Sobre o episódio
Vanessa Queiroz começou a trabalhar aos 14 anos para pagar a escola, foi monitora de bufê infantil e chegou à Suzano, onde um chefe dobrou seu salário para que ela voltasse a estudar. Filha de um ilustrador autodidata que morreu sem saber ganhar dinheiro com o próprio talento, decidiu aprender gestão. Na faculdade conheceu os três sócios com quem abriu, em 2004 e com R$ 700, o Colletivo, numa sala sem janela na Vila Olímpia. O primeiro grande trabalho veio de Nova York: uma campanha ilustrada para os X Games.
Ao longo de 22 anos de sociedade, Vanessa trocou a prancheta pelo atendimento e pela direção de criação, e conta o que aprendeu sobre liderar criativos entre liberdade e produtividade, demitir quando é preciso e proteger a vida do time, com expediente que termina às 19h. Sobre inteligência artificial, defende usar a ferramenta no operacional e preservar o que o design brasileiro tem de mais rico: o improviso, o ruído, o erro que vira solução.
A conversa passa pela sétima reorganização do modelo de negócio do estúdio, que ficou menor, apostou no craft e criou o pré-escopo com direito de uso, pela colaboração entre escritórios, pelo papel das associações e pelo BDA. O conselho para quem está começando: gostar muito do que faz, nunca parar de estudar e aprender a lidar com dinheiro.
Trechos em destaque
“Para fazer uma parada, você tem que saber percorrer o caminho para entender o processo. Não tem atalho.”
“A coisa mais legal do design no Brasil é o improviso perfeito, é o ruído, é o erro que vira a solução.”
“Em tempo de inteligência artificial, quem é craft é rei.”
“O mercado de design precisa entender que a concorrência, no olhar da concorrência, é burra.”
“Eu posso deixar maravilhoso e vai vender. Agora, se o produto for ruim, eu não seguro, porque design não faz milagre.”
“Servir é ótimo. A quem você serve também tem que ter um critério.”
Capítulos
- 0:00Abertura
- 2:02Trabalhar desde os 14 anos
- 2:57A Suzano e o chefe que a mandou para a faculdade
- 4:09O pai artista e a lição sobre gestão
- 6:01R$ 700 e uma sala sem janela: nasce o Colletivo
- 8:53Criatividade: talento ou modo de existir
- 14:34O sonho do estúdio experimental
- 17:27O primeiro trabalho internacional, para os X Games
- 21:0422 anos de sociedade
- 22:28Da prancheta ao atendimento
- 27:53O design entra nas empresas
- 31:43Repertório e associações
- 33:38Liderar criativos entre liberdade e produtividade
- 36:21Demitir e a pressa da nova geração
- 39:20Inteligência artificial e o improviso perfeito
- 44:18Tecnologia, velocidade e limites humanos
- 46:16Craft, brandbook e um estúdio menor
- 50:05Colaboração entre escritórios
- 59:04Sete reorganizações do modelo de negócio
- 1:01:47O pré-escopo e o direito de uso
- 1:03:56Ego, autoria e colaboração
- 1:07:28Que mundo o design pode ajudar a construir
- 1:11:49Dinheiro, ética e paixão pelo ofício
- 1:18:29A ABEDesign e o BDA
- 1:22:26Conselhos para quem está começando
- 1:25:01Negociar, dizer não e demitir cliente
Transcrição completagerada a partir da legenda automática do YouTube, com revisão de nomes
Olá, olá, olá. Bem-vindos ao Trocando a Lente, um podcast onde a gente fala um monte de assunto interessante, mas quem tem a responsabilidade de dividir a sua lente com o mundo é o nosso convidado. Então queria agradecer, Van, por você aceitar o nosso convite. Tô aqui hoje com a Gisela e o Gabriel, nossos cohosts. Dá um olá aí pra galera. Gabriel first. L. Oi, gente. Estamos aqui de novo com boas novidades.Boa. Obrigado, Gian, mais uma vez, Gi e a minha querida amiga Van.Eu que você adoro uma bagunça.Adoro uma bagunça.Fazer a bagunça, no caso, liderar a bagunça, no caso. A van, eu acho que a grande maioria das pessoas já conhecem, mas vou fazer uma pequena introdução sobre ela. 22 anos de estúdio coletivo, certo?
Sim. ministrou mais de 200 palestras pelo Brasil e Argentina, foi diretora da ABEDesign, duas vezes diretora do Prêmio Brasileiro de Design, maior premiação de design brasileiro, conselheira da D Brasil e muita multas outras cocitas más, né? Van, obrigado por ter aceito o convite. A ideia desse podcast é entrar um pouco na cabeça da Van, e entender como é que como é que funciona essa cabecinhacriativa, maravilhosa. Segura esse carrinho, Marquinho.Segura esse carrinho. Vamos começar falando um pouco da tua trajetória profissional. Como é que de onde você veio? Conta um pouco da tua história aí pro povo.Bom, então, vocês estão com tempo?Com tempo.Eu comecei a trabalhar muito cedo, com 14 anos. Eu tinha dois empregos. Eu tinha, meu pai, como todo brasileiro que não sabe empreender, resolveu empreender, quebrou. E aí eu tive que me tornar bolsista na escola. Então eu trabalhava na escola para pagar a escola porque as freiras eram assim maravilhosas, né? Então tinha que trabalhar como monitora de maternal, né?
Com 14 anos eu cuidava de 23 crianças de 2 anos e meio. E além disso, à noite eu trabalhode crianças até hoje, né?Até hoje. Aham. Uma maravilhosa analogia. Exato.E eu também trabalhava à noite para ganhar um dinheiro para ter dinheiro para ir no cinema, essas coisas em bifet infantil. Então, durante 7 anos eu também tive a a carreira de carreta furacão, então, né, sou a percussora da carreta furacão. Não deu muito certo, eu virei monitora mesmo, mas eu fiquei fazendo isso e por conta disso eu tive que postergar o meu sonho de fazer faculdade. Então, logo que eu saí da escola, eu já comecei a trabalhar. Então, né, eu comecei a tentar, eu fui recepcionista de escola de inglês, eu fiz assim de tudo um pouco até o momento que eu cheguei na Suzano de papel e celulose. E quando eu cheguei lá, eu era assistente da área comercial, olhando pra publicidade, então era uma galera que vendia papel pro mercado.
Vou entregar minha idade agora muito,muito.Formulário contínuo.Procurem no Google, crianças. E aí a gente mostra o maior cliente era cred e a Suzano que tinha hprint que era gráfica lá dentro queria começar a atender mercado publicitário e me trouxe cont aquele matricial.A matricial essa mesmo, essa mesmo. Fazia muito boleto, esse tipo de coisa. E já tava começando a entrar no lugar da mala direta também. Procurem no Google. E aí a gente começou a a eu comeceicom dados variáveis. credicar era só daão, podia entrar na sala porque os dados eram secretos. E aí quando eu eu trabalhava lá, o meu chefe na época, o Locatelli, que assim, nunca vou esquecer, esse cara muito gente boa, olhou para mim e falou: "Meu, vou aumentar seu salário, você precisa voltar pra faculdade, você é muito rápida, você é boa no que você faz". Eu falei: "Não, eu não quero fazer faculdade, faculdade é coisa para Playboy, para quem tem grana, eu não sou essa realidade, eu não tenho dinheiro." Ele falou: "Não, Vanessa, eu acho que vale a pena." me deu o livro do Andy Warrel com uma dedicatória e dobrou o meu salário e aí com o salário eu conseguia pagar a faculdade. Então eu voltei pro cursinho. Isso eu já tinha 23 anos.
E essa escolha do Andy Euro foiacho que é o clichê dizer, sabe? Olha esse cara artístico, a factory e tudo mais. Eque você tinha, ele tinha percepção de você era meio artista.É. Não. E que meu pai era ilustrador, meu pai foi artista. Entendinão. Meu pai foi aquele cara que fez Pan-Americana de Arte, autodidata, ilustrador, desenhista, arquiteto, tudo sem formação acadêmica, sem ser a pan-americana.Um gênio assim que morreu pobre porque não sabia ganhar dinheiro com o que ele fazia,o que também não tinha nada de errado nisso,mais ou menos, porque a gente vive no capitalismo, né? Então a gente tem que saber jogar o jogo. Então o exemplo dele me fez querer aprender gestão, porque eu falei: "Puta, não adianta a gente ser bom para caramba no que a gente faz se a gente não sabe gerir". E aí, voltando a a a essa essa época da Suzano IH Print, eu fiquei muito empolgada, voltei a fazer cursinho e entrei no Mackenzie e na IMB. E aí eu falei: "Não vou fazer Mackenzie porque tem desenho geométrico, acho chato,acho chato.
Vou fazer o Abi, porque a B já tava com a Mônica Moura na época era coordenadora, montou um curso assim espetacular que tinha já digital, tipografia, cinema, história da arte, história do design." Eu falei: "É isso que eu quero fazer". No primeiro dia de aula, eu já conheci meu sócio Fábio, então eu estou com eles há 26 anos, é o meu casamento mais longo, tô no terceiro oficial e e com eles eu tô há 26 anos. Então, Marcelo, Fábio, Davi, eu conheci na faculdade.São todos da faculdade,todos da mesma sala de aula.Que engraçado. Isso é meio recorrente no mundo doNossa, é, não é porquepessoal, todo mundo começa a empreender com os amigos da faculdade, né? Mas eu acho que é comum porque você faz algo que você tem um sonho. E, por exemplo, eu que tive nove empregos antes de abrir o escritório, eu falava: "Eu não quero trabalhar em agência porque eu acho que o modelo de agência não cabe para mim trabalhar de madrugada, de final de semana, essa coisa de arrancar o corno."Fala, agência era agência de publicidade.
Publicidade. Eu falava: "Não é esse caminho que eu quero. Ah, eu não quero trabalhar muito no corporativo porque eu não acredito nesse modelo que você não pode ser você mesmo." Então, a gente não se encaixava no que tava se apresentando no mercado. E o meu último emprego, a agência tava quebrando porque o o dono ele não tinha visão nem de design, nem de publicidade. E aquilo começou a me frustrar. E aí um dia o Marcelo me pegou assim com uma estratégia de modelo de negócios maravilhosa na na no corredor que era vamos abrir um escritório? Falei: "Vamos". E eu falei: "Por que não?" "Não é mesmo se a gente já tá no fundo do poço aqui, a empresa que eu tô tá quebrando?" Eu falei, "Vamos testar, né?" E aí a gente tinha R$ 700, que era o dinheiro que a gente juntou dos frilas que a gente fazia. junto. A gente achou uma sala na Vila Olímpia atrás da Ford Models. Ele, para eles foi maravilhoso porque era modelo entrando e saindo o dia inteiro. E a gente trabalhava lá em cima numa salinha que era homoxarifado, que saiu homoxarifado, a gente entrou, não tinha janela, tinha uns gatos que moravam em cima e faziam um xixi, caiu na nossa cabeça literalmente. E a gente limpou a sala, pintou a sala, trouxe os computadores, as cadeiras e abriu com os nossos frilas. E já chamava coletivo logo no começo.
A gente tentou primeiro, ai, como era o nome? era, eu não lembro o nome. Era um nome que tinha dois Ls, mas aí já tinha no NPI. A gente voltou atrás,mas manteve os dois L.Não, a gente ficou um ano sem CNPJ, sem nada, só emitindo nota através da empresa do Fábio, porque ele trabalhava na Astrazênica. Ele foi um baita de um louco, né? Porque ele tinha um salário naquela época de R$ 5.000, que era, tô falando de 2.000, tá ótimo. E largou para ser sócio da gente, assim, pirou. tá louco,botou o dinheiro do salário, a gente ficou usando o salário dele de fluxo de caixa, que ele foi nosso primeiro investidor com essa palavra bonita,né? E a gente não sabia nem para que servia. É, a gente não sabia nem para que servia a nota fiscal, a gente não sabia o que que era um contador. A gente não sabia em que categoria até hoje é difícil. Não existe escritório de design para você se encaixar no no meio ououtros, né? Então a gente pegou e a gente brinca que a gente meteu o louco, que é isso, não é? Abrir um escritório.
Eu conheço 20três,três. É, 26 agora.É. E aí em 2004, quando a gente pintou a sala a gente passou a trabalhar,começamos a atuar.E aí esse primeiro nome não deu certo e já virou coletivo? Não, aí a gente, o Marcelo falou, e coletivo por causa do ônibus, porque o ônibus ele é multidisciplinar, ele anda por todos os lugares e ele recebe todo tipo de gente, ele tá sempre em movimento, é uma coisa muito paulista, urbana, né? Não, eu achava que eu não tinha sotar, que até encontrar uma mesa num n design cheio de nordestino que passou o final de semana me zoando, né? Paulo, Paulistan é ridículo, né? Pra gente é ridículo.Não é ridículo. É, é neutro,neutro. mais eu. E aí a gente falou: "Vamos, coletivo é um nome incrível". E foi antes da explosão dos coletivos de artista.
Então a gente sempre quis chamar estúdio coletivo de design e foi super, acho que tem até hoje a ver com a gente, ainda mais agora que a gente tá no centro de São Paulo. Acho que é o melhor nome mesmo.E quando é que você, qual foi o momento que você percebeu que a criatividade, aliás, uma pergunta, criatividade para você é um talento ou um modo de existir? Eu não sei existir sem ser criativa. Eu nasci com esse perfil doQue momento você você você se deu conta disso?Eu achonessa nessa trajetória aí, né? Porque você começou com as matrizes real, né?Sim, total. Mas eu acho que assim, eu e os meninos, tirando o Fábio, eu, Fábio, eu, Marco, Davi, a gente teve a sorte, o Marcelo, porque adorava street art, grafite, então já andava por São Paulo com vários grupos que já faziam esse tipo de trabalho. Então, ele foi beber desse lugar e estudou num colégio que tinha uma abertura de cabeça muito legal para arte. Então ele estudou arte desde criança. O Davi Pais publicitários e o meu pai desenhou a primeira embalagem do McLunch Feliz, só para dar um exemplo do que o meu pai fez. Então eu era uma criança que convivia e era estimulada à criatividade.Então é óbvio, minha irmã hoje é muralista para vocês terem uma ideia.
Então assim, se a gente não tivesse tido esse estímulo, talvez eu não pensasse dessa forma. Eu acho que tem o que a gente nasce com a propensão e existe estímulo externo, mas eu acho que eu sou criativa mesmo, porque eu tiro, a gente é brasileiro, né? Para abrir uma empresa no Brasil você tem que ser criativo para começare para continuar também.22 anos ou a gente masoquista vai continuar tem que ser duas vezes mais.Então eu acho que uma coisa não existe sem a outra. Assim, eu não consigo pensar num mundo que a gente vive hoje da maneira que a gente atua, com os clientes que a gente atua no Brasil, com a escassez que a gente tem, sem ser criativo. Eu acho inclusive que o povo brasileiro é criativo demais.Demais. E qual que era a tua ambição real? Nossa, nenhuma. Nenhuma. Era só abrir, gastar o salário.Eu pensei, foi tão difícil fazer faculdade porque eu fiz, eu pagava um mês, eu negociava um mês, eu devia o outro mês, aí eu voltava lá, fazia de novo. Então eu acho que eu tive um recorte depois de 8 anos de terapia que tão difícil você não ter nada como é difícil no meio de quem não tem nada você vive uma realidade meio parecida.
Agora, como você não tem nada no meio de quem tem, chega a ser cruel. Éporque você tá ali do acesso, mas você não tem o acesso. Ele é sempre, ele é retirado de você de alguma maneira. Um exemplo, por exemplo, eu sempre fui articuladora, organizadora de coisas, resolvi organizar a viagem de formatura da escola. Chegou na hora H, minha mãe falou: "Parabéns, que que lindo que você fez, só que você não tem dinheiro para ir, filho. Eu não vou ter R$ 269para você ir para Porto Seguro com a sua turma." Aí assim, então assim, lidar com a frustração, meu filho manda ver,você organizou a formatura e não foi.Eu fui oradora da turma, né, e tudo e aí não fui, minha professora de matemática pagou para mim.Ah, bom. Eu ia dizer que falta partida desse pessal. Não, mas a minha professora de matemática falou: "Você vai sim, vou pagar sua viagem". Ah, até hoje me emociono com essa história.
Então, é menopausa maldita. Calma. Então assim, eu acho que quando você tá numa realidade dessa, você quer sobreviver. Então, quando a gente abriu hisório de design, os quatro tinham um background de não ter grana, de não ter pai rico, de não ter herança. Então, era assim, ou vai ou vai. Então a gente ligou o turmo, minha filha, e a gente começou a trabalhar. Então tudo que aparecia, eu também tenho esse problema das mãozinhas.Não tem problemanão. Mas tá num pano, gente. Eu fiz uma cachoeira na mesa.Depois a gente limpa. Pode deixar.É, continua daqui, Eric. Mesmo com a água.Continua. Podcast é bom porquenão tá aparecendo água, né?Não tá. Ninguém dá para ver.Perdão, bolos, pelo vacilo.Tem problema.Ah, bom. Aí quando a gente começou essa coisa assim, ah, estratégia de clientes e plano de negócio, gente,você tem, a gente tava conversando agora a pouco assim,para quem é empreendedor virou o ano, você já tá mirando dezembro. É,então quando a gente começou, a gente pegou os frilas, dos frilas apareceram as empresas de moda, porque como a gente teve sempre um olhar experimental, artístico, de querer trazer todas as referências do nosso universo pros trabalhos, a moda naquela época era a que mais chegava perto do que a gente entendia como um design legal. E as agências de publicidade não atendiam a gente, porque assim, qual o seu sobrenome? Quem te indicou? Então a gente não tava num numa numa faculdade grande que dava uma possibilidade de falar: "Ah, eles são do SPM, da FAAP, do Mackenzie". Não, a gente estava na BIM Morumbi num curso que tava acabando de começar. Então assim, existe essa coisa no Brasil das castas, das elites, de onde você entra, onde você não entra, né?.
então, nesse momento a gente começou, o Davi, meu sócio, trabalhava na cavaleira meio período e à noite ele ia pro coletivo. Então, a gente, ele trabalhava, coitado, varando de madrugada à noite. A cavaleira foi nosso primeiro cliente. Então, a cavaleira em 2000, para quem lembra, as camisetas, tal, era assimassim, dinheiro horrível, tá? Não era glamur, era trampo, mas a gente fez o site, fez o catálogo, começou a fazer estampa, daí pega outra marca de moda e aí as marcas foram reconhecendo a gente e a gente atuou no mercado de moda durante uns 3s anos para tudo quanto era a marca, só que não era o que a gente queria fazer. Então a gente começou, a gente fazia pôster e trabalhos pra gente e a energia, né? Tô falando 20 anos, tá gente? Hoje eu não sei se aguentar mais,ou seja, pessoal de 20 anos.Exato. Essa é a hora de fazer essas coisas, não já querer ter o ideal.
Então já tem que fazer esse primeiro primeiro highlight. Qual era qual que era o sonho naquela época? Tipo de a gente mirava em escritórios que a gente tinha design republic, a gente olhava o trabalho do do cara que você I Love New York, o Milton Blazer, a gente olhava muito fora. Aqui no Brasil a gente não tinha, a gente, eu fui, inclusive, eu fui pedir estágio na Pande, tá gente? Eu queria dizer isso na A10. Só que o problema do estágio para todo mundo tá começando, quem tem e pode fazer estágio, faça. Que a grana do estágio não pagava a faculdade na época, então eu não podia escolher fazer estágio, então eu tive que segurar um pouco me, né, segurar a onda. Então a gente falou: "Bom, a gente quer chegar onde? A gente quer ser um um escritório boutique experimental que trabalhe que consiga trabalhar em linguagens muito diferentes. E eu acho que a gente tá conseguindo há 22 anos a dura. Você acabou de me lembrar uma coisa, eu vou dar um recado pra nossa audiência. Você que tá assistindo, quando algum estagiário passar e pedir uma oportunidade de estágio, pensa direito, porque ó o que você pode perder.
Ó o que você pode perder na sua vida. É mesmo?Preste muita atenção no estagiá.O que eu ganhe, o que eu ganhava no estágio não dava para pagar o almoço durante 20 dias assim, sabe? Do mês.. Então, se pai não me ajudasse,é, se meu pai não me ajudasse, se eu não tivesse o bilhete único ali para estudante, não, não dava,não financiamento estudantido,não é muito difícil. E assim como você tem muita escassez e ou não você já tem essa história toda, parece brincadeira, mas não é. Mas você acaba não olhando muito pra parte estratégica de onde você quer chegar. Então a gente leu num lugar, você só vai, a gente leu que se o escritório sobrevivesse do anos, ele ia pra frente,vocês ficaram lutando para chegar no dois.
Sim. Todo o dinheiro que a gente ganhava, a gente guardava. A gente tirava R$ 100 de prolabore, de divisão de lucros durante um ano, todos morando com os pais, né? É tipo assim, os pais querendo chotar a gente, a gente segura mais um pouquinho, a gente não e todo minha mãe assim, você é louca, você largou um emprego que você ganhava 1500 para ganhar 100. Eu falava: "Mãe, mas 1500 é uma miséria também, não é bom". Então assim, foi foram dois anos de muito teste e fazendo coisa pra gente, que é o que a gente tá falando. Tá bom, Clara vai me passar um briefing que não tem nada a ver com o que eu quero fazer, que que eu quero fazer para mim. Então, a gente mandava nosso portfólio para revistas, revistas gringas, aí os caras lig tudo por e-mail, tá gente? Não tinha nada de rede social. Ai, manda um poster pra gente publicar. Aí um dia uma revista chinesa chamou a gente, foi a primeira publicação que o escritório saiu e falou: "Quero o trabalho de vocês". A gente mandou e a gente não mandou foto nossa. A gente mandou uma foto que é clássica do escritório, que é a gente com um saco na cabeça. E para não saber, porque o coletivo também tinha isso, trabalha do escritório, não é da Vanessa, do Davi, do Marcelo, do Fábio, nem de quem trabalha com a gente.
E aí a gente fez isso e nesse meio tempo a gente colocou os nossos projetos num portal chamado Brasil Inspired, que apresentava trabalhos brasileiros para fora do do país. Era do Nando Costa, que era um Motion Graphics na época. E aí uma semana depois eu recebo uma ligação de um cara querendo saber se a gente já tinha feito trabalho para Pepsi. E ele era tinha um sotaque assim, ele tava falando de Nova York, da Trace, da Trace Lock, que é uma agência..E eu falei: "Sim, a gente já fez bastante, nunca tinha feito, mas eu Bifê infantil trabalha com refrigerante,né?" Falei, a gente bebe refrigerante,super acostumado. Já servi muito o quê? Aí eu falei: "Pera, mas o que é exatamente?" Ele: "Ah, é pro exgames." E eu falei: "Ah, lógico, a gente faz sempre".
Eu falei: "Você pode ligar daqui a pouco para eu te passar um orçamento?" Ele falou: "Tá bom". Ah, eu desci desesperada pra gente comer uma marca. Falei: "Gente do céu, não." Falei: "A gente vai ter que fazer um trabalho pra gringa, pra Pepsi, não sei o quê". E não era, era para Mun, que é aquele outro refrigerante deles verde energético, tal.E aí ele falou: "Que projetos vocês têm nessa linha, né?" Eu falei: "Meu Deus, e agora, né? Que que eu vou falar?" E eu fazia:"O servidor caiu o servidor agora?Não, eu fazia anúncio pra revista Festas Infantis".Então eu falei: "Não, olha, tem alguns anúncios assim, separi os menos piores e todos os trabalhos experimentais e mandei pro cara". na hora que o cara viu os experimentais, ele falou: "Vou contratar vocês quando vocês cobram" e a gente ilustrava e a gente ilustra até hoje. Então eu tenho a sócio de ter três sócios ilustradores. Era eu, Marcelo e Davi que desenhávamos, né?
E aí a gente falou pro cara como a gente trabalhava a metodologia de ilustração, ele adorou e falou: "Quanto vocês cobram?" Daí eu falei: "Marcelo, vamos cobrar 250". Vou passar preço de real em dólar.É 250. Aí Marcelo falou: "Não vão cobrar 350 porque ele vai dar uma chorada para fazer envelopar os exgames inteiro com uma campanha toda ilustrada para dois artistas, a Hana Teter e o Shan White.Uma noção de preting, né?Mas meu, ninguém ensinou a gente na faculdade. Ninguém ensinou. Aliás, o brasileiro tem é ignorante financeiramente, né? Não, ele tem medo de falar dissoporque tem vergonha, porque é legal a gente não saber, entendeu? Porque povo que não fala não reclama.Quando você faz o que você ama fica pior ainda, né? que você quer fazer é isso pra gente move a gente até hoje. O ano passado, só para você ter uma noção de número, a gente investiu R$ 450.000 em projetos pro bono. Ou seja, é assim, bizarro. Meu o meu financeiro quer arrancar minha cabeça,porque a gente fica empolgada, vamos fazer para ajudar o cara, não sei o quê, e chega lá não tem verba, entendeu?
E aí ele falou: "Gente, se vocês não cobrarem $.000, vocês não vão pegar o trabalho que vão achar vocês muito mirim. É,a gente gritou, meu, vamos, ficamos rico, estamos rico. E em 2000 era vezes o dólar, tá? Então era tipo R$ 10.000. Enquanto isso, no Brasil eu fazendo anúncio de revista, R$ 70 o anúncio. Então assim, a disparidade era bizarra. É, né? Eo cara abriu para vocês.Super. O Caio, muito obrigada, Caio. Até hoje. A gente a gente brinca que eu acho que gente boa atrai gente boa.Então tem uns anjos nas nossas histórias assim que vãovão guiando, que tipo e a gente faz muito isso, a gente repassa isso dentro do escritório, não são 22 anos, imagina quantas seasons já não passaram pelo estúdio de turmas, de designers, de gente que conhece a gente.
E 22 anos, a mesma sociedade. Você falou que você já tá no terceiro do pessoal, né? Mas mantém.Mas mãe, eu prometi que agora não vou mais me separar. Tomás, te amo. São 10 anos já.Como é manter a sociedade durante 22 anos?Ai,é desafiador.É assim,quais são os desafios? Quais são as escolhas difíceis?Eu chamo de A Grande Família.É igualzinho quando você vê aquele episódio da Grande Família na Globo, que é a família gritando na hora do jantar. assim, o começo foi muito difícil, porque no Brasil eu acho que as pessoas formam muito a gente para ser técnico em algo, a não ser que você faça administração, economia, tal, que de novo tá num lugar de que vem um pouco da famíliade dizer: "Olha, você precisa aprender a lidar com dinheiro. Quando você não tem dinheiro, você se vira". A gente amava design, a gente fez design. Então, eram quatro designers que amam o que fazem até hoje, querendo prosperar na área sem ter noção de dinheiro. Então, de certa forma, isso foi bom, porque o lance de quero ficar rico ou tenho uma expectativa de ganhar muito dinheiro nunca foi o nosso drive. A gente queria produzir coisas lindas, mesmo que ninguém se importe, como já diria só o B. A gente queria fazer coisa quero fazer layout bonito, eu quero est no Exgames. Aí a gente foi crescendo com isso. Quando começou a entrar o dinheiro e os clientes maiores, um dos quatro tinha que ir pra gestão.. Nenhum foi.
É lógico.Durante 10 anos.Quem vai?Foramvocê.Não, gente, foram tretas homéricas, porque eu não queria, eles não queriam. até a hora que eu tive que me deslocar pro atendimento, porque naturalmente isso hoje em dia eu sei graças a também de novaterapia não, é machismo mesmo. Eu tinha três homens, quem é que fala que roda 40 pratinhos ao mesmo tempo que quando toca o telefone é a primeira a ligar, levantar para atender, porque eles eles podia tocar o pau do telefone que eles estavam,eles não estavam nem aí. Então assim, eu naturalmente fui indo pro lugar do atendimento porque eu acho que tem esse lugar da mulher servir que a gente já aprende desde criança, entendeu?Você teve, eu vou fazer uma pergunta porque bate muito com a minha trajetória. Sou criativo, né, como você. eu me tornei sócio de um outro criativo e eu vi que alguém ia ter que fazer o trabalho de falar com o cliente e ele não falava de jeito nenhum. Então eu falei: "Bom, então deixa que eu vou eu". E eu, depois de muito tempo, eu percebi que essa foi uma das melhores decisões que eu tomei na vida, porque eu fui ganhando uma perspectiva sobre como é o nosso trabalho na cabeça do cliente, como convencê-lo, etc., que me fez evoluir demais, né? Como é que foi na tua na tua trajetória? Eu sei que já foi empurrada por aí por esses motivo, mas como é que você teve ganho o fato de vocêter tido que fazer esse trabalho sujo, como eu sempre disse, né? Alguém teve que fazer o trabalho sujo.
Eu sou carne de pescoço, né, Gian? O Gabriel, a ABEDesign, sabe, eu não largo, né? Se a pessoa me dá uma missão, eu fico ali até entregar, né?Só que eu não queria largar o desenho.Então, para mim foi uma frustração primeiro enorme que eu falei, tá bom? Porque eu hoje olho em perspectiva aí, sim, o Marcelo Davi, meus sócios, eles são virtuosos no que eles fazem. Eu acho eles fora da curva, são designers. O Davi é um ilustrador que eu nunca vi na vida, uma coisa daquela. Ele é desenha desde os 12 anos de idade sem parar.Hoje ele tá com 45. Então imagina o que esse cara desenha.Tá. O Marcelo sempre gostou disso, bebisso. E eu fui uma criança clássica do Brasil nos anos 80 sem grana que meu repertório era TV e rádio. Então eu tinha mesmo um repertório mais limitado, apesar de uma força de vontade absurda. Então quando você põe na hora da sobrevivência o mais natural é falar: "Tá bom, eu faço atendimento, mas eu vou continuar desenhando". Só que uma hora eu mesma falei: "Cara, eu não vou dar conta, eu tô,mas já dobrou, né?
Eu tô aqui, sabe?" E começa a fazer um o que nem pato, não faz nada direito, não voa direito, não carrega direito, faz tudo merda, entendeu? Então eu falei: "Cara, eu não tô sendo uma boa designer e eu sou boa para vender as minhas ideias. Eu sempre fui uma coisa, pessoa que correu atrás, então eu vou ficar aqui." E eu fui começando a formar um time, mas eu demorei uns 4 anos, não tô brincando, para entender quem eu sou hoje. E hoje eu concordo 200% com você. Hoje eu me acho uma profissional absolutamente completa.Eu sei me virar em qualquer roda de conversa que você me coloca. Eu sei o que esse cliente tá precisando. Não importa o tamanho dele. Eu sei traduzir o que o cliente quer paraa criação. Eu sei explicar pro cliente de uma maneira muito didática, que eu acho que é uma das coisas que o que mais te falam quando você vai pro mercado de trabalho é que você tem que se moldar. É tipo assim, abre o escritório na Faria Lima.
Tô dando um exemplo idiota, mas só para ir pro extremo, para ficar mais ilustrativo.Veste um terninho..Se comporte do jeito se E eu fiz tudo isso, tá? Eu rezei a cartilha, eu ia no Itaú de terninho,entendeu? Atendeu o Itaú.Eu usava terno e gravata também.Eu atendo Itaú desde faz 16 anos. Então assim, o primeiro projeto do Itaú, eu lembro que eu pedi emprestado roupa, porque eu não tinha roupa para ir num banco, né? Então eu fui entendendo que a gente não precisa assim, eu fui ganhando maturidade e entendendo que quanto mais a gente for original e a gente mesmo, primeiro que se sustentae segundo que você chega onde você quiser. Isso a pessoa não gostar.Mudou também, né? Mudou agora. Mudou muito. Mudou muito. Muito. Ainda bem. Até porque o design também tá entrando dentro das empresas através de núcleos de design. O design tá sendo muito mais respeitado, muito mais conhecido,principalmente entendido, né? Exato. Só que assim, nós que estamos nessa geração que já vem há mais tempo, a gente teve que educar o mercado. Entãoa gente educou, né, para chegar nesse pontomuito assim, isso é didático, porque hoje você tem pessoas no marketing que não sabem o que é design, que te contratam sem entender minimamente o que é o seu trabalho. Então eu continuo exercitando isso, mas eu hoje faço direção de criação também, que foi quando eu consegui resgatar um pouco a minha alegria de trabalhar com design.
Que é um território diferente, né, que você trabalha com a mão dos outros, né?Exato. Mas sem o seu repertório, seu conhecimento e sem ter desenhado antes, você não sabe fazer,entendeu? Que é um pouco da crítica que eu tenho às vezes com agência de publicidade que todo mundo é diretor de arte.Eu falo: "Para que esse nomenclatura idiota?Se você não sabe fazer, não adianta ser diretor de arte, designer e estagiário. Para fazer uma parada, você tem que saber percorrer o caminho para entender o processo. Não tem não tem atalho, entendeu? Para você ser bom no que você no que você faz. E que espaço é esse? Você falou do design hoje, né, sendo absorvido, estruturas de design dentro das empresas. Como é que você vê o futuro do design dentro dos negócios, né? Você vê um um ambiente muito mais favorável do que era ou maisEu vejoque o Chum Peter tem uma frase que ele diz que com o amadurecimento dos mercados tudo tende a comoditização, né?
Sim.E quando comoditiza fica bem mais complexo, né? né? Então a gente acha que quandotiver muito mercado vai ficar bom, mas na verdade fica muito mais violento o mercado.É, você sabe que eu sempre falava isso na terapia de coisas desse nesse sentido. A minha terapeuta falava assim: "É, Vanessa, a vida é dura.A vida é dura".Sabe quando você acha que você chegou lá, aí vem alguém da fala: "Puta merda, que que aconteceu?"Deixa eu te avisar. Não, não chegou. Mas eu achei que agora a gente chegou lá. Eu sei disso, mas eu sou muito otimista.Que bom. Eu acho que da minha geração para cá, né, que foi a geração que começou a trabalhar o design brasileiro um pouco mais solto, as ilustrações e começou a provocar um pouco o método que a gente mirava alemão e etc., as empresas começaram a entender que o design é mais do que o desenho, literalmente. Parece bobeira, mas não é.
Não, não é nada. Parece bobeira. Não, essa é uma das coisas mais importantes de de quando você fala isso do desenho, desen não amor, existe uma todo um processo de pensamento e metodologia por trás que começou a entrar nas empresas. E eu vivi isso no Itaú muito fortemente porque eu vi essa área crescendo lá dentro, tinham três pessoas e hoje é sei lá, tem três. Exatamente, né? E então assim, eu comecei a participar dentro de empresas grandes e quando você tinha área de design, o projeto era outro projeto, as entregas eram outras entregas e o pensamento e o crescimento dessas empresas era outro.Então assim, os empresários e os e os CEOs, né, e essa galera que tá nesse lado corporativo, que não entendeu ainda a a poder transformação do do design, o poder transformador do design, ele tá para trás, né? Porque eu lembro que a gente foi ver na SPM uma palestra maravilhosa do Levi da Questto|Nó que ele fala sobre as empresas do de design driven. Tipo, é 100% isso. É só você botar uma do lado da outra.
Cara, você deixa seu ego de lado, escuta o que a gente tá falando. Não é porque a gente quer ganhar mais dinheiro ou quer trabalhar mais. Lógico que a gente quer, gente, acha melhor do que ninguém. Não, mas é porque realmente é transformador. Quando você pega um projeto de uma startup que tá começando e o cara aposta em design e fala: "Vou fazer uma embalagem porque eu tenho dinheiro só para isso. Vou botar no ponto de venda e entende que isso vai chamar atenção para experimentar o teu produto, tal, e que a partir daí isso pode ganhar escala. Isso é design.O Nubank é design. Eu entrevistei o cara do Nubank Vida Fixa quando eles abriram, como eles começaram a crescer e foram lá para Rebolsas.E eu lembro, eu esqueci o nome do CEO, eu conversei com ele e com o menino que era o Guilherme, que era o cara que tocava era design. Ele falou:"Obank começou com pensamento de design como pilar desde que ele nasceu. Não é tô que eles tinhaam um cartão roxoque ninguém acreditava. Eu até fiz uma matéria no Medium falando disso na pandemia. E vai ver o tamanho do Nubank hoje. Você acha que o design é responsável por qu qual parte?
Segundo maior banco do Brasil.Tá drop the mic. Eu não posso soltar o mic aqui porque tá preso.Mas não é isso.E como a gente tá falando de criatividade, da importância dela. Eu concordo com você, né? Eu acho que antes do design tem um modelo de pensamento, né? Para mim, design é um modelo de pensamentototalque quando orientado para diversas coisas ganha outros nomes, né? Quando orientado a produto é design de produto, quando orientado a trabalho gráfico é design, mas para mim tem uma forma de olhar para as coisas, por isso trocando a lente, né? Uma forma de olhar para as coisas. E eu tenho trabalhado muito nesse olhar no mundo da estratégia, né? só que para que isso gere efeito, né? A gente precisa incentivar o pensamento criativo, né? Então a pergunta é: como é que você alimenta o teu repertório hoje, né?
Nossa, eu alimento de várias maneiras. Eu acho que quando você falou dessa virada dos dos 4 anos que eu fiquei na minha crise existencial, o que que eu tô fazendo aqui, meu Deus? Que que mandar orçamento, fazer pro escopo, que coisa chata, né? Enfim, atender clientes, por exemplo, que perguntam: "Se eu investir em você, vou ganhar quanto de dinheiro?" Gente, quero, quero morrer. Falo: "Meu, essa pessoa não entende nada. Socorro! É,quando eu comecei a me profissionalizar melhor e entender que eu ganhar outras ferramentas iam me ajudar, eu comecei a me envolver com associações também. Foi aí que eu entrei na ADG,porque o Bruno Porto me indicou na ADG e falou: "Van, vai ver como funciona o mercado, porque você tá tão em si mesesmada, que é isso mesmo, né? A gente sabe, né? Quando a gente entra numa empresa ou quando a gente cria um negócio, você fica ali fazendo dar certo, necessidade, né? Você precisa fazer dar certo.
Desculpa essa coisa. você olha pro seu concorrente, não, eu não tenho tempo de saber o que o outro tá fazendo, eu tenho que olhar pro meu.E aí eu comecei a ver que isso era um que é maravilhoso, a grande sessão de terapia, porque todo mundo tem os mesmos problemas,todo mundo tá olhando pro mesmo lugar,uns porque é grande, são grandes, outros porque são pequenos.Exato. Então assim, criativamente eu olho para tudo que você pode imaginar. Eu gosto de tudo, de novela, música, leio para caramba. Eu tenho milhares de fontes e eu tenho a sorte de estar no escritório. Isso eu preciso falar porque é verdade. Que é muito livre. Tem um lado ruim de ser livre, tá?Éporque dá um trabalho de mistrar tanta cabeça é muito chato às vezes, porque gestão de pessoas é outra coisa que também ninguém te ensina na faculdade. Entãoessa minha próxima pergunta. Acho que a vida, acho que a vidacomo como liderar criativos comoé muito difícil, porque ao mesmo tempo que você dá a liberdade, a linha tênue de saber aonde aquilo vai mexer no teu modelo de negócio, onde aquilo você pode deixar a pessoa ir, porque no final do dia é dinheiro, é conta, é hora e aquilo tem que se encaixar dentro de um orçamento, de um escopo. Não dá para ser só osocreativo.com.br.
Tem que ser preciso trabalhar para entregar ser produtivo também. Exato. Mas você também tem que dar a vazão à criação.Eu entrando nas associações, eu comeceicomo que equilibra esse esse porque essa é uma equação difícil, né? Você abrir espaço, vou colocar do jeito que eu coloco o meu time. Falou: "Olha, a gente vende hora, né? Então tem limite."Aham. A hora é essa, mas não dá para botar a hora como o princípio do processo criativo, porque senão você vaificar tão preocupado com a hora que você vai gastar tempo olhando para ela e não.Como é que você administra o processo criativo dentro dessa desse desafio de liberdade do criativo com o limite da necessidade da produtividade?Com um papel que eu passei, que eu acabei atuando porque eu era atendimento e gestora de projetos. Então acho que uma coisa que falta muito no mercado de design são designers gestores de projetos. que ele bate o bumbo e fala: "Não, agora vamos cá jeito próximo do que tá criando".
Então não é um cara cobrando um time sheet e um aplicativo te dizendo que a sua história uma pessoa que também é designer,tem que ser criativo.Eu entendi onde tá a sua dificuldade? Vamos por aqui, Van. Precisamos de um outro designer aqui que esse aqui empacou, não tá rolando. O que que tá acontecendo? Vamos precisar pedir mais prazo pro cliente. Então é uma pessoa que administra o tempo de uma maneira mais humana. Você não pode tirar o fator humano numa empresa de criação.Perfeito.além de olhar paraa hora. Não dá. Porque a partir do momento que você faz isso e às vezes você vai tomar prejuízo em algum projeto, porque você vai ter uma entrega ruim, não dá. Porque às vezes tem bloqueio, tem falta de insumo, o briefing foi mal feito, tem tantas variáveis que atingem. E afamíl que terminou namoro ou familiar que tá ficando doente. Cara, isso acontece muito. Perde cachorro. Perde cachorro. Mas assim, muda a entrega, gente.
Muda a entrega. Muda entrega, entre você tá lá, muda. É,e fazer gol todo dia é difícil.É. Não, e eu acho que assim, a gente brinca com a história do a gente é de humanas, que daí também leva para um lado que mas as pessoas de humanas elas têm uma capacidade absurda de associação e de conseguir trabalhar com número de uma maneira de um olhar diferente. Eu vejo isso que eu moro com administrador de empresas, então a gente tem altas tretaspor conta disso.São duas perspectivas completamente diferente.Eu já tive com sócios esse tipo de treta. também porqueolhar pro Excel de um outro jeito. Seu sócio,beijo para ele. Mas eu acho que a a gestão do projeto hoje é o coração do escritório e ela ajuda na gestão de pessoas. Porque se você quer ser uma empresa humana e você também quer ter uma boa entrega e ter um bom lucro no final, as pessoas que trabalham lá precisam estar confortáveis, porque isso, como o Gabriel falou, atinge diretamente na nossa entrega.
Quando você tem uma galera desconfortável trabalhando para você, o negócio não rende. Agora, o que o designer precisa aprender a fazer quando é gestor é demitir quando não tá funcionando.É porque a genteé descobrir que não tá funcionando, não ficar se escondendo, né?Posso falar, gente? Acho que depois de tanto tempo a gente sabe assim, na segunda entrega você já fala não vai funcionar.Porém, demitir para quem começou na faculdade e que tem um histórico que nem o nosso, a escola ela vem. Então, você quer ficar ensinando a pessoa a ser melhor. E aí chega uma hora, agora já com quase 50 anos de idade, 22 de empresa, eu falo: "Não adianta, a pessoa tem que querer,ela tem que amar o design para tá aqui, porque não é fácil ser designer. Vocês têm tido dificuldade de encontrar renovação de mão de obra ou desesperador?
Você tem uma leitura sobre o que tá acontecendo? O que que você acha?Eu acho que a gente é contemporânea uma mudança absurda de acesso a conteúdo, de tela, de lidar com frustração.É um paradoxo isso, né? Porque nunca nunca houveram tanta assim, não é por falta de repertório que as pessoasMas e a curadoria? O problema é curadoria, né? é que não tem qualidade e não absorve informação semnão entra para dentroe a velocidade e essa coisa da para mim que é terrível como brasileira que é eu já falei isso várias vezes, design é uma ferramenta política também ela é uma ferramenta social design mexe com a vida das pessoas, mexe com o consumo, mexe com você encara uma série, mexe como você desenha, sabe? E e você não tem noção do país que você vive. E como a gente tava falando, a pessoa ela tem o pai pagando a faculdade, ela pode fazer um estágio para ganhar e para aprender, ele já entra querendo ter o melhor bir da história e você fala: "Amor, você tem que comer muito arroz com feijão para chegar nesse lugar. Calma, cara". E tá gerando uma, infelizmente, uma geração de pessoas muito ansiosas que esperam uma velocidade que não existe. É assim, não é normal o que se tá querendo pilotar hoje, nem em termos de projeto, nem em termos de ganho de experiência.
Então você pode ter 1 bilhão de acessos de conteúdo, mas o tempo do mundo e a nossa idade humana, ela vai continuar na mesma velocidade. Logo, seu aprendizado e a eletricidade do seu cérebro e quanto você provoca ele depende de quanto você consume de boa qualidade de conteúdo.Então assim, não adianta você ter todos os aplicativos TikTok, Instagram e e ficar no Pinterest procurando referência. Se te perguntam uma coisa de 5 anos atrás, você não sabe quem criou, você nunca ouviu essa música. Você não,cara, tipo, cadê? Entendeu? Então, acho que tá matando um pouco a curiosidade, é uma tristeza isso.Não sedimenta informação nenhuma.Exatamente. Eu acho que é um problema complexo e não tem uma resposta fácil.E o que que a gente pensando em a gente designer adora pensar em problemas e encontrar soluções, né?É, é contratado. Oprincípio do design, né? Inclusive,você já fez alguma reflexão sobre isso, né? Porque a gente também enfrenta issoe a gente fala em quase todo podcast.
É, em todo podcast a gente traz esse assunto. É, eu vou misturar,eu vou misturar o tema da inteligência artificial nesse caldo, né?Porque não é só um reflexo da tecnologia das redes sociais, mas tambémda entrada da inteligência artificial. Como é que você táassistindo isso e que tipo de pensamento você tá tendo sobre esses desafios? Eu tô psicopata com essa história. Já faz 4 anos que eu a gente teve no primeiro assistir juntos, eu ai, era assim, está lançando a inteligal e a gente meu esse aqui que já é ó letrado, eles ficavam assim, gente, calma, isso aí é só o começo, começo. E o começo veio muito rápido e 4 anos o que a gente viu que era empírico pro que a gente tá vendo agora é bizarro. E aí eu acho que tem coisa boa e coisa ruim. E o mais assustador que isso ainda é só o começo.
Não, eu tava assistindo Calmo, ouvindo Calma Urgente essa semana, me deu até vontade de escrever um texto pro meio mensagem para falar sobre o que que vai, eu vou encontrar no SX esse ano. Mas assim, existem planos de guerra sendo desenvolvidos por inteligência artificial. Exato. Então assim, oial,né? Então assim, e o que que é uma imagem gerada paraa inteligência artificial? Agora, no que tange a nossa entrega, eu acho que a inteligência artificial, se ela for usada de maneira operacional para tirar um trabalho que te custa nosso tempo muito, por exemplo, eu adoro uma fórmula, adoro um Excel que você põe, pá, calculou, eu adoro ter opções de pesquisa, adoro na hora de fazer um mocapto, vai fotografar, bota o embalagem, tira foto, a luz tá ruim, o tempo tá chovendo, você faz um prompt legal e consegue encaixar pro cliente visualizar onde você tá querendo chegar. Agora, na hora que ele toma o lugar do nosso cérebro na criação de algo e no exercício de possibilidades, eu acho um tiro no pé. Masvocê acha que ele vai tomar esse espaço?
Já tá tomando.Você acha que ele vai tomar?E eu acho que é um problema também de repertório de quem contrata, de não conseguir enxergar.Então ele tá tomando. Mas você acha que o nosso cérebro é substituívelpor uma inteligência artificial? Ou seja, você acha que vai ter mesmo nível de qualidade?Isso, né? Assim, eunão, a minha pergunta é mais,eu acho que vai ser uma, eu acho que eu acho que eu, eu exterminador do futuro dois nunca foi tão atual. Eu acho que a Skynet é uma realidade, entendeu? O eback, eu acho que é um, se a gente deixar vai ser um problema grande de administrar e tá todo mundo já falando isso e principalmente os caras que criam, a gente viu isso muito no SX,os caras que criam falaram: "Não dá para usar para isso,isso você, o fator humano, a camada humana, ela tem que existir para dar o break ou para direcionar ou para dizer não." E no caso da criação, eu acho que é uma idiotice, porque a coisa mais legal somente do design no Brasilé o improviso perfeito, é o ruído, é quando a gente traz o borogodó, é o erro que vira a solução. É isso, gente, sabe?
O insito, é o ingênuo assim,é o vernacular.Exato.Que é o que tá ao redor da gente. Isso é que eu falo, todo mundo fala assim: "Nossa, você ama design mesmo, né?" né? Falo, amo, porque é isso que me encantou para trabalhar com isso. A partir do momento que eu viro, coloco um prompt e saio o layout, eu não preciso pensar em nada, eu me sinto emborrecendoe emborrecendo quem tá me contratando. É muito mais fácil, tá? Então, quem quiser por esse caminhovai se dar bem.Segue aí, né?Porque você ganha uma escala com muito mais velocidade do que em quem tem que pensar. Mas eu não acho que isso é interessante de jeito maneira. E eu acho que é irresponsabilidade a gente não pensar sobre isso.Mas você acha que é controlável isso? Assim, uma coisa é você desejar que o ser humano esteja ali no controle, tomando decisão, controlável, mas eu acho que a gente tem livre arbítrio para saber até onde a gente vai. Então, por exemplo, no coletivo, a gente escolheu onde a gente vai usar e onde a gente não vai, que ferramentas a gente vai usar.
Tem hora que quando vem um designer e me apresenta um negócio e aí de novo, né? Por isso que é bom ficar velho. É a única vantagem, porque o resto a gente derrete ten uma sócia que ela tinha uma frase muito boa,o resto é um merda. sócia que tinha uma frase muito boa, essa você pode usar. É, o bom de ficar velho é que você não vê de perto, mas vê de longe, que é uma maravilha de alta de longe. Exato. Então, quando me apresentam soluções muito fáceis ou aquilo que eu falo: "Pera aí". Aí fala: "Como você fez isso?" Porque você já sabe a resposta. Na hora que você põe essa mesma pessoa para trabalhar direito e você mostra a diferença entre os dois, tá? O trabalho responde por si,entendeu? Tipo assim, olha a diferença que faz você trocar com teu par, você explicar o que você quer. Eu acho que ele é um bom ponto de partida para algumas coisas.Eu lembrei dessa frase da minha sócia, né? Porque ela sempre falou sobre isso. E de fato, né, quando você vai ganhando um tempo de vida, você consegue antecipar algumas coisas. Uma coisa que me preocupa da inteligência artificial, além de todas as outras, que eu já falei nos outros podcast, que isso é um assunto recorrente aqui, é a questão do da tecnologia, ela tende a acelerar o nosso tempo.
Sim, já tá acelerando.Olha os ansiosos aí.A gente não conseguia falar com as pessoas, tinha que esperar. Aí a partir do momento que vem o telefone celular, você encontra qualquer lugar. Se a pessoa não atende, a pessoa fica nervosa porque você não, porque você não tá atendendo. Então a gente passa a ter que responder as demandas cada vez com mais velocidade. O e-mail, a mesma coisa, né? Cada tecnologia que foi entrando na nossa vida,tá morrendo, né?E e o mais legal é que o paradoxo é a ah, a tecnologia vem para tirar você de um lugar e dar tempo para você fazer outras coisas, só que esse tempo vai acabando,não? Então empilhando tarefa na nossa cabeça, né?Empilhando tarefa. Então essa é a minha maior preocupação, né? Porque a partir do momento em que coisas que demoravam, sei lá, uma semana para fazer podem ser feita em segundos,o cliente, o cliente que tem um briefing, ele acha queele manda o briefing, é só fazer o prompt e vai cuspir a solução, mas nem sempre a primeira cuspidaé a melhor solução. Você precisar até para você escrever o prompt, você precisa ter repertório e precisa saber o que você quer. E eu acho que, e também a gente tem que dar esse limite. Acho que o limite tá no humano, não ferramenta.
Lógico, por exemplo, no estúdio, no começo, a gente trabalhava de segunda a segunda varando madrugada. Era isso, eu preciso sobreviver. Hoje que a gente já tem o escritório estabelecido, eu proíbo as pessoas trabalharem depois às 7.A gente trabalha das 9:30 às 7, tem 1 hora meia de almoço e não trabalha de final de semana. E eu falo isso pro cliente e eu falo, é porque a gente precisa ter vida. A pessoa precisa sair daqui, ela precisa ir ver o filho dela, ela precisa jogar, fazer uma academia, ela ela não dá. Não dá para ser dessa forma e a gente não vai aceitar. Então a gente tem que trazer os parâmetros, senão vai engolir a gente porque como você falou, a velocidade é tudo parece ser melhor quando você ganha essa atração. Só que isso não é uma verdade, a gente já sabe disso.Quais são as ambições do coletivo? Vocês chegaram aonde vocês chegaram? A empresa cresceu absurdamente quando a gente olha para aquela empresa de R$ 700 quando começou.
Quatro pessoas.Quatro pessoas. Hoje tem quanto já? Teve 70. E agora temmelhor não ter 70. Você chegou a mesma conclusão que todo mundo? Ah, azul livre.É, mas quais são as ambições de vocês lá agora? A gente tá pensando muito isso porque há um ano atrás a gente fez finalmente Casa de Ferreira Espeto de Pau o nosso brandbook que a gente vai lançar agora daqui dois meses a gente vai lançar uma nota de marca do escritório porque realmente é casa de Ferreira Espeto de Pau. Gente, como é difícil fazer um trabalho pra gente mesmo. É muito, muito, muito, tipo, valorizei muito mais projetos de branding depois que a gente fez o nosso. mudou a minha cabeça assim, porque você entrega e se você não faz a gestão da marca e se você entregar só o manual, esquece,tá? Peso de papel,bota embaixo do computador para subir a máquina, tipo, ele não é usado. E aí a gente começou a a usar ele de exemplo, inclusive tava, a gente tá falando com o Gabriel de como a gente pode otimizar, como ele pode ficar mais fácil de ser usado e tudo mais. E aí veio essa pergunta de 1 milhão de dólares, né? Que que a gente quer peloE aí, né? O famoso E aí? E aí falando de pessoas que você conhece há 26 anos, todos entraram na crise dos 40 junto, que é quando você olha paraa tua vida e fala: "O que que eu fiz até agora?" Tá.
Outra. Sim, a gente não vai ganhar o dinheiro que ganha quem tá CLP e quem tá no, a gente nunca vai chegar nesse valor, nessa cifra, a não ser que a gente seja desonesto, porque nesse país, oi Banco Master, a gente só vê quem ganha muito dinheiro se ele não tiver com alguma coisa assim, ou ele ou ele foi 1 milhão que desenvolveu um produto ou um serviço que bombou e aquele cara ganha muita grana, mas se você for for honesto, emitir nota, se você fizer tudo certinho,pagar todos os impostos,você não vai ficar rico milionário, você vai ganhar dinheiro. Então, hoje tudo que eu tenho design me deu. Já viajei vários lugares do mundo porque eu ganhei dinheiro com design. Então, eu sou uma pessoa que não tenho essa ambição de ser rica. Então, no quesito dinheiro, eu quero sobreviver de design e guardar dinheiro para ter uma velice legal e os meus sócios também. E quanto ao escritório, a gente descobriu fazendo brandbook que no em tempo de inteligência artificial quem é craft é rei. Então assim, sinto muito, a gente vai continuaré aumentar o craft. Não, a gente sem a gente nunca deixou de ser, nunca consegui não e valorizare mostrar pro cliente como é importante esse processo, que quando você escolhe uma tipografia brasileira que um tipófico brasileiro desenhou, da onde veio, por que isso é legal, quais, da onde veio, de que lugar do país isso veio, que a gente vive num lugar que tem tanta criatividade pulsando de variras tão diferentes que para que que eu vou perguntar para um AI o que que ele quer que eu faça? Eu tenho que ensinar ele, entendeu? E e a gente entendeu que para isso a gente tem que diminuir o tamanho do escritório, que foi o que a gente fez, para que isso seja sustentável, porque o final do dia a gente precisa ganhar dinheiro e que a gente precisa se ensinar o mercado o valor disso para as
Vezes poder cobrar um pouco mais, porque é mais difícil você achar designers hoje que queiram botar a mão na massa, entendeu? Que não queiram atalhos.Então a gente entendeu que esse é o nosso futuro, assim, continuar com a nossa carinha.Vocês chamaram?Pode falar,por favor. Não, você ia falar. Não, não é que porque lá na BD a gente tá vendo no prêmio, né, você tava lá, você a gente vê cada vez mais escritório aparecendo esse modelo, né, de escritórios menores, com um trabalho incrível, mas com uma certeza de que aquele é um modelo que vai funcionar. E quer dizer, até a visão de dinheiro, não sei, Van você sente a a visão de dinheiro mudou, né, do que que é ser rico mesmo,né? Não querendo ser o esse idiota, mas o restouma boa vida viajar. Apontou para quapontou pra TV.
Tô na TV. Quem é o idiota?Não, o idiota é esse banqueiro. Não, esse é gênio.É esse banqueiro aí. esse idiota. Falei para, eu falei lá na rua, mas vendo assim e e a e um pouco essa ideia do craft assim, eu acho que vocês lideram muito isso, porque isso sempre, como você falou, eu acho que sempre foifalar e pensar no coletivo é pensar nisso, né? E ele tem muita clarea, se fosse para falar agora do posicionamento, é, sempre foi desenhado assim, né? sempre teve esse posicionamento, mas de ser uma coisa que no final o mercado pode se reinventar, a gente pode ter surpresas, né, de achar que vai ficar gigante por causa da e não fazer um movimento ao contrário.E eu acho que começou a haver um entendimento também no mercado, tanto a gente bater na mesma tecla e outros escritórios abrirem, que não é porque é craft, que não é escalonável, não é sobre isso. Não é porque eu tenho 30 pessoas que hoje num modelo em que você pode contratar frila, que você pode trabalhar em collab com outros escritórios, a gente trabalhou já com a projetos, claro, a gente precisa se juntar, o mercado de design precisa entender que a concorrência no olhar da concorrência, ela é burra.
Burra.Se a gente se junta com o mercado para se fortalecer e falar, o Gian pega um projeto e fala Van, eu tô precisando de um olhar que que o que a Pande não tem. Você quer entrar com o coletivo, a gente entrega? Lógico, vou amar. Então assim, é isso que a gente tem que ver, né? É esse olhar que a gente tem que ter e a gente continua tendo que educar, porque infelizmente tem pessoas que acham que ter 100 funcionários quer dizer que faz uma boa entrega. E não, porque eu acho que na nossa área quando você massifica demais, a chance de você entregar um trabalho pior porque começa a perder um pouco o controle também não é bom..Então eu acho que é uma maturidade do mercado, uma nossa, de ficar velho e entender que a gente não muito engraçado, a gente chegava no aeroporto para ir fazer viagem de palestra, perguntava se a gente era uma banda.
Então assim, a gente não é clichê.A banda é ótimo, né?Não. De nossa, por que que vocês fazem? Você tem tatuagem? Porque é tanta pergunta que eu falava assim, mas não é sobre isso. Olha meu portfólio, para de me olhar. Olha aqui o que eu tô te apresentando, entendeu? Então hoje não, hoje eu tenho orgulho de ser como a gente é, do estereótipo e, né? E a gente falou: "É, eu sou bagunceira assim, eu sou assim desde a escola. Eu sou, eu chego no mês falar alto, é bagunceira é outra coisa. Você é organizadíssimo. Exato. E a gente é um escritório muito bom e de chegar nessa altura e falar: "A gente é bom, a gente é bom no que a gente faz. O que a gente não era bom, a gente tá aprendendo ainda. Gestão, ganhar dinheiro, isso a gente ainda toma uns olés. Mas assim, a entrega pode ser ter ter certeza que vai ser boa, porque pois a gente faz isso há 30 anos, né? Se não fosse bom, a gente sem um puto, como é que a gente já tá aqui?
Então, é, e eu acho que eu quero aproveitar esse passo aqui para perpetuar uma questão que eu acho que você e o escritório, mas principalmente você, de uma coisa que eu falei no meu podcast, que é de conseguir perpetuar esse tipo de mentalidade e esse coisa e você é uma pessoa muito aberta a conversar. Meus alunos são completamente enlouquecidos.Eu adoro eles também. Eles sempre me mandam mensagens,sempre. Eles amam, tal. Mas isso é uma é uma coisa porque eu falei aqui, não é só ai o aluno olhar pro mercado, a escola e olhar pro mercado. O mercado tem que também devolverá olhar para porque você tá, ai não tenho paciência pro aluno, não tenho tempo para aluno, cara. Ele é o teu. Eu amo palestrar para universidades e faculdades.Eu sei. Por isso que eu tô aproveitando esse espaço para te agradecer muito e botar como um exemplo mesmo de quem se disponibiliza. Toda vez que eu chamei você, toda vez que a gente mesmo lá na ABEDesign, enfim, é uma coisa assim, a Vanessa, Vanessa e é isso, porque eu acho que você faz, entrega de verdade isso, não é só sobre o seu trabalho, mas as coisas. Então, quando a gente tá falando de novos profissionais, o que vai ser o mercado, etc. É isso. Tem que Quem que você tá falando o tempo inteiro de educar. Essa é a parte. Educar não é quem já tá. Educar é quem tá chegando.
Sim,né? Quem vai formar.É. E educação, para mim, a G falou muito disso no podcast dela, tem a ver também não só com o que a Vanessa pode falar sobre o que ela faz hoje, mas a a trajetória que você contou aqui hoje, né?Para eles é super importante. Quando você tava falando, eu me lembrei de uma conversa que tava tendo no carro outro dia com uma menina que trabalha conosco, que é um uma excelente profissional. Eu falei: "Putz, olha, eu tava fazendo um elogio, falando muito bem do trabalho dela. Ela falou assim para mim: "Sabe por que que eu dei certo?" Eu falei: "Por qu". Ela falou: "Porque eu não tinha opção de dar errado." Éexato.E aí issoisso é realidade da maioria do país.Isso não. E isso combina com uma coisa que eu sempre pensei sobre que eu acho que é um problema da geração de hoje, né? De dos pais, né? Não é nem da geração de hoje, dos pais que estão tentando tirar, não deixar os filhos sofrendo, né?Meu Deus. Isso é um erro, gente. Você tira,isso é um erro brutal. Você impede a pessoa de dar certo simplesmente mostrando para ela que ela não tem outra opção a não ser dar certo, né? Entãonão, quandoesse aperto acaba te forjando, né? Eu vejo vejo isso claro em você.
Claro, não, porque assim, a minha mãe até hoje, gente, oi mãe, minha mãe até hoje eu ligo para ela, mãe, eu tô exausto de passar semana, a gente vai para assist agora no dia 11, eu vou de novo, né? Porque para mim tá sendo muito bom. Primeiro que é um dinheirinho que eu guardo para ir, eu falo: "Não, eu vou. O escritório paga uma parte para eu ir também. E além de conseguir fazer bastante network em negócio, trazer cliente, etc., me abre a cabeça assim exponencialmente, assim. É, é, é, é, é, é, é, mara. Eu estou numa semana que eu tô brincando que é a gincana do Gugu. Assim, eu faço reunião, sai reunião, vou pro lançamento de uma marca, não sei o que, ela volta porque eu tô na época de captação de trabalho, então eu tenho que trabalhar dobrado, né? E fico exausta. Então assim, é a mesma Vanessa de 2004. Tipo assim, isso para quem tem empresa no Brasil, aquilo que a gente tava falando antes de entrar aqui, não tem lanche grátis, não tem jogo ganho. Todo ano você entra matando os mesmos leões por dia, correndo atrás, porque quando tem o o coletivo tá aqui, mas tem um monte de escritório super legal entrando no mercado.
Os que estão nascendo, né, os coletivos nascendo,mais baratos em termos de ticket médio, porque estão começando agora. Eles ainda estão na fase do que não sabe fazer prnão tem 28.Tudo igual, né? Tudo igual.Exato. Seja, a vida é cíclica, entendeu? Então, eu não vejo eu, eu quero desacelerar um pouco porque eu acho que a gente vai ficando cansada, né? Realmente, para mim, os 49 bateu, brinco, sempre me bate o nove, o 29 bateu, 39 bateu, agora bateu o 49. Quando bateu o 49 eu falei: "Meu Deus, eu vou fazer 50". Porque eu acho que tem uma coisa na nossa área, duas coisas que são características que eu acho. Primeiro, eu acho que é muito elitista pro brasileiro designer, cara, já é inglês. Então assim, já é complicado, né?Assim, quem tem acesso a designer, difícil. Eu tive pai e um padrinho que me ensinaram que era isso e eu convivi e aprendi o que era. Mas acho que se não tivesse essas referências, eu não saberia. Então é difícil você ser designer no Brasil. designer no Brasil é complicado. E a segunda coisa é isso do se você não tem dinheiro, você tem que correr atrás, não vai ter outra saída.
Não corre, né, gente?Entendeu? Então eu quero desacelerar porque eu quero viver um pouco mais porque eu trabalho desde os 14, eu estou ficando cansada já. E aí caiu a minha fista,óbvio, mas é horrível, né? Porque a nossa cabeça que trabalha com isso é lançamento de livro, é marca, é arquitetura, é o promptica. Olha que isso que eu venho aqui, ele me mostra, falou: "Ó, o parque de diversões do Gabriel, olha esse aplicativo que eu tô fazendo." Então a gente vive num, imagina você ser contador, desculpa, contadores,mas todo dia é meio que a mesma coisa e e tem, né? A gente não,como é que vive essa pessoa? Como é que ela consegue dormir, né? Eu sei que a inteligência artificial deve est ajudando elas, né? Isso. Não, mas assim, a gente tem a sorte, eu me considero uma sortuda de ter escolhido uma área que eu amo.
Então eu tenho a vantagem de ganhar dinheiro e trabalhar com algo que eu adoro, né? Toa que eu entrei na associação para não ganhar nada, para ajudar a minha design. Agora énão, você tá no rolo, você está no rolo.E aí eu acho que se a gente não pensar dessa maneira, né? E quando veio 50, eu pensei: "O que eu quero pro futuro, eu quero continuar trabalhando com design, ajudando o mercado se desenvolver, porque eu acho que dividir conhecimento e deixar isso de maneira democrática é maravilhoso quando você começa a ver que tá todo mundo em prol da mesma coisa e todo mundo crescendo junto. Eu sou do clubinho, eu gosto de clubinho, eu não quero ir sozinha, eu quero vamos junto, gente.É, mas quase isso.Eu sou do coletivo.Então assim, por que não? Entendeu? Então eu eu quero continuar vivendo de design. Eu já falei pros meninos, ele vai ficar só nos quatro os velinhos numa sala continuando produzindo, mas pelo menos fazendo o nosso colchão, né?
Ganhando dinheiro para poder ter uma aposentadoria boa.E essa reflexão que você tá fazendo sobre o futuro de vocês, ela passa pela mudança do modelo de negócio, a questão de ter gente contratada, não trabalhar. Você falou da colaboração entre escritórios, né? Mas tem colaboração entre indivíduos com escritório. Como é que vocês estão olhando?A gente já fez cinco consultoriase a gente é muito nerd. Então, quando a gente não sabe alguma coisa, a gente não a gente nunca acha que a gente é a régua do mundo. A gente a gente não sabe são de um financeiro. Então a última movimentação que a gente fez foi aquilo que eu te falei, a gente já foi sócio da Ideia Fixa, que já foi uma das maiores plataformas de criatividade do Brasil, de curadoria de arte, de designer, de ilustração. Quando a gente fechou a ideia fixa, eu comecei a repensar a monstro, que era um braço da gente que eu criei, porque eu falava, a gente entregou a marca, como eu faço agora para pilotar nas redes sociais? Tava nascendo o Facebook, ganhamos muito dinheiro com a publicidade, porque você ganha muito mais dinheiro do que no design.
É, é assim, é regra,é o outro mundo,outro mundo, mídia, é muito, só que é uma fáb é máquina de moer, gente.É muito difícil. E eu tinha um conflito direto do dia a dia, porque a velocidade da publicidade não tem nada a ver com a do design. Então era era esse conflito que você do antagonismo, era toda hora e meu cérebro indo para lá e para cá e os meus três sócios resolveram que eles não iam atuar ali, só iam ganhar dinheiro com aquilo. E ainda assim eu aguentei 12 anos tocando sozinha a operação da monstro. Quando isso, quando eu resolvi fechar, que eu me desentendi com os outros dois sócios que estavam com a gente, falei: "Chega, não vai ser isso, vamos focar só no coletivo". Parece bobagem, mas caiu uma plim.. Eu falei, gente, mas se a gente ama design, por que que a gente tá tentando trabalhar com curadoria e trabalhar com e publicidade? Vai dar muito mais certose a gente focar no design. E daí a gente fez o rebranding, né? E eu acho que alguém ia me perguntar como a gente fez foi com gente de dentro que eu tinha acabado de contratar, então era só chinelada na cara, só verdades duras de engolir. E a gente foi e a gente tem muito respeito por essa pessoa que tá hoje lá no estúdio e a gente acatou e o quando a primeira leitura do Manuel de Marca eu chorei porque eu falei: "É a gente". Foi tão lindo ver aquilo. Falei: "Nossa, a gente é o improviso perfeito, a gente é brincalhão, a gente é solto, era tudo que tava ali era a gente." E aí eu falei, a gente diminuindo, focando no design, a gente vai ganhar mais dinheiro. Então o meu Fábio sócio, meu Fábio sócio, meu sócio Fábio, ele foi pra gestão financeira, começou a mexer em tudo. Foi um ano muito desafiador pra gente o ano passado, mas foi o ano de maior faturamento do escritório, maior lucratividade do escritório. Eu falei:
"É isso,tá vendo? É só a gente se reorganizar de novo." Então deve ter sido a nossa sétima reorganização de modelo de negóci.não vai parar porque só o mundo muda, gente.Mas a gente criou uma coisa muito legal que é o pré-escopo, que é antes de eu entregar o escopo pro cliente, eu entrego um pré-escopo com direito de uso do que eu tô fazendo. Então o cliente pode me pagar direito de uso de 1 ano, 3 anos ou buyout, que nem a publicidade faz, mesmo sendo branding, porque às vezes você tá atendendo uma pequena empresa que não tem dinheiro para te pagar, porque ela não tem caixa, mas você sabe que o design vai alavancar, é como se você viresse sócio dela e aí a pessoa vai lá, paga um ano, dá certo, ela paga 3 anos, dá certo, ela paga o buyout.. Então, foi um jeito que eu ajudei, pensei indo com a minha experiência de design pro atendimento, que eu falei, eu vou mudar o nosso modelo de negócio aqui, porque isso vai dar, tenta brigar com contexto, né? Ele tá assim posto e deu muito certo, tá super funcionando. A planilha é o cliente, muita mesa de compras reclama e aí eu entro em call e explico e aí acaba fechando o buyout que é o valor mais alto, então ainda me ajuda. Então assim, virou uma ferramenta de negociação e ao mesmo tempo eu valorizo o design onde ele tem que ser valorizado. Tipo, amigo, a minha ideia não é sua, você tá comprando o meu trabalho.
Perfeito. você quer cobrar, comprar o meu cérebro, você não vai conseguir, mas o meu trabalho tá aqui, você quer usar um ano, é isso, você quer. E aí eles começaram a, comecei na negociação educar o cliente de que a imagem que ele acha no Google não é dele..Porque é surreal, né? o que a gente tinha de cópia, de sabe, não pode. E aí eu acho que a gente deu uma virada de três anos para cá de a gente nunca parou de crescer, a gente nunca teve prejuízo,porque a gente sempre foi muito conservador,porque quem eu não vou falar essa expressão que é muito feia, mas quem tem tã tem medo.Quem ter tã tem medo. Isso dá uma camiseta, hein, botarcada um, cada um que interprete como quiser.Quem tem tanto tem medo.Quem tem tanto tem medo.Mas é verdade, entendeu? Então assim, crescer com parcimônia para quem não tem sócio investidor é o único caminho também, porque você vai arriscar o quê?
Os seus poucos bens pessoais, então você tem que ir devagar.Mas ao mesmo tempo eu parei de de ser trouxa com o mercado que eu acho que uso o design de uma maneira muito errada, sabe? Da maneira que o escopo, se não é muito bem definido, é o cara com as alterações infinitas, refações infinitas. Então assim, você começa a criar parâmetros para se proteger e conseguir uma lucratividade maior. Entãoé, eu vou juntar três coisas que você falou aí no meio das tuas frases. Vai parecer uma pergunta complexa, mas tenho certeza que você vai ter uma opinião sobre isso, né? Que que você aprendeu sobre ego, autoria e colaboração ao longo da vida? São podem parecer coisas conflitantes no ego e a colaboração.Não, não é não. Não éque divide um pouco com a gente.
Eu acho que como a gente sempre atendeu durante 10 anos a agência de publicidade, porque no começo a gente não chegava no cliente final porque a gente não era ninguém e o portfólio era ruim, né? Não ia apresentar o Sandy Júnior Cover para pegar um projeto da Natura, entendeu? Então não dava, a gente não conseguia que era era o anúncio que eu fazia, fazia anúncio da Sand Junior Cover, fazia anúncio do pula pula. Então assim, eu não vou conseguir pegar cliente desse jeito, né? Então a gente atendia muita agência e a gente apanhou muito porque o diretor de arte de agência é o dono da ideia e o ego do da dos publicitários era uma coisa, eu espero que tenha melhorado, que eles estão apanhando tanto depois de can agora. Espero que o mercado tenha aprendido alguma coisa. É, então assim, e o designer nunca teve isso. Eu acho, eu acho que eu amo o designer porque sempre existiu colaboração.
Apesar da gente fazer um trabalho muito sozinho, solitário, quando você tá desenhando, você fala: "Gabriel, o que que você achou?" Daí, então sempre tem uma troca que transforma aquilo num trabalho colaborativo.E a gente começou a fazer campanhas gigantescas com agências de publicidade do Brasil, as maiores DPZ, AAP, Neogama, Deminov, todas a gente atendeu. E a gente era colocado, a gente ia desde a conceituação até a entrega do do concept final até a a campanha. E quando saía no clube de criação, vinha lá escritório de estúdio coletivo e ilustração. Aquilo começou a me dar um ódio que eu falei: "Oi". A gente pensou na ideia, a gente trouxe as os moodboards para trazer o desenho. A gente mostrou pro cara como posicionar o produto. A gente criou a campanha e o desgraçado vai me colocar como ilustrador, até porque nem como designer. Aí eu falei: "Não, pode parar, vamos começar a atender cliente final".
Então, já é uma coisa que a gente tinha bod há muito tempo. E no começo o nome coletivo era para ninguém aparecer. E hoje eu já entendo um pouco diferente. A gente valoriza as pessoas que estão nas fichas técnicas.As premiações não deram muita noção de que é importante você validar e quem sobe no palco para pegar o prêmio, dizer: "Olha, eu participei com esse projeto fazendo tal coisa". É super importante e eu acredito que o futuro é colaborativo se a gente quiser perpetuar a raça humana contra a inteligência artificial. Mas eu acho que eu sei porque vocês usavam saco na cabeça no começo.Por quê?Porque vocês estavam fazendo um anúncio da Sun cover.É umaEu não vou aparecer também. Vai que descobre que sou eu.Agora que vocês estão fazendo esse trabalho.Mas o mercado não sabia porque eu só gostava os experimentais e também porque a gente tava extremamente descabelado valando noite, não tinha condições de nenhuma foto minim e não dá para fazer foto de arquiteto. Aquela foto preto e branco com queixinho assim não era nossa cara. Então, a gente fez posa disso.
O design ele é uma ferramenta de transformação, né? Então, a gente sabe que quando uma empresa entende o valor do design de fato e ela absorve isso como cultura, etc., ela consegue transformar. A gente falou das das grandes companhias que estão colocando grandes times de design.Total.Que tipo de mundo você gostaria que o design ajudasse a construir?Fala um pouco sobre as suas crenças.Eu acho, eu acho um pouco tópico, tá? Porque eu acho que a gente tá caminhando, infelizmente, não, depois da pandemia, eu eu lembro que eu li uma matéria depois da pandemia dizendo que a gente ia demorar 10 anos para entender o que aconteceu com a gente como mundo..Porque foi muito louco.É,o isolamento, o convívio familiar intenso, nível hard,a proximidade da morte, perder gente.
Então foi assim, uma coisa que mexeu com o mundo.A primeira semana todo mundo jogando flores pro vizinho segunda jogando. Colocar na sua boca. Coisa que mais me irritou na pandemia, os parabéns online.É.Nossa, era muito chato. Eu tinha 70 pessoas online. As pessoas fugiam e aí eu tinha que ficar ligando, você não vai entrar no aniversário da Gisela? Pelo amor de Deus, o dia tá esperando a gente cantar parabéns. Era insuportável. Então eu acho que a gente teve, tanto que eu falei, aboli, aboli o parabéns online, vocês mandem no WhatsApp quando vocês quiserem falar parabéns. Mas eu acho que a gente viveu uma transformação que a gente ainda tá tentando se entender, mas eu acredito realmente na colaboração, porque eu acho que eu vivi uma vida de tantas pessoas me ajudando que e é eu acho que é natural a gente ajudar os outros também, porquedevolver um pouco.
É, teve uma época que a gente teve que mudar de posicionamento dentro do estúdio porque o estúdio virou uma escola. Então, as pessoas entravam, se formavam, ficavam um ano e meio, iam procurar num escritório maior numa agência de publicidade de trabalho, porque a gente não conseguia pagar salários que eram compatíveis com o mercado publicitário, porque o Brasil até pouco tempo atrás, até hoje um pouco, era um é um país de agências de publicidade..Se a agência de publicidade o drive dela é mídia, ou seja, é aí que ela ganha a fortuna e o design é encarado como produção, que é outra coisa que me dá um ódio, mudem esse nome, não dá, né? ele tá sempre no segundo plano. para que que eu vou colaborar? Eu tô competindo com a Gisela porque eu quero o fim maior de 1 milhão de milhões e trilhões de reais, entendeu? Então, o design, se ele for para esse lugar do colaborativo e se a gente entender que a gente pode se ajudar nesse lugar, eu vejo um futuro brilhante pros escritórios. Eu fiz um trabalho agora com o Itaú que a gente colocou da do da entrega da marca da Uniclassque a gente foi trabalhar dentro do banco.
Quando isso aconteceu? Tipo assim, designer lá dentro do estúdio fazendo reunião com a gente no escritório, em casa. Cara, isso foi lindo, o trabalho foi maravilhoso. Você não sabe onde começa o trabalho do coletivo, onde onde termina do Itaú. Então assim, eu e o trabalho ficou lindo, não sei se vocês viram, tô me autogiando, mas ficou muito legalporque assim outro pensamento. A gente junto é muito maisé,a gente pensa muito mais longe. Então eu acho que o design tem esse brilho de conseguir ser agregador, transformador, processual, sabe? O pensamento que a venda pela venda não tem..Quando você faz um uma embalagem, um produto que muda o mercado, né? Tem tem escritório de design que trabalham com produto, que outro dia eu fui de novo falar da questopal porque eu fui lá e o Levi me apresentou uns protótipos, eu fiquei assim, que coisa isso vai mudar o jeito do cara andar.
Isso aqui, poxa,olha o que a gente faz, entendeu? É muito,olha o que transformador que é, né? é muito mais legal se a gente tiver junto e as empresas que tiverem núcleos com esse tipo de pensamento vão navegar essa onda e vão muito mais longe, entendeu?E e você falou das das agentes de publicidade que se matam e os designer que se ajudam, né? Você acha que a gente o Giovani falou disso aqui também e eu fiz uma provocação para ele, falei: "A gente se ajuda porque a gente tá na desgraça e se a gente tivesse nadando em dinheiro, a gente não se ajudava também.Talvezou é ou é uma questão só porque eu tenho essa sensação.Talvez o o dinheiro corrompe sim. O o muito dinheiro corrompe. Então, eu é um olhar um pouco romântico isso que você tá falando. É verdade que eu tô falando. É um olhar romântico. Porque Mas eu acho que essa é a beleza da vida. Não se esquecer disso, né?
Não, mas eu acho que essa é a beleza da vida, porque nãoa falta e e quando o dinheiro não é o teu fim ou quando você Porque quando você é milionário, vê esses caras milionários, a gente tem milhares de histórias do cara que vive sozinho, não tem ninguém,né? Você teve Steve Jobs com todo o dinheiro do mundo, teve um câncer dificílimo e acabou falecendo. Que que adiantava ele ter todos esses dinheiro? Que não é o dinheiro não é um fim, né?Não, gente, a gente não pode ser tão imbecil de achar que é o dinheiro. O dinheiro ele é uma consequência maravilhosa. E, aliás, deixa eu falar, a pobre adora dinheiro, tá gente? Gosta de dinheiro, quero ganhar dinheiro, mas não é a qualquer preço, é só esse lance. deixar de ser feliz no meu dia a dia, porque senão eu poderia, eu poderia estar com o que eu tenho hoje de bagagem, saio do escritório, vou trabalhar em qualquer escritório grande, agência de felicidade, eu ganhar cinco vezes o que eu ganho.
Mas isso não sei se isso ia me alimentar minha alma, se eu ia ser feliz, entendeu? E eu super respeito quem gosta de ganhar dinheiro e quer ser dinheiro, mas o designer que gosta de design mesmo, acho difícil. Fica a provocação. Você designer que gosta de dinheiro,não vai ser feliz? Vai ser feliz, eu acho. Tem que ser feliz, não é? Olha, eu nesses 20 anos da ABEDesign, acompanhando e vendo, eu você eu acho que eu concordo você é romântico, mas eu acho que é. Eu nunca vi. Eu eu vejo concorrência, uns mais, outros menos, tal, mas a ganância a eu nunca vi. Eu tô há 30 anos, eu nunca vi. É só você ver os prêmios de design, gente. É engraçadíssimo.A gente é uma festa, é clubinho,é uma festa.
É um clube.A galera troca ideia e conversa e parabéns, que projeto lindo que você fez, não sei o quê. Vai em evento de arquiteto e de publicitário, gente.Entãoé difícil porque é outra modos operand, entendeu?Mas e por isso eu não acho que é romântico. Eu acho que a gente já vive isso. Claro que tem os que e tem uma concorrência, tem gente que é mais gan. Mas assim,mas isso é da do jogo, né?É do jogo, né? Não, mas eu não acho que é, eu não acho que é romântico de utópico, né? De acho que é romântico de detá todo mundo falando espaçode romance mesmo, deo espaço, o espaço que não não viveu, né? Então assim, milionário, eu não não sou não sou não fui para saber como que é lá, entendeu? Primeiro não seicomo sou eu lá, né? É,é como que sou eu lá, não sei.Então ela nem vai chegar porque como você mesmo diz você, né? Você, você, você, todos nós aqui já convivemos com gente que tem muito dinheiro. É, não aí, aí outro pontoconviver, viver nesse, olhar esse mundo, navegar por ele, eu acho que é da pessoas, não. E outro ponto qual é assim, dá pra gente contar na mão essa proximidade, quem não vem vem pescar conosco, porque tem um monte de assim designer que tem escritório que só vem pescar assim, só vem, ah, que que tem de bom aí que eu posso pegar? vira as costas, vai embora e vai atrás dos clientes, assim como tem colaborador que trabalha no escritório, sai, vai nossos clientes, tem isso, mas tem muito, não é que tem pouco, não, é que a gente tem um olhar romântico para isso.
E me incomoda menos isso, porque, ok, vai lá, a sua capacidade toda é essa, vai lá.Exato. Para mim esse éMas para mim vai vai ser feliz. E se o cliente sabe queE se o cliente sabe que trabalhava com a empresa que ele contratava e contratou? Ah, espero que aconteça merece ainda,se merece. Espero que aconteça isso com ele e que eu nem saiba, porque eu não quero perder tempo com isso. Então não dá para romantizar porque tem quem vem pescar. Já na na época da pandemia teve um escritório assim conhecido entre nós, estávamos desenvolvendo a mesma coisa. Falei: "E aí vamos fazer junto o teste?" Não, não veja bem, não consigo. Eu não sabia que eu tava ali com a relação com a Anvisa, com tudo pronto para mim e eu querendo ajudar eu bestão lá. Vamos lá, vamos junto, tá? Não, não, pera aí, veja bem e tal. Falei: "Ó, legal, vai nessa, tá tudo certo".
Não tô dizendo que todo mundo é amiguinho, né? E que todo mundo, eu quis dizer assim, é, não é poliana, porque assim, eu seie vai muito das pessoas, né? Porque a gente também sabe, você vai olhar o escritório, você vai ver, porque tem isso, né? Os escritórios ainda são as pessoas muito, é a Vanessa do coletivo, é o Gian da Pande, é o Gabriel. Então assim, tem a o caráter das pessoas e o que elas estão fim. Mas eu tô dizendo assim, como organização, eu acho que é diferente, por exemplo, da publicidade, pelo menos esses anos todos quesem ser romântico, entendeu? Agora é isso, G.Eu acho que tem muito a ver com o fim, porque no final do dia a publicidade ela tem o trabalho de posicionar e vender produto. Então ela tem que vender e às vezes não se importa se o produto é bom ou ruim. Agora eu falo para todos os meus clientes, não sei se vocês falam isso também, mas eu falo assim: "Olha, eu posso deixar maravilhoso e vai vender. Agora se for o produto ruim, eu não seguro,porque a gente design não faz milagre, ele entrega no final do dia uma solução.
Agora se você não fizer a tua parte, não vai funcionar. Agora o publicitário lançou a campanha para vender celular. é bet, né? Não importa, entendeu? Então eu acho que tem uma parte ética aí que sim, eu concordo 100% com você. Dá para separar o joelho do trigo. Tem gente que tá nesse drive, foi o que eu disse, que bom que você quer ganhar dinheiro. Dá para ganhar dinheiro com design, dá para escalonar, dá para fazer o que você quiser. Mas eu acho que o os designers truzeira, né? Éa gente que ama a profissão e que sofre para ter um escritório no Brasil, que é difícil, a gente tá aqui pelo muito pela paixão ao que a gente escolheu fazer da nossa vida, entendeu? Isso a gente tá junto. A gente tá junto.Eu falo que eu vivo do design, a minha vida, né? Criei meus filhos, minha filha se formou em design de interação, é que é muito legal, mas eu sou designer amador dos que amam, sabe? Tipo, eu amo amo viver isso, amo.
Não, por isso que eu tô te falando, mas a eu vejo que a a boa parte dos design até porque senão não não não para em pé, entendeu? Se for entrar numa agora, óbvio que tem, né?A gente sabe que tem. É, eu acho que o grande desafio é esse, você unir a paixão que você tem, uma entrega de qualidade, porque a nossa área não tem como, você tem que estudar muito o tempo inteiro, a vida inteira,muito, sem parar, parar,não tem como, não tem, eu acho que quase todas as profissões são assim, mas a nossa, em especial, se você piscar, você perdeu o bonde.Então você tem que estar sempre ligado e tem que aprender gestão e lidar com dinheiro, porque não, senão você vai ser feito de trouxa, porque aquilo que o Gian falou, vem com design e depois a design. conversando no começo.Eu eu neguei o convite do Gabriel, queria falar isso em rede nacional.
Quando ele falou para mim, vem fazer, eu falei: "Amigo, vamos entrar numa call que eu queria conversar com você". Eu falei: "Eu não vou fazer isso. Eu não quero ser diretora de BDA nenhum. Eu não tenho capacidade eu não pegar essa bucha. Eu vou, vocêou vão me desmascarar quando eu tiver lá na frente. Vamos dizer: "Que que essa menina tá fazendo aí?" Falei: "Não vou". Aí ele falou: "Não, desse jeitinho dele". Mas agora você olha para trás orgulho doMas ó, na boa,eu nunca eu nunca falei isso, masnós fizemos levamos o BDA ali até a sala São Paulo,virou ali de fato, antes a gente tinha dúvidas que era o maior prêmio do Brasil, mas chegou ali,lotou, acabou o ingresso tal,sabe? Não. E a festa quando as pessoas se encontraram, aquela explosão de alegria, tanto naquele da época da Copa do Mundo que foi super complexo, né, que a gente alugou um espaço, que queria queriam tirar a gente do espaço, a gente ficou com uma linguiça para fazer o evento e onde enfia o palco, foi uma loucura aquilo, a Maria, Deus me livre.
Esse aí eu não tô convidado sobreviv.Ah, que meu Deus, olha só, eunão fui convidadosóim. Mas você não,mas você não era associadonão. Ele é associado e conselheiro. Não, disse daínão recebi um convite,nem sabia que tava tendo. Descobrindo o dia pelas postagens, as pessoas postando. Eu falei:"Gente, se você perguntar para mim o que aconteceu naquele dia hoje", eu não lembro, tá? de tanto que eu corri naquela entrega de não era jogo do Brasil, os caras abandonaram a montagem na metade. Eu cheguei todo, choveu, eu cheguei toda montada, tive que arrancar sapato, prender o cabelo e acabar de colocar decoração. Aí as pessoas chegando, chegando, chegando. E no final foi uma festa engraçadíssima, porque tava todo mundo preso em casa durante dois anos. De repente a gente faz uma, era, foi uma festa, não foi uma premiação, foi uma, meu, foi música, pessoal comendo, bebendo, foi assim, todo mundo feliz, se abraçando, se encontrando. Então, assim, eu acho que e o que a ABEDesign me trouxe foi uma noção de negócio.
Mais sério que eu não tinha.É. Ela a V, a gente come a gente começou a conversa e aí sabe eu falei não tá aqui na ABEDesign, vamos lá, vamos compartilhar que a vim da DG que era 10 anos da associação de designers, eu tava aqui com o tete a tete do humano, entendeu?Não, mas acho que foi legal assim, eu fico feliz de ver o legal. continuará sendo legal.Vanessa, a Vanessa e que chegou e a Vanessa que agora sai fala sobre o negócio, mas não tô falando que continuará, mas o que foi existiu ali,não só chegou porque foinão. E as associações, eu acho que elas servem para isso. Por exemplo, eu não estaria aqui hoje se não fosse associação, conversando com vocês. A gente chegou em lugares de encontrar pares, de trocar ideia, falar: "Ai, comigo é a mesma coisa". Putz, sério, o que que você faz? Qual planilha você usa? O que, como você trabalha? é como você atinge esses clientes. Então, assim, a gente só conseguiu entender exatamente como era o mercado brasileiro de design e tando numa associação e associação são feitasse desenmando, né?
Exato. E são feitas de pessoas para pessoas e a gente não ganha dinheiro para ajudar, para tá aqui, para trabalhar.Isso, é isso que faz a diferença inclusive, né? Então é fácil reclamar, jogar pele, podia ter sido melhor, tá? Então você coopera, você ajuda, você troca ideia, não vai ser não. Aí não vai te dar essa resposta.Você tem que tá aqui errando, fazendo, botando a cara no sol, que nem a a Gisela tá fazendo, eu tirando meu time do campo, falando: "Agora tem que entrar outras pessoas para renovar a energia da associação, né?" É, então assim, eu eu acho que é as associações são fundamentais pra gente se encontrar, para trocar ideia e pra gente entender para onde nosso mercado tá indo e como a gente pode cooperar e tudo mais.E que conselho você daria pros jovens que estão hoje montando os seus coletivos lá com R$ 700, juntando R$ 700?
É o mesmo que a dona Rosida me deu. A vida é dura, tá? Não, você vai ter que ralar muito para chegaronde você quer. Tem que gostar muito do que você faz, porque o mercado tá cada vez mais difícil e exigente, né? E e não parar de estudar nunca. Não pensa que a faculdade na faculdade acabou. É impressionante. Eu não, e eu me sinto abençoada por isso, porque eu sou uma pessoa curiosa que gosto de conhecimento.Cada vez que eu descobro uma coisa nova, fic mentira que isso existe. Porque assim, eu acho que essa alegria do descobrimento, da curiosidade da vida, o design é capaz de te dar. Então, olha por esse viés. E o dinheiro é uma consequência de um bom trabalho.E qual seria o conselho de 1 milhão de dólares?De 1 milhão de dólares é o financeiro. Você comentou muito do financeiro, né? Aprenda a lidar com dinheiro.
É assim, eu venho falando muito isso a desde que eu entrei na ABEDesign e já falava um pouco antes, a gente vive num modelo capitalista de negócio, não tem outro jeito, né? Não importa você ser romântico, você votar no político A e o B ou C, até porque eles estão cagando para você, eles vão sair de lá e o mundo vai continuar girando.Porque todos eles são capitalistas. Eu acho que honestidade e um bom trabalho te fazem chegar longe. Talvez não virar um milionário, porque eu acho que isso é uma ilusão que venderam pra gente e a nossa geração tá tendo muito mais dificuldade para ganhar dinheiro do que dos nossos pais. Então, entender de economia, entender de política, eu acho que se informar, porque quando eu falei que o design é uma ferramenta política, não é que eu tô falando à toa, como é que a gente produz projetos e serviços pro mercado brasileiro sem saber o país que você vive, sem saber que 1% da população tem muito dinheiro, 5% não fal como você faz, não tem como.
Você tem que entender disso para saber para quem que você tá trabalhando. Para mim é o nosso escritório na pandemia, ir pro centro de São Paulo, que é o microcosmos no Brasil, eu não quero sair nunca mais de lá, porque na hora que, né, quando a gente chegou era Walking Dead, né, tava deprê demais, muito morador de situação de rua, o centro abandonado e agora ele tá sendo abraçado pelo estado que não é bobo nem nada. Então, governo e prefeitura tão tomando conta do centro, tá com policiamento revitalizando, o entorno faz muita diferença. Então você vê ali aquele microcosmos da sociedade, né? E é importante trabalhar no lugar do real.Você vive num país que tem uma discrepância social bizarra. Então, assim, olhar para pro que você tá construindo, tendo conhecimento disso, já ajuda a você tá construindo um futuro melhor. Eu acho que é muito por aí.
E você tem alguma inquietação ainda hoje?Tenho.Como aprender a valorizar melhor o meu trabalho para ganhar mais dinheiro? E negociação é uma das coisas mais difíceis que eu aprendi a fazer na vida. Assim, e o saber dizer não para certos projetosaprender a perder para se dar valor a issoe demitir cliente,perder para ganhar, né? e demitir cliente, que a gente pode, quando você consegue demitir seu primeiro cliente que não te faz bem, é de uma alegria orgásmica.Uma boa definição, né? Alegria tá. Ah,você fala demitir esse desgraçado. Que prazerdemitir. Eu já, eu já demiti uns clientes da minha vida.Eu também. E eu tive esse tipo de alegria.
E você sabe, tem uns que nem perceberam. Meu Deus, eles foram só eles acharam que o jeito de demitir era achar ele, não, ele que decidiu. Vai não. O cliente que eu demiti, ele tinha um tamanho que realmente ele nem notou quenão. Mas você sabe que o a, eu não sei as mães de vocês, mas a minha mãe sempre me educou, tipo assim, não reclama que tem serviço, não reclama que tem trabalho. Então a gente foi a condicionado, fica só servindo e de repente aquilo não é bom para vocêe você vai ganhar muito mais servir é ótimo, né? A quem você serve também tem que ter um critério, né? Que tem essa segunda parte. Servir, ótimo. A quem você serve? Exato.Van, quanto tempo deu aí?1 hora e meia.Caraca, falo demais. Meu Deus, eu falo mais hom da cobra. Queria te agradecer, né? Estamos encerrando aqui.
Você Gabriel quer quer dar uma última palavrinha aí?Não, agradecer vocês. Eu adoro aqui, adoro. Eu falo sempre mais pra segunda parte porque eu gosto de ficar ouvir bastante. Aí quando eu tô, caramba, eu tô aqui, tô gostando tanto do papo, falou: "Caraca, eu tô aqui." Aí eu tô sempre olhando ali e e tentando entender um pouquinho da cabeça de cada um, o olhar de cada um, né, Gan?.Né? Nós estamos aqui coma lente de cada um, né? É, além de cada um com o Luciano agora, antes da Van agora com a Van, com a Gia aqui também. E é só gratidão. Amo vocês. Obrigado, viu?Não. A mesma coisa que Gabriel, assim, é um privilégio gigante sentar aqui, poder ouvir e trocar. É assim, um lugar de privilégio mesmo, né? Então é só gratidão. É assim, é lindo esse trabalho que você tá fazendo e a oportunidade tá e esse é o jeito de colaborar também, é o jeito de todo mundo senta aqui, sai todo mundo mais amigo, sai todo mundo mais próximoe depois a gente só se encontra,só tomar uma breja.
É o que eu acho estranho é isso, porque antes a gente fazia isso, não sei se é idade, se o que que é, antes a gente fazia tomando cerveja num bar, né? faz gravando e tal assim compartilhando a cerveja sem tomar cerveja.Mas não vou falar, as pessoas adoram, tá? Porque esse acesso que a gente dá hoje em dia falando aqui para todo mundo, eu escuto direto quando eu participo de podcast e tal. que legal que eu vi vocês falarem, eu tenho o mesmo problema, eu tô começando agora. Não tinha muito conteúdo, né, sobre a nossa área. É noção impacto que isso gera. Não, eu não sei se já aconteceu contigo, Gian. Às vezes as pessoas me encontram comigo que eu não vejo há um tempão, aí vem e faz um comentário do podcast de uma coisa que eu compartilhei, fal coisa. Eu falei: "Caraca, as pessoas estão as pessoas". Você tá no final do dia, além de sendo generoso, trazendo gente para conversar, você tá hackeando o sistema, porque o sistema é feito todas as comunicações para fora, meio mensagem, próxima, eu já falei isso várias vezes, eu vou repetir, não falam de design, o que é um absurdo,porque deveriam falar, porque ele é muitas vezes o motor da publicidade no lugar da entrega da criação. E eles só falam de publicidade, entendeu? E de quem tomou a cadeira de quem? Aí dá aqui a gentejá dá para nascer um veículo.
Exatamente. Ou abrir espaços nos que já existem.Na medida em que Can não tá mais falando de design assim, alguma coisa errada está acontecendo, mas nós vamos lá e nós vamos explicar.É, exatamente.Bom, Van, quer dar um um tchau para pro povo aí?Dá uma mensagem. Oi, mãe. Queria mandar um beijo pros meus sócios. como vocês não queria agradecer só muito obrigada. Eu fiquei super feliz quando você me convidou. A gente não tinha batido muito papo, né? Mas é e de novo, é isso que eu acho que é o legal do design. Parecia parece que eu te conheço há 10 anos. Tá vendo?Depois disso, a quantidade de mensagem que a gente trocou romântico. Legal,não é gente, é assim,eu tô, mas o que eu falei é que não dá pra gente colocar todo mundo esbalagem. Não.
E aí a questão que a falou, a gente tem que aprender muito. Então não me importo também passar até para quem eu não acredito muito, porque quem corre bastante, porque corre todo dia. Então todo dia eu tô aprendendo. Se quiser pegar referência com a gente, pode ver aí porque depois de amanhã é outra coisa, tá tudo bem.Vai. Exatamente, né? Exatamente. Jogou pro mundo. É do mundo. Hotel que você espalha, não que você junto atua isso.E eu queria agradecer porque eu admiro demais o teu trabalho.Ah, demais mesmo. Assim, acompanho, acho lindo, maravilhoso tudo que vocês fazem. Tenho com curiosidade de conhecer seus sócios.Ah, vamos marcar um inclusive da lá no coletivo no centro.Então, a gente vai fazer agora que o Luiz vai chegar.Nossa, demorou porque lá a gente tem a a gente trabalha num prédio que tem um bar em cima. A gente sempre escolhe as coisas assim, né? Tipo, vai para um lugar, tem um bar, eu perdi minha cozinha porque a gente tinha uma cozinha industrial, perdi a cozinha, agora eu tenho um bar que você vê o centro de São Paulo, o Gabriel já foi lá várias vezes, você vê o centro de São Paulo inteiro, é lindo, podemos fazer o encontro da ABEDesign lá, as portas estão abertas.
Fechad já é demorou paracá. Então queria agradecer o convite, o convite, o se você aceitar o convite e foi demais assim, o papo rolou muito solto.Muito bom. Obrigada. Bom, e para você que ficou aqui até agora, não se esqueça de curtir. Eu falei, esqueci no começo, né?Não, você falou,falei. Curta, compartilhe, se inscreva, aciona o sininho. Muita coisa, milhão de seguidores.É milhão. Estamos crescendo modestia parte, estamos crescendo para chuchu, né? Todos os vídeos com mais deo o último foi do Rag, já tá com 5000 e visualizações. Tras nossa, adoro, Fábio.Isso. O mérito dos entrevistados, né? muito emprestadose então não tenho dúvida nenhuma que vai acontecer contigo também.Obrigado você que ficou aí até agora. Um beijo no coração e até breve.


