além da gente.

19:24

Não, tá bem. Então, vindo bem.Mas você não precisa ficar duro não, para ficar tranquilo, só falar, fala com ele,tá? Então isso aí é só assim um e tem casos, um que eu gosto de contar além do do Nescau que virou ícone mundial do Nescau e e existe até hoje há quase 30 anos, é o Lux. Tá vendo o Lux ali?O que aconteceu com o Lux?Sabe que antes dove o sabonete mais vendido da Unilever do mundo era Lux?.E eu recebi um telefonema numa quinta-feira. Sabe que eu desenhei esse lux em 4 horas? Imagina um produto que faturava quase 1 bilhão por ano. Não,você disse desenhou com a cabeça e alguém desenhou comFoi isso? Porque o diretor da Unilever me ligou, falou: "Seragini, ó, socorro, eu estou no meio de uma pesquisa, tô redesenhando o looks pro Brasil, Argentina, Japão, Índia e tá indo mal. E eu encerro a pesquisa na no sábado.

20:23

Você conseguiria para amanhã?" Era quinta-feira, na sexta desenhar uma nova embalagem. Falei: "O que que tinha que fazer?" Não, o logotipo e o design para amanhã. Falei: "Sim, aceito eu porque eu não tenho medo de nada."Projeto pastel, né?Sim. E aí eu falei: "Sim". E aí chamei minha turma, eu falei: "Ó, um pequeno desafio aqui". E fomos lá com essa embalagem com tem a carinha da moça, foi o sucesso, implantou no mundo. Isso derrubou por terra a questão de uma marca par de 1 bilhão. Às vezes normalmente fazem pesquisa, leva tempo, experimenta, faz protóp vai, vai até chegar aqui. Eu fiz em 4 horas porque a experiência substitui os métodos.

21:11

É. E você falou, né? Eu quando eu pego o projeto, eu pego mesmo. Tem uma outra frase que eu notei sua que eu achei fantástica, é quando eu implemento, eu vou até o cabonão mesmo. Porque o que acontece? Um dos maiores problemas dos projetos não é a ideia inicial ou processo, é implementar com sucesso.. E eu inclusive me transformei além de um grande vendedor que eu descobriss um dia, venderor de projeto, mas vender a decisão de implementar, porque os presidentes inclusive falam muito para mim, falou: "Seragini, o que eu quero mesmo é que você esteja do meu lado a hora que eu tiver que decidir." Aí eu pergunto, vai ou não vai? E sabe que com isso eu inventei a consultoria mais curta do mundo, que são três ruídos. Eu vendo três ruídos falar conforme o ruído de ó positivo, tô em dúvida e não tem três. É que éeu vendo ruídomineiro, né, que faz nó nue não precisa explicar porque o seguinte aí isso que a experiência conta, né?

22:13

Porque eu tenho hoje em dia, eu achava até que quando ia ficar velhinho ia ficar menos criativo, ao contrário melhorou. Eu tenho mais rapidez e facilidade de enxergar as soluções, mas tá bem, vamos em frente aí porqueMas você tava contando a tua história, então acho que tem mais uma tela ali, né?Não, vamosesse cartaz aí, ó, e deu até, teve cliente ficou triste que não saiu nesse cartaz aí, ficou bravo.Não, imagina, não caberia. Eu diria que tem uma enciclopédia, né?Não, eu a gente fica, inclusive vai ser o problema do meu livro, né?Muita gente vai lá, falou: "Pô, mas você não pôs meu caso?" Eu falei: "Eu vou avisar antes." Falou: "Olha, não deu, né?Não deu para tudo, né? Então vai pro segundo, segundo livro.É, fica só na amizade. Então,lá ele aqui. Muda, muda pra próxima aí.Então, aqui, olha, toda a minha história começa aqui. Eu nasci num armazém que chama Casa Seragini e vejo o meu papai ali na porta do meium.

23:00

Que era um homem muito generoso. Isso aqui é um época do Natal. Ele distribuí a sexta cidade durante muitos anos. Ele fez uma promessa um dia e distribuir a cesta de Natal. Casa Casa Seragini é o nome que você tá usando hoje na tua consultoria, né? em homenagem a ao meu pai ee lá em Guaraci, olha, o Gabis lembra, é um dos poucos que sabe o nome, a cidade que eu nasci, chama-se Guaraci, fica no norte de São Paulo, perto de Barretos, Olímpia e por que que é importante isso? é que os meus brinquedos na infância foram embalagens. E isso acho que incorporou na minha alma assim que quando eu descobri a profissão, se é que pode dizer assim, do projeto da embalagem, eu me encantei e aí me aprofundei e desde o primeiro dia que eu comecei a trabalhar em 68 até hoje, que faz então 57 anos, não teve um dia que eu dormi sem uma embalagem para resolver. Olha só, eu então a embalagem foi a grande companheira da minha vida.

23:59

Legal. Eu eu costumo dizer lá na Pande que eu sou diretor de frut, eu vivo descascando e abacaxi. Mas é isso. Então a minha origem e outra coisa que eu aprendi muito com o meu pai, porque ele era comerciante, eu fui balconista até os 16 anos. Então essa arta da venda, o relacionamento, né, isso incorporou em mim e eu olhei a embalagem sempre com o vendedor..Por isso que muito do meu sucesso foi que as embalagens que eu punha a mão aumentava as vendas, mas uma atrás da outra. Por isso que eu fazia 20.000 sem parar.Mas vamos voltar lá atrás. Você tá na na casa do seu pai. Conta, conta a história do do começo. Você já tá indo pro fim. Conta a história do começo. Henão. Então não. Além então o que aconteceu? Como a minha cidade era pequena,lá pra frente, Eric.Tinha aEsse é o banco daAh, olha, o meu pai tinha doado esse banco pro jardimda cidadeda cidade. É. Ficava em frente ao armazém assim. E um dia eu chego lá, o prefeito que era meu amigo de infância, desmontou o jardim e a decoração e jogou os bancos fora, empilhou lá. Falei, eu fui reclamar com ele, falei: "Cadê o banco do meu pai?" Falou: "Tá naquele monte lá, se você achar, leva pra sua casa". Eu trouxe pra minha casa.

25:10

Isso é o jardim da minha casa. Então, olha, as minhas filhas que eu s eles consideram o terceiro irmão, porque eu gosto tanto desse banco, porque eu me lembro da minha infância, eu deitava aqui e sabe que colegas e amigos da minha infância vem na minha casa para sentar no banco, aí fica proseando. É assim um lado lindo da minha vida, né? E lembro do meu pai que é o João Seragini. Muito bem.E me tira uma dúvida, você formou em engenharia, né? Engenharia e química.Química. Mas tem um um passo anterior que é o seguinte, eu precisei sair da minha terra porque tinha 4.000 habitantes, não tinha faculdade. Eu precisava estudar e vim para São Paulo com 16 anos e fiz minha carreira. E que o primeiro curso que eu fiz foi química industrial..Que me permitiu entrar no mundo da embalagem na Colgate-Palmolive. Sabe como isso aconteceu?

25:58

É até meio folclórico. Eu estava no banheiro do de um cursinho chamado equipe que eu fui fazer inscrição para fazer o vestibular para engenharia química, que era o meu sonho e eu consegui.E olha a cena, eu tô no banheiro, olha a cenda do lado falando você aqui, um amigo da minha infânciano cursinho,do cursinho. Aí começamos, continuamos conversando, ele falou: "Olha, eu trabalho na Colgate-Palmolive, eles estão precisando de um químico lá paraa área de embalagem. Eu tinha 19 anos, não tinha noção de nada de trabalho. E o que aconteceu? Eu fui aceito com 19 anos sem saber nada.E a sua sorte é que você não era designer, era químico,senão você não teria ido trabalhar com embalagem.É. E eu entrei em embalagem através do dado técnico de fazer especificação, etc. E aí comeesse foi o primeiro emprego na Colgate-Palmolive.

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Foi lá que eu descobri embalagem. E o que aconteceu quando eu comecei a aprofundar mais, eu sentia a falta de respostas. Eu perguntava pro meu chefe: "Por que que a gente usa essa?" Falei: "Ó, não sei, acho que nos Estados Unidos é assim, o concorrente, o equipamento, ninguém sabia explicar". E eu falei: "Nossa, será que não é possível estudar embalagem? embalagem é uma profissão". E não, era uma atividade empírica. E eu interferi nisso e na Colgate-Palmolive eu comecei dar aula porque eu encontrei um livro francês em no ano de 70, em 71, eu fiz o primeiro seminário mostrando 12 disciplinas que era possível planejar embalagem, que ninguém falava disso. Embalagem, as pessoas caçavam embalagem nos fornecedores, os compradores, marketing, não tinha projeto.

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Então eu fui dos pioneiros em conceber projetos. Aí quando eu fiz a engenharia química, eu criei um método como TCC que virou referência pro Brasil inteiro até hoje, já tá em livros e e no meu livro eu detalho isso, os as etapas de concepção de uma embalagem do zero, porque eu sou contra cópia assim mortalmente..E busco viabilizar para não equivocar-se e não ter fracassos. Porque inclusive na Colgate-Palmolive, que isso marcou muito a minha vida, quando eu a Colgate-Palmolive lançou o Ajax, que é aquele detergente super potente, tinha amoníaco. E o que aconteceu no projeto, a embalagem original americana, que era um frasco plástico com a tampa metálica, por exemplo, o peso do frasco tinha que ser 25 g de plástico. Só que o marketing fazendo as contas falou: "Não, tenho que baixar para 18 porque o custo não sei o quê".

28:33

E ninguém conseguia, nem dizer que não podia, não fazia testo, não tinha essa preocupação. E você não faz ideia a catástrofe que foi, porque produziu, foi pros armazéns, começoua vazar,a vazar, estourar as embalagens, contaminou os armazéns inteiros dos distribuidores de amoníaco. Eu me lembro, eu fui num aqui perto da da central do Brasil, o dono tava com revólver na mão, falou: "Você é da Colgate?" Falei: "Sou da Colgate-Palmolive deu e sabe que isso marcou tanto, eu falei: "Como é dava para prevenir, porque não pode errar desse jeito". E o meu metro garante isso. Aí foi, então eu fui contandoe e esse aqui é o curso, né? Conta essa história que essa história é boa.Olha, não, olha, se eu vou mostrar os fatos marcantes. O primeiro marcante depois da Colgate-Palmolive foi a Nestlé, que em 74 eu fui convidado para fazer parte da comissão de organização do congresso. Eu tinha 25 anos. Eu, como sou muito tagarela e ousado, eu falei: "Não, vocês permitem eu fazer uma conferência no congresso com 25 anos?" Eu consegui e lá eu lancei o primeiro currículum de cursos de embalagem no Brasil. E sabe o que aconteceu? No ano de 75, eu já emplaquei três seminários. Um foi na Fundação Brasileira de Marketing, onde inclusive eu conheci o Farinaum,que é o meu grande parceiro para mim entrar no mundo do design.

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Depois foi na ESPM e na ARE. Eu nunca mais parei de dar curso até hoje no mundo e foi fruto dessa conferência. Aí eu fui pr Johnson Johnson, outro feito. Eu tinha já aí 27 anos.Pera aí. E você tava na Colgate, você foi para Nestlé da Nestlé para Johnson.Isso aí. E na Johnson Johnson eu estava dando uma entrevista para essa revista e o editor chefe, eu tive uma ideia, eu perguntei para ele, você não quer publicar um curso?Era exame,não é? Química e derivados,assinantes de exame,que não, a química e derivados pertencia a Abril Cultural. Entendi.E tinha um caderno chamado Plásticos Embalagens. E eu propus e o editor hesitou no começo, falou: "Nossa, Seragini, você quer publicar durante 10 edições em facículos?" O senhor deu sim.

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Falou: "Põe, se você morrer?" Eu falei: "Não, eu prometo não morrer. Prometo não morro".E olha, deu certo. Imagina da noite pro dia, eu virei um uma personalidade nacional sobre embalagem. Eu fiquei conhecido em todo lugar e com isso ajudou minha carreira. cresci e fui embora. Eu aqui pareço Walt Disney, não pareço eu e meus personagens aqui.Então eu tenho esse orgulho. E o outro fato relevante, até o ano de 81 eu trabalhava em empresa. Eu trabalhei na Colgate-Palmolive, na Nestlé, na Dixie Toga e na Johnson Johnson. E da Johnson Johnson eu fui pro grupo americano Young & Rubicam para fundar uma filial de design e promoção de vendas aqui. Fiquei 10 anos lá. Tr anos.Como é? Conta como é que veio esse convite, de onde veio o convite, quemAh, tem outra pessoa marcante na minha vida que chama Elis Maurício Siqueira, que era um gerente de promoção da Johnson Johnson. Ele saiu, foi trabalhar na Young e no processo de treinamento dele, ele foi para Nova York e lá ele aprendeu que a Rubican estava adotando uma filosofia inédita no mundo da comunicação de oferecer pros clientes todas as ferramentas do mix de marketingcom 360.

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Isso aí. E e ele voltou com essa ideia porque ele queria em troca disso e trabalhar em Nova York para atender a Procter & Gamble..Que era o o máximo do marketing da propaganda no mundo. E ele veio para cá e propôs a fundação da filial da Cato Johnson e tinha na cabeça me convidar porque ele achava que eu podia ser o diretor geral disso e eu era muito jovem. Eu falei: "Não, você queria eu penso um dia". Sabe aquelas conversas, né? E eu acabei aceitando, apesar que a Johnson me segurou um ano. Você não faz ideia, cada capítulo tem uma história..Eu consegui escapar e fui lá, fundei a Cato Johnson, começou a operar. Três anos depois a Young decidiu mudar o nome da da Cato Johnson, deixando só pro negócio de promoção. E tinha que nascer um nome novo para design.

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Eainda dentro do grupo.Dentro do grupo. E nesse momento o presidente inclusive brasileiro aqui depois mundial eles já tinham muita admiração pela minha energia e coragem porque eu realmente agitei, né? Falou: "Por que que não põe o seu nome?" Eu falei: "Nossa, colocar meu nome na empresa". Falei: "Sim, inclusive nós vamos assinar juntos. Vai ser Seragini e Young & Rubicam para mostrar pro mercado que a gente confia em você. E você vai cuidar muito bem desse nome, porque se você estragar o seu nome, você vai perder o seu capital, ó, tô devolvendo, não quero não. Mas olha, e deu certo e fui pro mundo e fez um trabalho maravilhoso. Então, através da cera de NG Rubican, que antes era Cato Johnson, que eu comecei demonstrar essa minha capacidade de concepção integral de uma embalagem que poucos fazem.

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Tá bem,vamos lá. E depois e depois depois que você teve a depois que você tava na na Young & Rubicam, você criou a Seragini?Sim, porque no ano deou 10 anos lá e depoisé no ano de 90 a Young & Rubicam comprou a Landor, que é das maiores empresas de branding do mundo..E foi em outubro que comprou. Eu em novembro eu recebi um convite que eu devia ir para São Francisco participar de uma reunião de planejamento estratégico da Landor, porque eu ia fazer parte da da do sistema da Landor.Só que após a reunião eles me escreveram dizend: "Olha, não temos uma boa notícia para você. Nós decidimos não entrar na América Latina por 10 anos. Nós vamos pra Europa, Ásia, mas tenha certeza, depois de 10 anos, se a gente voltar, a gente procura você". E sabe que isso que aconteceu? me procuraram, não deu certo também porque não era viável os preços que eles cobravam. Mas com isso, quando chegou nesse ponto, no final de 90, eu decidi sairjá com nome no mercado.

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Sim, porque eu fiquei órfão lá, não tinha a quem me reportar, não tinha referência, porque eu tinha que fazer orçamentos, negociar os recursos..E a gestão brasileira só de propaganda não conseguia. E eu me reportava antes a ao grupo de design da Cato Johnson em Nova York e Bruxelas, que tinha o Kato Begel e a Samura, né?.Era o trio. Inclusive no livro aparece uma foto em Nova York com os três e eles queriam criar Kito Breg Samura, Seragini, mas aí o presidente falei: "Não, Seragini fica lá com no Brasil". E aí foi, então eu saí por causa disso. Aí nasceu a Seragini Design, que eu saí com um diretor financeiro da Young & Rubicam, que era o Valdir Barbosa, um querido amigo que faleceu esse ano, o Sérgio Guardado que também já estava comigo, e o Fábio Mestriner.

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.Nós três fundamos a Seragini Design, que prosperou, multiplicou por três os negócios. Porque sabe o que acontecia? Quando eu estava com a Young & Rubicam, muitas empresas não me contratavam, porque as agentes de propaganda concorrente diz: "Não contrato o Seragini não, ele é uma armadilha para eles achavam o quê?Para vender a Young & Rubicam, né? E aí explodiu, eu não tive mais limite e foi embora e seguiu minha carreira e a empresa entre a fundação da Cato Johnson até eu encerrar duraram 40 anos. Imagina vocês.E a Seragini foi em 85, né, que você começoua Seragini Young & Rubicam? Sim, a Kito em 81. Perfeito.E a Seragini Young & Rubicam, que foi uma casa muito bonita aqui na Rebolsas, que eu lancei um livro inclusive de caricaturas e 85.E virou seragine em que ano quando você saiu daEntão em 10 anos, né?

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Em 91, quando eu saí, nasceu a Seragini Design. E aí seguiu depois veio o Alfredo Farnet, que foi uma bênção também na minha vida, que eu passei a oferecer design de produto.. que tem histórias lindas também, mas não não vou contar, senão a gente não termina hoje. Mas enfim, mas é, foi marcante também. E aí nasceu a Seragini Farnet, que eu entrei no mundo do design produto, que muita gente me dizia, Seragini, por que que você não faz design de produto? Falei: "Não, a minha vocação não é essa, na minha formação." Falei: "Não, mas o seu nome já tem credibilidade, encontra um parceiro e chegou o Alfredo, que é um foi uma maravilha."E você teve também uma operação na Argentina, né?Ah, sim. E na Argentina durou 20 anos a minha sociedade.

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A empresa continua até hoje, até com outro nome que eu saí, mas foi um sucesso porque eu cheguei na Argentina depois de um projeto de consultoria paraas Nações Unidas em Cuba. O presidente lá da do supermercadismo, que ele chamava de Associação do Supermercado, assistiu minha palestra em Cuba, ficou encantado, me chamou para uma palestra.. E eu fui em Buenos Aires, fiz uma palestra no Sherton, tinha umas 600 pessoas assim e foi um sucesso. a ponto que no dia seguinte eu tava no hotel abrindo o jornal lá na uma matéria dizendo ele triunfo dele brasilêno falando da minha conferência que nunca tinha visto nada igual porque eu sempre fui bom para vender, né, ideias. E naquele diavocê faz palestra até hoje, né?Até nossa, ontem eu fiz a última e foi um alvoroso porque eu sou muito animado, né? E as minhas histórias como são verdadeiras, encanta todo mundo.

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Mas lá na Argentina, por que que é importante isso? O diretor da Dupon, que era diretor do Instituto Argentino de Invasem, me convidou para ir lá fazer um curso. Eu fiquei 10 anos indo todo mês de julho em três dias fazendo um workshop na Argentina. Fiquei muito conhecido a ponto que viabilizou, abrir um escritório e durou 20 anos. Eu trabalhava com Unilever, Nestlé Quaker. Um sucesso. Realmente isso é a minha marca, né? Porque pensa bem, a Seragina inteira durou 40 anos. Você acha que é fácil manter uma empresa que chegou a ter 45 pessoas viva?Não é fácil.Num área competitiva, criativa. Então eu me sinto feliz e realizado. É,não, também teve a história em Cuba, né?

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Eu tô pulando aqui a cronologia, aulas em Cuba.Nossa,você e o Farina.Ah, não. Cuba é uma história parte, porque eu fui para Cuba porque eles vieram no Brasil procurar um designer para treinar a equipe, para prepará-los paraa exportação de produtos alimentícios, enfim, perfumaria, porque eles só exportavam muito xuto e açúcar.. e tinha muito medicamento, mas era muito para consumo interno. Então, as Nações Unidas ajudou a financiar um designer brasileiro para lá. Eu acho que seria um contrato, só que na na semana que eu tinha que ir, eu fui convocado aqui no Brasil para uma reunião de planejamento de negócios da Young & Rubicam. E imagina eu chegar pro meu presidente, falou: "Ó Tô indo para Cuba para fazer uma consultoria e a abdicar, porque eu era o presidente da empresa, eu não podia. Então falei: "Ih, não vou poder ir". E quem que eu enviei no meu lugar? O Farina, que foi uma sensação. Você não faz ideia o que o Farina fez em Cuba, o quanto ele ficou querido, e é uma experiência de vida. Aí nós votamos juntos lá. Então, olha, é uma história muito bonita.

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Legal. Porque o Farina é minha alma gêmea, né? Nesse mundo aítem uma história aí por trásmuito bacana.Conta conta a história de Ypê aqui. Tem tem algumas imagens do projeto de Ypê que você trouxe.Ah, sim. A Ypê talvez, olha, é uma das empresas que mais usufruiu do conceito de brand e design..Inclusive aqueles mais de 2000 clientes que a Seragini teve. O que aconteceu com essa empresa é um fenômeno e vocês vão ver com ideia simples o que que aconteceu e transformando um negócio. E começou assim, um dos filhos da família tinha assistido uma conferência minha,não, o Jorge.Jorgeé, ele assistiu uma conferência minha que depois ele falou, foi 5 anos atrás e me procurar de novo. Porque quando ele me procurou, eu tinha um contrato com a Bombril por 5 anos. Eu desenhei inclusive a marca da Bombril.

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E todos os produtos, né? E quando terminou o contrato, ele ficou acompanhando, falou: "Ó, Senhor, ó, agora chegou a hora, eu gostaria que você nos visitasse." E eu fui lá para Amparo, e não sabia qual era o assunto e chego lá, falou: "Olha, você sabe que o nosso produto ícone aqui, que é importante para nós, é o lavar louças. Mostra dois aí, quer ver? Vai, vai pra frente, Eric. Esse aí,esse era o rei do dos produtos deles. Quando me mostraram, eu falei: "Vocês vão me desculpar, mas eu não concordo. Eu não concordo em mudar essa embalagem. Para mim, ela é um ícone da Ypê. É como uma garrafinha da Coca-Cola. É intocável. Imagina o choque que deu."Fala: "Eu não quero fazer o projeto.

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Você me contratou".É isso aí. Falei: "Pô, que será? Eu tô 5 anos esperando. Falei: "É, mas não vai ser eu, tá bom? Porque eu tô numa fase da minha vida. Eu só faço projeto que eu acredito e aceito." Bom, ela falou: "Bom, já que você está aqui,para não perder a viagem, né?"É, falou: "Ô, turma, vamos oferecer. Você aceita?" Eu falei: "Sim, olha, tirando esse por essa minha ideologia aqui, eu aceito desenhar qualquer coisa". Aí alguém falou: "Ah, a gente tava pensando que desenhar uma maçã de roupa". Falei: "Ótimo, aí mostra não, primeira marca, olha, a Ypê tinha um elipse. Como a maioria das empresas antes do branding, as marcas eram sinal gráfico, pode ser de transportadora,é parecido com comda Bombril, né?É porque não tinha o conceito do desenho expressar uma ideia.

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.Isso que o Brand inventou. Bom, aí foi, mas mostra o próximo. Aí eu convenci a eles depois que fiz o projeto que vocês vão ver, ficaram muito encantados. Comecei a mudar a embalagem, as vendas aumentaram. Eu falei: "Olha, vocês não querem fazer o branding da Ypê?" Falou: "Olha, eu não entendo bem isso, mas acho que para nós nãonãonão funciona, porque como os nossos concorrentes, eu compro a mesma matéria-pra com 90% de água e perfume e vendo igual os outros. que onde tem brand. Falei: "Olha, primeiraisso que é vontade de ser commodity, né?"Isso aí eu falei: "Não, mas aprenda uma coisa" e ficou marcado isso para muita gente. Produto não é marca. Produto você copia, marca não. E vocês têm uma história que você não tá retratando.

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Você tem uma elipse vermelha que não quer dizer nada. Falou: "Tá bom, eu tenho que confiar assim em você, vai em frente." Aí qual é o processo de brand? É a coisa mais normal. Eu fui atrás da história, falei: "Por que que chama Ypê?" fala: "Ah, meu pai gostava da natureza". E se inspirou, olha aqui, na planta,na flor de pé, né? na flor de P. O próximo, a essência da natureza está em nosso nome, mostra o próximo. E aí eu fui atrás porque eu digo sempre os clientes, o auge de uma marca é você sintetizar em uma palavra o seu significado.É,e P para mim é transparente, porque o consumidor dizendo: "Nossa, para fazer essa embalagem tão limpinha, não só fisicamente, mas a empresa tem que ser muito idônea, muito honesta". E eu captei isso. Inclusive o Gabis, que tá aqui foi testemunho do processo da criação dessa marca, porque o dono queria evoluções lá na cabeça dele. A minha equipe começou a fazer um monte de desenho. Eu falei: "Ó, vamos parar com isso porquedesenha aí que eu já já tá desenhado na minha cabeça."E foi, ele é testemunha disso. Eu falei, vamos fazer uma gota para refletir transparência, mostra o próximo. E aí, olha, sabe outro é tema que eu também, entre aspas, como eu te falei, eu fazia o retrato falado antes de desenhar. Eu escrevi o que era para desenhar. Olha esse texto aí, ó. A ideia inspiradora do desenho de nossa marca vem da água, que serve de veículo para o uso da maioria dos nossos produtos. A água é um dos bens mais preciosos da natureza. Ela é essencial para a vida. A água possui também uma qualidade muito especial, sua transparência. Aí vem a atitude da empresa, a gota azul, etc. E com isso eu inspirei o desenho. E o grande Roger Odoni, que é um designer maravilhoso que eu tenho ele no coração,

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Ele é triste. Ele captou ideia, olha o que ele fez. Falei: "Você tem que achar uma gota". Olha o que ele fez. Ele achou uma gota e ele reproduziu essa gota. Tandã. Olha aqui, minha turma, o que é criar uma marca com significado? O próximo, olha aí o próximo. Inclusive, tem mais de 20 anos, essa marca é intocável. por enquanto. E o que aconteceu? Inclusive esses respingos incomodavam muito. Falei: "Não, mas olha qual é o espírito da Ypê, além de transparência, a empresa criativa alegre, o respingo é isso,espalha o seu,espalha". Ol, foi e ficou até hoje. Muito bem, vamos em frente. E aí começou a história, porque além da embalagem que vocês verão, que é a mais impressionante que eu que acho que a empresa fez, pelo efeito que deu, transformou essa empresa de um patamar de faturamento, multiplicou por quase 10.

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.E o que aconteceu quando lançou a marca? eles não falaram que olha que linda a nova marca, eles assumiram compromisso já com o meio ambiente porque por causa do Ypê eu eu influenci para eles assumirem um processamento ecológico, adotaram a Mata Atlântica e foi hoje o top of M durante décadas é da Ypê. Aí a gente estudava qual era o imaginário da marca, que é a marca era pro lar, vinha da natureza, perfumado, delicado, e assim vai. E e a gente tinha uma análise, inclusive, você lembra da Mariana?Lembro. Mariana Jorge.A Mariana Jorge, ela criou esses modelos mentais e o mandala da marca, que eu até tirei aqui porque ia ficar muito comprido.Eu me lembro, foi até engraçado, porque quando nós começamos definir o que que era Ypê, que é um produto para casa feminina da natureza, onde a gente somava depoimento, sensação e atributos, né? Olha o próximo. Aí a casa você também diversificava, você ia vendo qual era a penetração e o uso da marca.

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.E o próximo chegou,como é, como é que eles se ligavam, né?É. E chegou uma hora que isso preenchia uma parede. E eu me lembro, eu tava lá em Amparo mostrando para eles na sala de reunião. A Tom falou: "Sa, tá muito bom disso aí, mas como é que nós vamos usar esse monte de bola? nem sabe como é que faz isso. Eu falei, tem razão. Aí eu cheguei na minha turma, falei: "Ó, tem que achar outro jeito." E criamos a mandala de camadas da Olha, foi genial. Pena que eu tirei aqui que muita gente ia gostar, mas a gentetava concluindo que tinha muito slide, né?Mas então é isso aí, ó. Eu mudei, mas agora, olha, se preparem,é o desenho do produto.Agora vocês vão ver a magia do design. O próximo. Então, passou a ser o primeiro projeto redesenhar o amaciante.

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.E a primeira pergunta, qual que é a definição de um amaciante? É um produto perfumado, delicado, feminino. E aí vamos ver a embalagem existente. O próximo, olha aí.Isso é como era.Era uma embalagem bruta, parecia para óleo de motor, assim, coisa feita por engenheiro. E o que acontecia, além de ser bruto? E era flur de pé.Flur de pé.Flur de pé.É volta um anterior.Volta uma.E aí o que acontecia? Predominava no rótulo ou toalha felpuda para mostrar que ficava fofo..Ou criança ou flor. E eu chamei minha turma, lembra Rita que fez isso?É Rita Ruiz, minha vizinha.Nossa, uma querida também. Falei: "Rita, ó, precisa inovar." E ela teve a felicidade porque até como mulher, né?

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O que é que passa carinho em função da forma que nasceu? Aí vocês vão entender o casamento entre o pezinho do bebê. Mostra o próximo. Porque o pezinho do bebê coisa mais delicada. As mulheres amam dar um beijinho assim fica ai lindo. Você que tá com o tom agora, né?Mas agora se preparem. Olha a grande ideia que nasceu. A forma inspirada numa grávida,ou seja, o shape do amaciante é inspirado silhueta de uma grávida. que mostra além do carinho, afeto, essa delicadeza, né? Inclusive a mulher pegava como se fosse um bebê quando enfiava a mão no buraco da ali da alça, parecia que tavaassim próxima do útero. É incrível o simbolismo disso. E o próximo aí o produto acabado. E o que aconteceu, inclusive a marca na ocasião era antiga.

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. Depois disso que eu conquistei fazer o branding e foi um fenômeno. Eles tinham 1% de mercado quando conversamos. Depois de 3 anos assumiu a liderança em volume. Só perdi em valor para comfort, sem investir muito em propaganda, sem mudar a forma de produto, porque isso é a magia do design. Uma embalagem emocional, porque todo mundo define uma embalagem, é um frasco, uma alça. Eé que o próprio produto, né? a identidade do produto, a relação do consumidor.Não, mas é isso é um bom exemplo do grau de sensibilidade que eu alcancei a minha equipe de refletir simbolismo e não só fazer forma geométrica funcional. Os concorrentes não perceberam isso e muitos designers também não. Então, aprendam aqui, ó, por favor, busca a emoção. Tá bem?

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Muito bom. E quando é que surgiu? eu me lembro, não me lembro qual foi a entrevista que eu vi você falando disso, mas você disse que você começou ao longo da sua carreira a a prestar atenção na profundidade que o design deveria ter e entrar mais na execução até chegar ao ponto de falar de governança corporativa, modelos de negócio. como é que foi essa trajetória do mundo da embalagem até o branding, né, e entrando e subindo na hierarquia das organizações, né? O design, o discurso do design entrando na hierarquia das organizações,não? Então, o meu ponto de partida sempre foi o mundo da embalagem e eu parti engenharia e da tecnologia, depois eu fui pra gestão porque eu eu continuo achando que o ponto fraco do sistema brasileiro de embalagem, principalmente uma empresa grande, é a falta de um líder que realmente toma as decisões, influencia a decisão da da diretoria e não simplesmente como a maioria sai correndo para implementar ideias de alguém, porque eu acho que é a maior fraqueza. E eu inclusive sempre tive isso como política e hoje em dia eu só negocio com empresas, eu só negocio com dono, não é arrogância.

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E eu digo: "Olha, se você quer a minha ajuda, é o seguinte, eu você vai ter que me ouvir, porque senão não vale a pena me contratar, porque eu tenhovocê chato para caramba". Não, porque o seguinte, eu tenho o meu nome também, porque se não puder fazer o que precisa fazer,porque a maioria é implementador de ideias de terceiros e não cria embalagem original. E e por isso então eu evoluí do projeto paraa concepção original. Aí a gestão que eu instituí no Brasil, a gerência de embalagem assim mais sofisticada. Eu fui o primeiro a escrever um planejamento estratégico de embalagem a ponto de que na Johnson Johnson eu fui convidado, eu tinha 27 anos, 28, pro Comitê Central, todo mundo ficava, falou: "Seragini, que que você fez?" Falei: "Não, eu dei umas ideias aí,umas ideias boa, né?"E sabe o que aconteceu em 75, quando teve a crise do petróleo mundial, que aumentou o preço e etc. Eu escrevi um artigo pra diretoria dizendo o seguinte: "Olha, eu gostaria de dar um ponto de vista aqui. vocês estão acompanhando a crise do petróleo, tá aumentando o preço e pode ter escass escassez por alguma razão. Se isso acontecer, a Johnson estará em apuros muito grandes, porque 72% dos produtos são de plásticos e as embalagens 45. Eu lembro quando eu publiquei esse número, foi lá paraa Nova Hor, todo mundo falando: "Meu Deus, a gente não tinha prestado atenção nisso".

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Aí me chamaram, falou: "Seragini, então que que você propõe?" Eu criei um famoso projeto Roma, porque naquela época que não tinha ideias da escassez ou mesmo resíduos sólidos, que depois virou sustentabilidade..O clube de Roma fazia estudos e tinha um livro muito importante, chamava Limites do Crescimento, que dizia que ia acabar assim algumas matérias, etc. o plástico por causa do petróleo, etc. Tinha algum risco. E nasceu um projeto, eu comecei a fazer que era substituir o plástico nas fraldas, nos absorventes. E eu chamei de projeto Roma. Olha só. E Deuspor causa desse livro.Por causa desse livro e expliquei.

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Falei: "Pô, seri você?" Eu falei: "Não, eu sou estudioso, né? Eu não sou um aventureiro ou bom." E com isso eu fui percebendo que a embalagem ela influenciava no negócio, porque eu não tinha essa percepção. Eu pensava em fazer um bom projeto tecnicamente que funcionasse. E aí quando eu descobri o design e o design thinking, que eu percebi que o design não era só fazer projeto, era equacionar,era um modelo de pensamento, né? É isso. E depois caminhar para gerar implementação dos projetos criativos. Faltando aquele era o que você já viu, não vou nem repetir tanto, que era o empreendedorismo. Quando eu percebi isso, eu comecei dar aula, eu introduzi o design thinking, sem contar que eu tinha introduzido o branding também no Brasil, na faculdade de Rio Branco, no Instituto Europeu de Design.

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E aí eu fui pra Escola Superior de Propaganda junto com o Danny Pinheiro e o Luiz Alt que escreveram um livro do Design Fink Brasil..mas eu já tinha conhecimento desse tema e fui talvez o primeiro brasileiro que tanto escreveu sobre branding como design thinking. Eu me lembro que foi em 2006, acho que foi 2006, eu escrevi um artigo que o Exame publicou. Inclusive você tinha que abrir um link para ler ele inteiro, mas deu um resumo, falou: "Seragini, ele pronuncia que tá nascendo um novo modelo de gestão para as empresas e para as escolas, um novo tipo de inovação. Que eu dizia, a inovação tecnológica é limitada, porque hoje ninguém consegue falar inovação a não ser inovação tecnológica, que era sinônimo de laboratório, investimento grande e incerteza no futuro." Eu falei, mais de 90% dos problemas da humanidade é o design think que resolve com pensamento,é abordagem édo problema, né?

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Não, e usando só o o cérebro que é grátis. E aí o design que instrumentalizou issoaí volta, né? A tecnologia é meio implementação e não f. Então eu fui pioneiro também em disseminar isso. Inclusive eu me lembro quando eu levei o a primeira vez o o Gabis no meu carro que eu fui lá na E que era uma escola de inovação e serviços, porque do design de inovação nasceu serviços também, porque antes design era produto e gráfico e serviços não. Começou a estudar jornada e de hospital, escola, banco, mudou. E tudo isso foi a partir da matriz entender que o design era pensamento e não somente solução estética.Perfeito.E não foi que e é engraçado que até hoje ele é confundido como um adjetivo, né?

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Ela é um tem um bom design, parece que é bonito.Não, eu tenho um caso marcante porque eu estava assim na frente do das poltronas para fazer uma conferência no Rio de Janeiro pra associação do empresas de privadas lá do Banco do Brasil, um monte de coisa. Eu estava sentado e testando meus slides. E quando eu coloquei o título Inovação através do design, o presidente da da fundação dos do Banco do Brasil falou que que história de inovação de design. Falei: "É um conceito novo aí, não é estética". Falou: "Pena que eu não vou poder ficar. Eu eu saindo aqui, tem uma reunião, né? falei: "Tá bom, outra oportunidade, talvez pergunta o que aconteceu. Imagina se ele levantou e foi embora." Eu comecei a falar, ele parou, falei: "Meu Deus, eu preciso aprender isso". E ele era presidente do conselho da Perdigon e várias. Ele começou levar top, falou: "Olha, aprendam isso aqui.

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Vocês só ficam falando de inovação tecnológica, vocês não implantam, vocês não resolvem os problemas, só fica explicando que é difícil, precisa de dinheiro, não sei o quê." E o design thinking abriu, né?E eu me lembro que você uma vez você me falou que o o a governança corporativa como no futebol, né? Era uma defesa, né? É o pessoal que diz não, né?Então, sabe que isso foi outro acontecimento na minha vida? Quando eu eu assim saí um pouco do dia a dia da Seragini, eu já fazia parte de alguns conselhos e lá, eles gostavam de mim porque eu sempre dava ideias criativas. bacanas, mas eu ficava ouvindo aquele povo falar e o que de dizia para ele: "Puxa, você só fala de problema do que não pode fazer, compliance, essas coisas". Eu falei: "E quem fala do futuro aqui?" Falei: "Ah, temquem fala do que pode, né?"É, e o futuro, né? Porque eu acho que um conselho e ele tem que se preparar e preparar a empresa para ela ter continuidade, perpetuoso negócio. E falou: "Não, a gente não é organizado para isso." Que é inclusive a grande limitação da governança corporativa que ela um pouco policialesca.

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Épor isso que eu acho que digo que ela joga na defesa. Ela só diz que não pode e só quee ela existe para proteger o negócio, né? É, e não para vencer e lá na frente marcar gol e ganhar o jogo. E eu falei: "Ó, vou inventar umagovernança do futuro". E criei a governança criativa. Só que quando eu criei não tinha inteligência artificial tão desenvolvida como agora. E agora eu tô chegando no ponto que eu vou criar uma plataforma digital. E o que que eu vou criar? um conselho de governança criativa virtual. Não precisa ter conselheiro. Eu vou ajudar as empresas se organizarem, tem que ter o presidente, um líder, etc. Representante de cada área. Eles recebem as informações e as métricas, deliberam, realimentam o sistema, vê o resultado e implementa.

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Com isso, eu vou ajudar a desenvolver um negócio hoje, lucratividade, identificar os problemas, mostrar tendência, concorrência. E se você quer dar um passo mais radical de inovação radical, eu também vou ajudar através da digitalização, a cocriação e conceber produtos avançados para diversificar, lançar produtos novos, exportar o que seja. Então, eu vou ajudar a empresa a criar futuro e criar riqueza a partir de agora.Eu fico me perguntando como é que funciona a cabeça do Lincoln, né? Porque eu hoje falo nas empresas coisas que o Lincoln falava 40 anos atrás.Nossa, tudo issovocê vê como o o ambiente corporativo tá atrasado nas práticas, né?Ainda tá.e aí eu eu queria te fazer uma pergunta. Você sempre teve na vanguarda, né? Sim, essa é uma característica mesma. Eu sou um visionário. Inclusive o Ricardo, a primeira palavra que ele me define na capa do livro é assim: "O visionário que transformou a embalagem em profissão." Eu realmente sempre fui um visionário assim de ao querer um almejar algo ainda não construído, né?

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É. E o que que você enxerga? Eu tô, você tá falando aí da do uso da inteligência artificial em processos de governança, né? a gente tá aqui discutindo como é que vai usar a inteligência artificial para para fazer coisas, usá-la como ferramenta, né? Como é que você vai, você já tá propondo o uso dela para processos decisórios, né? Como é que você visualiza isso?Não, primeiro é um fenômeno a inteligência artificial, porque a capacidade que ela tem de buscar dados, porque no fundo é isso, né? Você pesquisa em profundidade qualquer assunto.. E o segredo é que você integrando num sistema de saber que dado você precisa, prepara para as pessoas analisarem e tomarem decisão e a partir disso começar a gerenciar o negócio. Porque eu cheguei à conclusão estudando a governança criativa que só a administração é limitada. As empresas não conseguirão mais criar futuro só baseado na administração, principalmente com a equipe interna. Uma equipe interna é limitada, desde o CEO, o presidente, os diretores não consegue olhar para fora, ver tendências, estudar concorrência, que com a inteligência social ajudou, mas eles ficam perdidos. É muita informação.

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Então a minha governança, ela seleciona, faz, ó, vamos ver, eu vou ver assim, ó, vamos começar a estudar qual é a força da marca, os atributos, compara com os concorrentes, qual é o estágio atual e você vai vendo se ele evolui ou não, o investimento que você fez, se deu retorno em que área. Aí você vai pro RH, vê a motivação, você vai pra área financeira, vai pros custos, vai pra logística. Então eu vou dar de mão beijada as informações para tomada de decisão, mas aquelas que realmente influenciam no resultado. Então nesse sentido, eu e que eu acredito em disció, se você não direciona para implementar soluções, é muito estuda, a turma fica perdida, fica com medo de que não tá aprendendo uma coisa que deveria, mas não sabe usar.

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E eu eu sou muito objetivo e certeiro. Então eu inventei essa história e para mim isso é um futuro sem limites, né?É, eu te perguntei isso porque uma vez eu vi você falando que você ficava chocado com a demora que as que as empresas, os líderes, a demora que eles tinham para aprender o óbvio.Não, isso é humano, né? E e não é só nesse nosso assunto,éporque primeira pessoa, ela própria tem os seus preconceitos, os medos e a cultura, a formação. E eu, como sempre fui contestador, porque eu sou um rebelde, né, criativo. Onde eu entro, eu desmonto tudo, transformo e levo mesmo a criar um futuro, que é o que interessa. A empresa, inclusive o Peter Drucker que inventou o marketing, ele diz: "Olha, empresa para dentro só tem custo e limitação.

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O que você precisa é criar cliente e inovar permanentemente."E aí entra o papel do líder, né?Sim. E a visão do líder que elequer ser corajoso de enfrentar o verdadeiro líder, né?Não, porque quando eu conceituei a governança criativa, eu cheguei a seguinte conclusão. Qual o maior motivo do sucesso fracasso de uma empresa? O número um é ter um líder forte. Se não tem um líder forte que comanda, tem visão, corra risco, forma uma equipe integrada e toma decisão, não prospera.Eu fui enganado. Fui enganado.Enganado. Nossa, onde? enganado. Não, porque eu minha segunda graduação ali que eu comecei foi design, eu fazer digital e aí eu comecei o curso de design de embalagem que formou três turmas. A minha era a terceira turma e só eu na minha sala que me formei.

1:05:06

Nossa.É. E aí quando eu comecei essa relação ali com embalagem apaixonado na faculdade e eu via sua, da Gisela, Farina, todo mundo ia lá na Imbi Morumbi e eu vi essa relação maior do desenvolvimento de embalagem, pensando produtos, negócios, como você tá falando. Aí chega você chega no mercado e vê que a contratação é de decorador de rótulos. né?E aí, então essa é uma brincadeira que eu fui enganar que eu tinha expectativa de me relacionar com o negócio e aí e o próprio mercado contrata como decorador de rótulo na grande maioria. Tinha essa visão,tinha essa visão. E nessa nessa procura e qual que é a minha provocação, né? Então, nós falamos de produto, nós falamos de branding, nós falamos de design e as 10 maiores empresas que criam seus produtos internamente são empresas de tecnologia.

1:06:16

Qual que é a relação aí do branding com tecnologia e onde a gente se perdeu no meio do caminho ou onde tá essa história?Não, para mim assim,essa não não era uma pergunta combinada, é uma pergunta. Eu gosto porque o seguinte, eu tenho opinião para tudo, hein?Sim.Eu não sou dono da verdade, mas eu eu penso nas coisas. Para mim, a diferença essencial é mentalidade, porque o mundo da tecnologia são pessoas racionais que vê a lógica e etc. E o design é criatividade. Só isso explica a diferença, porque com a criatividade você não tem limites.É. E lá tem restrições. Porque qual é a atitude do designer? Inclusive já escrevi e falei muitas vezes isso. O designer é otimista para ele. Ele acha que vai encontrar solução.

1:07:07

O engenheiro já explica por que não vai dar para fazer. Ele é treinado para isso.É o designer vê a realidade do possível e não do isso aí. E para mim essa diferença. É. Então eu acho que isso que salva as empresas que o Steve inclusive quando ele assumiu para valer e trouxe lá o Jonathan falou: "Ó, chamou a turma, falou o seguinte, ó: "Vocês vão fazer o que ele falar para fazer. Não venha me explicar porque que não dá. Não pega um minuto.É, presta atenção no que ele tá enxergando, não. No que você viu.É. E é para fazer aquilo que ele tá falando. E por isso que ele fez, porque não é natural e espontâneo.Équem não é do mundo criativo, porque eles sempre vão procurar explicar as dificuldades, porque que não dá cuidado e não sei o quê..E o designer ele não, ele não entra nessa,não tem esse limite, né? ele é, acredito que vai ter solução. E eu acho que por causa disso o profissional, o designer profissional é mais completo que existe.

1:08:03

E não só para estética, que é isso é o primeira camada, mas equacionar problemas e e chegar no ponto máximo, não só de estratégia do negócio. Eu inclusive numa escalada que há 10 anos eu começo a escrever na evolução depois do do design innovation, design thinking, o business design, sabe o que eu escrevi? O manity design.Man designé o design projetando sistemas de vida do planeta e das pessoas. Então é o máximo queah, humanity design,humanity de humanidade.De humanidade. Éporque isso já tem. Inclusive, eu propus o ano passado, queria criar uma academia da do design for life, design para a vida. Olha que lindo, porque no fundo o designer, eu nessa eu vou exagerar, mas eu é o meu sentimento, os designers são sucessores de Deus. Olha queAinda bem que você avisou que você ia exagerar antes, né?

1:09:00

Não, porque é para quem acredita em Deus, porque o seguinte, quem é que debate entre médicos e designers aívai dar briga com os médicos, advogados? Não, mas não, mas quem continua a criação divina dos objetos da suNão, eu entendi. Entendi.Não, eu sei que eu falo para que não dá para perder a piada, né?Não, eu falo para provocar, mas eu acredito que os designers têm esse dom de Deus de criação, de concepção,criação. É, e eu vi isso uma vez você fal,não quer dizer que outras pessoas não são criativas.. Sim.Mas o nosso ofício é esse,é ser criador, né? Permitir a criação, né? é e influenciar lutar por isso, ter como motivo de vida.É, eu no no livro do Rick Ruben, né, o o ato criativo, ele escreve que o ser criativo, ele é um meio preparado para que a criação aconteça, que o criativo ele não pode se achar dono da criação.

1:09:54

Ah, sim. Não, porque a criatividade é um dom divino que você já traz para você é um você é um veículo paraa criação, né? Isso mesmo.E eu vi uma vez você falando também que em determinado momento da vida você se perguntou, será que eu vou ficar obsoleto, né?Ah, sim. Eu eu tinha medo, até porque como eu sempre fui muito eloquente e defendia minhas ideias e etc. Falei: "Nossa, e quando eu tiver velhinho", né? Mas aí eu percebi, e foi na época que eu tava desativando a Seragini e que nasceu a governança criativa, que eu percebi que eu não estava perdendo a minha experiência e o conhecimento acumulado e que isso criou uma nova geração de conhecimentoque ia influenciar o ecossistema das empresas, porque não existe no mundo. Eu inventei a governança criativa, inclusive é um nome bonito, né, de efeito assim. É,eu, a minha empresa atual chama Casa Seragini e governança criativa de negócios.

1:10:53

Hoje em dia você tá desenhando negócios.É, negócios. E, e com a inteligência artificial eu não vou ter limites.Bom,oba, já tá bom, né? Já não tá bom aquinão temnão. Então a minha pergunta trick ali da tecnologia que as as maiores empresas de tecnologia que são as maiores empresas do mundo, a primeira a virar trilionária, elas investem pesada em design.É,mas com time interno.Entendi. Mas não tem um pouco de limitação, mas é melhor do que nada. Porque qual foi a última aquisiçãoda Microsoft? foi comprar a empresa não da opencomprou a empresa do JN.Então quant pagou quantos bilhões?Se não me lembro agora não me lembro.

1:11:43

É tanto, é tantos bilhões cinco ou se bilhões.Nunca vi tanto assim, não vou nem lembrarnão. E por quê?Eu acho que foi seis, mas não tenho certeza. Então éo fundador do Open, entendeu que é design a próxima geração.É,então contr comprou a empresa de um designer mais famoso dos últimos anos, né? Équecomprou o ativo marca Jony Ive também, né?Sem dúvida. Mas ele comprou a competência delee provavelmente deve ter alguma coisa ali no meio dessa negociação que a gente ainda não conhece.É 6.5 cubi de dólar.6.5. Já viu aí? Eu lembrava que era alguma coisa em torno de seis.Lincoln. a gente tá chegando no fim do nosso podcast.Oba.eu pedi que o Sastre, aliás, quase que eu tô me esquecendo, né? Vamos chamar, vamos chamar o Sastre, né? Ele tá, ele tá online aí, né? Vamos, vamos colocar ele na tela, então. ex-presidente da PDesign, Rio Grande do Sul e responsável por esse projeto maravilhoso do livro do Lincoln.

1:12:44

Ricardo, bem-vindo aqui ao nosso podcast. A gente tá com o mestre Lincoln Seragini. contando a história dele hoje e não podia ficar fora dessa história, esse projeto que tá saindo do forno agora. Então, eu queria te pedir para você contar um pouco como é que foi a ideia desse livro. Ó lá, maravilhoso o livro. Quantas páginas tem?584.600 páginas.Quase 600. É.É. Então, conta pra gente um pouco da história desse livro.Bom, primeiro, muito obrigado pelo convite em participar. É sempre uma honra aí falar com todos, né? Lincoln Seragini, uma figura aí que eu convivo nos últimos dois anos, pelo menos, que foi o tempo de execução da obra, né? Trabalho intenso, muito prazeroso. O Aprendi em dois anos o que eu não aprendi nos últimos 10, mesmo passando pela área acadêmica, né? Porque o todo o conhecimento gerado e transmitido pelo Lincoln Seragini acabou entrando nesse livro, né, nesse projeto que a ideia inicial era uma biografia técnica mesmo, né, que é fazer esse essa essa junção, né, do dos conhecimentos que estavam dispersos na literatura, em revistas, em em outros outras fontes de pesquisa.

1:14:04

Compilar essa história não deve ter sido fácil, né? Nem um pouco, né? Eu até escrevi uma frase aqui no livro que é fazendo um exercício de matemática. São 77 anos de vida, 75 anos de boas histórias e quase 60 anos de carreira na embalagem, né? Se o livro tivesse 1000 páginas, não seria exagero.Vixe. Nossa. Então, 600 é só um resumo.600 é só um resumo, né? Não.Ehaja a embalagem, hein? e fala um pouco das dificuldades que você teve, como é que foi o processo de de de escrever o livro. Eu sei que tem muito depoimento, tive o prazer de dar depoimento pro livro. Como é que foi o processo? Conta um pouco desse desafio.Bom, foram dois anos de trabalho, um ano de pesquisa mais ou menos e coleta de dados, né? 43 dias de escrita, né?

1:15:01

Somando todos os tempos que eu fiquei escrevendo, porque foram vários momentos, foram três imersões, né, e mais alguns outros momentos isolados e que deu em torno de se meses aí entre a escrita e a diagramação. Foi um trabalho muito prazeroso, porque esse primeiro ano, o primeiro desafio foi, na verdade, foi desenvolver a a espinha dorsal, né, o sumário do livro. Então, a partir do momento que nós definimos esse esse sumário, o livro fluiu normalmente, porque a cada entrevista, a cada parte do sumário, eu entrevistava o Lincoln, ele me contava a história daquele momento específico, né? E e aí eu transcrevi essas entrevistas e depois eu fui construindo essa narrativa com o que eu tava lendo nos nos nas reportagens, o que o Lincoln tinha narrado e também somado as entrevistas que eu tinha feito, né? Porque tirando o momento do Lincoln como funcionário que foram foi difícil encontrar alguns alguns colegas, enfim, né? Ah, todos os outros momentos eu consegui conectar com ex-colegas de trabalho, com colegas de profissão, jornalistas, né, que foi construindo essa narrativa, e transformando esse texto muito rico. Eu, eu sempre comento com o, com o Lincoln, né, que eu tive a sorte de tê-lo ao meu lado e a maior sorte ainda que a memória do Lincoln é algo inacreditável.

1:16:42

Eu tô firme ainda, viu? E e você falou que você fez um MBA, né, que você falou que aprendeu muito com o processo. Oaprendeu muito.Que não, eu ia perguntar que que você tirou de mais interessante, né, confrontando provavelmente a história dele com a tua própria carreira.Sabe que tem muita similaridade, né? a infância do Lincoln foi dentro de um armazém e a minha foi colecionando rótulo.a minha formação também é multidisciplinar. né? Eu não tive passagens pela indústria de invase, mas eu trabalhei em agência, trabalhei dentro da indústria de embalagem. O Lincoln também trabalhou na Dixie Toga, né? Algumas experiências muito similares. Essa essa busca pela construção do conhecimento e transmissão de conhecimento também é algo muito similar.

1:17:35

.Né? e alguns pontos específicos que estão no livro e que eu considero um resgate valiosíssimo. Vou vou citar um exemplo, né? O o triângulo da embalagem ideal. Esse é um um uma teoria que não foi publicada, que tá sendo publicada agora, que eu acho algo muito valioso, que é a embalagem, que é o valor percebido, o produto que é o valor real e o custo do produto, né, que tem uma relação direta entre os três. essa teoria surgiu a partir do case da Fiorela, que também está no livro, que foi um projeto que a embalagem superou o produto e aí houve um desequilíbrio, né? E a partir desse dessa experiência, o Lincoln trouxe esse esse ensinamento que eu considero muito valioso.

1:18:28

Legal. Ô, Lincão, a gente tava falando aqui da dificuldade que é desenvolver um projeto desse e do agradecimento que você tinha pela dedicação que ele teve em fazer o livro. Tá aqui a oportunidade de você fazer o agradecimento ao vivo aí pro Ricardo.Não, primeiro ele já ouviu muito de mim, foi um presente, né, conhecê-lo. E nessa altura da minha vida e até da carreira que eu tinha esse sonho também de deixar um legado, que todo mundo me pedia isso e eu não conseguia. Eu tinha feito duas tentativas de publicar o livro e não consegui. E o Ricardo superou tudo isso além da do início das nossas conversas, né, que eu já influenciei para que ele pelo menos focasse primeiro num livro que só que ele exagerou, ele foi tão longe e fez tão espetacularmente que eu nem sei se você continua com a ideia de cumprimentar sua coleção, porque você vai ter que até que respirar um pouco porque olha O que ele aprofundou no tema embalagem foi muito alto, mas eu sou assim eternamente grato a elee mais ainda como ele também tem esse dom e o desejo de ensinar, né? Ele é um mestre assim por essência de disseminar o conhecimento, porque ele mesmo dizia: "Olha, se alguém hoje me perguntar qual é a melhor maneira de começar o mundo da embalagem, ele diz: "Olha, leia o livro do Seragini, porque lá você vai ver todo o caminho em todo sentido, porque como eu eu também sou engenheiro, eu desenvolvi o conceito da embalagem

1:20:10

Global. Eu concebo a embalagem totalmente, desde responder qual deveria ser a embalagem, viabilizar a sua definição, os materiais, a integração com a fabricação, a logística. Depois vem o design. E eu sempre tive a visão de olhar a embalagem como um vendedor. Isso eu acho que foi o que a minha maior contribuição pra indústria brasileira e pro marketing foi transformar a embalagem no grande vendedor do produto, né? E eu tenho estatísticas desde o do a fundação da Seragini, o quanto uma embalagem aumenta as vendas e e até hoje eu tenho como assim meta, né? E com tudo isso, o que que faltava era conseguir registrar num num único lugar, né?

1:21:01

Por enquanto tava registrado só na sua memória e na de muitas outras pessoas,não? E disperso, né? como o Ricardo falou, tava disperso em todo lado. Então, eu acho que é um presente para mim e para quem se interessar e gostar da embalagem, pros amigos, porque é uma festa. Eu tô muito feliz porque no dia da do lançamento vai ser reencontros assim de pessoas queridas que convivemos e no fundo, inclusive eu nunca desenhei uma embalagem, isso é surpreendente. eu dizia que eu desenhava na cabeça e os designers, né,faziam o retrato falado muitas vezes das minhas ideias..Mas o direito autoral, isso é sagrado, pertence aos designers, não a mim.Perfeito.E isso eu respeito muito, né? Então é isso aí, ó. É uma coisa bonita e vai marcar.

1:21:48

Obado, Ricardo. eu sei que você tá no meio do processo, né? Você tá fazendo a revisão do livro, parece que segunda-feira você vai est em São Paulo fazendo uma gravação na gráfica e conta quais vão ser os próximos passos até o lançamento.Ah, legal. Bom, o livro já foi a já foi finalizado, as chapas já estão gravadas, né? Na segunda-feira às 10:30 a gente vai fazer o acompanhamento da impressão do livro. E a previsão de término de de finalização de produção é no final do mês ali pelo dia 30, primeiro de outubro, no máximo. Dia 9 de outubro nós temos o primeiro lançamento que é na SPM em São Paulo. O livro foi lançado em abril na no prêmio EmbalagemMarca.Sim, eu me lembro bem,né? Nós fizemos o lançamento, pré-lançamento do livro no Prêmio EmbalagemMarca, aonde o mercado ficou sabendo que que existia, né? E e aí nós fomos fazer a captação de recursos para viabilizar a produção física do livro, né?

1:22:48

Até porque você exagerou no tamanho do livro, precisava de uma captação significativa.Aí dia 9 de outubro na SPM em São Paulo, os ingressos, né? O link do Simpla tá disponível. Inclusive vou fazer mais uma divulgação hoje. Nós fizemos um link, apesar de ser entrada gratuita, para poder ter um controle, né? Porque vai ter um coquetel.. estão todos convidados, obviamente, né? No dia 16 de outubro, o segundo lançamento na Universidade Positiva em Curitiba, aonde o Lincoln deu aula também num curso de branding por bastante tempo.Sim.E dia 8 de novembro na feira do livro em Porto Alegre. Legal.Então são três momentos. Acredito que haverão outros, né? Algumas universidades já estão contatando para fazer lançamentos também. a gente pode fazer pela BDesign, pela AB ou por outras vias, que eu acho que é importante ampliar, né, essa essa divulgação ou essa venda do livro propriamente dita, né?

1:23:52

Legal. Então, como o podcast vai ficar registrado paraa história, para quem tá assistindo isso depois de 2025, nós estamos falando do ano de 2025, né? Outubro de 2025. Exatamente, exatamente.Mas quem tá assistindo o podcast agora já tá convidado, as datas já foram passadas, então fica aí registrado a possibilidade de se inscrever pro lançamento em São Paulo, Curitiba e mais?Porto Alegre.Porto Alegre.Sim.Muito bom.Não, e mais uma vez eu só tenho que agradecer e uma eterna gratidão, né?Uma troca muito rica, né? Então, foi foi uma experiência memorável. Mas para fechar assim, o que eu posso dizer é que eu conseguia, acredito que eu tenha conseguido reorganizar o próprio pensamento sistêmico que o Lincoln trouxe na sua carreira e que talvez não tivesse tão sistematizado, porque o Lincoln foi fazendo, foi realizando, talvez não tivesse esse momento de refletir sobre tudo que ele fez.

1:25:04

Né? E eu consegui captar um exemplo disso é que o Lincoln desde sempre foi tentando desenvolver uma área autônoma da embalagem, uma área de conhecimento autônoma. Conheçou, começou com a embalística que depois mudou paraa Criateja até chegar no design científico de embalagem..Né? e eu consegui captar essa essas tentativas de sistematizar o conteúdo e e aí esse essa sua parte específica, ela tá ali, é um compilado de 30 anos de construção que ela tá muito bem definida em algumas páginas, né? Então, e esse é um dos corações, assim, uma uma da uma das essências importantíssimas do livro é essa reorganização e da sistematização do conhecimento, que foi o grande legado, é o grande legado do Seragini durante toda a sua carreira, né, que é uma uma integração entre academia e mercado, é a integração entre teoria e prática e isso é muito rico e muito valioso. nós conseguimos levá-lo, né, através das páginas desse livro.

1:26:20

E sabe que com isso você me superou, porque você conseguiu por junto todas os meus pensamentos de uma maneira magistral. Não, e eu queria aproveitar, né, antes de de me despedir, te agradecer assim em nome de todas as pessoas, mas principalmente em meu nome, porque um dia, como eu já disse aqui, fiz uma promessa ao Lincoln que eu me dedicaria a publicar o livro dele. Graças a Deus eu não consegui, porque eu não teria metade do seu tabelento para fazer o que você fez. Então, fica aqui um agradecimento de coração, realmente, para para que todos nós tenhamos a possibilidade de conhecer essa história tão bem desenhada por você. Eu me lembro bem quando o Gian me ofereceu escrever meu livro. Falei com a maior alegria, né, se você conseguir e e não é fácil, né, porque eu sabia o que custava de tempo e de dedicação, mas enfim, os caminhos foram outros. E aí apareceu o Dom Ricardo.

1:27:18

Dom Ricardo.Legal,Ricardo. Obrig obrigado por participar aqui com a gente. a gente deu uma cambalhota aqui para conseguir botar você nesse podcast para porque era era importante, né? Você é responsável aí por uma boa parte, talvez a parte mais importante que é o registro histórico da história do Lincoln. Então, um agradecimento grande para você. Obrigado por ter participado aqui com a gente.Imagina. Eu é que agradeço a oportunidade e a e a ginástica, né? Gostaria de de ter estado, mas estive de qualquer forma, né? Exato. Um grande abraço. Tchau. Tchau.Valeu. Um abraço.Valeu, Ricardo.Tchau. Tchau.Bom, depois desse papo gostoso aqui com com Sastre, vendo o lançamento do teu livro, a gente tá chegando no fim do nosso podcast e eu pedi que o Sastre recolhesse ali do livro algum algumas declarações, né, de de grandes amigos, né, da tua história.

1:28:19

Sei. E eu vou ler algumas delas aqui, porque realmente são declarações interessantes, né, que expressam bem a relação que as pessoas construíram com você, né?Então, vou começar pelo Celso Negrão, que disse: "A maior contribuição do Lincoln foi criar discípulos e seguidores das suas ideias de modo altamente altruísta." É que bonito. Eu fico feliz de desse reconhecimento.O Sérgio Tolentino disse: "Minha admiração pelo Seragini é tanta que eu cheguei a colecionar seus artigos e reportagens."Não, olha, o Sérgio é o maior colecionador mesmo dos artigos. Inclusive na na minha pesquisa, quando eu não tinha um artigo, eu chamava ele e ele ajudava eu e o Ricardo a localizar. O Antônio Cabral disse: "O mundo se abriu de uma forma interessante na minha vida quando eu conheci, eu conheci diversos países através da indicação do Seragini para trabalhar na Bung. Além de de um ídolo, eu vejo ele como um grande irmão."Olha que emocionante, né? Ter uma declaração dessa, uma pessoa tão querida.

1:29:27

E é, e para mim toca muito porque é verdadeiro mesmo. Eu sei que é sincero, né? Éo que ele tá falando.Narita disse, além de abrir o caminho para nós, o Seragini sempre exaltou e valorizou a profissão e a nossa área.Isso aí. Eu tenho orgulho disso. Eu sempre fui um guerreiro defendendo o design e o e o profissional designer, né?O Sérgio Guardado mandou uma mensagem dizendo: "Lincão é o cara das ideias. Ele tem a capacidade de movimentar o mundo com elas".Oba! É verdadeiro,né? F disse: "O Lincoln é uma pessoa rara". É um é um amigo e super honesto. Deve ter uma, umas dores aí no meio dessa,olhadessa frase, né? É transparente, profissional, é um cara único, faz parte da história do design brasileiro.

1:30:17

Muito obrigado, Alfredo.É, o Mestriner também mandou uma mensagem aqui. O Lincoln é uma pessoa inspiradora. Ele influenciou uma geração inteira de pessoas dentro do universo do design de embalagem. Não, muito obrigado, Fábio, porque ele faz parte da minha história também, foi meu sócio. É.E ele se soltou, né? Ele, muitas vezes eu falo que ele superou o mestre.Exato.Porque ele fez uma obra magistral, né, na na carreira.Ai também mandou uma mensagem. Alício Lincoln é um cara divertido, criativo, muito disponível e generoso. Sempre foi muito além do seu próprio tempo, que é um pouco do que eu disse agora a pouco, né? Não, obrigado, Gi, também de coração. É gostoso ouvir pessoas porque para mim isso é muito sincero, né? Não são frases de efeito.

1:31:08

A Carolina Bonta disse: "Seragini acredita nas pessoas e dá espaço para todos crescerem".Então, a Carolina foi minha sócia em Buenos Aires e é uma linda que nós fizemos um trabalho maravilhoso por 20 anos na Argentina. É, a Lu Pellegrino com a precisão da fala dela, disse: "Seragini é um multiplicador". Disse tudo,disse tudo. Definiu o Lincão, né?Não, como agia, como agia eu esparramo também, né?É esparrão aonde eu tô, né? O Farina disse: "Seragini é o Dom Quixote, é um visionário que empuihou a espada e saiu por aí vendendo o que acreditava. bonito. E e é sincero e eu sei que ele acredita mesmo nisso. Ele até me deu uma miniatura do Dom Quixote que eu guardo com muito carinho.

1:32:02

Ele Ele já te disse isso?Não, só disse como me presenteou com Dom Quixote. Ele acha que eu sou esse guerreiroque faz falta. Aía Ana Couto mandou uma mensagem também, uma mensagem de agradecimento.Obrigado por abrir os caminhos, por elevar o design nacional e por inspirar com tanto talento e com o coração.Ah, que lindo. Olha, e vindo da Ana Couto para mim vale muito, né? Porque eu eu também admiro muito ela. Ela é muito competente, né? E virou um assim uma referência na no brand brasileiro. Fiquei muito honrado com essa com essa frase, né? E a Helen quis também mandar uma mensagem,o mundo é grato pelo seu legado e pela tua contribuição pro design brasileiro. E eu por ter me inspirado tanto.

1:32:50

Olha que bonito. É, é outra querida, né?Porque essa também foi longe. Elachegou num nível assim de competência e e usa o seu a sua inteligência em prol da inovação e através do design, que ela é mestra nisso, né?. e é lindo. Outra que eu admiro muito e tenho muito carinho.Doutor, eu também deixo aqui a minha frase de agradecimento, né? Eu subscrevo todas as frases porque eu acho que você, de fato, é uma inspiração para muitas gerações. e te ver com quase 80 anos com essa energia,sim,ainda projetando as novas gerações, né, visão visões futuras do design. Isso é para nós que estamos só seguindo seus passos, é uma inspiração gigantesca.

1:33:39

E eu queria propor uma última, fazer uma última pergunta, né? Qual que é o teu propósito na vida hoje, né? O que que te move hoje?Então, então como expliquei lá no começo, eu tinha esse sonho de embalar bem o mundo, né? que eu até reformulei essa expressão recentemente, que eu além disso, eu também gostaria de desembalar o mundo, porque nós sabemos aí que o lado negativo da embalagem é a questão dos resíduos, né, que tá mal resolvido, apesar que não é a embalagem em si que é responsável, sim a própria cultura do povo e das infraestruturas que não consegue dar vazão e um fluxo de reaproveitar as embalagens..

1:34:27

Mas o meu propósito,teve uma fase que eu fiz muito isso, era, inspirar pessoas, foi o que eu mais fiz, porque além de eu ter me realizado e sou feliz por tudo, a minha alegria de ver pessoas, como eu quando eu vejo o Gabis hoje aqui, vendo a realização dele, o sonho dele e ele conviveu comigo, sabe? A maioria das pessoas que trabalharam comigo, eu sempre incentivava a acreditar em si mesmo e se superar e buscar o seu sonho. E eu ajudei muito nisso também.E como inspiração, né, e como agradecimento, eu queria te presentear com meu meu último livro Trocando a Lente, que dá o nome para esse podcast. Eu tinha pedido pro Gabi fazer uma capa, como todos os meus amigos design, ele fez uma capa maravilhosa, só que a gente não imprimiu, né? Então, vou te mandar a sobrecapa do livro depois, tá? Com uma dedicatória especial.

1:35:24

Ah, eu vou fazer questão de lere te agradecer mais uma vez por você ter nos dado a honra aí de contar tua história, apresentar os projetos, contar a história por trás dos projetos que a gente conhece, mas não conhecia. A gente conhece os produtos, mas não conhecia as histórias. Enão, eu que agradeço, porque sempre é gratificante para mim transmitir e comunicar primeiro meus próprios objetivos, porque eu sempre perguntava para mim mesmo, por que que eu faço tudo isso? Não, porque primeiro eu gosto, né? Eu quero ser assim um exemplar de profissional, etc. E então eu sonhei e foi a embalagem que me conduziu, de vencer etapas, etc. E aí fui conhecendo pessoas, realizando projetos. Mas inclusive isso que eu almejo na minha vida, enquanto eu tiver saúde, eu espero morrer trabalhando, né, e embrulhando bem o mundo. Tá bem? Isso que eu espero.

1:36:27

Muito obrigado e foi uma um prazer e uma alegria, né? Tá aqui comObrigado. Obrigado para terminar aquilo que a gente sempre fala. Curte, comenta, compartilha, o sininho,se inscreve no canal eativa o sininho,ative o sininho das notificações. Para você que ficou com a gente até agora, um beijo no coração e até o próximo episódio. ?