Episódio #20 · 25 de maio de 2026 · 1h50

Criando negócios de sucesso em família, com os irmãos Occiuzzi

Com Pietro Occiuzzi e Thiago Occiuzzi · apresentação de Gian Franco Rocchiccioli

Sobre o episódio

Os irmãos Pietro e Thiago Occiuzzi cresceram entre um pai artista plástico e uma mãe executiva do varejo, vendendo adesivos e fabricando pipas antes da adolescência. Thiago começou na construção civil, chegou a fazer obras em Angola, quebrou aos 23 anos por causa de um golpe e recomeçou em Fortaleza. Pietro largou a agência em São Paulo e foi atrás dele com R$ 2.500 no bolso. Juntos, montaram um estúdio de design e computação gráfica que em pouco tempo atendia marcas como Vivo, LG, Samsung e Natura.

Depois de uma década com negócios em paralelo, cada um escolheu um foco. Pietro cofundou a Agenda Edu, aplicativo de comunicação entre escolas e famílias que nasceu numa maratona de fim de semana, hoje atende mais de 3 mil escolas e foi vendido duas vezes, ao grupo Salta e depois à Bemobi. Thiago criou a Foodfilm, que trocou a lógica de produzir um vídeo por diárias que entregam tudo o que foi filmado e, a partir de 2018, depois de um conselho de Gian, passou a filmar só comida, até se tornar a maior produtora de audiovisual de alimentos do país.

A conversa fecha com o que o design significa para cada um: para Pietro, materializar o intangível e conectar os pontos da jornada de uma marca; para Thiago, colocar o ser humano no centro de toda decisão. No caminho ficam lições sobre sucesso, foco e o valor de fazer bem o primeiro passo.

Trechos em destaque

“O sucesso é um checkpoint. O lance todo é a transformação que você faz a partir dele.”
Thiago Occiuzzi · 35:10
“Todo mundo que pensa um negócio e quer que ele cresça já começa a pensar no passo 20. E esse passo 20 impede que ele faça o primeiro passo direito.”
Gian Franco Rocchiccioli · 1:06:56
“Meu superpoder é materializar o intangível.”
Pietro Occiuzzi · 1:29:59
“A linguagem muda, mas a essência permanece.”
Pietro Occiuzzi · 1:33:33
“A definição de sucesso para mim é você sentir orgulho daquilo que você faz.”
Pietro Occiuzzi · 1:36:20
“Tudo que eu faço é centrado no ser humano.”
Thiago Occiuzzi · 1:40:13

Capítulos

  1. 0:00Abertura
  2. 4:12Arte, negócio e uma fábrica de pipas
  3. 9:12Pietro e o primeiro estágio em design
  4. 11:24Thiago, da construção civil às obras em Angola
  5. 20:14A falência e o recomeço em Fortaleza
  6. 23:44Pietro troca São Paulo por Fortaleza
  7. 38:55Uma noite, seis fotos e os primeiros grandes clientes
  8. 46:35A crise dos 30 e a origem da Agenda Edu
  9. 53:33Thiago e o nascimento da Foodfilm
  10. 1:01:25Do MVP em 45 dias ao prêmio de inovação em educação
  11. 1:04:19O que é a Agenda Edu hoje
  12. 1:06:56Fazer bem o primeiro passo
  13. 1:09:10Investimento, pandemia e duas vendas
  14. 1:16:312018: o foco total em comida
  15. 1:21:56A maior produtora de audiovisual de alimentos do país
  16. 1:29:59Design para Pietro: materializar o intangível
  17. 1:35:24Sucesso, orgulho e o prazer do ofício
  18. 1:40:13Design para Thiago: o ser humano no centro
Transcrição completagerada a partir da legenda automática do YouTube, com revisão de nomes
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Olá, olá, olá. Bem-vindos ao Trocando a Lente, um podcast cujos temas são estratégia, negócios, marcas e muitas outras coisas. E aonde os entrevistados têm a responsabilidade de dividir a sua lente com a nossa audiência, né? meu nome é Gian Franco eu sou sócio e head da de estratégia da Pand, uma das principais consultorias de brand da América Latina e host desse podcast. E eu tô aqui hoje com dois grandes amigos, Pietro e Thago. Pietro, por favor, se apresenta aí pra galera.Ô, grato, viu, pela oportunidade de estar aqui com você, trocar essa ideia que a gente já troca, né, que sempre quando você tá lá em Portal a gente já troca muita ideia. Bom, sou Pietro, sou um dos fundadores da Agenda Edu, né?

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Toco parte de produto e também a parte de marketing lá. Então, vai ser um prazer falar um pouquinho sobre tecnologia, design, negócio e esse mundo aí de startup.E estamos aqui também com Thagão. Thagão, se apresenta aí pra galera.Agradecer primeiro, né, que é maravilhoso a gente poder conversar. A gente conversa muito pelo WhatsApp, né? Tem um grupo,a gente tem um grupo sempre trocando ideias e tal, ideias, muitas ideias, né? Então, é muito bom poder estar junto aqui de vocês. essa pergunta é a pergunta mais difícil, sabia? Quando a pessoa fala assim, vocêfala de você. Falou: "Putz, que dificuldade!" Porque daí eu já começo a pensar um monte de coisa que várias caixinhas plucrindo, né? Qual eu que eu vou falar aqui, né?Aí a pessoa fala que você é de Gêmeos. Gêmeos tem múltiplas, né? Mas não é assim, é só,eu sou louco mesmo.Eu sou louco mesmo.

1:46

É só desculpa, né? signo, né? Mas eu sou fundador da Food Filme, né? E também tenho um negócio com a minha esposa de terapias holísticas. Olha só, né? Eu alimento a alma e alimento também, né, visualmente as pessoas para que elas sintam fome e o corpo também não deixa, né? Core a gente já tá há um tempinho já, né, nessa nessa nessa caminhada, né, com várias empresas que já tive, a gente já foi sócio, a gente já quase foi sócio, né? muita história,muita história para contar e sou formado em publicidade, mas sempre trafeguei nessa parte do design, que foi a minha paixão mesmo assim, né, de e eu trago muito, né, do do do design. Então, por isso que a gente, né, sempre encontrou, né, essa essa conexão também nessa parte de negócio, nessa parte de conversar, trocar ideias, né? Mas é isso. Acho que dá para resumir que hoje eu sou eu, Thago, uma pessoa física lá em casa. Minha esposa fala assim: "Amor, você só trabalha?"Uma pessoa imersa no trabalho, né?

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Então é isso.Bom, para quem não reparou, Thiago e Pietro são irmãos, né? Thiago Oxius e Pietro Oxusi, né? Como é que fala o sobrenome?Como é que vocês falam? Seúdo porque é muita é muita consoante junto. São irmãos, né? Grandes amigos, né? Conheço vocês a gente estava falando aqui desde 2010 9, né? Que a gente se conhece.Nos conhecemos quando vocês eram donos de agência, sócios. Pois, como você falou, quase quase nos tornamos sócios, né? Coisas que a vida prepara pra gente, que a gente não entende muito bem as razões, mas graças a Deus não fomos sócios, porque hoje temos três vidas de sucesso, né? talvez a gente tivesse atrapalhado junto.e eu fiz questão, né? Eu ia chamar Pietro e ia chamar Thiago para um podcast, mas aí eu resolvi chamar os dois juntos, né? Porque eles têm uma história juntos. Eu acho que é legal falar da vida individual de vocês, mas começar essa história pela família de vocês, né? Então, falar um pouco da origem de vocês. Eu sei que vocês são daqui, depois foram paraa Fortaleza. Aí, um tá em São Paulo, outro tá em Fortaleza, né? Então, contar um pouco da vida de vocês, depois a gente segue. Vou fazer perguntas para cada um dos dois, né? Explorar um pouco da história de cada um de vocês. Então,legal.

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Quem quiser começar a falar, por favor, começa.Posso começar falando a origem de vocês?Começar. Posso começar? E é legal porque assim, são duas histórias, né, de dois irmãos que fazem negócio juntos, mas cada um tem sua perspectiva, né? E é bem particular cada uma, né? E aí eu vou trazer minha perspectiva.Deixa eu só falar um negócio. Eles são super humildes, né? estão aí falando com esse grau de humildade, mas um é dono de uma startup de sucesso, vendeu um negócio, outro uma das principais produtoras de alimentos de alimentos, né, de faz produção de alimentos do Brasil. Então é gente humilde, mas que teve sucesso na vida. Então, começa a contar a história.E e a minha lente, eu acho, dessa minha história, é, eu tenho um pai que é artista plástico e uma mãe que trabalhava no varejo. E para mim sempre fez muito sentido, parece que é quase a mesma coisa, negócio e arte, né? Por mais que pra maioria das pessoas isso totalmente desconexo, né? Não faz sentido. Para mim sempre teve essa essa liga de um parto está plástico e de uma mãe vegista. Então, acho que no dia a dia, lógico, a gente não teve muito cuidado contato com a arte, mas essa talvez essa esse momento marcante ali da primeira infânciame trouxe esse DNA de arte, né? E minha mãe é aquela, né, diretora de empresa, trabalha muito, né, saía de manhã, chegava à noite. E eu brinco assim que lá em casa, ela chegava em casa, sei lá, 10 horas da noite e ela falava sobre negócio e a gente conversava sobre negócio. Então, a gente foi aprendendo o que que era negócio, sabia tudo sobre empresa,foi aprendendo a ser gente falando de negócio.

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Exato. Então, já tinha muito essa relação, né? E aí eu acho que isso, esse drive acabou me impulsionando e é lógico sempre que eu gostei muito de dança, de desenho, né? E naturalmente, como qualquer outro designer, né, o desenho acaba levando para isso. E aí eu lembro que eu tinha um amigo japonês, é mestiço, né, mas a gente chamava ele de japo, que ele desenhava muito. E ele fez um curso na Pan-Americana na época. Eu falei: "Nossa, que eu quero, meu sonho é estudar na Pan-Americana".Vocês moravam em São Paulo? São Paulo. Eu falei: "Cara, quando eu tiver dinheiro, eu vou para essa escola". Que eu sabia que na época era muito caro ter dinheiro. E aí o que aconteceu? Ao longo do caminho, como eu não gostava muito de escola, eu começava a inventar história. Então, a gente tem muita história de fez fábrica de pipa, então logo cedo fazia fábrica de pipa. Eu na terceira série vendia adesivo. Então, o que fazia?

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Pegava revista de surf da época de um vizinho, recortava papel contact, ia na escola e vendia lá adesivo. Para quê? para ter um hambúrguer na hora do almoço. Então, na hora do almoço, na hora do do lanche, né? Então, essa coisa da do empreendedorismo é algo quase natural, né, da gente. Então, a gente sempre fez engraçado isso. Você tá falando, tô lembrando aqui, né, da minha própria vez, sabe que eu era moleque, tinha apartamento no Guarujá e ali na nas Astúrias, perto do dos pescadores, né? E aí eu falava pro meu pai assim: "Eu vou vender marisco aqui na frente, posso?" Fal, "Pode, mas como é que você vai comprar marisco?" Falei, eu vou ali no pescador, eu montava uma barraquinha na frente da barraca do meu pai,comprava o marisco no pescador que era 10 m da onde eu tava e ficava, as pessoas passavam, falavam: "Não, me dá esse marisco aí, eu tinha 6 7 anos de idade ali na praia". Vem empreendedora, né? Querendo fazer alguma coisa parapra gente é fácil, né? Não vou ali compro isso, não. A gente faz.

7:30

Meu pai falou: "Então faz, né? Vai lá". E aí eu acho que eu tive a as assim, talvez a sorte de saber desde criança que eu queria mexer com arte e com desenho. Então quando eu estudava e é louco, né? Ten uma empresa de educação e eu sempre digo, né? Eu não gostava da escola, né? Eu repeti a terceira série, o segundo ano e fiquei de recuperação todos os anos da minha vida. Mas quando chegou ali na sexta série, eu tive a possibilidade de estudar à noite, porque eu queria trabalhar. Então, foi aí que eu comecei a trabalhar, ganhar o meu dinheirinho e quando eu consegui ter um trabalho que pagava panamericano, eu cheguei pra minha mãe e falei: "Ó, vai lá assinar que eu vou, que eu quero fazer pan-americana". E para mim era artes plásticas, só que lá no primeiro ano era todo mundo junto e no segundo ano você tinha que escolher ou era publicidade ou arte ou design..

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E o design, que história é essa? E o lado bom é que, como era uma escola de criatividade, tinha muitos profissionais, bem assim, profissionais já com experiência que ia justamente para ter essa formação da criatividade. Eu comecei a conversar, eu então quer dizer que negócio arte é design. Aío bichinho picou, né? E o bichinho picou.Só que aquele negócio, ixe, tem que mexer com o computador, entendeu? Não ten uma ideia como como faz isso, sabe? Sim.E aí eu acho que foi o momento onde eu me encontrei, né, por talvez, lógico, um pouco da minha família, né, da minha mãe, do meu pai, daquilo que eu fazia, de cara, entendi que negócio e arte e se chama design, pô, é isso que eu quero na vida. E aí eu acho que começa e trajetória essa trajetória.O bichinho do design picou ali.Exato. Exato. E aí eu acho que nesse momento que que picou aí eu acelerei, né? Comecei a trabalhar.

9:12

Teu primeiro emprego foi onde você começou aFoi até engraçado, né, esse momento. Eu trabalhava numa empresa por era legal, tinha um bom trabalho e pra área de design naquela época existia muitas pessoas não sabiam o que era design, né? A publicidade era assim, né? Que ano que era?2003, mais ou menos. 2002, 2003. As pessoas, né, a publicidade tava no auge design, as pessoas nem sabiam o que o significado do que era design. Eu cheguei, galera, pedi as contas, eu quero eu quero gerar um estágio, eu quero ter um estágio na área de design, galera. Você é louco, meu Deus do céu, como assim? A gente tá tentando procurar. Aí um cara me chamou bem baixinho, falou: "Aí, gostei da sua atitude,ó. Eu vou te indicar a aonde eu trabalho. Tem um estágio lá e pô, eu eu gosto de você e gostei da sua atitude. A aí eu fui na entrevista, não sabia nada, não sabia mexer ainda no computador. A mulher falou: "Não, como o Marcos falou que você desenhar muito tal, tal, o emprego é seu,ó".

10:09

Você acredita? Max Rezende, até depois de um tempo no LinkedIn, depois de anos, décadas, eu fui agradecer ele por isVocê vê a importância da atitude, né? Atitude é tudo.Ex. E aí aí fui, né? Fui, fui pra agência depois de publicidade. Aí eu acho que tem uma, né? Aí dá, dá uma pausa, né? Porque na época da agênciasurge um pouco da nossa relação e e da jornada da Design, né?E Thagão, você que é mais novo da dos irmãos?Mais novo, bem mais novo.Sempre essa. Sempre essa.Não, masconta um pouco da história paralela.Em casa a gente criança era assim, a gente meio que minha mãe trabalhando muito, né? Então, ela trabalhava com franquia, então ela sempre tinha uma loja que tava sendo inaugurada e ela ia lá fazer todo esse processo, tal, trabalhou na Leposi, depois trabalhou na na Riboc, na Fabrasa Olímpicos, né? Então ela sempre tavano mundo dono mundo, né? E a gente sempre teve que criar as nossas oportunidades, né? com 12 anos. Eu tinha 12 anos porque eu tinha nove. A gente montou uma uma fabriquinha de pipa pra gente poder, tipo, a gente empinar, ter grana pra gente poder ter mais para gastar com pipa, né? Um negócio muito muito doido.

11:24

Gaste aí é muito legal que assim, antes de trabalhar nessa área de comunicação, publicidade, marketing, design, eu trabalhei 8 anos com comissão civil. Eu fiz técnico, fiz técnico em edificação, técnico em edificações. E eu não queria fazer porque foi assim, a minha mãe falou assim: "Vai prestar segundo grau técnico". E aí eu queria a mecatrônica, só que só tinha em um lugar lá no Ipiranga, numa escola técnica estadual lá do Ipiranga, a Getúlio Vargas. E aí eu fui fazer na Vargas, fiz lá, né, eletromecânica, acho que era o nome que é mecatrônica. E aí ela falou: "Não, você vai fazer também na federal". Só que o JA federal não tinha. E aí eu perguntei pro cara de trás, eu falei assim: "Ô, o que que você tá prestando?" Aí ele falou: "Edificações." Eu nem sabia o que que era. Não tinha associado edificações com edifício, construção civil. E aí eu coloquei lá edificações e eu acabei passando nas duas e minha mãe falou: "Imagina, você vai fazer federal?

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Você passou na federal, você vai fazer federal?" Falei: "Mas não é o curso que eu quero". É, as não, e as duas não pagava ainda, mas que uma era estadual e a outra era federale eu tive que fazer edificações e eu muito assim revoltado, tive que fazer edificações. E aí foi engraçado que o meu primeiro estágio foi numa multinacional e aí francesa, seis meses de processo seletivo para entrar na nessa multinacional para estágio nessa parte de técnico comercial. E eu cheguei na última entrevista e aí o cara falou assim para mim, o era quem era o meu gerente, né? Você é meu gerente, ele falou assim: "Tiago, legal, achei muito legal, você passou aqui em todas as fases, mas o seguinte, qual que a sua experiência comercial?" Eu já tava tão assimado, eu já vendi pipa.

13:12

Eu falei para ele, falei e mas assim, na minha, naquela hora eu falei como um desabafo mesmo assim e falar assim: "Meu amigo, eu faço edificações, que que você na minha cabeça era isso, né?" Eu falei: "Cara, minha única experiência que eu tenho de de de comercial, eu tinha uma fábrica de pipa com 12 anos de idade. Ele falou: "Jura? Olha só que meu pescoço tinha um rasgo assim, ó, daqui para cá. Cerol.E aí, Cerol? Que ele andando de moto e cortou. E aí ele falou: "Cara, eu sou louco por pipa, eu adoro pipa." A gente começou a conversar e acabei entrando nessa multinacional conexão da pipa,por causa da conexão da pipa. Então, olha só, às vezes a gente acha, né, que as coisas,olha esse, desculpa te interromper, mas olha que loucura, né? Recado pra vida de todo mundo, né? A gente acha que a gente controla um monte de coisa. Se você tivesse seguido o protocolo da boa entrevista, eu não tinha falado nada disso que você falou. Exatamente.

14:03

Justamente porque você falou isso,você conseguiu emprego.Exatamente. Então assim, é uma coisa, né? Ele falou: "Não, é isso mesmo". E aí contratei e fiquei e então eu trabalhei depois eu tive uma empreiteira, né, que trabalhava com drywall, que é gesso cartonado. Eles estavam investindo, chegando no Brasil comprando as indústrias que estavam aqui dessa área e eles estavam fazendo com que o produto substituísse a alvenaria tradicional na época, tal. E eu era técnico comercial. Eu ia nos em cada lugar do Brasil vender essa ideia do do gesso cartonado. Então você imagina que era eu tinha 18 anos falando que olha alvenaria não, melhor essa parede de gesso. Então ia num numa palestra no CREA falar isso, né? Então o pessoal assim era eu era muito desafiado, vamos colocar assim, né? a a eu entender de tudo para assim qualquer coisa que a pessoa perguntar eu conseguir defender.

15:00

Então eu já tive já aí nessa fase dos 18 anos, né, antes de da gente ir para essa parte do design da comunicação, que isso tem a ver com a gente ter se encontrado nesse nesses nesse caminho, né, que daí o que que aconteceu? Eu tive que estudar tudo, então manjava tudo tudo tudo de de Dallo dessa multinacional e abrindo uma emprenteira. E como eu entendia muito da parte técnica, a indústria mandava para mim os casos que eram técnicos, então a isolamento acústico, absorção acústica, coisas que paredes com um tamanho maior, tudo que era mais técnico, eles mandavam pra gente. E aí, e eu sempre assim, não, eu sei o que eu tô fazendo. Tipo assim, a pessoa perguntava: "Mas qual que é a espessura da galvanização da chapa? Eu sabia como que era o processo e tudo certinho." Então, assim, eu tinha resposta pronta ali para tudo, né?

15:50

. E aí acabou que isso fez com que eu acabasse num período muito curto de tempo pegando grandes obras. E nessa de pegar grandes obras eu fui paraisso já na sua empresa?Isso na na minha empresa. E aí um um belo dia eu fui numa numa história de arquitetura prestar uma consultoria dessa de como eles poderiam utilizar o sistema, né? E aí era o aeroporto, o aeroporto de Guaruldos que estavam ampliando e ainda tava na fase de projetos, um escritório de arquitetura muito grande. E aí e eu cheguei lá e e dei todas as soluções e ela ficou tão maravilhada que ela falou assim: "Cara, a gente tá com o mesmo problema nesse outro projeto que é um aeroporto também. Você você faz?" Eu falei: "Ah, deixa eu dar uma olhada no projeto". E aí abriu o projeto, viu assim? Eu falei: "Não, faço, é a mesma, é a mesma coisa, né?

16:39

Você quer que eu orço para você?" Ela falou: "Você consegue?" Eu falei: "Consigo". E aí peguei o projeto tudo naquela época, né? Não era o projeto era físico mesmo, né? A gente tava falando nisso também 2001, mais ou menos. E aí cheguei no no escritório, abri o projeto para começar a orçar e minha esposa, que já era minha sócia naquela época, ela falou assim: "Meu, tá tudo espanhol". Eu falei: "Não, cara, guai". Ela falou: "Guai aquil". Aí eu falei: "É, eu não conheço esse bairro não. Não sei onde é que tem isso". Aí eu fui, deve ter pedra de Guarulhos.Aí, aí eu falei, deve ter pé Boiaquilo, Guarulhos, né? Aí eu falei, não, deve ser perto, eu fui olhar, putz, era outro país. Aí eu falei: "E agora?" Eu falei, eu falei para ela que eu fazia. E ela e e ela falou assim: "Então, orça para mim".

17:29

Eu falei: "Meu, vamos fazer o orçamento". Aí o que que eu fiz? Eu falei assim: "Bom, né, vamos fazer orçamento como se fosse aqui no Brasil.Famosa ignorância,né? Ignorância, né? Tipo, total emocionado, né? Não, foi emocionado. Agora, agora eu dei certo. Aí o que eu fiz? Falei: "Não, vamos fazer orçamento, só que eu vou falar para ela, ó, isso daqui é como se fosse feito aqui no Brasil, aí como que você vai fazer lá? É outra coisa, né?" E aí o que que aconteceu foi que ela passou então pra construtora, construtora gigantesca brasileira que tava lá e tinha obras em vários países.. E aí o cara falou: "Puxa, que legal, posso conversar com ele?" A mulher me liga, falou assim: "Ah, o fulano da Consola quer falar com você?" Eu falei: "Ah, pode me ligou e falou assim: "Thago, você tem condição de de fazer essa obra?" Eu falei: "Cara, no Brasil eu consigo, mas fora eu não faço nem ideia". Ele falou: "Não, a gente tem toda a estrutura para você fazer como se você entrega para mim aqui no Brasil, a gente faz todo o processo de enviar para lá e tal e a gente vai te ajudar todo nesse processo da mão de obra, blá blá, ó, se for assim, beleza." E aí a gente começou a orçar isso nesse meio tempo, pintou um outro trabalho para fazer em Angola.

18:42

Ó, agora eu fui para Angola, agora eu dei certo. Falei, agora eu dei certo. E nesse meu tempo eu tinha, tive um problema com o meu sócio. O sócio saiu, me deixou com um monte de dívidas, tinha 30, 40 protestos no no em cartório, porque foi um problema com sócioum. E aí eu falei, eu falei para ele, olha, pega suas coisas, pega sua cadeira, o que você quiser e passa a empresa para mim que eu eu me viro. E aí isso foi em dezembro, em janeiro a gente fechou esse dia de de Angola.E aí eu lembro quevocê tinha, você era muito novo, né? você era novo. Isso daí foi 2002. Eu era eu era novo. Eu devo, eu entrei na na construção em 96,79. fazia poucos anos que eu tava trabalhando na construção..E aí o que aconteceu? fui paraa Angola e essa de Angola eu consegui pagar todas as dívidas e ainda sobrar um dinheiro para para tocar a empresa. E aí começou a surgir várias oportunidades e eu felizão, tô feliz, tô conseguindo, vamos pra África do Sul, vamos. Aí era um tipo golpe e eu perdi tudo e em um mês eu tava tinha falido a empresa e eu e a minha esposa, a gente sei lá, eu devia ter 22 anos, 23 anos,não? E é isso em 2003 ali, mais ou menos, 2004. E aí com dívidas de Rhões e meio de reais que eu falei: "Meu Deus do céu, isso a gente tá se hoje já é muito os caras encomendaramgolpe, um negócio assim bem bem bembem arquitetado." É.

20:14

E aí então a gente se viu em um mês tendo uma empresa e um mês depois a gente não tendo mais empresa e devendo uma dívida. E eu que eu falei, gente, eu preciso resetar a minha cabeça e eu preciso ver o que que eu vou fazer da minha vida. E aí eu falei assim, bom, fazia tempo que a gente não via o nosso pai, 17 anos que eu não via ele. E eu falei assim: "Ah, vou lá visitar meu pai, faz tempo que eu não vejo ele e vou resetar minha cabeça lá". E aí que começa um pouco dessa nossa história que a gente se juntou. Eu fui para pro litoral do Piauí. Aí lá eu acudei de uma obra para uma tia minha que ela tava fazendo um um hotel de de Charme, que é, né, uma classificação de de tipo de hotel. E aí cuidei durante um período e aí eu fui conhecer Fortaleza e a gente gostou muito de Fortaleza, eu e a minha esposa.

21:02

. E a gente já ia embora para São Paulo, falou assim, ó, já botamos aqui na cabeça, mas eu ainda tava meio com depressão, assim, bem deprimido mesmo, assim, porque imagina, né, uma situação20 anos, um baita d um problema,uma paulada dessa, né,isso que dizem, né, todo empreendedor,principalmente aqueles que não quebraram, ainda não aprenderam muita coisa.Sim. Aí o que que aconteceu? Aí a gente foi para Fortaleza e e eu e a Rita, a gente conversando e aí ela sempre parceiraça, né, se metendo em tudo junto ali, a gente junto nas coisas. Se não tivesse ali junto, acho que não teria aguentado também todo esse esse processo. E aí ela chegou e falou assim: "Meu, vamos tentar ficar um mês aqui. Se um mês a gente conseguir se estabelecer em Fortaleza, a gente fica". Isso era abril, primeiro de abril. Olha que coisa mais emblemática, né? Aí vamos ver se a gente consegue ficar aqui. Se a gente ficar aqui, beleza. Senão a gente volta para São Paulo. E minha mãe ajudando a gente, pagando aluguel de coisa mobila, porque a gente assim bem zoado de grana. E aí o que que aconteceu nessa época? Quando eu tava lá no Piauí, eu consegui fazer um curso, porque o Pieto tava fazendo aqui um curso de de 3D.

22:09

E aí eu fique, eu aprendi maquete eletrônica pela internet, meu. Na época eu entrei nos fóruns, eu li todas as páginas dos fóruns, faz isso até hoje, né? Porque o cara um acabeado com essas coisas.Então quando eu cheguei em Fortaleza, o que que eu falei? Preciso arrumar alguma coisa para fazer, só que eu não conhecia nada. Peguei a lista telefônica, que era ainda a lista telefônica, e peguei lá a rua que a gente morava e eu peguei os arquitetos que tinha, tinha quatro arquiteto, liguei pros quatro do orelhão. E aí dos quatro arquitetos, os dois falaram assim: "Ah, vem aqui conversar comigo". Porque não tinha como ligar de volta, né? Porque não tinha celular. E aí dos dois, um deu trabalho e aí começou esse processo em Fortaleza. Isso em abril. Aí volta pro ponto que a gente, né, que a gente tava o Pieto então em São Paulo, trabalhando em agência e eu lá em Fortaleza em abril. E aí o que que eu fiz? De abril até junho, poucos meses, cara, eu já tinha já conseguido vários contatos, fazendo várias coisas, começando a mandar serviço pro Pietro de para fazer identidade visual e eu começando a gostar disso, dessa parte de de criar umcriativo, né? identidade, parte criativa. E aí vamos voltar agora pro Pietro que é, né, batendo bola que éque é a parte engraçada também, né, dessado porquê. Eu eu brinco eu tive a sorte e o azar, tive o azar de ter chefes assim que eram um caos em pessoa, né? E eu trabalhava em agência, acho que, né, muita gente se identifica naquela época, né?

23:44

Era agência de comunicação,era agência de comunicação, né? o caos que era, eu brinco que eu eu tinha a chave da agência e eu ia no domingo à noite para acelerar o processo, porque eu queria pelo menos uma semana mais tranquila, né? Aquela história básica, né? então, e eu sempre gostei muito de trabalhar, então era 247 ali trabalhando. Eu lembro que teve um dia que o meu chefe chegou surtando, né? E era comum isso. Ele falou: "Vocês não sabem o que numa sexta-feira vocês não sabem o que é empreender, porque vocês vão embora e esquecem do do do seu trabalho. E eu fico aqui pensando, eu eu falei: "Nossa, eu fico pensando o tempo inteiro em sábado, domingo, eu acho que eu preciso ter um negócio." Eu acho que naquele primeiro momento, sabe quando deu start? Falou: "Opa, acho que eu tenho uma veia paraa bem empreendedora, né? Já fiz pipa, agora tô preparend." Exato. Aí a gente teve um problema lá na na agência, cara. Eu surtei, surtei no sentido de falar: "Cara, não dá mais".

24:44

Aí eu liguei pro Tho, nunca me esqueço. Liguei pro Thiago, falei: "Thagão, daqui um mês eu tô aí,vou pra Fortaleza,vou pra Fortaleza e eu vou começar minha vida". Aí cheguei na minha família e falei: "Ó, o seguinte, pedi as contas, tenho R$ 2.500 no bolso, que era da da rescisão e e eu vou pr pra Fortaleza e eu vou morar ali." A galera, você vai tirar férias, juro para você, ninguém, todo mundo tirar foto de coco, né? Lembra? De coqueiro. É, era o chefe que ficou chateado porque eu saí, né? Ele falava que eu ia fazer 3D de coqueiro. É, enfim. Mas aí todo mundo não não você vai. E aí eu nunca me esqueço que eu peguei o voo, não conhecia a Fortaleza. O meu irmão a gente trocava muita ideia, então ele falava: "Pô, Fortaleza tá tem muito mato alto, né? Realmente o design aqui assim tem muita coisa pra gente desbravar." E já tinha já alguns projetos. Eu falei: "Pô, eu sou aquela pessoa que trabalhava 247, eu trabalhava quase todos os dias de madrugada, mas no sábadotrabalha ainda, né?"É, mas hoje bem menos, né? Hoje bem menos. Mas eu ia tipo no Ibrapuera, eu tinha minha árvore, eu sentava na minha árvore lá no Ibirapuera e ficava lá.

25:55

Então tinha um pouco dessa coisa também de tentar fazer um contraponto, né? Eu sempre brinco, até hoje é assim, se eu trabalhar muito, eu tenho que me divertir muito. Essa é minha equalização, cara. Se eu trabalho muito, eu tenho que Então eu tinha muito essa coisa. Então eu falei: "Cara, em São Paulo, um workaholic, uma pessoa que gosta muito do que faz, cara, não vai fazer bem pra minha saúde." Falei: "Pô, praia, eu amo praia, então por que não, né?" E aí fui já na certeza de não voltar. Eu lembro direitinho um senhor do meu lado antes de pousar, ele falou: "O que você tá fazendo aqui?" "Ah, você vai conhecer?" Não. Falei: "Não, eu vou começar minha vida.Tô vindo trabalhar."É, tô vindo para começar. Não, falei: "Começar minha vida aqui, né?" E aí foi engraçado que a gente chegou, eu falei: "Cara, o seguinte, pelo menos uma semaninha de férias e ele morava num kitete na praia do futuro."É, de caverna.É, que era que era um um sala, cozinha e banheiro.

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Tem uma foto, é, tem uma foto assim que é emblemática nisso daí. Eu tinha levado um um computador, aqueles bem aquele tubão, né? E eu falei: "Não, eu quero só tomar cerveja de água de coco por uma semana". Aí chega no primeiro dia o Thago, ei, fui para uma reunião, foi apresentada uma identidade e meu ninguém gostou. "Você não quer fazer essa identidade?" Aí eu tomando cerveja,viu, viu uma oportunidade ali, né?Não, e eu não tinha nada para fazer. E, pô, para quem gosta de fazer as coisas, né? Aí chegou na deu 10 horas da noite, eu comecei madrugada toda, não tinha o que fazer no outro dia.A gente tem foto dessa dessa dessa desse engraçado que eu ten manda essa foto aí, vamos botar emblemática.E pior que tem a marca sendo desenhada no computador, na foto.Aí eu fiz, eu falei: "Ah, leva, né, para para ver o que que achou, né? Porque o Thiago falou: "Caro, eu falei: "Não, já leva, já tá aqui, é uma estrutura base".

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E não é que foi aprovado o projeto não. E o melhor, eu quando eu peguei o dinheiro dos R$ 2500, eu falei: "Pô, tem uns três, moleque, né, 23 anos." Eu tinha 23 anos. Moleque, falei: "Não, uns 3 meses dá pra gente sobreviver.Três meses dá para sobreviver". Aí a gente fechou R$ 10.000, primeira identidade na primeira semana. Eu brinco foi sinal de Deus ali, né? Tem coisas que acho que a gente não tem explicação, né? Como é que você pode numa semana, é como foi uma aprovação de falar aqui é o seu lugar, aqui que vai começar a jornada. Então, com R$ 10.000, eu falei: "Pronto, agora eu tenho 6 meses." Se meses a gente sobrevive,dupliquei meu prazo.E aí começa a nossa jornada, né?E aí vocês abriram a a agência.Aí aí o que que a gente fez nesse nesse nesse comecinho de abril até junho, que o Pedro chega em agosto, logo 20 de julho.

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20 de julho, né?Julho 20 de julho agora. Vai fazer 20 anos que eu moro em Fortaleza.É, já passou um tempão, mano.Graças a Deus. Tá vel essas barbas branca. Eu cheguei lá, o que que aconteceu? Eu peguei o 3D para fazer de uma da chama portaria digital do Clube Náutico, que era um clube a beiraar, quem já foi paraa Fortaleza com certeza passou na porta. E isso teve muita coisa de jornal, de revista, de uma série de coisas que o que que aconteceu? Eu comecei a pegar outros trabalhos. Só que daí a Rita falou assim para mim, amores, você gosta de ficar a gente tentando fazer uma coisa pontual? você tem que fazer uma coisa fixa. A gente tem que fazer uma coisa fixa, ser empregado. E aí eu fui trabalhar nessa parte de procurar um lugar para ganhar fixo. Eu não me esqueço até hoje, mano.

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Eu fui, mandei, peguei o meu currículo, imagina uma quantidade de obra que eu tinha feito até na em Angola, né? E aí eu vi que o pessoal não respondia a a a nada. Aí eu falei assim: "Cara, eu vi um anúncio no jornal de projetista CAD numa loja de iluminação, R$ 300 o salário." Eu falei: "Cara, eu vou lá que era a única coisa que assim, né? Vou lá nessa loja." E aí eu fui nessa loja, lógico que eles me contrataram R$ 300, imagina, né? Só a minha dívida era R$ 25 milhões então eles viram que, podia ter, né? né? Sei lá, né? Aí R$ 300. E aí o que eu fiz? primeira semana eu falei assim: "Meu, não dá, mano, não dá, não tem como, eu não consigo fazer isso". E aí eu fui pedir demissão. Quando eu fui pedir demissão, a mulher falou assim: "Não, calma,pago o meuolha, vamos fazer assim, qual que é o seu problema? É o dinheiro?" Falei: "É".

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Ela falou: "Então o seguinte, eu te pago um pouquinho mais, te pago uma comissão do que você vender aqui na loja." Falei: "Beleza, fiquei mais uma semana". Aí fiquei mais uma semana. Aí falei: "Não, não dá, não tem condições, não é pelo dinheiro, não, não tem como, não tem como". Ela falou assim: "Eu aumento sua comissão". Isso na segunda semana, sexta-feira da segunda semana, eu aumento a sua comissãoe você ganha também um pouco mais do seu fixo. Aí eu falei: "Putz, tá bom, tá ficando bom".Aí o que aconteceu? Passou então um mês, isso a gente tava um mês e um pouquinho, eu ten porque tem uma data específico que eu que eu eu vou contar. Aí o que aconteceu? Chegou uma hora que eu falei assim: "Realmente não dá, realmente não dá". E aí nessa noite e eu falei: "Olha, amanhã a gente vai falar com a minha mãe, eu vou falar lá com no negóci". Eu falei assim: "Acabou". E eu tive um sonho absurdo, assim, um sonho real que eu acordei chorando. E aí no final era só assim, a mensagem era assim: "E essa é a sua missão aqui?" E aí eu falei, acordei de chorando, aí eu fui mais cedo pra loja, acordei chorandoac chorandoe aí fui pra loja. Eu já sei qual que era o sonho.

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Não. Aíque alguém te mostravait 300ser velhinho de baba 300. Aceita. Não, eu tinha sonhado com, olha que coisa mais espiritual assim, né? Com Nossa Senhora, que eu entrava na igreja, ajoelhava, era uma estátua e eu tava ali sentado, ajoelhado e aí a estátua virava uma mulher e falava um monte de coisa que eu não entendi nada. Só no final que eu entendi, essa é a sua missão aqui. E eu acordei chorando e era cedo já, assim, tipo, eu ia chegar mais cedo, né? E aí eu fui pro pro pra loja. Quando eu cheguei na loja, a menina do do do administrativo falou: "Pô, caiu da cama, tal, chegou essa hora". Aí eu contei para ela do sonho. Ela falou: "Tiago, você sabe que dia que é hoje?" Aí eu falei: "Não, ele falei: "Dia dia de Nossa Senhora, que lá é padroeira, tal".

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Aí eu falei: "Caramba". Aí eu voltei pra Rita, falei: "Rita, a gente não pode ir embora". Aí eu fiquei nessa loja e aí nessa loja a gente conseguiu vários. Se for pegar uma árvore e conectando assim um fluxo de contatos, a gente tem muito desenhadinho assim essa durante um bom tempo essa árvore foi dando esses frutose aí que as coisas foram acontecendo a partir de E isso da do design era porque eu fui trabalhar com uma arquiteta. Essa arquiteta fez uma loja de um de um de um fez uma loja de moda de roupa e a e a marca era horrível e eu não sabia nada, mas falei: "Nossa, tá estranho, você não quer que a gente faça?" Foi por isso que a gente fez essa loja, essa identidade e ganhou essa grana inicial. Então assim, olha como as coisas elas vão se desenhando, um caminhodesenhado e de a gente prestar atenção nesses sinais também, porque assim, e aí trouxendo um paralelo para hoje, né?

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Hoje eu vejo que as tem muita gente que que a gente tem contato assim que fala: "Puta, mas eu eu quero ter oportunidade". Aí tem oportunidade não aproveita ou tipo nem quer já quer ter oportunidade já tipo maravilhosa, tipo incrível, né?E aí, então assim, na minha história, eu não tenho como validar isso, eu valido o que eu tive, né? Que as coisas foram se construindo e que isso foi dando um alicerce para tudo, né? Então hoje quando alguém fala assim para mim, pô, mas você tem certeza disso que você tá falando? Aí vem, né, aquele falou: "Porra, cara, já é aí no eu resumo assim, né?"Pegando um gancho nisso que você tá falando, né? Para você, a definição do sucesso é o quê, né? Porque o que você tá dizendo, o meu caminho do sucesso não foi linear,sim.Não foi uma escadinha como é normalmente, né? Primeiro eu me capacitei, depois eu encontrei uma boa oportunidade. Faço aquela história maravilhosa, né? que a pessoa só vai subindo. Você tá dizendo: "Eu fui bati pra esquerda, bati pra direita, caí no lugar errado, fui no desespero, peguei um um emprego de 300, mas a sua vida, pelo que eu tô entendendo, foi se construindoa partir daí". Então, como é que você defino que você tem hoje, né? Qual a definição que você se dá?

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É, eu é uma coisa interessante que eu eu venho refletindo sobre isso, né? Então, assim, a gente imagina que quando a gente chega num lugar que a gente pode denominar assim: "Ah, sucesso, ah, o que que é sucesso?" Eu tava falando isso com a equipe essa semana com eles, aqueles desafios que a gente tem, né? Então para falar assim,eu falo: "Gente, hoje a gente atende as maiores indústrias de alimento. Não tem indústria maior pra gente atender." Eu falei para eles, a gente já atendee se bobear nem tem mais, né? Todo mundo.São essas, né? Então assim, a gente já atende, eu falei para eles, então o que que a gente precisa entender? Não é que assim, aonde a gente vai chegar, é como transformar esse lugar. num lugarnum lugar melhor, entendeu? Então eu acho que é um que é um reflexo do que você fazia, né?É um reflexoessa atitude que você falou, eu vou para um lugar de R$ 300, mas eu vou entregarisso50.000 vezes a mais do que os R$ 300.

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Eu saí gerente depois de 40 dias,eu saí como gerente da loja.Então assim, tipo, por quê? Com essa minha vontade de fazer, de ajustar as coisas, sabe? Então assim, esse lugar que a gente diz que é o sucesso, ele é um lugar que às vezes fala assim: "Ah, o difícil é manter o sucesso". Não é que é difícil manter o sucesso, porque o o sucesso ele não é um lugar, ele é um checkpoint assim, mas o lance todo é a transformação que você faz a partir do momento que você tá numa condição de que você transforma a vida de muitas pessoas.Então o sucesso, se eu entendi bem que você tá falando, sucesso ele, você reconhece o sucesso quando você se encontra com ele. É isso?Sim. fala agora eu tô num lugar que isso para mim é sucesso. É isso.Sim. E eu acho que a eu nunca tive na minha cabeça querer chegar no sucesso ou encontrar o que quer esse sucesso. Eu sempre quis fazer o melhor. Então assim, isso acho que é uma coisa que que torna o processo mais gostoso de viver.

36:10

Porque se você coloca só o ponto, sucesso é isso, você chega nesse ponto e você fala: "E agora que que eu faço?" Aí o que que acontece? As pessoas, eu vejo isso, vão fazer uma coisa totalmente diferente e aí cai. Aí eu falo assim: "Mas amigo, você fez todo esse trajeto para chegar aqui,né? Por que que agora você vai mudar?Tu é burro, né?" É, então assim, o, ou seja, a gente traçou toda uma caminhada, chegou num ponto, agora eu sustentar isso daqui na transformação total minha, de quem tá com você, das marcas, da família, de todo mundo, né?Legal. E aí vocês montaram um escritório.E aí, então a gente montou primeiro com essa arquiteta.

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Você, deixa eu só ver se eu entendi. O escritório de design nasceu de uma competência do Pieira. É issosim. Você veioporque o jun arquitetura juntou com arquiteturações.Era um pack de edificações. E aí o que que aconteceu? Eu tava já fazendo essa parte de de 3D de maquete eletrônica e tal, tava trabalhando com essa arquiteta e a gente montou era L2O, lembra que era L do nome dela que eu nem lembro. não lembro o nome, você nem se pode falar, né?Melhor nome.E 2O que era dois, né? Então era L2O que a gente ficou quanto? Um mês no máximo, né? Porque a primeira vez que ela falou: "Ai, coloca aqui uma borboleta". Aí a gente falou: "Não, borboleta aqui não podenão. Não, essa empresanão, essa empresa não pode prospectar". Lembra? Também foi essa. Ah, essa empresa não pode prospectar porque tinha o nome, né? Arquiteto tem essa, né? Em alguns lugares tem o nome. Era uma pessoa muito famosa, né? Aí falou: "Como assim?" Não, a gente querqu é falar com todo mundo, quer prospectar todo mundo. Não vai dar certo não. A gente acelerar.

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Começou o negócio da borboleta, que eu lembro tudo era borboleta. El falou: "Borboleta aqui não". Não, mas tem que ter borboleta. Não, tem que ter borboleta. E aí? Não, aqui borboleta não. E aí chegou uma hora que em um mês, aí acabou. E aí então em outubro de 2004, 2005,ó, vocês estavam seguindo a cartilha, né? R+ R. R+ R rápido.Então,né? Tava seguindo a cartilha R+ Rápido.Um mês.Um mês.É porque a gente não tinha como, a gente tinha seis meses, lembra? Se meses?Então a gente tinha que acelerar, não dava para ficar esperando as coisas. acabar já acabar. E aí o que a gente fez? Então a gente uniu computação gráfica com design. Então no começo era os estúdio ou se use computação gráfica e design, né? E aí eu acho que para e e a gente aí naquela coisa de correr cliente, né? E a gente não conhecendo ainda muitas pessoas, a gente decidiu ir pra faculdade, o Pedro decidiu fazer design e eu fui fazer publicidade. Cara, já não tinha dinheiro, ainda foi gastar o dinheiro depois.

38:55

Foi. Não, mas isso era um planejo, isso a gente tava em outubro. Foi, foi até engraçado porque assim, acho que era em outubro, aí do nada a gente passando na na cidade aí tinha um outdoor design, que diabo é isso? E era um bicho de sete cabeças. Eu como assim tem uma faculdade de design? A gente nem tava pensando em faculdade de queria empreender mesmo, gerar fazer negócio.Tem faculdade disso?Calma aí, tem faculdade aqui. Vamos, vamos descobrir. Aí a gente foi pra faculdade. Aí falei: "Tiagão, mano, você tem que fazer publicidade que ele é muito bom de comunicação, tal. Não, você tem que pr pra publicidade". Aí do nada não tava nada planejado de novo. Então vamostav os dois dinheiro querendo empreender, foram os dois pra faculdade. É isso. Mas aí o que que aconteceu? Isso em outubro, quando dá mais ou menos, acho que novembro por aí, logo logo em seguida, uma amiga da minha mãe aqui, Elisomina, que teve que falar, né, que realmente ela tava com um problema que ela tava com projeto com AVO, ela fazia visual merchandising e aí o fornecedor dela deu um furo com ela e eles tinham que entregar o projeto que era fazer o design ali da do da nova loja da Vivo na época que eles estavam usando tudo branco e laranja, né? tava mudando a a identidade e eles estavamcom com isso do projeto, né? E aí ela, a minha mãe deu o contato da gente e aí falou: "Ah, fala com eles, vê se eles fazem e tal", né? Minha mãe sempre conectada, né? Fazendo,sempre agenciando,agenciando. E aí ela ligou, falou: "Ó, desculpa, a gente tá, né? É o negócio em cima da hora, mas o seguinte, é para amanhã a gente tem uma apresentação e começou".

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Da noite, ela tinha uma apresentação 8:30 da manhã e ela tinha seis fotosque eu tinha que fazer tudo em cima da foto.Aí nasceu o sprinto.Você acredita?Nasceu o conceito do sprint.Fala é para amanhã, né?É para amanhã.Aí a gente falou: "Pode mandar". Eu falei: "Pode mandar" e assim feliz assim, tipo, tranquilo, de boa. A gente sabia que ia fazer. E aí enquanto manipulava, outro tava fazendo, aplicando a arte dentro do do do espaço. E aí a gente consegui, né, varamos à noite, quant você falou pro Peto, né? Ah, trabalhando muito, porque meu, nessa época,a gente trabalhava,a gente trabalhava, a gente trabalhava trabalhando muito, é outra, né? Tanto que era assim, chegou, lembra que a gente dormia aí um quando não aguentava mais,tinha um colãozinho,tinha um colchãozinho, aí ele dormia, aí dormia uma hora e o outro ela acordava, aí o outro ia pro colxonetezinho e a gente ficava revesando, virando noites e noites para entregar, porque aí o que aconteceu,cara? A gente entregou um negócio das 7 horas da noite até 8 horas da manhã. A Elô começou a mandar pra gente,não acreditou, né? um monte de trabalho.

41:33

Então, a gente pegou LG, pegou Samsung, pegou TAEC, Natura, Mor São Paulo Futebol Clube, um monte de clientes e um monte de serviço. E aí o que que aconteceu de repente? Isso nesse finalzinho de ano, quando a gente entrou na faculdade em fevereiro nas aulas, cara, a gente já atendia esses clientes.Cheguei. Chegando,então, assim, era uma, né? É,às vezes a gente meio impossível, né? Em curto espaço de tempo.E eu acho que tem uma coisa que é muito marcante que um dia a gente perguntou, né, por que que você Ela falou: "Nossa, eu acho maravilhoso porque aqui é um trabalho que a gente sabe que é super complexo, que é em pouco tempo, que é tenso o negócio e vocês é muito leve,rindo."É, então ela havia muito valor nisso.

42:23

Por quê? Porque a gente tava dentro de casa em Fortaleza, quando dava um estress, batia na praia, dava aquela relaxada, a gente morava bem pertinho da praia. Mas eu acho que vocês dois t o mesmo espírito assim decomprar briga,não estressado, né? Falar: "Então vamos, vamos então vamos".Isso tinha muito valor, entendeu? Porque o trabalho dela ficava melhor assim, ficava mais saudável, né? No dia a dia, porque realmente eu no projetos que que o espaço, como quase todo projeto, né?Tem um tempo muito curto, né? Um projeto de uma complexidade, com certeza seria o dobro do tempo, né? E você conseguir ter uma fluideze fazer isso ficar leve, né? É, eu tenho eu tenho alguns princípios que eu eu tenho uma imagem que para mim é marcante, como é sabe aquela cena de guerra que as coisas explodindo, mas tá em câmera lenta e tem um violinodo violino. Pronto,o estado do flow é um pouco disso, né? Como é que você consegue chegar o mais próximo disso?

43:12

Porque eu acho que é um pouco sobre isso, né?É, e é uma produção interna, né? Essa essa cena, né? Do lado de fora é a guerra, né?Exato. Tanto é que no começo a o o Pietro gostava de sair, né? sempre gostou de sair, tipo, né? É aquilo que ele falou de equilibrar, né? OE aí às vezes eu trabalhando madrugada virando noite e ele na balada, né? E aí zoando negócio de Coca-Cola, né? E tal, que eu ficava, eu só bebia Coca-Cola, né? Aí uma vez acabou a água, ele falou, eu liguei para ele, falei: "Meu, traz Coca-Cola, acabou a água". Isso aí ficou um tempão. Até hoje eu,até hoje ele visou isso, né?E aí o que que aconteceu? E eu ficava preocupado, né? né? Porque eu falava assim: "Meu, tem prazo, tem um monte de coisa e tal, como é que a gente vai fazer tudo isso?" E aí quando a gente foi, quando a gente abriu mesmo a empresa, porque a gente passou dois anos sem CNPJ, em 2008 a gente abriu o CNPJ, que é o CNPJ hoje que tem da Food Filme.

44:07

O Food Filme é o mesmo CNPJ, a gente trouxe, né? Eu trouxe para pr para São Paulo.Quando a gente abriu o mesmo espaço e a gente foi muito legal que a gente abriu o projeto da Aliens, lembra?Sim. que foi o o redesign das fachadas e da área de atendimento da Aliens, que a El tinha pegado isso e a gente participou desse projeto e aí a gente falou: "Meu, agora a gente precisa porque era uma quantidade grande de lojas, né? Era uma quantidade grande de trabalho, fora as outras coisas que a gente já tava fazendo." E aí a gente foi para um espaço e abriu o CNPJ. Aí eu acho que a gente sentiu mesmo assim, puxa, agora tem gente que tem que pagar, tem, né, uma série de outras coisas. Pagar. É, mas tem dois fatores. Primeiro que começou dentro de casa ter um profissional, aí almoçando lá tinha um profissional almoçando com você na sua casa. Começou a falar: "Meu, não dá certo isso." Rita, né?

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E chegou uma hora, como a gente trabalhava remoto isso há 20 anos atrás, não tinha você não via a pessoa, então conhecia a voz da pessoa e o texto. No máximo, a gente subia os arquivos em FTP, era um negócio assim.Eu falava: "Meu, eu quero tomar tapa na cara de cliente". Eu falei: "Thago, eu quero sentar com cliente". Eu lembro, eu falo, quero tomar tafada do cliente, vamos prospectar mais aqui que chegou uma hora que a gente atendia só São Paulo praticamente, né? Alguns dos clientes lá do início, né? Que a gente atendia, que tinha um carinho enorme pela nossa história, mas a gente só atendia cliente, falei: "Não, preciso de tapar na cara, vamos, né, montar o escritório e vamos agora de fatofazer o negócio acontecer, né, como deve ser, né?"Ele queria tanto esse negócio de tapa na cara que uma vez a gente foi negociar o lançamento imobiliário e aí chamou o cliente para uma reunião, né? A mesa de reunião assim e aí o cliente foi, tem várias histórias, né?

45:45

Muito boas, né? E aí o o cliente chegou, sentou, aí ele sentou, se incomodou assim, aí ele tirou da cintura a arma e colocou a arma assim na mesa. Ele falou: "Olha, não estou ameaçando ninguém.Vamos, vamos ver o trabalho."Eu falei, "Eu faço o preço que vocêaté hoje eu tenho contato com ele." Aí depois, lógico, ele pegava a arma e falava: "Ô, guarda para minha arma". Aí eu pegava a arma dele e guardava.Mas tem muita história assim, né? Mas aí vamos dar um pulo de tempo aí para pro momento atual, né? Aliás, para quando surgiu o momento atual de vocês dois, que aí já é separado, né? Porque teve toda uma história quando a gente se conheceu no meio. Isso aí a gente deixa para um para um próximo, né? Senão a gente vai poder contar a segunda fase, né? Que é a fase mais promissora e importante de vocês, né?

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Então, quando é que quando é que surgiu? Você estavam trabalhando com o design, quando é que surgiu agenda Edu na tua vida? conta um pouco porque essa história é bem interessante.Sempre as coincidências, né? Eu acho que quando chegou a crise dos 30, tem gente que passa, né, pela crise dos 30. Basicamente a crise dos 30 é você avalia dos 20 aos 30 e fala: "Será que eu quero manter aquilo que eu tô fazendo? Será que faz sentido?" E traz novos pensamentos, né, sobre saúde, sobre a vida dois, enfim, sobre várias outras coisas que até então você não pensava. Então, a crise dos 30 para mim é, eu até fazia palestra, tenho várias palestras até desse dessa época que é que marca que você quer deixar no mundo? que eu achava muito bom quando eu fui paraa Fortaleza, eu falei: "Eu quero exercer a função de design". Então, meu, qualquer tipo de projeto a gente pegava, porque eu tinha um prazer de experimentar um monte de coisa. Só que começou a me incomodar porque, pô, tinha tinha talvez empresas que eu não queria mais trabalhar, que eu não talvez não compartilhava dos mesmos princípios, tal. Às vezes estava com projeto muito massa, mas ao mesmo tempo chegava um momento, saí o gerente, enfim, né? E aí o projeto dava uma regredida. Então tinha aquele desejo, né, de você ter de fato um negócio, mas essa essa coisa que Marx quer deixar no mundo, eu acho que era bem firme. E aí eu acho que chegou um momento que eu falei: "Pô, Thiago, não dá mais. A gente tinha três negócios, né? Então tinha depois, né, avançando, a gente tinha um escritório de design, né, que a gente fez a fusão com a abracadabra design, Alisson e Monique, pessoas fantásticas. a gente fez uma fusão também com uma produtora de vídeo, porque querendo ou não, 3D a gente começou a olhar pra publicidade, a gente queria ser a Disney do Ceará uma época, investimos nisso e naturalmente levou a gente pra publicidade e a gente fez uma fusão ali com uma produtora também e a gente incubou, essa palavra não existe mais, mas na época era famosa, a gente incubou

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Uma agência porque na época começou a inter o Twitter, Facebook, a gente entendeu ali, pô, a gente é de negócio, então a gente entendeu ali que, cara, o mundo tava indo para aquele lado e E o negócio também estava crescendo. Então a gente tinha três negócios, querendo ou não, tinha uma dependência muito grande, criativa e operacional da gente nesses três negócios. Falou: "Thago, não dá mais acordar de manhã, falar sobre computação gráfica 3D, publicidade, depois ir pro escritório de design, tal, tal, tal, e depois ir pra agência Vara à Noite." Eu falei, "Mentalmente eu consigo, mas uma hora eu vou morrer e não sei como." Falei: "Cara, não faz mais sentido. Vamos focar, vamos vender a nossa parte na na agência". É lógico, depois de muita conversa, vamos vender a nossa parte na no escritório de design, porque, pô, a abracad estava muitos anos, não fazia sentido. Ou seja, sucesso, né? Vamos vender a nossa parte, você foca na produtora e eu foco na agência digital. E aí, a partir disso, né, negociamos lá, até porque tinha sócios também, né, a gente tinha que se dividir isso. Negociei também, né,em casa na época. Falei: "Pô, não vou focar em uma coisa só". E aí eu fui resolver fazer, fui fazer um MBA em gestão estratégica de marca. Eu tinha um amigo designer, pô, até hoje, até nesse nessa semana eu tava lembrando dele, porque agora tô nos 20 anos de Fortaleza, tem algumas pessoas que eu quero voltar, reencontrar para agradecer, né?

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ele falou, terminava a aula, a gente ficava conversando, ele falou: "Meu, tem um evento sexta-feira agora que é a sua cara, você não quer participar?" Falei: "Não, tô cheio de coisa, saindo da empresa, não quero não." Ele falou: "Cara,olha aí a ocasião pulando de novo na frente."É. Aí ele falou: "Cara, é um evento que você chega na sexta-feira com uma ideia e você sai no domingo ganhando dinheiro". Falei: "Não é possível, me explica direito." Aí ele era muito articul, né? Ele é muito articulado. Explicou eu. Eu então eu vou. Mas cara, a premissa é: "Eu vou ajudar alguém porque meu, não quero mais negócio. Deus me livre. Eu tô saindo, já negociei com todo mundo que eu vou dar foco, porque eu falei: "Cara, eu quero foco agora. Não quero mais divergir, eu quero foco em uma coisa só. Eu acreditava muito, porque eu sempre gostei muito de estudar design estratégico, branding e aquela relação de você fazer algo e já recebeu o feedback imediato que foi na época da da das sedes, eu era apaixonado por aquilo, justamente porque tinha aquele feedback imediato e como a gente é acelerado, é ótimo isso, né? Não tem ansiedade, porque o negócio jájá tem a resposta.

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É, já tem a resposta.Aí eu fui pro evento, falei: "Cara, minha missão é só ajudar uma pessoa com brilho nos". Especialista em design para apoiar. em design, porque lá é especial em design, tecnologia e negócios, né, que é pessoas generalistas. Aí chega o Carlos Al lá com uma agendinha, aí tinha um pit de um minuto, você tinha uma ideia, eu fui sem ideia, eu falei, eu vou ajudar um pit de um minuto, ele levantou aqui uma agendinha de papel toda destruída. Falou: "Olha, eu quero transformar essa agendinha aqui num aplicativo de comunicação". E aí ele contou a história que ele foi levar a filha dele pra escola, era baile de carnaval. Chegando lá, todo mundo fantasiado, menos a filha dele. A filha dele começou a chorar e ele voltou para casa e falou: "Nossa, que pai desnatural que eu que eu sou, né? Eu não pude propiciar esse momento paraa minha filha, né? Simples máscara de carnaval, eu não pude propiciar isso." E aí refletido, ele entendeu que a comunicação tinha sido enviada uma semana antes. Eleele trabalhava o tempo inteiro, a esposa também, a filha no Pedro integral. Então quando chegava à noite tinha que ter uns cuidados, acabou não vendo a agendinha, agendinha passou e ele não viu, né? E aí quando eu olhei aquilo, vi o Bril nos olhos, o Thiago tinha acabado, né, de ter a filha. Meu outro sócio Santiago também. Eu já entendia os dilemas, né, de um de empreendedores tendo filho, que é sempre um dilema, né, do trabalho áo e, né, de você tá próximo da família.

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Falei: "Pô, vou ajudar esse cara". E aí foi,você foi sensibilizado pela história.Foi. E aí seis pessoas, né, que não se conheciam, começou ali naquele final de semana e a gente ganhou em segundo lugar, mas eu fui para casa com aquele negócio, sabe assim, um peito cheio, falei: "Nossa, projeto legal". Aí, lógico, negócio de negócio, né? Então você já começa a pensar, pô, validamos um monte de gente, cara, o problema real, sabe? Pô, vou, tô afim. Aí chegou na segunda-feira, o Alan, que é o cara da ideia, me liga e fala: "Cara, o seguinte, o pessoal da aceleradora, tão montando uma aceleradora aqui que chamou 85s e eles estão selecionando nove empresas e a galera te conhece, me conhece, conhece também a Fernandinha, que também é virou sócia. Cara, a gente nem vai precisar passar para um processo seletivo. Você não topa não, a gente já vai entrar já de largada. Você precisa, eu só preciso de 10 horas.

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Da da a sua. Aí eu 10 horas, falei: "Meu, eu vou ter que negociar agora com todo mundo. 10 horas". Aí como eu tava fazendo MBA, eu falei: "Pronto, vai ser o meu projeto de conclusão de curso, que é montar uma startup, porque o que aconteceu ali?" Eu entendi que startup a galera tem um monte de definição, mas para mim é o modelo mental novo de pensar negócio. Eu falei: "Caramba, assim como eu vi a internet e me apaixonei pro pelo digital, entendi para onde tava indo lá no começo, eu olhei, falei: "Caramba, o todos os negócios vão ter que ser, vão partir, né, com essa mentalidade". Falei: "Pô, vou embarcar nessa 10 horas por por semana, entendeu?" E aí começou a jornada e aí, enfim, tem muita coisa para contar. Não sei até onde pode contar, mas meu,vamos, vamos parar aí. Isso foi que ano pra gente parar.

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Isso foi em 2014.2014. Então no 2014 você foi ajudar um cara que tinha uma ideia super emocionante, mas ainda negócio nenhum. Vocês ajud vocês conseguiram conceber um plano inicial alie se você se apaixonou pela ideia e falou: "Puta, dá vai dar um futuro isso aí". Exato.Então, 2014 nós paramos aí, Thagão, que chegar, né?Que que aconteceu com você nesse período?Nesse mesmo período que a gente fez essa fusão com essa outra produtora, que aconteceu? A produtora cresceu, a gente só filme publicitário, focou no filme publicitário, a gente já tinha experimentado o lance da da de vídeo de gastronomia. Na época não tinha testimade, não tinha essas coisas. A gente tava falando disso em 2012.E aí o que que aconteceu? A gente foi fazer pro M Dias Branco, como a gente tinha agência, a gente atendia uma das contas de margarina do M Dias Branco e foi, a gente propôs para eles fazerem então essas vídeos de receita de comida.

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E aí quem que foi produzir? Foi, a gente foi produzir esses vídeos e foi produzir com essa produtora que depois a gente se juntou. E aí o que que aconteceu? Eu fiquei apaixonado pelo lance de gravar comida. Fiquei assim apaixonado.Mais pela comida ou pela gravação? Os a comida eu já era apaixonada pela gravação. Eu imagina, né? Já aproveitou útil ou agradável, né?Gostei do da gravação da comida comida.E aí o que aconteceu? Mas aí a gente fez essa essa se uniu com essa outra produtora e aí isso aconteceu. A gente foi totalmente pra publicidade. A gente não fez esse esse lance da da do vídeo de comida da Food Filme.. Porque a gente tinha dois, eram dois e dois produtos delnem chamava Food Filme naquela época.

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Chamava Food Filme e tinha um outro que era fashion filme. Eram dois dois produtos que a gente, né, chamouessa história eu lembro bem depois quando eu quando eu te diso isso aqui.É. E aí o que que aconteceu dentro dessa produtora? Chegou uma hora do Neida, do Neida, né? Olha, não vale a pena mais eu a gente ser sócio e vamos cada um seguir o seu rumo. E eu falei: "Ah, tipo, meu Deus, a Rita tinha acabado de sair do trabalho que ela tava para dedicar no mestrado que ela tava, era o último semestre do mestrado que ela tava fazendo lá.Você falou: "Pode ir que eu seguro as pontas".Pode ir que eu seguro as pontas. Meu tá crescendo. Quadriplicamos o faturamento da produtora. meu, pode ficar tranquilo que a gente aguenta. Meu, do nada fez isso. E aí para para assim ajudar um pouco mais nesse impulso para nascer a Food Filme, não, o todo o dinheiro, equipamento, tudo que tinha na produtora, rolou uma briga virou foi código judicial, mas tipo, né, advogado, entre contato, aquela coisa toda desagradável, né?

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. E aí o que que aconteceu foi que eu saí dessa sociedade e eu tinha dinheiro para comprar uma câmera e uma lente. Eu falei: "Cara, e agora eu saí desse da sociedade, o dinheiro tá lá empacado porque ele parcelou em 17 vezes, eu ia receber o valor parcelad." Você já tinha pagado a dívida dos 2 milhão?Não, essa dívida do meu eu terminei de pagar faz dois anos.Vixe.É meu, fiquei um tempão pagando isso aí. Aí o que que aconteceu? A a a eu tinha o dinheiro para pagar uma e a Rita desempregada, desempregada não, né, que ela saiu para fazendo mestrado, né?.E aí o que aconteceu? Eu falei: "Meu, eu vou botar o a de filme para para acontecer". E aí eu lá em Fortaleza, eu eu gostava de atuar em ONGs e tal. E tinha uma ONG que a gente que a gente que a gente trabalhava que a gente fazia, eu falava que ela era a ONG das ONGs, então ela, a ONG tava com problema, ela ia lá e ajudava a ONG a ter problema, a ter problema, ajudava a ONG a resolver o problema. É, é. Aí não dá, né? E aí a gente numa reunião dessa ONG no shopping lá em Guatemi e eu vi um dos caras saindo da loja de uma de uma de um restaurante de comida japonesa e sentando na mesa. E eu assim, né? Sabe quando você vai pra reunião que a sua cabeça tá em qualquer lugar menos ali? Meu Deus, como é que eu vou fazer? Tenho que pagar as contas, sabe assim?

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E aí eu cheguei e e eu cheguei, teve a reunião tal e eu falei para ele no final da reunião, cara, eu tenho uma ideia para te contar. Você tem um tempinho aí? Tem. Então eu falei: "Então o seguinte, eu tenho um projeto que é assim, é vídeo, eu vou na sua, no seu restaurante, eu fico o dia inteiro gravando e te entrego tudo editado. Tudo que eu captar eu te entrego editado. Mas como assim? Quantos?" Eu falei, "Não, você vai pagar pela diária e eu te entrego tudo que eu for captar que eu produzir no dia." Nãoentendi não. Falei não. O seguinte, eu não vou cobrar nada e esse vai ser o piloto do projeto. Você topa? Ele falou assim, ó. Lógico, graça,quando você quiser. Eu falei, meu, sexta-feira pode ser, tipo assim, já eu tinha que fazer o negócio, né, acontecer. E eu e aí eu fui lá, fiz junto com o Guilherme, um cara que trabalhava comigo, que era da outra produtora também. E a gente foi lá e fez, ele também apoiou isso de a gente tentar montar esse projeto, desse produto foi de filme. E aí deu certo. Só que quando e rapidinho a gente fez, editou e já divulgou.

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E quando a gente divulgou e naquela época eu vou falar uma coisa, mas aí você me corrige se eu tiver errado. Naquela época você já tinha concebido aquela ideia de nessa diária de produção você filmava em todos os formatos, fotografava enquanto filmava e esse pacote era filme, formato por meio digital, formato institucional, tudo junto dentro do mesmo pacote.Quando as outras produtoras ainda olhavam e falaram: "Não, você quer como? Você querum vídeo?um vídeo? Tá bom, eu só faço um vídeo, né? Não aproveitava esse momento para produzir mais nada. É porque na minha cabeça o que que eu via,eu via que era um desperdício, que era 90% do material bruto captado que não se aproveitava.Então você captava lá 30 minutos e fazia um minuto de vídeo. E aí o que que aconteceu? Só que meu bem na época tava aquela briga com a Uber que tava entrando e todo mundo falando que ia perder os taxistas.

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E aí o que que falaram? Vocês são o Uber do audiovisual. deletaram a gente de todos os grupos de audiovisual que a gente que a gente participava, começaram a falar que e eu tipo nem aí, né, assim. E aí falei, vai dar certo, alguém vai ter que acreditar nesse negócio porque é um negócio muito bom. Eu vou entregar 30 vídeos, né, em uma em umaEu me lembrei dessa época. Foi essa que a gente você foi lá conversar, me mostrar. Exatamente.Exatamente. É, então o começo da Food Film ele foi isso. E aí assim, como então que a gente fazia a a era assim fazer mudar essa essa essa mentalidade de ao invés de contratar por um vídeo, eu contratar pela diária e eu entregar.E nessa época, se não me engano, você ainda tava fazendo não só os vídeos de alimentos, né? Porque ainda não dava, não sustentava, fazia fashion filme, fazia outros filmes, vídeos manifesto quando te pedia, né? Isso.

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Então você ainda tava no início da F de filme, você ainda tava apaixonado por esse produto,com ele claro na cabeça, sendo,né, escorraçado pelo mercado e mas continuando acreditando no modelo do produto.É. E aí o que aconteceu foi que a gente conseguiu fazer isso realmente virar. Então, cada vez a gente foi fechando mais vídeos de comida e menos das outras coisas. E aí quando a gente já tava legal assim, né, eu tive que vir para São Paulo. E aí eu tive que vir para São Paulo.Foi quando você me ligou?Foi em 2018 que eu te liguei. Aí em 2018 já passei 4 anos.É. Então você para em 2018 para e deixa ele contar mais.Volta para 2014. volta lá para momento em que você em que você resolveu quando foi que você resolveu sair da onde você tava e se dedicar em tempo integral?

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É muito louco, né? Para mim era um era um artigo que eu tinha que entregar no MBA. Era isso, mentalmente falando, mas sabia que tinha algo a mais ali porque tinha negócio, né? E a gente começou. Só que qual o lado bom, né? Eram quatro bom. Primeiro os os questionamentos, né? Coisa que você fala, cara, cara, se você pensasse um pouco, você não faria.Não faria.Eram quatro pessoas. Aí no final das conos era um grupo de seis que ficou só quatro pessoas. Eram quatro pessoas completamente diferentes que não se conheciam. Não se conheciam. Conheceu no evento. Todo mundo se conheceu no evento. Vamos montar um negócio. E aí o lado bom é porque cada um já tinha muita experiência. eram pessoas maduras que já, né, já tiveram empresa ou administraram empresa. Então, o lado bom é, cara, ou acelera o negócio, porque a gente tem negócios paralelos, então ou a gente acelera ou abandona o projeto.

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Então, em 45 dias a gente fez o MVP, né, que é o produto mínimo viável. O Anderson, é, que hoje é SEO na época, tinha até uma agência de design, né, fazia alguns produtos digitais, é, né, design.Ele brinca que ele passou para mim, né, quando ele me conheceu, ele passou para mim a função de design. competência.É. E ele começou a vender porque realmente ele tem, né, o dom dele é de fato a parte comercial de comunicação. Então, depois de 45, ele começou a vender um PPT para vender paraas escolas para que janeiro, dia 2 de janeiro, a escola tivesse um aplicativo de comunicação, uma plataforma e um aplicativo de comunicação escolar. E aí o que aconteceu depois de três meses e até é até importante reforçar isso, né? Lembro que eu falei que eu não gostava da escola, né?

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Fiquei de recuperação todos os anos da minha vida e repeti a terceira e o segundo ano. A gente ganhou um prêmio de inovação na educação, as 10 soluções mais inovadoras da educação. E tava lá em Dedu, eu você vê como louco, né? A gente a 1000 por hora. Como assim educação? Olha isso.Olha o vinho parar.Na hora me deu um choque, eu falei: "Cara, é um aplicativo de comunicação. Comunicação eu entendo, pô, aplicativo, faço isso, né? Eu tinha uma agência digital, fazia um monte de coisa. Não, isso é o meio. Você tá trabalhando pela educação.Educação me deu um choque, eu me deu um desconforto. E aí logo em seguida a gente passa num programa da Fundação Lema, que era o Start Adlab, que ele pegava nove empresas startups do Brasil todo, selecionavam e fazia um processo que eles falavam que não era um processo de aceleração de startup, mas você tinha que ir todo mês aqui em São Paulo, né? A gente vinha, passava dois dias imersos ao longo dos seis meses. Eu, caramba. E a gente começou esse processo e foi muito bom, né? Eu sempre brinco que esse esse programa foi o que fez a fundação da agenda, por a gente se encontrava em São Paulo, saía da operação, saia do trabalho, a gente ficava na casa da minha mãe e foi lá que a gente se conhecia, ah, saber a história de um, de outro, né? E ao mesmo tempo eu ia pros encontros, eu vi um cara de MIT, Harvard, eu falei: "Meu, o que que eu tô fazendo aqui?" Mano, os caras, né? né?

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Aquela aquela educação glamurosa e eu aquela que cara para mim educação eu não gostava tal. Então assim, um desconforto absurdo, mas eu falei: "Cara, a resiliência é o que não falta aqui. Resiliência meu uma coisa que não pode dizer, a gente é resiliente". Não, cara, vamos nessa. O negócio dando certo, a gente, né? Botando escola para dentro, negócio fluindo, a galera validando, né? Então você saía na matéria X, passava num programa. Então, basicamente é, você não sabe nada do mercado, mas se a pessoa tá falando que tá certo, fala: "Pô, tô no caminho certo". Se a galera tá validando, você tá no escuro, mas tá abrindo um monte, acendendo um monte de luz aí, mostrando o caminho.Vamos para para esse caminhoagora. Conta pra galera aí, fala lá o que que é a agenda edu, né?Tá,pode falar o que ela é hoje, né? Pro pessoal entender o que que é o que que era lá atrás, né? Conta o que que é agenda Eduedu,tá? Basicamente agendedu é um superp hoje. E aí, o que que se define um super? Eu sei que a gente, né, tem essa tendência dos supers, né, basicamente é você consegue, é um superep, né, numa vertical educação que você consegue e como core é a comunicação, como sempre foi,as escolas com os par,então toda parte de comunicação relação família, escola e aluno, né, a gente troca. E aí você tem o que a gente chama da primeira milha, né, que são os sistemas de gestão que tem a parte acadêmica, pedagógica, nota, frequência, ocorrência, que a gente integra todas essas soluções do mercado dentro do app, mas entrega uma experiência agenda edu.

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.Tanto para, não só para essa parte de comunicação, mas esses dados acadêmicos, pedagógicos e financeiros. E aí a gente começou ao longo do tempo entender que como a gente era o cor da da da escola, ou seja, internet,o cor da relação, né? É, não, o nome da internet, da internet da escola era Agenda Edu, porque a gente fez ela evoluir a infraestrutura porque a comunicação ela tava o tempo inteiro. Antigamente ela usava o RP somente,né? No máximo tinha um uma um computador na sala de aula, né? Então a gente começou a entender que a gente era um parceiro ali tecnológico muito importante que ajudava ela dar o próximo passo também. Então ela começava a falar: "Tá, mas pô, você entende de tecnologia, qual outra solução que eu posso integrar?" E a gente começou a integrar que a gente chama última milha, que são soluções.Então o Superep nada mais é uma plataformaonde você integra toda essa parte de gestão acadêmica, pedagógica e financeira e todas as outras soluções que a escola tem dentro de um app. Então ela vira a chave lá, ela tá com tudo integrado, embarcado, né? E aí e isso tudo nasceu da ideia deuma agendinha de papel,simplificara comunicação,a comunicação de avisos, né? Vamos chamar assim, avisos da escola pros pais. É, a nossa.

1:06:56

E esse foi o primeiro produto, né? Isso que você tava contando agora era esse produto só, né? Todo mundo acreditando nessa nessa mensageria.É, na realidade eram o primeiro produto foi a comunicação. Era um comunicado que a gente disparava de um lado e pro outro que era o papel da agenda impressa.É. E eu acho que por que que eu falei isso, né? Acho que isso é um aprendizado importante, né? Todo mundo que pensa um negócio e quer que ele cresça já começa a pensar no passo 20, né?Sim. E esse passo 20 impede que ele faça o primeiro passo direito,né? Então assim, você tem que encontrar energia para fazer o passo um.Você pode até olhar pro passo 20, né? É ele que te dá inspiração. dá dá para fazer muita coisa aqui, né? Mas vamos fazer isso bem feito, vamos ser feliz em fazer isso bem feito. Aí você vai pro passo dois, pro passo três.Sim. No mundo das startups, a gente fala, tem uma dor muito grande e aí muito grande é tamanho de mercado, que você consiga resolver e solucionar, que essa entrega de valor seja suficiente para as pessoas pagarem,para te dar atração, né?

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É exato. E tem um foco extremo nisso. Então a gente na época não era agenda Edua, era agenda kids, era uma agenda de comunicação paraa educação infantil,né? Verdade. Chamava agenda kids.Isso era agenda kids. Depois a escola falou: "Tá, mas agora o responsável que tá acostumado a a usar vocês quer usar agora no funde doise agora?"Aí a gente olhou, falou: "Pô, caramba, dá para aumentar 40% na nossa receita se a gente fazer o agenda Team? Vamos fazer o agenda Team". Entendeu? E depois, é lógico, depois em 2018 a gente virou agenda de educação, que daí realmente a gente já tava abraçando a escola como todo, não só família, escola como aluno, mas toda a comunidade escolar, né? Então, a gente olha a escola como uma comunidade ativa, né, que tem essas trocas e essas relações.E como é que veio, né, na vida de um empreendedor digital, né, em algum momento veio aí uma proposta de aquisição, né,como é que foi no seu caso várias, né, porque já comprou, vendeu, comprou, vendeu, comprou, vendeu. É o o o diferente, né, da da US, né, no mundo das startups, é comum você já criar algo imaginando que de alguma forma você vai vender. faz parte da jornada empreendedora de sucesso, né? Você tava até discutindo que era o que era sucesso, né? Você fazer uma saída disso.

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Então, quando você inicia e você de fato encontra uma dor, né, começa a ter tração, né, que a gente fala, né, tem atração, ou seja, você começa a vender, as pessoas começam a ver valor e aí você começa a escalar. E para escalar você precisa de dinheiro, você precisa se alavancar para escalar. faz parte de não só de startup, mas do mercado como um todo. Então você vai atrás de investidores. Então, em 2018, né, a gente foi investidojustamente na tese focada muito grande também em pagamentos, que, né, a gente tá falando de Superep, um super tem que ter, né, uma parte de pagamentos muito forte. Então, 2018 a gente começa e fala: "Pô, o produto tá aderente, tem um mercado, tem 70 concorrentes, né? começou a ter, eu tinha uma planilha, chegou uma hora que eu falei: "Pô, não, nem vou mais preencher isso daí", porque a cada notícia que saía, cada prêmio que a gente ganhava, surgia algumas startups, entendeu? é com a mesma solução. Então a gente fez essa escala, acelerou muito, então a gente sempre foi líder de de mercado, né, nesse segmento.

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Então a gente tinha uma máquina de venda muito robusta, uma marca muito forte, né, enfim, como designer e como o artigo do TCC era focado em brand, né, então já tinha um pilar muito forte desde o dia um ali enquanto produto. E aí quando chegou em 2020 a gente começou a ser assediado para vender a empresa, né? E a gente fala: "Pô, calma aí, né? No meio da jornada, a gente nem tava pensando nisso. E aí, nessa coisa de assediar, você começa a precificar o que que vale a empresa, né? E aí, como você tem um investidor, né, a tese dele basicamente é pod botando dinheiro aqui, minha tese tem que ter um múltiplo de X na saída. Então essa conversa é uma conversa natural. Eu sei que é quem não tem uma startup não tá acostumado com essa conversa, mas a conversa startup é o tempo inteiro a gente tá olhando para isso, como é que a gente escala, aumenta o valation e por aí vai para captar às vezes uma uma nova rodada e por aí vai. E aí chegou um momento ali, falou: "Pô, calma aí, então a gente tá precificando". E aí começou porque querendo ou não, agenda o mercado de educação é um mercado muito difícil de você venderpara para uma escola e a gente conseguia botar muita escola para dentro. Então era um ativo ali, né? começou a ter 1000 escolas, 1500 escolas, né?

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Hoje tá com quantas escolas?Hoje a gente tá com 3000 3500 escolas e um pouco mais de 25 milhões e meio de de usuários. Então tem tem bastante gente aí usando a gente. E aí quando chegou na pandemia surgiu uma proposta muito tentadora e foi bom porque na pandemia o que que aconteceu? Nossa, teve um lado muito ruim da pandemia, lógico, mas surgiu um monte de oportunidade pras empresas digitais, pô, abriu um assim um mercado gigante, entendeu? Por quê? Porque a escola na quarta-feira, eu lembro direitinho, na quarta-feira ela usava agenda de papel e na quinta-feira tava fechada a escola e ela tinha que se comunicare não tinha mais agenda para mandar para casa. Tanto é que na época a gente fez um movimento com várias editec, falou: "Cara, vamos dar de graça porque eu nem sei se tem como pagar ou não, mas o objetivo agora é vamos botar para dentro até que trabalhar 24x7 na na pandemia, justamente para garantir que essas escolas conseguissem operar, né? Porque tinha que ensinar professor a dar aula, enfim, às vezes não tinha nem equipamento." Então foi importante e a gente escalou, né? Tanto é que saiu pesquisas do Google falando das empresas que mais tiveram busca, né? Que foi agenda digital, agenda Edu tal. Então a gente escalou, então o ativo ficou aindamais valioso,mais valioso, né? E aí a gente fez a venda pro grupo Saltaem 2020. Foi fantástico porque a gente sempre tinha um uma declaração que a gente era escola, né? Tinha sempre essa relação que o produto era reflexo das 1000 escolas, das 2000 escolas, porque a gente sempre construiu junto com elas.

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. como a gente não era o especialista, e eu acho que isso tá é legal, né, falar, a gente não tinha aquela arrogância de falar, a gente sabe o que você precisa ter. Então, a gente juntava as escolas, entendia muito da necessidade. Acho que também é um pouco do design, né? O design tem isso, ele é ponte, ele é articulação, né? Ele não é especialista, mas ele precisa colocar todo mundo ali e ele consegue materializar, simplificar, sintetizar essas coisas. Então, nós popera muito sobre isso, né? Então, viramos escola de fato, né? Então, vendemos para um maior grupo, né, de gestão de escolas, né, que tem escolas no país. E foi muito legal a jornada. Por quê? Porque a gente entendeu o que que é gerir uma escola de excelência, né? E aí, nesse processo,e aí nesse vocês venderam a participação, continuaram com sócios.É, vendemos 100%, né?100%. Lógico, tinha ações do grupo, né? Mas a gente vendeu 100% operação, mas continuamos,né? a operação. lançamos o produto de pagamentos avançou, a gente começou a acelerar um produto financeiro, né, que a gente garantia a mensalidade da escola. Então, depois de um período, né, o grupo apostou nessa vertical de ampliar nosso produto de pagamento, que querendo ou não, era um produto, aí olhando, né, os horizontes de inovação, que a gente sempre fala muito, né, era um H3 que virou um H2, né, ou seja, era uma vertical conectada com a nossa base e aqui a gente conseguiuacelerar. Por quê? Porque também na pandemia a inadimplência aumentou,perfeito.

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Taxa de desconto. Então era um pagamento,era uma um produto muito bom, né? Você garantir para pra escola que ela não ia quebrar porque ela teria garantido a mensalidade ali todos os meses. Então a gente avançou com esse produto, só que dentro da tese do grupo, chegou um momento que não fazia mais sentido isso..E por sortefazia mais sentido porque é um grupo escolar, queria escola, era o business. Ex,vocês estavam ali, mas não era corte.E aí quando a gente entendeu isso, falou: "Pô, então vamos agora ver como é que a gente faz com esse ativo, né? Com a gente, como é que a gente faz agora para pensar como é que a gente movimenta isso no mercado." E aí, por sorte surgiu a Bimob. E aí a Bimob, o Pedro, ele já tinha uma relação muito forte de foi conselheiro do do grupo, então ele já conhecia o case.

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. E a Bimob, né, é uma uma empresa listada em bolsa, presente já hoje quase em 60 países. E o core dele é a parte de pagamentos..E até legal porque é invertido, né? O nosso o core é uma plataforma de engajamento e comunicação com pagamentos. Eles é uma plataforma de pagamentos que tem uma parte de engajamento, uma serviço de engajamento, né? Então de mat ele tava e a bimób é focada em serviços essenciais, então tocava muito a parte de telco, né? Então, Oitin, enfim, todas essas empresas de Telco, ele atende, né? Só que é um produto white label, ou seja, é um produto que tá por debaixo dos panos. Então, todo todos nós usamos bimóvel sem saber porque não mostra ali a marca. E ele ele entrou na parte de utilities, energia e educação, que é serviço essenciais. Falou: "Pô, tem agenda Edu deu um match perfeito, ele tinha uma aproximação, falou: "Pô, vamos pra segunda jornada." E aí depois de uma venda, a gente vendeu de novo e tá nessa jornada nova agora junto a Bimob, justamente trazendo que há demais tecnológico do mundo, né? Então tudo que tá acontecendo no mundo a gente tá trazendo para dentro da escola. E o que é mais legal é ver uma escolinha de 50 alunos e uma de 15.000 alunos, né, tendo ali a possibilidade de ter uma solução super inovadora, né, carteiras digitais, Apple Wallet, Apple Pay, Google Pay, né, e ela podendo ter esse tipo de serviço sendo entregue ali pras famílias, né?

1:16:31

Muito legal. E hoje tem 150 colaboradores, né?Hoje tem mais ou menos isso.150 colaboradores. Vou voltar para Food Films. Food Films. Vamos lá.Só no batebola aqui.Saindo saindo de 2018, né? Você deu uma acelerada no tempo.2018.É. Aí eu vou fazer uma afirmação, mas aí você obviamente você conta, vou contar da minha perspectiva, foi a parte que eu participei. Você você vindo para São Paulo, eu me lembro você me ligou, falou: "Cara, tô indo para São Paulo, tô querendo falar com você".Sim.Aí você foi lá me mostrar tudo que você tava fazendo. Eu me lembro que tinha a Food Filmes e tinha mais as outras coisas. E o meu conselho para você falou assim: "Para todo o restoe só faz isso". Aí você falou para mim assim: "Cara, mas não vou conseguir sustentar". Falei agora não, mas foca só nisso.Foie foi o que você fez, né?Tanto é que toda vez que eu vou comentar que eu vou falar assim, não, a gente tava agora produzindo Magalina Food Service da JBS e eu falei de você, eu falei: "Olha, esse cara aqui, a Food Filme existe por causa dele?"Não, ela existe por sua causa.

1:17:35

Eu só enxerguei o valor,então. Mas foi exatamente isso, né? que você chegou e foi interessante que aquele momento eu tava com muita dúvida porque imagina estava vindo para São Paulo que é um mercado totalmente diferente, mercado de São Paulo, assim, né? E a para vir para São Paulo, eu tive que vender a Food Film, né, para um grupo que alguns amigos nossos tinham, que a gente fazia, fazia parte da organização do Tedex Fortaleza, né,e o Marcelo, o o Víor. E aí o que que e eles conseguiu viabilizar isso de eu conseguir vir para São Paulo, né? Só que daí foi eles foram, a área deles é mais tecnologia, né? Não sei agora como é que como é que tá, mas na época era tecnologia. E aí eu tava muito inseguro, porque tava justamente nessa parte que assim eu fiquei 8 meses nesse nesse processo e eu falei para ele: "Me devolve, eu fui de filme". Foi depois da conversa, né? Deixa eu ficar com a marca porque eu já tinha, né? Já fazia parte do portfólio já deles. Falei: "Devolve a marca, eu posso ficar com a marca? Você pode ficar com o portfólio todo, mas deixa eu a marca e eu começar uma história daqui pra frente. E eles foram super legais, falaram: "Não, a gente nossa tecnologia pode ficar com a FM, não tem problema". E aí então eu fiquei com o Food Filme e aí foi justamente esse momento que da tava assim meio, né?

1:19:01

E a gente tinha acabado de vir de uma produção do Outback que essa produção, isso foi em 2018, até hojetem cliente que vem e fala: "Ah, eu vi lá que vocês deram Outback, não sei o que lá". E vem,não, eu quando mando o cliente, eu falo: "Ó, faz lá com ele e tal". Eles fazem tudo do Outback.Na hora que eu falo isso, então manda, então manda. A gente semana retrasada a gente, eu fui conversar com a, a gente foi, fotografar o hambúrguer novo da Catupiri com a, com Outback. E aí era uma pessoa que já tava tava seis meses cuidando, né, da da parte do mar do Outback. E eu falei assim: "Nossa, a gente já fez Outback". Ela: "Como que eu não te conheço?" Eu falei: "Então aqui a, né?Você é razão do meu sucesso, né?"É. Foi muito engraçado esse lance do Outback, porque foi assim, a, o, eu lembro, né, que o Víor Marcelo falou assim: "Ti cara, se você tiver com dúvida se você consegue fazer, eu não faz, declina o o Job, não faz". Aí eu lembro do Diogo falar assim: "E vira o meu portfólio, já tinha um portfólio grande já nessa época.

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Vira o meu portfólio, eu eu prometi o meu portfólio, não prometi nada além disso, né? E por que que eu teria que ter alguma algum desconforto de de fazer, né? E foi interessante porque esse esse caso em específico, eu até conversei, eu falei isso pr pra pessoa lá do doctor de agora e eu falei para ela assim: "Quando a agência propôs fazer essa produção, eles queriam testar um formato de fazer publicidade nos stories. Hoje pra gente é uma coisa que, né,natural, né? Mas, pô, 2018 não faz nem muito tempo isso, né? Mas na época era uma coisa assim, ninguém fazia, né? Lembra quando a gente foi fazer esse negócio do Facebook? Minha mãe falou assim: "Vocês vão fazer uma empresa para fazer publicidade no Facebook, né?" Quando lá da quando foi incubad era mais ou menos assim.

1:20:53

Eu ligava pras pras empresas de locação de equipamento que eu queria um suporte para botar a câmera na vertical. E eles falou assim: "Mas para que que você quer botar a câmera na vertical?Não precisa, né?"É. Aí ele falou: "Não, mas cropa faz em quer cropa". Eu falei: "Não, eu quero pegar a totalidade da minha possibilidade do plano. Eu quero fazer com a câmera na vertical". E não tinha isso. Daí eu tive que ir lá no centro procurar um negócio, um trambolho que deixasse a câmera na vertical. Então assim, foram desafios, mas que eu peguei isso, eu falei assim: "Esse vai ser o caminho. Agora é fme". E a tentação aparece, né? Ai, faz aqui um vídeo desse eu falo, não, aqui é sua comida. Não, aqui é só comida, né?E é difícil sustentar, né? Porque parece tá perdendo negócio.Difícil. É que é difícil. Mas o que que aconteceu logo em seguida? Então, veio, né, a a esse problema todo aí da do planeta, né? E foi uma coisa que pra gente foi uma oportunidade também muito grande, porque a gente em 2019 a gente tinha começado a atender a Swift.

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. E a Swift, ela cresceu muito nesse período, porque as pessoas estavam em casa, estavam consumindo, estavam fazendo, estavam gravando o que eles estavam fazendo e a gente estava ensinando eles a fazer então comida,esse tipo de produção, né?Esse tipo de produção,não. E para quem não conhece, vou falar, ele é muito muito humilde para falar, de filme é a maior produtora de audiovisual para alimentos do Brasil. Todas as principais marcas que você conhece, pode procurar que você quiser, é cliente da Food Filme por conta dessa especialidade, né? Então esse desafio de falar: "Puxa, será que eu faço só isso? Parece que, pô, eu vou fazer só mensagem do pai pro filho, vai estar te limitando, mas na verdade não. Isso é o que vai te dar potência e vai te permitir ganhar a especialidadeque te afasta, né? Porque no teu caso, né? algo que é encantador também, acho que um pouco por conta desse background de de resolver tudo, né? a ideia por trás dessa produção que entrega tudo também é uma ideia genial.

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Seu ponto de vista tecnológico, eu sei que você gastou dias, meses, né, pensando como é que você faz para um vídeo não ficar tão pesado, que tipo você foi desenvolvendo tecnologia, por isso que ninguém consegue copiar, né? Porque o cara pode copiar o plano, né? Não, eu entrego também entrego fotografia, tal, mas ele não consegue fazer no teu custo, porque você conseguiu montar uma equação inteira que se você tá tentando copiar, desiste, porque o cara tá tão tão na frente que não vale a pena, né? É mais fácil associar ele e avançar do que tentar copiar, porque tem muita tecnologia por trás que permite você fazer fazer essa entrega. São tecnologias que e interessante isso, né? Que assim, são coisas que realmente são focadas para que a gente consiga ter uma soluçãoinventadas do zero, né? zero porque não existia, né? Você você identifica o problema, fala: "Como é que eu consigo fazer uma?" Eu me lembro que você falando uma compactação de tanto para tanto tem alguma solução? Não tem. Vou inventar uma. É. É. E e as pessoas falando, né? Vai dar certo, você é louco. Por que que você tá fazendo isso, né? Não, mas isso roda em MAC, não tem problema, só tem MC. Então assim, né? E ter o desgaste ainda, né? Da gente ter que batalhar para que a sua ideia seja realmente ali botada para para funcionar, né? E hoje a gente entrega hoje uma média de 100 receitas por mêsproduzidas.

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Sem receitas a gente tem as versões, a gente tem fotos. Então a gente entrega hoje mais ou menos umas 2.000 fotos por mês e entre vídeos e versões em torno de 700 700 vídeos por mês. E aí você fala assim:"E tudo isso dentro de uma plataforma de assets, né, de cada marca disponível,cada marca ela cria,tá começando a ter uma camada de inteligência artificial agora, né? Exatamente, porque a gente viu que não adiantava a gente propor esse fluxo grande de de criação e aí como que o cliente ia fazer a gestão desses ácidos, né? E aí a gente pensou então em uma plataforma para que ele conseguisse fazer essa gestão desses ácidos, procurar isso de uma forma simples.Aí eu lembro do Thagão ligando para mim, para ele, ele falou: "Puta, não sei se eu faço". Aí eu falei: "Vamos botar dinheiro nós dois aí". Aí ele falou: "Não, então tá bom". Aí quando ele viu que a gente ia pôr dinheiro, ele falou: "Não, deixa que eu ponho eu o meu".

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Não, eu sou eu sou um cara muito assim, eu fico esse negócio de de investir e tal, eu sou um cara meio assim, né? Não tenho essa essa essaVocê faz por casa, você não faz por dinheiro. É, não faço por dinheiro. E assim, e eu ficava preocupado assim, eu falei: "Meu, como é que eu vou fazer? Vou pegar dinheiro deles e fazer um negócio que eu nem sei ainda como é queeu fal passa conta corrente que eu vou fazer o pe aí eu nessa preocupação, né, de falar assim, meu, mas será que vai funcionar? E depois esse dinheiro que eu vou pegar deles, aonde que vai? Então, olha como, né, uma coisa, né, um pensamento, né, e aí existe oire, ele funciona, ele tá na na versão dois, a versão com com inteligência artificial, os clientes que utilizam, eles falam: "Não, não, né, que é putz e é muito,é simplese é prático. E eu acho que é aquela sensação, né, de você olhar e falar, pô, por que que não existia isso antes, né?" Então acho que são essas ferramentas assim de OK de fazer com que, porque assim, a gente, eu tenho uma equipe muito enxuta, uma equipe fantástica. Eu preciso falar isso e de todos porque eu fui no outro podcast, falou, ela falou assim: "Você não falou nome,então fala o nome nomeagora me pegou, né? Esqueci alguém Marle que ficou falando, né?

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Mas a gente tem uma uma uma equipe que já tá com a gente há bastante tempo. É,então esse esse carinho, esse cuidado da gente, todo mundo tá lutando ali para fazer, né? E às vezes no dia a dia a gente não percebe isso que eu tava comentando agora porque fal assim: "Meu, a gente já trabalha com as maiores marcas, não tem outras marcas que a gente vai trabalhar." Então assim, poxa, olha onde você tá, né? Tipo, sinta essa esse lance que do sucesso, né? Pô, a gente já tem esse sucesso. Curte, mano, você já ganha bem, todo mundo tá feliz, né? Vamos ganhar mais. Sempre a gente vai ganhar mais. Mas assim, a gente já toda a equipe ganha bem, todo mundo tá feliz, a gente tá atendendo bons clientes, os clientes gostam da gente. Então, foi essa conversa com com a com a equipe, né? E por quê? Porque a gente sem equipe não tem negócio, né? Você, no teu caso também deve ser.

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Então, e de a gente ter, ó, ela perguntou assim: "Nossa, mas tudo isso quantas pessoas, a equipe de quantas pessoas na edição? Cara, hoje a gente tem um editor, o Luí edita muito. Por quê? Porque tem todos esses processos que a gente foi organizando, que quem olha de fora fala: "Não, é impossível você". você tem umas partes automatizadas também.Automatizamos o máximo, né, que a gente conseguiu para facilitar processo de aprovação,processo de acompanhamento. É porque você imagina, uma coisa é você fazer um vídeo pro cliente, outra coisa é ele ter 50 vídeos para ele fazer a a aprovação disso. E para quem já trabalhou, né,fazendo esse processo, como que é que eles faziam? Dava print da tela, botava no PowerPoint, mandava. Então assim, é um trabalho inviável fazer isso para 50 vídeos que o cliente tem que cuidar no mês, não tem como.

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Então sempre de pensar dessa forma pra gente ter essa escala.É, e o que era interessante da Food Filmes, ela que ela tinha uma promessa, por isso que eu falei, aposta nisso, você tinha uma promessa de entregar um valor absurdamente maior pro cliente do que ele tinha naquele momento, a um custo muito menor do que ele tinha naquele momento, com um volume menorincomparável com as produções queque ele tinha. Então assim,então hoje a gente não tem,falei: "Cara, não precisa olhar muito para ver que isso aqui é genial, né?"É tanto é que hoje hoje a nossa dificuldade qual que é? Por exemplo, se hoje chega um cliente querendo fechar um contrato até o restante do ano, todas as vagas já estão ocupadas, eu consigo encaixar em datas pontuais, mas a gente já consegue hoje, no tamanho que a gente consegue absorver, a gente ter a agenda toda já preenchida. Então assim, os clientes que querem entrar com trabalhando com a gente precisam ter uma antecedência. Mas aí o próximo passo é que é que a Food Films ela não ela não tem uma agenda de produção, ela tem um noal de como fazer e as tecnologias para isso. Agora é só dar escala, né?

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Sim. Nosso próximo projeto. É, entãoagora é só dar o próximo desafio. Próximo desafio. Exato.E bom, voltando aqui agora na origem de vocês, né? Eu queria fazer uma pergunta relacionada àilo que a gente falou o tempo todo, né? É tema desse podcast que é o design, né? Como é que o design na vida de vocês, porque você não vê, não nasceu no mundo do design, né? Era técnico de edificações,você veio da desse mundo, né?O que que para vocês é o design dentro dessa concepção de ser empreendedor, né? Qual é o papel do design, né? Porque muita gente confunde o design como sendo, né, um atributo estético, né, das coisas, que obviamente também faz parte do design, mas como é que vocês enxergam o design?

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Legal, legal. Acho que, pô, dá para falar de diversas formas. Eu acho que o que me define é a prática, né? Então, na minha prática, né, o que que é o design? Eu acho que é o primeiro elemento, eu brinco assim, a gente sempre fala na empresa que é qual o seu super poder? Em todas as minhas entrevistas eu pergunto isso, né? Eu brinco, meu super poder é materializar o intangível. E o que que é materializar o intangível? É aquilo que as pessoas não põe na mesa, né? Eu sempre digo, qual o valor de R 1 milhão deais? Ainda no mundo, nas startups, que tudo é, né, envolve dinheiro, é fácil, né, você chegar na uma roda e falar sobre dinheiro. Então, não consegue materializar isso, né? Mas um eu te amo, eu amo a sua marca, eu amo o seu produto, seu produto é fantástico, né? Como é que você consegue, né, tangibilizar isso? Então, quer dizer, se não tem valor financeiro, não é importante.

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.Então, sempre faço esse questionamento. Então,e por que e por que tem valor financeiro? Talvez porque seja importante.É. E aí o meu ponto principal é trazer pra mesa, que isso é muito importante, tanto quanto 1 milhão, né? O eu te amo, que a definição máxima de de valor ali é tão importante como 1 milhão. Então, o meu papel sempre foi de trazer aquilo que ninguém pensa.. Esse eu acho que é um é um é um primeiro que eu falo que é em toda a mesa é essa. Tanto é que um outro papel que eu acho que é um pouco o papel mais de levantar a bandeira do design no mundo dos negócios, né? Então sabe, né? A gente se conheceu no My Design Ceará, né? Que eram feitos por empresas de design, apoiadas pela BD Desesign, né? Que era regional lá. Então essa coisa de levantar a bandeira no mundo dos negócios e hoje eu tenho a oportunidade de ter muitos amigos, né, empresários, tal. Então é, todo mundo chega algum momento fala: "Pietro, me ajuda, né?" E eu sou aquele, eu falei: "Quase que eu sou um um head hunter, eu sou um cara do do RH, do DP." Fala: "Ah, ó, tem um designer aqui, ó. Pô, isso aqui é problema de design. Vai resolver esse esse problema que você tem aqui, porque você, pô, tem um produto fantástico, mas, cara, não tem como as pessoas saberem, não, né? Cadê a essência daquilo que você faz? Pô, eu tô vendo potencial, mas esse potencial tá só na sua cabeça, tal, né? Então, acho que tem esse primeiro ponto pessoal de trazer pro paraa mesa, né, esse valor do eu te amo, de materializar isso e que isso tem muito valor, né, que as pessoas sentem, percebem, mas é engraçado, né, como elas às vezes deixa de lado.

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E o outro que é uma prática minha, todo dia eu acordo e falo: "Como é que eu gero mais valor? Como é que eu gero mais valor?" E valor para mim, o que que é? Eu penso como uma linha designer, né? Tudo é mental, né? Eu penso sempre numa linha. Então, tudo que eu faço tem uma linha imaginária com vários pontos. E aí todo dia eu falo: "Pô, essa linha aqui tá ficando laranja, tá ficando vermelha". O que que é essa linha? Para mim é uma jornada que uma pessoa tem com a marca, com produto, o quer que seja esse ativo. E tem vários pontos de contato que ela tem isso. E aqui tá vermelho. A pessoa teve uma experiência ruim, é menos umque positiva mais dois. que no final das contas a gente passa a régua e tem uma somatória disso. Então eu penso o tempo inteiro, cara, como é que eu gero mais valorsabendo que essa daqui tá negativa e eu preciso agora dar um mergulho nesse ponto aqui que é nessa experiência, nessa jornada, enfim, pode ser de qualquer natureza para melhorar essa experiência, né? E é lógico, sem melhorar essa, às vezes pior a outra, né? porque gera um maior volume, gera mais valor e mais gente. Então você sempre tá arrumando esses pontinhos nessa linha imaginária. Então fica o tempo inteiro como é que eu gero mais valor através de pô essa experiência tá ruim, essa experiência não tá ruim.

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Então de forma simplista falar é o jeito de pensar e para mim é tudo tem que tá conectado.. Sistêmico.Tudo tem que ser sistêmico. Acho que o design tem muito disso, né? Tem muito da da da talvez a engenharia da criatividade, se eu fosse definir o negócio, né? Eu falo: "Meu, não tá conectado isso, né? Aquilo do passado." Eu até brinco, a internet, na época que a gente tinha agência sempre falava muito isso. Você faz um criativo 5 anos atrás e coloca agora. Os dois têm que ter conexão, tem que ter coerência, porque parte da mesma essência, da mesma marca, né? Então, como é que você se mantém coerente?Por mais que a jornada ela tem altos e baixos, por mais que eu comecei com uma agendinha focada em educação infantil e agora eu tô atendendo grandes grupos, né? A linguagem muda, mas a essência permanece. Perfeito.

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Então, como é que eu consigo mesmo numa vida caótica, frenética, que você tem que fazer muitas coisas ao mesmo tempo, conectar, não deixar esses pontos soltos, né? Então, o tempo inteiro minha cabeça tá não, calma aí, cara. Se essa linha tá solta, esse ponto tá solto, não faz sentido, tem que conectar, né? Que é justamente um pouco desse intangível que eu falo de colocar na mesa e falar, isso é importante. Então, não sei se eu respondi o que é design, mas na minha visão prática,respond respondeu e você falou assim, a a linguagem muda, mas a essência permanece, né? Eu pensei numa coisa que eu tinha pensado antes quando você tava falando sobre a tua trajetória, né? você, Pietro, né? No momento em que você não tinha nenhuma prova social do teu talento, né? O mundo te olha e te julga de determinada forma. Você, Pietro, hoje empreendedor de sucesso, vendeu a startup duas vezes, financeiramente muito bem estável, né? outra categoria de empreendedor a ponto das pessoas de fora te olham e te vem como um símbolo de alguém que deu certo. Mas o Pietro que mora aí dentro é o mesmo.

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É o mesmo.Como é que você enxerga esse, né? Porque a Gisela, né, a gente conversava muito sobre isso, né, que ela ela brincava o seguinte: "Jan, você passou umas mil vezes na fila da autoestima, né? Eu não sou assim". Falou: "Mas não é isso aqui assim, se eu não acreditar em mim, quem que vai acreditar, né?" E aí, e eu brincava para ela, falava: "Você sabe qual a diferença do Steve Jobs? louco pro Steve Jobio. Ela qual eu falei? A Apple, que é o símbolo daquilo que ele, o mundo de fora vai dizer que ele é, mas para mim é a mesma pessoa. Porque se a Apple deu certo, que tem muitas variáveis que não são totalmente controláveis, né? A Apple deu, deu, a Apple deu certo. É um símbolo de sucesso. Você é o gênio. A Apple quebrou como quase quebrou. Você é um louco,quase,né? Quem lêu o livro do Steve Jobs, o limear entre o louco e o gênio, né? tá ali, é a mesma pessoa. Só que o mundo vai te medir de formas diferentes, né?

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Como é que vocêlidar com isso, né? Porque grande parte dos empreendedores que se perdem ao longo da vida é que acham que o jeito que o mundo tá vendo ele é ele, né? E aí ele começa a se achar mais do que de fato é, né? Como é que vocêlegal legalse enxerga nesseaté fez a pergunta, né, pro meu irmão, o que que é sucesso, né? na hora eu fui refletir sobre e até eu acho que definição de sucesso para mim é você sentir orgulho daquilo que você faz..Orgulho daquilo que você faz, da sua história, daquilo que você é, né? Então, para mim é isso. E aí eu sigo também e aí acho que tem isso daí do orgulho, que que é uma palavra nova ao longo desses últimos anos, né? Sentir orgulho, ser grato. Pronto, a gratidão é difícil, né? Às vezes se acordar, às vezes ser grato. Eu todo dia eu acordo de manhã, falou: "Cara, sou grade tá em Fortaleza. pode ver a praia, né, de conseguir fazer aquilo que eu amo. E aí eu acho que tem um outro princípio que eu sigo que é meio piegas quando eu falo, mas é muito forte para mim, que é uma premissa que eu defini porque a minha cabeça é muito louca, saio conectando. Então, ao longo do tempo eu fui tentando colocar um pouco de caixa na caixinha as coisas, não é nem caixinha, mas numa linha para que minha cabeça pudesse fluir melhor. A história do estado da do flow, né?

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.Que é uma premissa que é: "A vida só faz sentido se for com amor." É, é o princípio básico, né? do amor, amor pro próximo, tal. E o do sentido, não só do sentido de direção, mas dodo sentido de significado, né? Então tudo que eu faço e é lógico, ser humano é impossível você, né? Você 100% amor, né? Mas tudo que eu faço, eu tento um seguir o máximo essa premissa, né? E quando eu não sigo, eu tento refletir para como é que eu posso melhorar. E aí essa coisa do sucesso, da humildade e tal, eu voltei, acho que em dezembro tava conversando nessa onda das IAS, né? Em janeiro eu tive uma experiência fantástica que é eu voltar a criar as coisas, né? Mas eu falei: "Pô, sou builder, eu adoro, né? Ten um prazer enorme de poder criar." E eu me vejo nesse lugar. Então, por exemplo, eu fui, tô participando do evento até que eu tô até com com a marca, né? Tô participando de um evento essa semana toda e eu adoro panfletar. Então assim, pô, o que que é o o diretor, não sei o que lá panfletando. Eu adoro. Por quê? Porque lá eu tenho contato com, sei lá, 1000 pessoas por dia. Eu já faço um monte de pesquisa, eu já sei que o que a pessoa tá usando, por que não tá usando, se usa a gente o que gosta. Eu falo: "Meu Deus do céu, a maior pesquisa que eu faço na no ano todo, eu saio de lá já com muitas ideias. Então assim, o fazer, né, a gente até na agendedu tem um valor que é muito do características dos founders, que é o Monabas.

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E brilho nos olhos. O prazer de fazer é muito importante para mim. Então, acho que a humildade tá nessa coisa de fazer, de chegar lá e fazer, não importa seja, sentar junto com o designer, enfim. E eu me vejo nesse lugar, né? de sempre tá criando e até um caso específico, né, nessa coisa da crise dos 30, tem a crise dos 40, até fazer um paralelo, né, de sucesso, porque quando a gente, né, eu tive um sucesso, vendi a empresa, vendi muito bem a empresa e você fala: "E agora, né, o final da jornada era vender, o que que eu vou fazer agora, né?Acabou antes de eu querer, né,tipo assim, cara, e agora, né? E realmente dá um choque. Eu falei, pô, eu vou me aposentar. eu cheguei na Aí eu comecei a falar: "Não, mas eu vou fazer fazer isso". Aí minha esposa falou: "Mas isso não é se aposentar?" Eu falei: "Não é, então tem que repensar". E aí foi legal para você ver, né? Como tem um também uma coisa cultural, né? Do brasileiro. A gente foi fazer uma viagem da na Itália. Eu tinha uma paixão, um sonho de conhecer e eu vi lá um cafezinho de 200 anos. Era um senhor que tinha passado por geração em geração, tava 80 anos e tava lá fazendo um cafezinho. Eu entendi que aquilo que se prega do trabalho é ruim. e tudo mais, né, que coloca pra gente. E na minha realidade, não é, eu tenho muito prazer de fazer, eu entendi que era o ofício.

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.Então, ter o ofício de fazer aquilo que eu gosto é o que vai me, eu vou morrer fazendo, entendeu? Eu entendi lá,se eu puder passar isso puder passar, é, então acho que tem essa coisa, né, de você fazer o ofício daquilo que você gosta e que é o que eu pretendo continuar fazendo. Então,muito bom. E você, Thaagão, o que que é o design para você? Ah, eu vou pro lado mais filosófico, né? vai lá,porque eu dei aula para para dizer, ah, que coisa mais doida, né? E aí assim, fazendo isso de olhar para trás de tudo que passou e hoje como eu trato a vida profissional e a vida pessoal, eu t eu tava refletindo essa semana toda exatamente nesse ponto, né? Eu falei: "Cara, eu desantei em tudo na minha vida porque tudo que eu faço é centrado no ser humano." Então assim, para mim nada se justifica eu planejar, eu pensar estrategicamente alguma coisa que não tenha o ponto final ali daquilo no ser humano, usandoseja eu ou seja pro outro, né? Seja para mim ou seja pro outro.

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Então, para mim não faz sentido. E aí, lógico, eu tenho uma algumas camadas, porque assim, eu sou uma pessoa que sou bastante espiritualizado, o pessoal fica até brincando comigo com isso, né, de que ficar viajando muito na maionese. Mas então, se eu for considerar essa parte toda também espiritual, o design também tá dentro disso. Porque tanto que eu sou na minha parte física, pessoa física, e como o que eu sou na minha parte pessoa jurídica, o ser humano tá em primeiro lugar.. E tudo que eu faço pensando estrategicamente é trilhar projetos pensando estrategicamente de como fazer com que a pessoa fique melhor, que ela se dê melhor, que ela gere os resultados, que ela se alimente melhor, que ela tenha resultado no no na meta que ela tem que bater. Ou seja, então tudo que eu for que eu fiquei pensando, eu falei: "Caramba, eu tô pensando estrategicamente, criando um processo criativo, pegando todas as variáveis que muito tem da minha experiência.

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.E eu tô fazendo com que o resultado chegue nisso, né? E tenha o resultado lá..Então, eu acho que o o olhando o que eu passei da minha vida e o que hoje eu tenho como base, como o normal pro meu negócio e pra minha vida, o design ele tá inserido nisso..Então eu não consigo pensar, por exemplo, você vai falar assim: "Ah, eu tenho que mudar, aumentar o meu faturamento." A primeira coisa que eu penso assim: "Pera, mas eu vou ter que fazer todo mundo que trabalha comigo e eu trabalhar mais. Então não tô pensando, ah, vai aumentar meu dinheiro, não. Eu tô pensando comona consequência para as pessoas que estão aumento. Vem a pessoa. Então assim, tudo que eu vou pensar eu comecei a refletir, né? Eu falei: "Porra, primeiro eu penso na pessoa, penso em mim, penso em todos os que estão envolvidos".

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É, é human centric, né?Total. Então isso é o design, né? Então, a gente pensar estrategicamente de como a gente constrói um projeto que lá no fundo vai pegar o quem vai ganhar vai ser a pessoa, alguém,né? E como que eu construo isso da melhor forma? Fazendo com que toda a minha expertise, todo o meu conhecimento, o conhecimento de todo mundo que tá envolvido na no projeto tenha e chegue lá no melhor valor. Isso, se eu for te dizer das viagens minha, das minhas viagens espirituais, elas têm o mesmo padrão, o mesmo padrão. Então eu percebi que é tão rico esse pensamento estratégico do design que você consegue aplicar qualquer coisa. por exemplo, a natureza aplica e você consegue ter a ver o design acontecendo dentro da natureza.Um,né? Então, ou seja, se a natureza utiliza o negócio, cara, tipo assim, o que que nós estamos perdendoque que a gente tá perdendo tempo fazendo isso, né? Então, quando a gente e a gente lida com vários desafios durante, né, os nossos dias e tal e desafios dessas de grandes marcas, de coisas, né, que são complexas, que envolvem muito dinheiro e tal. E às vezes eu fico ouvindo ali a reunião e eu fico só pensando, poxa, tá faltando uma coisa aqui, o ser humano.

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Ah,né? E aí às vezes eu fico pensando assim, falou: "Será que eu falo? Será que porque às vezes também a às vezes incomoda issoé,né, de você trazer o ser humano paraa conversa porque fala assim: "Não, isso daqui agora não".É que às vezes fica claro que ele não tava na conversa, né? Quando você traz, né? Então a pessoa se incomoda, fala: "Opa, você tá querendo dizer o quê, né?"Sim. E às vezes de coisas simples, daquela coisa de faculdade que às vezes eu vejo estagiário entrou e aí vem aqui para você ver como é que é a realidade. Aí se pergunta na na reunião assim: "Qual que é o público?" Aí a resposta que vem é uma resposta que é quase assim: "Ah, toda a população do Brasil coisa, aquela coisa, né?" E aí eu falo para ele, tá vendo como falta a gente entender para quem que a gente tá fazendo as coisas? No caso ali, eu tô falando para ele, olha, a gente precisa saber, né, porque a gente vai fazer esse vídeo, mas na minha cabeça é assim, cadê o ser humano nisso?

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É,aonde tá o ser humano? Então, para mim hoje nada faz sentido de eu fazer que não tenha ser humano, seja eu, porque eu tenho que tá bem com aquilo que eu tô fazendo. Então, se eu tô fazendo um projeto e esse projeto me envolve, eu não vou fazer uma coisa que não tá me agradando. E eu sou muito claro com isso. E todos os clientes que trabalham comigo já sabem disso. É acho por isso que a gente tem um relacionamento longo com eles,né? Porque ele sabe que assim, se tiver errado, se é uma coisa que não é legal, tipo, pô, o Thiago vai Thiago vai falar, tem uma uma história lá de Fortaleza que é antiga, que eu saí rápido de uma reunião para para uma reunião e peguei um envelope que a gente apresentava na reunião, o impresso, né, da campanha. E aí eu cheguei, quando eu levantei o envelope, meu, eu vi que as coisas que o cliente tinha pedido não tava ali. Sabe o que eu fiz na frente do cliente? que eu falei assim, foi rasguei, rasguei, falei eu, fulano, desculpa, cara, mas isso daqui tá tudo errado, eu não vou te apresentar e joguei no lixo dele. Esse cara, não sei quantos clientes que esse cara trouxe pra gente, sabe qual que era o discurso? Olha, confia nele. Porque na minha frente ele rasgou um projeto porque não tava o projeto certo, não foi?

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Foi,né? Quantos clientes que esse cara chegou e e contou. Então assim, o design ele tá dentro disso. Falta talvez a pessoa entender que a simples estrutura básica do design, se ele for refletir e se ele já ele aplica em tudo.Então por isso que eu faleiaté até na própria vida.Até na própria vida, né? Então eu que tenho um negócio na área espiritual, eu aplico isso na minha nisso. Então assim, olha que coisa mais doida.Famoso pensar design, né?É o pensar design, né? Então, o, a, uma das dicas e que eu faço, falo isso paraas pessoas que trabalham comigo e falo pros clientes que trabalham comigo, meu, tem esse olhar, tem esse olhar de olhar para um ser humano, de olhar pro que a gente tá fazendo, onde que tá a verdade nisso?

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Esse nexo que a gente encontra, como é que a gente tá fazendo para chegar nesse nexo?Ele é isolado, não tem, não tem um caminho, é só o meu ego dizendo: "Eu quero desse jeito". ou você justifica essa sua escolha. E esse processo de justificar, eu acho que o design ele traz exatamente o melhor, a melhor estrutura de você organizar essas ideias e chegarem um resultado, né? Então é minha vida isso.Muito bom. Muito bom. Bom, dá vontade de ficar aqui umas uns três dias conversando. Tinha um monte de coisa para falar que a gente acabou pulando. E quanto tempo deu aí, Eric? 1 hora quase 2 horas de de papo, né? Então, antes de finalizar, para não me esquecer, curta, compartilhe, comente, se inscreva no canal, aciona o sininho das notificações, faça tudo que você puder, compartilha com os teus amigos, né? e eu queria, antes de terminar, dar meu novo livro para pros dois, né?

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Eu tenho a minha coleção,é a coleção dos livros.queria dizer que foi um baita prazer. Queria abrir o microfone para cada um de vocês para dar um tchau e dizer uma última palavra aí. manda, manda um recado final aí para quem nos assistiu até agora, portanto, merece um carinho especial no final desse desse episódio.Primeiro agradecer, né, a oportunidade, sempre bom, minhas trocas, para quem não sabe, né, o Gian é o meu mentor, né, é uma pessoa que eu considero muito, então grato pela oportunidade. Eu acho que se quiserem me seguir nas redes, né, Pietro Si aí o OCUS é OCC e o ZZI e cara, bora trocar ideia. Adoro trocar ideias sobre negócio, design, inovação. Tô sempre nesse movimento de comunidade, de poder ajudar quem de fato precisa. Então, ten um prazer enorme de poder ajudar.Legal. Quem quiser seguir a gente também for de filmes, né? Agradecer. É, foi muito bom essa conversa,papo bom,né? Para quem gostou, comenta aí, pelo amor de Deus,compartilha com os amigos, né?

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Compartilha com os amigos e agradecer também a família, né? Minha esposa Rita, minha filha Marina, todaE agora ele te fodeu. Vai lá falando um beijo pra minha mãe e pro meu pai, né, e para todo minha família.Mas eu acho que é importante, né, a gentenão esquecer de ninguém e o pessoal do time também.E o time Marl que eu não falei de você no outro Marl.Bom, e pr para você que ficou até agora, muito obrigado por ficar aqui com a gente. Espero o próximo episódio. Um beijo no coração e até breve.