Sobre o episódio
Giovanni Vannucchi montou em 1979, com amigos da FAU-USP, um estúdio no fim de um corredor da Vila Madalena: cinco portas embrulhadas em plástico branco sobre cavaletes. Dali nasceu a Oz, que começou com a marca da confeitaria do pai dele, ganhou corpo com o cartão Solo da American Express, foi uma das primeiras a usar computador e a trazer o atendimento da publicidade para o design, e ficou 40 anos entre as referências do país.
Na conversa, Giovanni conta o caso da nova identidade do Athletico Paranaense, que enfrentou a fúria das redes antes de virar símbolo de títulos, e a decisão de encerrar a Oz no auge para abrir a Taba. Fala também de cultura de escritório, humor e trabalho remoto, e defende que o design só ganha valor quando toda a investigação se traduz num resultado de qualidade. Sobre inteligência artificial, vê uma ferramenta poderosa que exige saber o que fazer com ela.
Como diretor-geral do BDA, ele reflete sobre a identidade do design brasileiro, marcada pela liberdade e pelo humor, sobre o papel das associações e sobre a importância de saber escrever e apresentar o próprio trabalho. Para quem começa, o conselho é ter paixão e alimentar o repertório o tempo todo, porque não dá para ser designer das 9 às 18.
Trechos em destaque
“A gente tem que se aprofundar, entender o mercado, a categoria, a dinâmica de cada cliente. Mas para mim isso só tem valor quando você chega num resultado de design.”
“Se o bolo crescer, é melhor para todo mundo.”
“Às vezes é preciso sair da ilha para ver a ilha.”
“Não dá para você ser um burocrata do design.”
“Bons clientes trazem bom design.”
“Não dá para ser designer das 9 da manhã às 6 da tarde.”
Capítulos
- 0:00Abertura
- 1:00O papel do design em uma frase
- 3:26Investigação que vira resultado de design
- 6:30Por que participar de associações
- 11:50Montar um estúdio de design em 1979
- 15:29Vender design antes da era digital
- 16:48A primeira grande marca: o cartão Solo
- 18:09Computador, internet e inteligência artificial
- 27:22Conselhos para a nova geração
- 29:58Do designer ao empresário
- 35:27Cultura, humor e trabalho remoto
- 43:16O fim da Oz e o nascimento da Taba
- 49:10Quando o branding entrou na pauta
- 50:29O caso Athletico Paranaense
- 57:31Cannes e o design brasileiro
- 1:00:04O BDA como vitrine do design brasileiro
- 1:06:07Designer também precisa saber escrever
- 1:09:16O legado no BDA e a renovação das associações
- 1:18:22Recado para o Giovanni de 1979
Cortes do episódio
Transcrição completagerada a partir da legenda automática do YouTube, com revisão de nomes
Olá, olá, olá. Bem-vindos ao Trocando a Lente, um podcast cujos temas são diversos, mas a gente principalmente gosta de falar sobre marca e a gente convida para participar desse podcast pessoas que viveram e ainda vivem a história de grandes marcas. Tô aqui hoje com meu grande amigo Giovanni Vannucchi. Giovanni, obrigado por ter aceitado o convite.Obrigado pelo convite. Acho que vai ser gostoso. Como a gente tava falando, vai ser meio uma conversa de bar, né?Isso. Conversa do almoço.É isso aí.Para você que tá assistindo o podcast, não se esqueça, curta, compartilhe, comente, se inscreva no canal e ative o sininho das notificações. É difícil decorar todas essas coisas,não, mas já tá entre os primeiros de hoje melhorou muit muito já. Sim,melhorando. Eu espero que você esteja esteja curtindo o podcast. Se você não gosta, como eu digo sempre, deixa tocando, porque assim o algoritmo vai registrando, a gente vai crescendo no YouTube,vai fazer outra coisa, né? Sei lá.
Giovanni, obrigado por vir.eu tava ansioso para para ter essa conversa, né? Você sabe quantos anos a gente se conhece?Com certeza.Então, eu queria pra gente começar falando um pouco, né? Para não começar, como eu tenho começado sempre falando, conta a sua vida,eu preparei aqui uma pergunta um pouco diferente, né? Se você tivesse que explicar pro empresário brasileiro em uma frase o real papel do design, o que que você diria? Faz pergunta difícil.Ah, eu diria que assim, você vai ter um grande ganho contratando design, né? Seja um ganho financeiro, né? A gente tem vários exemplos, por exemplo, de troca de embalagem que aumentou 40% só o mesmo produto de um ano pro outro, só trocando a embalagem.
Seja um ganho de visibilidade, né, de percepção da marca junto ao público em geral, não só interna como externamente, né? Então eu acho que não tem não tem erro, né? Você você contratar design só tem coisas positivas. Eu acho que não, você nunca vai dar um tiro no pé contratando design, até porque em princípio é barato com todo em relação a todo o benefício que ele traz, né?É assim. E o que que é, para quem não vive esse mundo que a gente vive, o que que é trabalhar o design, né? O que que é ajudar a construir marca? O que que tenta traduzir numa linguagem popular para as pessoas que não vivem o que a gente vive? O que que é? Porque muita gente me pergunta, né? O que que é o design? O que que vocês fazem?Pessoal acha que a gente fica sentado desenhando numa mesa, né?
Sim. Ainda, né? ainda,apesar, eu acho que eu tenho assim, eu acho que a primeira coisa assim e o fazer design é muito rico, né? Porque às vezes se você trabalha com clientes tão distintos, né? Às vezes tem que a gente trabalhava de repente com uma indústria de pregos ou com uma indústria que faz requeijão, né? E quando você trabalha com design, você tem que ir atrás das particularidades de cada de cada negócio, né? Então são coisas bem distintas e você tem que se aprofundar. Eu acho que isso é fundamental proa beleza do nosso trabalho.Exatamente. E é o fundamental para você fazer um design bem feito, né? Eu acho que cada vez mais a gente tá nesse processo de aprofundamento.
Masmaseu tenho uma questão que eu acho assim, eu acho que a gente tem que, para mim assim, a gente tem que se aprofundar, entender, entender o mercado, entender a categoria, entender a a dinâmica própria de cada cliente. Mas para mim isso só tem valor quando você chega num resultado de design. Bom, eu acho que um grande um grande planejamento tal, onde o design não expresse tudo isso, para mim não tem valor, porque senão também a gente seria o qu, né? Eu acho que tem uma grande discussão assim, senão a gente vira sociólogo ou ou psicólogo ou planejador,fazer terapia com cliente,planejador estratégico, né? Então eu acho que o fato de você, eu sou da época que assim um cartaz Milton Glaser era o meu grande preciso explicar, né,tesão, né, assim, você tem um uma um design bem resolvido, né? Então acho que se todo esse trabalho que a gente faz num resultado de bom num dá num num bom design com qualidade de design mesmo, eu acho que ele fica numa questão meio duvidosa. Agora em Madrid vai começar agora semana que vem o o terceiro fórum de pesquisa e design.
.E é interessante porque a gente vai, eu sou o diretor da associação que Iberoamérica Diseña, né? que tá estruturando isso daí. E os primeiros eles eram muito acadêmicos na verdade. E agora esse ano a gente foi, mas não vamos questionar essa coisa sexual acadêmica. E esse ano a gente definiu três itinerários. Legal,que eu achei bem interessante. O primeiro continua sendo uma questão mais acadêmica, o segundo é escritórios de design, né, designers, como é que eles trabalham a pesquisa, né, e e a investigação antes de chegar no design, né? E o último itinerário é sobre empresas de design e startups, né? Então assim, é muito interessante porque muitas vezes a gente trabalha com design e nem tem a noção de todo um trabalho anterior que a gente fez, né? As pessoas vem só uma marquinha ou um um resultado X, né? Um novo desenho de loja, sem saber que tem um super trabalho de investigação, né? Então é legal porque a gente assim aqui do Brasil eu indiquei o Itaú, né? Porque ele tem lá a gente viu, é quase 1000, uma equipe tem quase 1000 designers. Indiquei a Tátil que tem aquele trabalho do carnaval que eu acho sensacional e que mostra que tem um trabalho de pesquisa super aprofundada, desde entender o que é o carnaval de escola de samba até a parte de tecnologia, né, que a marca mexe conforme o som. e e e indiquei o casulo também, que também é um trabalho como uma empresa cria um um um investigação também para chegar no design,
para fomentar o design,para fomentar o design. Então assim, eu acho que a gente tem que ter a consciência de que, e muitas vezes os designers não têm, eles acham que eles só desenharam uma marca, mas antes disso tem que ter todo um trabalho de investigação para chegar num bom resultado, né? Da e você tem uma participação grande, né? A gente compartilhou um pouco, eu compartilhei um pouco dadessa experiência com você, que é se envolver com causas como esse grupo iberoamericano, AB Design, a abre, as instituições de design, né? Por que que por que que você pessoalmente decidiu se envolver com essas ações maiores, né, que são muito mais sobre o coletivo do design do queo seu próprio escritório, né? Por que que você decidiu?Eu acho que é assim, para mim tem uma questão assim, se o bolo crescer é o melhor para todo mundo, né? Então quanto mais gente souber o que é design, quanto mais gente valorizar o design, claramente vai ser bom para todo mundo, né? E então eu sempre assim, eu participei da, eu fui fundador, um dos fundadores da DG, né? Fiquei lá 10 anos, foi fui eleito na primeira diretoria, depois eu ajudei a fundar o comitê da ABRE, depois eu eu fundei também junto com o com Manuel Miller e outras pessoas a AB Design, né? Então, eu acho que tem uma questão de você não pensar só no próprio umbigo e você também pensar que se o mercado melhora, ele melhora para todo mundo, né? E eu acho que a nossa categoria tem tem uma grande vantagem, a gente sempre
Comenta isso, que a gente é é concorrente no trabalho, mas é muito amigo na vida real. Eu acho que isso tem um super valor e acho que isso facilita muito essa essa questão das associações, né? Não é à toa que a DG tá aqui até hoje, né? Com seus altos e baixos, mas tem Renascend, ela fez a Bienal ano passado, a ABEDesign tá completando 20 anos, né? Então eu acho que participar de associações tem a ver com espírito de você ser coletivo e sempre ter essa questão, né? até até com essa Iberoamérica Diseña tem assim, ah, o que que eu ganho com isso, né? As pessoas sempre tem ahse não tiver ganhando nem venha.É, tô pagando as pessoas, não sei querer um caderninho escrito com o logotipo da da associação, não é isso, né?
Uma canetinha, né? O que interessa é você imaginar que você parte de uma de uma de uma faz parte de um grupo que tem os mesmos interesses. E isso nasceu sempre assim, né? Quer dizer, a DG começou com amigos, né, que se conheciam em escritórios e tinham os mesmos problemas, as mesmas dores. Ah, meu cliente fez, ah, o meu também, pô. Então, em vez de ficar falando só na mesa de de do bar, né, ou no almoço, isso a gente montar uma uma um grupo de pessoas, né, isso também de de virar uma associação, porque a associação parece uma coisa meio careta, né, assim, para designers, né? E na verdade tem uma questão jurídica que ela tem uma representação, né? Tem que ter estatuto. Então, do ponto de vista institucional a associação é muito mais forte, né?
Uma vez eu tava conversando com um cara do mercado publicitário e ele tava comentando sobre a nossa união. Ele falou: "Pô, eu vejo que vocês têm uma união muito grande e tal. Por que que você acha que a gente não tem os publicitários?" Eu brinquei com ele, falei: "Acho que a gente sofre um pouco mais, a gente precisa um pouco mais do ombro amigo,a gente ganha muito menos dinheiro, né?" Então,talvez se a gente não tivesse sofrendo tanto, a gente tava competindo um pouco.Pois é. Pois é. E é gozado como na verdade, né, até as próprias associações, essa criação das associações, ela ele mostra até o o o a evolução da profissão, né? Porque a DG começou, a DG não, ela é ela é uma associação de indivíduos, de profissionais, né?. E quando a gente fundou a a ABEDesign já tinha essa questão de ser empresas, né?
Ou seja, isso mostra a evolução do mercado também. Saiu do cara no seu estúdio sozinho ou com mais uma e duas pessoas e chegou a ser uma exatamente chegou a ser uma pessoa jurídica com os problemas, né, até maiores, né, e mais complexos do que só um profissional trabalhando em casa. E no fundo assim, eu estudo muito estratégia, até o livro fala sobre estratégiae na no na teoria clássica da estratégia, o que tá descrito lá são duas coisas fundamentais. Primeiro, estratégia é sobre unicidade. Você precisa construir um diferencial próprio. É sobre isso. O segundo, você precisa trabalhar coletivamente para que o seu mercado cresça.Claroque tem a ver com o que você acabou de falar,né? Por quê? Porque se você, se todos não trabalham para que o mercado cresça, nós vamos disputar o tal do Oceano Vermelho, né? Nós vamos disputar um mercado pequeno. Então, parte do nosso trabalho é ganhar o nosso espaço no mercado que já existe. Parte do nosso trabalho é ampliar o o tamanho do mercado. Eu acho que as associações têm um papel super importante nisso.
Exatamente. Esse papel.O difícil são os mercados muito competitivos as pessoas se se proporem a colaborar, né? É,mas você você comentou sobre a evolução do design, né? Como é que foi montar uma empresa de design em 1979, se eu não se eu não tô errando a data.Exatamente.Numa era pré-innet,pré-estartup, sem cultura de marca. Como é que foi?É, como é que foi essa trajetória?Eu brinquei outro dia que nosso business plan foi, vamos comprar cinco portas, embrulhar com plástico branco e botar em cima de uns cavaletes, né? era montar o escritório.Exatamente. Na verdade, assim, a gente já era, né, a gente já era amigo da FA, né? Eu fiz a FA e eu acho que a FA também ela tem uma uma grande uma grande característica que é uma uma educação muito abrangente, né? Eu acho que a FA ela ela apesar a a ela não é só uma escola de arquitetura, né? E já faz uns anos ela criou o a escola de design também, né? Mas ela tem uma visão holística que é muito rica assim, né?
Então a gente a gente você tem desde o Chico Boarque, né, até o Fernando Meireles, né, até o Guilherme Arantes. Então você vê que sai de tudo lá, né, e isso é muito rico como formação. E a gente já era amigo, né, na na FA, entãovocês eram em cinco, né, noeram em cinco. Eu, André Poppovic, o Ronald Kapaz, aumigibo, que é minha mulher e o Ricardo Latera, né? a gente já era amigo, tal, e a gente resolveu montar esse estúdio ali no fim de um corredor da Vila Madalena, quando a Vila Madalena não era tudo isso ainda, né? Não era não é era, ela tava começando, ela tinha vários estúdios. Outro dia até achei um um um cartazete feito à mão, que era uma exposição de de escritórios ou de estúdios lá da Vila Madaleira. Então tinha a gente tinha um estúdio de de filmagem, dois de arquitetura, né?
Porque era isso, a Vila Madalena era muito próxima à USP, a aluguéis muito baratos na época. Então ela começou com essaviabilizou.Viabilizou. Exatamente. Então a gente montou lá e a coisa foi meio indo. A gente começou a trabalhar bastante com a arquitetura também, mas a a gente gostava muito, a gente sempre gostou muito, né? ia lá na biblioteca, ficava lendo a grafis, a Novo Grafic, né? Então, então a gente sempre tinha isso e aos poucos a gente foi meio largando a arquitetura e indo mais focado na na parte de design propriamente dito, que nem existia design, né? Na verdade,desenho industrial, eu lembro,é desenho industrial. E a gente quando a gente a gente na F, por exemplo, as matérias eram de programação visual.
. E quando a gente montou a DG, a primeira discussão foi, como é que nós vamos chamar isso aqui? Associação dos comunicadores visuais, Associação dos Program Gráficos, que é uma questão até de de terminologia, porque o designde identidade também, né?Exatamente. E no fim a gente fez a escolha correta, né? Porque no fim o design não tem uma palavra correspondente em português, né?.Então é importante a assumir o design naquele momento foi muito importante para a pra categoria e pra nossa profissão.Legal. E como é que era vender design antes da era digital?Rapaz, era difícil,rapaz.Ainda é difícil, né? Na verdade, né? A gente sabe quena época que era mato era mais difícil.
Na época era mais difícil ainda, né? E você vai criando, né? Assim, você começa com parente. A primeira marca que a gente fez foi da confeitaria do meu pai, né? Então assim, aí não sei quem fez portfólio, né?É, conhece aquele não sei o que outro acha. Aí vai crescendo, né? Você vai criando, né? E aí você vai criando, vai criando nome, vai criando portfólio e você vai e a gente tinha essa questão também, essa vantagem até acho que pela nossa formação abrangente da FA de não ficar focado só em determinada coisa, né? Então a gente fez de tudo. No começo é muito editorial também. Depois a gente essa coisa de sinalização e ambientação que tem a ver com a nossa formação de arquitetura, né? Então a na gente sempre gostou de não ficar assim como a gente é rico a gente ir atrás de diferentes clientes, diferentes mercados, né? de você ter que estudar, você também trabalhar nos diferentes campos do design também é muito rico, né? Entre você fazer uma embalagem, fazer um editorial,uma marca ou fazer uma uma finalização de um hospital, né?
você tem abordagens muito distintas para você chegar em bons resultados, né?É. E você comentou que a primeira marca foi da doceria, né? Exatamente.E você tem a memória da primeira grande marca que vocês trabalharam? Eu acho que a primeira grande marca, eu acho que sim, foi o cartão solo.Solo. eu tinha, eu tinha um conhecido que trabalhava na América Express e o cartão solo, o cartão solo, ele estava lançando um cartão mais popular,entre aspas,e aí eles chamaram a gente para trabalhar e foi um muito simbólico assim, né, de você trabalhar,você lembra da emoção de doé de você trabalhar para uma grande empresa, né? E aí, e aí a gente foi até apresentar porque a Ogilvy era, era a agência deles. Aí a gente foi apresentar na época tinha o Jaqu Leovic lá, o Dalton Pastor e então assim, foi um trabalho, um projeto de relevância grande assim e a gente foi lá, foi apresentar não só pros pro presidente do Amex, pro diretor de marketing e tal, mas até pra própria agência. Isso acho que foi um turning point. Aí foi uma hora que a gente conseguiu começar a ganhar um pouco mais de dinheiro também, né?
Começar a gostar da profissão.É começar a gostar da profissão, porque quando você trabalha você tem assim, é infinito, né? A quantidade de coisas que você faz para um cliente desse porte com essa importância, né? Então,e olhando toda a tua trajetória, né? Vocês começaram em 79, é isso?É 40 anos, né? Nós ficamos agora sim 45 anos. 45 anos atrás, você já trabalhava com design. fazendo uma linha histórica assim, quais foram as grandes mudanças que você viu em termos de forma de trabalhar, né? Veio a internet no meio do caminho, veio a tecnologia, aliás, antes da internet entrou a tecnologia na nossa vida, depois veio a internet, agora inteligência artificial. Quais foram as mudanças que maismaiores? Eu acho que a entrada do computador claramente teve um impacto gigante, né? Porque ela ela mudou o processo. Inclusive nós somos uma das primeiras empresas a trabalhar com computador, né? Então assim que era uma fortuna, né? Trazer de fora, importar. E aí começamos, o André contou outro dia, começamos com um só, a gente dividiu os horários, tal, cada hora um. É, mas o impacto disso foi muito significativo, que mudou a maneira de trabalhar, né, e mudou o tempo, né, para o bem e para o mal, né, porque eu acho que a entrada do computador acelerou nos clientes também essa coisa de achar que é apertar um botão e a coisa sai pronta, né? Então assim, ah o computador com certeza teve um impacto muito significativo, foi um turning point na maneira de trabalhar design, né? Quer dizer, você tinha um ritmo e você tinha uma uma capacidade de experimentação,
O computador trouxe uma capacidade de experimentação que não existia antes, né? Você fazia as letras à mão, tirava xéxos compunha, né? E aqui n você fazia experimentar 200 coresmesa de luz, né? Fazendo as letras.Exatamente. 200 cores em 5 minutos, né? Então isso com certeza foi um impacto grande, né? a internet também, essa coisa dessa dinâmica da internet, da troca também. E agora com certeza a inteligência artificial, né, que a gente não tem como negar, né, vai tá aí. E eu sempre falo, na verdade, a gente tá no começo, quer dizer, não começo, porque ela já existe há muito tempo, mas no uso diário, né, para as pessoas comuns. Você imaginam que vai ser daqui a 5 anos, né, assim,como é que vai ser essa profissão?Como é que vai ser essa profissão? Eu eu sempre fico me perguntando se, e aí vou vou fazer isso, uma pergunta para você, né? Você acha que a inteligência artificial ela vai matar o designer ou ela vai revelar quem realmente pensa o design?
É, eu acho,quem é ferramenta, né?É, eu acho que é ferramenta, que nem o computador, né? Na verdade, assim, se você não sabe o que fazer com ele, ele não não adianta. Quer dizer, não você tem uma fer uma uma Ferrari que você não sabe trocar a marcha, né? Assim, e a inteligência artificial é um pouco isso também,mas como é que você projeta?É, eu acho que ela é muito muito útil, muito útil em determinada das coisas. Tava comentando outro dia,você tem usado?A gente tem usado sim, tem usado até para, sei lá, um fundo de uma embalagem, por exemplo, fazer um grafismo de uma embalagem de repente não. E tem coisas, né? Outro dia tava comentando,acelera a vida uma loucura, né? Não, assim, a gente ia fazer um clique para uma de alimento, para uma embalagem. Você passava três dias no estúdio jogando espuma de barbear para fingir apara deixar mais saborosa, né? Não,eu trabalhava para que bom, né, cara?
Para fotografar sorvete. É no começo que a gente mandou fazer uns mocaps. Ficou horrível o mocap, né? Aí a gente contratou um fotógrafo que era especialista. Aí você entrava numa câ tinha uma câmera frigorífica, aí você botava um casacão assim, na câmera para tirar foto se o sorvete derreter, né? E assim com comidas em geral, né? Se tinha aqueles, sei lá, meia dúzia de fotógrafo especialista em comida. Eu tô com dó dessa turma porque, cara, nãovai ter mais essa experiência.Não existe isso. Essa profissão acabou, né? Porque você bota lá, eu quero um hambúrguer tostadinho com um pão, não sei quê, com um tomate refrescante.E ele veio, né?
E ele vem lindão, né? Em sei lá, em 20 minutos.Mas você tem a sensação. Eu eu hoje em dia eu olho uma imagem fal isso aqui é inteligência artificial, né? Eu já tô começando a sentir falta de fotos reais, né? Pois é, mas cara, eu outro dia recebi um post que tinha cinco imagens que eram de de para você adivinhar qual era inteligência artificial e inteligência e era real. Cara, eu errei, acertei só duas, pô.Ou seja,tem aquela, você fala, você acha que satinha uma que assim, um cara pescando e pulava um tubarão na frente do barco. Falei: "Nossa, isso é fake total". Verdade.Verdade.Então assim, claro, tem coisas que você percebe assim que, pô, assim, ainda tá, né? principalmente gente de perto assim, você enxerga ainda, não resolveu bem assim.
Mas como é que você tá enxergando essa evolução, né? Porque a gente já não antes você queria saber se uma coisa era real ou não. Se tivesse vídeo, fotografia, é real, né?Ah, é assustador, né? Hoje eu vejo as coisas, eu falo, a minha mulher chega para mim, fala: "Isso aqui é real." Aí eu fico olhando, fala: "Parece que não, mas é um pouco do tubarão pulando,mas não sei, né? Não dá para saber mais.Uma loucura, né? Mas então e ela assim, como tudo na vida, pode ser usada para o bem e para o mal, né? É só ver o que aconteceu em Cannes, né? Os caras usando para mudar a voz, para reproduzir a voz de uma apresentadora de telejornal, né? Então assim, ela tem esse potencial, mas ela tem ela tem também essa essa esse questão de como é que você vai usar, né? Então, de novo, é uma ferramenta que você tem que saber usar e ao mesmo tempo talvez ela também ela ela ela sugira também uma valorização do que não é feita por computador, do que não é feita digitalmente, né? Então você vê, por exemplo, tem uma amiga minha que ela montou um um atelier de bordados,né? Inclusive ela é jornalista, ela foi uma das primeiras a trabalhar com internet. Ela falou: "Não aguento mais internet, eu não aguento mais esse mundo digital". E ela montou esse atelier de bordados que, enfim, para você até quase num processomeditativo. E cara, toda semana tem gente nova, eu até fiz a marca para ela, tem gente nova nesse negócio. Então acho que traz também um contraponto, né, dessa coisa do digital todo o tempo inteiro, tal, das pessoas quererem respirar uma coisa palpável e a vida
Real assim, né? É o, eu me lembro de um, você tava falando aí, tava me lembrando de um projeto que a gente fez junto, não me lembro qual que foi naquela época que tava eu, você, o Ronald e o André pensando novas iniciativas, né?E que a gente falava da transição do cinema,do teatro pro cinema, né? Que toda passagem de uma era para outraé você tenta replicar o que aconteciano primeiro momento, né? Então, os primeiros filmes eram peças filmadas, né, e depois o filme virou um outro universo.Eu acho que a gente tá vivendo um pouco isso, né? A gente tá usando ainda a inteligência artificial como a gente usavaas outras ferramentas, né? Acho que agora vai, a gente vai começar a testar,é claro,modelos novos eé o que a gente tava comentando, né? Tá no começo assim e claro que ela facilita muitíssimo, né? Assim, então para coisas assim até da coisa de texto, tal, né?
De novo, tem que saber usar, né? Porque senão você dá uma pasteurizadageral, né? Eu até comentei uma amiga minha que trabalha numa empresa aí, ela abriu uma uma abriu um uma vaga, tinha uma vaga, abriram uma vaga lá e uma das atividades era mande o que você acha sobre a nossa empresa, tal. E ele receber vieram tudo igual.Receberam 36 textos, 28 eram todos iguais, porque o pessoal entrou no site e falou: "Me fale o que você acha sobre a empresa tal".Ela falou: "Foi bom, foi fácil. Joguei fora 28, sobraram só oito para analisar". Mas então é isso, né? Você tem que saber usar como qualquerpara essa geração nova que tá se formando agora, que conselho você daria usando? você tem uma perspectiva de mundo mais ampliada que eles, né? Que conselho você daria para elesa respeito da era que eles estão vivendo, né? Porque eles poisestão começando a trabalhar numa era onde a inteligência artificial e a tecnologia já faz parte da atividade do design.
Você daria algum conselho para essa nova geração?Ah, eu acho assim, tem que gostar, né? Assim, você vê, eu tô há 45 anos nessa nessa brincadeira, vai fazer 46, na verdade. E eu ainda tenho um puto tesão assim, sabe assim, por design, pelo pelo resultado, né? Eu acho que ele é uma coisa muito democrática, né? O nosso trabalho tá na rua assim, né? Então você coloca uma embalagem, tá na mesa das pessoas, né? Assim, você vai no supermercado e fica olhando se a pessoa vai escolher vai escolher vai escolher a sua.Aí ela escolhe fica tudo feliz, né? Você vê a marca na fachada de uma grande empresa, né? Então acho que assim,pô, ela tem um retorno, né? Trabalhar com design retorno. Isso, né? Pô, aumentou as vendas do cara, né? Eu acho que o tem um grande, então você tem que gostar, cara. Você não dá para você ser um burocrata do design, né? Ontem eu tava falando com uma professora amiga e ela tava, pô, ela me fez um pouco essa pergunta. O que que você acha que as pessoas que que para pro pro designer que que ele tem que botar no portfólio, né? Falei: "Cara, você tem que ver que, pô, o cara gosta e ele foi fundo, né?"É.
E ela tava reclamando um pouco que ela falou: "Pô, eu dou assim: "Ah, vocês têm 10 aulas para fazer isso, né?" Aí ela espera na primeira aula, como é? Na segunda tem uma evolução, na terceira, na 10ª conclui o trabalho. Ela falou: "Nas primeiras nove não tem nada e o pessoal faz tudo na 10ª.Entãocorre para fazer, né?É, corre para fazer. Então, e obviamente não dá para você fazer uma coisa com qualidade aprofundada de um dia pro outro, né? Eu acho que o nosso trabalho tem isso também,né? Eu acho que diferente da da publicidade que tem trabalhos espetaculares, inteligentes, tal, mas o nosso trabalho é um trabalho perene, né? Nosso o result fundamento, né?O resultado do nosso trabalho é um trabalho que vai permanecer cinco, nem que dois vai, se for pouco é dois, mas você troca uma marca dura 10 anos de repente, né? Ainda que hoje em dia a velocidade das coisas seja maior, você tem coisas que permanecem muitos anos, né? Então assim, você tem que fazer a coisa com com seriedade, vai fundo, né? Não fica com essa coisa que acho que é muito fruto dessa, né? da internet, de tudo. Vem o o Twitter a 140 caracteres, o TikTok é 1 minuto e meio.
Quer dizer, tem essa coisa muito da superficialidade, assim que eu acho que a gente eles têm que tentar realmente se aprofundar nas coisas, né?E e aproveitando esse gancho do dar conselhos pros jovens designers, né? você montou um escritório em 79, era você, o o Ronald, o André e e oas mais duas pessoas,mais duas pessoas. você faz tudo, né?Depois o negócio começa a crescer,né? os a quantidade de projetos aumenta.Claro.quais foram as maiores dificuldades que você enfrentou, que você acha que é importante saber, você gostaria de saber antes de de enfrentar dessa desse processo de de ter uma empresa de design e não ser apenas designer? É, ter que gerenciar gente, fluxo de projeto, quantidade de projetos? Quanto mais o escritório cresce,pior fica, né? você gerenciar que conta um pouco da tua experiência com isso.
Ah, eu acho que o a a gente tem um grande problema que a gente não tem na nas escolas nada que te explique isso, né? Se meio você aprende fazendo na unha assim, né? Então a gente sempre foi assim, né? Começou com um estagiázinho, aí você vai crescendo, aí você falou: "Não, olha essa marca lá da confeitaria do meu pai". Nós sentamos cinco para fazer assim, né?Impensável hoje em dia.É, senta o cinco. Puxa aqui. Aí, claro, depois alguém desenhou, fez o desenho da ilustração, outro escolheu a fonte e tal, mas enfim, imagina, né? Depoistodo mundo querendo botar a mão,todo mundo querendo falar que foi seu, né? E aí assim, você vai aos poucos você vai na ampliando e você vai aprendendo na unha, né? a gente, a gente sempre assim um pouco ciente dessa dessa nossa carência estrutural, a gente sempre foi atrás de consultorias.
.Mais nessa área, né, de de administrativa, de planejamento, de business, de RH, né? Quando você começa a crescer, você tem que lidar com pessoas, tem queIsso é algo que você teria feito antes se você soubesse que era importante. Você acha que é algo que as pessoas têm que deixar mais paraa frente? Por exemplo, chamar uma consultoria ou um mentor ouAh, eu acho que você tem que aprender um pouco, sabe? Eu acho que não adiante você querer chamar um cara, é um pouco para mim como decoração, assim, eu sempre acho estranho, o cara muda e chama um decorador e o decorador deixa tudo pronto assim, né? Não tem nada a ver com a história da pessoa, da família, traz o o móvel da avó, não sei o quê, né? Eu sempre, eu acho que é um pouco isso, você tem que sentir a a o problema aos poucos e claro, a coisa não pode desandar, né?
Mas ontem pedi um evento e um aluno perguntou: "Ah, um pouco fez is qual que é a dificuldade para quem tá começando, né?" né? Ele perguntou assim, eu falei, é igualzinho a quem tá há 45 anos cliente,conquiste, aprenda a vender, né?É cliente. Porque, cara, é se você tem que continuar sabendo vender, tal. E claro, quando é você sozinho mais um amigo ou uma pessoa, né? É muito mais fácil quando você tem uma estrutura grande. Mas a gente sempre foi, quer dizer, a gente sempre teve um pouco essa visão, né, de você, de você. Então, nós somos os primeiros a ter computador. Pô, esse negócio vai mudar. A a gente começou a ver, pô, esse negócio de embalagem. coincidentemente eu tinha lido uma matéria na exame falando que embalagem, não sei o quê. Falei: "Porra, vamos entrar nesse negócio de embalagem que tá prometeaqui. Tem caldo, né?
Tem calda. A gente foi foi dos primeiros a trazer a a figura da atendimento.A gente trouxe da publicidade essa história da atendimento, porque a gente viu que às vezes enquanto design você ficava 80 do% do tempofalandoé muda isso aqui, faz isso aqui agora me manda não sei o quê ao invés de ficar fazendo design, né? Então a gente trouxe essa essa essa esse papel do atendimento. Então a gente foi meio fazendo sempre, mas você tem um olhar de fora é um pouco que nem a gente fazendo branding, né?.Se o cara de repente às vezes a empresa não consegue de dentro entender quais são suas características, quais são suas forças em relação à concorrência, tem que vir a gente para fazer essa análise.
Eu uso sempre a frase do Saramago que fala: "Às vezes é preciso sair da ilha para ver a ilha, né? Exatamente. E essa coisa da da consultoria tem esse papel e a gente passou por diversas consultorias, uma até de psicóloga, porque a para realinhar um negócio super interessante, foi super e é incrível, né? Porque a gente tava, enfim, numa num momento tal que nem casamento, né? Você tem,eu estive, eu estive lá nesse momento.É, então, mas antes disso, até altos e baixos, não sei o que e tal, nós chamamos essa pessoa que é sensacional. A gente ela e ela fez um trabalho quase assim de terapia dos sócios e da empresa. E aíimportante também, né?Não. E a empresa assim, a os depois disso deu uma estourada assim. Então você vê como às vezes você precisa dessas releituras do que a empresa é.
Para chegar para dar esses saltos e retomar, né? Eu acho que uma coisa que a gente sempre teve na Oz falando em RHfoi um clima bom, assim, eu acho que a gente, seja eu, seja o André, seja o Ronald, a gente valoriza muito o humor, né? A gente tem essa coisa do humor e a O sempre teve isso. Diz quenão é a toa que você faz aula de clau, né?Exatamente. Há 20 anos.Há 20 anos.E a gente sempre valorizou muito isso, né? nunca foi uma coisa pesada, tal. Tanto que assim, na época que os jovens usavam Facebook, tinha o grupo Ex-Ozno Facebook, né? Muitas pessoas saíam e voltavam, né? Então isso para nós foi muito, era sempre muito recompensador assim. E a gente sempre evitou também essa história que muitas empresas têm, ah, vamos trabalhar todo dia até às 10 da noite, todos os fins de semana, sempre. A gente sempre evitou ao máximo isso, né? Claro, tem um momento que você tem uma entrega, uma big entrega que você vai ter que dar uma esticada, trabalhar um, dois fins de semana, mas tem várias empresas onde isso é o padrão, né?.
E a gente sempre achou que tem muito mais valor as pessoas terem uma vida pessoal e isso realimenta o próprio trabalho do que realmente ter essa coisa, não vamos trabalhar 12 horas por dia.Que no fundo era construir uma cultura, né, uma identidade cultural da Oz, né, isso faz parte também dos negócios. a gente que trabalha com identidades corporativas, né, não é só a marca, o símbolo, é o que ela vive dentro de casa para poder produzir o resultado que ela produz.É isso. Isso, assim, e acho que isso a pandemia destruiu muito, né, essa coisa do home office e tal. Eu acho queboa pergunta. Você é a favor do home office?Olha, eu sou a favor porque eu acho assim, tem muita gente que passa 3 horas por dia no trânsito, cara. Eu acho isso uma indecência do nosso sistema, assim.
Então assim, eu acho que depende muito de cada situação. Então assim, a gente tem um atendimento que foi morar em Santos e ela durante a pandemia foi morar em Santos, a família morava lá, tal e voltou, acabou a pandemia, ela falou: "Pô, eu quero, cara, tudo bem, se ela consegue trabalhar lá, aí tem a reunião com o cliente, ela vinha"..Então assim, eu acho que depende muito de cada casa. O meu irmão tem escritório arquitetura, trabalha com gente em Salvador e na Itália, entendeu? Então acho que Mas agora a questão da cultura você perde. Isso é uma, isso é uma tristeza.Eu eu perguntei porque eu soucontra, né? Eu sei que sou contra.Sou contra, sou contra assim, mas não contra porque eu acho que é ruim as pessoas trabalharem de casa. Eu eu sou contra isso, ser a prática estabelecida.
Eu não sou contra as pessoas trabalharem de casa,né? Mas eu onde eu me pego é justamente nessa questão da cultura, né? e eu normalmente digo o seguinte: eu me encontrar com você online é possível.Claro,vai haver uma conversa, mas não é a mesma conversa que acontece quando a gente tá aqui, né? E na dinâmica de trabalho, no dia a dia, né? Na construção dessa cultura, para mim ela é irreplicável quando estão todas as pessoas oné com certeza. É, é muito difícil,acontece, dá para trabalhar possível, mas você no longo prazo acho que você perde muita coisaimportante e no fundo uma uma se o que eu defendo paraos meus clientes é uma empresa é sempre reflexoda sua cultura, né, da dinâmica da produção do resultado que ela produz. Então isso nasce na cultura, no jeito de fazer, é o que dá a identidade organizações.
Eu concordo. Eu acho que principalmente quem perde muito assim, eu acho que a cultura perde bastante, mas por exemplo, como é que você ensina um estagiário à distância?Pois é,assim, coitado, né? O cara, porque assim, quando tá na empresa, o cara vê que que o senior tá fazendo ou o senior levanta, olha, isso aqui não sei o quê, tal. Pô, isso é uma perda gigantesca,não? E aí você tá fazendo seu trabalho, tá aqui do lado, você olha mexe aqui, né?Exato. Com certeza. Isso perde muito. Por outro lado, quer dizer, além disso, né, de pô de você melhorar a qualidade de vida, porque eu, pô, eu trabalhava 15 minutos do escritório, eu sou um privilegiado assim, né? Mas tem gente que, pô, realmente demora 3 horas. E tem uma outra coisa que eu também que eu acho que a pandemia ensinou que é possível assim, pô, às vezes eu ia para para sei lá, Curitiba, saí às 7 da manhã, fazer uma reunião de 1 hora30 e perdiia o dia inteiro, porque aí já, ah, você marca mais tarde porque você não sabe quanto vai demorar a reunião, tal.
Isso não faz sentido, né?E a reunião não precisava, né? É, tá se e mesmo a reunião precisando, claro, tem momentos chaves, pô, você vai apresentar um negócio, tal,presidente da empresa,não, você vai apresentar pro presidente da empresa, um trabalho, não sei o que e tal,pô, o cara é o qu não tô aí o cara fica, você vê que o cara final o cara tá ali no celular, né, no WhatsApp, acontece muito, né, que é um horror, né, assim, então tem momentos chaves que, pô, você tem que pegar o avião e lá, mas tem muitas vezes que é uma reunião de continuidade que não faz sentido. Você perdeu.Então, eu sou muito a favor disso, né? Eu acho que o o online ele serve para aquilo que não precisa ser presencial, mas ele atrapalha demaisaqueles momentos onde você precisa da presença e e não é que eu sou contra, né? Por exemplo, essa questão do morar longe demais do trabalho, isso para mim é um problema, porque hoje em dia a nossa vida tem que sernum raio muito próximo, né? É,então eu vou trabalhar num lugar que é muito longe da onde eu vivo. não é o problema do home office ou da falta dele, né?
É uma escolha para mim, né? É uma escolha difícil. Eu sei que nem todo mundo, não tem isso. Por isso que eu tô dizendo, eu sei que todo mundo você não consegue emprego onde você quer, né? Não tem empresa que você gostaria de trabalhar do seu lado. É, é muito difícil. Maseu acho que perde muito, né? Eu acho que perde.Acho que ainda a gente ainda tá tentando encontrar esse equilíbrio você vê no caso do Itaú, né, que saiu mandou lá 1000 pessoas,mandou os cara para casa e mandou embora porque não tavam trabalhando. Ó, porque não tava trabalhando, pô. Mas também assim, aí um pouco essa coisa da responsabilidade de cada um, né? E você vê também o resultado se o cara tá tá enganando ou não. E é curioso porque a gente fechou a Oz, né, no final de 2019 e aí eu montei a Taba com o André, né, e a gente foi meio visionário nisso, porque a gente o o aquele modelo nosso era assim, gente, assim, quem quiser trabalhar de casa pode. Pré-pandemia, né, três meses antes da pandemia, né?
Então, de uma certa maneira, chegou a pandemia e a gente tava preparado já. até a gente chamou um consultor tal para dar uma palestra. Isso é genial porque é a nova dinâmica de trabalho, normal.É o nova din Eu tinha lido um monte de matéria falando que a nova maneira de trabalhar era essa fluidez, essa coisa líquida, não sei o que e tal. E e então a gente tava preparado para isso assim, né? A gente já tinha essa coisa, se o cara quisesse trabalhar, tá claro, não era no caso da Taba todos os dias da semana, mas se um ou dois dias a pessoa quisesse trabalhar em casa, podia. Então, quando a pandemia chegou, a gente de uma certa maneira já tava estruturado para isso, né? Apesar de ter que pagar aluguel durante 9 meses e o escritório parado lá.
A pior decisão do mundo, né?É, isso a gente não tava preparado, com certeza, né? Mas essa coisa da dinâmica do trabalho, a gente até já tinha até coincidentemente a gente tinha até de uma certa maneira estruturado o trabalho assim, né?Isso aí falou da passagem da Oz para Taba, né? Como é que foi essa experiência de decidir fechar um escritório de sucesso? Então assim,pois é,momento em que o escritório atingiu, virou ícone, vocês decidiram fechar o escritório. Conta como é que foi essa experiência. Eu sei um pouco que eu participei, mas conta um pouco como é que foi essa decisão.Foi mais uma consultoria. Maldita consultoria consultoria que deu essa ideia.É, na verdade assim, né? E você sabe bem, né? Você trabalha com as empresas assim, na verdade a essa consultoria, que aliás foi super boa, a pessoa era ótima assim, ela fez a floral o que tava debaixo do pano assim, né? Então, às vezes você vai e a gente sa a tá meio parada, né? E a empresa que tá parada, ela tende a a a a ir para baixo, né? Ou ela cresce e tal, ou e aí a gente, pô, não sei o quê, fez uma consultoria, tal, e a gente a gente chegou à conclusão que era a hora de de repente, quer dizer, o Ronaldinho e o André tomarmos outro, que a gente tinha uma visão maisalinhada, né? mais alinhada, tal, não sei o quê. eu sempre digo que que a gente conseguiu, que é maravilhoso, que a gente é amigo até hoje, a gente almoça junto, tal, né?
Porqueeu sempre acho muito triste, tipo Cauduro Martino, né? Depois, sei lá, 40 anos, eles acabaram o negócio na briga, né? E a gente, pô, até pelo nosso histórico que a genteainda bem não chegamos nesse momento,não chegamos, pelo contrário, até pelo nosso histório, 40 anos de os mais cinco de fal, né? Então assim, seria uma pena, né? Isso. Graças a Deus a gente conseguiu, a gente continua amigo, mas a gente achou que era que era o momento de ir para outras. E a aí ficou uma super discussão, né? mantemos aessa pergunta que eu ia fazer agora.Mantemos a ou não?Você se arrepende da da decisão que vocês tomaram?Cara, é uma loucura, né? Porqueeu vou te dizer porque que eu tô perguntando isso.
Quando eu penso o que significava a Oz e o que significa ainda hoje pras pessoas que participaram desse mercado, pro mercado, pro pros clientes, pros concorrentes,e eu vejo a Oz terminou, para mim não faz o menor contigo.Chcante, né? Eu sei, na verdade assim, bom, até hoje as pessoas falam: "Nossa, eu vou no negócio a os sei lá no você tem lá no LinkedIn três novos seguidores por semana. Faz como assim? Faz se anos que ainda fechou. Então assim, e eu sempre brinco, eu sou um pouco que nem o Clark super homem quente, eu sou Giovanni Oz Vannucchi, né? Assim, porque, pô, é quase meu sobrenome assim, né? Mas a gente a gentevocês não pensam em você nunca repensou essa?
A gente repensou muito, na verdade, né? E a gente assim, o Ron falou: "Não, não quero porque eu vou fazer outra coisa". Quer dizer, a minha a minha atividade lá atrás ounão, na hora que fechou, na hora que fechou, ele falou: "Eu não quero porque meu minha atividade vai ser diferente". Eu e André demos uma balançada, mas o que a gente pensou também, isso é um pouco triste assim queah, designer com com 40 anos, né? tem que ser moderninho, tem que ser novo, tem que ter ar fresco. Então a gente achou naquele momento que o fato da Oz de 40 anos pro nosso mercado. que não era uma vantagem, talvez, talvez naquele momento. Então, talvez para nós, pro mercado, pros estudantes, para quem viveu a história da Oz, tivesse muito valor pro mercado, talvez tivesse um certo envelhecimento.
Foi nossa leitura na hora de mudar de mudar de de não continuar com os, né?.E no fim a gente deixou na história de uma certa maneira assim e apendurou chuteira da hora, talvez daquela sucesso.É do que ponto tal os cara meu bando de dinossauro lá, né? Então assim, então eu acho que isso, mas é uma loucura, cara, porque assim, até hoje a quantidade de vezes que eu penso na, eu sonho com a Oze é uma coisa assim, na verdade, se a Oz assim em espaços que não eram da Oz, pessoas de várias épocas, tal, por que é isso, bicho? Tá entranhada, né? Eu vivi 40 anos, né? Nosé, eu faria comparação assim, Giovanni, André e Ronald para mim é DPZ igual.
Pois é, pois é.É os é os três ós para mim tem esse significado e para mim é eterno. Não tem não parou, né? É não. E é muito louco a gente com a nossa cidade. Os meninos da meninos.Obrigado.Os meninos da Oz.É, então é gozado. Mas é uma questão assim, a gente quando tava na Taba tal de repente o André fala: "Pura, por que que a gente desistiu da assim?" Porque é uma marca, né? Obviamente assim, mas sei lá, naquele momento parecia o maismais certo.Então um pouco isso. Ela ficou na história, acho que de uma certa maneira é legal porque ela não não caiu assim, n fala: "Puta, os cara não vão desistir quando, né, de fazer isso".E me fala um pouco sobre da tua trajetória, né? Porque o design ele não era tão estratégico, né? Ou pelo menos não entrava dentro das discussõesestratégicas das empresas. O termo branding nem se falava lá atrás, né?
Claro.Quando é que começou a entrar esse termo dentro da pauta da Oz, né? e quando é que você, Giovanni, se deu conta de que, a gente tá começando a conversar num outro nível dentro das empresas, a gente e e que tipo de angústia você sentiu, né? Porque quando você senta para conversar com um cara que só fala de números, né? Você tem que produzir outro vocabulário, né?Sim. É, eu acho que até pela nossa pelo nosso histórico, né, dessa questão de ter uma empresa, né, de ser uma das primeiras empresas mesmo, né, porque você pensa, sei lá, antes a gente tinha o Cauduro Martino, né, que era uma empresa estruturada, trabalhava com grandes clientes, tal, e a gente teve esse essa essa trajetória enquanto empresário mesmo, né? Então, de uma certa maneira, a gente não era só o designer que fazia, né? A gente já tinha essa questão dos números importantes que sem sem conhecer número você não não sobrevive, né? Então esse foi um processo meio aí o André e o Ronald foram acho que para o Icograda no Sydney, começaram a ouvir essa história de branding. O Ronald trouxe muito essa história de branding e aí foi uma coisa que a gente começou a a a incorporar na nossa na nossa entrega de trabalho, né?
E aí depende muito também de cada cliente, né?. Porque você trabalha, sei lá, com uma Coca-Cola, eles têm uma estrutura de marketing e de saber para onde eles estão indo, né? E nós trabalhamos, sei lá, 15 anos para Coca-Cola, que é diferente de um outro negócio que às vezes a pessoa não, pô, tem um negócio bem estruturado, grande, mas não sabe direito, direito o que o que para onde ir, né, qual que é o diferencial dele. Então, antes de começar a desenhar, a gente a gente começou a investigar muito, né? Então, tem um case que eu amo, né, até porque eu adoro o futebol e que é o Atlético Paranaense, né?Vocês fizeram identidade,fizemos tudo para eles, né? assim, então el fizeram um trabalho incrível porque a gente falou com a diretoria, a presidência, com jornalista esportivo, eles tinham uma uma tinha sócio tor o mailing de sócio torcedores, então 3.000 sócios torcedores responderam, que é um número altíssimo, porque é que quando é futebol é paixão, né?.
Então, assim, a gente conseguiu antes de começar a desenhar ir fundo no que era o Atlético, né? Então,no significado. Aí fizemos um manifesto, aí nós chegamos em em quatro em quatro eixos, em quatro características. Então, que a gente chamou, ele é conhecido como furacão.Nós chamamos os quatro ventos do furacão, né? que então era assim a a irreverência, ambição e debaixo de cada um tinha. Então, pô, e eles compraram muito isso, essa coisa de, pô, qualquer passo que a gente for dar, a gente a gente vai trabalhar e com essas essa matriz como ponto de partida e a própria identidade toda surgiu a partir disso, né? Não. E teve uma mudança radical, né?
Como é que foi esse momento de apresentar a nova identidade pros torcedores, né? Porque tem certefoi impressionante pro porque pro Petraglia que é o presidente lá e que é um cara muito visionário porque ele tirou o Atlético era um clube praticamente de bairro lá de Curitibae virou a potência que é hoje, né? E apesar de ter caído pra Série B, mas enfim, ano passado. Mas de qualquer maneira ele queria, ele tinha essa questão muito. Então ele que queria uma mudança, ele se inspirou muito no Manchester, na na mudança da Juventus da Itália, que foi uma mudança radical e que entendeu que um clube é muito mais que só um time,mas é uma empresa que vende produtos, que vende no caso dos, né, da da Europa, tal, vende produtos no mundo todo. Você vê o cara no Marrocos com a camisa do Barcelona, né? Então assim, ele tinha essa visão e ele queria essa mudança porque era ele ele inclusive tinha contratado uma consultoria também e eram três estágios e esse era o estágio da profissionalização e ele queria simbolizar isso. Então a gente foi, a gente foi, eu fui lá apresentar em Curitiba, tal, e ele adorou toda a coisa da estratégia e aí ele conseguiu aprovar muito rápido a marca também.
Então a gente ficou bastante surpreso assim porque, né, tem uma coisa tal de você de vocêMas teve um não gostei da dos torcedores, tevenão foi uma loucura. Foi uma loucura. Eu entendi o que é ser odiado nas redes, porque eu fui,foi cancelado, né?Eu fui para Curitiba por e apresentar n aí o o o o presidente era o conselho lá, tinha 500 pessoas, eles estavam transmitindo transmitindo online, né, a a o evento. Então o presidente falou, aí eu falei, expliquei o que era a marca, o que era a nova identidade, toda, né, toda a coisa do brand, não sei o que e tal. Aí começou tal, no dia seguinte, não sei quem entrou no nosso Facebookapedrejando, né?
Nós vamos pegar vocês, que empresa maldita acabou com a nossa marca e assim foi um negócio assim e você não sabe o que fala. Aí nós falamos com a nossa assessoria de imprensa, falou que fica aqui, não responde que é pior assim. E a e é incrível porque aquela coisa de você lá tem 50 haters,faz um barulho, né? Inacreditável. E aí eles entraram em outros trabalhos. Olha que lixo. Aí um cara entrou no meu Instagram, né?Só te xingar,que era ingenuamente aberto. Aí tinha uma foto de uma final do Palmeiras. O cara ainda mais é palmeirense, não sei o qu, desgraçado.E aí o outro falou: "Ah, agora que a gente viu sua cara, você vier para Curitiba, a gente pega assim, cara".
Ah, deu medo ou não? Ah, eu devitei ir para Curitiba durante uns meses. O que que aconteceu que na verdade foi genial porque depois que mudou a identidade eles ganharam a Copa do Brasil, ganharam a Sul-Americana, eles ganharam ganharam um monte de coisa assim. Aí aí apareceu o cara com símbolo e na na cabeça feito com no cabelo, tal.Então assim, é isso, né? Agora e você mudar uma um clube de futebol é uma coisa de pai ser maisvocês ganharam prêmios, né? Comganhamos prêmios, ganhamos redot e tal. Então assim, é uma coisa você tá mexendo com a paixão, né cara? Se às vezes as pessoas reclamam de mudou a marca de uma empresa, você imagina queol c entre nós tem que dar um pouco de sorte também, né? Tem, você podia ter perdido tudo, ia virar o símbolo da desgraça. Nós nós fizemos fizemos a a a mudança numa, eu lembro perfeitamente numa terça-feira, na quarta-feira eles disputaram a final da Sul-Americana nos pênaltis. Cara, eu quase morro.
Eu faleitorci, eu torci mais que pro Palmeiras que eu falei se os caras perderem isso aqui, vai pro lixo todo o trabalho que nós fizemos. Aí o cara ganhou nos pênal um negócio, o cara do outro time perdeu um pênalti no meio do jogo. Deus está comigo. Tô bem acompanhado.Tô bem acompanhado. Que se perdesse ia ser um um marco muito dramático assim, né? E no caso a mudança foi radical porque fazia sentido pro time, porque o presidente queria. Claro que se for mudar a marca do Palmeiras, do Corinthians, tal, não vai ser uma mudança desse nesse patamar, né?.Agora, no caso do Atlético, era uma demanda do próprio clube e atendia um objetivo estratégico do clube, né? Então, a própria marca ela desmembrava em vários em várias soluções, porque como eles vendem muitos produtos, essa ideia de você ter várias versões da marca te permite você fazer um cachicol com uma determinada linguagem, com a caneca, outro, para não ser sempre só a marca aplicada, né?
Para não ficar só monótono, né?Exatamente.Bom, entrando na, perguntei do prêmio, né? entrando na tua na tua vida atual, né? Vamos falar um pouco de premiações, né, Giovanni?Para quem não sabe, fui jurado em Cannes, graça a esse cidadão aqui que tinha sido jurado em Cannes e quando você sai, vai em Cannes, no final eles pedem que você recomende alguns nomes no teu país que você achaque teriam estatura para estar lá, né? E no meu caso, o responsável foi Giovanni. O responsável é a sua história. Na verdade, eu só indiquei.Bom, então além disso, né, Giovanni, hoje é hoje não, já é o segundo ano consecutivo,é o diretor geral do Brasil Design Awards, a maior premiação do design brasileiro,certeza.
Uma construção feita a muitas mãos,há muitas mãos e há durante muitos anos, né, a 15ª edição, né? Então,conta um pouco sobre essa experiência antes de falar do do Brasil Design Ord. Você acha que o o design brasileiro, né, porque o o Brasil design busca pegar a nata do design brasileiro, né? Fazer quase que uma um portfólio do design brasileiro, das melhores produções de design do Brasil.Você acha que o o design brasileiro ele tem um jeito próprio ou ele copia demais os outros países? Tem uma identidade o designer brasileiro? A gente já discutiu isso num projeto na desigo. É.Ah, eu acho que ele tem, né? Eu acho que ele tem uma liberdade assim que é fruto da nossa história e da nossa cultura assim, né? E essa coisa do grid, né? Essa coisa assim que você vai, sei lá, culturas mais, sei lá, alemã, suíça, tal, apesar de tudo, ainda tem muito isso, né? A gente tem essa essa liberdade em geral que eu acho que ele te permite tambémque ela se expressa nos memes, né?
Ela se expressa nos memes. Exatamente. Não é a toa que nós somos campeões dos memes, né? esse humor também, né? Então, acho que a gente é difícil definir, né? Mas eu acho que a gente, enfim, eu rodo aí o mundo muitas vezes tal e as pessoas percebem, é até pouco palpável, mas acho que tem essa coisa da liberdade nas soluções, né, no uso de cores, é meio clichê até falar isso assim, mas não deixa de ser verdade, né? E eu acho, eu acho interessante, né? Eu fui durante antes de de enfim fundar a a Iberoamérica Diseña, essa Associação Iberoamericana, eu fui durante 15 anos representante do Brasil no no comitê assessor da Bienal Ibero-americana de Design.
.E cara, o Brasil praticamente todos os anos ganhava prêmio ou em produto, ou em gráfico, ou em têxtil ou não sei o quê. É uma coisa assim, né? Então, na no universo iberoamericano, o Brasil tem um super assim destaque, né? Então, a gente tinha assim, ah, tinha que selecionar 30, era 35 trabalhos por por país, né? Pô, no Brasil era difícil selecionar 35 trabalhos daquele ano, né? E deixar alguns de fora, né? E tem outros países, claro, pela história, pela economia, por tudo, pô, tinha, sei lá, cinco, né? 10, né? Então assim, o Brasil tem essa potência, né? E eu acho que o próprio BDA é um símbolo disso, né, cara? Porque você vê assim, eu sempre fal os trabalhos que aparecem no BDA e eu sempre fico muito feliz, né, de ver que, pô, tem gente que eu nunca ouvi falar assim, né?
Surge muita gente nova, boa,muita gente boa, cara, assim, sei lá, você vê um escritor, e acho bonito isso também do BDA, né? Um cara, sei lá, em Goiás, né? você fala, pô, que trabalho assim, né? Então, acho que o BDA ele tem essa essa grande essa grande qualidade que é uma super vitrine do design brasileiro de uma maneira muito abrangente, né? Então, seja de tamanhos de empresas, né? Seja de geografia, né? E você fala: "Pô, que potência, né? Realmente você vê uns trabalhos que você fala: "Pô, genial assim, né?" E a e tem um pouco isso, aquilo que eu tava falando antes, né? Foi fundo, né? Assim,foi fundo, seja na embalagem, seja na tipografia, né? Seja na na parte de design de produto, não é um negócio rapidinho, né? Então, acho que é o design brasileiro tá cada vez maise se potencializando, né? E eu acho que assim, e uma coisa alimenta a outra, né? Eu acho que, quer dizer, o fato de ter um BDA, as pessoas têm, claro, internet tem acesso a tudo no mundo todo, mas o BDA não deixa de ser um espelho do que nós estamos fazendo, né?
Então isso também realimenta as pessoas, né? Assim, e eu tô muito feliz de ter de ter de ser de ser mais esse ano. Tô até triste, né? Porque dá um super trabalho,na verdade.E tá acabando, né? E dá um super trabalho, mas é muito gostoso você lidar, né, com universos, definir jurados, presidentes de júri, ah, como é que vai ser a identidade visual, quem nós vamos chamar, como é que vai ser o bffet, né?Das coisas mais bonitas, até aquelas mais triviais.Como é que nós vão pagar tudo isso? Porque tem pouco patrocínio. Aliás, gente, ainda dá tempo. Quem quiser participar desse evento espetacular, vai ter 1000 pessoas na sala São Paulo. Então, alguém que goste de estar presente nessa festa, dessa premção linda, ainda estamos aberto a patrocínios. Muito obrigado.
Por favor, nos ajudem,né? E esse esse é um recado importante. Eu vou até fazer uma fazer uma pausa e reafirmar, porque muito se fala da produção nacional de cultura, design, tá dentro, não é não é um não é um elemento, é um elemento cultural, mas não é puramente cultura, tem economia também. e conseguir apoio das empresas, né? A gente tem muito apoio na ABEDesign. a gente tá precisando de fato de apoio. É uma festa maravilhosa, um lugar um lugar maravilhoso, voltando paraa sala São Paulo. Já teve uma vez na sala São Paulo, agora voltando pra sala São Paulo. Então, por favor, você que está nos assistindo, que representa alguma empresa, procure a ABEDesign, o Giovanni, para patrocinar esse ano. Ainda ainda vai dar tempo, né? Porque a gente tá na na última fase, temos uma reunião dos presidentes.
Verdade. Tem uma tem uma tem um mês ainda. Então até o último dia, até depois o evento ainda dá. Nós temos ainda uma reunião dos presidentes do júrio que vão definir o Grand Prix desse ano.Eu queria falar uma coisa de Grand Prix que eu acho que é importante até para quem tá ouvindo, pros estudantes que estão ouvindo, que eu achei incrível, né, que o ano passado, né, o Grand Prix, para quem não sabe, você a nós temos 14 categorias, a cada ano a gente tá crescendo. Esse ano a gente incluiu a categoria de interatividade, desmembrou digital e agora tem interatividade também. Então, nós temos 14 categorias. Dos ouros, das 14 categorias, os os presidentes de júri de cada categoria vão se reunir, o é um deles e vão definir quais desses ouros merecem Grand Prix. E eu fiquei muito feliz que o ano passado dois trabalhos de estudantes, trabalhos de estudantes ganharam Grand Prix.
Muito legal, né? Então assim, você dessa coisa que a gente tá falando da da do nível do design brasileiroe da renovação, ganhar Grand Prix é para poucos, né?E o Brasil tem uma um papel nisso, né? De retroalimentar, como você disse, a as novas gerações de inspiração para pra produção.Exatamente. Tem as categorias de estudantes em todas as categorias, tem bolsas. Então assim, o o estudante participa junto com a sua escola. Então assim, uma maneira muito legal de facilitar os a participação dos estudantes, né? Esse ano obviamente já fechou, mas pense próximos, porque você imagina você como estudante ganhar um Grand Prix, chegar algum escritório, falei: "Ó, ganhei um Grand Prix do BDA". Acho que as portas ficam imediatamente ganhar um Grand Prix do BDA, né? Como a gente disse, é um dos maiores prêmios do design brasileiro. Acho que hoje é o maior em termos de quantidade de inscrições, mais de 15 inscrições. E o tipo de também abrangência dele, né?
A quantidade de categorias, então assim, são 1500 inscrições, portanto ganhar um BDA não é fácil. Importante que se diga um Grand Prix mais é muito difícil, né? A gente mesmo muitas vezes sofreu muito, né? Pô, que raiva, né? Assim, maseu achei que eu ia ganharé ex, mas trabalho tava tão incrível, né? Então assim,é, e tem uma questão de de como você faz, a gente julgou em canes, prêmios internacionais, a inscrição é extremamente, às vezes o trabalho é fantástico, mas a seleção que você faz para demonstrar o teu trabalho, as imagens que você vai usar, o produzir vídeo sempre ajuda quem tá julgando, né?Com certeza. e o texto, a forma como você explica o teu casos, né?Pois é. Não parece incrível porque assim,tem projeto bom que perde no texto, né?
Pô, eu assim tive reclamação de de porque a gente tem os grupos de categoria, vários jurados reclamando do texto. Pô, não é possível que em 2025 a gente apessoa não consegue descrever o próprio trabalho.Ainda não porta no chat GPT, pô. Não é possível. que não adianta nada que se o cara não tiver o prompte correto não consegue. Então assim, não é possível, porque acho é uma coisa assim, gente, nós estamos em 2025, não é possível que um designer é um pouco isso que o o Gian tava falando com relação ao discurso com seu cliente, né? Você tem que ter um discurso com seu cliente que sejasedutor, né?Sedutor, pertinente, inteligente, né? Mesma coisa o texto, cara. Não é possível que em 2025 o cara vai mandar um projeto pro BDA e não tenha essa essa não consiga e expressar o que é o seu trabalho, porqueo significado do trabalho,porque se ele não consegue nem numa prancha do BDA, imagino que pro cliente também ele não consiga, né? Porque se ele teve o tempo de sentar lá e escrever, não conseguiu, não. Não viva a voz de uma reunião com o cliente. Então assim, gente, designer não é só o cara que escreve, né, pô? Tem que saber, não é só o cara que desenha, tem que saber escrever.
Eu acho que esse é um dos maiores desafios, né? Eu converso muito com o time lá na Pande falando sobre isso, né? Sobre e ser um bom designer completo, né? que é primeiro você ter uma boa produção, você saber o que você tá fazendo, conhecer todas as técnicas, teorias e etc. e também saber apresentar o seu próprio trabalho, né? Porque se você não adianta você produzir se você não souber entregar,né?Por quê? Porque às vezes quem vai aprovar percebeua beleza do projeto, né? Se você não consegue construir isso,claro, isso facilita a aprovação,morre um grande projeto, né?É, como eu falei do Atlético, né? A gente tinha todo um um um lógico por uma lógica por trás que quando a Argentina apresentou a marca, nossa, tá encaixadinho aqui, né? Você só mostra a marca e o cara vai mostrar pra mulher se gostou,que a cor tá boa, não, né? A velha história, a gente já passou por isso muitas vezes, né?
E me conta um pouco como é essa experiência, né? Aliás, se você puder traçar uma linha, né? Eu imagino que quando você recebe essa incumbência de de liderar um prêmio tão importante quanto esse, vem a alegria e a e o peso da responsabilidade na mesma medida. E aí você olhapro que já foi no passado, né? Então a gente teve ali um processo, o André foi o primeiro que liderou, depois veio o greco,o grego, depoisdepois a van e agora você. É, então foram algumas fases. Conta um pouco como é que você, quando você olhou para essa trajetória, como é que você pensou no legado do Giovanni dentro do Brasil do Gian na eu, particularmente já vou deixar minha declaração espetacular, né? Eu acho que você você a tua contribuição do ano passado e desse ano, tô vendo ele acontecer.
É,eu acho que tem uma coisa assim, né? Eu gosto de gente em geral, né? Sim. Então eu acho que eu tenho essa facilidade e acredito de me relacionar com as pessoas em geral, né? Então acho que isso facilita muito e eu, assim, eu tenho muito, eu dou muito valor para as pessoas do que elas fazem, tal, né? Então, por exemplo, a Lari, né, dando valor para alguém que merece al que deveria estar aqui comdeveria estar aqui. Ela teve um problema, infelizmente. mas enfim, a Lari é uma pessoa fundamental, né? Então, não adianta ter o Giovanni, não adianta ter Avan, não adianta ter o Greco, né? sinalar e não tiver por trás, porque é quem Então acho que esse reconhecimento é super importante.É, esse é esse é um reconhecimento importante porque assim, muita gente vai pro palco, mas quem deveria estar lá brilhando é quem e que realmente é responsável por aquilo acontecer é a Lari, né?
Mas ela ganhou até um prêmio. Ano passado, o Gabi, o Gabis falou: "Ah, vamos dar um prêmio para ela". Pô, com certeza, né? Que ela merece. Então assim, a gente, eu acho que essa coisa de gestão de pessoas também, tal, é uma coisa que eu gosto, né? Tive 40 anos de, né, com um monte de gente e tal. Então, e no fim eu gosto dessa diversidade, como eu tava falando para você, né? Você tem que pensar num monte de situações, né? Então, acho que o ano passado a gente levou levou proQual que era o tema do ano passado mesmo?Erado caramelo, né? É o Caramela, coisa da identidade Brasil.Identidade Brasil.É exato. Identidade Brasil que tinha um pouco a ver com essa discussão, né,do design brasileiro. Você um pouco a pergunta que você me fez do design brasileiro ser cada vez mais reconhecido lá fora.
Então a gente achou interessante essa questão de o que que é a nossa identidade e tirar essa ideia que a gente ouvir a lata, né? Quando a gente começou a pensar essa história e tal, mas o caramelo é o complexo de vira lata é o contrário, né? A gente quebrou isso, né? Pô, o caramelo é genial, é inteligente, simpático, se dá com todo mundo, né? Então, a gente trouxe boa praça, né?A gente trouxe as qualidades do caramelo, né? E então assim, e esse ano a a é colaborar e transformar, porque cada vez mais, né, a gente sabe que o design é fruto de uma colaboraçãoé a bela história, né? Se o cliente e se o cliente não for bom, né? Não adianta. O Milton Glaser já falava isso, né? bons clientes trazem bom design.
Se não for isso, não adianta. Alianta que dá murro em ponta de faca, né? Então, tem essa coisa de você começa com um cliente e a gente colaborando com o cliente e vai assim para uma amplitude. Hoje em dia você fala com Cai tecnologia, com o psicólogo, com o sociólogo, com, né, você amplia cada vez mais o espectro de seu trabalho, né? Então, a ideia desse ano foi o colaborar e transformar, porque tá muito muito vinculado ao nosso fazer, assim, né? Então, eu achoe eu acho que é isso, é muito bom. Eu tô realmente triste. Ah, porque para quem não sabe, ninguém ganha nada, né, na ABEDesign, em qualquer nem como presidente, nem como jurado, nem como, né, diretor.É, então assim, mas eu assim, eu fiquei muito feliz, na verdade. Agradeço o convite, né, da Van, do Gabs, da Lari, assim, fiquei até surpreso, mas elas fal: "Ah, acho que você tem a ver, tal".
E aí assim, porque esse ano são 20 anos de AB Design, né? Então, e como eu realmente fui um dos fundadores lá ali na Objeto Brasil, né, na na no escritório da Joyce, tudo começou lá..E tá fazendo o BDA quando a a ABEDesign tá completando 20 anos, eu acho que é muito simbólico para mim, né? E 15 anos também, 15 edições do Brasil de Sign Awards. Então, assim, eu saio com essa sensação do dever cumprido. E é isso, né? você tá anunciando a sua saída do prêmio. É isso.É, não tem jeito. Mas também assim, eu acho que assim, tem que dar espaço para outras pessoas.Não, isso, isso é verdade. Vou te dare também e também assim, eu acho que assim agora esqueci o que eu ia falar, tem que dar espaço para vocêar e também é justo porque você só pode ser diretor durante anos.. Eu acho que essa essa dinâmica acho super interessante, porqueé uma renovação importante. Eu vou contar aqui um uma história. Não me lembro se eu já contei em algum lugar, mas se contei vou repetir porque era uma história boa. Uma vez numa reunião da ABEDesign estávamos almoçando, eu, Giovanni, acho que o André e mais algumas pessoas como diretores da ABEDesign. E o Giovanni virou na mesa e falou assim: "Acho que eu vou sair da ABEDesign". Eu falei: "Como?" A gente já tava um tempão, né?
Falei: "Como assim, Giovanni? A gente tá fazendo um monte de coisa. Revolucionar". falou: "Não, eu cheguei à conclusão de que a gente precisa dar espaço paraas outras pessoas. A gente tá aqui tampando o espaço de outras pessoas." E esta esta conversa me fez tomar a decisão que o André me culpa até hoje que eu larguei ele,porque eu tava,eu era vice-presidente, provavelmente eu seria presidente. Eu falei: "Não, é verdade. Eu acho que a B precisa de uma renovação.o Gustavo GrecoSim,queria muito, né, virar presidente e tava e e tava entregando muita coisa para e merecendo isso.Sim, sim. e eu falei: "Não, tem razão, Giovanni, tem razão, eu vou eu vou sair para dar espaço". E foi uma das melhores decisões que eu tomei.Eu também fui como você. Fui um vice-presidente que não virei presidente,porque o Luciano queria muito também ser presidente. Falei: "Tudo bem, ficou aquela coisa na TV." O Manuel me chamou, Giovanni, é o seguinte, Luciano, falei: "Cara, e foi ótimo. Luciano foi um super presidente.
Então, tudo bem. Agora, uma coisa assim que eu acho importante assim, o ano passado foi genial porque assim, a gente fez lá no Teatro Bravos, né, que fica lá no mesmo pé instituto do Tomy Otac e tal e foi super legal porque assim o o grandelotado, né,lotadaço, né? E a grande recompensa para mim foi a quantidade de pessoas que falou: "Pô, então isso aqui é genial, é um clima maravilhoso, eu tô encontrando um monte de gente que eu não conhecia ao vivo, né? Eu mesmo que tinha indicado gente como o presidente do júri que eu não conhecia, ela indique a Sila, tal que eu, pô, ela tinha ganho o Grand Prix o ano passado, falei: "Ela merece ser presidente do júri de craft e tal". Eu não conhecia, a gente se conheceu lá, né? Então esse reconhecimento das pessoas, pô, é super para mim tem um valor gigante.
Aproveita aproveita e faz um chamado. A gente falou do patrocínio, agora faz um chamado para as pessoas pra festa, né?É isso aí. A festa vai ser sensacional. Esse ano nós vamos botar, fomos na semana passada fazer uma visita técnica lá, vai ser na sala São Paulo, dia 15 de dezembro, não percam2025, né? Porque esse vídeo vai ficar no YouTube.25, exatamente, 2025. Então assim, já fiquem prontos para quando começar a vender os ingressos. Não percam essa chance que vai ser mais uma vez sensacional. É um espaço, né, um luxo, né, o design, o design ocupar esse espaço. A gente sempre brincava, né, na em 2023 a gente nunca imaginou que o design chegaria nesse espaço maravilhoso da sala São Paulo.
É, e eu vou eu vou antecipar aqui algo que aconteceu há dois anos atrás. da sala São Paulo é gigantesca, a gente não sabia se ela ia encher. Chegou no final, não tinha espaço. As pessoas começaram a ligar para ABEDesign para pedir ingresso. Então não ache porque tem muito espaço que vai sobrar. Se você não garantir o seu, você pode ficar sem sem participar do Brasil. Porque é genial, não só a cerimônia, porque você tem a chance de conhecer, né, quer dizer, justamente conhecer quem merece, né, prêmios esse ano, né, mas também para essa esse intercâmbio entre os profissionais é sensacional. Acho que talvez seja uma das coisas mais valorosas justamente que é isso. Às vezes você conhece alguém de de conhecer o trabalho, tal, mas não conhece a pessoa, né? Então é super rico, divertido, gostoso, enfim, vale muito a pena, como o Gian falou. de tá presente lá.
Muito bom, Giovanni. Obrigado pelo papo. Foi de fato um um papo de almoço, né?Isso aí. Assim que é bom.Espero que vocês também gostem. Eu, como última pergunta, né, eu queria que você se você pudesse mandar uma mensagem de 30 segundos pro Giovanni de 1979, que que você diria para ele?Eu odeio aquelas pessoas que falam: "Ah, eu faria tudo igual.Não faria nenhuma, né?" Porque é falso, pô. Faria tudo igual. Como assim? Tem coisa que você faz cagada ao longo do tempo, né? Mas assim, em termos de profissão,é, pensa assim, Giovanni, você sentou aqui com o Giovanni de profissão, pô. Acho que foi muito rico meio histórico, né? Enquanto designer, né? Assim, eu acho que, pô, eu aprendi muito, né? Aprendi muito no fazer, né?
No fazer design, fazer uma empresa, dando cabeçada, não aprendi com os clientes, né, um universo gigante e tal. Então, assim, eu faria, vai nessa assim, n assim, que nem se a estudante me perguntou, essa coisa de empreender, eu pouco assustei ele, não é o mesmo problema depois de 40 anos. Eu pouco assustei, desanimei o menino,mas eu falei: "É, vamos nessa, porque assim, eu acho que um é um crescimento muito grande, assim, eu acho que você viver vivenciar isso das associações, né, de construir uma empresa do de em cima de cinco pranchetas, né, assim, e ver toda essa mudança e é divertido, né,essa mudança tecnológica. Exato. Acho que assim é divertido. Eu acho que tem uma coisa, por mais que a gente, né, apanhe, o cliente não pague, o cliente queira pagar em 90 dias, antes ele pagava em 30. É claro, como qualquer trabalho tem seu suas dores, né? Mas eu acho que como histórico assim, realmente eu não posso me queixar. Eu acho que o ter a Oz durante 40 anos e a Taba também, quer dizer, ter e ter participado de todas essas associações, foi uma experiência de vida muito rica.
Então vamos em frente com tesão, porque assim, eu sempre falo, não dá para ser designer das 9 da manhã.É, vai, mas vai com tudo, né? Não,pô. Ah, das 9 da manhã às 6 da tarde, cara. Não é isso, entendeu? e repertório. Cara, eu sinto assim, eu assim, eu fico louco, eu ficava louco na porque assim, quem foi na exposição tal, ninguém ia, cara. Não é possível, pô. A gente vive numa cidade que te dá um repertório. Se você quer, cara,você vai todo dia em exposição, em show, em balé, né, em teatro. Então assim, já que você mora em São Paulo ou mesmo que você mora em outros lugares, acho que cada vez mais, né, você tem, né, a as cidades crescem, elas tem, a gente sabe que as exposições saem daqui e vão para outras cidades no Nordest.
É, eu acho que é o que você falou, é repertório, né? Não só do nosso mundo, né?Claro.Alimenta o seu repertório com outros.Exato. Às vezes você vê uma peça de teatro, te alimenta um negócio, Sabe assim, tem uma coisa, tem uma coisa de você tá ligado. Eu sempre conto essa história que é legal que eu tinha que eu tava, meu filho tava, tava recém-nascido, eu tava à noite lá, né, fazendoninando.Eu sou, eu sou um pai participativo, bastante participativa. tava lá ninando o bicho e eu tinha a Arjowiggins, a Arjowiggins tinha tinha convidado alguns designers para fazer uma página de um catálogo usando o papel deles, obviamente..Cara, e o negócio não saía de jeito nenhum assim, porque quando você não tem briefing,é o pior dos mundos. Você tem universo, né, para para resolver assim, né?
eu tava lá cantando, tal e nada. E de repente veio assim, então, pô, ele vem por, pô, você tá alimentado, né?Eu adoro a frase do Picasso que fala: "Inspiração existe, mas ela tem que te continuar trabalhando, né?" Então assim, cara, é isso, pô. Não dá para ser um burocrata no design,assim, como não dá para ser muito, mas o design tem muito isso, cara. Você se alimenta o tempo inteiro, né? Então assim,aproveite, né? Nem que seja ir pra praia e ver um bord do sol assim, mas deixa entrar um monte de informação assim, né? Porque ainda mais hoje em dia com internet, né, cara? E você tem um universo dá para você ver. Eu sigo uns posts assim de de Instagram, tal, pô, tem uns design sensacionais da Polônia, de não sei onde que sabe, o cara mostra esses designs históricos, trabalho sensacionais,que mostra o próprio processo, né, criativo,maravilhoso, entendeu? fica assistindo mini documentário.
É, então assim, não tem desculpa para não se alimentar e que esse trabalho, que toda essa, esse essa nutrição de repertório que você faz não alimenta o seu trabalho. Então assim, vai em frente que é divertido se você fizer com paixão. Realmenteboa. Então, obrigado mais uma vez.Eu agradeço.Queria pedir para você dar um tchau pra galera aí.Muito legal. Gente, sigam todos esses podcast que são pessoas muito diferentes. Eu acho que é muito legal isso que o Gian tá fazendo, que apesar do que nos une é o design, você vê como é que a cabeça de pessoas mais distintas pensa é super enriquecedor. Falando em relação a se enriquecer,ajuda a trocar lente, né?É isso também. É isso aí. Falou.Tá bom. E você que nos acompanhou até agora, não se esqueça, curta, compartilhe, comente, se inscreva no canal, acione o sininho das notificações. Um beijo no seu coração e até a próxima.



