Sobre o episódio
Regys Lima cresceu em Maracanaú, na região metropolitana de Fortaleza, olhando as letras pintadas à mão nos comércios do bairro e herdando da mãe o jeito criativo de resolver problemas. Entrou em sistemas de informação, reprovou em algoritmo enquanto assistia pelo vidro à aula de Illustrator do laboratório vizinho e trocou de curso para o design. Passou por live marketing, empreendeu cedo, aprendeu repertório num estúdio editorial e trabalhou na Agenda Edu antes de se mudar para São Paulo, onde passou pelo Rebu e pela Tátil.
Boa parte da conversa trata da inteligência artificial. Para Regys, o debate costuma ficar nos extremos e esquece o meio: a IA produz o que é bom o suficiente para o que é efêmero, e libera os times especialistas para o que precisa de excelência. A contrapartida humana passa a ser critério, curadoria e intencionalidade, e a régua sobe para todo mundo, o que cobra do design mais originalidade e mais essência, como mostram Dengo e a nova cena de Belo Horizonte.
No Itaú, onde está desde 2024, Regys montou o grupo de parceiros criativos que trabalha as marcas do ecossistema do banco depois do rebranding. Ele conta como briefing, feedback e apresentações mais leves criam uma relação de confiança com os estúdios, fala do papel do motion na narrativa das marcas e deixa um conselho para quem começa: construir repertório com profundidade, antes de precisar dele.
Trechos em destaque
“Qual é a contrapartida humana para um universo onde a IA produz tudo? É critério e curadoria.”
“Se ela vai fazer até onde eu faço, eu tenho que me especializar naquilo que ela não vai fazer.”
“A gente vai ter que inventar o drible da vaca dentro do design.”
“O básico a gente não discute. A gente precisa discutir se isso que a gente está fazendo leva a marca para o lugar que a gente quer ir.”
“Quando eu coloco motion, eu ganho mais fôlego para contar a narrativa que eu preciso.”
“Referência é que nem gelo em casa: tem que encher a forminha.”
Capítulos
- 0:00Abertura
- 0:54Maracanaú, a mãe criativa e as letras pintadas à mão
- 3:22Computação gráfica e o fascínio pela tecnologia
- 6:20Sistemas de informação, a ONG e a fotografia
- 9:18A reprovação em algoritmo e a troca para o design
- 13:18As professoras que uniram técnica e narrativa
- 15:29Faculdade, comunidade e repertório
- 20:48Inteligência artificial: o lugar do meio
- 25:25Critério, curadoria e intencionalidade
- 31:15Substituição, dor e oportunidade
- 37:49A régua subiu: originalidade como desafio
- 38:45Rebu, Dengo e o original
- 42:15Austin, Belo Horizonte e a busca pela essência
- 44:21O primeiro emprego e a lição da praia
- 49:22Empreender cedo demais e a escola do repertório
- 53:33A mudança para São Paulo
- 56:23Itaú: uma área de design com 40 anos
- 1:00:19Um time de parceiros criativos para as marcas do banco
- 1:02:35Feedback e briefing como processo
- 1:06:46Menos cerimônia, mais colaboração
- 1:10:34O motion como narrativa
- 1:13:34Conselho para quem começa: repertório
Transcrição completagerada a partir da legenda automática do YouTube, com revisão de nomes
Olá, olá, olá. Bem-vindos ao Trocando a Lente, um podcast onde a gente fala um monte de tema, mas quem tem a responsabilidade de dividir a sua lente com o mundo é o entrevistado. antes de começar, eu queria te pedir para curtir, compartilhar e comentar. Aciona o sininho das notificações, se inscreve no canal. Se tiver gostando do conteúdo também compartilha com seus amigos. Bom, eu tô aqui hoje com Regys Lima. Regys, obrigado por ter aceitado o convite para vir no podcast.Eu que agradeço o convite.É uma baita honra de ter aqui. Regys e você é do Ceará, né?Eu sou do Ceará. Eu sou minha avó não vai ver esse podcast. Eu posso dizer que sou cearense, mas ela briga comigo porque eu nasci no Piauí e fui logo que nasci fui pro Ceará. Então para ela eu sou, tenho que dizer que sou piauiense.
Mas cresci a minha vida toda no Ceará.Legal. Bom, e para quem não sabe, o Regys é coordenador de marca e design do Itaú Unibanco, certo? Conta, conta um pouco, Regys, conta um pouco da tua história lá do início, né? Como é que surgiu o design na tua vida? Como por onde você se formou, por onde você passou? Como é que você chegou nesse cargo tão importante hoje aqui?Boa. essa é, eu tenho andado falando mais por aí, então foi uma pergunta que tem sido, que tem me colocado mais para pensar assim, porque não é simples. Eu acho que tem algumas trajetórias dentro do design que a pessoa chega assim: "Ah, meu pai era artista, minha mãe era arquiteta e eu sempre cresci com arte".E acabou que eu vim no designer lá em casa. minha mãe trabalhava em casa para conseguir educar eu, né, meu primo, todo mundo que passou lá por casa, meu pai é mecânico, sempre foi. É, então eu tive que buscar muito assim de cara em que momento isso aconteceu assim e e foi muito legal assim porque primeiro assim que minha mãe é se tivesse tido as oportunidades certas, eu costumo dizer que ela teria sido uma designer muito mais brilhante do que eu jamais serei assim, porque é uma pessoa que nunca deixou de resolver nenhum problema de maneira criativa, assim, então não tem um buraco da parede lá em casa que não tenha sido resolvido em dois palitos com, sabe assim, Magiver.
Ela ela poderia ter sido um designer de produto absurdo, assim, acho que ela fez todos os vasos de planta dela, enfim, enfim. Então, acho que essa maneira de encarar o problema com uma solução criativa assim, é uma coisa que eu herdei dela muito assim. e eu eu gosto de dizer aqui, né, estando em São Paulo, eu falo que sou de Fortaleza para tornar a história, fazer da história longa uma história curta, né? Mas eu venho do da região metropolitana ali. Eu cresci na cidade chama Maracanaú, numa região que é periférica ali, que tem características de todos os bairros periféricos, que é um conjunto de vários negócios, pequenos comércios, com pouco acesso à gráfica e tudo mais, onde tudo é pintado à mão, né? Todas as letras são pintadas as à mão. o Germano, que é o grande letrista da do bairro, assim, desenha tudo, toda tem um estilo de letra próprio, faz tudo que é tudo que é mercadinho, mercearia, oficina. Isso sempre me encantou assim de em algum lugar, se as coisas de ficar olhando pra forma da letra, pra forma da imagem. A imagem sempre me encantou.
Mas você tinha uma atração natural por isso jáera assim, cara, isso aqui eu gosto assim, essa essa a parte mais criativa me encantava assim sempre. não tinha nome, chamava design, né, nem nada. Quando no ensino médio tinha uma uma cultura de pessoas que vendiam cursos na escola e a pessoa ia lá, tipo, ah, tem um curso de informática e dentro desses alguém foi lá e vendeu um curso de computação gráfica e eu pedi para fazer. meu pai deu um jeito lá, putz, cara, vai lá, beleza? E aí ia pro centro da cidade em Fortaleza. fiz esse curso e aí, cara, isso me encantou demais, assim, erau, eu fazia, era no sábado o curso, então eu ia de manhã, eu chegava em casa no almoço e, sei lá, da hora do almoço até, sei lá, 7 horas da noite, assim, cara, era fazendo, mexendo no Photoshop, mexendo no Illustrator e assim, eu vou dominar isso aqui. e eu,mas desculpa te interromper, nesse momento o teu sonho era ser o quê?
Porque não era design, certo? Meu, naquele momento, meu sonho era mexer com computador, assim, eu tinha acabado de ganhar com computador,que era uma coisa que assim sempre me encantou muito. e aí meu pai também deu um jeito da gente ter um computador, a internet banda Laga tava surgindo assim, então tinha 300k de internet ali para você fazer muita coisa, tudo que desce ali..e aí, cara, era esse universo assim de brincar com imagem, mas também mexer muito com tecnologia, que é uma coisa que sempre me encantou muito, assim. Então era essa coisa do de fuçar, cara, quero descobrir como é que isso aqui funciona, né? nessa mesma época eu aprendi a editar vídeo, aprendi a editar na calçada, tinham amigos que já editavam vídeo e aí a gente se encontrava de noite, eu falava: "E aquilo lá como é que faz, né, no programa? Como que abre no premiado?" Não, você vai lá, mexe ali, não tem tutorial. E aí eu chegava em casa e ia fazer. E aí a gente e aí foi e aí bom isso isso seguiu assim e e essa vontade de mexer com tecnologia se manteve presente durante todo o ensino médio assim. E aí chegou o momento de decidir o que é que eu ia fazer na faculdade.
Aquele momento bom, né, que ninguém sabe o que vai fazer da vida, as pessoas mandam mandam decidir um caminho, né?Exato. É tipo, ah, beleza. E aí vamos fazer o quê? tinha um curso, a gente foi na feira das produções, tinha um curso na UFC e que se chamava, existe ainda, que é sistemas e mídias digitais. E aí era um curso exatamente e que trabalhava tecnologia, em determinado momento ele se bifurcava entre aquilo que é mais próximo de design, embora hoje exista um curso especificamente de design na OFC, e uma parte de programação.Tentei para esse curso,matemática nunca foi meu forte, a a específica era de matemática, enfim, não rolou. e aí determinado momento, né, pelo Enem, eu quase fui, voltei pro Piauí para fazer ciência da computação, também não deu certo. E aí calhou de eu entrar na na consegui uma bolsa do Pro e passei para sistemas de informação numa faculdade particular que era a FANOP.
.e aí entrei para fazer sistema de informação, não conhecia a palavra, ah, isso aqui é design, isso aqui não, não conhecia. Nesse meu tempo eu sempre trabalhei, assim, trabalho não por necessidades específicas, mas por circunstâncias assim, meu pai empreendeu, fui trabalhar com meu pai e depois fui trabalhar em todos os mini comércios, lanho housouses e atendimentos no bairro. Então assim, e quando vocêo computador tava te rodeandosempre, sempre assim, até hoje eu sou meio que a pessoa da TI onde eu vou, onde eu trabalho, assim, tipo que é tenho muita facilidade, mas também assim,e isso no mundo de hoje é uma baita de uma vantagem.É. E e mas assim, sabe quando você, cara, eu nunca vi isso aqui, mas como é que resolve? Deve deve ser ali naquele botão, vamos lá, vamos mexer. Tipo assim, formatei muito computador na vida, já fiz assim, trabalhei em L house muito tempo e fazia muito serviço, tudo mais, então sempre trabalhei. Uma vez que você se depara com essa lá em casa a gente nunca faltou nada, mas também nunca sobrou tudo. Então assim, cara, uma vida normal assim, de uma classe média baixa.
E aí quando você se depara com essa realidade de isso aqui é o meio meio dinheiro, assim, é um é um sentimento que para mim foi meio caminho sem voto, assim, não tem um momento onde eu vou deixar de trabalhar. Então eu fui trabalhando em várias coisas. Nessa faculdade eu conheci na faculdade de formação, eu conheci um um um colega que era editor de vídeo numa ONG. essa ONG pela qual sou profundamente grato, assim, porque me formou como ser humano. Eu tinha ali 17 anos. e foi muito fundamental. E aí fui lá trabalhar como editor de vídeo, deu pouco tempo, tava trabalhando lá como coordenador técnico pela faculdade de mexer com tecnologia, envolvido com contratação de professor de fotografia, dando aula de, enfim. E aí,ou seja, a estética como foi entrando na sua vida, né? Você entrou pelo técnico e a estética foi se aproximando.
Foi entrando. Exato. E aí eu participava das aulas de fotografia, das aulas de visual. A ONG, ela trabalhava questões de diversidade sexual e gênero e a contra e aí era essa era isso era a contrapartida de um curso profissionalizante. Então os os jovens ali do bairro iam e eles recebiam dois cursos, esse curso de formação mais humana, vamos dizer assim, e uma formação mais técnica, que era de web design, de audiovisual, de fotografia. Então, aprendi a fotografar, aprendi filmar, aprendi mexer com câmera, iluminação e e comecei a fazer criação ali, mexer com os materiais que precisava, né? porque eu já sabia mexer com Photoshop e tudo mais.Nesse tempo tava lá eu sofrendo na faculdade de sistema de informação, porque eu já sabia que eu era ruim em matemática, mas eu não sabia que eu era tão ruim em programação também, que as coisas estão absolutamente conectadas. Então, fiz um semestre, passei me arrastando, assim, o que era uma novidade para mim. Na segundo semestre também a mesma coisa, as cadeiras que eu ia melhor, as cadeiras que tinham apresentação, liderança, empreendedorismo, as cadeiras técnicas eram assim. E aí quando chegou no desastre, chegou no terceiro semestre, eu reprovei em algoritmo.
Algoritmo é a é a é assim, ou para você saber programar, você tem que saber algoritmo. Então, assim, reprovei aqui e eu nunca tinha reprovado nada. Disse: "Cara,não, aí a vida me dizendo, sai daí", né? Não é isso aqui assim, não não vai rolar. E aí tinha uma característica dessa faculdade que os laboratórios nessa época eles eram separados por uma parede com um grande janelão de vidro assim. E o laboratório vizinho ao meu tinha um professor que dava aula de Illustrator lá. E aí, ou seja, parte do da minha reprovação é porque eu fiquei assistindo a aula que tava ali do outro lado. As cara, eu queria tá era ali e tal. mas tinha uma decisão difícil para tomar, porque eu tinha, eu era bolsista do Proi, então pagava pouquíssima coisa na faculdade. Fazer design não era barato assim. e eu disse: "Cara, como é que vai ser?" Mas teve uma hora que teve um café da manhã decisivo lá em casa, gente, tipo, não vai dar, eu tenho que mudar. Fiquei pensando, vou mudar de curso. umafoi um choque pra galera lá? Não, não foi. Porque eu tenho eu tenho dei uma sorte grande assim do dos meus pais eles serem muito rigoroso na disciplina, na, na parte de educação. Assim, existem dois valores lá em casa que é educação e trabalho. Então, minha mãe durante toda a vida dela, ela ela dedicou a isso, assim, cara, eu vou trabalhar para que você tenha a experiência de trabalho mais digna possível, para que você tenha a melhor vida possível. Eu só vejo dois caminhos, que é estudo e trabalho. Então assim, onde tiver coisa para estudar, você vai e a gente vai dar um jeito e o trabalho aí é por conta sua.
Essa, essa é a parte que você segura.Mas justamente por isso, assim, tudo que eu tive de empreitada para fazer, eles me apoiaram muito assim. Então quando eu decidi trocare e participaram pelo que você tá falando também.Sim. É, e e quando eu decidi trocar, é, disse, "Beleza, vamos nessa." Se você acha que é isso tem que fazer, vamos nessa. Só que esse foi o apoio moral, assim, porque para trocar eu tinha que fazer uma matrícula no faculdade de design e eu tinha que arrumar esse dinheiro, porque eu já tava pago, como eu já trabalhava, eu já tava pagando a parte ali da faculdade que me competia.e aí eu tive um anjo na minha vida, que é a pessoa que me permitiu fazer design, que é uma grande amiga minha que é que é a Lili. E ela falou: "Cara, eu tenho dinheiro, eu te empresto e quando você puder, você me paga assim".Que legal.
E aí ela me emprestou a grana, eu consegui fazer a matrícula. Aí teve fiéis, que é um grande salvador, tu foi um grande salvador também. E cara, e aí eu consegui fazer a faculdade que eu tava trabalhando, pagando ali a metade do do valor da parcela e a outra metade para esse momento agora que a gente já tá um pouquinho mais estabelecido.Então consegui fazer a migração e fui pro design assim. E aí,aí foi pra Fanóe aí fui pr e já estava lá, já tava lá e fazendo sistema de informação, migrei de cursocursoe aí consegui respirar assim porque eventualmente poderia ter finalizado o sistema de informação. Hoje design e programação tão mais conectados talvez do que jamais tiveram. É, e seria um conhecimento que faz uma falta muitas vezes. mas cara, ali foi onde eu me encontrei assim, foi onde onde eu onde eu devo tudo, né, assim, eu devo tudo, tudo ao design, assim. E como é que foi esse encontro, né, do sensível com o técnico, né? Porque você vem de uma de uma carreira quase técnica, né, olhando mais pra computação, pra programação. E aí você foi se encontrando com esse lado mais sensível, né, que hoje na tua na na tua atividade deve ser a área que você mais se apaixonou, né? Não sei se eu tô errado na afirmação, mas eu dei, eu tenho essa, eu eu não tenho muita sorte de sorteio assim, assim, acho que eu ganhei dois sorteios na minha vida, mas eu tenho uma sorte que me acompanha assim que é de encontrar gente boa pelo caminho. Então eu tivedeve ser mérito, não deve ser sorte,professores. E aí acho que vale a pena registrar o gênero aqui que foi professoras assim na faculdade que me ajudaram demais assim a fazer essa conexão com o lado narrativo sensível do design com aquilo que a gente vem esperando até pra faculdade quando a gente chega que é a técnica,
Né? Então, uma das minhas grandes mestres que a que é a Aurilade, assim, ela, eu lembro de entrar no no num numa palestra que ela tava dando lá assim, meio que sem querer, vê ela falando, ela na época ela tava falando sobre um artigo que ela tinha escrito que era sobre a uma sociedade sem papel e a gente tava começando a ver a digitalização do papel e ela falou de um assunto tão complexo, de um jeito assim que você se apaixona profal assim, né?É. E aí eu tinha a professora de história da arte que era Ana Valesca, que era uma professora que ela entrava na sala de aula e cara, eu não, assim, não preciso de um slide, eu não preciso de nada, eu preciso vocês prestem atenção em mim. E isso era instantâneo, assim, magnético, assim, a primeira aula dela, eu lembro de porque a gente entrou, começou a aula num horário redondo e, cara, demorou 23 minutos para ela conquistar uma turma para um semestre inteiro.
Depois eu tive uma outra mestre que era a professora de semiótica, que é a professora Formiga. e cara, a semiótica também foi um outro encontro. Então sempre tive muita sensib, apesar de gostar muito da técnica, sempre tive muita sensibilidade com as palavras, assim, sempre foi uma coisa que me encantou muito.a gente vem de uma família muito comunicativa, então eu falo muito, minha mãe falava muito, então falar é uma coisa que a gente gosta,gosta de fazer, né?É, gosta de fazer e a gente aprendeu a escutar também. Então assim, ir pra aula delas era incrível, assim, depois veio a uma professora de desenho também que encantou a turma e aí elas foram minha minha banca no final assim. tive Thiago Occiuzzi, que tava aqui agora a pouco, também como professor de branding, que era um professor rebelde, assim, porque a gente tava vendo um momento onde o Mac tava dizendo uma coisa para que design seria e o Thiago tava no meio do mercado dizendo: "Cara, se eu ensinar isso aqui para essa galera,não, eles não vão para lugar nenhum,eu não vou conseguir preparar isso pro mercado. Então, assim, eu vou trazer minha experiência e e salvou muito a gente." Então assim, esse contato ele não foi, ele não eu não diria que ele teve muita fricção por conta de quem tava em sala de aula ali. ee você lembra, você se lembra pensando nessa trajetória, né? Que tipo de repertórios você deveria ir atrás? Você falou de semiótica, história da arte, foi história da arte, né, que você falou.
Você se lembrapensando nisso ou foi sendo natural na tua vida? Eu eu eu uma pergunta que já me fizeram várias vezes é cara, eu devo fazer, principalmente realidade que a gente tem, eu devo fazer faculdade, não devo? Devo entrar, que tipo de informação eu faço para entrar no design? Disse: "Cara, sim, tem assim, se puder, faça,faça uma formação."É porque existe uma diferença de de natureza do de entendimento do que design faz quando você tem uma formação street sensando você não tem. Mas para além daquele conhecimento que é técnico, o que a faculdade vai te dar é uma comunidade de pessoas que naquele mesmo momento estão vivendo a mesma coisa que você, que é, cara, a gente tá aprendendo sobre uma coisa que a gente não sabe, ninguém sabe nada, né?Ninguém aqui sabe de muita coisa e a gente tá junto nessa. E a única maneira da gente sair disso aqui é se a gente também for atrás de pesquisar. Então, acho que é uma realidade que todo mundo incentiva. Cara, só o que tem aqui não vai ser suficiente, não vai dar conta.
Então, a gente vai ter que ir atrás. Então, durante a faculdade, para tudo que a gente teve que fazer, a gente tem que ir atrás. Então, esse essa busca pro repertório, acho que ela foi até natural assim. E tinha uma uma característica dessa faculdade específica que é os semestres não eram lineares assim, porque ela fazia algum tipo de economics lá que você se você entrasse em 2010.2, você ia fazer o primeiro semestre com quem tava fazendo o segundo..E você podia brincar com os módulos. Então, uma coisa que eu fiz porque entrei em 2010. dois, mas depois virou uma característica do meu estilo de formação, é eu vou pegar uma coisa do começo e uma do final. E aívocê foi aproximando.É, então eu tava no segundo semestre fazendo a cadeira semiótica que era do quinto. Então tinha lacunas ali que eu tinha que preencher. Disse: "Cara, eu não sei o que que tá sendo falado aqui, eu vou ter que preencher". E aí eu encontrava alunos que ficavam p da vida com a minha entrega, porque os caras já tava muito mais na frente assim, por que que você tá errando? Coisa básica. Mas era também um jeito de tipo, beleza, então vou ter que correr,puxar tua régua para cima,é, vou ter que correr atrás desses caras aqui. Então isso foi muito bom, porque quando eu tava lá na frente também foi um jeito de eu trazer pra escor porque eu comecei a ver quem tava entrando.
.Então você começa a se atualizar, tipo, beleza, quem tá entrando tá entrando com queE dos repertórios que você buscava nessa época, quais foram aqueles que você acha que mais te trouxeram bagagem? Cara, eu acho que nessa nessa época acho que o meu olhar ainda era muito técnico, mais do que o que ele é hoje, assim, acho que a gente tava muito era época que a gente ainda vivia revista e que descobria as coisas da ferramenta ainda era uma grande coisa, né? Então, ter uma computer artes era incrível. Ter uma ABC design na mão era incrível, porque o Strap fazia um projeto editorialde produção gráfica que você assim, eu tenho até hoje.mas ter esse conhecimento que é técnico, que é o do saber como que faz, essa é uma pergunta que talvez esse período de inteligência artificial vai tirar um pouquinho da gente, né, assim, cara, como que faz isso aí? Como que eu chego nesse efeito? Porque é também um desafio que você tá sendo proposto, né? Assim, você tá na faculdade, você não tá lidando com qual que é o papel estratégico dessa marca, qual que é o tá lidando com, cara, eu preciso resolver esse layout aqui.
Então, tinha um um conjunto ali muito específico, técnico, assim, que a gente buscava. Então, o Fábio Sasso, que é o um dos primeiros design que foi pro Google, que era o cara que tinha o blog lá, o abduzido, putz, o cara era rei ali, tipo, cara, como que faz tal coisa? como que a gente chega em tal lugar. Tinha isso, tinha um um repertório gráfico de gráfica mesmo assim que era importantíssimo assim e acho que essa de fundamento. e acho que isso uma das coisas que eu gostaria de ter feito. Eu gostaria de ter trabalhado em uma gráfica, por exemplo. Até hoje para mim isso é uma é uma lacuna assim queque é essa coisa deé muito louco, né? Porque você trabalha com muito digital hoje em dia e sente falta do craft, né? você precisa reproduzir isso no ambiente digital, onde não tem a a o instrumento. hoje sim, mas é engraçado que no Itaú a gente tem ali é um universo, né? Então a gente tem um um a oportunidade de também trabalhar com muita coisa material, porque a gente faz é o com kit que vai com cartão pro clientee o tempo todo a gente tá sendo desafiado a entregar uma solução nova,tanto de de encantamento como de eficiência. E, eu tenho a sorte de ter uma pá que é que é a tuia que manja muito assim. Então, tem, como eu falei, o time o time é muito especialista lá e aí ela, cara, traz soluções assim que você fica, cara, eu jamais pensaria nisso assim,tirou da onde, né?
Como como sabe e e então é uma coisa que eu sinto falta até hoje, que eu gostaria de ter tido mais. E eu lembro a época na faculdade que quem teve essa oportunidade chegava eram os trabalhos que davam inveja, né? que aí você chegava com seu papelzinho lá e o pessoa chegava com uma maquete assim com a fiz isso aqui num papel XPTO blá. Então era uma coisa é bastante importante ali. E a gente tava começando a ver uma um novo modelo de linguagem digital que tava se formando ali também. Então, a gente tava começando a ver coisas que hoje a gente tem como Figma, tavam começando a aparecer ferramentas que eram menos arcaicas para construir um site. Então, a gente tava começando a, cara, tem um um boom digital surgindo aqui que é diferente do que da desse outro que a gente já viveu. Então, tava muito nesse lugar assim de um consumo muito técnico, eu diria assim, óbvio que tinha referência horas que a gente ia mais pra arte.
. Mas eu sinto que e aquilo que eu consumi de referências que foram muito significativas para aquilo que eu faço hoje, elas estão mais recentes do que desse período. Assim.Entendi. Você foi ganhando mais repertório mais recente. Sim. Sim.E você falou sobre a inteligência artificial. Depois eu vou voltar um pouco pr para essa trajetória, mas você tocou num tema que é um tema de hoje, né? Qual que é a tua leitura sobre assim essa invasão, né? Vou chamar de invasão da inteligência artificial na vida das organizações, né, como um todo, né? Aí, principalmente em especial na questão do design, porque você comentou assim, vai perder alguma coisa, mas também vai ganhar alguma coisa, né?Como é que como é que você tá balanceando esse a tua compreensão em relação a isso? Cara, a gente tem, eu tenho colocado assim para mim e aí acho que cada lugar vai encontrar o seu jeito de fazer e acho que isso também tem sido uma coisa muito legal, mas para mim o lugar do meio é um lugar que precisa ser mais observado. E aí eu eu digo isso porque é muito comum nas discussões, a gente tá discutindo o lugar do fim,os extremos, né?
É, então assim, ah, e o começo é absolutamente problemático. A gente tem um problema ético seríssimo, né? Assim,ao mesmo tempo eu não vejo como a ferramenta surgir sem o problema ético, né? assim, só teve regra do impedimento depois que a gente jogou uma partida de futebol,a medicina,então a a legislação tá sempre correndo atrás, né? E aí acho que isso para isso a gente tem que encontrar maneiras rápidas de começar a remunerar pessoas, de começar a, enfim, garantir direito de todo mundo. Isso tá dado assim, mas o começo ele é problemático e ele precisa de uma discussão específica. O fim às vezes ele é uma discussão que é menor do que o que ela poderia ser, porque eu tô discutindo o problema a partir do ah da ferramenta fazer o artefato final, fazer a ilustração, fazer a imagem, fazer existe o meio que é super importante. Então, embora seja talvez um problema, eu discuti a inteligência artificial fazendo logos e identidades de qualidade que a gente pode criticar, existe toda uma parte que normalmente consultorias de branding não estão olhando e não conseguem olhar pela natureza do seu próprio trabalho, que é o meio.
.Para ativar uma marca hoje no mercado, quantos e-mails eu tenho que entregar para nutrir um cliente que vai quantos posts de produção de conteú próprio fluxo do projeto em si, né? Então, e isso isso gera custo, né? Isso tem isso precisa ganhar escala. E aí tem uma parte da discussão que é eu tô discutindo, olhando para cá de maneira que eu tô perseguindo a arte, o resultado estético. E a gente tá produzindo coisas dentro do sistema que tá buscando fazer mais rápido e mais barato..Tô produzindo coisas para um sistema que roda no capitalismo. Então cara,enquanto a gente tá se perguntando, pô, esse logo tá bonito, não tá? essa identidade. A pessoa do outro lado tá se perguntando, tipo, tá beleza, como que eu faço isso ser mais eficiente do ponto de vista de custo, gastando menos e fazendo mais?
É,e essa pergunta ela não vai parar de ser feita. Então, a gente tá vivendo um momento específico que é e é tem um costumado chamado de efervescência da promessa, né? Então, tá todo mundo prometendo muita coisa. A gente tá vivendo momento da escala, tipo, eu quero e sair de uma realidade onde tudo é a gente. Eu tô construindo uma nova fábrica.. uma fábrica que existe na nuvem, mas tô construindo um processo fabril que vai trabalhar 24x7 de maneira automatizada,muito mais parametrizado que o próprio ser humano, né? Porque você consegue controlar muito melhor, né?Muito melhor. Mas pro meio,pro meio.E é isso que eu acho que é importante, porque para mim a IA não é o lugar da excelência e é isso que a gente deveria buscar. Tudo que é produzido, seja qualquer modelo de a, por melhor que seja, e dá para fazer muita coisa boa, para ficar excelente, você vai ter que chegar na parte final ali.
Então, ela produz aquilo que é bom suficiente.Então, é bom o suficiente para quem não tem conhecimento para avaliar, é bom o suficiente para quem não precisa deEla diminui o delta do ineficiente pro superficiente, né? Ele traz para mais próximo, mas ele continua deixando o superficiente distante doExato.do ineficiente.E aí a gente produz nesse meio de comunicação muita coisa que é efêmera. Ela é feita para uma abertura de e-mail. Eu não vou dedicar um time todo super especialista design para um e-maile para entender o contexto do e-mail e traduzir isso.É, então tem uma coisa aqui onde é vai sobreviver, né? A gente tá falando de tudo tá mudando para modelo que é agêntico, né? assim, tudo vai fazer sozinho.O que é que é a nosso, qual que é o nosso papel e nossa oportunidade nesse momento? Assim, qual que é a contrapartida humana para um universo onde aí produz tudo? É critério e curadoria.
.Então tem uma coisa que às vezes nos processos criativos se perde, que é que a gente tem que se tornar mestre nisso, que é intencionalidade sempre. Por quê? Ah, isso, cara, se você tem que conseguir avaliar, por que que você tá pedindo isso? Por que que você, por que, que que a marca tá indo para esse lugar?.Você sabe o por a gente tá fazendo que essa linguagem tem que tá criando, por que que a gente tá criando? O que é que ela entrega? Isso a gente tem que dominaronde ela toca, né?Onde ela vai tocar?É qual que é a lente?Ah,né? uma vez que tá, a gente conseguiu estabelecer isso com precisão, entra um processo de curadoria preciso.Tem que ser capaz de fazer essa curadoria e de dizer: "Isso aqui tá bom.Sim, e não,isso aqui tá ruim.É, porque muita coisa vai ser cuspida. E nesse meio eu a gente se torna aqui meio que um ourives, né, assim, uma pessoa que vai conseguir entregarexcelência no processo. Então para tangibilizar isso, para não ficar tão etéreo, assim, acho que tem coisas que a gente já fez que eu acho que são bons exemplos de meio e excelência. A gente, sei lá, fez a semana da identidade da semana de design lá no Itaú em 2024 e aí a gente tava no processo criativo, a gente queria chegar num lugar que a gente não, a gente sabia mais ou menos qual que é.
Ótimo. Vamos entregar para quem alguém que vai devolver pra gente mais ou menos o que a gente precisa. Então, a gente foi lá produziu um conjunto de materiais, né, de de grafismo com material específico, combinando sequência de promptes. Chegamos a algo que a gente acreditava. A gente, isso era bom o suficiente para convencer alta liderança da ideia que a gente queria executar. E isso era o melhor briefing possível para um artista de 3D que ia fazer isso de maneira excelente.. Então o tempo de teste que ele ia gastar e que a gente ia ficar, não, mas para lá, mais para cá, volta, gira, a gente já fez. Ou seja, você vai do brainstorming até o o refinamento do briefing.Isso.E aí na hora que eu sei o caminho, aí eu boto a arte e a excelência a serviço doExato. Então,quando a gente pensa na no nossa vivência de consultoria, quanto que a gente quanto daquilo que a gente faz é meio e quanto daquilo que a gente faz é fim. Então, cara, às vezes eu preciso fazer aqui um storyboard, uma representação rápida de algo que eu preciso vender pro cliente.
Draft de conceito esão coisas conceituais, são coisas que que vão ali, elas são feitas para serem consumidas rapidamente. E eu não preciso de excelência nisso aqui. É nesse lugar que a gente consegue fazer isso brilhar assim, porque rapidamente a gente consegue produzir algo que demoraria muito para ser feito. feito, mas isso não deveria substituir a produção final. E aí que eu acho que tem talvez um uma coisa que a gente como mercado tem que olhar um pouco mais assim, que é não é porque eu tô fazendo um uma direção fotográfica aqui que a fotografia não deveria existir ali como resultado final.. Porque se você olhar e aí eu acho que a gente vai cada vez mais ficar mais eletrado nisso, cara, hoje assim, por melhor que seja o resultado, você sabe que que é a Tem uma coisa que eu falo, é, pode prestar atenção, se a pessoa tiver no sol, se ela tiver no estúdio,a iluminação de rosto é sempre a mesma.
Ela tem uma iluminação no nariz, uma iluminação na testa, dois aqui na bochechapara qualquer luz assim. Ah, não, mas tá perfeito. Tá perfeito para ver no celular aqui pequenininho, para quem nãopara quem olha pra imagem,determinados usos, né? É para quem olha paraa imagem, tipo, você vai entender aí. Então beleza, o que é que eu tô fazendo? Ah, cara, vou tô fazendo um post que vai tá aqui hoje, não vai tá amanhã. Talvez esse seja o lugar mesmo. Fica uma produção, né?É, tipo, eu não vou abrir chute, abrir câmera.É,cara, eu vou fazer a maior campanha da minha empresa. Eu vou fazer a maior campanha que essa marca teve de estruturante, posicionante. Talvez vale a pena vale a pena investir no detalhe, né? Então, acho que tem a gente conseguir entender onde que a IA consegue entregar aquilo que é a escala. E aí quando a gente fala do ter tempo é justamente isso, cara. Como que eu libero um time, uma estrutura para de fazer as coisas efêmeras que vão passar rápido e coloco esse time especialista para trabalhar naquilo que vai ser produzido com excelência para que eles tenham tempo de fazer aquilo que é que é excelente.
. Não, muito legal isso. E assim, você tocou num ponto que eu acho que não tinha pensado dessa forma, né? Eu eu tenho a produção medíocre, a média, a boa, a muito boa e aquela que é o outstanding, que é o que eu preciso para fazer uma campanha institucional, aquela que um de um fotógrafo de cena vai conseguir capturar coisas quee e no e eu acho que tem uma discussão, né, que fica sempre nos extremos, no ou, né, ou uma coisa ou outra. Acho que tem um e aí no meio, né? Então eu posso abrir shooting, eu posso também trabalhar, né, complemento de cena com, né, porque tem coisas que você não precisa filmar ali no meio, mas tem coisas que você precisa de textura, que você precisa de olhar, precisa capturar uma coisa e especial, né? E e o olhar humano, né?
eu tenho visto, não sei você, né? Mas quanto mais inteligência artificial a gente vê, mais a gente consegue reconhecer ela que nem texto, né? Tem, tem hora que eu tô lendo o texto, falou: "Putz, isso aqui não foi escrito, né? Isso aqui é inteligência artificial escrevendo, né?"Então você começa a reconhecer e começa a sentir falta desse aspecto humano, né? Então acho que você tocou num ponto interessante, né? De de dessa questão da IA. E tem assim, tem tem também um uma outra vertente do putz, mas a inteligência artificial dizem, né? O design é uma das primeiras que vai ser substituída. E aí a gente para para discutir isso eu minha opinião, né? Eu acho que tem muita coisa que tem que ser substituído mesmo. É o cara que passa 28 horas fazendo, mexer no Photoshop para dar um tratamento e fala: "Cara, esse cara não merece gastar 28, por mais talento que haja ali, né?
Assim, se der parapara encurtar esse tempo, fazer o trabalho bem feito, etc., cara, usa esse talento que você tem para isso, para outra coisa, né? Então, desloca o talento para outra atividade, né? Sim.Como é que você enxerga essa questão da essa essa briga da substituição e não substituição doassim, a gente tá vivendo o processonatural, né? que é dolorido.É,então, embora a gente possa discutir o sim e o não, cara, a gente vai reclamar porque dói.É,é assim, não tem como falar de substituição de empregos e e não ser dolorido, até porque você vai ter diferentes profissionais nesse mesmo espaço. Então, você tem a pessoa que faz isso há 40 anos.É até cruel falar para de fazer isso, vai fazer outra coisa.Exato. E você tem uma pessoa que tá começando a fazer agora assim e ela vai fazer de um jeito diferente, né? é, é que a gente tá sendo a testemunha ocular da história, né? mais fácil falar quando já passou, mas a gente quando a gente tá no meio aqui, é, quando a gente tá vivendo é mais é mais doloroso assim.
mas tudo vai existir junto, assim, tem um um uma questão que é isso, assim, aá vai até um ponto e aí acho que é a gente pode gastar aqui o nosso tempinho na reclamação e na e na dor, porque é importante para processar, mas sem deixar de perder de vista a oportunidade que se a IA vai até um ponto, eu também vou ter que dar um salto..Né? Entãoela pode ser impulso, né? De ser freio.É, se ela vai fazer até onde eu faço, eu tenho que me especializar naquilo que ela não vai fazer..Ou no nível de qualidade que ela não vai entregar ou no nível de operação onde ela não consegue estar. Então, como que a gente olha para, tipo, começa, a gente já começa a fazer essa separação, daquilo que um IA faz e daquilo que a gente faz, porque só a gente vai conseguir entregar o que é preciso. É, a gente tá falando muito do design, né, do do material, mas cara, é a quantidade de texto que é produzido e que é fundamental para aquilo que a gente faz, né, assim, a gente gostaeu me meto muito a escrever, apesar de não escrever bem, mas eu eu me recuso a ficar usando Lauren Y em peça, em coisas que t intenção, né?
então eu dou raivaaté até porque muda a percepção da pea, né?Exato. Exato. Então assim, eu dou fico fazendo raiva as pessoas que me duplam comigo escrevendo, mas eu tô lá tentando assim. Mas tem um uma coisa no texto que é, cara, tem textos que é um saco fazer. Putz, copilot, chatt faz assim, escreve isso aqui, tipo, não é para nada importante, é só para, enfim, organizar ideias, é para fazer, sei lá, uma lista..É, e tem coisas que é uma grande campanha que eu preciso de um texto que conecta, que faz o que só a criatividade humano faz, que é conectar coisas absolutamente distantes,desconexas, né?Desconexas. e fazer sentido, porque tem uma leitura de contexto e um nível de aleatoriedade que o computador não consegue simular, porque tudo no computador, na inteligência artificial, enfim,é um arançuna, né, que o cara fala: "Meu, da onde o cara tirou isso, né?"Exato.
O cara conecta, fala: "Meu, como é que o cara tem só essas duas ideias?Um nível de entendimento em contexto." E aí é ótimo trazer Ariano para para essa conversa, porque aí entra inclusive em conhecimento de contextos que só são possíveis a partir de uma vivência de uma realidade, assim. Exato.Então assim, cara, para falar do Ceará, posso pedir pro chat de PT fazer aqui com, mas para falar de um cear que só eu conheço e que só cearenses conhecem me falar uma coisa, cara, vou ter que colocar um um cearense na mesa, vou ter que colocar um baiano para falar da Bahia, assim, sabe? Tem um tem coisas que só a gente conhece,tem coisas que só a gente tá entendendo e tem conexões que só a gente é capaz de fazer. E não é porque, meu Deus, o ser humano é a melhor coisa que existe no mundo. Não, não é isso. Assim, é que a gente é capaz de fazer essa essa capacidade de criar ficções,que gerar conexões absurdas que uma máquina não tolera. Ela não vai para esse lugar, porque o o próprio a maneira como o LLM é feita para existir é a partir da adivinhação do padrão. Então, tipo, ah, normalmenteé dado, né? Ela vai sempre sob d dado.
É, então assim, o que ela sabe é, cara, normalmente depois de um por tem um que, então por quê? E aí ela daí sai a linguagem inteira. a gente inventa outra coisa para colocar depois do P e transforma isso em linguagem, sabe? Então, a gente que tem uma capacidade especial de criar algo absolutamente novo, inusitado, que é onde a gente deveria investir. Agora, a gente vai precisar isso ainda mais. o desafio que está posto pro pro design é que entregar o meu Ducre como uma grande coisa já não vai funcionar, porque aí aquilo que a gente olha para hoje,a régua subiu, né?A régua subiu. Cara, essa identidade aqui, se eu pedir aqui no na no Canva, ela faz. O que é que você faz que o Canva não vai fazer?
.Né? É, isso é, isso é fundamental assim, nesseé, eu senti um pouco assim, o bom de ser mais velho é que você vai acumulando tempo na cabeça, né? E eu senti um pouco essa sensação do subir a régua quando começou o mundo digital, né? Eu me lembro de andar pelas ruas, principalmente mais pro interior, para cidades mais afastadas, e você olhando a paisagem, né, os letreiros das lojas, etc., você percebia uma estética bem pouco refinada, né, com características locais, né, com, né, com algum acento da característica local, mas você via lá um letreiro de um bar mal feito, uma coisa que era limite de orçamento, né? E ao longo do tempo, com o digital, com a disseminação da informação, os repertórios, né, as pessoas viajam pelo mundo por uma tela, né? Então, antes eu tinha um limite de repertório, porque você não tem experiência para acumular repertório. Agora você pode ir para qualquer lugar do mundo pelas telas e obviamente isso vai gerando um padrão estético novo e as pessoas começam a exigir um pouco mais e as potências, né, as capacidades criativas também se disseminam. E aí eu me lembro de começar a chegar falar: "Cara, olha, olha aquele barbeiro, cara. Olha aquele coisinhas pequenas, né? Você com uma estética,né, apuradinha, né? Então você vai quase que democratizando o bom senso estético, a boa, o visual, né? E eu acho que a inteligência artificial ela vai fazer dar o mesmo impulso, né? Ela vai aumentar a régua de tudo e e aí você dá para é dali para cima, né? Exato. Porque aquilo que é pasteorizado já já tá dado.
Já entendi qual que é um padrão. E é isso que é que é interessante assim, porque a gente faz coisas às vezes são muito matemáticase a gente costuma às vezes colocar coisas em caixinhas. Então durante muito tempo a gente faloumarca de moda, luxo, fonte serifada, condensada com alto contraste, marca de tecnologia, fonte sem serifa, geométrica, lá lá lá. O computador consegue entender isso?.E ele consegue executar, porque a gente criou esses padrões que a gente vai ter que fazer inventar o drible da vaca dentro do design..E isso é muito legal, porque isso cobra da gente uma originalidade que é um momento muito especial assim. Então, cara, como que a genteé a hora do contraste, né?É a hora de criar um contraste, a hora de criar disrupção, né? Então beleza, se já tem se se a se a o lugar pasteorizado, se o lugar que onde me dão um segmento e eu entrego uma identidade já não é mais lugar, qual que é o lugar?
Eu eu tive a alegria de passar por um estúdio que é o Rebu,que tem por característica um design muito rebelde, assim, então era e excelente de ter formação. Às vezes dava muito trabalho, porque até convencer alguém da sua rebeldia demora. mas cara, nemnem todo mundo quer ser rebelde.É, mas o estúdio que criou Dengo, que é uma marca que todo mundo adora hoje, assim, e eu acho o o princípio direcional, a direcional criativo de Dengo, um um absurdo de bom assim, porque ele fala: "Cara, é da origem, é o original". Então, todo mundo entende que é pegar um elemento de origem que eu reconheço, seja ele qual for, e entregar ele do jeito mais original possível. E é por isso que o panetone tá enrolado numa xita e não caixa. E essa conexão de pegar uma chita e colocar num panetone, aí a não vai fazer,éporque ela precisa entender a conexão emocional que a gente tem com ele.
Us, ela não vai usar nesse ponto, né?Não é uma linguagem padrão de Natal, não é assim, pode ser vermelho, mas é também azul, é amarelo, não tem brilho, não tem dourado, não tem, é outra coisa. É outra coisa.Mas faz sentido, né? Mas faz sentido, faz sentido pra gente. É.E aí eu acho que é isso, assim, cara. Acanha que a gente começa a criar marcas, comunicações que fazem muito sentido, se conectam emocionalmente com as pessoas. É esse o desafio que tá sendo nos dado, não é o desafio fim assim da coisa de é a imagem, cara. Estão pedindo pra gente uma discussão mais profunda, assim, estão pedindo pra gente entregar coisas que aas pessoas vão olhar e vão dizer, não vão dizer isso aí a faria, né? Assim, né? Nesse nesse mesmo lugar, eu tive um um papo uma vez num de num checkpoint de e aí o diretor, o Pedro Matos, que que é um dos meus grandes mestres de design, ele falou: "Cara, Regys, o básico a gente não discute". Então, a gente não vai entrar aqui no checkpoint para discutir se o alinhamento tá certo, se a hierarquia da informação tá correta. A gente precisa entrar aqui e conseguir aproveitar o nosso tempo para discutir se isso que a gente tá fazendo leva a marca pro lugar que a gente quer ir. ou não. Esse cara foi duro na hora assim, como assim vai discutir alinhamentos?
Só com dúvidas no aliment. Pô, mas depois mas processi e digeriaí você entendeu o que ele quis dizer.Pô, o cara tá certo, pô. O cara botou o time senor dele na mesa,ele não espera discutir o básico.É, já vem, já vem resolvido, né?É. Então assim, cara, a empresa, a pessoa que empreende, a pessoa do marketing, chegou isso, botou todo o investimento dela no ano, tipo, cara, temos que fazer um rebranding, eu não vou discutir o básico, tipo assim, a gente tem que discutir aquilo que é excelente, né? Então, acho que essa a coisa e a excelência, você falando da da coisa da letrinha assim, eu fiquei lembrando devocê tem uma paixão por tipografias, né? Um é um poucoum poucoum é um pouco assim, acho que definitivamente é a que mais me emociona nomas mas isso é interessante assim porque você tava falando da da letrinha e da coisa dovocê gosta de encontrar uma essência assim 2023 eu fiz duas viagens que foram muito marcantes. Eu fui tive a oportunidade de com Rebu pro SX SWe e em Austin, né? E aí foi muito interessante a falta de impacto que eu tive na cidade, assim, porque Austin é definitivamente uma vila olímpia que deu certo, porque lá as pessoas conseguem ir de ônibus e andar e se se locomover com mais tranquilidade, mas não tem impacto.
São Paulo criou uma síntese tão grande daquilo que existe lá fora, que quando você olha pras marcas que existem aqui, as marcas que existem lá e o tipo de letreiro e o tipo de arquitetura, você olha is assim, cara, já vi isso, já vi isso assim, cara, atravessi 9 horas de viagem, assim, eu deveria voltar encantado,eu deveria sentir um tipo de E óbvio, assim, e aí é interessante porque o encanto tava justamente naquilo que era antigo, porque você tem cinemas, teatros antigos, bares antigos que carregam uma herança de tipografia, você sai com vontade de desenhar a fonte assim. mas aquilo que é novo, você sente que tem a mesmapasteurizado,é a mesma coisa, sabe? Mesmo estilinho de linguagem..Dali um tempo, sei lá, um mês, né, eu fui pra BH e BH tá vivendo um momento com mercado novo e vários outros negócios na cidade que é interessantíssimo assim, que em vez de olhar para fora e dizer ai, como que é um um restaurante de comida XPTO lá? Eu tô olhando para dentro e traduzindo isso da maneira mais original possível.
.Então você tem Forno da Saudade, Casa de Juramento, Letrez no Mercado Novo, café, enfim, tem muita coisa lá dentro que o mercado de design tá produzindo, que é absolutamente voltado pra essência e absolutamente original e emocionante, né? Você, cara, você olha, você sabe isso aqui, alguém colocou a mão e pensou com com um carinho que traduz esse lugar. Isso aqui existe aqui..E esse cara é impressionante que que uma viagem paraa BH que tá aqui do ladinho da gente me impactou muito maisdo que Austin.Do que Austin em termos de Então acho que essa essa nossa esse esse é o convite assim de cara, como que a gente acha essências mais originais, como que a gente para de na Tátil eu eu ficava falando assim, eu vou vou começar a abrir aqui uma lista de conceitos que a gente não vai fazer mais. Não vamos mais falar de conexão, não vamos falar mais de transformação, não vamos fazer mais ecossistema, porque isso é o que tá fugir dessas palavras,é o que tá todo mundo fazendo, assim, não tem mais metáfora visual possível para transformação.
O que tinha que ser feito já foi, mas talvez o que você tá querendo dizer não é transformação, é outra coisa.É,e aí a gente não vamos discutir o básico, vamos discutir,aí vem a pergunta, né? Qual é esse lugar, né?É exato.Qual é? Como é que a gente descobre esse lugar? Aí, voltando um pouco pra tua trajetória, né? Você tava falando que você estudou, aí começou a trajetória. Qual foi o primeiro estúdio que você foi trabalhar? Foi lá em Fortaleza? Foi, foi,foi em Fortaleza. fui contratado pelopelo Alex, que é o cara que estudava comigo.ele era, ele tinha uma agência, é, duas pessoas em momento totalmente diferente. Ele já tinha uma agência de publicidade de live marketing e tava fazendo uma formação justamente para conectar com aquilo que ele aprendeu fazendo, né? e tinha, eu tava chegando ali, nos encontramos assim e aí essa essa essa coisa do trabalho conectado com a educação sempre teve muito presente.
Acho que em algum lugar chamou atenção ali e ele me chamou para trabalhar lá. Eu saí da ONG e fui para lá e aí foi um lugar que eu aprendi muito assim. E aí essa coisa que eu falei da sorte de encontrar gente boa, essa foi mais uma vez assim, que foi um espaço de muita generosidade, porque eu entrei num lugar para fazer coisas que eu não sabia, tipo, eu sabia mexer no computador, mas não sabia fazer as coisas..E trabalhar com ativação de marca é fazer coisas que são gigantes. Nada tem o tamanho de um cartão de visita. Tudo tem 9 m, 3 m e tudo é muito assim. Então, foram três meses que eu fiquei assim entre, meu Deus, hoje eu vou ser demitido, não é? É hoje, é hoje que E eu contei com uma generosidade,é assim e e eu contei, encontrei uma generosidade, uma paciência assim que foi muito definidora, assim, acho que eu lembro de um um caso específico que definiu até aquilo que eu acredito como liderança, assim, nas oportunidades que eu tenho hoje de liderar times. enfim, a gente tava na praia de noite adesivando uma coisa que um um brinquedo que ia ser usado pela manhã. E aí esse brinquedo era um gol com uns buracos onde as pessoas chutavam para fazer gol, tinha uma tela de ferro. E aí meu desafio era fazer o adesivo que ia na frente disso. E aí o que eu fiz? Não, vou lá, faço as medidas, meço a distância de um buraco pro outro e obviamente cada as distâncias são todas iguais, não é?
Não é não.E aí eu fiz lá as marcações certinhas de onde tinham que cortar. tantos erros assim que eu fico olhando, meu Deus do céu,e como é que eu fiz tudo isso, né?Como é que eu fiz tudo isso? Então, deixei os tracejadinhos lá, porque vou ajudar quem que vai cortar. Nunca tinha feito uma adesivação. e aí da 11 horas da noite a gente na praia, chega ele e eu já tava lá mãozinha gelada, porque eu já vi o cara começando a cortar e as marquinhas ficando assim, porque obviamente um ser humano fez a medição da da trave e todas as distâncias eram diferentes,tudo errado, né? Aquelas marquinhas que eu deixei, elas eram absolutamente desnecessárias, porque a marcação já era o buraco. E eu disse: "Bom, eu já comecei a calcular, piorei." Exato. é. E aí eu eu já comecei a calcular o valor, meu Deus, quanto que é isso no meu salário em adesivo, porque adesivo de vinil não é não é barato. E aí eu disse: "Cara, vou levar uns aqui gigante assim, né?
Ai meu Deus do céu. E aí chegou, cara, e ele chegou com uma serenidade e ele olhou, tipo, ele viu que tava errado, tipo, cara, bom, né?E aí esse cara, putz, como que a gente resolve aqui? Aí ele começou a pegar uns cortezinhos que eram mais parecidos da área, a gente começou a cobrir e tudo, mas a gente não discutiu o problema. Tipo, porque acho que ele viu que eu já tava, cara, esse cara já tá se culpando aí, a gente vai virar o ano, ele ainda vai estar nessa. Se eu ele não acreditava nessa de chegar e depois a gente resolve assim, tipo, depois tem um momento de feedback onde eu, cara, isso aqui sim, isso aqui não. E para mim foi muito definidor assim,ou seja, ele chegou já olhou, viu que tava errado e como é que nós vamos resolver juntos. Exato. E isso muda muito assim, porque assim, se a gente conhece pessoas no mercado que t experiências traumáticas em momentos como esse, assim, eu dei a sorte de de não ser um desses momentos e aí, cara, lá eu me desenvolvi muito assim, porque lá nesse tipo de de negócio, né, em em agência que trabalha com esse tipo de ativação de marca, você aprende um outro universo.
. que a consultoria de branding design normalmente não vai conseguir te dar pela natureza de projeto. Assim, você não tá, dificilmente você tá no estande da feira, adesivando a coisa, fazendo a produção do evento.Então, a coisa de fotografia que eu já sabia, cara, comecei a fotografar mais, produzir e fazer vídeo mais. Então, foi muito bom assim, porque eu ganhei muita agilidade também, assim, fazer as coisas rápido e tal. E aí foi a primeira experiência, deu uns dois, quase três anos ali, eu disse: "Cara, eu tô evoluindo no na faculdade, tô começando a olhar para outras coisas de design que eu quero fazer, tô começando a fazer frila, não sei, acho que chegou a hora de eu de eu de eu ir para outro lugar." E aí eu fui conversar com ele, ele falou: "Cara, você quer abrir um negócio?" ele que é o que eu tava pensando, eleentão abre aqui, tipo, e aí ele ele a gente vamos ser sócio.
E aí isso era 2016, a gente abriu, aproveitei uma salinha dele lá, montei meu primeiro escritório, abri um um escritório para mim e eu você vai ver que eu sou bom de time. 2016 foi ano de crise. É, e aí é crise em mercados que não tem maturidade em em em design, comunicação, em contratação desse tipo de serviço. A gente sente muito assim, porque você vê as torneiras fechando, tipo, né, design não é, por melhor que seja executado, ele é a coisa que é o custo e eu preciso fazer. Ele não é o meu diferencial estratégico. Isso é uma coisa que a pessoa que contrata só faz sentir depois.. Mas quando ela contrata, ela não, ela ela não ela ela sabe o que ela tem que fazer, mas ela não entende que, putz, isso aqui eu tô fazendo que é estratégia da empresa vai não tem. Então é a primeira coisa você vê a torneirinha fechando assim. E aí foi um ano muito difícil, teve teve trabalho, teve projeto e tudo mais. mas foi um ano também de eu ficar, cara, eu tô tô sozinho aqui. E aí começando a ver outras coisas, eu pensei em determinado momento, eu vou regredir, né? tem coisas tem tem coisas que eu gostaria de estar fazendo e eu não tô fazendo e tem coisas que eu gostaria de saber fazer e eu também não tô fazendo.
Ou seja, no final eu tava cedo demais empreendendo assim e tudo bem assim que acho que cada pessoa vai trilhando, mas para mim e essa ideia de chegar muito cedo para dizer: "Ah, eu sou diretor de criação de eu mesmo, né, assim, senhorou da minha própria".Eu estou é assim, não era coisa que me pegava assim. E tinha um estúdio lá na aca que era a Vibo trabalhos editoriais incríveis, trabalho de marcas incríveis assim. E aí eu comecei a mandar mensagem pro pro diretor lá, disse: "Cara, queria trabalhar aí". E aí bati na porta dele até ele deixar. Não tinha vaga, não tinha, mas eu fui lá até el: "Cara, esse cara quer muito trabalhar aqui. Vamos arrumar um jeito dele dele vir". E aí eu fechei o estúdio com lá lá lá com com ele assim, é, com o sócioe fui trabalhar nesse nesse outro lugar na Vibre, que foi a primeira vez que eu me encontrei assim, cara, aqui a gente faz design assim. E aí foram de novo a história dos três meses, assim, foram três meses de novas pancadas assim, onde eu saía todo diazonzo,com uma raiva de mim, assim, caraca, como é que eu não sei isso? Assim, eu lembro de um momento específico que é sentar com esse esse diretor do lado, ele fazer uma série de 10 perguntas de conhece estúdio tal, conhece isso aqui?
Não, não, não conheço. Então você fala da referência, esse momento é muito chave assim, cara, existe um mundo lá fora pra gente olhar de de design e que a gente precisa saber, precisa conhecer mesmo assim para montar esse repertórioque na agência, tipo, você consegue, você precisa de repertório, é importantíssimo, mas assimali é mais na prática, né? O que eu tava fazendo ali, a prática me resolvia para fazer o que eu preciso fazer aqui, assim, ou eu conheço, ou eu trago essa, ou não vai dar. E aí, pá, gr assim, foi ótimo assim, foi um choque. A, o time que tava lá época também era absurdo de criação, então eu era o tava chegando ali muito verde.É assim e e aí essa é outra característica de de Fortaleza que você demora para descobrir em que lugar você tá, porque como as estruturas são muito pequenas, tipo, eu não contrato o designer junior pleno, senhor, contrato o designer e eu sei que ele é sên porque ele já tá aqui há 5 anos fazendo o que ele faz.
É por tempo.É por tempo, né? É, depois que que enfim eu eu fui trabalhar com o Pietro na agenda Edu e aí eu me entendi como um designer pleno. Ah, beleza, já tô pleno aqui, já tô, mas na época não. Então, trabalhei lá durante esse tempo, foi incrível, assim, fiz muita coisa que eu não sabia, passei por muito perrengue, assim, perrengues ótimos, de erros que, enfim, todo mundo tá começando vai cometer, mas que vão ensinar muito assim. E foi foi incrível assim, para mim foi a minha primeira grande escola, assim, tipo, hoje eu que sou uma pessoa muito do grid, assim, vem desse lugar de passar muito tempo olhando pra revista e livro ee não querer mais errar o lugar do recorte, né?É exato. E como que é esse grid e e o bloco de texto e e vem muito daí. Então foi também muito fundamental pra minha formação.E e o quanto isso é importante, né?
Porque você fala do grid, né, de regras, né, da guestout, etc. Eu às vezes sinto muita falta em algumas em alguns criativos com pouco repertório desse tipo de coisa, porque parece que o grid é um limite, mas na verdade é uma potência aquilo, né? Porque aquilo dá um,ele dá um ele transforma a estética do material de um jeito que quando você vê sem grid, você vê com grito, fala: "Nossa, agora eu entendi, agora eu entendi, né? Pesos e putz, né?" Então faz uma diferença incrível. Mas você, pelo que eu sei, você se preparou para vir para São Paulo, né? Sim, assim, como é que nasceu essa vontade de sair do Ceará, que eu sei que obviamente não é por falta de orgulho do Ceará, mas assim, eu preciso me desenvolver, né? Como é que como é que foi nascendo isso deTem acho que tem duas justificativas. A justificativa profissional é eu precisava trabalhar em em lugares onde eu conseguisse me desenvolver profissionalmente e financeiramente também. Então assim, putz, você tem lugar assim que tem de gente talentosa saindo para vir para cá ou para, enfim, mercados mais próximos, é um absurdo.
Assim, eu acho que e eu tentei entrar nesse movimento também assim de cara aqui eu só vou conseguir até um limite,a gente tem um limite que é financeiro, não tem como falarde crescimento sem falar de dinheiro nesse nessa situação. tem um limite assim, o salto de orçamentos que são feitos aqui, porque é feito lá, é abissal assim,falou, deixa eu olhar, preciso olhar para fora, né?É isso. Faz com que aqui a gente consiga fazer mais coisas e aprofundar onde o orçamento permite que a gente aprofunde. Então, e isso é isso isso super relevante, porque o projeto precisa se pagar. Então, se eu te faço um projeto que é R$ 15.000, eu não vou conseguir te entregar uma estratégia que vai levar 3 meses para ser feita, porque isso não vai,não cabe nos 15, né?
Não cabe nos 15.É.então isso isso é bem fundamental. Assim, eu vim, tinha vindo a São Paulo três vezes antes, assim, na primeira vez que eu vim já me apaixonei, porque eu sou a pessoa que sai para comer, sai para ir em exposição,tem tudo aqui.E e é isso assim, e era tudo tudo, tudo, tudo. Sempre que eu vim a São Paulo era isso que eu fazia. mas e essa é a resposta profissional, né? A resposta pessoal é que eu tenho muito problema com calor. Eu eu passo mal com calor. Eu não eu não consigo. E aí eu vi tive 23 anos de calor, disse: "Tá bom aqui, vamos". Deu para mim,deu para mim. Vamos, vamos nessa. Tenho de, como eu sou muito bom de time, cheguei quando já não faz mais frio em São Paulo, mas vim com essa esperança, vim com essa esperança de passar menos calor.e aí eu até hoje, né, assim, enfim, é uma da das marcas que eu carrego aqui em São Paulo.
E aí eu vou acelerar um pouco para ir pro outro lado da carreira, né? Então você saiu do lado de agência, né, prestador de serviço e aí agora você tá assumiu uma posição, né? Mas tá quantos anos lá no Itau?Foi, fez dois recentemente,dois anos, né? E assumiu uma posição lá liderando uma área importante, né, de marca no momento importante também, né? Porque o Itaú recentemente passou por uma renovação dos seus ativos de marca, etc. E eu imagino que isso tá gerando um um boom, né, de de execuções, né, de novas execuções e transições. como é que como é que foi essa mudança, né, de um de prestador de serviço para ser cliente dentro do cliente e ao mesmo tempo demandador de prestador de serviço. Como é que é? E fala um pouco do papel dessa área lá. Boa. A gente tem uma área que é liderada pelo pelo Clayton, né, que é o superintendente de de branding design, de Mark design. e eu encontrei o ambiente mais favorável possível, assim, acho que tem um, quando você vai para cliente, você tem realidades que podem ser diversas, né?
Você tem estruturas que você vai para dentro de uma área de marketing full marketing e tem o meu caso que fui para uma área de marketing que tem uma área de design construída há 40 anos, né? Então, o Itaú fala de design há muito tempo, né? E aí a gente tá falando sódesde o Peti, né?É assim. E e é isso é uma uma uma parte importante da história. A gente teve a alegria de de de estar com a Célia Moreira, que é a fundadora da área de design na Bienal de Design. A gente esteve com ela lá e que a gente estava contando justamente a a relação do Itaú com design.. e ela era a estudante de comunicação dentro de uma área de arquitetura que criou isso, que criou a ideia de, cara, tem um lugar aqui que a gente precisa começar a olhar. E como ela fala com repetição e inovação e consistência, né, ela ela ela traz isso.
Então eu chego num num lugar onde só tem designers, muito especialistas trabalhando. É o Cleayon liderando a área, né, com 15 anos de banco, 16 anos de banco, assim. Então, o cara que é que vem do design também, de formação do design, né, e esteve junto com Cé, participou de um processo formativo absurdo dentro do do banco. Então, era muito é muito propício o ambiente, né, assim, é, é, a gente fala de design com muita naturalidade, a gente não precisa vender design lá dentro, né, a gente faz. É,e o ojá é valorizado lá, né? E o Cleiton fez movimentos estratégicos de contribuição com as áreas de marketing que torna a nossa atuação muito mais fluida, né? Ele se aproximou muito assim. Então, a gente deixou de ser uma área que aprova ou não aprova coisa de marca para uma área que contribui estrategicamente e com execução para dentro do banco, com todas as áreas de marketing, né?
Eventos, com comunicação com o cliente, comunicação interna. Então, em todos os lugares a gente consegue est um pouquinho contribuindo com a visão de design lá dentro, né? Então é uma troca muito muito muita energiapositiva,positiva, assim, tem uma uma percepção positiva do do da nossa entrega.E quando eu entrei, o time tinha acabado de fazer rebranding, né? Eu entrei em primeiro de abril de 2024,a marca tinha pouco mais de um ano, a marca nova, né? Então a gente tinha começar um movimento de mudança, aliás, não tinha um pouco mais de um ano porque foi em dezembro de 2023, a marca tinha alguns mesese a gente tava e e foi um processo feito com com poucas pessoas sabendo dentro do banco, então virou para todo mundo de uma vez. E esse é um processo que que desencadeia uma uma sequência de mudanças em áreas core do banco, ou seja, marcas que todo mundo conhecee marcas que estão dentro do do ecossistema.
E, e, e a hipótese que o time tinha era tem coisas que a gente consegue fazer aqui dentro, tem coisas que a gente vai ter que chamar as melhores pessoas que a gente conhece para fazer junto..E eu fui para lá com essa missão de montar esse esse pool de parceiros que iam trabalhar exatamente em marcas que que tão dentro da estrutura, mas que não conseguiriam ser olhadas pelo time principal ali.Legal. E aí foi muito bom porque se encontrou com um momento de de vida que eu tava que era eu tava ia ser pai daqui a pouco. Então ótimo, nada melhor que trabalhar num banco. e com um momento em que eu me sentia muito pronto paraum banco que valoriza, né, aExato. Isso. Isso.Quantos designers tem hoje lá em Taú?Acho que se a gente botar todas as áreas juntas deve dar mais de 800 designers assim.
É a maior a maior empresa de design do Brasil. É, talvez do mundo.Nesse nesse sentido, nós dentro do do time lá nós somos em em média em torno de 20, 16, 20 pessoas. mas se fosse todas as áreas juntando área que olha para design de produto, arquitetura, que também continua com é uma potência dentro do banco. Então,é muito legal porque muita coisa que a gente faz é produzida dentro de casa mesmo, né? Então, é uma área onde o design vive em todos em todas as instâncias ali.Legal. e eu cheguei com isso assim, então, e aí eu tinha um papel que era eu posso fazer uma lista de contatos, tá aqui os contatos, ou a gente pode entregar processos, que é a coisa mais legal, né? Então, como que eu consigo transformar a realidade dessa relação de cliente e parceiro criativo em algo que é muito legal, que é legal de fazer, que a gente consegue estar dentro com processo, com método, porque a gente vai ser interface de times que não tem designers dentro com designers especialistas na ponta. Então, como que a gente tá no meio aqui? Garantindo a melhor navegação possível do parceiro criativo dentro do banco, na linguagem do banco, com os stakeholders da companhia, ao mesmo tempo que eu consigo ser a melhor interface do daquilo que tá sendo proposto pelo time criativo. Você é o melhor interface para dentro e para fora, porque você tem você tem a linguagem de quem tá de fora e ao mesmo tempo você tem o desafio de conversar com quem tá dentro, com o DNA de dentro, né?
Exato. Exato.Você consegue promover essa esse encontro aí, né? E isso a gente tem que fazer com o processo, não só participando em reunião. Então a gente junto no como time a gente estabeleceu um modelo de feedback, que cara assim, feedback, falei recentemente, não pode ser uma lista de reclamação, tipo, não pode ser um não gosto disso, não gosto disso.E até tem que ter o que você não gosta, mas se for só isso, qual que é a orientação que a gente tá dando? Qual que é o espaço que a do não, né? É exato. Então, mesmo que eu não goste de nada, o meu papel é conseguir definir para qual caminho a gente deveria ir a partir disso, ou a gente poderia ir ou para quais referências a gente tá olhando. Então, a gente estruturou isso bem na hora de mandar um feedback de volta pro parceiro criativo, de maneira que a gente consegue trocar a lente, né? Assim, deixa eu te emprestar a minha lente, porque quando a gente tá falando de, ah, eu queria uma coisa mais bold,bold como cria uma coisa mais clean,defina bold, né?
É, cria uma coisa mais clean, cria uma coisa mais moderna,como, né? Então, assim, a gente conseguir ser a pessoa de design entregando o design de volta mesmo, né? É, e se eu se eu entendi bem, né, você tem o objetivo ali de saber muito bem o que você o que se espera para poder brifar muito bem e com isso você qualifica o parceiro para te entregar melhor, né, o ponto de partida é melhor, né?Exato. Que é o outro outro processo que a gente estabeleceu de briefing. Então, chega o projeto, ele chega com o pedido exis, né? Se ele chega lá com pedido, preciso de um KV, preciso de identidade, preciso. Beleza? Então vamos olhar para isso, para trazer o melhor contexto possível para todo mundo, porque o briefing serve também pra gente, né?Porque a primeira coisa que o briefing faz é colocar todo mundo que precisa do projeto para pensar nele.
.Então o briefing que a gente faz hoje tem, cara, quais que são as oportunidades e desafios que a gente tem aqui? O que é que vai dar muito ruim e o que é que vai dar muito bom se a gente fizer do jeito certo? Quais são os critérios de sucesso que tá todo mundo olhando? Alta liderança tá olhando, vocês que estão na ponta estão olhando. Qual o que é que vai definir sucesso aqui? avaliar o bom e o ruim.Exato. Como que Porque aí todo mundo tem que estar dentro da mesma lente assim, cara, a gente combinou que o critério era X, Y Z. Eu olho pro projeto e não consigo ver isso ou consigo ver isso. E aí isso é muito legal. quem são as pessoas que estão envolvidas no projeto pra gente já saber de cara aqui quem quem o que é que esse projeto já teve de histórico. Então, a gente consegue entregar hoje um um contexto que ele é robusto, e ele tem um processo que é a gente faz um briefing, o time faz o briefing, a gente faz um debriefing, tipo, orienta as entregáveis e tudo mais e devolve pro parceiro o melhor contexto possível. Assim, óbvio que a gente vai discutir tudo durante, mas assim, não tem muita dúvida para fazer um orçamento assim, o que você precisa, tá lá. Então beleza, a gente consegue entregar o melhor contexto possível, o time consegue conhecer bem o parceiro criativo também, porque a gente trabalha hoje com empresas que hoje já trabalhavam com a gente há um tempo e tem uma entrega absol e fora da curvaou tão se destacandoou estão se destacando e a gente cara a gente quer trazer essa galera para perto porque eles são muito especialistas nisso. E isso também foi uma uma coisa importante, como que a gente traz parceiros que vão adicionando coisas, né? Então, cara, essa galera aqui entrega motion com excelência absurda.
Ali a gente já tem ilustração e como que a gente coloca o melhor projeto no melhor parceiro, porque esse cara pedi aqui um um um um um projeto de motion e não tô pediu para quem é. Ah, por cara, mas essa galera não faz motion. Provavelmente ele contratou alguém que faz motion e tá lá especialista, né,dando, fazendo o que a consultoria tem que fazer. Tá pedalando para para entregar.Essa galera aqui faz excelente. Vamos vamos para cá. Então, colocar o projeto certo com o parceiro certo e conseguir fazer essa essa navegação é fundamental pra gente abrir esse passo para colaboração..Que é uma coisa que a gente tem que aprender a fazer junto, assim, que a gente observou de comportamento, isso tem mudado pós primeiros projetos, que é eu tô vou fazer um projeto pro Itaú, marca mais valiosa do Brasil. Aí é o modo, cara, a gente tem que ir lá e tem que se provar e a gente tem quemodo contribuição, né?
Bala de prata. lá e e a gente tem tentado, não, assim, vamos mais tranquilo, vamos aqui mais passo a passo, tá tudo certo, vamos estabelecer um processo onde a gente consegue colaborar, onde a gente tira as grandes cerimônias e grandes apresentações e apresentações de 200 slides para ver um Figma aberto, que é o que que eu chamo de cozinha em dia de vigilância sanitária, né, assim, que é a tá tá organizado o suficiente para ser visto.Deixa eu ver o presunto fatiado aí. É exato. Tá organizado o suficiente para ser visto, mas não é tipo, eu não gastei um tempo do time produzindo mocaps e grandes narrativas que porque como time especialista a gente vai passar direto por isso, cara. Isso que você tá tentando dizer, eu entendi onde você quer chegar. Vamos e a gente vai discutir a ideia de novo. O básico a gente não discute. Vamos discutir aquilo que que vai mudar o ponteiro mesmo da dessa relação.
E isso tem sido muito rico assim, porque os times chegamt chegado muito animados assim. Eu passei por muitas experiências de apresentação e aí acho que dentro das consultorias é normal a gente chegar na apresentação e falar uma frase clássica que é: "Estamos muito animados para apresentar o que a gente tem aqui." E aí agora com home office e câmera tá todo mundo balançando as perninhas por baixo da mesa, a mãozinha suada ali, porque não sabe o que é que vai vir do outro lado. Tem uma ansiedade enorme. E e o nosso objetivo tem sidocomo que a gente cria uma relação que é mais saudável, que é menos de ansiedade e mais de animação, né? assim e para que o time se sinta mais motivado para criar,não tem que entrar na sala já sabendo que vem bom, né?É,não dá para ter a dúvida se vai vir bom, né?É. E mesmo que não venha, aí é a praia lá 11 horas assim, cara, não tá bom, como que a gente parte daquipara um outro lugar? Porque não tá bom das possibilidades do projeto. Uma das possibilidades do projeto é errar. É,por qualquer motivo que seja, uma vez que a gente errou, vamos encontrar aqui qual que foi, onde que a gente errou, em que momento a gente não conseguiu dar o melhor contexto, em que momento não houve o melhor entendimento pra gente partir pro bom lugar, aí entra um feedback doado. E esse é o legal de você já tá já, já ter estado do outro lado, né? Você consegue entender que o cara fez o máximo ali, mas não chegou.
Então, meu papel aqui é como gestor ou como cliente é te ajudar a sair do ponto em que você chegou e ir para um ponto melhorpara extrair o melhor. Assim, acho tem uma uma coisa que eu falava, eu passei por uma situação muito específica de ter um cliente, uma experiência muito boa com pessoal da Loft no no Rebu, a gente tava criando e aí teve um determinado momento, teve um contratempo, a gente fez um brand center e aí o ger o o a pessoa que tava na liderança do PR falou: "Cara, não era isso que eu tava esperando assim, isso ia gastar, sei lá, cara, a gente ia ter que trabalhar mais uma semana e a gente ficou: "Putz, mas aí vamos". E aí o que eu falei foi: "Cara, a experiência que cliente foi excelente. A gente entra, a gente queria participar da reunião, a gente entrava animado para participar. Ele, Então assim, o que é que a gente costuma fazer? A gente costuma fazer overdivery para quem bate,bate na gente. Exato.
É, então assim, o cara para esse cliente tem que tá excelente, porque senão ele vaie pro cara que merece essee pro cara que putz, o melhor processo, a gente, ah, não, aqui dá para ir mais tranquilo porque eles são mais dede boa.É o contrário, assim, tipo, eu tenho que ser mais austério com um cliente que tá batendo.É legal você falar isso porque eu falo isso internamente todo dia. Eu falei, gente, aqui a gente tinha que dar dando sangue e se cobrando urgência. Aquele cara que bate o tempo todo, a gente tá fazendo, é, cara, tá tudo errado, tá trocado contrário, assim, então assim, cara, vamos motivado pel aquilo que faz brilhar e não pel aquilo que causa ansiedade.E esse tem sido nosso objeto, cara. a gente quer que todo mundo que tá aqui tá muito animado e tá tranquilo com o resultado positivo e com o resultado negativo, porque a gente, primeiro, a gente cont a gente chamou os melhores parceiros que a gente conhece, então a gente tem uma relação de confiança.
Segundo, errar é uma das possibilidades, tá tudo certo e acertar é uma coisa que a gente vai fazer junto. E aí essa é uma coisa que a gente tem criado e tem sido muito legal.E como é que você você falou do motion, né? Eu tenho um um uma uma predileção para olhar pro motion, né, para assim, ele tá entrando no mundo do design e eu acho que ainda tem muita coisa para ser desenvolvida em termos de potencial do M. Como é que vocês tratam isso lá internamente, né? Vocês enxergam o motion como uma área em desenvolvimento ou não? Ou ele é parte da atividade, como é que como é que vocês fazem a leitura do doHoje? A gente tem a alegria de ter especialista de motion dentro do time, mais parceiros trabalhando junto em motion. E acho que hoje não tem entregas que a gente faça que não passem.
É, não dá mais para ter marca parapelo menos pelo desejo de ter assim. E porque eu assim boa parte daquilo que é feito, é produzido, é para rodar numa tela digital, mesmo que seja fora. Cara, a of é digital,nem nem que seja para dar uma respiradinha assim, né?É. Então, tem que ter, mas não pelo não só pela pelo encantamento que gera quando uma coisa pula, porque tem uma coisa mágica que é normalmente quando você olha para imagem você consegue entender como é que aquilo foi feito. Quando ele se mexe, tem uma coisa que é tipo olhar pra mágica que assim, como é que isso foi feito? Como é que isso? E aívolta, volta, dá vontade de falar volta.E aí gera um encantamento natural. Ah,que eu acho que é a fase um. A fase dois é começar a olhar, cara, quando eu coloco motion, eu ganho mais fôlego para contar a narrativa que eu preciso.
Tem mais história para ser contada quando eu adiciono movimento.Exato.Então eu ganho mais coisa, não só em termos de movimento, mas eu tô ganhando estrategicamente mais coisa. faz parte de uma, ele constrói uma narrativa diferente.Ele constrói uma narrativa diferente. Então, quando você olha pro mundo em termos de linguagem tá sendo produzido, o o objeto estático, né, aquilo que é produzido estaticamente, ele tem todo um, a gente começa lá narrativa e tem todo o storytelling, né, para contar lá. Quando eu animo, eu encurtei a história, tipo, eu já te contei o que isso quer dizer. É, ah, eu vou falar sobre transação. Tipo, uma coisa que tá parada, eu tenho que dizer. Quando eu faço ela se transicionar entre uma coisa e outra, já foi.Então assim, o motion ele entra como um asset muito relevante assim para contar a história da marca de um jeito que só o motion pode contar. Então pra gente tem sido uma assim fundamental assim a gente tem e não e e hoje todos os briefings que a gente recebe vem com um olhar de diretriz de motion assim,cara. está chegando aqui no no final do nosso podcast. É, queria te agradecer assim primeiro pela gentileza. Eu particularmente fazer um elogio, né? Já te conhecia, não tinha tido oportunidade de bater um papo tão longo assim contigo e te ouvindo falar. É assim, eu ganhei demais nessa conversa, né? Tenho certeza que a galera que tá ouvindo também.
Então, queria te agradecer a gentileza primeiro de topar, vi para esse bate-papo, dividir tua história.ele é super humilde, mas um dos principais, eu considero um dos principais designers brasileiros que te convidei para participar do júrio o ano passado por este motivo, né? Porque eu acho que você é um dos caras mais fantásticos. Você pensa muito, muito, de uma maneira muito interessante, né? conversando com a Gisela, eu pedi, ela pedi para ela estar aqui hoje, ela falou: "Nossa, eu sou apaixonada por ele. Ela, infelizmente, não poôde vir, mas queria vir, pediu para te mandar um beijo". Então, queria te agradecer, abrir a câmera aqui para você mandar um recado pra galera, né? Para quem tá começando, né? use a tua use a tua gentileza para dar um pouco do que você ganhou ao longo da vida para quem tá começando no design.Boa. Eu que eu que agradeço. Assim, como eu falei, a gente vendo uma família que gosta muito de falar, né? Então, tô aqui honrando o legado da minha mãe falando, e para mim é sempre bom assim falar sobre design, falar, enfim, conseguir trocar ideia, como diria o Micida, quem tá disposto a trocar uma ideia vai sair pelo menos com duas, né? É, então acho que tem isso, isso para mim é muito importante assim,cara. E para quem tá tá começando, eu eu diria que a gente tem um desafio agora de consumo de referências e de de de construção de repertório, que é muito fundamental, assim, muito mesmo, com qualidade. E isso tem uma diferença, porque hoje a gente consome, costuma consumir conteúdo de referência a partir do scroll, né? Então eu vou rolando aqui e eu vejo um tem uma diferença na da maneira como a gente consumir a referência que você pergunta: "Ah, quais são suas referências? você falaria um artista, um arquiteto, uma pessoa que produz um determinado tipo de trabalho criativo e aquela pessoa
Consegue te influenciar..Hoje a gente vê as coisas muito isoladas, né?Então, cara, eu vi uma referência, a referência é um postde um de um rebranding, de qualquer coisa, produto criativo que seja, numa página de que já fez a curadoria. Então eu perco até às vezes essa quem que fez? é pouca profundidade.É, então eu eu vi, mas eu não sei quem fez, onde que foi feito. e eu tenho feito um um um Isso para mim tem sido muito importante desde sempre, assim, eu tenho acostumado dizer que referência, eu tenho tentado lançar essa metáfora, vamos ver se ela pega, mas eu tenho eu tenho dito que referência é que nem gelo em casa, assim, para ter tem que encher a forminha. Então assim, ou você vai enchendo sua forminha ou então na hora que você só, né, enfim, for deixar para ir atrás do gelo na hora que a bebida tá quente, cara, não tem.
É,então quando a Ah, preciso fazer um layout aqui, solução rápida, de onde que você tira essa ideia? Você tem que assim, ou você já fez ou você já viu alguém fazer ali e jájá sabe para onde vai, mas é importante saber de onde vem.Tem uma caixa de ferramenta mais cheia, né?É. E aí, o que eu fiz recentemente, vou deixar aí de dica e jabá, mas eu abri um site que é gratuito, que é,aliás, espetacular,que é o referências.org com esse pensamento assim que é não é para ser um um Pinterest, pelo menos por enquanto, não é, mas é para ser ponte direta assim. Então, cara, eu queria saber quem que faz 3D na China. E por que que é importante fazer saber que é na China? Porque o 3D que é feito na China é diferente do 3D que é feito no Canadá.. E e contexto importa, porque a gente gosta muito de falar, ah, design europeu, aonde na Europa, porque o design alemão é diferente do francês.
Perfeito.Francês é emocionado, eles toca fogo nas coisas, entendeu? assim, eles eles e o design deles traduz isso, é um design muito mais colorido do que o alemão.Então, quando a gente fala europeu, existe, a gente entende o que que quer dizer,mas ao mesmo tempo quando você começa a olharprofundamente, você vê, cara, existem coisas aqui muito interessante. Quando você começa a olhar para fora também, então qual como que é o design feito na Australia, como que é a fotografia? Então, eu fiz muito com essa com essa posidade, tanto da gente não só ficar circunscrito ali no design, então olhar para fotografia, ilustração, tipografia, que são coisas que a gente usa para fazer design,mas também para olhar para design do lugar do mundo todo, porque quando eu precisei, quando a pessoa sentou do meu lado e falou: "Conhece isso, conhece isso". Cara, não conheço,mas quando eu conheci mudou minha vida, assim, mudou a minha maneira de olhar pro.
Então, você que não conhece, entra aí no referência, dá dá, dá o caminho paraé referências.org, work. e é o nome já é a URL e é e e tá lá, tá aberto e a ideia ir alimentando cada vez mais, mas já tem um um bom um bomum bom arquivo assim de de referências com esse objetivo, cara. Você clica lá e já vai direto pro porque de onde veio uma uma ideia boa vem mais, né? Então, evocê tá com colaboração, como é que tá você que tá produzindo tudo?Por enquanto sou eu, vocêtá igual eu aqui no podcast.Bom, R, obrigado mais uma vez. se quiser dar tchau aí pra galera. Valeu, pessoal. Super obrigado aí pela audiência e enfim, estamos aí sempre para trocar ideia.É isso aí. E para você que ficou até agora, eu vou te pedir de novo para curtir, compartilhar, assinar e se inscrever no canal, acionar o sininho das notificações, copia o link, compartilha com os teus amigos. Um beijo no coração e até a próxima.


