Episódio #06 · 8 de setembro de 2025 · 1h20

Design for a Better World: a criatividade a serviço da transformação, com Letícia Castro

Com Letícia Castro · apresentação de Gian Franco Rocchiccioli, Gisela Schulzinger, Gabriel Lopes

Sobre o episódio

Letícia Castro escolheu o design de produto aos 17 anos, estagiou na indústria e no Instituto de Planejamento Urbano de Curitiba, desenhou bolsas e teve uma confecção de surfwear antes de entrar no então Centro de Design Paraná, criado por Jaime Lerner para fortalecer a indústria pelo design. Foi a Glasgow aprender uma metodologia que não existia e, de volta, ajudou a construir o método Design na Prática, que já atendeu milhares de empresas, sempre conectando o empresário aos escritórios de design do mercado.

A conversa trata da falta de uma política pública de design no Brasil, da dificuldade de mobilizar a própria classe e da importância de medir o valor do design em números. Letícia conta como o Centro Brasil Design se tornou o primeiro escritório de representação do iF Design Award no mundo, por que o Brasil tem a melhor taxa de conversão do prêmio e como nasceu o Design for a Better World Award, que já reuniu mais de mil participantes.

No fim, o grupo discute o futuro da profissão: sustentabilidade como tema inevitável, inteligência artificial como aliada, a formação dos jovens designers e o desafio de não parar de pensar. Letícia, triatleta e ex-paraquedista, conta ainda como o esporte a ajuda a resolver problemas.

Trechos em destaque

“Esse projeto trouxe de retorno para o governo do estado o mesmo valor em impostos que o governo investiu no programa todo.”
Letícia Castro · 11:18
“A gente não tem hoje uma política pública em design no Brasil.”
Letícia Castro · 14:16
“É esse olhar acolhedor do design: ouvir, perceber, trazer outros atores para o projeto e não ser dono da ideia.”
Letícia Castro · 24:11
“Eu posso ter um projeto maravilhoso. Se eu não souber escrever, eu perco o prêmio.”
Letícia Castro · 34:02
“Um prêmio gera repertório, gera casos, histórias para contar, e você passa a conhecer as pessoas que estão fazendo alguma coisa.”
Letícia Castro · 55:05
“Eu não vou precisar mais da ferramenta, mas como eu treino a mente humana para que ela não desaprenda a aprender?”
Gian Franco Rocchiccioli · 1:10:54

Capítulos

  1. 0:00Abertura
  2. 3:55Arquitetura ou design?
  3. 6:32O Centro de Design Paraná e Jaime Lerner
  4. 8:15Criação Paraná e a experiência de Glasgow
  5. 9:17Quando o design se mostrou estratégico
  6. 12:05O diagnóstico do design brasileiro
  7. 14:16A falta de uma política pública de design
  8. 19:46Por que a classe não se une
  9. 22:15O design como modelo de pensamento
  10. 26:17A metodologia Design na Prática
  11. 29:55A escada do design
  12. 32:41Programas e premiações do CBD
  13. 35:00O iF Design Award e o Brasil
  14. 39:39Atuação internacional
  15. 41:57Estudantes, prêmios e mentalidade
  16. 45:51Prêmio como curadoria e portfólio
  17. 48:30O Brasil nos rankings de design
  18. 52:07Nasce o Design for a Better World
  19. 59:38Sustentabilidade e inteligência artificial
  20. 1:03:23Ferramenta, ofício e pensamento crítico
  21. 1:12:59Esporte, disciplina e ideias
  22. 1:17:54A lente de Letícia
Transcrição completagerada a partir da legenda automática do YouTube, com revisão de nomes
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Olá, olá, olá. Bem-vindos ao Trocando a Lente, um podcast cujos temas são negócios, marcas e estratégia e algumas coscitas más, né? Eu sempre me esqueço, por favor, se inscreve no canal, ativa o sininho das notificações, dá um like no nosso vídeo, faça um comentário aqui no vídeo e vamos pra frente no Google Podcast, onde a gente busca difundir a relevância do modelo de pensamento sistêmico do design e a sua importância pro futuro das organizações dos negócios. Meu nome é Gian Franco Rocchiccioli, eu sou sócio e red de estratégia da Pande e host desse podcast. E eu tô hoje aqui com a minha exsócia, futura sócia, eternamente sócia, Gisela Schulzinger, co-host deste podcast de hoje. Gisela, por favor, se apresente para pra nossa audiência. Pô, eu sou Gisela Schulzinger, tô muito feliz com o convite, enfim, e tô muito tempo, já há mais de 25 anos no design, atuando aí para o crescimento, né, e o entendimento da nossa área. Então, sou pesquisadora, sou professora também, que é uma paixão enorme. Tô aí no mercado também com sócia, já fui sócia do Gian lá na Pande, hoje tem a minha consultoria.

1:26

Foi sócia no negócio, agora é sócia na vida.Na vida. e outras cositas mais, como você falou, com a mentorinha presidente da ABRE,ex-presidente da ABRE,futura presidente de outras associações,enfim, estamos aí no na na pisada.Bom, além da Gisela, estou aqui também com meu parceiro nesse projeto, Gabs, que o senhor chamar de Gabriel, ele acho que tá tomando bronca.É, eu acho que tá tomando bronca.Se apresenta aí, Gab. Tá bom, parceiro com o projeto aqui de produção de conteúdo, né, trocando a lente, um projeto que quando ele apresentou e fiquei apaixonado desde o começo. Sou empreendedor também aqui no ecossistema da economia criativa na ÍMA, professor na MAU de inovação para pós-graduação.

2:16

Estou presente na AB Design hoje, representando ali até o final do ano o setor. É, e também diretor comercial estatutário na CCBC, na Câmara de Comercial Brasil, Canadá.Tem uma pilha de títulos, né?É,não sei onde você arruma tempo para fazer tanta coisa,né? Então não tem,não tem, né? Só tem tempo quem não tem tempo. É,é isso. E eu esqueci de falar que eu sou diretora da AB Design e que estou lá desde que fundou a B Design. É um orgulho muito grande.Não, obrigado pela confiança de dessa construção conjunta de e não pode esquecer esse título não.Esse é o mais importante dele.Bom, e nós três estamos aqui hoje com a nossa convidada Letícia Castro. Obrigado por ter uma salva de palmas pra Letícia.

3:05

Obrigado por ter aceito o convite, né? Uma honra para nós ter você aqui. Letícia, eu não vou te apresentar, vou só dizer qual é o seu cargo atual, né, masa sua atual condição, né, que é diretora superintendente do Centro Brasil Design. Mas eu vou pedir para você se apresentar e depois a gente começa, estreia a primeira pergunta.Maravilha, gente. Uma honra tá aqui. A honra toda minha. Muito feliz com o convite de estar entre amigos aqui e dizer que a Gisela esqueceu de um título bem importante.Muito importante.A nossa conselheira no Centro Brasil Design. É uma pessoa incrível que a gente admira muito também, assim como você, Gian Gabs. muito bom. Acima de tudo, tá entre amigos e tá falando do que a gente gosta, né, de design.

3:55

E puxa, fiquei com o desafio de me apresentar. Então,ninguém melhor do que você para fazer isso. Mas é, eu vou te pedir para você se apresentar. Como hoje o dia é para falar da tua trajetória, eu vou pedir para você se apresentar contando a sua trajetória desde o início. Como é que você descobriu que o design ia fazer parte da sua vida? Quando como é que foi essa trajetória? Fala, fala um pouco sobre a tua história.Acho que o meu desafio tem a ver com o desafio de muitos, né, que é chegar em casa e dizer: "Vou fazer design". Como é que eupai e mãe? Uá, mas o que que é isso? Então, comigo não foi diferente. Foi também assim. eu sempre gostei de desenhar, apesar disso não ter exatamente tudo a ver, mas sempre gostei de pintar, desenhar, enfim, tinha a ver comigo. E aí quando chega aquele momento aos 17 anos que você tem que definir o que fazer, é arquitetura ou design.

4:47

Arquitetura ou design. E eu prestei, né? arquitetura. Prestei, graças a Deus, não deu certo. Não me vejo fazendo arquitetura ainda hoje, apesar de gostar muito. e aí eu fui logo pro design, já quis entrar como design de produto. Não sei se isso tem alguma coisa a ver com o meu pai, sempre desmontando e montando coisa em casa. Eu sei que tudo que eu desmonto e monto sobra um parafuso. Não sei o que que significa.É redução de materiais.Exatamente.Já vem o impacto deÉ o viés. Já vinha com o viés. e já fui para essa área de de design de produto. já no início da faculdade a gente fazendo estágio, então tive a oportunidade de estagiar na Plast Park, hoje é RES, fui para outras áreas, fui estagiar no IPPUC, que é o Instituto de Planejamento Urbano em Curitiba. E era uma das coisas que para mim foi assim sensacional. Eu achava que não era capaz de estagiar lá. estagiar e e essas coisas começam a a beliscar você porque você não sabe exatamente o que você quer ser, o que você quer fazer. Depois fui trabalhar da daí já era trabalho mesmo na Michelângelo Marble, mais nessa área de decoração que fez menos sentido para mim. E aí você vai entendendo o que faz sentido, o que que não faz. Fui pra área de confecção, trabalhando numa empresa, desenhando bolsas e tal. abriu uma confecção,gostava muito disp, é, trabalhei na área, aí depois abri uma confecção de surfware, que é uma área que eu gosto também. mas isso já a essa essa confecção eu já tava no Centro Brasil Design, daí eu fui pra confecção, daí voltei, enfim, aquela coisa, né? A gente vai navegando por onde a gente não sabe bem, deixa um pouco aquela a vida levar,

6:32

Né?O acaso vai te proteger, né? Exatamente.Mas enfim, aí eu já tinha estagiado em alguns lugares e trabalhado em alguns lugares quando surgiu a oportunidade de ir para o Centro Brasil Design. Na época o Centro Brasil Design tava iniciando as atividades, era Centro de Design Paraná, uma iniciativa criada pelo Jaime Lerner e que era um projeto estratégico, né, do governo do estado do Paraná. E aí eu iniciei lá e o Centro Brasil Design, ele tem um problema assim que ele vocêe ele e ele absorve você, a sua vida, porque os desafios são muito interessantes, os projetos são sempre diferentes e aí lá a gente foi ficando. Então eu tô lá desde 2000, 2001. Então, apesar de ter saído, montado confecção e algumas outras ações acontecendo junto, eu tô no Centro Brasil Design desde o início. Então, era centro de design Paraná. Nós iniciamos com projetos para o governo do estado e o Centro de Design para análise já foi criado como uma instituição voltada para a indústria e que deveria trabalhar junto com as entidades setoriais de design. Então, na época, a gente já conversava com as com as instituições que que vinham trabalhando pelos profissionais, porque a ideia era justamente unir esforços, né? Então, o que a gente queria na época ou que o Jaime Lerner, né, a ideia dele e trouxe consultorias para montar o centro de design era justamente de fortalecer a indústria paranaense por meio do designa partir do doIsso em 1997. Imagina com essa mentalidade já. em 1997.

8:15

E aí, justamente com essa ideia o o projeto se iniciou e a gente já no início criou um programa chamado Criação Paraná. E esse programa foi baseado numa metodologia de Glasgow, que na época eles fizeram a Glasgow Collection e tinha uma metodologia, um processo para ajudar as empresas a desenvolverem novos produtos até estágio de protótipo com design, ou seja, conectando as empresas com os escritórios de design do mercado, né? Então, sempre priorizando o mercado de design.E a gente brinca, a gente fala que aí a gente trabalha dois CNPJs, né? A empresa e o designer, né? E a gente fortalece essa roda, a gente fortalece essa economia, faz esse movimento girar. E enfim, fizemos esse esse primeiro programa com o governo do estado, foi um sucesso, foram 54, se eu não me engano, não vou lembrar exatamente os números projetos desenvolvidos, não, 42, 54 era da de Glasgow. Eisso é que ano?

9:17

Isso no em 2000, de 2000 a 2002, foram dois anos de de programa. E nesse meio tempo eu acabei indo paraa Glasgow para aprender a metodologia deles, mas não tinha metodologia. Aífoi lá para aprender que ele existia. Quando é que você quando é que você percebeu que o design como um agente transformou, quando é quando é que você percebeu que o design ele de fato tinha um papel estratégico dentro das organizações? Qual foi o momento que issoda indústria, né?Porque o design te picou já lá desde o início, né? Mas o quando você começou a perceber que o design ele não era só um instrumento estético ou projetual de produto, etc, que ele tinha uma dimensão mais transversal, como a gente fala, né?É, quando assim quando eu iniciei a minha trajetória nas empresas, dentro das indústrias, aquilo não fazia tanto sentido para mim. Quando eu passei pelo pelo IPPUC e pelo Instituto de Planejamento Urbano, quando você tá desenvolvendo alguma coisa que quer mais voltada as pessoas, você tá indo pra rua, tá? A gente ia pra rua, ia fazer trabalho de campo, entender o trânsito, entender as pessoas circulando, você já começa a ver uma outra lente, né, do design.

10:31

E quando eu entrei no centro de design, já com os programas, você tava atendendo aquelas empresas, ajudando aquele empresário a entender o que que era design, porque que aquilo era importante, ensinando ele por que o design ia fazer diferença na naquela empresa, como que aquilo ajudaria ele a ter um produto melhor. E aí é uma outra lente, né, de do design, você começa a perceber que o design ele tem um papel muito maior.. E nós, eele pode ter influência em diferentes camadascontextos, né, dentro da organização. Ele pode ser usado para uma finalidade ou pode ser usado para um modelo de pensamento sobre o próprio negócio, né?Exatamente. Então assim, lá no início, sendo bem sincera, lá no início a gente ainda tava olhando muito pro pro produto ali, ajudando o empresário a desenvolver aquele produto especificamente.

11:18

Mas ali ele sente a diferença, né? Ele falou: "Opa,é, é onde ele sente, né? onde ele começa a aprender muito até a gente tem um case assim que tem tem um projeto que foi desenvolvido lá no início, em 2005 com a Montana, que era uma indústria lá do Paraná, que era um pulverizador agrícola. Foi um projeto muito desafiador. Foi foi um projeto feito com Marcelo Castilho, que é um designer que teve na Buscar também. E esse projeto ele trouxe de retorno pro governo do estado do Paraná o mesmo valor em impostos que o governo do estado investiu no programa todo.. Nossa.E aí a gente começou a ter números em relação a design.E aí a gente começou a aprender aa valorar o design em números..

12:05

Que éa tangibilizar o valor do design, né? Então, é venda, é retorno, é entender que o trabalho daquele daquele cara que às vezes é meio diferente, que se veste diferente, né, em alguns casos ou daquele jovem cheio de ideias, é um trabalho pensado, um trabalho planejado, é um trabalho que vai trazer um resultado pra empresa lá no final. Il eu queria fazer uma, aproveitar essa brechinha para um trabalho que vocês fizeram que é absolutamente genial, que é o primeiro e único diagnóstico do design brasileiro, né? Eu eu acho que ele estud foi em 2010, 1313,13, né? Então assim, trazendo isso que você tá falando, tem muito a ver como sempre vocês organizaram esses dados, essas informações, até por lidar com a indústria. Então, eu só queria fazer esse gancho do dos números, né? falou: "Ah, a gente começou a ter números". E aí um pouco o que que você tem Exato. E só que vocês organizaram isso em vários setores e tal. Então, como foi esse processo do com metodologia, né?

13:10

Diag o diagnóstico foi assim, primeiro nosso sonho é refazer os diagnósticos, né? A gente ainda não conseguiu por isso que eu tô trazendo ponto aqui na mesa. O assunto é velho, né? Eu me lembro que a gente conversava na acho que foi em 2009, na Brasil, des de 2009, que a gente fez uma reunião na sala lá falando sobre a necessidade de fazer isso. A gente já falava, vocês já tinham esse interesse de fazer esse estudo em 2009, vocês foram fazer em 2013. 13.É. E o ano passadoe não tem atualização, né?É, o Gabis lembrou bem, a gente vem tentando atualização. O ano passado a gente, né, até submeteru o projeto, tudo pra Apex Brasil, mas infelizmente não deu certo, né, Gabis? Por que que consegue? Por que que aí eu vou falar como como conselheiro da ABEDesign também muitos anos desde o começo. foi sempre uma luta conseguir apoio para esse tema e por mais que a gente prove através dos números, por mais que o o mundo já tenha provado através dos números, a gente não consegue apoio para conseguir fazer com que haja uma difusão maior, etc. Na tua opinião, qual que qual que é a razão?

14:16

A gente não tem hoje uma política pública em design no Brasil. É a falta de uma,é, não tem, não tem nem uma, vamos dizer, uma instituição governamental que responda pelo design. A gente vem flertando muito com a Apex, né, tentando algumas coisas pontuais, fazendo, mas vejam,a gente teria que ter isso definido no ministério, como aconteceu quando nós tínhamos o programa brasileiro de design dentro do Ministério da Indústria e Comércio..Né? e que de uma forma absurda foi encerrado.Então, tem dois contextos, né, Letícia, que a gente vivenciou nessa nessa história. Então, a Apex, ela no governo atual e a Apex entende que a exportação de serviços, porque achei tão duro isso quando o design é só era visto antes como ferramenta de competitividade.

15:11

Horrível, né? Éferramenta, né? Ela é não é uma ferramenta,mas não é apenas isso. No governo atual, a Apex entendeque o serviço, que aí é o exportar design em si, é sim matéria da Apex, porque exportar serviços é também aumentar a competitividade, exportação. Então é a matéria da Apex também, o entendimento. Então, legal, né, medir que nós temos ali a Apex e hoje o design está na pasta da cultura. E aí é uma informação que assim acho maravilhoso estar na pasta da cultura, mas aí olha pro lado, nós estamos dentro design e museus. Olha onde nós estamos chegando, na percepção da política pública.

16:08

Pois é. Nós estamos juntos com o museu já assim. Aí eu vou colocar mais um tempero ali. Inteligência artificial. Já já vai virar tema de museu. Se nós não trabalharmos para sair da E assim, nós podemos estar na cultura, mas nós temos que estar na economia, porque a economia criativa hojerepresenta 4% do PIB do país.Claro.Maior do que o qualquer montadora, maior do que o segmento automotivo, não é qualquer montador, segmento automotivo inteiro e emprega muita gente. Então nós estamos num num campo triste hoje e depende da gente.Sabe que em 2009 na Brasil, não, 2008 a gente, não sei se você tava, né, a gente tava numa num encontro entre os escritórios ali no no auditório da Brasil Design aqui no Rio. A gente estava discutindo exatamente o que a gente tá discutindo aqui. E aí uma hora eu virei e falei assim: "Eu acho que o nosso problema é um problema de naming, porque o nome design ele nos coloca num contexto de significação que eu não sei vocês, mas eu fico o tempo todo tentando explicar que não é isso.

17:15

Mas não é isso não significa que não é isso. Não é só isso, né?eu acho que a gente vive isso e parte do nosso papel é tentar desmistificar isso, né? Mas a gente, eu tenho um olhar assim que eu particular, porque a gente enquanto Centro Brasil design, a gente acaba trafegando em outras áreas também, ah, seja da arquitetura, do design de interiores, né, flertando às vezes com a área de engenharia. E o que a gente percebe é que o design ou os designers ou a nossa classe não é unida o suficiente para abrir uma frente. Aí vamos fazer meia culpa, né, para abrir uma frente aonde a gente acha que a gente deveria estar tratando do design como economia, como desenvolvimento econômico e social, né, como sustentabilidade, como agente de transformação, né, e retomando um papel importante dentro do ministério, assim como a gente tem em todos os países, né, lá fora você tem vai ter um um trabalho importante no Japão, vai ter China, nossa, não dá nem para falar, né, o que estão investindo em design. Não, absurdo que a Coreia fez pro país,porque a Coreia e mesmo Europa a gente tem Estados Unidos, enfim. E aí a gente aqui, né, bom, a Inglaterra, né, já tratava da da indústria criativa, eles tratavam como indústria criativa já quando eu fui para láem 90 e não em 2001.

18:40

É, mas desde 97 que oele tá trabalhavam como indústria criativae e enfim e a gente aqui, né, perdeu uma coisa que foi criada, o PBD de 2095, acho que o PBD é de 95.E olha a visão de futuro que a gente tinha naquela época,e que se perdeu, né, porque era uma construção importante, quantas ações deixaram de ter. Então, quando você não tem uma pasta em um caminho aberto em um ministério, eu acho que até pode ser independente do ministério, você não tem definição, você não tem orçamento para isso e você não consegue dar continuidade a um uma construção contínua, né? Então aí a gente consegue coisas pontuais com Apex, por exemplo, desenvolver um programa com Design Export, mas tem começo, meio e fim, é pontual, você tem que iniciar um processo. Nós tivemos muito já o Design Excellence Brasil que ajudava as empresas a participarem, a pagava 80% da participação no iF, no IF design, por exemplo, deixou desistir por quê?

19:46

Não faz parte mais de uma política desinteresse ou falta de definição, falta de estratégia. Por que que por que que você acha, Desculpa, gente,não vai.Por que que você acha que a gente como classe nãoé uma é uma questão de mentalidade?Eu a gente não sei dizer exatamente, mas a gente vê uma falta de união assim muito maior. Ó,a Associação dos Designers de Interiores, a a ABD, não, agora não lembro a sigla, eles têm 15.000 membros. Quantos nós temos aqui na ABEDesign? 134, 135empresas.Quantos designers nós temos no Brasil?É que a gente tem um na ABEDesign, ele falou o número da ABEDesign, né? Nós temos um recorte de CNPJ, né? Precisa ser um CNPJ. é que a a nossa abordagem setorial, a discussão entre empresas e mercado, então não diferente da ADG que são os designers profissionais, então tem diversas associações. Nós temos um grupo, você participa desse grupo das design no Brasil e mas o que eu vejo e aí talvez a pergunta da Gi,falta mobilização individual. Então assim, para a ABEDesign fazer o que faz, depende de tempo, sangue, de três pessoas, quatro pessoas, mas nós temos mais diretorias, mas que que falta para acontecer? Que que falta para nós termos sair? falta empenho individual e e a potência do indivíduo

21:28

e da colaboração do coletivo.Porque não dá pra gente sentar junto e reunir intenção,não.Se não tiver dedicaçãoe ação.E eu acho que tem uma coisa de mentalidade, Gab. Vê se vocês acham isso que agora te ouvindo e aí com isso que a Letícia falou de ser assim de de achar assim, ó, tem cinco dando sangue lá e eu pago para isso. Então eu não tenho o que fazer e não sei, uma coisa da mentalidade mesmo, né? Não sei. Pensei agora aquique é isso, ó. Eu eu pago vocês para fazer isso. Então eu quero ter o retorno, esse aí que você falou, mas eu não vejo o meu papel efetivo de já sou associado, então já tô botando fazer mais nada. Quem eu tô pagando tá colaborando, né, sendo associado, ele tá colaborando bastante,né? Não, não, não basta, né?

22:15

Deixa eu puxar o assunto para um outro pra gente não ficar falando só sobre sobre os nossos. É, vou trocar a lente aqui da discussão. Lembrando que a gente tá falando para muita gente que ainda não conhece, não conhece os nossos problemas, mas não sabe nem porque que eles existem, né?E aí eu queria trazer a, eu queria ouvir a tua opinião sobre essa característica, né? Eu falei no início que o o design ele tem uma visão sistêmica que eu particularmente considero uma visão de mundo muito mais adequada pro mundo complexo de hoje do que uma visão mais mecanicista, mais ordenada e estruturada, que é a nossa herança pós revolução industrial, né? Como é que você enxerga o papel desse modelo de pensamento do design? você que vive colaborando, não, colaborando com as indústrias e disseminando a importância desse modelo de pensamento. Qual que é a tua perspectiva sobre isso?

23:09

Eu acho que o o designer ele tem uma uma capacidade ímpar e a gente sabe disso, de resolver problemas, né? Mas mais do que isso, a gente curioso porque a gente tava falando de colaboração, só que quando a gente fala de projeto, o designer ele tem essa capacidade de colaborar e trazer outros atores pro processo,né? E e aí eu acho que isso é uma questão muito importante que a gente tem de trabalhar especialmente seja dentro de uma empresa, você trazendo o olhar dos mais diversos atores, né? Ontem a gente tava no encontro com o Fernando Prado da Lumini e ele tava falando que lá no chão de fábrica eles estão desenvolvendo uma luminária e da ele tinha uma tinha um problema com uma luminária de jardim que tava quebrando, né? E ele trouxe um colaborador da fábrica que trouxe uma solução para essa luminária que era colocar uma molinha na base que era a mesma molinha que eles usavam na nas bandeirinhas de canto de campo de de futebol que o cara jogava o futebol.

24:11

Então assim, é esse olharali, ele foi designer, né? Ele olhou,é totalmente, né? É esse olhar acolhedor do design, né? De de ouvir, de perceber, de olhar e de trazer outros atores para o seu projeto, né? De não ser dono da ideia. então acho que tem essa capacidade, ela é importante, a multidisciplinaridade, né? Interdisciplinaridade também. Eu acho que isso é muito importante e principalmente quando a gente fala de projetos que a gente desenvolve para outras instâncias, como instituições, o design de serviço, o design que vai trazer esse olhar social. A gente fez um projeto recente agora, que a gente participou lá em Curitiba para reestruturar todo o armazém da família, que é uma, é um espaço que a gente tem lá na cidade, aonde a gente tem é um mercado, é um minimercado popular.

25:07

. Então, as pessoas têm acesso a um alimento de qualidade, com praticamente, dá para falar em números grosseiros, 30% de desconto no valor de mercado. Então, as pessoas têm que ser cadastradas. É um processo um pouco mais complexo e a ideia da prefeitura era redesenhar todo esse processo. Então, foi um trabalho de quase um ano que a gente desenvolveu por meio de vários workshops, porque a gente não faz nada sozinho, né? Então, o Centro Brasil Design ele ele tem esse olhar, mas a gente não faz design lá. Então, a gente trouxe designers, trouxe especialistas para esse campo para discutir tudo isso, mas a gente envolveu todos os atores da Secretaria de Segurança Alimentar e dos armazéns da família em todos os processos. Então, vou dizer que nos workshops a gente tinha 30 pessoas,né? Então, todas essas pessoas se tornaram parte do processo,se tornaram parte da ideia, parte do resultado. E aí a gente traz essa questão do pertencimento, né? Todo mundo tá junto naquele processo. Eu acho que esse é um valor importante do design, do designer e do design.

26:17

E vocês desenvolveram na atividade do CBD uma metodologia própria, né? Como é que foi o processo de saber que precisava primeiro de uma metodologia para conseguir implementar uma certa cultura dentro de um lugar onde não existia essa cultura? Como é que foi que vocês perceberam isso e como é que foi o processo de desenvolvimento, né? Como é que vocês fizeram?Essa história é boa, porque essa história começou em Glasgow, quando eu fui para lá em 2001 aprender a metodologia,metodologia que não existia.Muito bom. E a gente tinha, o Geraldo, era o o diretor presidente do Centro Brasil Design na época. Dae me ligava e falava: "Daí, Lê, o que que eles têm? Como que é modelo disso? Como que é modelo daquilo?" E eu lá dizia: "Não tem, não tem nada". E ele: "Mas como não tem nada? Eles são a ingleses, britânicos, não tem nada." Não, não tem nada, só tem um contrato. E esse contrato é um documento que eles ah estabelecem com a empresa, porque ele, na época, o governo inglês dava dinheiro pra empresa contratar o escritório de design. Então, só tinha esse contrato. Tá bom, Let. E como é que eles definem o valor? Ele ele decide o valor. O o meu diretor lá, o Bruce Wood, decidiu o valor daquele projeto. Então assim, e aí eu voltei, fiquei 4 meses lá, voltei, aprendi muita coisa, mas não trouxe nada.

27:37

Trou os insightes para fazer essa metodologia comissão e aí a gente, enfim, a gente precisava desenvolver alguma coisa e nós tivemos a oportunidade de entrar com um projeto, na época era o fundo verde amarelo, que era um fundo da Finep. E nesse projeto nós era a ideia de fazer um uma segunda edição do Criação Paraná, desenvolver novos produtos e aí a gente já tinha deixado de atuar como Paraná e já tava abrindo. Então a gente já conseguiu ter uma participação de outros estados nesse projeto junto a Finep e esse projeto era para desenvolver metodologia..Então foi muito legal porque aquilo que eu falei, a gente não faz nada sozinho lá no CBDe a gente já trouxe vários especialistas nesse projeto com com Finep, com bolsa, etc, para iniciar o processo da metodologia. E lá a gente e nesse ano, dois anos a de projeto, saiu o primeiro draft do que seria essa metodologia que a gente chama hoje de design na prática.

28:39

Isso foi 2005. E aí, nesse processo de trabalhar com as empresas, hoje mais de 500 empresas atendi, 500 empresas dentro de programas, né, de design, mais de 5.000 empresas atendidas, a gente foi aperfeiçoando essa metodologia e trazendo novos olhares e então com o objetivo principal de ensinar o empresário o valor do design, como utilizar design e como que o design pode fazer parte do do processo cultural da empresa, né? como que a gente traz esse olhar paraa organização, como que incorpora o Mas de vocês, o primeiro passo, qual que é? É o passo,o primeiro passo é identificar a oportunidade. É aquela coisa, o empresário quer uma nova cadeira, mas não é uma nova cadeira que ele precisa.É entender o que que de fato ele ele precisa. a gente chama de identificar a oportunidade, entender junto com o empresário o que o que que é a necessidade dele, o que que ele tá precisando, se ele tem maturidade ou não para aquele investimento naquele momento, se ele tem que dar um passo atrás ou não, porque às vezes a empresa não tá pronta,né, pro design porque é a gente trapega nas mais nos mais variados tipos de empresa dos mais variados setores e tem empresas que ainda não estão prontas.

29:55

Então o que que esse empresário precisa entender? se preparar, entender o investimento, né, entender o mercado, tudo isso. Então, a gente vai lá no começo, identifica essa oportunidade e aí vai estruturar briefing.Mas em que categoria de iniciativa o empresário coloca essa iniciativa dentro do negócio dele? É pensar futuro, é inovação, é resolver problema prático?É, geralmente é venda. Geralmente é venda. É, ele precisa de um novo produto, precisa de uma nova embalagem, ele precisa tem bastante foco em feira, né? Ah, tem uma feira, preciso de um novo produto para est na feira. a gente tem atuado agora mais recentemente muito com embalagem de alimentos também, né? Que empresários, a gente tem esse setor muito rico no Brasil, alimentos e bebidas. Então essa área precisa de embalagem, como a gente tem feito a fez quatro edições do Design Export com a Apex, muito foco em exportação. O empresário brasileiro não tá preparado, ele acha que aquele produto que ele tem ali é o mesmo que ele vai exportar e não é, né? Tem toda uma adaptação a ser feita, não é a mesma embalagem, não é a mesma linguagem, tem que ver as questões legais, né, desse país onde a gente tá tá querendo vender o nosso produto, que nem sempre são legais. É,e tem todo, é, enfim, é todo um aprendizado, todo um processo aíe o design também. E aí a gente tem é muito pautado naquela escada do design que é você,é isso que eu ia perguntar se vocês fazem essa a metodologia é baseada na escada do Essa é outra história legal, porque eu fui lá no no centro de design da Dinamarcapara para entender, como foi de novo para aprender uma metodologia. Eles

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Receberam a gente na no hall de entrada, nem ofereceram um cafezinho.Sério?Mas enfim, a o processo da escada de design é conhecido e aí a gente trouxe ele é parte da metodologia porque você tem que entenderexe é uma questão de maturidade. E essa esse olhar da maturidade ele serve tanto para design, ele vai servir paraa sustentabilidade, ele vai servir paraa exportação, né? que é a gente aos poucos ajudar o empresário a subir um degrau de cada vez.E o nosso sonho qual é?Que o design seja estratégico na empresa.É isso. Entendimento. É o quarto degrau.Levar todo mundo pro quarto degrau.É isso aí. Step by step.É.E é engraçado, Lê, a gente tá o tempo todo falando, né, metodologia e pessoas, pessoas, pessoas. Vocês lá no CBD, vocês têm iniciativas para além do projeto, assim, alguma coisa que envolve entrar um pouco em coisas que estimulam pessoas, né, que toca nas pessoas? Então tem os prêmios da professora aí dentro.

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É exato. Não tem jeito, né, gente? Como gera impacto para isso também, né? Então, eu sei que vocês têm premiações, como quais são as outras iniciativas que vão que não estão diretamente ligados a, né, ao negócio, a gerar ali o negócio, a indústria, mas que outras iniciativas vocês têm lá de querer que você falasse, eu sei e eu acho muito bacana, por isso que queria te dar esse espaço.É, a gente, eu costumo dizer que a gente trabalha em duas frentes para tentar resumir um pouco, né, porque acaba sendo bem amplo assim. a gente adoraria abraçar o mundo do design, não consegue, mas eu gosto de dizer para resumir que a gente trabalha em duas frentes. Por um lado, esses programas de incentivo, né, e que são nas mais diversas áreas de atuação. Acho que é importante dizer que o Centro Brasil Design não tem nenhum tipo de apoio, né? Então a gente depende de vender projetos. é uma instituição privada, sem fins lucrativos, mas que não tem apoio. Então tem que gerar a receita para manter a instituição. Então a gente faz esses projetos em parceria com governo, seja municipal, como eu falei, projeto da prefeitura, estadual, federal, nos mais diversos âmbitos, também com empresas privadas, fazendo workshops, trabalhos dentro dessas empresas, né, de ativação, enfim.

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Mas por outro lado, a gente vai trabalhar a questão da visibilidade, que a gente acredita muito, né, que são as premiações de design, né? A gente já fez muitas outras ações, já fez evento, ah, fez seminário, fez semana de design, fez de tudo um pouco, mas hoje a gente tem se concentrado nas premiações de designporque a gente acredita, né, nas premiações como uma forma de visibilidade, como uma forma de você ter uma uma estratégia paraa tua empresa, como uma forma de reconhecimento, porque não dizer como uma forma de se organizar em relação ao projeto para se mostrar. Isso pega um pouco pros estudantes também, né? Como que esse estudante aprende a se organizar, a ler um regulamento, a entender o que estão pedindo e e escrever um projeto para aquele regulamento. Cada prêmio tem um regulamento diferente. Por que pareça, eu posso ter um projeto maravilhoso, se eu não souber escrever, eu perco o prêmio.

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Ex. E o que você aplica para um prêmio, você não aplica para outro. As regras são outras e os critérios são outros. Então, como é que então a gente acredita muito nesse olhar, nesse aprendizado e por não dizer que o prêmio também é uma construção de marca, seja da tua marca pessoal ou da tua empresa,né?Então a gente vem desde 2007 com o IF Design Award, que a gente iniciou lá atrás como uma iniciativa do Ministério da Indústria e Comércios. Na época era uma política pública que tinha o Design Excellence Brasil que apoiava a participação.Posso só pedir para você explicar o que que a a relevância desse prêmio no mundo. Muita gente tem muita gente que não é do nosso mercado e não conhece.Ou às vezes já ouviu falar, mas não tem a dimensão. O iF hoje é um dos maiores prêmios de design do mundo, né? A gente diz que ele é o mais abrangente, tem todas as categorias, desde o design de serviço, gráfico, produto, vai pra arquitetura também.

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Design de interiores, então ele é o mais amplo. É um prêmio que tem 7 nível carro, né? De nível avião. Quando eu fui jurada tinha duas Ferraris, fui jurada indicado por vocês. Etinham três Ferraris.É, é isso aí. Mas também tem o o cara pequenininho, tem tem o estudante, ele é um prêmio bem amplo mesmo, tem 72 anos. E importante dizer que eles têm outras duas iniciativas, que é o prêmio para estudante, que é o IF Student Design Award, que a inscrição é gratuita e dá premio em dinheiro, né, pro cara começar o negócio dele.E tem o IF Social Impact Price, que daí vai olhar para pras soluções de impacto social, questões de sustentabilidade, enfim. Então é bem amplo mesmo. E nós começamos com ele, com esse prêmio em 2007, que era o Design Excellence Brasil, era uma iniciativa do Ministério para apoiar as empresas brasileiras a participar em prêmios internacionais de design e criar a cultura de participar em prêmio. Criou, né? Não dá para dizer que não. E em 2009, daí nós nos tornamos um escritório de representação do IF Design Award no Brasil e foi o primeiro escritório de representação do IF no mundo. Então nós começamos esse modelo, seguimos até hoje trabalhando com esse olhar de, né, ajudar as empresas brasileiras a crescerem em relação ao seu produto, né, ter um produto de classe mundial, porque a competição ela é uma competição saudável. você vai querendo melhorar o teu produto, vai, você vai querendo melhorar o produto da empresa, você vai querendo elevar a tua qualidade, seja do criativo que precisa ser reconhecido, seja do do empresário que também tá ali investindo num

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Produto, serviço, embalagem, marca. E e o ano passado a gente teve 85 brasileiros premiadose a gente tinha 85 brasileiros na cerimônia de premiação em Berlim. Isso é lindo, gente. E o juri do IF Gela, até pode falar melhor. Eles esperam para ver os produtos brasileiros. Eles querem ver o que tá vindo daquele país criativo que tem aquela diversidade, o borogodó, os materiais diferentes.Como vocês pensaram nisso? Eles me perguntaram qual que é, qual que é a método.É, a gente só não consegue explicar o que é gambiarra, mas o resto a gente explica.Então, começa pela gambiarra. É, então assim, eu acho que é um, é uma trajetória, é um trabalho importante, né? Porque é a visibilidade enquanto país, a visibilidade da da nossa produção criativa lá fora.

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.Então, e outra coisa importante, o Brasil tem a melhor taxa de conversão no iF, que que é a taxa de conversão do de todos os projetos brasileiros inscritos, 30% é premiado. Ninguém tem essa taxa de conversão, só a gente,né? o que demonstra um bom trabalho aqui de seleção, né?Não, nós temos um escritor que é o segundo mais, né, premiado do mundo, que é,não é isso? Do Gustavo noo Greco.Isso.Sim, sim. o Fernando Prado também tem acho que quatro ou cinco golds. Agora vou falar os números errados porque daí eu não tenho a Juliana aqui para me corrigir.Claro.Mas enfim, é um é um trabalho bem legal. O ano passado nós tivemos cinco jurados brasileiros no IF. Então, é uma construção que a gente vem fazendo e ganhando esse espaço pro Brasil lá fora, né, e e tentando trazer, né, cada vez mais jurados, participando, cada vez uma participação brasileira mais efetiva, todo ano trazendo os diretores para cá, então a gente vai construindo relacionamento e eu acho que isso tem um papel importante de visibilidade.

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E aí, pode falar,não, eu ia aproveitar essa questão do IF, né, e pegar um outro gancho sobre o CBD. Vocês têm uma atuação global em vários, não só vários prêmios, mas também com várias instituições, Coreia, China e etc. De que forma essa atuação global retroalimenta a iniciativa do CBD aqui? E por que que vocês decidiram criar essa conexão com essas entidades de fora do Brasil e como é que isso assume um papel dentro da iniciativa de você?É, também entra como visibilidade, porque a gente acaba participando dessas conversas. Então, na China é o Congresso Mundial de Design que eles fazem todo ano. A gente não tem ido todo ano, mas nós temos um conselheiro que é o Rodrigo Dâzelo que mora lá, ele acaba participando. Então, é assim, são conversas importantes, importante a gente saber o que tá acontecendo para trazer eventualmente oportunidades. Ano que vem é o ano Brasil, China. Então, a gente tem que, né, entender essas essa esses movimentos. Por exemplo, a gente tem também o a os selos, né, cidades criativas da UNESCO que a gente participa. Curitiba é uma cidade, a gente tem Brasília e tem Fortaleza. Vai ter uma amra agora na China que vai levar as cidades. Então, assim, a gente acaba, é um trabalho assimde costura, né?

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De costura. Eu acho que é importante o Brasil estar sendo visto nesses momentos. Aí a gente representa representava, não, a gente apoia alguns prêmios de design internacionais que são mais voltados para estudantes. A gente acaba não fazendo muitas ações para estudantes, mas os prêmios a gente tenta movimentar e criar essa cultura. E aí são parcerias, porque a gente conhece os professores, tenta divulgar, levar isso para dentro das universidades para ir criando essa cultura nesses jovens.Vocês têm uma atuação com as universidades fortes também? Não, não é não. Falta esse braço. A gente aí é um trabalho mais informal, vamos dizer assim,né? Um trabalho mais informal. Ah, eu conheço a Gisela, passo para ela informação, ela vai levar pros alunos. Então a gente tem essauma relação estabelecida formal,não é formal. E e é formal a a parceria com algumas premiações. Eles nos procuram pra gente divulgar essas premiações aqui e aí a gente tenta fazer um trabalho de divulgação no mercado nacional. Eu fiz essa pergunta porque eu e a gente temos conversado sobre a trilha.

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.Né? Da participação dela aqui no podcast. E ela trouxe um tema interessante, né? De que porque a minha provocação foi sempre de você é tão apaixonada pela educação.Totalmente.E onde é mais evidente é o amor que ela tem pelos alunos. E quando os alunos brilham, ela o olho dela quase que vira dentro do rosto, né? E é visível isso, né? E e aí eu falei: "Olha, eu queria te trazer para falar sobre isso, sobre educação, em relação ao design, o papel do design, etc." E ela trouxe uma provocação, se você quiser complementar, acho que é válido, né? Porque a tua visão é bastante interessante, de que não é só quando ela pega um aluno na faculdade, né? Ele já tá, vou usar um termo forte, né? Já tá deformado, ou seja, é difícil você corrigir ele ali, né? que o design ele precisa entrar em outros meios desde o início. Então, uma empresa quando ela começa, se ela souber a importância do design, já vai ter uma outra trajetória, né? É mais fácil aí do que necessariamente pegar alguém que já tá atuando, com o carro andando, né, e tentar trocar o pneu, tentar trocar o motor e etc. Muito mais complexo a lente, né, pra gente não perder a oportunidade, né?

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Mas fala um pouco dessa discussão que eu acho que é importante. Foi por isso que eu te fiz essa pergunta, né? Porque eu acho que essa relação ela é importante não só no nível da educação universitária, né, mas como é que a gente traz esse tema na formação base, né?Sim. É, não uma provocação. Eu acho que vocês contribuem muito nisso, né? Tem a Ana que tem essa atuação acadêmica também lá no CBD,de entender quando a gente tá falando, ah, mas por que que não dá certo? Por que que as pessoas Porque não tem mentalidade? Então, a mentalidade começa lá. Então, é ruim quando a gente trata assim, não tem o estudante que é uma coisa assim, não, o estudante, né, cara, o estudante é esse essa pessoa que a gente tem que mudar o modelo mental, porque é ele que vai entrar mudando as coisas. Então, por exemplo, a gente lá na SPM a gente estimula, participa de todos esses prêmios. A gente estimulou participar no IF, a gente participa do BDA, a gente participado Design for a Better World, porque a gente acredita que é por uma questão, como você tá falando, né, de mentalidade do cara entender o que que é participar.

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Não é tanto sobre ganhar, mas você vai mudando. E a gente vê hoje, já tá institucionalizado, já faz parte inclusive do processo dentro do da formação deles, eles já têm que sair com uma prancha, com uma ideia de que é o próximo passo é essa inscrição do trabalho e tudo mais. Então é muito interessante ver, né, como se e esse esse envolvimento acho que cabe até estimular ainda mais, porque esse é o cara que vai mudar o nosso negócio. Quem já tá lá, a gente tava vendo aqui os car, a gente não se une, a gente não e é uma questão de mentalidade. Essa galera não,né? Essa galera tá chegando e pode então de estimular, né? E eu acho que vocês já fazem isso através dos prêmios, ajudando trazer as categorias de estudante, mas eu vejo que é uma coisa, ah, tem o pessoal do os estudantes, né? como se fosse uma coisa. Não, cara, ele é, eles são onde a gente tem que investir, porque depende pra frente, né, do que a gente vai ser.

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A gente acaba fazendo bastante palestra nas universidades, assim, né? Vai lá falar com os alunos, falar de mercado, falar que eles não precisam ter medo de participar, porque eles têm medo, muita insegurança.De ganhar uma negativa de repente. Mas todo mundo, isso faz parte do processo de todo mundo.É, e a gente fala para, você não tem que ganhar o prêmio, mas você vai aprender,né, a fazer alguma coisa, ler um regulamento.Fal, não ganhei. Agora eu vou ver quem ganhou. Por que que será que eu não ganhei? Por que será que entra lá ver quais são os projetos premiados, por que eles foram premiados, será, né? Então a gente fala muito dentro das escolas, mas é um trabalho pontual assim, não é, vamos dizer assim, um trabalho formal que a gente consiga ter fôlego para desenvolver, mas a gente tenta, a gente tenta, como acho que precisa b precisa tá aí.

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Eu vi que tava mudando pra temática educação e ainda tá no prêmio. E eu queria falar sobre isso que é importância. Eu tinha o entendimento equivocado de prêmio como éuma nãovaidade, né? vaidade, não, uma empresa premiada, eu tinha essa essa leitura e na AB Design, então imagina toda carreira profissional eu olhava para prêmio e falava: "Ah, não é isso". aí na ABEDesign e acompanhando o BDA, eu comecei a olhar o prêmio de outra forma. Então tem sim esse dado de como você se apresenta, como você se coloca, como porque a gente termina projeto, pega o próximo, faz o próximo, faz o próximo, faz o próximo e não e não tem uma apresentação com a qualidade premiável, né? Então que outros escritórios que estão se organizando para ser inscrever, eles estão se organizando para montagem de portfólio.

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Tem o efeito colateral, colateral como ele se apresenta, né?É como os estudantes no TCC, entende? E aí, e isso vai para um outro ponto que aí volta une ali com Apex, com toda essa construção. Então tem rankings mundiais de design. aí eu eu falo sempre do do nosso encontro com o sef, que ele falou para nós na ABEDesign, falou: "Olha, nós queremos ter mais inscrições do design brasileiro". Aí, Alice, você me fala se eu tiver inventando alguma história aqui. Queremos ter mais inscrições do design brasileiro. Então,corre o risco de você tá inventando? Não,não, não corre não. É, às vezes tem alguns encontros etílicos, aí você pode correr esse riscoaí. aí deeu quero participar de um encontro tím.

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Aí a gente começa com empática, cerveja empática aqui. OE aí ele falou: "Nós gostaremos de ter mais participação no design brasileiro que a percepção do craft, da arte é menos pasteorizado, né, do que a gente encontra. E oe o Brasil e a ABEDesign são os maiores parceiros do IF fora China, né? Então, isso tudo issoé o primeiro sem força, né? Porque a China tem força, né, para ser maior parceiro. China é muito grande.Nós é na raça mesmo.China, gente, o governo banca par e por isso que eles estãoisso que eu falei, nós na raça, né? Eles com força.

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É, então e sem a política pública e sem a potência que é a China hoje investindo em design, que nós falamos da Coreia e tal, o que acontece? Então, tá bom. Então, para o IF, que na nossa percepção minha, eu não sei se é geral, é o maior prêmio, um dos maiores prêmios é o BDA, o maior prêmio é o IF, na minha percepção. Então, a Letícia foi super humilde ali falar que é um dos maiores, acho que é o maior prêmio hoje do design, o IF. E quando nós olhamos pro IF, então tá OK, nós temos boa taxa de conversão, menos inscrições do Brasil, mais uma boa taxa de de conversão. E nós vemos no BDA a qualidade da produção nacional. Só que nos ranks de design global, nós, eu já falei isso em outros lugares, nós estamos em 12o lugar e com todo respeito a Portugal, a Turquia, a a outima da gente,né? Então, também,como assim, né? Era pra gente estar maisÉ, então porque eles talvez tenha cultura, política pública de inscrição.

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É, mas você vê que o cenário é diferente, por exemplo, em canes, onde o mundo é o mundo da publicidade, etc. Agora não mais publicidade, agora é o mundo da criatividade, né?Mas ali o ranking, o Brasil no ranking, né, que é um setor muito mais forte na publicidade, a posição do Brasil no ranking lá é nos primeiros lugares. É,isso mostra que talvez o setor do design seja mais fraco.É, mas esse ranking é o ranking do IF ou é um outro ranking?É outro ranking. É que eu tô tentando o ranking aqui.É que do IF a gente tá em décimo também. a gente já chegou a sétimo,mas especificamente do IF, a gente tem o valor de investimento, né, que pega para muitas empresas. E o investimento não é só na inscrição, é,é esse ranking aqui, ele pega diversas premiações do mundo todo.

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Sim, do mundo todo. Ele tem qualificação do do tipo de prêmio aqui. Então, um prêmio que tem um peso 1 2 3 4 5 6 e ele e você consegue ver por país, por nome. E se nós queremos valorizar o design brasileiro, que acho que se não nós queremos, é, faz parte da nossa estratégia de construção essa participação,olhar para esse indicador, né?Olhar para esses indicadores,investir nesse indicador.É, não importa se esse indicador é o melhor ou não, mas que nem no IF estamos em 10º, já estivemos em sétimo, mas sabe, depende de um trabalho nosso conjunto para subir nesse ranking.. e mostrar a qualidade do design brasileiro. Então, nós estamos em sétimo no IF pela quantidade de prêmios.

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10º agora.10º no não pela quantidade de prêmios inscritos, né?.Não, pelapremiados por premiados.Premiados. Eem relação aos outros países que participam do IF,por exemplo, qual um país que está à frente do Brasil? Alemanha. Você comentou que o a gente tem a maior taxa de conversão, né, de inscritos. Número de inscritossignifica que o volume de inscrição dos outros países é muito maior do que o nosso, né? Porqueo cara na quidade, né? É de euro para euro.Para euro é fácil. E tirando a China, que é um absurdo a participação deles, acho são 3 5.000 projetos.Se Mas e essa correlação entre o número de inscritos, taxa de conversão e subir nesse ranking é numérico, né? É, mas vão subir no rankingporque a taxa de conversão pode ser maior em teoria.

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É, e pegando um gancho, a gente tava falando do design como agente de transformação, né? Não só de empresas, mas também de sociedade. A gente citou o Design for a Better World. Eu me, eu é euhá um tempo atrás a gente fez um trabalho para Coring e eles tinham três premissas na filosofia deles, que era o belo, o bom, o a beleza, a verdade, e a, e o bem, né? e a bondade. Eu trouxe isso, né, porque eu achei tão bonito a a filosofia por trás desses três elementos, né, que eu acho que estão contidos aí na ideia do Design for a Better World. Então, conta um pouco como é que nasceu essa ideia desse projeto.Então, essa é uma história que eu acho legal também, porque a gente em 2010 a gente fez a Bienal Brasileira de Design em Curitiba, que era uma iniciativa do ministério também, né, gente? Nós tivemos já políticas em design.

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E quando nós fomos fazer a Bienal em 2010, a a Adélia Borges foi a nossa curadora e eles nos deram de presente o tema design, inovação e sustentabilidade. Eu fiquei de cabelo em pé porque eu falei: "Meu Deus, e agora? 2010 a gente não vai ter produção industrial com esse olhar?".E aí, enfim, nós tivemos na época 10 pesquisadores em todo o Brasil, ajudando a Adélia a identificar os projetos, né? que tivessem pelo menos a Claro, a Adélia fez uma construção incrível para entender o que que era essa sustentabilidade, o que que a gente poderia considerar de de projetos e tal, mas então a gente começou ali, vamos dizer, enquanto Centro Brasil Design a flertar bem de perto com esse tema.. E aquilo vem desde 2010 assim, né, nos incomodando, claro, porque a gente vê que na Europa já tem muitas iniciativas nessa área. O design ele já é já é visto há muito tempo como um elemento de transformação, seja para cidades, seja dentro das empresas, seja como governo, enfim. E aí em 2018, só em 2018, em 2010, 2018, nós nos tornamos signatários do Pacto Global.

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. Porque a gente tinha esse incômodo e a gente tava falando, ninguém tá tá falando desse tema aqui no Brasil. A gente precisa começar a falar, né, como que o design pode contribuir com as nossas cidades, como que ele que a gente pode ter esse viés social e a gente precisa começar a debater isso. E começamos, então, nos tornamos signatários e começamos a fazer um evento chamado Design for a Better World. E a ideia do evento era justamente começar a debater o papel do design para que a gente pudesse começar a falar, tá? Mas o que que o design pode fazer n, né? Como que ele pode contribuir? Gente, o designer tá lá no início do processo, né? Tá definindo materiais, tá definindo e o ciclo de vida do produto, tá entendendo como que esse produto vai ser feito, fabricado, descartado, reutilizado, enfim. e aí a gente fez dois anos, se eu não me engano, desse evento em parceria com Sebrae, trazendo pessoas de fora e pandemia.

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Daí veio a pandemia,né? E aí nesse meio tempo a gente decid, a gente falou assim: "Ai, pois é, o evento, mas o evento tava incomodando porque o evento ele é muito efêmero. Você enlouquece antes do evento, faz o evento.Exato.Enlouquece depois do evento, né? dura um dia e tua vida morre ali, mas acaba, não fica,não fica nada, né?E aí a gente falou: "Não, não é isso não tá bom". E aí a gente falou: "Não, vamos fazer um prêmio, porque um prêmio, pela experiência que a gente tinha, gera repertório, né? um prêmio gera cases, histórias para contar, você passa a conhecer pessoas, né? gente que tá fazendo alguma coisa, porque você abre um um edital, um chamado e você vai conhecendo pessoas. Parênteses aqui, ontem até tava falando com o Giovani.

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Giovani falou assim: "É muito legal porque o o no BDA todos os anos na cerimônia de premiação a gente conhece tanta gente nova,né? Escritórios de design que a gente não sabia quem eram os trabalhos e tal. É, é sobre isso, né? Eu acho que prêmios, as premiações t isso também, a gente saber quem são as pessoas que estão fazendo alguma coisa. você vê a consequência, mas você não vê quem quem participou da e aí você abre um palco para aquela pessoa, para você conhecer ela, pra sociedade conhecer ela. Então eu acho que isso é muito importante. e aí então a gente decidiu criar a premiação e foi em meio à pandemia. Então, os primeiros anos ali chamamos várias pessoas para nos ajudarem a pensar, a cranear o prêmio, mas o que que é, o que que não é, que critérios e que essa construção é uma construção difícil, né? Porque você tem regras aí que tem que ser seguidas. Por exemplo, a gente tenta seguir o guia da de prêmios do do World Design Organization para ser tudo certo em relação a júria, em relação a critério, regulamentos e tal,tem que construir essa credibilidade, né? Prêmio tem muito disso também.

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Tem que construir. E aí a gente criou o prêmio, então lançou ele em meio à pandemia, foram as duas primeiras edições, tudo tudo online, um desafio também pra gente e foi dando certo. Agora, esse ano a gente tá na quinta edição, então um trabalho também que eu gosto de dizer queacontece em novembro. É, as inscrições estão abertas todo ano,então a gente fica todo ano com as inscrições abertas de maio, de maio a setembro, outubro é júri, a gente faz todo o processo de júri. Novembro a cerimônia de premiação. Ela acontece em Curitiba, sempre na última semana de novembro, porque é cidade do design pela UNESCO também.. E é uma ideia também de sair um pouco do eixo ali Rio São Paulo, acaba sendo uma provocação, né, para todo mundo. E no nosso olhar no sucesso, porque ali a gente tá vendo assim muitas coisas acontecerem, já são mais de 1000 participantes, já são mais de 200 premiados, então a gente tá criando o repertório de design para mundo melhor, que era o que a gente queria. É, eu vou dizer assim, a experiência da ABEDesign.

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A gente começou o BDA em 2009, aliás, do é 2009, que foi quando foi em São Paulo.a premiação era eu, o Luciano e o e o André no palco com uns trofeuzinhos de acrílico dando prêmio para as pessoas que mereciam o prêmio e as pessoas diziam pra gente: "Não, isso aí, mais um prêmio para que lá isso para lá". Eu, o André aí depois o Gustavo também entrou nessa.E era um ranking, né? E a gente começou, a gente fez, é exato, a gente começou, vocês participavam, né? Aliás, vocês ajudavam a gente a fazer aanálise, a gente, ah, não vamos cobrar inscrição, né? Vamos rankear os casos mais premiados do mundo. A gente criou um critério lá junto com vocês.Maravilhoso.E todo mundo pedindo pra gente abandonar o prêmio. E aí o prêmio se transformou no que é hoje. Então assim,15 anos,2009. É,mas agora 15º 15.

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É 15ª edição. Mas ele existe desde Mas ele existe desde 2009 porque no meio do do nesse meio tempo desistiram. Aí nós voltamos falando: "Não volta".Ah,pararam de fazer. É,não volta. 15ª edição, gente.Pois é,sucesso.Sucesso total. Então, não dá, não dá para desistir. É,e 20 anos de ABEDesign.20 anos design. Ah, desde o começofalar falar um pouco deEu ia falar isso, vamos falar de futuro.Vamos falar de futuro. É, então é assim, a gente tá vivendo umamiria de transformações no mundo. Como é que você enxerga e que tipo de mentalidade você acha que o design precisa se alimentar pros profissionais de design do futuro? Como é que vocês enxergam isso lá no CBD?

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Bom, primeiro eu acho que o alguns temas aí que a gente não consegue caiunão olhar, né? A sustentabilidade é um ponto chave, não vai dar para deixar isso de lado. Eu acho que a gente precisa se preparar, os designers precisam se preparar para para essa questão. A gente vê que muitas vezes na na nas escolas, né, nas universidades, não é um tema ainda que tá sendo tão trabalhado, não vou generalizar, mas a gente não vê esse preparo nos nos profissionais e a gente não vai ter como tirar esse temanãodo olhar, né? E eu eu acredito muito nesse impacto a no que você falou, né? impacto transformador do designer, que eu, como eu falei, é uma pessoa que tá lá no início de todo o processo, né, nesse pensamento, nessa inteligência.

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Então, a gente não pode ficar pensando em mais um produto, em mais uma embalagem, mais uma embalagem em cima da embalagem, não, né? É a é redução, né? cada vez mais a gente vai ter que olhar para isso. Então eu acho que uma preparação necessária, é um olhar necessário. Eu sei que a gente não tá preparado ainda, né? Vai ter que vir legislação em cima, vai ter que ser obrigatório pro pro empresário investir, mas é necessário. Sempre do empresário essas coisas, né? Semprea gente vê. É, mas é que a gente acaba vendo que na Europa tem sempre um passo à frente, né? E contexto, porque não é só o empresário, mas é o consumidor também, né? E a gente vive uma realidade diferente do país. Esse para mim é o maior problema da sustentabilidade que nem alimento orgânico.Não, tem que tem que ter. Mas você compra? Não, eu eu não,eu não preciso.

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Eu não compro.É, eu não preciso.Então, mas você não acredita tanto. É, então, mas aqui lá em casa a gente não compra. Mas igual teve cultura nunca, né?É igual TV Cultura. Todo mundo acha o máximo. Ninguém assiste. Assistetem audiência.Não, não pode acabar. vai acabar, né? Mas eu não vou assistir, né?Então, acho que tem tem esse tema aí que ele é importante, outro tema que tá que a gente não vai fugir a inteligência artificial,tecnologia como um todo. Acho que a gente tem o Gabis aqui que pode falar melhor do que ninguém sobre isso, mas é sobre isso, né? É sobre usar a favor, esses temas a favor e não lutar contra. E eu acho que a gente precisa se preparar, né? Não sei como que os jovens estão estão se preparando, mas acho que bem mais do que a gente, mas eu acho que são aliados. e a gente tá vendo aí, por exemplo, inteligência artificial fazendo um paralelo na medicina, que tá trazendo muitos resultados importantes, com a capacidade de análise,transformando a profissão. E eu acho que não dá para tirar da frente, não pode tratar como um medo ou algo ruim, não. É bom, é para ajudar, mas como, né, como que a gente pode trazer isso? Acho que até o Gabis pode falar um pouquinho mais pra gente aí se for.

1:02:32

Interessante desse tema. Claro que te polêmico que eu vou falar.Melhor não, né?Não. Então, e é que e é engraçado isso, você chegar, a gente tava ali falando disso. É, é engraçado isso porque o medo e a aversão à tecnologia. Então, eu vou falar uma coisa horrível assim, ó, que muita gente vai contra tal. Então, a ignorância faz o quê? Tira o celular da mão dos alunos, né?É isso. Não, não éa ignorância tira celular da mão dos alunos e nós precisamos passar por uma capacitação também da renovação.O aluno precisa ter critério para saber quando vai fazer bem ou vai fazer mal. Pessoas nas pessoas, então tira. É, entãonão, mas passa pela capacitação de quem capacita.

1:03:23

É, também. É por isso que eu falei que é polêmico. Prepar,então tem que preparar o professor que aí eu vou vou pegar uma fala. Não, mas a importância do desenho técnico manual, gente, quem usa é lógico que é importante, só que é uma ferramenta que não se usa mais. E aí tem aquela e aí essa discussão minha com a paixão pelo fío é maravilhosa, mas ela não é eficiente e profissionalizante hoje mais. Então, aprender,esse assunto é polêmico, porque eu já teria um contraargumento, eu acho que tem, vamos, vamos, vamos falar porque é importantíssimo, porque e o a paixão pelo ofício é extremamente importante. Mas aprender ferramenta que já oxidou, que já não se usa mais, é claro que traz uma sensibilidade, uma um uma experimentação ali, mas não de fato não prepara. E aí por isso que que eu falo, precisa de um esforço maior para preparar. os professores que informa para para o uso da das das novas ferramentas.

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Não, eu sou super de acordo com isso, aquilo que a gente estava conversando antes, né? Eu acho que o grande problema, tem vários, né? Mas um dos grandes problemas da falar, o grande problema meio ousado demais, né? é a e eu defendo muito isso, né? A perspectiva ou ou, né? Então, assim, ou vou pra tecnologia ou abandonoou sou contra,é? ou eu sou a favor da tecnologia e se eu for eu sou totalmente contra os trabalhos manuais, né? ou eu sou a favor dos trabalhos manuais e eu vou repudiar a tecnologia. Eu acho que a transformação ela é inerente ao nosso processo de evolução. Então, não tem que escolher ou um ou outro. Eu tenho que olhar pro lado positivo da adoção da tecnologia, olhar pro lado negativo da adoção da tecnologia, abandonar velhas práticas sem endemoniar as velhas práticas, porque elas podem ser positivas e talvez tenham consequências também positivas. Eu acho que essa visão dual que não é natural da nossa forma de enxergar o mundo, né, a gente sempre fica tentando buscarpolarizando,polarizando o um lado ou o outro, né?

1:05:44

Por isso que eu falei isso. Eu concordo 100% com o que você tá falando, mas talvez a forma como a sociedade adota ou como a gente discursa sobre esse processo de mudança crie mais polarização ainda, né? De falar: "Não, então a gente abandonar o manual".Tem que evitar os radicalismos, né? As as coisas extremistas e tentar unir. Ontem a gente foi numa empresa super legale e o time de design tava lá criando e vários desenhos em cima da mesa manuais.. E eu falei assim: "Nossa, que legal, é bonito de ver, né?" Daí ele falou assim: "É, eu gosto de desenhar a mão, daí a minha equipe,né, dá continuidade com as ferramentas digitais".É isso.É união, né? Eu acho queachei muito legal, muito legal.Não, e é e tá acontecendo, eu fui num evento promovido pela Iowa em parceria com a ABEDesign. maravilhoso, assim, trouxe uma perspectiva Mário Rosa, como sempre, Mário Rosa sendo Mário Rosa que organizou. Obrigada, Mário. Foi máximo. que trouxe uma discussão tão linda, gente, que eu nunca imaginei que fosse acontecer, que é várias tinham lá três empresas, uma delas era Coca-Cola, o Rafa Breu, né, OLX e a AJ também tava,OLX e o Itaú. E a discussão foi exatamente isso, assim, tá ficando mais claro, eu brinquei com ele, falei: "Será que esse dia chegou que o papel do designer cada vez mais será do pensamento estratégico, do pensamento criativo e que de fato, mas eles já mostraram como está acontecendo, sabe?

1:07:16

Não é que eles não estão dizendo isso, eles já estão montando times que pensam assim, montando ferramentas como fizem o da Coca-Cola em parceria com a Adobe. E ele deixou tão claro o papel dos designers hoje assim vai tirar uma parte do trabalho que não é exatamente nem é exato. Só que a inteligência, a necessidade, né, deTeve uma pergunta do André, só complemento, desculpa ter te interrompido. Tem uma pergunta do André muito pertinente. Ele falou: "Olha, eu tô vendo todo esse sistema que vocês construíram para construir unidade, mas me dá a sensação de que ele citou um projeto que ele tinha feito para Coca-Cola aqui, de que você consegue, você perde ao criar essa unidade, você perde aquele, aquela, aquela embalagem específica que vai para uma região específica do Brasil". Aí o acho que ele conduziu muito bem a resposta. Ele disse: "Olha, o papel do time global é criar a unidade no mundo inteiro, sem restringira criatividade",a ponta de trazer criatividade e pegar aqueles guides e desenhar em cima deles e às vezes até transformando o próprio guide, né? Mas o que não pode é virar uma baita de uma de uma zona de uma bagunça, né?

1:08:21

E ele mostrou lá como tem a escala, os designers em cada um desses desses papéis e o papel das agências que continua, enfim. Então, deu um desenho assim tão bacana do que um caminho, sabe? Uma luz. Então, acho que a gente também, né, como vocês que tem, tá muito perto da indústria, a gente trazer essa visão deles, porque eles já estão organizando de um jeito e a gente tá aqui discutindo, mas eles já estão fazendo de um jeito onde eu nunca vi, né, em 30 anos, tanta assim valorização do pensamento de designque é estratégico,que é estratégico, que é criativo, que é diferente, que resolve problemas complexos, é competitivo. Exato, né? Não, e eu gosto de conversar com o Gabis, porque o Gab fala umas coisas que eu fico olhando para car, eu não consigo enxergar as coisas que ele ele consegue.E aí eu fico ali tentando entender como é que ele chegou lá, como é que ele tá vendo aquilo, né? Nem sempre eu concordo com o que ele tá falando, mas acho que é natural disso, né? Porque o meu repertório, o meu gosto não chega ali, né? Mas eu fico,toda vez que eu saio eu falo: "Não, eu preciso andar um passo a mais lá pra frente, tô ficando muito para trás, né?"Não. E é o que eu tava falando, G. é que, e isso foi a a conversa ali com a Gi, que o aprendizado ferramental que muda a todo momento,é,ele é irrelevante. É,e aí nós temos que ter o espaço para uma reflexão mais profundae levar o design para um nível sistêmico, estratégico, uma reflexão mais profunda, porque o ofício, a manualidade que, né, então, eu, você ter hoje na grade de design gigantismo, qualquer coisa que você faça e não precisa fazer um cálculo que nós

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Fazíamos.E aí o pessoal fica impressando, pô, mas se calcula o os o volume de um shape na mão. É isso, é fácil. Ali é geometria, você vai lá, faz cálculo e tá tudo certo. E só que hoje as pessoas não precisam aprender. E não é necessário que elas aprendam isso, né? Eu aprendo porque eu gosto de aprender, então vou lá e faço. E aí o pessoal no design me isso me destacou porque o pessoal falou: "Nossa, mas você consegue fazer?" Consigo, faço isso porque você vai lá, aprende, faz e tá tudo certo. E o designer sempre f, não, tô tô mais na arte, tal. E essa questão técnica acaba não avançando. Mas essa necessidade de não ficar aprendendo ferramental.

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é extremamente importante porque isso oxida muito rápido e tem tecnologia suplantando isso muito rápido.É, mas eu vejo um ganho, eu concordo, né? Eu acho que tem coisas que a gente não devia, aliás, na minha época do colégio, eu achava que eu aprendia muitas coisas que eu não deveria ter aprendido.Pois é, tava pensando,mas aí aí eu vou usar uma frase da G que ela sempre disse. Ela falou: "O bom da idade é que você não vê de perto, mas vê de longe, que é uma maravilha". É,você começa a não ver de perto, mas vê de longe.Assim, o bom o bom de você avançar na idade é que você enxerga coisas que você não enxergava naquela época. E hoje eu enxergo o ganho. E aí eu não preciso aprender o ferramental, mas o fato de eu tenho que aprender geometria treina o meu cérebro a ter que aprender.E ter que aprender uma tecnologia que se eu só usar o ferramental,eu não vou ter essa tecnologia do pensamento crítico, porque você não aprende ela, né? E você tem que testar esse pensamento crítico em várias áreas do saber humano para que você expanda a mente das pessoas e elas Então, eu acho que tem uma perda aí. Eu acho que é esse o processo, né? como é que eu ado adoto sem brecar a evolução? Eu não vou precisar da mais da ferramenta, mas como é que eu treino, né, a mente humana para que ela não desaprenda a saber reconhecer e aprender. E essa é a minha maior preocupação.

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Não pare de pensar, né?Não pare de pensar.Não pare de pensar. Esse é o desafio hoje na academia,né? Esse é o desafio que você falou, né? Não sei como vão ser formados esses profissionais. Essa tá sendo a grande discussão,porque a informação tá vindo muito pronta, né?É. E como treina eles para aprender, continuar aprendendo, continuar fazendo. Então, mas a gente já tá com essa visão, né, pelo menos lá no nosso programa, a gente já tá na SPM com essa visão de que tem que manter isso, porque é o que cria a inteligência, né? A capacidade de raciocinar, entender, aprender, discutir, criticar. Então, a gente tá dando mais ênfase nisso. E a parte ferramental vai ter porque não tem volta, né?E porque tem que ter,é, a gente sente, eu não sei vocês, né? Mas eu quando eu decorava o telefone dos meus amigos, eu sinto que o meu cérebro lembrava muito mais fácil das coisas.

1:12:59

Hoje em dia que eu não sei nem eu sei o da minha esposa porque um dia eu me dei conta que eu não sabia, falei assim, cabal, eu não sei ligar pra minha mulher, né? Então eu decorei,mas do resto eu não sei de ninguém, né? E eu sinto que o meu cérebrotá derretendo pregui ficou preguiçosoir para caminho. Entãoentão eu tenho esse receio, né? Falou: "Poda, eu tô sentindo na minha própria vida, masné? O que que será que acontece no processo de educação? Mas voltando pro foco da nossa entrevistada, né? eu sei da tua história, né? Você é triatleta, né? Eu vejo lá,chegaram lá.O Wind Surfer foi esse paraquedista? É isso.Já fui paraquedista.Já foi paraquedista. Eu também.Sério, Gian? Vamos saltar junto então.Sério? Não salto. Faz um bom.Letícia é muito corajosa, por isso que ela tá na sagra. Você ainda pratica o paraquedismo? Não, não, eu meio que fui proibida.

1:13:52

É, então eu eu não fui proibido, mas foi um pedido irrecusável. Pois é,da minha mãe. A minha mãe disse, a minha mãe disse,vocês podem, por favor, parar porque tá sendo muito para mim aí. De b não dá para recusar.Pois é.Mas como é que como é que isso influenciou tua vida no mundo?É, ou influencia ainda a vida no mundo do design. Bem, eu gosto de esporte, então eu comento assim, né? Eu sou esportista, assim, gosto de esporte, isso é uma coisa da minha casa, uma coisa que a gente sempre teve com a gente, a gente sempre andou de Jeip, a gente, isso vem dos meus pais, então fazer esporte sempre foi uma coisa que que tava junto com a gente, né, na nossa infância, no crescimento. E é uma coisa que eu trouxe para mim. o triatlon veio um pouco mais tarde. Eu comecei o triatlon em 2012, então foi bem mais tarde. Já corria, fazia outros esportes, surfava o surf, para que dismo.

1:14:53

Mas o trion veio mais tarde. O esporte, eu acho assim, ele é uma coisa que te dá disciplina, te ajuda a organizar, mas para mim e acima de tudo ele me mantém calma no eixo,me ajuda a pensar muito. Eu resolvo muitas coisas enquanto eu tô correndo, enquanto eu tô pedalando. se eu tô nadando, então parece que o mundo se abre na minha cabeça. É inexplicável. Não sei dizer o que que é, mas eu resolvo as coisas comand problemas nesses momentos assim.E é e é disciplina. Eu acho que é uma coisa que faz bem, é uma coisa que eu tenho para mim. tô tentando ensinar minha filha também, que torta é bom.Eu já fiz ela para fazer uma prova. Aham. E eu acho que tem muito a ver com isso, assim, e especialmente você ter algumas coisas que você goste, né, além do trabalho, te ajudam a a pensar, a se desenvolver, a se organizar. Então, sei lá, gosto. Não acho que todo mundo tem que ser assim, sabe?

1:15:53

Não, não penso assim, mas eu acho que é que é.Se tiver, eu tô danado.Tá danada.O que você faz nadando, eu faço no banho.Olha isso.É na água também, mas não é nem na paradinha.Mas é bom. É, é disciplina, organização.É bom. A gente tá chegando no fim, né? Nem sei quanto, quanto tempo nós estamos, Eric, 1 hora 15. É, então não estouramos tanto tempo assim, né?Foi um baita prazer. Eu queria te dar um presente.Eu convidei alguns amigos designers parafazerem suas próprias interpretações do trocando a lente. Cada um fez uma uma sobrecapa pro livro. Esse aqui foi feito pelo Ronald Kapaz, um grande amigo. Ele escreveu o prefáciodo meu livro Valor. Aliás, o prefácio tá mais bonito que o livro, né? Então, queria te dar de presente o livro comObrigado.

1:16:44

com carinho feito pelo Ronald. Um presente especial.Lindo, lindo. Obrigado. O Ronald é demais também, também é nosso conselheiro e assim a gente vai trazendo todo mundo pra briga do design.Acho que essa é a ideia, né? a gente, quanto mais a gente consiga ah se unir, se juntar entre associações, pessoas e aumentar esse movimento, né, a gente venham ajudar a gente aumentar a voz do design brasileiro, ganhar mais espaço,né, lutar pelo por aquilo que a gente acredita, que a gente acha que é importante, que é o design como ferramenta de transformação. Gostei dessa frase, essa vai ser a lente de hoje.Opa. Bom, então para não perder a oportunidade, eu queria pedir para vocês que estão assistindo para aquela parte que eu adoro falar, dá um like, se inscreve no canal, ativa o sininho das notificações, comenta, faz, comenta aí nos comentários você gostou, se você não gostou também comenta que ajuda a criar engajamento. Eu aprendi com o meu amigo Gabriel aqui. Queria te agradecer e eu queria pedir uma última fala tua. Se você tivesse que escrever uma frase tua pro mundo, quase que um statement letícia pro mundo, que que frase você deixaria pro mundo?

1:17:54

Uau, que desafio, hein?Desafio. Você podia ter me avisado antes.Podia ter me avisado antes, que a gente não nasce pronto, né? Tem que treinar para fazer as coisas.Preparar, né? Mas essa era para pegar desprevenida.É legal, não? É, bem, eu acho que acredito muito nessa ideia, como eu acabei de falar, né, de do design transformador, o design para um mundo melhor, o design que a gente acredita que possa fazer a diferença, que possa mudar a vida das pessoas, que possa tornar a vida das pessoas melhor. e que assim seja isso em produtos, em processos, nas cidades, no nosso dia a dia, nas soluções digitais que a gente tá vivendo, né? acima de tudo. Então, eu acho que hoje essa é a minha lente, é o Design for a Better World.Boa. Muito bom, Gabis, seu primeiro podcast de cohost aqui no Trocando a Lente. Quer deixar uma mensagem, acho que sobre o que a gente vai fazer juntos aqui,não? Primeiro assim da agradecer esse espaço, Gian. É muito bacana, né? Ter ver assim a juntar reflexões, né? Então, um prazer enorme, admiração enorme por todo mundo que tá aqui, mas pela Letícia, pelo trabalho do CBD, muito orgulho para mim, muita admiração tá lá no conselho e eu conto para todo mundo.

1:19:14

E e é isso, assim, acredito nessa junção aqui, mesmo que a gente estava conversando antes e o que a gente conversou durante aqui, só demonstra isso que a gente precisa é coletivo, é junto, que isso não é uma frase feita, não é um processo fácil, a gente precisa querer, a gente precisa investir para que isso aconteça, para que a gente coletivamente acredite e junte pessoas que acreditam que a gente pode mudar a realidade que tá se desenhando aí, né, para deixar o mundo melhor mesmo.Muito bom. Gabriel,eu tive tempo para pensar ainda não cheguei uma.Eu fiquei por último.É, fiquei por último. Eu falei, pô, me beneficei ainda, né? Cheguei uma não. É só deixar abraço e amor para todos aí. Telempatia, tá ótimo.Falei tudo que eu tinha para falar antes. Agora agoraisso aí.

1:20:05

Tá bom. Bom, queria agradecer todo mundo que ficou com a gente até agora, convidar você para assistir os outros episódios do nosso podcast. Um beijo no coração e até breve.