Episódio #17 · 10 de março de 2026 · 1h23

Mais de 300 prêmios nacionais e internacionais, com Luciano Deos

Com Luciano Deos · apresentação de Gian Franco Rocchiccioli, Gabriel Lopes

Sobre o episódio

Luciano Deos começou a desenhar para lojas e marcas de surf ainda na faculdade de arquitetura, em Porto Alegre, e percebeu cedo que marca, fachada, embalagem e ambiente não conversavam entre si. Dessa percepção nasceu, em 1984, um ateliê que um ano e meio depois virou o Gad', grupo de arquitetura e design. Nos anos 1990 o escritório perseguiu o design total, chegou a 70 pessoas no Rio Grande do Sul, abriu São Paulo e Rio e participou dos grandes projetos de marca das operadoras de telefonia, que para Luciano foram quem de fato trouxe o branding ao Brasil.

Ele fala das propostas de venda para grupos internacionais e da decisão de recuar para preservar a liberdade, do que aprendeu sobre gestão fazendo, da experiência de liderar sem sócios e de enxergar todo o time como sócio de um projeto. Defende que o mercado só cresce quando é trabalhado coletivamente, lição que levou à ABEDesign e à presença do design brasileiro no Cannes Lions, onde foi jurado três vezes e presidente do júri em 2011.

Na parte final, Luciano compartilha sua leitura otimista da inteligência artificial, que para os mais experientes amplia a capacidade de fazer as perguntas certas, e anuncia um novo ciclo para o Gad', com um modelo de negócio pensado para um mercado de branding que, na visão dele, saturou do jeito que está.

Trechos em destaque

“Se alguém trouxe branding para o Brasil, foram as teles.”
Luciano Deos · 23:33
“Tu só cresce quando o teu mercado cresce. Agora, o mercado não cresce sozinho. Tu tem que trabalhar para o mercado crescer, não só para o teu negócio.”
Luciano Deos · 32:59
“Eu passei a entender que todo mundo que trabalha comigo é meu sócio.”
Luciano Deos · 37:36
“É isso que nós vendemos: um ambiente de segurança para tomar uma decisão.”
Luciano Deos · 50:01
“Quando tem muita gente falando, tudo vira paisagem.”
Gian Franco Rocchiccioli · 51:37
“Quando a gente faz o que a gente gosta, é só uma questão de tempo.”
Luciano Deos · 1:19:30

Capítulos

  1. 0:00Abertura
  2. 1:40Arquitetura, surf e o primeiro estágio em programação visual
  3. 4:39Do Ateliê 13 ao Gad'
  4. 8:42Por que o escritório não leva o nome do fundador
  5. 10:46Os primeiros grandes projetos
  6. 12:37Do criativo ao empresário
  7. 17:52Design total e a chegada do branding
  8. 21:06Expansão nacional e o papel das operadoras de telefonia
  9. 24:44Crescer para vender e a decisão de recuar
  10. 27:37Erros e acertos em 40 anos
  11. 31:01Por que participar de associações
  12. 35:54Liderança e a vida sem sócios
  13. 40:33As novas gerações e a ansiedade
  14. 47:24Inteligência artificial como ferramenta
  15. 51:37Quando todo mundo fala, tudo vira paisagem
  16. 56:44Um novo ciclo para o Gad'
  17. 1:00:27Um novo modelo de negócio para o branding
  18. 1:06:33O legado
  19. 1:12:29O design brasileiro no Cannes Lions
  20. 1:19:30Recado para quem está começando
Transcrição completagerada a partir da legenda automática do YouTube, com revisão de nomes
0:01

Olá, olá, olá. Bem-vindos ao Trocando a Lente, um podcast onde a gente fala de um monte de tema, mas quem tem a responsabilidade de transferir a sua lente paraa nossa audiência é o convidado. Estamos aqui hoje com Luciano Deos. Luciano, prazer te ter aqui com a gente. Gabriel,o Gabriel, meu co-host desse podcast. Gabriel, manda um olá aí pra galera. Delícia. O sea, a gente tá ensaiando já há um tempo para esse bate-papo aqui que deu certo.Obrigado por estar conosco e hoje vai ser um dia especial. Tem muita história aí, ó. Eu acho que vai dar uma série de uns episódios. Você acha que dá, Luciano? Nós vamos cortar.

0:47

Acho que sim. Acho que sim. Vamos lá. Obrigado vocês aí, Gian, Gabriel, né? A gente vinha combinando esse momento. Que bom que saiu, né? Vai ser ótimo bater um papo com vocês, enfim, papo com amigos.Ah, mas vamos pedir pro Luciano fazer isso, pessoal curtir, compartilhar, se inscrever no canal,curta, compartilhe e o que maisé curta, comente, compartilhe, se inscreve no canal e aciona o sininho das notificações.Curta, comente, compartilhe, acesse o canal ese inscreva no canal.Se inscreva no canal,manda pros amiguinhos, manda pros amigos. Manda Pix.É isso. É bom.Isso aí. Bom, Luciano, pra gente começar, vamos começar lá da origem, né, do Luciano Jovem Cabeludo. Conta um pouco como é que foi o teu início no mundo do design, por que você se atraiu por esse mundo, como é que foi a tua trajetória técnica.

1:40

Uau! Vamos lá, então, tentando ser breve, né? E por favor, aqui meNão, mas a ideia aqui do podcast é que seja longo, né?É, mas é 40 anos. 40 anos e uma hora. É, tem que ter uma um poder de síntese enorme, né? Mas rapidinho assim, né? Já eu sou arquiteto de formação, né? Enfim, gaúcho, nasci em Porto Alegre, estudei no Rio Grande do Sul, né? Estudei na Universidade Federal e mas trabalho com arquitetura desde os 13 anos. fiz uma formação técnica paralela à escola, ao colégio e logo que eu entrei na faculdade, segundo ano, né, enfim, eu já trabalhava antes de entrar na faculdade como desenhista e quando entrei queria continuar trabalhando, apesar da do desafio que é, né, aquela questão de agenda na Universidade Federal. E aí eu consegui um estágio no meu no meu segundo ano, um estágio comemura,não, um estágio com com um cara que trabalhava com um negócio chamado programação visual. Isso era o termo que se usava lá na década de 80, no início da década de 80.

2:40

E eu fui trabalhar com ele, na verdade, como desenhista de arquitetura para projeto de sinalização, mas na paralela, desde o meu segundo formação no final da escola, na época era segundo grau, junto com alguns amigos assim que eram colegas de escola, empreendedores, naquela época tava nascendo a questão do do do movimento do surf, né? Então, alguns deles resolveram empreender. Um abrir uma loja de surf, outro abriu uma marca de calções de surf e tal, né, bermudas e tal. E aí, como eu desenhava, né, ele disse: "Pô, quem sabe tu me ajuda aqui com a loja, quem sabe tu me ajuda com isso e tal". Então, paralelamente a essa primeira experiência, né, em estágio, em programas, eu já fazia algumas coisas ligad arquitetura comercial e a marcas, né? Desenhava um adesivo, né, que a gente chamava na época e tal. Então começou aí, né, assim, neste época da OP, né,é OP, Lighting Bolt e várias marcas aí que existiam na época, né, e algumas marcas brasileiras surgindo e tal, né?

3:42

A década de 80 foi um turning point para muitas coisas, né?.e de certa forma isso me deu um clique assim, né? A gente pode falar hoje que é um insight, uma visão, mas naquele momento ali eu acho que juntou várias coisas, né? assim, eu eu me dei conta que existia ali um ambiente, um universo, um mundo e que não era exatamente arquitetura, que não era exatamente publicidade, né? que me chamou muito atenção. Ao mesmo tempo, eu tinha uma certa clareza de que eu não queria trabalhar na arquitetura convencional, né, devido a um pouco assim ao ao time, né? Ou seja, e eu eu tenho um certo senso de urgência, né? Quem me conhece sabe,portanto, essa esse circo da arquitetura de fazer um projeto aprovar na prefeitura, construir a obra, né, e essas coisas serem alterando. Década de 80 também um momento desafiador economicamente no Brasil. Então eu não queria nessa agenda de arquitetura convencional.

4:39

.E me pareceu com essa coisa de trabalhar marca, comunicação visual junto com a arquitetura comercial era um ambiente, né? E aí nasce nasce o Gad' no portanto em 84, que foi uma iniciativa de montar um atelê com mais dois colegas da faculdade, de trabalhar arquitetura comunicação visual, que eu me aventurei na época já chamar de arquitetura e design, entendendo que isso estava dentro do design.É, só para não largar a arquitetura de uma vez só, você botou arquitetura e design.Exatamente. É arquitetura que eu vim a terminar a faculdade 15 anos depois, né? Importante falar isso que eu sou umVocê já tinha essa Você já tinha vontade de empreender logo você começou na faculdade ou isso foi nascendo em você quandoNão, isso eu sempre digo assim, na verdade esse esse uma essa palavra não se usava, né? A gente às vezes usa as palavras hoje para falar de algumas coisas no passado que não era exatamente isso, né? Qualquer estudante de arquitetura normalmente tem segue uma trilha de montar um atelierê, né?

5:42

Ou um escritório. Ponto, né? natural esse processo. Junta mais dois ali para, já que a gente vai ter que virar noite durante 5 anos mesmo, a gente vai desenhar juntos trabalhos pra faculdade e vai fazer algumas coisas, né, eventualmente para professores e tal, essas coisas.Mas é isso, mas eu eu sempre gostei de fazer.Legal. E como e quando vocês decidiram montar o Gad', como é que era? Porque o mundo do design lá atrás era outro mundo, né? aé o mundo do design atrás, ele ele não existia da forma como a genteconhece hoje.Como a gente conhece hoje, né? Na década de 80, essa área era uma área, pelo menos ligado mais ao design visual, era chamada de comunicação visual ou de programação visual, né? e a ideia era mexer com isto junto com a arquitetura comercial, porque eu me dei conta de uma coisa, esse que foi o insite inicial, que as marcas não conversavam nos ambientes, nos ambientes, especialmente nos ambientes comerciais, né? Marca, fachada, embalagem, produto, merchandise, arquitetura, essas coisas não conversavam.

6:49

Então, logo no início do Gad', o ambiente sempre teve protagonismo, n?Sempre, sempre teve protagonista pela minha formação de arquitetura.Os teus sócios também eram arquitetura, né? Sim, meus dois sócios que começaram comigo e meses depois já desembarcaram, o outro embarcou, todos no início eram eram da arquitetura, né?.Até entendendo que a formação de arquitetura, né? Muitas muitas cursos de design no mundo, né? Eles são provenientes da própria faculdade de arquitetura. Nasceram junto com a arquitetura, né? O próprio movimento da Bauhouse, né? Trabalha a questão do design e arquitetura muito juntos, né? Seja o design visual, seja o design industrial ou design de produto, né? Então, basicamente esse foi o movimento inicial. Na época não chamava gade, chamava-se atelier 13. Éramos 13 era um nome genial.

7:35

E como é que surgiu o Gad'?Gad' surge depois, um ano e pouco depois, deste atelê, né, muito incipiente, que começou literalmente no porão da minha casa e em seguida a gente alugou um apartamento perto da faculdade para fazer as coisas e estudar perto e tal. Enfim, minha casa era um pouco longe. Um ano e meio depois de pegar alguns projetos já de alguns pequenos amigos, clientes dentro dessa área de de coisa do surf, do esporte e também um pouquinho na área de moda. Um ano e meio depois eu peguei alguns trabalhos um pouco mais relevantes que eu fui obrigado a precisava dar nota fiscal e eu tive que enfim abrir uma empresaé montar um CNPJ, abrir uma empresa jurídica. naquele momento meio que me dei conta, né, que aquele aquele nome, aquela marca era um pouco frágeis, não faziam sentido. E aí, enfim, um pouco dentro dessa minha visão de eu preciso juntar pessoas com especialidades diferentes, isso vai ser um negócio que demanda, né, especialidades diferentes, um grupo de pessoas, portanto faz sentido uma coisa ligada a grupo, né?

8:42

Então, Gad' nasce de grupo de arquitetura e design, né? Eu sempre tive uma visão sobre mim de ser um cara mediano, portanto, né, não vou muito longe sozinho, né, eu preciso e também porque uma visãode que a arquitetura até então historicamente sempre foi assim o arquiteto X, né, os nomes eram o arquiteto tal, fulan de tal, Belotrã de tal e associados, né? E aí eu achava que para eu não ter um sobrenome que fosse relevante, nem socialmente, nem politicamente, nem e na área de arquitetura, obviamente que não fazia sentido botar o meu nome, né? Não tinha estatura para isso. AchE aí eu achei que grupo fazia sentido.Mas olhando hoje, né? E esse é um arrependimento ou você acha? Porque tem muitos escritórios que tem os nomes dos fundadores, né? A Nacoto, Gustavo Greco, né? a greco, que é uma tendência dos escritórios de advocacia e outros não, empresas mais com nomes maisdo mundo da prestação, mundo da prestação de serviço, advogados, né?

9:43

Clínicas médicas,tem alguma concepcionado é bom ou ruim?Publicitário também usa bastantesim, publicidade, advogados, médicos, né? NósVocê acha isso bom ou ruim? tem o nome do sobrenome do fundador.Cara, assim, depois de 40 anos olhando, eu acho que a decisão foi uma decisão correta, né? foi correta? Porque assim, quando tu tem um nome, né, hoje que a gente olha esse tema, né, com com a experiência e como especialista em marca, quando tem um nome que na largada agrega algum valor,é, me parece que faz sentido carregar um nome que vem um heritage, né,ou de uma família que é relevante naquela sociedade ou de identificada já com pai, tio da que tem o nome no mercado e tal. Eu particularmente não tinha isso, né? Acho que isso também gera um certo peso, né, em carregar isso, uma certa complexidade, pois, né, como é que você passa o seu nome para uma certa complexidade no na gestão dessa pessoa física, dessa pessoa jurídica.

10:46

Então assim, meu ponto de vista, eu acho que foi uma decisão, eu não vou dizer que acertada, apropriadapro momento e pra condição.É pro momento, pra condição. Em nenhum momento me arrependi disso.E o do do da do atelier da garagem até o CNPJ tá quanto tempo?Ano e meio.Um ano e meio. Rápido, né?Rápido, rápido. Isso foi rápido.Você lembra qual foi a primeira grande conta que vocês pegaram lá? Primeiro grande projeto aquele que você falou. Você quer contar para todo mundo?Conta. Conta. Eu não gosto de conta nessa. Folha de pagamento. Primeira grande folha de pagamento. O primeiro grande cliente que você tinha aquele daqueles clientes você tem orgulho de sair contando pr os amigos que vocêAh, rapidamente e a gente ganhou um projeto para fazer um projeto de de de interiores de um banco de investimento e fazer 13 agências no Brasil, né? né? Meu irmão era da área financeira e me apresentou uma pessoa que trabalhava com ele que era de São Paulo. A gente entrou numa concorrência pela porta dos fundos e ganhamos e rapidamente fomos implementar aí três unidades no Brasil.

11:48

Isso tô falando de 80, tô falando de 85 já um ano e pouco depois. Ao mesmo tempo, aquele cara com quem eu trabalhei comunicação visual em 84, veio trabalhar comigo em 86. A gente começou a atender a rede tropical de hotéis da VARG, fazendo hotéis em Manaus, na Bahia, em outros lugares. Fiz uma rede de loja de São Paulo, uma franquia chamava SPS, né? A marca de um Cavalinho, talvez vocês lembrem,tipo assim, polo e tal. Fiz o conceito dela em Porto Alegre, tal, um projeto bastante integrado, assim, foram projetos que foram bem simbólicos naquela época, mas algumas marcas e referências locais já integrando um pouco essa questão de arquiteto. Fiz uma revista de surf, daí fiz não sei quê e tal. começamos a fazer alguns projetos e com essa com essa ideia, né, de integrar a solução.

12:37

. E antes da gente avançar pro pro que o Gad' é hoje, né, claramente você ser um designer ou um criativo é diferente de você ser um empresário, né? Como é que você enxerga essa essa transição? Que conselho você daria para quem hoje tá montando o escritório, né? Sem desanimar, as pessoas estão montando como como enxergo essaé essa e esse processo de deixar de ser apenas um criativo e se transformar num empreendedor, num empresário, numdono de um escritório, porque claramente não é a mesma coisa, né? Nem todo criativo.É, essa essa é uma reflexão importante, né? Em alguns momentos ela foi até um certo dilema para mim, né? Vocês me conhecem, né? tem um um certo reconhecimento no mercado, né, pela questão empresarial, pela questão mais de negócios, né, de liderança nesse ponto, né, e ao mesmo tempo eu lidero toda a direçãoestratégica e criativa. Então, sempre foi um dilema. Hoje eu eu eu não vejo mais isso que tem diferença. Eu não acho que tem diferença.

13:38

O empresário é fundamentalmente um cara criativo, né? ele pode não ser no mundo,mas nem todo criativo pode ser transformado.É, nem todo criativo é um empresário, assim como eu digo lá dentro, cara, não tem essa diferença. Não vejo essa diferença entre estratégico e criativo, entre empresário e criativo, né? Eu acho que a gente se coloca em determinadas caixinhas e vira refém delas, né?E aí esse isso foi se construindo assim no mundo de descartes, né? Ou seja, né? De de de segmentar tudo, né? Ah, não. Tu tem que segmentar. O cara que é criativo é quer pensar, o cara que é de planejamento só planeja o cara. Então assim, principalmente hoje, então hoje eu hoje eu me encontro numa posição de muito conforto, assim durante muito tempo se foi uma certa foi um certo dilema para mim, entendeu, né? E acaba, a gente acaba sendo carimbado.

14:26

Hoje eu acho que não tem nenhuma diferença.Isso vem da maturidade, do tempo.Ah, as coisas acontecem, né? Acho que vem da maturidade, vem do momento atual, né? Acho que o momento atual é um momento muito oportuno para quem consegue lidar com essas com essas duas dimensões, com essa hipotética ambivalência assim, entendeu? Acho que o momento favorece muito, né? De uma visão mais generalista, ao mesmo tempo conseguir ser estratégico, criativo, né? Tracionar velocidade, ao mesmo tempo gerar profundidade, tal. Então, acho que o momento favorece. E quando é que foi que você começou a perceber que a tua atividade, que provavelmente no início era mais criativo, vista como mais criativa, quando é que você começou a perceber que ela tinha um papel mais estratégico e que dava para você avançar nas discussões dentro do negócio?

15:15

E e esse essa pauta do criativo, ela vem muito da publicidade. Na arquitetura não tem isso..Na arquitetura é um é um é um é um profissional, entendeu? um profissional de projeto, um profissional de planejamento, profissional de criação, entendeu? Mas não vai chegar no hospital de arquitetura, vai ter o criativo.Tu tem o arquiteto,sim,né? Que planeja, que sistematiza, né? Que olha todas as condicionantes, né? Então eu sou um cé de formação de arquitetura, tem uma visão muito mais sistêmica e estruturada que essa questão que essa questão mais mais mais separada, né? Então, não sei se eu te respondi aqui, masnão, a minha a minha pergunta era quando é que você começou a perceber que o o criativo poderia ter um papel numa discussão da mesa de conselho com CEO de empresa, a versão mais estratégica.

16:04

Na verdade, eu não percebi isso, né? Porque assim, eu acho que tem duas coisas. Eu tenho um perfil talvez um pouco distinto que é essa coisa de ao mesmo tempo de dessa coisa da então tá bom, da criatividade, seja o que for, eu gosto dessa coisa de empreender, entendeu? Gosto, eu gosto do mundo dos negócios, né?Gosto dessa discussão,gosto dessa discussão, gosto de ambiente empresarial, né? Não é por nada que ao longo da minha vida aí, enfim, né? Desde sempre participei de entidades e assumi posções importantes nisso, né? então assim, isso foi uma necessidade, certo? tu precisa exercer um certo papel, né, empreendedor, de liderança, de gestão, tanto dentro do teu ambiente quanto fora do teu ambiente, né? Tu precisa falar a língua do mercado, a língua do ambiente empresarial e tal. Então, foi uma necessidade.

16:56

.Eu tive que me forjando nisso, né? Reconhecendo eventualmente algumas competências natas e outras dificuldades absolutas por não ter formação. É, que eu tinha que desenvolver. ser absolutamente ignorante na questão, é, na questão de gestão e tal. Então, eu acho que durante um tempo eu fiz isso muito no de forma mais empírica.Determinado tempo eu comecei a entender que tinha consciência e a importância, mas eu negava, odeio ler contrato, me ferrei muito por não ler contrato, me ferrei um pouquinho por não olhar DRE da maneira correta e tal. E depois chega o momento que tu tem que ter consciência e cara, tem que fazer o tema de casa mesmo, que tu não gosta. A gente aprende, né? Acho que vi a maturidade a entender que a gente precisa fazer coisas, precisa também fazer coisas que a gente não gosta e precisa aprender fazer bem coisas que a gente não gosta de fazer.

17:52

E quando é que o Branding entrou na pauta da do Gad', como, né? É assim, eu acho que o Gad', estamos falando aí nos primeiros 15 anos, 10, 15 anos, de 84 a 94 ou até final da década de 90, né? Teve teve vários momentos aíeu eu fiz movimentos importantes lá no início dos anos 90 de fazer aquisição e associação com outros escritórios de design, né? Porque até então nós viemos nos construindo essa esse esse posicionamento de escritório de design. Isso não existia escritório de design, né? Nós fomos pioneiro lá e um dos pioneiros do Brasilé sei lá, escritório de alguma coisa de comunicação visual e tal, né?

18:40

então a gente foi construindo essa coisa do do design e do design com essa visão no a gente rapidamente percebeu uma coisa, né? Eu falo muito disso, que é o total design, né? né, que essa visão do design total do design integrado, que é a mesma coisa que o Branding,fundamentalmente,praticamente a mesma coisa e e passamos a perseguir isso a partir de 92. E aí eu fiz, me juntei com vários escritórios porque eu queria, entendia que eu tinha que ter todos os as especialidades, produto, gráfico, né, e arquitetura, packaging e por aí vai, até chegar no final dos anos 90, olhando também pro digital e a evolução desse movimento que houve uma grande aceleração aí a partir de 95, 96, né? quando a gente também além de crescer no mercado do Rio Grande do Sul, porque a gente conseguiu se posicionar fortemente lá e sendo uma liderança e tendo uma operação naquela época, né, final dos anos 90 com 70 pessoas e certamente o maior e a liderança e a referência lá e também já relevante para Brasil, olhando e estudando, eu sempre fui um cara muito curioso, né, já e assim de de olhar, de viajar, de pesquisar e tal, de ir atrás, bater na porta dos caras e buscar referência Nova York, Londres, sei lá o que e tal. A gente começa a ver esses movimentos, começa a ver falar em Branding no final dos anos dos anos 90, né? 90congresso, coisa aqui, né? nosso amigo professor Roberto traz essas referências para nós.

20:14

E quando a gente começa a ver, falar desse assunto, começa, né, todo mundo quer entender que que que de fato é isso, né, de onde vem, do que que se alimenta e tal, essa coisa toda. O bicho é esse, come, né,é que come, né? E aí no final dos anos 90, quando essas consultorias globais que começam a assumir essa agenda de branding consulting da vida, né, interbranda, Landor, né, ou seja, plataformas de de design que são compradas por empresas globais de comunicação,grupos de comunicaçãoe se converteme decidem também vir ao Brasil ali no final dos 90, início dos anos 2000. Eles nos procuram também, né, assim como procurar outros do mercado e tal. E aí, obviamente a gente se aproxima mais dessa conversa e e começa a entender is por esse por esse processo de internacionalização, de fazer parte de um grande grupo.

21:06

Sim, sim, sim, sim. Acho que um processo.Como é que foi como é que foi isso, né? Assim, a gente explicar a pergunta, né?Aconteceu com conosco, aconteceu com você e com várias outras. Eu na minha trajetória, quase que isso era um objetivo, né? Poder me ligar a algum grupo. Depois eu fui mudando de opinião sobre o que era ser isso, né? talvez ganhando um pouco mais de consciência do que querentendendo a roubada, né? Assim doé não é roubada, cada um, cada um se adapta a uma, a uma condição. Eu hoje olhando para isso, não tenho muita vontade de me ligar a um grupo, né? Mas já tive no passado. Eu queria saber você, como é que foi esse processo para você, principalmente que houve muita sedução ali no meio do caminho, né?Foram vários steps, né? Já assim lá nos anos 90 e muito falando dessa coisa de começar a ter consciência empresarial. a gente busca consultores para nós nos ajudarmos. Fizemos um planejamento estratégico e primeiro degrau processo de expansão, né? Quer dizer, no final da década de 90 com 70 pessoas que hisória design Rio Grande do Sul disse: "Vai dar merda, isso não vai se sustentar".

22:06

Design com mais de 30 pessoas em qualquer lugar do mundo é muito grande.É porque quando você cresce vira um risco crescer, né?É, mas assim, um perfil de negócio, né? Um perfil de negócio praticamente marginal, né? Então assim,cara, como é que esse negócio pode ser sustentável? a gente fez um planejamento estratégico de crescer, de se tornar um uma operação nacional e e também se tornar a melhor maior operação da da América do Sul, né? Esse foi um objetivo que a gente traçou, crescer cinco vezes em 5 anos e a gente abriu em São Paulo em 2001, né? Abriu no Rio em 2002 e a gente multiplica por cinco em 4 anos o negócio e chega uma operação de cent e poucas pessoas lá por 2003, 2004. Então esse primeiro step de se tornar uma operação nacional e aí também fazendo alguns movimentos de latino de de América do Sul, de buscar algumas algumas relações já com alguns trabalhos que vinham aparecendo fora fora de Porto Alegre, fora do Brasil, né? Quando a gente chega em São Paulo e se consolida fundamentalmente como uma das principais referências do segmento, né? Aí já design branding, né? porque além de já a gente evoluir a nossa abordagem para branding, nós tivemos a felicidade, a competência de participar dos principais projetos de brandy no início do ano 2000, que foram as telefônicas, as teles, né? Eu sempre digo assim, se alguém trouxe branding pro Brasil, foram as teles, né? As consultorias ajudaram, mas foram as teles, né?

23:33

Demandando.É, não, mais do que demandando, né? Tracionando, entendeu? uma visão de construção de marca com muita velocidade, né, com uma visão sistêmica pro negócio que passa a ser passa a competir fundamentalmente por por qualidade de serviço e marca e não mais o negócio estatal, enfim, né? Então assim nasce claro, assim nasce vivo, assim nasce oi, né? E nós tivemos a felicidade de participar de Oi e e claro e depois e depois de vivo. Então a gente viveu muito isso, né? Eu tive condições de trabalhar no projeto da Oi com a Wolff Olins em 2001, conhecer conhecer metodologia, abordagem, processo, né? Com Wolff Olins, especialmente com a Marina Willer, né? Que é a brasileira que trabalha lá e trabalhou muito tempo lá e hoje tá na Pentagram, né? Então assim, o primeiro momento foi esse, né? Se posicionar nacionalmente a gente conseguiu, foi muito competente, né? uma série de questões aí. E depois desse primeiro momento já vem um segundo momento que era, né, eu sempre fui um cara meio afeccionado para essa coisa de ter um uma estratégia desenhada e tal, né?

24:44

Então lá pro 2007, 2008 a gente faz outro movimento estratégico que tinha chegado num patamar de se transformar numa plataforma de serviços, né? aí fazendo movimentos orgânicos e também aquisições e e passado aquele primeiro momento de uma consulta que a gente teve lá das das empresas globais e e acabamos não avançando por detalhe, lá pro 2007, 2008, a gente toma uma decisão de fazer outro movimento de crescimento mais agressivo para vender,que era se transformar num grupo. Foi ali que você decidiu integraré ali. Mes do que a sedução internacional, era enxergando que tinha uma janela de oportunidade de crescer nesse segmento, porque o o momento Brasil, né, final dos anos 2000, todo mundo sabe, né, 2008, 2009, Marolinha, foguete subindo,era uma janela de oportunidade, muita aquisição no mercado. Então a gente ali fez um movimento estratégico de acelerar crescimento, né, compramos uma empresa digital, enfim, e tal, fizemos outros movimentos, abrimos a consultoria de inovação, né, a agência e tal. Ali era mais do que se internacionalizar era crescer para vender,ampliar operação para ela se tornar vendável, né?

25:55

Isso. E certamente o foco era grupo internacional, apesar de ter tido conversa com os grupos nacionais. E aípara mim realmente era bom, porque foi quando aconteceram as maiores processos deSim. Esse processo ele foi razoavelmente bem-sucedido, tanto que em 2011 nós praticamente tínhamos um de fechado com a WP, íamos ser aícerados com a FIT, com a Landor, mas a gente acabou recuando aí no momento final, entendeu? Depois de uma análise mais profunda e enfim, a gente acabou não avançando nesse nesse processo.Tinha a ver com a forma do do como eles pagavam pela operação, tinha que sustentar.É, tinha a ver com várias coisas, né? Tinha a ver com números. né? Tinha que tinha a ver também com com perfil, né? Eu sou um cara que, enfim, nunca trabalhei em nenhum outro lugar, né? Ou seja, nunca consegui um emprego, tive que criar o meu.

26:46

E assim também um um certo desafio de como eu lidaria com isso, né? Na na oportunidade, sei lá, eu tinha 40 e poucos anos, enfim. achei que achei que talvez fosse uma agenda que eu ia perder uma coisa que para mim é muito cara, que é a liberdade, né?.Liberdade no sentido profissional, né? Enfim, de poder fazer os movimentos como eu gosto de fazer. Enfim, tem feitoautonomia para tomar decisões.É, enfim, achei que ali nesse balance final seja, cara, isso, algumas coisas pesaram e eu decidi seguir numa carreira. E como o que que você considera que foram os seus maiores erros e os seus maiores acertos ao longo desses 40 anos de Gad'?Ah, enfim, sei lá, maiores isso é difícil assim, né?

27:37

Pontuar, né? Foram vários momentos, momentos muito diferentes. Eu tenho feito essa reflexão, né? Depois de fazer 40, hoje são 41 anos, né? Se endereçando para 42 anos. Certamente nós somos aí a construir de Benizai mais longeva do Brasil.. né? é acerto que ninguém começa o negócio imaginando que vai chegar onde nós chegamos, né? Quer dizer, eu eu saí da zona norte de Porto Alegre, né?Enfim, tem uma trajetória longa aí, então acho que é todo dia certa, né? Assim, primeiro na na na persistência em continuar o negócio, né? eu não acho nunca que tem um grande fator assim, né? Sempre é um conjunto deário,é, sempre é um conjunto de fatores, né?

28:30

Acho que no o frigiro dos ovos as decisões foram mais acertadas do que equivocadas. Então, a gente não estaria aqui, não estaria aqui de pé, né, saudável, trabalhando e se desafiando pro futuro, que eu acho que a gente vai falar um pouquinho, um pouquinho depois, né? talvez um pouquinho mais de razão, né, em determinados momentos, né, olhar mais pro negócio comum todo, né, quer dizer, tem uma fase que essa coisa a gente, né, eu sempre fui um cara muito ambicioso, quero crescer, quero ser líder aqui, quero avançar nisto, né, quero implementar um novo modelo e e a gente sempre olha pra frente, né, nós somos cri criadores de oportunidade, criadores de negócio, né? E assim, a gente olha pouco e para os problemas que eventualmente podem decorrer, né? Isso é uma característica nossa, né? Assim, eu tenho um cunhado que é do mercado financeiro que destrói qualquer possibilidade de novos negócios rapidinho, né? Que é ele um advogado, cara. É depressão, né? A gente vive na depressão porque Mas é o papel deles é esse, né? ver risco.

29:43

É,acho que a gente olha pouco risco, entendeu? A gente, né, eu teria olhado mais para os riscos dos dos dos movimentos.Mas isso é um dilema, né? Porque se você olhar demais, é mais ou menos o que você tá falando do seu cunhado que é advogado, né? Se você olhar para todos os víos, você não faz financeira, você não faz nenhuma, né? o risco ele tá meio que embutido aí na tentativa e o erro e etc. É um dilema, né? Sim,se você for muito racional e tomar decisões só fundamentais, você não faz nenhuma, né? Então, acho que parte do desafio éfazé ser um pouco é ser um pouco ignorante, né?É, mas assim, na na tua pergunta dos erros, né? Eu digo assim, não tem nenhum grande assim erro específico. Ah, podia,não tem não, não me arrependo de nada, né? Muito pelo contrário, sou assim grato demais, né? por tudo que fiz, por porque consegui construir, pelo principalmente pelo que eu consegui aprender, né, e aprendo ainda e tenho de oportunidade. Eu sou muito grato, assim também tenho tenho feito essa reflexão, né, quer dizer, entendendo também que tu, cara, tu não fica, entendeu, surfando o tempo todo onda gorda e também se ficar só surfando onda gorda, tu não vai tomar tombo e não vai aprender, entendeu? Você aprende pouco com as com sucesso aí.

31:01

Se eu pudesse minha vida tivesse comando, eu daria vários. Vários assim, ah, não deveria ter feito isso, não, eu não vou não. Vários de falcul também, também certamente tiveram vários erros, né? Mas assim também um um pouco, né, Gabisde também ser generoso com a gente, né?Então, tem um pouco desse olhar um pouco mais generoso assim, cara.Não sei se foi erro ou se foi um umparte do acerto, né? Não sei se isso foi um desvio para mais adiante acertar rota, entendeu?É todo erro na na essência deveria ter um aprendizado. Não é sempre que acontece, né?Às vezes é por paixão, por emoção, sei.Às vezes o erro é não aprender com ele.Às vezes às vezes o erro continuar errando ali. Mas é quevocê comentou do do teu envolvimento com associações, como é que surgiu essa e essa atenção na na na tua mente? Como empresário, eu preciso estar envolvido em movimentos coletivos.

32:02

Todo mundo sabe aqui Luciano foi presidente da ABEDesign, da ABEDesign, né? Aqui Gabriel foi presidente da ABEDesign também. Eu considero na ABEDesign uma das pessoas que mudou o rumo, né, o caminho que a ABEDesign seguiu.E todos nós três somos conselheiros da ABEDesign.É, somos os três do conselho. Mastrês do conselho.Então, quando é que surgiu essa esse interesse para você? por surgiu e como é que você encarava esse desafio?Ah, ah, assim, eu acho que eu tenho uma coisa que vem de casa, assim, o meu pai era um pequeno empresário e ele ele participava, né? E era uma coisa importante para ele que era do Rotary Clube, né? Uma entidade associativa, né? Assim, com foco mais de apoiar a comunidade, mas ele gostava muito daquilo, assim, a gente convivia um pouco nesse ambiente. Essa é uma coisa. Segundo também eu aprendi com algumas pessoas, mas especialmente tem uma pessoa que eu sou muito grato, né, porque trabalhei anos com eles, que é a Gerdau, né, o Dr.

32:59

Jorge Gerdau, até tive recentemente com ele trocando livros e que assim, tu só cresce quando o teu mercado cresce, né? E a gente quando começa, a gente tem uma visão de escassez, eu tenho que tirar de alguém para mim ter. Então, aprendi cedo esse negócio que só cresce quando o mercado cresce. Agora, o mercado não cresce sozinho. Tu tem que trabalhar pro mercado crescer, não só pro teu negócio e trabalhar coletivamente.É, exatamente.Ou ver todo mundoisso, né? Trabalhar coletivamente pro teu mercado crescer. Então esse eu acho que esse é um outro ponto. Por terceiro, eu gosto, eu eu de novo gosto de aprender, eu gosto, né, dessa diversidade do ambiente e tal. Então, rapidamente eu me liguei assim, sei lá, com 20 anos, nesse começo do gá, eu participei da Associação dos Jovens em empresários de Porto Alegre, depois eu fui participar da DVB, depois eu fui diretor, depois eu fiz parte de um instituto que é muito forte em Porto Alegre, que é o Instituto de Estudos Empresaris, ee, né, que desenvolve aí uma formação, uma visão, né, de pensamento mais liberal, mais empresarial, né? Depois assumiu o desafio da PDesign iniciando no Rio Grande do Sul, tornamos ela a associação de design regionalmente mais relevante.

34:13

E aí depois quando eu me movimentei para São Paulo, nos engatamos aqui juntos na ABEDesign, né? Então é isso, assim, acho que é a gente tem que devolver pro mercado que a gente recebe, sabe? Acho que ess conhecem, é uma cobrança que eu tenho assim, eu acho que, né, muita gente dá pouco porque recebeu assim, entendeu? E acho que assim, no final do dia, todo mundo fala, né, que tem essa agenda, né, que a gente a gente tem que compartilhar mais, porque no final quem ganha mais quando dá mais é você mesmo.Exato.E é isso.Não, e eu digo, né, com digo para todo mundo que eu conheço e que converso sobre isso, que você foi um dos caras que mudou a a dimensão da ABEDesign, a forma como ela é percebida, justamente pela forma como você liderava, né? Você tinha uma capacidade incrível de se manter como líder.

35:02

Mas ao fazer isso, trazer junto com você as outras pessoas e definindo papéis e dando autonomia, eu tive, né, junto, muito próximo de você ali na na Brasil Design, aquela daquela loucura de fazer Brasil Design Week.Tomando o risco, tomando risco,é, tomando o risco na frente e e você era um um grande apoiador, né? Vamos, vamos para cima. O risco era grande, você lembra, né? o projeto com um orçamento de 2 milhões e zero receita, né? A gente montava o projeto e saía correndo atrás da receita e da viabilidade do lançamento e fazia tudo encontrar no final. Não tinha não esperava ter um orçamento para começar, né? E eu acho que muito disso vinha do teu papel como líder. Por que que eu tô falando isso? Eu queria que você fizesse aí um desenho de qual foi a tua reflexão nessa tua trajetória de líder, né?

35:54

Liderar criativos, você falou, é um, é um talento que você precisa ser desenvolvido. Liderar os teus pares num processo associativo. Como é que você se enxergou? Como é que você enxerga a tua evolução aí como líder ao longo dos anos?Ah, difícil também, né?Pergunta dura, né?É, acho que assim, uma coisa é o de novo, né? Eu nunca trabalhei outro lugar, assim, literalmente. Eu nunca, eu nunca tive chefe, né? entre aspas, né? então assim, de novo, é um aprendizado, é um aprendizado, né? na condução do Gad', né? Tive tive vários sócios. Hoje eu não tenho mais sócio, né? Sou é assim, controlador, enfim, acionista único.

36:45

É difícil me aguentar, né?É, não, não. Porque eu acho que assim, né? Primeiro, sempre também assumindo o papel e responsabilidade da liderança de de puxar o negócio, mas sempre tentando encontrar o melhor espaço para todo mundo, né, assim, com com embates normais, né,mas tentando sempre encontrar o espaço o espaço para todo mundo. Quando tu vai para uma entidade, tu tá tá numa relação de pares. Esse esse tema é mais sensível..É muito mais sensível. Mas eu tenho um pouco desse espírito, né, assim, de puxar mesmo, de desafiar, né, de de de tentar fazer com que todo mundo encare o desafio e e venha junto, né? Hoje tá sendo uma experiência nova para mim. É uma c primeira vez eu não tenho nem sócio.

37:36

E como é que é essa?Depois de 40 anos, né? Eu não tenho só. Ecomo é que tem sido? escreve aí um pouco dessa,nesse momento. É solitário.Não tem não, não, não é, não é solitário, porque assim, eu passei a entender que todo mundo trabalha comigo, é meu sócio.É,entendeu? Então, hoje eu tenho uma visão de sócio muito mais decompartilhar e dividir com o timedo que necessariamente legal. Muitas vezes o aspecto legal ele te ele te acomoda no sentido que tu fica olhando só para aquilo que tá instituído..Certo. Fazendo uma comparação assim, tu vai dar risada com casamento, né? Mas é isso, né? eu tô casado e tal, então tem aquelas premissas de lá, mas tu tá numa relação teoricamente que tu não tá legalmente, me parece que tu tende a ter um esforço e um cuidado diferente nas relações,né? Então assim, é um processo recente, mas eu eu tô vendo mais desta forma assim, sabe, cara? Todo mundo aqui agora, todo mundo é sócio do negócio assim, né? quer dizer, abrir mais, compartilhar mais, trocar mais, empoderar mais as pessoas, diminuir, níveis, tu tá entendendo?

38:55

Porque também nós vivemos outro contexto de mundo assim, né? Eu sou,eu sou muito, às vezes sou, sou mal interpretado, né? Assim, de que eu sou muito duro, né? na verdade eu sou muito objetivo, mas sou fera assim, entendeu? Então eu eu desafio as pessoas e cara, todo mundo adulto, todo mundo profissional aí, entendeu? Todo mundo sabe como é queDeixa eu ver se eu entendi, né? Você tá tá dizendo que sociedade é um lugar que se conquista e que o e que o legal não não descreve bem isso.Eu tô dizendo que não ter o legal te faz olhar de uma forma diferente como tu te relaciona com todas as pessoas.. dentro da organização. Tu perguntou como é que tá sendo. Tá sendo interessante porque eu tenho olhado para todo mundo como sócio, mas muito mais como sócio no sentido de partícipes..

39:42

Do processo como um todo,dia a dia, da construção, do ganho, do pensar o futuro.Sociedade, sócio de sociedade.Sócio no sentido de estar um projeto é no conceito de sociedade,sócio de um projeto, não conceito. É, exatamente de sociedade, né? Não, sociedade,não sociedade jurídica. Mas os termos são ótimos. Mas os termos são ótimos. Ó, então primeiro documento que você escreve quando abre uma empresa, o que que é contrato social?Isto.Então, mas que que a gente escreve num contrato social? Aí tinha uma época que tinha uma piração que eu falava: "Eu quero escrever o contrato social das empresas". Reescrever que qual é o seu, o que que você se compromete com a sociedade, né? E não é isso que a gente escreve no contrato social. E a sociedade, né? Ter uma sociedade,é, e ter uma sociedade não é um um diálogo de forças, né? no termo da sociedade,mas é um bom ponto. Tá sendo, tá sendo, tá sendo meio interessante.

40:33

E como é que tem as novas gerações, né? Como é que você tá vendo as novas gerações? Tem aquele dilema de que dizem que as novas gerações não estão dispostas a trabalhar como a gente trabalhava na nossa época. isso tá acontecendo no teu lá no Gad', você vê isso acontecendo? Você tem uma opinião sobre isso?É assim, de novo, né, cara? 40 e 40 e poucos anos nesse negócio aí. Enfim, eu tenho filhos dessa geração, né? Uma filha 25 anos, enfim, que tá na área, tá na área mais ou menos, né? Formou psicologia, né? Mas trabalha com pesquisa, com um um filho que tá no direito e tal. Então, a gente lida com isso no dia a dia, lido com isso também na empresa, né? Eu sempre tenho um cuidado todo esse tipo de olhar que eu acho assim um olhar meio entre aspas, não é? um olhar meio meio assim naquela coisa, pô, no meu tempo era melhor, no meu tempo era diferente, sempre acho um papo de velho, geralmente fato.

41:29

É, eu sempre tenho que ter o cuidado isso, porque assim, todo esse tipo de comparação, ela não arrasta o contexto, né? Ela não traz o contexto, não tem como trazer o contexto, né? Que nem dizer assim: "Ah, eu,né, consigo sentir o que tá sentindo". Mentira, ninguém consegue sentir o que tu tá sentindo, né? Então sempre tem um pouco de cuidado. Ah, é mais assim, é mais assado. Tem debates lindos assim, né, com os meus filhos, minha filha. Ah, pô, hoje a ansiedade maior aqui, né, dos jovens e tal. Então, tem especialistas nisso. Cara, é difícil eu te dizer. Eu acho que tem todo esse contexto, mas ainda tem muito da natureza das pessoas. Tem jovens que trabalham comigo que são super engajados, gut feeling paráe tem outros que não, né, cara? E tem e tem outros que não são, entendeu? Tem gente que quer,você acha que não é geracional, que é ainda tem,não tem um fator geracional, né? Mas assim, tirando um pouco o fator geracional, porque ele é complexo para fazer a comparação com 40 anos atrás, quando eu comecei, eu trabalhava com régua T, papel vegetale caneta nanquim, né? tirando esse fato, eu acho que tem muito essa questão, né? ainda da individual, cada um, cara. Então, tem gente que não, né?

42:45

Tem gente que quer ficar rica com 30 anos, quer montar uma startup, fazer um business plan e vender e tal, né? E tem gente que não tem tesão pelo negócio, quer se desenvolver mesmo e tal. Então, tem o contexto, eu procuro sempre me policiar para não ficar carimbando assim, sabe? para não ficar carimbando. Eacho que é muito legal. Eu acho que esse momento assim é muito ansioso para eles, né? Um momento de muita angústia para eles, mas eu acho particularmente, eu olho hoje para nós um momento muito legal assim, sabe? Essa questão da IA, da tecnologia hoje,os sé si eu acho um momento espetacular. Eu sou um cara absolutamente apaixonado e assim e empolgado com o momento atual.

43:36

Tem um termo que às vezes a gente usa que ah, no nosso tempo, nosso tempo para agora. A gente está vivo aqui, estamos vivendo aqui. Nosso tempo é hoje.É o futuro é só um conceito. Nós vivemos hoje.mas tem um que você trouxe muito bem sobre o contexto de cada geração, onde cada um está. você entende que ah hiperconectividade ou acesso à informação faz essa aceleração de mudança, de percepção de cultura, do desejo de trabalho, desejo de enriquecimento, né? Então, antes você tinha ali jogador futebol ou atriz, né? Hoje tem creator, hoje tem a Tur da Globo, tem startup, tem creator, mas tem uma hiperconectividade que acelerou bastantea a disseminação de informações, né, principalmente dentro dos seus, da proximidade de grupos.

44:30

Você entende que isso é uma é um dos direcionadores que temo desse contexto de ganho rápido, porque se você é uma reflexão minha, né? Só minha, eu eu comigo mesmo. Pergunta longa.É, eu v que ela pode ser minha também. É porque tem uma uma questão que é a percepção de ganho rápido.Entendi.A percepção de ganho rápido. Mas a dúvida qualquer se isso é um se é uma questão.É, então essa questão tanto do da dinâmica do trabalho e o ganho rápido é uma é uma aceleração da hiperconectividade. Não, eu acho que assim o o é óbvio, né, que assima sensação de que o tempo passa mais rápido, ela é eminente.

45:23

.Né? Porque tu tem mais estímulospara nós também, né?Para todo mundo.Para todo mundo, porque tu tem mais estímulos.Certo? Então esse é esse é um esse é o primeiro ponto, né? Isso te gera uma pressão maior, né? Se tu vivesse isolado lá no interior, enfim, tu ia ver num ritmo. Se tu largar o celular e ficar numa cabana na serra só com livro, a tua ascensão de tempo muda completamente. Tem gente que faz esse exercício. Então,só esse fato desse sensação de aceleração, né, do tempo cronológico, ele gera uma pressão, né? Aí junta-se a isso o paradoxo da escolha. Ou seja, a nossa escolha hoje ela é gigante,muita alternativa, né? muita alternativa. Eu sempre me sinto na na gôndula, na gôndula do Pão de Açúcar, escolhendo produtos da marca Veja, que tem uma 150 extensão de linha. O paradoxo da escolha é uma ansiedade. Eu fico ansioso naquele momento ali. Então aí tem esse essa questão da escolha. E aí tu joga isso também no mundo, né, que eu não sei se ele é mais instável ou menos estável, mas é um mundo onde a informação on time e nem sempre informação é real.

46:37

Então também a própria ignorância de não saber das coisas antes nos causava menos ansiedade, né? Se eu não souber que houve a guerra, o que tá acontecendo nesse momento aqui, cara, tá tudo certo, né? Tem când assaltando, né? Fica assustado. Exatamente. Entendeu? Então acho que esses fatores, né, acabam gerando uma pressão muito grande. E junta-se a isso, né, um outro contexto. Eu não vou mais viver, eu não vou est velho com 50, eu vou viver 100. Por exemplo, eu tenho que dar bem, eu tenho que valer, eu tenho que faturar, eu tenho que ter emprego, trabalho e tal para mais 80 anos, entendeu? Então,acho que se junta um monte de coisas que nós não tínhamos antes, assim em cima da mesaque lidar com isso. E isso hoje a gente tem que lidar, né?

47:24

Traz angústia, não só pra nova geração, né? Pros antigos também.Isso.Você falou sobre a inteligência artificial, que é para você é sedutora e é e é um campo encantador. Como é que você descreve um pouco isso, né? Como é que você tá enxergando a inteligência artificial dentro do nosso setor? E se você vê alguma decorrência, a gente tava até vendo um vídeo de um cara que eu achei super interessante, depois eu posso falar, mas que fala sobre o que que a gente vai tá perdendo com ela, né? Como é que você enxerga essa questão da inteligência artificial?Ah, eu tenho eu tenho uma visão bem simples assim, objetiva, né? Eu vejo como solução, como ferramenta, como várias que a gente acompanhou ao longo dos tempos, né? Então,não tinha Photoshop na nossa época, agora temnão, não tinha não tinha computador, né?

48:12

Comp tinha computador, né? Era era fax, é, né? Não tinha internet, não tinha não sei quê e tudo que se pode colocar. Então, assim, são ferramentas que nos ampliam a nossa capacidade de desenvolvimento, entendeu? Criativa, estratégica, tá tudo certo para mim, assim, muito pelo contrário, né? Assim, eu tenho capacidade hoje de produzir com mais qualidade, com menos custo, com mais velocidade que eu produzia antes. Então, como assim? Entendeu? É espetacular esse negócio que tem por aí. Bom,mas tem lado ruim.Tem lado ruim, como todas tem lado ruim. A faca tem lado ruim.É,né? Tudo tem lado ruim.Depo uso, né?Exatamente. Tem lado ruim, mas assim, de novo, né? Olhando pelo que que pode, tem cuidado do lado ruim, claro, mas olhando pelo que pode trazer é um potencial. Eu acho que assim, isso aproximou, né? Isso aproxima, ou seja, de novo, né?

49:10

Se antes um arrancava de sete, outro arrancava de quatro, seja pela formação, pela capacidade de investimento, pelo recurso tecnológico, por onde mora, todo mundo se aproxima um pouco mais dessa largada,certo? Se aproxima um pouco mais dessa largada. Agora, qual a capacidade que ele tem, né, que todo mundo sabe de fazer as perguntas certas ou de se apropriar melhor, se colocar melhor nesse ambiente, né?Então, acho que assim,por isso que eu acho que para nós que somos siores é espetacular, porque assim, o ativo que nós temos é a experiência, é a capacidade de fazer as perguntas certas, é a crítica, né? E fundamentalmente, eu sempre digo, no final do dia, o que que o nosso cliente quer? Nosso cliente quer um ambiente de segurança para tomar uma decisão, certo?

50:01

É isso que nós nós vendemos, um ambiente de segurança para tomar uma decisão. E aí fundamentalmente quando tem mais acesso à informação, quando tem capacidade de gerar mais solução, entendeu? Para poder trazer mais isso junto com a tua experiência, é um negócio, é um negócio espetacular, é um negócio incrível, entendeu?Incrível. Mas o a inteligência artificial, você qual perspectiva que você olha para ela? personalização, eficiência, profundidade, complexidade para entender um ambiente mais complexo de qual perspectiva que é para vocês dois, inclusivecom que lente você olha para ela,é com que lente que você olha para ela, eu resolvo personalização, você consegue personalizar, mandar um vídeo customizado falando o nome de cada pessoa, isso custa muito mais barato.

50:50

Você pode ser eficiente, fazer mais em menos tempo, né? Você pode também ser mais profundo do que você podia entregar antes, não porque você não tinha profundidade, mas porque você tinha outros trabalhos que manuais que tinha que fazer. E aí isso não custava. Eu fico olhando dentro dessas óticas para entender qual a aplicação que a inteligência artificial me me diferencia e não me deixa obsoleto fora do mercado, fora de contexto. E a outra que é que eu tava falando, além da eficiência, complexidade, né? Então consegui entregar com trabalhos que tenha maior complexidade, seja por profundidade, por pelos três, talvez os três elementos juntos. Queria ouvir os dois, inclusive.

51:37

Quer falar? Eu quando eu olho eu assim, é que tem muitas camadas de coisas dentro da da tua pergunta, mas para mim inteligência artificial, eu desc vi essa descrição outro dia, achei muito interessante. É a primeira vez que a gente tem um pedaço do cérebro fora do cérebro. Então eu vejo ela como ferramenta. vou dar um exemplo, né? Se se uma pessoa não sabe escrever muito bem, o que requer é um talento, né? você ordenar as palavras, mas ela pensa, ela tem a ideia sobre o que escrever, então ela pode usar essa ferramenta para ajudá-la a escrever. Então assim, você, eu vejo, eu vejo a inteligência artificial como impulsionador de pensamentos, né? Então assim, e eu e eu acho que isso tá criando um efeito negativo, porque assim, agora tá todo mundo falando tanto, né? Porque antigamente as pessoas não escreviam porque elas tinham dificuldade de escrever, agora todo mundo escreve via inteligência artificial. E aí aí aí vem um outro um problema em decorrência desse dessa solução, né, que é quando tem muita gente falando, tudo vira paisagem, né? Então, assim, isso isso vai desenvolvendo novos critérios, né, que eu acho que é natural da evolução da sociedade, né?

52:49

É, mas serve o o o paralelo serve com branding, né?Isso.Antes ninguém falava disso, né? Nós começamos lá a abrir a picada, né? a machado, a foice, hoje todo mundo fala, todo mundo vive. Então, tu tende a uma certa banalização, uma certa comoditização, mas a partir desse momento é que se e te força, te força a buscar outros ambientes, entendeu? Não é assim, porquesenão tu fica naquele. Senão tu fica naquele. Ou seja, todos nós somos pressionados hoje a criar mais valor, trabalhar diferente, trazer novas soluções, ampliar essa nossa essa nossa oferta aí em termos de consultoria de brand e de design, porque de uma forma geral se com auditou. Então, se não acontecer isso, nós vamos ficar lá naquele ambiente. Talvez a gente fique até meio se repetindo.

53:38

. Então acho que quando chega nisso a, né, lotou a praia, nós vamos ter que criar outros ambientes, vamos ter que criar praias artificiais, nós vamos ter que criar formas de no, entendeu, de acessar ambientes quando a gente não acessava, né? Todo mundo diz aí que a gente ocupa 1% do nosso cérebro, sei lá, 2% e tal. Então tem 99 aí a serprovocado, né? ser provocado. Então, o que eu acho é isso, tem gente que que que, como tu diz, tem ideias maravilhosas, mas tem pouca capacidade de se expressarisso.Seja verbalmente, seja textualmente, seja graficamente. Hoje elas têm capacidade disso. Na medida que elas se expressarem nisso, quanto isso pode devolver pro próprio processo cognitivo e criativo?.criativo dela, né? É, então,então esse é um lado positivo. Tem um outro lado que eu iso esse me preocupa um pouco mais que é o cérebro humano, ele tende a economizar energia, né? A partir do momento em que você, para refletir, você pode acelerar o processo de reflexão, então você tem uma ideia superficial, você vai lá e coloca e ela cospe a sua ideia melhor organizada do que você tinha, talvez você caia na ilusão de que aquela ideia é melhor do que a sua, simplesmente pela forma e você não reflita o suficiente para isso virar uma tecnologia sua. E aí eu tenho o receio, né, mas isso a gente, a história vai contar pra gente se esse receio é válido ou não,de que muita gente distraída vai se entregar pra tecnologia e vai perder potencial cognitivo, né? Porque a dificuldade ela forja também o ser humano, né? Então acho que tem algumas nuances, né? Eu não tenho ainda não tenho nenhuma conclusão. A gente tava vendo um vídeo de um cara falando que anão é não é bom ter conclusões sem juízo ter conclusão, né? Não, mas a

55:22

Gente viu um vídeo que é interessante porque o cara tava contando uma coisa que para mim já é já é uma preocupação, né?Caval cavalé ele falando: "Olha, o grande problema da das Iás é que a realidade vai perder o status, né, de de não é que ele vai perder o status. A gente vai começar a ver coisas tão absurdas. O exemplo que ele usa é bom, né? Quando o cara faz um aéreo lá no skate, era tão raro você ver isso que qualquer aéreo magnífico era magnífico. Agora a gente vê aéreos feitos por inteligência artificial tão magníficos que um feito por um ser humano perdeu a graça, porque eu já vi tantos daquele que aquilo vai perder a graça. Então assim, essa escala de referências absurdas, né, que é da não realidade, talvez mude a nossa percepção da realidade de fato, né?Mas parece o Jornal Nacional, né? Ontem eu tava assistindo, tava falando aqui de um problemas, cara. Tinhaiso, dependendo da quantidade de absurdos que você vê, você perde a noção do absurdo, né? É, você perde sensibilidade ali, né? Guerra eões financeiras. Eu eu brigo pouco com a evolução, porque eu acho que a evolução é evolução. Eu eu observo, né? Então, até para que eu tome cuidado com com aquilo que eu tô observando e preste atenção, tal, mas assim é inevitável, né? Eu acho que a evolução ela tá aí, ela vai acontecer a nossa revelia, ninguém vai controlar ela e a gente pode até querer tomar cuidado, mas não vamos conseguir muito muita evolução nisso.

56:44

Falando, a gente tá falando de coisas do futuro, né? Fala um pouco sobre o futuro do Gad', né? Como é que você tá? A gente teve almoço, você começou a falar sobreas tuas reflexões sobre o que foi o Gad' nos últimos 40 anos e o que você imaginava sobre o Gad', como é que como é que isso tá dando na tua cabeça? Não, isso legal porque tem sido aí a reflexão, né, assim, fiz 60 anos, 61, enfim, 40 anos de gade, né? O ano passadojá tirou carteirinha de desior não precisa ainda, né?E aí, obviamente que é inevitável essas reflexões todas, né? E primeiro entender, né? De novo, a gente tem essa mania, só vai pra frente, vai e anda e vai e anda e vai e anda, né? Pô, é legal também a gente conseguir parar, entender, né? Isso tudo que foi, né? um pouco que a gente tá conversando aqui, minha pessoa e o Gad', né? Quer dizer, sempre foi um processo meio automático assim, né? Enfim, nasci, criei, tem associação, tem gente que acha que era meu sobrenome e tale por aí vai, né? Tudo meio junto, misturado. Então, comecei primeiro entender um pouco, né? O meu papel, a minha agenda mesmo profissional, né?

57:52

Separar um pouco isso, né? Quer dizer, Luciano, Gad', né? Não é a mesma coisa, né? Não é a mesma coisa. qual tem sido a minha contribuição, Luciano, pro mercado, enfim, né? E qual e qual o papel do Gad' ao longo desse tempo todo, né? E aí, depois de um bom tempo, nessa reflexão, assim, o ano passado, eu eu tomei uma decisão importante que é, cara, né, porque tu esse momento pode tomar vários caminhos aí profissionais, né? E eu assim construí também, né? Acho que fui fui, fui encontrando uma motivação, né? Vocês me conhecem por assim, né? Primeiro momento eu uso o golpe, mas rapidamente eu saio e com bastante velocidade tem uma decisão de de construir um novo momento, de construir um novo ciclo, né? Claramente eu consigo mapear o G. Até no nosso site a gente refez, né?

58:43

.Gabis, tem lá um uma fala assim dessa desses ciclos todo. Então,desidamente a gente tá construindo um novo ciclo, né? contratamos uma consultoria para nos ajudar, ajudar. Estamos desenhando um, que eu tô chamando de novo momento do Gad', né? E é um momento que assim, eu tô tô muito muito muito muito empolgado com esse novo momento, né? de olhar pro Gad', né, mais uma vez, né, com uma provocação aqui de de de trazer uma visão nova para esse nosso mercado. Mercado do jeito que ele tá colocado para mim, deu para ele, acabou, saturou, né?Vem novidade por aí, né? É, é o moço já falou que umas coisas, acho que foi no Bad, falou que aí vocênão é antes da novidade vi muito trabalho,pode contar, não pode contar, né?Vi muito trabalho, né?

59:29

Novidade.Mas é essa coisa, né? Zja, assim, olhar um pouco o o pro mercado e pra nossa forma de contribuir, né? Diferente, né? A gente a gente falava antes, né? de tamanho do mercado, assim, o, eu não vou falar o nosso mercado, o mercado ele é enorme, porque assim, toda empresa tem uma demanda, né,marca, produto, ambiente, posicionamento, estratégia, experiência, qualquer termo que a gente queira queira utilizar, né? E na verdade o modelo do mercado ele tá muito concentrado na ponta, né? E ele ainda um modelo muito convencional, me incomoda muito a gente fazer as coisas, apesar da evolução das ferramentas, praticamente da mesma coisa que do mesmo jeito que a gente fazia há 20, h, 30 anos atrás. Isso me incomoda profundamente, né?

1:00:27

Então a gente tá construindo um novo modelo, né? Um um modelo que parte desse pressuposto que a gente empodera as pessoas, né? como liderança, como um consultor mesmo, onde ele vem apoiado, né, fundamentalmente, né, pela pela tecnologia, pro IA e de outro lado muito pela nossa experiência, pelo nosso legado, né, que é muito forte, é muito relevante, né, e a gente se apropria pouco, né, então a gente vem trabalhando muito nisso, de como que a gente ativa isso e empodera aquele profissional que tá ali, né, e passa a olhar o mercado como um todo como uma grande e rede que podegrande espaçotrabalhar e pode pode colaborar juntos, né? Quer dizer, acho que assim, essa aquela coisa do do dos times de um jeito ou de outro estruturados e a nossa forma de gente levar pro mercado.

1:01:19

Isso passa pela formatação de como os times, gente de dentro, gente de fora, tem a ver com isso também, com modelo de negócio.Passa, passa com Sim, passa por uma uma proposta de de mudar radicalmente o modelo de negócio, né? né? Quer dizer, o nosso modelo de negócio é um modelo passivo, é um modelo lento, é um modelo complexo assime que não cabe todas as capacidades que você precisaria ter dentro de casa.Na verdade é o seguinte, é simples. Todo mundo quer fazer branding hoje, né? Todo mundo, toda empresa, seja qual é o tamanho, seja qual é o estágio, seja qual for, né? Quer dizer, o que a gente lutou para conseguir, a gente conseguiu,deu certo,deu certo, mas é uma espécie de guspi para cima, entendeu? Tá caindo na cabeça isso tudo,né? e aí a gente fica incomodado porque tá lá numa concorrência, entra o cara que pede 10, outro pede 20, outro pede 50, outro pede 100 e tal, parará, parará. Então assim, esse mercado tá muito desestruturado, muito desestruturado.

1:02:20

Não se sabe como contratar, não se sabe como entregar, não se sabe como precificar, né? Então tem uma série de questões aí no meio desse processo todo que acho que tão mal estruturado, que pode ser alteradas completamente nesse processo, assim, sabe, a velocidade que as coisas precisam ser entregue, a forma de se relacionar, né? Então assim, o meu desafio nesses próximos 10 anos e o que eu tô colocando pro Gad' é exatamente tentar trazer, assim como acho que a gente trouxe, né, lá atrás em outros momentos, né, fomos aí pioneiros nessa forma de pensar e abordar, trazer uma nova forma de trabalhar esses desafios que as empresas têm, não de fato o nosso segmento, né, mas assim, olhando lá, entendeu, pro cliente, pro seu negócio, né, como que essas essas nossas essas disciplinas conseguem agregar valor pro negócio dele. Então, uma forma diferente de trabalhar e de se relacionar com o mercado como como um todo, né?

1:03:20

Então isso tem tem motivado bastante, dedicado bastante. Aí vamos trabalhar.O seu incômodo é mais no como ou no porquê? No quê? Porque você falou bastante do como, do como que se faz, né? Mas tem uma motivação, uma visão do porquê do propósito da mudança além dao que que essa mudança significa para você,do que ela do que ela significa para você, além de do autodesafio, né? Então, de se manter, você não poderia ser músico igual eu, tocar, imagina tocar a mesma música com 50 anos..Né? A gente, eu não conseguiria, né? Igual você,mas tá cheio de música que fica refém disso, né? Vai lá e pede no show a mesma música.É, é. Então, tá essa reside no quê? No porquê, porque o como a gente já entendeu que você não não é o o que por é que eu acho o seguinte, né? Quer dizer, a forma de entregar uma solução pro mercado, como a gente se desenhou e se estruturou ao longo de último desses 20, 30 anos, não pode ser a mesma, po. Que o mercado é completamente diferente.

1:04:27

É o comonão. Aí eu já não sei se é por, se é o cob, se é o qu,não. O que, o que, se continua branding, se vai para um outro, né? O qu aíisso é que nem plataforma de marca, entendeu? Usar o Golden C, mas o que que é o Y? Que que é o how? O que que é o who? É, é, mas exatamente isso é a estrutura. Eu não sei o que que é se porque eu como o seguinte, mas assim olhar pro mercado e dizer assim, cara, não pode uma empresa entrar num processo, ficar seis meses fazendo uma concorrência, ter 10 participando com precações completamente diferentes para depois fazer um projeto mes. Tá errado isso. Sim,nós estamos queimando gasolina, todo mundo aqui. Tá errado isso, está mal, está ruim essa forma de trabalhar, entendeu? Para todo mundo, ninguém tá confortável com isso, cara. Então, nós temos um nós temos uma questão aí. Ah, isso é um problema. Pode ser que para uns não seja, para outros não seja, mas me parece que tem aqui uma necessidade desse mercado se estruturar diferente, de se organizar diferente, de levar demanda diferente. Eu não sei nem se é dentro do nosso segmento. É difícil falar isso aqui. Nem olhar pra história de 40 anos atrás. Não existia branding.

1:05:29

A praia ficou cheia.Não existia branding, entendeu? Se não sei nem se a gente tá falando exatamente disso.É. É.Entendeu? Então assim, é que nem falar de assim, como é que eu vou falar? Eu não sei o que que isso vai dar, entendeu? O fato é que o que a gente tem de disponibilidade hoje, de ferramenta, de tecnologia, de conhecimento, é gigante para continuar fazendo da forma como a gente fazia, olhando só a tecnologia na ponta, porque na verdade é isso, a gente só olha na ponta, na melhora do projeto, entendeu? Na forma de entregar, mas não sei o que e tal, né? Mas no processo como um todo nosso, que é a ajudar as empresas nessa conção de valor ou redução de de custo e desperdício, né? que também no nosso trabalho tá ligado a issoe parece que tem um ambiente aí de bastante oportunidade.. E já que você tá falando de futuro, de pensar futuro e 40 anos aí de trajetória, qual que é o legado que você, né, em algum momento você vai parar, né, parar não necessariamente a atividade, mas, né, perder força, perder a paixão, etc.

1:06:33

É os 50 ceddez que a gente vai em algum momento isso para assim, qual que é o legado? Qual que é o legado que você quer deixar? eu acho que você já deixou, né? Mas que que você gostaria de deixar de legado? Ah, Luciano aquela aquela velha coisa. Que que tu gostaria que tivesse escrito na Lápid, né? Talvez Grêmio campeão, né? Esse ano, né?É. Grêmio troca. Então, então troca de de Acho que isso aí não tá muito perto.Mas é o seguinte, eu não sou muito nisso assim, né? Já pensei nisso, mas assim o que que é o legado assim, coisa que mais me gratifica quando eu encontro alguém, quando eu encontro alguém que diz assim: "Porra, uma vez eu tive lá te visitando porque meu pai pediu lá para falar contigo, eu tava falando na faculdade, tu falou isso, isso mudou a minha direção, isso me fez ir para essa área, isso me fez abandonar essa área, isso me fez achar que fazer esse negócio deveria ser o depois. Exato, né? quesalvei uma vida.

1:07:33

É, não sei lá. E isso é muito bom. Isso é coisa que mais assim que eu acho que esse é o maior é o maior legado e isso é seguidamente acontece. Tem casos ótimos do próprio Fabio Haag lá no último premiação da da Brasil da BDesign me encontrou e me falou: "Pô, que lá atrás tá os trabalhos de vocês aí depois outras pessoas seguidamente tem isso. Isso acho muito legal assim, entendeu? Porque é que nem quando tu conversa com uma pessoa e ela falou uma coisa e te marcou, mas ela não lembra disso. E aí quando tu tem essa interação com outras pessoas, tá, tu também não lembra. Tu fala um monte de coisa o dia todo, entendeu? Mas aquilo para para aquela pessoa foi muito relevante naqueles momentos. Daí depois ela te traz, nossa, né?É verdade, pá. Então isso para mim, cara, esses são os esse é o legado assim, entendeu? Não é a empresa efetivamente, né? Mas tudo que a gente fez, mas mas mais fundamentalmente a o impacto que tu deixa, né, em cada em cada pessoa, né, a gente tem um umuma turma de exclaboradores do Gigante.

1:08:42

Até tô tentando agora mapear todo mundo e se cruzo isso agora com a facilidade LinkedIn e tal. Cruzei uma menina trabalhando na Alemanha, numa instituição da BMW na Alemanha, meo do Gad', foi isso, foi importante, aprendemos aquilo, tal. Ah, isso, isso é muito legal. Isso é, esse é o legado.Meio mexicano, né? O dia dos mortos, né? De ser lembrado.Euser bem lembrado.Deixa, deixa eu te dar um presente aqui. Eu te falei que eu achava que você tinha deixado um legado porque na minha trajetória a relação contigo foi super importante, né? Uma das frases que você disse aquime marcou quando você disse nas nossas conversas, né? a portas fechadas, que era justamente não tem mercado grande, se, aliás, não tem empresa grande se não houver mercado grande. E aquilo para mim ficou marcado porque pela primeira vez eu tive a consciência de de fato, né, eu preciso sair do corpo, né, porque você tem sempre um interesse próprio, falar não vai não vai ter espaço para mim se eu não se não ajudar coletivamente o espaço. Isso mudou a minha visão sobre o meu papel, né? Então, na minha trajetória, a relação contigo foifoi realmente transformadorapor tudo aquilo que eu pude acompanhar no teu jeito de liderar. E isso não é só não sou só eu que falo, né? Quando eu converso com André, com o Giovani, com a com a Gisela, quem participou daquela daquela diretoria da ABEDesign, o grego, etc., todo mundo tem a mesma perspectiva sobre você. Então, te devolvendo um pouco daquilo que você disse que gosta de ouvir e aqui emno meio da praça pública, né? deixar aqui registrado que realmente você fez a diferençana minha vida de muitas outras pessoas do mercado. Imagino que, como você tá dizendo, as pessoas trabalharam mais próximo de você, mais ainda.

1:10:25

Legal, muito bom, muito bom, Virgia, obrigado aí pelo pelo pelo depoimento, mas eu acho que é isso mesmo, assim, sabe? Eu acho que a gente vive, né, numa numa numa tensão, uma pressão, né, pressão grande nosso dia a dia, né, de cliente buscar fechar mesa, entregar legal, subir a qualidade do trabalho, desenvolver relacionamento, né, e tal. E a gente esquece, né, dessa dessa nossa dessa importância da gente se doar,né? E em assim, momentos que eu tô mais tenso, sou um cara meio cabalístico, né? Gosto de cabala também e tal. O momento que eu sou mais tenso, eu me pego em relação a isso, entendeu? Assim, né, dessa coisa de que às vezes a gente tem que deixar um pouco mais as coisas andar e e e fazendo sentido contrário, entendeu? Perdi 10, vai lá e dá 10.

1:11:15

.Entendeu? Porque as coisas, né, tem uma coisa cósmica mesmo, entendeu? que ela acaba, né, quando a gente olha com abundância, né, que é sempre um desafio para nós que vive, né, muitas vezes cultura de escassez, né, quando a gente olha com abundância,esctudo muda, né? Tudo muda, né? E a gente, o mundo olha pouco, então assim, são lampejos, né? Se a gente conseguir trazer mais pro dia a dia, eu acho que a gente consegue, né, entregar mais e aí ter mais esse tipo de troca que no fundo o espetacular, né? Então assim, eu acho que talvez tenha aprendido a vibrar mais e a curtir mais as pequenas coisas..Né? Pô, a gente ser, pô, missão crescer lá, pô. Eu acho que assim na minha carreira, né? Crescer, vim para cá, agar estou numa referência, assumi uma liderança institucional, Cannes, né? nossa experiência em canes e fomos jurados, presidente de júrio, gan prêmio, deu palestra, não sei quê, várias coisas pelo mundo a assim, cara, não tem muito mais o que pensar, né, assim, né, dentro desses big deals, né, que a gente sempre coloca grandes marcos, né,vou chegar no topo do mundo. Cheguei agora.

1:12:29

É, chegamos. E aí tu vê que, cara, segue aquela, né, aquele aperto ali e tal. Então, esse olhar que todo mundo fala aí, tá aí na nos livros de autoajuda e nos posts, né, da de curtir essa esse dia a dia, essa caminhada e e conseguir enxergar assim nas pequenas coisas. Então, hoje eu tenho me atentado a curtir mais isso assim, devolver, é, tá mais atento, sabe?Tá mais atento, devolver mais isso, devolver mais isso pro grupo e tal, né? Eu acho que isso é uma coisa, isso é uma bacana, porque também, cara, no final do dia, né?Agora, antes da gente encerrar, porque já tá tá dando nosso tempo aí, tem horário, então a gente vai ter que te liberar. eu queria falar, você falou de Cannes, né? Tá, bem que você falou porque eu tava esquecendo. Conta um pouco, né, do desse desse desafio de ver o maior festival do mundo de criatividade ali, muito alocado na publicidade dentro da ABEDesign. Essa foi uma iniciativa tua de se aproximar da Apex, conseguir viabilizar um movimento associativo para levar o design brasileiro para dentro do festival, criar um certo protagonismo para nós dentro do festival, né? Não só o design brasileiro, mas o design dentro do festival e puxar um monte de gente junto, né? porque vários outros foram jurados e eu inclusive ali de Cannes.

1:13:52

Então conta um pouco na tua perspectiva como é que foi esse essa trajeta.Não, foi uma foi uma experiência incrível, né? Enfim, naquele momento ali que eu assumi a presidência, né? Tu tava junto, enfim, vários outros. a gente tinha aqueles aqueles acordos com a Apex, né? né? E aí começamos a discutir essa questão da internacionalização. Cannes tinha inserido no seu no seu nas suas categorias, né, design em 2008, né? E acho que Fred tinha sido convidado para ser júri naquele momento também, assim, não tanto pela ABEDesign, mas também pelo Gad', né? né? Quer dizer, eu me eu olhei aquilo e e fui lá conferir, né, essa entrada do design nesse mundo, né? Eu sempre fiquei muito atenta essa coisa, né? como quando o ambiente da publicidade ele é muito rápida, né, de se apropriar de áreas correladas, né?

1:14:48

Então vamos vamos olhar esse negócio aqui. E aí veio essa ideia, né, de cara, Cannes abriu, nós temos que ocupar esse espaço antes que a publicidade ocupe esse espaço. E aí juntamos com essa questão do projeto de internacionalização. E eu acho que eu não me lembro muito bem isso porque eu fui o convidado para ser o jurado de 2009. Aí eu acho que eu meio que juntei todas as coisas. Não me lembro muito bem. Sou jurado, vamos já fazer o movimento.Você foi presidente em 2010, né?Eu fui presidente em 2011. 11. 11.É, fui jurado em nove, jurado em 11, jurado em 13, mas presidente eu fui em 11, né?E aí acho que nasceu essa ideia, né? Pô, eu vou ser jurado lá, sei que vamos fazer um projeto de internacionalização. Não sei se a gente já botou em prática em nove ou em 10. E aí a gente conseguiu o recurso da Apex, né? Recurso da Apex.

1:15:37

E e aí conseguimos grana para viabilizar a inscrição, porque pro nosso pro nosso mercado era caro as inscrições, né? Para as agências, maiores agências não significa tanto. E aí conseguimos essa negociação de conseguir funding da Apex, tanto para subsidiar a inscrição, para subsidiar também a ida de lá dentrodo designer de stand lá. E eu também construi uma negociação com o próprio festival, né? que que a questão dos jurados ficas sempre por indicação nossa. E nesse sentido a gente conseguiu essa institucionalidade brasileiro no mercado interno, aquele tipo de coisa, né? Tu faz o movimento lá fora para ser reconhecido aqui dentro, né? Então foi essa estratégia. A gente for respeitado lá fora, não vai ser aqui dentro.E a gente conseguiu fazer esse movimento, né? Praticamente os jurados passaram a ser semprejurados aqui, alinhados com eles, né?

1:16:29

Não era nós que escolhia, mas mas eles traziam e a gente junto construía e e assim demos acesso a centenas aí de designers, né? E criamos também essa interlocução com as agências, né, que vinham conversar conosco também, né, quando tavam os seus trabalhos na categoria e passamos a frequentar esse ambiente e liderar esse ambiente, né? É, e a gente fez inclusive missões empresariais, né, levando outros setores que eu liderei lá uma levar cliente e depois nós fomos expandindo essas missões para outros ambientes, para outros eventos, para outros países, para, né, outros. Começou a nascer essa questão das missões internacionais da ABEDesign. surgiu a questão da presidência do júri depois em 2011, né, que é um negócio assim de de puto orgulho para nós, é uma categoria nova, né, de ser presidente. E para mim, né, não tem nem o que falar da experiência que foi ser jurado. Eu acabei sendo três vezes jurado e presidente. Então, realmente foi uma experiência espetacular, né? Ganhei em 2009, ganhamos lá com CAS da Claro também.

1:17:31

E depois também a gente fez uma palestra em 2010 sobre inovação nos brinques, né, com com a Helen com Charles. Foi também uma experiência. Aquela bolinha até hoje, aquela bolinha de futebol, aquela bolinha da pênalti. É, então foi foi uma coisa super legal assim, né? Eu acho que a a aquilo foi sem dúvida, principalmente no ambiente e publicitário, de comunicação nacional e internacional, foi, entendeu, uma institucionalização do design Brasil. É. E é legal isso que tu falou, porque realmente gerou um reflexo muito forte aqui no Brasil, né? Os veículos que cobrem o nosso mercado passaram a prestar atenção. os as grandes agências de comunicação também passaram a prestar atenção porque a gente apareceu realmente num palco com força, né? A gente conseguiu demonstrar coisas.Sim, né? E acho que abriu o espaço para todo esse movimento de participação em em premiações internacionais do design brasileiro, entendeu? o mercado interno de comunicação reconhecer, nós nos tornarmos porta-voz do assunto.

1:18:31

E você acha que você acha que foi de graça?Isso se manteve pelo menos até o ano passado, né? Entãoé o vem o CEO de Cannes, convida a gente na ABEDesign, a gente indica nomes para pro Júri. Entãopassou passou seu nome por lá por essas indicações também. Então, sempre passa essaaté hoje, até hoje continuou tornou a referência e ela continuou.Você acha que você acha que tem espaço parapara retomar protagonismo lá? Você acha que o momento da gente fazer isso? Um movimento mais aproveitando que a Gi tá agora na presidência, dá manda um recado para ela aí, Gi.É, eu sempre acho tem oportunidade para tudo, precisa ter disposição, né? precisa ter que escolher qual delas e a e ter e e ter disposição, né? Enfim. Aí eu acho que é um é um desafio, é um desafio que a dizer ela tem aí, né, na na à frente dessa nova gestão aí da ABEDesign.

1:19:30

Eu tô perguntando porque estamos todos no conselho, podemos aconselhá-la. Eu não sei se issoassiste lá que tem conselho. Assiste lá que tem conselho.É, tem que tem que olhar aí obviamente, né? O que que são as os movimentos mais estratégicos e importantes pra associação e pro segmento pro nosso mercado no Brasil.Não sei se passa por can, se passa por outra coisa, se, né? Tem temtem que mapear de novo, né?É, exatamente, né? Coisas para serem feitas tem sempre muitas aí, né? Já olhando pra lente aqui, tem que fazer a escolha certa, né?Tem que botar lente sobre o tema certo.Exato. Bom, Luciano, obrigado pelo pela entrevista. Papo gostoso. Tem tinha tinha aqui roteiro para fazer um monte de outras perguntas, mas acho que respeitando o horário e o teu pedido, a gente vai encerrar. Queria perguntar você que tem algum recado a mais para mandar aí pra galera sobre sobre essa profissão, sobre o mundo do design, aqueles que estão pensando em se inserir nesse mundo, aqueles que estão perdidos, têm seus escritórios, mas não estão conseguindo encontrar,não. Assim, não tem muito recado, né? Eu tenho uma visão muito simples assim, né? Quando a gente faz o que a gente gosta, entendeu, cara? É só uma questão de tempo, né? a gente faz o que a gente gosta quando a gente se se dedica, né, verdadeiramente, né, quando a gente assim consegue ter uma razoável perseverança, né, gosto de dizer assim, meu primeiro primeiros 10 anos de gade foi tudo de ruim, né? Nunca tirei prolabora em 10 anos. mas é outro momento, né? Então assim, acho que quando tu tem isso, cara, tu gosta que tu faz, é uma vantagem enorme, é uma enorme, né, de tu poder, tu poder seguir em frente. Então, cara, é uma profissão, é uma atividade, mais que uma profissão, é uma atividade,

1:21:12

É uma escolha linda, né? design, arquitetura, branding, seja lá o seja lá o que for, é uma escolha linda, uma profissão que tu tem capacidade de realizar muita coisa, tem capacidade de ajud de de trabalhar pela pela sociedade, pela tua cidade, pela tua comunidade, pelas empresas, tem, né, tem uma capacidade de contribuir imensamente, né? Então, cara, se gosta disso, se gosta desse ambiente, é realmente um ambiente espetacular aí para para se desenvolver, ajudar e se tornar uma pessoa, uma pessoa melhor.Vale a pena uma vida?Claro, vale, vale várias.Então se despede aí da galera.É isso aí, gente. Obrigado, obrigado pela oportunidade, né? Espero que esse papo aqui tenha agregado para vocês e espero poder vê-los em breve.Muito bom, Gabis. Um tchau aí, ó.

1:22:01

Agradecer vocês aqui. Eu sempre gosto de ficar a primeira parte ouvindo bastante. Então, muito obrigado, Luciano, por ter vindo, já pelo convite. É sempre um prazer aqui estar com vocês. Eisso aí,Marcos próximas.E por último, eu queria convidar você que tá nos assistindo até agora, aguentou esse tempo todo nos assistindo a nos seguirem nas redes sociais, vai lá no Instagram, segue o Trocando a Lente. Não se esqueça, curta, compartilhe, comente, se inscreve. E agora que assine o sininho da notificação aí, ajuda no engajamento. Um beijo no coração e até a próxima.