Episódio #09 · 2 de outubro de 2025 · 1h21

O ecossistema do design, com Levi Girardi

Com Levi Girardi · apresentação de Gian Franco Rocchiccioli, Gisela Schulzinger, Gabriel Lopes

Sobre o episódio

Levi Girardi desenhava tênis que não podia ter, inventou aos 13 anos uma marca chamada Etornai e foi parar no curso técnico de mecânica, onde um professor lhe disse que aquilo tinha nome: desenho industrial. Saiu da faculdade com produtos médicos já lançados e, em 1993, abriu com um sócio e R$ 100 de capital a Questto, um escritório de design de produto que chegou a desenhar caminhões e carros.

Ao perceber que sabia executar muito bem mas tinha pouco conceito, Levi fez uma fusão de boteco com a Nó Design, de Léo e Barão, e nasceu a Questtonó. Vieram depois uma empresa de pesquisa, hoje 30% da receita, a operação em Nova York, vendida ao grupo Manyone, e a decisão de montar no Brasil um ecossistema de empresas independentes conectadas pelo design. Ele também fala do conselho criativo, do design sistêmico e da Nau, que troca projetos de design por participação em startups.

A conversa fecha com a reinvenção diária do design: o crescimento das áreas internas de design nas empresas, o papel de quem traz um olhar externo e a inteligência artificial, que Levi pede para encarar com seriedade, sem desespero, lembrando que cada cliente tem o seu ritmo.

Trechos em destaque

“A maior importância que a gente tem como escritório de design é a formação do time.”
Levi Girardi · 12:51
“Eu tô virando engenheiro. Eu não quero ser engenheiro, não quero ser uma empresa de engenharia.”
Levi Girardi · 21:38
“Tem um exercício muito grande aí de humildade para admitir que eu preciso de uma competência que eu não tenho.”
Levi Girardi · 26:56
“A gente está com tanta pressa que é bom a gente fazer bem devagar.”
Levi Girardi · 51:24
“Será que o meu papel era fazer aquilo? Eu não sou a arte final.”
Gian Franco Rocchiccioli · 1:05:58
“A tecnologia está nivelando o acesso a soluções rápidas para todo mundo. É a camada humana que vai fazer a diferença.”
Levi Girardi · 1:10:27

Capítulos

  1. 0:00Abertura
  2. 4:48O menino que desenhava tênis
  3. 7:16Mecânica, desenho industrial e o primeiro estágio
  4. 10:42Abrir um escritório com R$ 100
  5. 12:51O maior desafio: formar e manter o time
  6. 16:34Conselho criativo e pesquisa como produto
  7. 19:53Home office em 1998
  8. 21:38Qual o conceito por trás disso?
  9. 24:24Questto e Nó: uma fusão de boteco
  10. 26:08Sociedade, humildade e aquisições
  11. 28:31Concorrência que puxa para cima
  12. 32:54Concorrência com valor
  13. 37:32Dez anos em Nova York
  14. 40:54Branding e design sistêmico
  15. 42:42O design brasileiro e a maturidade do mercado
  16. 45:50Manyone e a decisão de manter o Brasil
  17. 49:11O ecossistema QNCO
  18. 52:14Nau: design em troca de participação
  19. 1:01:20As áreas internas de design nas empresas
  20. 1:07:47Inteligência artificial com calma
  21. 1:17:16Encerramento
Transcrição completagerada a partir da legenda automática do YouTube, com revisão de nomes
0:00

Olá, olá, olá. Bem-vindos ao Trocando a Lente, um podcast cujos temas são negócios, estratégias e marcas e multas com citas massas e onde a gente busca difundir o modelo de pensamento sistêmico do design e a sua importância e relevância pro futuro das organizações e dos negócios. Meu nome é Gian Franco Rocchiccioli. Eu sou R de estratégia da Pande e host deste podcast junto hoje com a minha cohost Gisela Schulzinger dá um oi pra galera aí.Oi pessoal,eu adoro assim. Oi pessoal e meu parceiro nesse projeto, Gabis. Gabis, dá um oi pr para todos.

0:48

Gente, que honra. Adoro demais participar aqui contigo com a Gi. Agora nosso terceiro podcast juntos aqui já.É isso. Muito bom. maravilhosa. E Levi, eu, eufaça a introdução por fazer a introdução do Levi.Você que passa a introdução,Levi, se apresente aqui para nosso público, pra nossa audiência.Legal, pessoal. Um prazer enorme aqui quando o Gian, na verdade eu dei uma cutucada no Gian assim, falei: "Ô, tá legal isso daí, meu". Aí ele falou: "Vamos fazer também."Então, prazer já tinha,não, já tinha assim, eu só te lembrei.É isso.Mas é um prazer tá aqui assim, bater papo sobre design é sempre bom, sobre trajetória. Então, estamos aí. Vamos, vamos lá. Obrigado pelo pelo reconhecimento elogio. É um trabalho é trabalhoso fazer, né, gente?Eproduzir conteúdo, gravar conteúdo, faz um cria um cenário positivo que nós estamos conversando com o André Poppovic no outro podcast e, pô, a gente consegue eternizar. Então tem conteúdos da do BDA, pô, 20052009 do Gian com André. Então isso acaba sendo uma oportunidade da genteficar registrado,ficar registrado essa história toda. E eu gosto daquela seu daquele seu recado que você sempre esquece no começo, porque tem que logo marcar no começo já pra gente conseguir engajamento.

2:09

Então você que tá aí nos assistindo, por favor curta.Pera aí, desculpa.Compartagora de novo, porque é tava na câmera dois.Eu falo agora.É, você fala agora. Aí depois o Eric. você, você que tá aí nos assistindo, curta, compartilhe, comente, se inscreve e assine o sininho das Assine não, né? Se inscreve, aciona é o sininho das notificações. Eu não consigo gravar, eu gravei na vez passada, dessa vez eu esqueci de novo.Então vamos gravar mais uma. Então vamos lá de novo.Bom, então você que tá aí nos assistindo, por favor, compartilhe, comente, se inscreve no canal e aciona o sininho das notificações. Falei direitinho,falou. E assiste até o final. Isso.E assiste até o final. Deixa aí para o algoritmo. entend,pro algoritmo. É, se você, o que o Gabi sempre fala, se você não gostou do conteúdo, deixa tocando até o final, porque pelo menos você ajuda no você ajuda no algoritmo.

3:06

Mas deixa eu fazer um comentário a respeito da estrutura aqui, porque eu acho que é importante, sabe? A gente tem o nosso podcast lá no escritório há bastante tempo, mas assim, a hora que eu chego aqui e vejo essa quantidade de câmeras, microfone, bacana, esse é o nível que o design pede.Isso,n? Então tem um nível de qualidade aqui para que o resultado final seja bacana, que vocês investem nisso e usam, né? A gente lá tá uns oito passos atrás assim. Não, mas eu vou tô olhando o que que vocês fazem aqui pra gente tentar fazer parecido.Não faz aqui, não gasta recurso não. Gasta dinheiro não.Ótimo. Era isso que eu queria, o convite.É legal você falar isso. É legal você falar isso, porque esse aqui é um espaço justamente para isso, né? umcolaborativo. hoje o tema do podcast é você, a tua história, a tua contribuição pro mundo do design, porque a gente acredita de fato que isso é importante para todos nós, né? Então, não é um espaço nosso, é um espaço de todos, né? Tanto que a gente tá aqui como cohost, né?

4:02

Daqui a pouco ela é host e aí eu saio, fico no backstage.Bora lá, Levi, obrigado por ter aceito o convite. eu queria começar pedindo que você contasse um pouco ali do início da tua história, porque que você resolveu ser designer, né?Você quer falar?É, eu sempre atropelo para para fazer uma sempre atropelo, sempre a quebra, faço história, ponto tal. Aí o Levi falou com Edu, Edu Moreno, que meu sócio, meu amigo, compadre e tudo, e falou: "Ah, não tomei essa cerveja ainda, então essa hora vamos brindar, vamos brindar aqui."Vamos orar abra aí.Estamos num horário propício para tomar cerveja..Ninguém sabe, gente. Olha, qualquer horário aqui no YouTube qualquer hora. Viva.Então, ó, viva. Essa aqui é uma IPA West Coast.

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Eu posso ser, posso ser honesto se tiver boa, se tiver ruim. Pode ficar tranquilo. É uma IP coach com terpeno que é o óleo essencial ali para dar o aroma. Tudo que legal.É boa.É boa. Não é boa?É boa.Ó lá daquela geladeira. A gente pode levar mais algumas assim?Claro que pode. Claro que pode. Aí também faz o seguinte, compartilha, marca a gente.Engamento. Perde o Gabriel não perde uma. Não perde uma.Bora lá. Conta. Cara, o o eu acho que eu tive muita sorte porque eu era aqueles moleques que desenhava muito, né, sabe? Sempre tinha na na na classe ali, no primário, quem desenhava classe categoria.E eu desenhava muito, adorava desenhar, né? O meu passatempo principal era esse. E é interessante que eu desenhava as coisas que eu não dava para ter, né?

5:37

Então eu desenhava carro, desenhava moto, desenhava sonhos,mole, é moleque de sei lá, 8, 10 anose desenhava tênis porque tava na moda nesses anos 80, né? Tênis All Star, não sei o que, eu ficava desenhando, mas eu não conseguia desenhar o AllStar,eu desenhava tênis que eu criava até tava tava hoje lembrando à noite lá, falei: "Cara, que eu vou falar, né?" E eu lembrei, cara, que eu desenhei um tênis, é, ó, 84. 84 teve a as Olimpíadas de Los Angeles. Eu lembro que a Adidas lançou um tênis chamado Los Angeles, que ele tinha uma tecnologia que ele tinha três pininhos, não sei se vocês lembram disso,na sola você tirava os pininhos e com com isso você mudava a o amortecimento do tênis. Meu gênio, eu tinha 13 anos, 14 anos e eu desenhei um tênis sem parecido com aquilo, com uma outra tecnologia. Criei uma marca que chamava Etornai.

6:24

Etornai.Não, criei marca. E eleda onde veio o nome Etornai?Sei lá. Não, nada. Era para ser difícil. Era para ser um nome difícil. E o mais louco dessa história é que eu cheguei na na escola com desenho assim. Aí eu tinha um amigo que era o riquinho da da escola que sempre tinha tudo. E a hora que eu mostrei para ele, falou: "Conheço meu pai trouxe dos Estados Unidos".É o Éig mentiroso. Que mentiroso.Caramba, velho.Bom, pelo menos sinal que era convincente, mas o fato é que eu desenhava muito, adorava isso e aí eu comecei a procurar o que que eu podia fazer no ensino médio que envolvesse desenho, né? E acabei fazendo mecânica. Foi uma, uma, acho que uma escolha ótima para mim, porque mecânica era basicamente desenho, projeto, etc., mas com nanquim, réguatê, aquelas coisas que acho que as pessoas hoje que nasceram nos últimos anos não sabem o que é.

7:16

Tenho ideia, né? mas me colocou dentro de um ambiente de de concepção de projeto desde os 14 anos de idade. E acho que isso é um foi um privilégio para mim. Foi uma, né, foi legal de uma escola que era fantástica, que é a Federal de São Paulo. E é interessante que, apesar de ser uma escola técnica, super técnica, que eu aprendi a soldar, a mexer em torno, não sei o quê, tinha uma uma matéria lá de educação artística, né, e um professor chamado Mozaner, né, ele, né, isso no primeiro ano da do do ensino médio, né, e ele o desenhava lá, não sei o quê, ele falou: "Levi, isso que você faz tem nome, chama desenho industrial". Eu falei, mas desenho industrial não é ficar desenhando tubulação? Falei: "Não, não é desenho industrial tá meio aí com aquela história, tá meio maltraduzido, blá blá blá." E aí foi ali que eu comecei a entender o que que existia isso. E então eu muito precocemente eu acho que eu entendi que eu poderia trabalhar usando o desenho na verdade que era o que eu sabia.

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Mas você já tinha uma feição por design de produto, né? Porque você falou foi direto pro, eu desenhava tênis,cara. É, eu adoro produto. Hoje o escritório hoje ele faz muito mais coisas, mas a gente tem um núcleo de produto aí que eu segurei ali,resistiu, né?Resistiu e hoje ele continua sendo ele, sei lá, hoje é 20% do do resultado da empresa, quer dizer, mas ainda é importante.Não passa no Pareto, né? 8020 segura lá,segura lá no limar, fica ali no limearsempre lá, porque produto ninguém vai ficar sem, né? você tem as coisas mais etéreas, mas o produto físico ele ele é necessário. Então, tive essa vantagem, sei lá, privilégio de de ter isso. E eu eu acabei fazendo, só para encurtar a história desse comecinho, eu arrumei um estágio, por ser técnico e mecânica, quando eu tinha 17 anos, numa empresa da área médica pequenininha.

9:02

então fiquei aos 4 anos, aí entrei na faculdade, fiquei aos 4 anos de faculdade como estagiário de design. Então, no primeiro ano eu já já fazer estágio, eu terminei a faculdade, já tinha quatro, cinco produtos lançados no mercado por esse fabricante. Então assim, foi uma aceleração muito interessante.É típica aceleração, né? Aceleração foi acelerado.Não, eu contribuí com a minha parte porque eu recebia praticamente nada como estagiário.E a tava investindo também, né?E a empresa contribuiu com a parte dela, dando oportunidade, né? Então, acho que aquele famoso ganha ganha foi muito legal, foi bem interessante.E quando e quando surgi? Fala.Não, ganha. Ganha,perdão. Ganha, ganha.É o ganha. Exatamente.E quando surgiu a veia aí? Você foi, você estudou onde? Você fez faculdade antes?Fiz à noite.Desenho industrial.É..Eu me lembro que quando eu fui também mesmo a trajetória, né, com outros caminhos, mas eu fiquei entre publicidade e desenho industrial.

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Prestei os dois, passei nos dois. só que eu olhava para desenho industrial, falava: "Cara, isso aqui não vai dar futuro fui pra publicidade, mas nunca trabalhei com publicidade. Meu primeiro estágio em publicidade, eu falei: "Não, isso aqui não é para mim, não é isso que eu gosto."Tem uma pintinha no karma aí.É, voltei, voltei pro design na hora,cara. Mas assim, você pegar o desenho industrial que depois virou design nos anos 80, 90, meu, assim, o o o nosso maior trabalho, na verdade, era conseguir explicar o que a gente fazia.Bom, até hoje, né? Até não. Pois é, mas imaginaquela época com moleque de 20 anos, né?Hoje é explicar o quanto vale.É,não explicar o que é.A gente já até escreve livro chamado valor para ver se o pessoal,mas é, enfim, foi a velha história de entrar com o facão no começo.

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E a ideia de prender veio logo no início oucara, veio logo no início porque você foi fazer estágio em algum lugar, comonão, eu fiz esses 4 anos de estágio. Na verdade, o último ano eu fui efetivado, né? aumentou muito, dava para almoçar até o final do mês.Nossa, deu até para empreender,mas o era uma empresa, ela ela ficou essa empresa ficou nosso cliente por muitos anos depois ainda, né? Então ela foi foi importante mesmo. Eu tinha um um pensamento legal, era uma empresa de engenharia basicamente, mas cara, eu fiquei 4 anos desenhando equipamento médico para uma empresa pequena numa área específica que era cardiologia. E a gente olhava pro design, eu queria desenhar tênis, eu queria desenhar carro, né? E não era ali que eu ia fazer isso, né? Então, logo que eu me formei em 9, 92, né? Em 93, em março, virar, né?eu abri o escritório, eu e o Luiz que, né, ele ele fazia FAP comigo, eu contratei o Luiz como estagiário, aí eu, quando eu fui efetivado, eu contratei ele como estagiário, né, nessa empresa.

11:37

Então, a gente trabalhou junto um tempo. E aí abrimos esse escritóiozinho minúsculo, com capital inicial enorme, né? Tinha, sei lá, R$ 100 de capital inicial. e para poder atender outras áreas, né? E com o fato que a gente já tinha alguns produtos no mercado na numa área super complexa, que é área médica, né? Ajudou bastante, né? Então a gente conseguiu no sei lá, no primeiro, segundo ano a gente fazia uns trabalhinhos gráficos, né? Porque era mais fácil de pegar, mas a gente começou a pegar projetos de produto mesmo em outras áreas muito cedo, né? Com 22, 23 anos já tinhaaté uma carência maior também, né? Porque grande parte dos escritórios iam sempre pro gráfico, né?É. Não, pois é, tinha pouquíssimos escritóis de produto.e essa indústria também é interessante, né? Porque o design já existia muito forte na indústria, na linha branca, por exemplo, a não era nempole na época, ainda era Brastemp, Consul,Multibras,é Multibrás, né? As automotivas tinha seus times de design, mas era uma coisa tão distante pra gente do ponto de vista de oportunidade profissional e tinha uma indústria grande de de médias empresas, né? que a gente começou na área médica e a área médica nos anos 90 no Brasil, ela era muito, era demandava muito,demandava muitoe com e a gente já tinha um currículo, né, algum portfólio, acabou acabou acelerando bem assim, sabe?

12:51

E isso era a época da Questtonó, né?Questtonó Design.Como é que foi os primeiros anos ali de Questtonó, que dificuldade você enfrentou ali,cara? É, as dificuldades de de negócio, né? Que é que eu tenho até hoje, né? Qual que é o nosso a nossa grande dificuldade? É conquistar projeto, né? vai ter bons clientes, conquistar projeto. Eu sempre falo que o que o fazer o projeto em si, a gente já fez caminhão, cara, a gente já fez carro, né? É complexo, mas assim, o processo de você conquistar um projeto, desenvolver, entregar, ele ele é muito dolorido,né? Não é que ele seja ruim, mas ele é dolorido.Mas o o maior desafio mesmo, que eu acho que é o maior a maior importância nossa que a gente tem como escritório de design é a formação do time..É isso,né? O time é o que manda, né? a gente começou coma qualidade do time, né,cara? É, é achar as pessoas certas, é conseguir mantar, manter as pessoas certas.

13:42

a gente sendo uma pequena empresa até hoje, né? Não dá para competir, né? Hoje meu maior concorrente é o Itaú, né? levou metade do nosso time,que é o que aconteceu nos anos 2000, que a indústria automotiva tava muito forte, levou metade do escritório pros pra GM, pra Volkswagen, mas quando a gente estava em dois ou três, você manter um time legal é basicamente uma união entre amigos ali, né?.Depois você conseguir ser legal suficiente do ponto de vista de um lugar legal para trabalhar, de ter projetos interessantes, de ser de ter bons princípios de design para que as pessoas venham. Isso para mim acho que é o grande negócio,né? Então, construir time é o nosso grande desafio até hoje manter esse time lá dentro.Maior do que o custo de aquisição de cliente, venda.Muito maior, muito maior. O custo de aquisição é o desafio, sabe, do dia a dia, né? Ele vai ficar forever. Forever não, porque a gente tem um plano B que eu vou contar mais tarde, que é o venture design.

14:37

.Né? Mas o conquistar cliente é um é complexo, é difícil manter o cliente lá dentro, as empresas mudam, né? Cada vez mais,não? da esa muda. Então você faz um ba esforço, conquista conquista a confiança. O cara fala, você ganha, você ganha um outro cliente normalmente, né? Porque quando ele vai para outro cliente, ele te leva junto, mas você perde o cliente que você tava.Não, a gente tem um cliente grande que acho que a maior parte dos escritórios tem, que é uma grande empresa, né, que fabrica coisas parecidas com essa, coisa,né,cara. A cada dois anos a gente tem que ir lá falou: "Olha, a gente queria nos explicar tudo novo",queríamos nos apresentar de novo. A gente fez até um livrinho interessante interessante, chama Ele começou com 3.000 dias com a empresa, depois de um tempo 4000 dias com, que era assim 8 anos, 10 anos e tinha um resumo dos projetos porque o o nosso cliente alié e é um liv é livrinho mesmo, um papel.

15:29

Pessoa pega, deixa em cima da mesa assim.Não, eu passei eu passei por uma situação muito engraçada, né? eu atendi uma, não vou falar, não vou citar nomes aqui para não para não ser indelicado, né? Não é nada ruim que eu vou falar, mas não é legal citar nomes. E eu atendi a conta América Latina e a conta Brasil e durante algum tempo a gente ficou fazendo esses projetos. Aí o time inteiro do Brasil foi trocado. Aí me liga um dia, falou: "Gian, você pode vir aqui?" Pô, mas o que que é? Não, reunião com o time novo, tal. Cheguei lá na re traz o que você tem de projeto aí. Tá bom. Cheguei lá na reunião, eu era a reunião, o time inteiro sentado falando: "Gian, a gente veio aqui para você contar pra gente quais as estratégiasdos próximos lançamentos". Eu ninguém aqui sabe.Mas mas sabe, ô Gian, isso é uma coisa interessante. A gente como como designer, independente de você tá na área de produto, de estratégia, mas você deve ter passado por isso. A gente faz reuniões para desenvolver alguma coisa e aí tá a empresa lá. Aí vem o marketing, o pessoal de logística, o pessoal de fábrica, o pessoal não sei o quê. E parece que eles nunca se falaram.

16:34

Pois é. É.Então a gentee às vezes nunca se falaram mesmo.E às vezes nunca se falaram mesmo. E a gente acaba, a gente não nós, mas a disciplina como ela é transversal, ela acaba sendo uma um grande uma grande conversou com todo mundo, né?Sim. Porque eu preciso saber como é que vai ser vendido, como é que vai ser fabricado, como é que vai ser distribuído,né? Então isso acho que é uma coisa boa, né?Maravilhosa, né? Oportade, né? Incrível pr pra gente poder olhar para tudo isso, né? E tomar decisões estratégicas. Só não cria recorrência de faturamento. Issoéporque é um trabalho adicional, né? Mas mas eu acho que você tem ganho. Se você tiver atento a essas oportunidades, você consegue definir novos modelos.Sabe que que assim, a gente já tá atropelando todo aqui, mas a gente nos últimos anos a gente começou aclássico comigo, tá?É essa é a característica do Gabis. Eu faço todo o roteiro, ele pula por cima de tudo,pula pro fim.

17:24

A gente começou a criar uma, é um discurso que acabou virando um produto, tá? que é o que a gente chama de conselho criativo, tá? Então a gente tem clientes ali que a gente faz projeto, a gente faz produto, a gente faz branding, faz, né? A gente a gente é muito transversal, muito várias áreas, né? E a gente começou a falar: "Cara, vocês não querem que nós, um dos sócios, participe das reuniões de conselho com de vocês e a gente trazer uma visão criativa?" Então, um conselho criativo..Né? Ou de uma reunião de conselho mesmo, ou a gente fazer uma reunião de conselho criativo,né?Muito legal,porque é isso, né? É a conexão entre as coisas e o negócio começou a pegar, tá? É difícil vender ainda isso, né? Mas ele a gente tá criando primeiro criando valor nisso para depois poder vender.E até modelando produto, né?Modelando o produto. É mais ou menos o que aconteceu com a gente também no com a área de pesquisa, por exemplo. Eu lembro lá em 2010, o design, por princípio tem que fazer pesquisa. É isso.

18:15

Mas a gente nunca conseguia vender pesquisa,sempre jogava para fora, né?Não, a gente assumia a pesquisa como um custo interno para poder fazer qualquer coisa e e vendia, na verdade, a entrega final que era o produto, não sei o quê. E a gente começou a olhar para as empresas de pesquisa, box, né, uma série de empresas que faziam aquilo que a gente tava quase que dando de graça..Falou, cara, temos temos que botar valor nisso, na perspectiva de design para que isso vire um produto, para que depois a gente começa a ganhar dinheiro. Hoje 30% mais ou menos da receita vem de pesquisa.Pois é,né? Queas metodologias de pesquisa, tudo que é um jeito diferente, né? Uma outra lente. Você sabe o uso que é diferente do Instituto de Pesquisa, né?Sim. você sabe a finalidade, como é que você articula a os hipóteses. Então, na hora que você pesquisa, você já pesquisa de um jeito diferente.

19:02

Claro,né? Então,não, e você tem uma responsabilidade muito maior na pesquisa, porque como você vai em tese, chegar lá no final,entregar o produto,entregar o produto, entregar por isso,você não pode falar assim: "Ah, mas a pesquisa foi mal feita". Não, porque foi você que fez. Então,então isso é muito legal também. Mas aí voltando, você tava falando da Questtonó, então quando você começou a empreender era você e mais quem noTinha eu eu, tinha o Luiz que era meu meu foi meu primeiro sócio, depois a gente trouxe o Fábio, que era o o irmão do Luiz. Então não assim umatipo uma família,família, né? O o Fábio inclusive hoje tá numa posição super legal na na GM nos Estados Unidos, né? Então a gente tinha um núcleozinho bem pequeno alie a gente foi contratando aos poucos, né? A gente é uma área de engenharia, né? Como a gente era uma empresa de produto, né? Logo logo a gente contratou um projetista, né? Porque pra gente era importante que vem muito desse meu lado de ter feito mecânica antes, né?

19:53

Legal. E quando é que você conheceu o Léo? Como é que foi esse encontro?Então, bom, aí passou muito tempo, né? A gente abriu o escritório em 93, né? Em 98 a gente foi precursor do home office, mas não porque a gente,mas era para economizar o escritório, né?Não porque a gente queria, né? 98, para quem tem um pouquinho mais velho, teve uma das quebras do Brasil, né? Aquelas maxi desvalorizações do dólar. tinha um cliente muito importante que fabricava computadores.Foi antes do estouro da bolha, né? Bolha foia bolha foi 2008.Não, não teve da da das empresas de internet lá, acho que foi em 98. Olha a internet foi 98. Então foi essa, né? É que foi que foi bem no no mundo de tecnologia. A gente é um cliente super importante de computadores.De um dia pro outro ele falou: "Cara, não tem mais contrato, não tem mais projeto". a gente saiu do escritório que a gente tava, que era na Berrini,fomos pro home officee fomos para um trabalhar em casa, home office numa época pré-innet, né?

20:49

E cara, deu deu certo, ficamos lá três anos, mas enfim.Aí quando voltamos, né, pr pra Pompeia já em 2002, o escritório continuou a crescer, a gente fez projetos de de carro, etc. Mas aí eu olhava, cara, a gente fazendo produto assim complicado, meu, sabe? carro, caminhão, equipamento médico, umas coisas complexas, né? Eu olhava uns caras que desenhavam umas poltronas e não sei o quê, que também tem o seu valor do designóe aparecendo muito mais que a gente,aparecendo assim nas revistas, não sei. Falei: "Cara,tô virando engenheiro,cara, foi isso. Tô virando engenheiro. Eu não quero ser engenheiro, não quero ser uma empresa de engenharia, né?" E era a Nó Design do Léo do Barão.Engraçado que os caras que fazem cadeira ficam pensando: "Nossa, como queria fazer um carro?" É,mais complex grama do vizinho.

21:38

É, mas exatamente a grama do vizinho.Mas enfim, a gente sempre foi muito gregário assim, né? A gentetanto na questão de de time, né, de do time fazer parte realmente do negócio.como também de a gente tá muito próximo dos outros escritórios, né? A gente sempre eu sempre busquei essa essa colaboração, não, a gente tava no no primeiro dia da ABEDesign,da DP, todas as associações.E então a gente ficava amigo, né? É, acho que a gente é amigo, né? Amigo, todo mundo é amigo, né? E e aí o Léo e o Barão tavam lá com a com a Nó Design. E a Nó Design ela era interessante, que era um escritório também de produto, mas eles eram muito bons na parte conceitual..Né? E eram terríveis na execução, assim, eles, dito por eles, tá? Não sou eu que tô aqui falando. E a gente era muito bom na execução e a gente tinha uma uma carterríveis, né? Segundo Léo, terríveis, né? Éno conceito, conv tava até contando aqui pra Givela antes da gente entrar aqui, quando a gente tava atrapalhando vocês na outragravação,a gente um dos clientes nossos na época era Whirlpool, né? Já era o Mário Fiorete, que hoje é diretor nosso lá do escritório.

22:39

.E a gente tava desenhando lá umas geladeiras, né?E cara, num escritório desse tamanho, né? um pequenininho. Em vez, ao invés da gente apresentar em pranchas ilustradas, que é o que a gente sempre fazia, a gente se preparou, pegou uma uma parede inteira, botou uma lona branca com pegamos um projetor e mostramos os estudos de geladeira em um para um, projetado na parede, né? Show, né, meu? E tava lá o Mário Fiorete com mais um monte, uma galera lá da da Whirlpool, né? E o Mário fez uma pergunta para mim, ele falou: "Levi, mas tá, mas qual o conceito atrás disso?" Eu falei sei.Aí voltou pro nome do tênis,olhou para ele, voltou. Voltou pro nome do tênis,voltou pro nome,você que me disse. Eu falei para ele, falei: "Cara, eu tô respondendo teu briefing, mas aquilo lá é interessante.

23:30

Você olhou pro atendimento, falou: "Tinha conceito escrito no no cara, eu voupalavra é essa?"Não, a gente fala hoje com muita tranquilidade, mas assim e e deu tudo certo, foi lançado no mercado, né? Mas o, a gente já ouvia falar da questão do design estratégico, né, tempos antes, né, tinha lá os livrinhos do Tom Keller, etc., mas eu não conseguia implementar isso porque a gente era muito técnico, né? E aí quando o Mário veio e falou: "Cara, mas da onde vem, né? Quais são os princípios que você tá usando?" Eu falei: "Meu, para, para tudo, a gente tá ou errando, eu não digo errando porque as entregas aconteciam, ou perdendo uma oportunidade de fazer entregas melhores." E aí que a gente começou a se aproximar do Léo e do Barão, né? O o Cândido na época tava lá também e eles tinham isso muito forte, sabe? Foi aí que a gente falou: "Cara, vamos juntar". E eu lembro que foi um um MN, né? Depois a gente depois a gente ficou especialista em MN. A gente fez alguns, né? A gente, aliás, só é o MNA. Bora juntar.

24:24

A gente fez a gente fez um um MNA de boteco.De boteco,mas assim mesmo, né? E resolvido ali notopa topo.É topa topo. Vamos,vamos embora. Vamos entender.E aí vamos fazer. Porque tinha assim e o conceito era muito bom,né? E a gente sabe, a gente juntou dois com dois, deu oito, né? Foi incrível.E claro que a gente foi perceber as diferenças culturais depois e demorou anos para se acertar e se acertou,tá? Mas foi uma história assim feito na o acho que a grande parada dessa dessa junção da Questtonó com a Nó foi uma questão de economia de tempo, porque a gente como escritório a gente conseguiria se capacitar e trazer gente e e entrar mais nessa parte mais conceitual e a design também conseguiriater um time de execução, mas isso ia demorar.

25:15

. ao passo que se a gente juntasse duas operações que já estavam funcionando, que tinham seus clientes, né? Aliás, acelerava o processo,acelerava o processo. Aliás, o nome Questtonó também vem por isso, né? A gente é pouco apegado, né?É,podia virar outra coisa, né? Mas a gente tinha alguns clientes importantes que conheciam Questtonó, a gente tinha alguns clientes importantes que conheciam a o a nó e por isso que a gente virou Questtonó, né?Coisa que a gente jamais faria se um cliente nos contratasse,o que que eu devo fazer? Falar, não vai juntar nomes, né? vaina recomendação estratégica.Mas você falou de um ponto de virada, né? É interessante isso porque tem uma questão primeiro societária, né? O o fato de você juntar com alguém só para cumprir com um gap teu, não é um bom princípio para uma união de sociedade, né? É legal, ele justifica, mas a sociedade ela vai além disso, né?

26:08

Sim.Acho que tem outras camadas do ser sócio, né? que eu acho que eu queria ouvir tua opinião sobre isso, né? Em vez de eu ficar falando todo, como é que é essa para você essa questão daa gente sempre foi muito amigo assim, sabe? Oe sinceros, né?Eu eu não eu não consigo imaginar uma sociedade que você não consegue encontrar o teu sócio, sabe? E a gente ouve muito isso, sabe? Então, acho que eu ou sempre tive muita sorte ou tive muita paciência e os meus sócios também. Mas assim,falo duas coisas, né, no final,né? Mas acho que a gente tá e todo mundo tiver alinhado com relação a a valores, né, e a ideais e para onde que a gente quer ir, cara, a gente vai, né? Você junta pessoas que tm o mesmo objetivo, sejam sócios ou seja parte do time. Eu acho que isso é fundamental, cara. Se a gente não tiver isso, não funciona. A gente teve durante algum tempo, né?

26:56

Porque a hora que a gente viu que dava certo, depois a gente a gente comprou, comprou, como é que a gente compra, né? Qual é a nossa moeda de troca? é o ecotor.Então a gente comprou uma empresa de pesquisa, né, que colocou lá dentro, que trouxe a área de pesquisa. Depois, quando a gente abriu em Nova York, em 2014 para 15, a gente fez a mesma coisa. A gente juntou lá com com uma pessoa que tinha uma operação pequena já. e assim, eu acho que tem um exercício muito grande aí de um pouco de humildade para cara, eu preciso de uma competência que eu não tenho e tem gente que é muito sobre mão de algumas coisas para isso.Ou competência efetiva de algum, né, alguma técnica que eu não tenha ou uma competência, entre aspas, geográfica que eu também não tenho..E claro que quando você faz isso, você tem o lado o o benefício e tem algumas coisas que você tem queperder, né?

27:43

Topar, né?Topar, é,perder. você perde um pouquinho do percentual, mas cara, é muito melhor. Eu tô muito mais feliz hoje com o percentual que eu tenho de uma empresa maior quevocê ganhou do que você perdeu, né?Então isso não tem dúvida, né? e ao mesmo tempo aprender com os outros, cara, porque se e aí como eu funciona, como os meus sócios funcionam, cara. A gente aprende com os outros, né? A gente aprende com os nossos concorrentes que são incríveis..Né? Então acho que isso faz a gente muito,estão sempre nos provocando, estão sempre nos provocando, né? Toda vez que alguém ganha um ganha um prêmio lá que publica lá, eu falo: "Que legal,que que eu ganhei?"Não, eu gosto mesmo. Mas fala assim, poxa, que bom que alguém fez. Eu lembro que na época do do design de produto mais puro que a gente tava lá no 2000, sei lá, a gente concorria diretamente com o índio da Costa, que é que é amigo meu hoje.

28:31

Hoje não, há muito tempo,cara. E ele era muito bom, o escritório dele é muito bom. É,e toda vez que saia alguma lista de premiação, por exemplo, eu ficava contando, né, quem ganhou mais, sabe? E eu acho que isso, apesar de tere a meta era ganhar mais do que o do que o índio,ele não sabe dissotá sabendo hoje.Às vezes a gente perdia,não, mas ele te puxou pr pra frente, né, para fez,acho que espero que viceversa. Então é isso, isso que é legal quando tá todo mundo numa numa categoria trabalhando para que o para que a régua suba.. Cara, eu acho fantástico isso, né? Isso a gente tem que é um dos motivos de a gente ser gregário, a gente trocar experiência, de gente tá aqui conversando e falar: "Cara, o que que eu passei que eu posso pegar dessa experiência e fazer com que o outro não precise passar aquilo que não foi bom, né? Pula um pedaço ruim. Então, acho que isso que é legal."É. E o André, a gente teve um podcast com o André Poppovic aqui e ele fez um comentário que eu acho super pertinente, até anotei, né? ele disse que uma sociedade só se sustenta com respeito, admiração e confiança, né? e esse foi o discurso dele quando eles terminaram depois de 40 anos a OSA, ele disse: "Olha, alguma dessas três coisas começaram a desandar no sentido, mas não no sentido ruim. A gente começou a ver que elas estavam começando a ficar frágil, né? Eu não tô admirando tanto o meu sócio. eu tenho medo de perder a confiança e o respeito que eu tenho por eles. Então, é melhor a gente preservar isso e seguir caminhos diferentes. E é uma maturidade ponto de vista societário você pensar dessa forma.

30:05

Não, isso você pensar, eu lembro o dia que foi, né? Foi inclusive num numa abertura de um BDA, sei lá,isso 2018.É, faz tempo. E aí eu vi algumas pessoas falaram assim: "Nossa, que pena que não deu certo". Eu falei: "Cara, 40 anos.Claro que deu certo". Deu certo. Fui muito certo.Muito certo.Qual é a tua métrica de sucesso, né?Exatamente.Mas eu talvez eu tenha uma visão meio poliana, né? Acho que sim. que nós não precisamos ir pela relação do design de confiança. Então, o que o Gian faz, o que o sor Fernando também faz, abre e tal. Nós sempre fomos assim também aqui na e tem essae esse espaço. Então quando você falou do podcast, tudo, o design tem essa condução e e aí é uma coisa que acontece às vezes entre um cliente e outro cliente.

31:01

Às vezes a gente se fala, então ah, um amigo nosso que tava atendendo um cliente, a conta dele encerrou, passou pra gente. falei: "Ó, vamos lá falar que os nossos por que a nossa proposta foi relevante, quais o que que você aprendeu, a gente troca isso,sim,né? Isso é uma um fato do design e pela e a ABEDesign tem bastante responsabilidade nisso que nos aproxima, né? E mas pode ser mais, sabe? Pode ser mais, cara. Todo mundo precisa comprar impressora 3D, todo mundo. Não precisa, cara. a gente podear mais e tá tudo certo.Então eu cara faz muito sentido que você tá falando e eu acho que até a nossa categoria do design pode até parecer ingênuo que eu vou falar, tá?.Mas como ela não é o setor que movimenta muito, a gente é o prêmio pobre da da publicidade,das economias,né, cara? Mas eu prefiro estar nesse lugarmuito mais,mas de forma colaborativa, em que meu a gente conhece quase todos os escritórios, né, sabe? Quando a gente faz o evento, todo mundo tá feliz de ver o outro.

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Por mais que perdeu o prêmio, né, pro outro ali. Tô brincando. Não perde pro outro.Não, claro, meu.Eu admiro. É brincadeira. É, é uma concorrência. Claro que a gente concorre, meu. Já, já ganhei, já perdi para um monte de escritórios de amigos, mas quando eu olho, por exemplo, não é a área que eu atuo, mas eu tenho um dos sócios nossos lá do do escritório que atuou muitos anos na publicidade e ele fala: "Cara, a publicidade é outro planeta, cara.É outro planeta.Não tem essa conversinha de vamos junto aqui. E eu não sei, eu tô falando aqui porque me falam, né? Eu não, eu não participo dela, mas eu prefiro estar nesse lugar que a gente tá de forma colaborativa e ao mesmo tempo competitiva, mas super tranquila, né? Quantas vezes, cara, lembra da quando a gente fez oa questão do do código de ética, né? Sim.Quantas vezeso design o design e como é que chama?

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Valor.Valor.Design com valor, gente. Tá na minha assinatura de medo ainda.Recomendo a todos os associados usar esse selo aí, ó. Mas quando valorconcorrência com valor,concorrência com valorque aparecia uma concorrência que tinha uma uma concorrência criativa na hora a gente acionava. Falei: "Galera apareceu ess o cliente tal, fiquem espertos porque se a gente se um de nós". Não. E o que era mais crítico, acho que até para pegar esse ponto, que esse ponto é bem bem importante, o que era mais crítico é os caras nos fazem assinar um termo onde a gente não incentiva mão de obra escrava e querem que a gente faça uma concorrência gratuita.Sim. Vai falar, mas assim, eu tô descumprindo o que você me mandou assinar. Não fazer sentido, né?Não é muito esquisito. O problema é que se alguém começar a fazer isso, bom, a gente sabe, né? A gente discutiu isso por anos, né? você começa a pegar a categoria inteira e jogar jogar para baixo.

33:45

É,enquanto que o movimento tem que ser jogar a categoria para cima, né? Dentro das mudanças que a gente tem. Aliás, o tema da da conversa hoje é como é que é?a reinvenção diária do design.E é isso, cara. A gente tá passando agora por uma reinvenção absurda.Vai ter que passar por uma absurda,né? A gente passou por várias,né? Talvez agora seja um pouquinho mais forte, cara. Mas é isso, se a gente não se reinventar e na reinvenção subir, subir no sentido,tem que ir para cima, né?É, tem tem que jogar, tem que tem que tem que crescer e não achatar, né? E a gente vê é só olhar vários setores aí, ó, vou dar um exemplo também. Como a gente era uma empresa mais técnica, nos anos 90 tinha uma a grande necessidade, eu ia falar moda, mas não era moda, né? Das empresas conquistarem o seu ISO 9000.. Isso.Então, apareceu 1 milhão de consultorias para fazerem programas de ISO 9000.

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Aquilo achatou o mercado de um jeito, né, que o ele ele simplesmente sumiu, né, aquele mercado sumiu porque ele se tornou absolutamente inviável, né? Por quê? Porque foi feito de uma forma absolutamente descoordenada. A gente tem a vantagem de conseguir trabalhar de forma coordenada,né? Porque a gente tem uma associação, porque as pessoas se conhecem, principalmente porque as pessoas,na minha visão, elas se admiram.É,né? Eu admiro o trabalho, de todos os escritórios. né, com as suas peculiaridades, né,pô, mas eu sinto isso, sabia que, né, nós estamos conversando com o André ou sabe, se eu falo: "Caraca, eu viai na faculdade indo lá apresentar House e tal e os projetos". Eu sinto esse prazer, sabe?E e não perder admiração quando você conhece profundamente, né? Mais ainda é mais ainda só aumenta. É, eu acho que o papel da associação,eu acho que a ABEDesign só se sustenta por conta de ser assim. É,senão a gente não teria conseguido, porque não tem um volume de coisas e de organização como tem a publicidade.

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Então, se não fosse a vontade da gente se juntar para um apoiar outro, para conhecer e para fazer melhorar e todo mundo ir para cima, não faria sentido.Ó, eu tenho uma tese que por a gente ser um pouquinho mais pobrinho,ué, pode até ser,a carência cria nada como escassez,é, nada como escassez,mas se mantém, né? Hoje a gente não é que a gente ficou ricão, masnão é muito interessante. É bom ter falado isso, sabe? A gente fala: "Não, é a categoria pobre". Não, não é isso, né? A gente não fica com as maiores verbas, mas eu acho que a gente cons a gentecomo categoria, a gente conseguiu construir uma atividade de design no Brasilsuper relevante,que faz com que quem tem um escritório tem uma vida bem OK, né? Os times tenham uma vida bem OK. Eu me lembro 2019, um pouquinho antes da pandemia, cara. Eu eu eu tava lá um dia e a gente tem um um controle de de quem tira férias, né?

36:32

.Meu, tipo 80% eu comecei a olhar dos do time e assim do júnior até o senior viagem internacional.Tô pagando bem,cara.Mas é bom, né? Tô pagando bem, mas eu tô criando cult, eu tô ajudando, tô criando prepotência. tô ajudando a criar uma cultura e minimamente dando condição para que essa galeraesteja numa profissão e se beneficida não e e acumule repertório, né? Porque a retroalimenta o próprio sistema, né? Claro. Mas eu olhei e justo naquele ano eu tava indo passar o final do ano, sei lá, na no litoral norte, né? Eu não fui um ali deinha, pô, todo mundo para Nova York e eu para virar porMadureira. Quem não vai Nova York?A gente abriu em 2015, cara. O meu, é óbvio, eu ia tanto para láque eu adorava ir pra praia aqui, cara,né? Porque você tem que hora que você tem uma operação fora e e e esse movimento que a gente fez issoaí é vida real, né?

37:32

Não, cara, o movimento de ter um escritório real fora, com gente, com folha, com ter que pagar taxis, tem que pagar um processo,cara, um processo hiper complexo que depende de uma dedicação muito grande, né? Pra gente foi uma experiência incrível. Ele atendeu todas as aquilo que a gente queria em termos de de ter uma operação fora do Brasil. Deu tudo certo, né? Ano passado a gente vendeu.a nossa operação para Manyone, que é um que a gente é sócio deles hoje.mas o fato é que chegou uma hora que viajar, cara, cansa-se.É, cansa-me. E dentro desse plano que a gente, quando a gente construiu a operação, né, de de ter um plano lá, os três sócios que estavam hiper animados, né, eu, o Léo e o e o Gus. na época ele falou: "Meu, alguém vai morar lá, né?" Ele falou: "Claro, imagina,meu, ninguém foi morar lá".

38:21

Passou a semana lá falando: "Não dá não, eu fui para, eu te dia peguei meu passaporte, eu fui pr Nova York 33, 34 vezes, né? E aí você vai ficar três, três semanas, volta, não sei o quê". Isso dá um impacto na tua vida aqui muito grande, né?Adoç, cara, viajar para mim e teve um período que eu tive que viajar bastante e tal. adoce. É muito pesado. Adorece. E agora que a gente tem um filho pequeno e a gente compartilha a mesma pediatra mesmo prédio.No mesmo prédio.Eu já encontrei ele lá.Ele não era pediatra. Ele era pediatra. Filho filho.Mas e aí? Estava contando da história da do encontro com o Léo. Aí vocês montaram a Questtonó, né? Como é que foi essa Questtonó essa trajetória aí?Aí a Questtonó primeiro teve esse impacto culturalde acomodação, né?

39:08

De acomodação, né? a gente tinha um time um pouco maior, né? Mas acomodação de visão, principalmente, apesar de a gente ter passado dois anos batendo papo no boteco sobre o que que era design, mas a hora que você junta, cara, tem tem complexidades, né? A gente tomou uma decisão muito boa que cada um saiu do seu espaço físico, a gente foi para um terceiro espaço, né? Recomendo, tá? Quem quiser fazer isso, inclusive em uniões conjugais,né? E e foi um baita desafio e assim, sempre muito olhando pra frente, né? Então, que é o momento que a gente tá hoje, né? Então eu acho que o a reinvenção do escritório ela é diária no nosso caso, porque a gente vinha de um escritório de produto, a gente olhava o que tava acontecendo. Logo na sequência a gente abriu em Nova York, a hora que a gente chegou lá e falou: "Cara, o mundo do design aqui ele é outro, né? A maturidade do mercado americano diferente para design do mercado europeu, né? Se fale, né? Isso fazia com que a gente a cada dia fala: "Cara, qual é o próximo? O que que a gente faz?

40:04

Vamos trazer pesquisa? Como é que a gente traz pesquisa? tu traz uma empresa, vamos trazer tecnologia, traz uma empresa. Então, a a coisa sempre foi muito muito efervescente no escritório e continua sendo, né? Isso tem um lado incrível, né? Porque cada dia é uma novidade, e tem um lado pesado porque cada dia é uma novidade, né? Então é caro você fazer tudo novo, tudo pela primeira vez, tudo tayor made, né? E aí eu olhava para um, sei lá, o mundo do branding, né? A gente nunca foi uma empresa de branding. A gente tinha uma área de branding que a gente criou em 2013, por aí e fez projetos interessantes, muito mais para para est junto dos projetos de produto que a gente fazia, né? Agora hoje a gente tem uma uma empresa de brand só que é a colírio, né? Que toda essa esse rearranjo que a gente fez há dois anosfocado em branding,que você vai contar depois.

40:54

Vou contar depois. Mas hora que eu olhava, por exemplo, para branding, né? E eu não sou a a pessoa que toca isso..Eu falei: "Cara, olha que coisa maravilhosa, porque é um é quase que um algoritmo, né? E eu tô falando isso de forma positiva e não e não tirando valor.Cara, você tem etapas muito claras,né, de de colocação de dados. Aí você tem uma parte estratégica da marca, uma parte de de de expressão visual, de expressão verbal, cara, e você sabe quando termina. Olha que coisa fantástica. Isso na visão de quem cuidava de produto, que me imagina aparecia um caminão produto,os times que eram muito diferentes, né? Aí depois aparecia um equipamento médico para desenhar. Cada cada contexto ele é tão diferente que o projeto precisa ser Taylor madeade, por mais que você tenha um processo para um, né, uma metodologia para fazer aquilo. E aí eu levo pra Brand e falei: "Cara, isso aqui é uma mina de ouro". Só quesó que não, né?

41:44

Eu achei e mais 300 escritórios.Conversa, conversa com os associados. Não, mas é interessante porque aí a gente começou a ver essa o que a gente criou um um um termo. A gente não criou o termo, mas a genteadotou um termoadotou o termo de design sistêmico..Né? Que a gente crê nele até hoje, que é quando você realmente conecta todas as pontas e e orquestra, né, a o lançamento de alguma coisa. Hoje em dia eu falo alguma coisa, porque pode ser um produto, pode ser um serviço. O produto pode ser físico, pode ser digital, pode ser um rearranjo de portfólio. Quer dizer, a quantidade de oportunidades que eu tenho de trazer inovação pro meu cliente é enorme.. E se ela for orquestrada com o que a marca conta, alimentada por um processo interessante de pesquisa, então só que são tantas disciplinas que um desafio sistêmico, é um grande sistema de informação com uma série de outputs,não controlado, né?

42:42

Absolutamente não controlado e principalmente tocado por pessoas, né? Cada uma com o seu, não seu ponto de vista, porque a gente busca, a gente tenta aglutinar, né? aglutinar uma palavra ruim, alinhar os pontos de vista,mas com um cliente que nem sempre tá alinhado na própria empresa, a gente sabe, né? Então,na maioria das vezes não está, né? E aí foi acho que essa é a grande diferença quando a gente começou a operar em Nova York e depois em 2020 21 que a gente começou a fazer parte da da Manyone Dinamarquês que hoje é global e a gente percebeu duas coisas principais. Primeiro, a qualidade de trabalho que a gente faz no Brasil é igual, senão melhor, melhor é difícil falar, mas igual ao que qualquer escritório europeu ou americano faz, tá?

43:32

Eu acho que ele é um pouquinho melhor porque a gente é muito mais flexível por necessidade..Né? A gente, cara, a gente faz, né? Você bota um brasileiro em qualquer time de qualquer lugar.A gente quer tem flexível, mas não consegue, então vira flexível.A gente é flexível por natureza. E e aquela história, você tem um você tem um europeu,cara, na boa, o europeu tá com a vida resolvida, né? Resolvida no sentido prev tá previsto que vai acontecer em países com uma economia mais madura. Você bota um brasileiro e isso vale para qualquer coisa, para finanças, para publicidade. Cara, um brasileiro, um chinês, um venezuelano é a oportunidade da vida dele.É,então ele vai fazer bem feito. Isso a gente percebeu quando a gente entrou nesse nessa estrutura toda,cara, a gente tinha que fazer o melhor possível, tá? Então, primeira a primeira constatação era a gente faz do mesmo nível, senão melhor do que é feito em qualquer escritório do planeta, tá? A segunda, a maturidade do mercado no Brasil é muito inferior.

44:30

.Né? O a cultura,a cultura do design, do design de formacultura da compra, né?Cultura do design de forma muito ampla, tanto a estratégia como execução, tá nos mercados europeus e americanos e no Japão desde os anos 70.. Então assim, não tem essa de a gente quantas vezes tem que convencer que era importante fazer a pesquisa, explicar porque que é importante fazer,ele espera que você tenha pesquisa, ele nem tem discussão, não tem nem discussão. Então é uma maturidade de mercado que vem primeiro de mercados estáveis, segundo de mercados. Aí aí tem uma coisa que também te sacou, né? A hora que você faz projetos globais, você tá falando com a matriz..Que é onde é determinado a maior parte das coisas estratégicas. A gente aqui no Brasil tem várias empresas aqui que elas seguem, a gente sabe disso, o que vem da matriz. Então quando você tá no global, você tá você tá ali na navocê tá definindo que vai ser seguido, né,cara? Tá no coração do dragão lá, né,né? E isso faz muita diferença e vem dessa maturidade. Então essas foram as duas grandes percepções que a gente teve trabalhando aí 10 anos numa operação fora que hoje a gente hoje a gente não tem mais, né? A gente pegou a operação americana, vendeu por grupo Manyone, que a gente é sócio, né? Então, foi um, foi um misto de, eu lembro o dia que a gente fez a assinou lá, eu falei: "Cara, eu não sei se eu tô feliz ou se eu tô triste, aí eu concluí feliz".

45:50

É, isso que eu ia perguntar assim, sei que não há nenhuma decepção, mas a essa junção com a Manyone, normalmente quando você se junta a um grupo internacional ou a um grupo, né, isso acho que todo o escritório passa por esse por esse fetiche de falar: "Não, eu preciso me juntar com alguém maior do que eu, que vai vou fazer mais coisas". existe uma expectativa de que você vai acender para uma categoria e na verdade não é exatamente assim que as coisas acontecem, né? Como é que foi a tua experiência?Então, é que no nosso caso, o que que aconteceu na verdade, né? A gente veio com um processo muito muito forte, né, de de de MNA, de fusões, aquisições desde 2017, conversou com muita gente, como vários escritórios..E a gente acabou encontrando a Manyone, que a gente já tinha tido uma história anterior com eles e batia muito o Santos, sabe, né? É impressionante, sabe? o tipo de escritório, os valores, né, como é que funcionava. A gente era muito complementarpro que eles queriam e os caras são muito bacanas, né? As as meu, primeiro era uma empresa que tinha mais lideranças femininas do que masculinas, que já era bem bem bem legal,que vem da maturidade de mercado. E aí chegou uma hora que E aí aí você fala: "Puta, meu, tô no Brasil aqui, cara. Se eu que a gente ia vender as operações, se eu vendo as duas operações, né, a do Brasil e dos Estados Unidos, a gente ia passar a ser executivo..

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Aí num belo dia, com várias dessas aqui, pena que não tinha essa marca, elafalou, galera, vamos só fazer isso com os Estados Unidos, porque também a gente estava um pouco cansado e vamos segurar o Brasil, porque eu acho que é muita coisa pra gente colocar num num lugar só e correr,não e e correr um risco grande, né? Porque na, no fim das contas, quando você vende operação, você passa a ter menos controle,né? E foi isso que a gente fez. Então hojeMas foi antes da QNCO ou foi a causa da Não. E aí já tava começando a gente tudo é tudo é sistêmico. É. E a gente começando a perceber no Brasil, apesar de sempre as as turbulências aqui, falei: "Cara,a gente começar a pensar num ecossistema aqui no Brasil, né, que a gente une competências diferentes com com entidades,com individualrelativamente independentes, que é o princípio do ecossistema, pode ser um negócio legal". E aí um belo dia falou: "Cara, vamos tomar uma decisão". E a gente toma a decisão por construir um ecossistema no Brasil. A gente é sócio da Manyone, mas a gente é uma empresa absolutamente dependente e a operação americana hoje faz parte do do grupo da,né? Então acho que assim deu tudo certo.

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A gente espatou três profissionais,né? Uma das coisas que a gente queria quando a gente abriu e em Nova York, né? A gente tinha três grandes princípios, grandes objetivos. Um era ter experiência internacional, tivemos muito. A outra, obviamente, ter projetos globais, conseguir clientes internacionais, check. E a outra era trazer oportunidade pro time, porque o time no Brasil ele olhava pra gente como teto,limite.E a hora que a gente tem uma operação americana que depois virou global, cara, quem quem teve realmente interesse, tava animado, voou, né? O um dos designers nossos, né? O Danilo. Danilo, eu participei da banca delena FA, né? Para do a banca de de graduação dele, cara. foi pro nosso time do Brasil, foi pro time dos Estados Unidos e hoje hoje ele tá num time de assim mega blaster da Microsoft, né?

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Então, por quê? Porque a gente expatriou ele. Eu patrocinei a ida dele pros Estados Unidos, depois mais duas pessoas, e o cara conseguiu voar porque ele tinha tinha competências para isso. Então, nessa hora que você fala, cara, a gente cumpriu o nosso papel aqui como instituição, sabe?. E como é que você tá vendo o futuro? Eu, vocês estão caminhando no modelo de ecossistema, na na QNCO tem Questtonó, colírio e Nau, né? Vamos falar depois da Nau, mas como é que você tá enxergando o futuro desse mercado, né? Tem aí inteligência artificial entrando, tem a questão dos modelos.de negócio se mais em ecossistema, menos concentrados. Qual que é a tua visão entãodo papel do design, né? Primeiro que o o design, no nosso caso, ele é o é a linha que conecta, né? A gente vai hoje a gente tem três empresas, né? A questão colírio e a e a Nau. E a gente vai anunciar daqui a pouquinho uma quarta empresa já.

50:09

.né? De tecnologia, né? Porque quasenão dá mais para ficar sem, né?Não, nem 100 na execução e nem na entrega.Sim.Tem uma quantidade muito grande de projetos que a gente faz que a entrega ela é um alguma plataforma digital, né? Então, a gente entendeu que era importante ter isso e todo mundo com a mesma visão, né, e e tendo o design como como linha condutora. Agora, o porquê do ecossistema, a nossa crença é que são empresas que se se retroalimentam, então elas se aproveitam daquilo que pode ser comum..Espaço físico, estrutura digital,gestão e financeiro, etc. centro de centro de cursoe elas tem as as e elas é tambéme elas têm as operações delas relativamente dependentes como empresas, né, como CNPJ separados, né? Então elas têm que operar independente e se aproveito numa conexão, mas principalmente a conexão comercial, né, que é o a venda de um projeto sistêmicoem que eu que eu crio produto, em que eu crio marca, em que agora a gente a gente acabou de abrir uma área de comunicação que foi um dilema lá no escritório, né, a pedido do cliente. Então a gente comunica e a gente programa.

51:24

Engraçado isso, né? Porque pra gente também pedem o tempo todo. Você não consegue cuidar da comunidade, fal não faço isso.Pois é. Pois é. É outro,mas a gente só fez, aliás, tô dando um baita spoiler aqui noporque a gente trouxe uma pessoa que que é de comunicação e topa porque a comunicação ela tem uma dinâmica de timing,issoque é muito diferente da nossa de de projeto, né?Até porque a gente gosta de refletir, pensar em fundamentos, né?N. Eu tenho uma frase lá porque e o o a comunicação ela é muito always on, né? Tem, você tem que tá sempre o projeto, não, ele tem que ser pensado, estruturado, não sei o quê. E o cliente sempre quer o projeto muito rápido, projeto pastel.É. E aí eu sempre falo, a gente tá com tanta pressa que é bom a gente fazer bem devagar. Aí o Cle para assim,é porque senão faz duas vezes, né?

52:14

Senão é e vai piorar, vai coisar. E Levi, deixa eu te perguntar. estava falando e como é dentro dessas novas perspectivas e a gente falando de tecnologia e tal, a questão porque vocês são meio pioneiros nessa coisa da do venture, né, do enfim, de um outro modelo de negócio.Sim.Como que é como de onde surgiu isso, né? E como que vocêsurgiu no bar?Você gosta, né? Caraca, especialista em Minei em Sal. Te convidar um dia para tomar alguma coisa, você já sabe qual que é a intenção. Vai ver umalá vem. E ele começar a falar de design sistêmico, lá vem.Não, cara, aconteceu um fenômeno, alguns fenômenos ao mesmo tempo, tá? Que fez com que a gente olhasse para isso. O primeiro foi o trabalho da Questtonó, especificamente, ela começou a a ficar e com ticket muito alto, porque os projetos começaram a ficar muito complexos, né? Então, a gente trabalhou, começou a trabalhar muito para empresa grande.

53:09

.na complexidade desses projetos e nos vários vários níveis de interlocução que uma empresa grande pede, você sabe, né? Então, você tem a quem te contratou, depois você tem quem vai aprovar, depois, enfim, aí um dia vai apresentar pro level. E é legal isso, né? A gente até hoje, né? Super interessante, mas ele ele falta um pouco do dinamismo que a gente gostava muito lá no no passado com empresas pequenas, aquela história que você fala com o dono, sabe?. Mas a gente não conseguia fazer isso mais porque o nosso ticket tava lá lá no não lá no cé porquenão tava adequado as instâncias que você precisava percorrer para entregar umas grandes sãoEntão assim cara e primeira pergunta que a gente fez, como é que a gente viabiliza projetos para pequenas empresas de novo, tá? E aí tava começando o mundo das start, não começando, mastava fervendo, né? A gente começou a ver isso na nos summits e nos SX, né? né, nesses lugares.

54:02

Esse esse é um esse é um dado importante. O outro dado, a gente tava em Nova York num hub de inovação, né? O o escritório ele funcionava lá no no New Lab, que é um lugar fantástico no Brooklyn, basicamente formado por pequenas empresas ecendo.Que legal,né? E que tinham esse modelo de venture, né? Que que é o venture? Tem o venture venture e o VC, né? Normal, venture capital, né? Que é o dinheiro de de risco. E a gente começou a ouvir, né? Tem a design continuum doberá. A gente começava a falar, cara, esse cara tá entrando em projetos no risco,né? Mas a gente não conseguia saber como ele fazia.É um investimento, você tá botando horas, time,é o, é o smart money, né?Smart money.Falou, cara, como é que a gente faz isso? A gente falou: "Meu, vamos fazer, vamos fazer projetos para pequenas empresas, para startups, né? e a gente troca o valor do projeto por equity". Claro que a gente errou assim muito.

54:53

É, parece simples, mas é bastante complexo.Não, porque não tinha nenhum manual para fazer isso. Tinha guide, né?Não, não tinha nada, zero, sabe? Então,não, até de eles saberem o equity, né? O valor doequity, cara, a gente não sabia nada, tá? Mas a gente fez e a gente errou uma vez, errou outra vez, outra vez e foi aprendendo, tá? Hoje é que tem uma regra para isso também, né? Você vai investir 10 e um vai dar certo. Então são nove,mas sabe queassos, né? E aí, aí vem a beleza da coisa. E a gente começou a estudar, né? a gente faz isso há 10 anos, senão já aprendemos, né?Tem estudos sérios de verdade que as empresas que investem em design, startups, elas tem um potencial de resultado muito maior. E aí esse esse essa esse número muda..Né?As startups que investem em design tem uma pot reduz areduz o risco de de morrer. Não é sóé melhorando a frase, né?

55:42

Eu legendei aqui, ó.Tá, obrigado.E aí a gente começou a a a nos aperfeiçoar como é que isso funcionava. E e tem uma questão, a gente é muito entusiasmado, né? Então chega lá um um alguém com uma ideia e fala: "Nossa, que incrível, vamos fazer calma,calma",né? Dentro da nossa estrutura da da QNCO tem uma empresa que a gente não, eu adorei ser sócio, mas eles são nossos parceiros, que é a Bicap e é uma empresa de de análise financeira, né? Eles sãosérios, eles olham pro plano de negócio e fala: "Cara,não fica em pé, fica em pé,não fica em pé, fica em pé, não sei o quê, não sei o quê", né? Então a gente começou a a ser mais seletivo. Bom, hoje a gente tem nove startups, né? Oito, na verdade, porque uma a gente já conseguiu sair, né? Então a gente a gente já provou o o o a tese, né? A gente entrou, investiu, fez o nosso projeto, saiu, essa empresa cresceu, foi investida.

56:33

Não é a Tupi,Tupi.Era Tupi Nambá, virou Tupi,né? Que é de de mobilidade elétrica, né? Cara, a gente estava com eles desde o dia um, inclusive a gente incubou e fisicamente, eles ficaram o nosso escritório por um tempo. Hoje também a gente tem uma startup dentro do nosso escritório que é de outra área. Então, a gente vai aprendendo quais são os modelos, como é que a gente de fato colabora, como é que são os contratos,quais são os limites da colaboritation, quando é que você diluído, não é diluído, que são termosque não tem nada a ver com o mundo do design. É isso que eu ia perguntar, né? Que assim, esse aprendizadodo mundo dos negócios, porque claramente MNA, enfim, todos os movimentos que vocês foram fazendo, vocês tiveram que trazer gente, né?Sem dúvida. Um pouco de gente, né?Quando a gente via que não ia dar certo, a gente trazia a gente.

57:24

No começo a gente sempre atua. É que nem advogado, sabe? A gente a gente todo, todo designer, ele é um ótimo advogado do design. É,a gente não lê contrato é,a gente não entende.Então a gente vai aprendendo, a gente contratou algumas consultorias de MNA. Então isso a gente vai fazendo de uma forma mais estruturada. E hoje acho que a gente tá com um modelobem interessante, maduro. Por exemplo, a gente não investe 100%,a gente investe uma é um é um híbrido, né? A gente investe uma parte, o próprio cliente investe em outra parte. E assim, para só para encerrar o tema, e voltando lá no comecinho, né? Qual é o nosso grande desafio do dia a dia, que é conquistar projetos, né? O modelo de design de consultoria, seja ela de branding, de produto, seja o que for, é esse, né? Você tá no mercado, com com faz um briefing, pega o projeto, desenvolve o projeto, entrega o projeto, recebe, né?

58:13

E se der, ganha um prêmio lá na ponta, tá? Então esse é o ciclo. Aí você tem que refazer o ciclo, refazer o ciclo, cara. É infinito. Isso.Começa do zero todo dia, né? Hoje a gente vê uma oportunidade e aí de de perpetuidade do negócio que é através do venture, porque eu tenho, nós hoje temos oito empresas, eu espero o nosso plano para até até 28 até 20, tá? que tem 20 grupos de pessoas trabalhando e a gente tem um pedacinho de equity ali. Então eu eu espero que a nossa aposentadoria, eu não usava esse termo até pouquíssimos anos atrás,vai vir daí,sabe, de empresas que prosperaram porque elas têm o design como um dos seus elementos fundamentais e atuam em áreas das mais diversas possíveis, né? Então é um modelo de negócio. A, ela é um, no fim das contas, ela é um um veículo de investimento.

59:08

De investimento. É,tá? Esseé a previdência da da K.É, é internamente é a previdência. Mas, cara, mas ela tem um valor externo muito interessante.É. E e é um é um exercício interessante também. Eu fui para esse mundo, mas fui pessoa física, não fui pessoa jurídica que fui sendo levado pro mundo das startups. A gente chegou até a conversar com uma delas que tinha sido incubada ali dentro do pela meta hoje, né, que era o Facebook, que era uma inteligência artificial. Isso em 2000 e nem lembro quando, muito tempo atrás, quando a inteligência artificial ainda não era um assunto. mas é um exercício também de você olhar pro próprio negócio, né? Então é o que você falou do investimento com o financeiro, você começa a adquirir skills que não são naturais do território do design, que você tem que enfrentar quando você se envolve com uma iniciativa como essa e que isso acaba retroalimentando o modelo de pensamento do design, né? Então o negócio de design também ganha quando você faz um movimento como esse, você sai do seu território natural, você falou da comunicação,eu vou dar um passo na comunicação ou do digital, eu vou dar um passo no digital, aquele é outro mundo, né, que não é natural daqui. Você falou da velocidade da comunicação,você tem que entender a a razão daquela velocidade, entender os benefícios e às vezes você vai olhar pro seu processo e falar: "Puta, eu tô aqui, eu tô demorando demais em coisas que não precisam. Aqui tem um jeito diferente de fazer, tem dúvida. Então isso vai retroalimentar,porque a gente se acomoda, cara.

1:00:34

Exato, né?É. E tem essa coisa, né, de você também,não sei se acomoda ou envelhece, né? Eu fico me perguntando se eu tô acomodando termo me acomodas, mas de validar uma coisa que a gente sempre fala que são os negócios que t o seu valor no design, né? Design driven e e como isso validar essa, porque até hoje essa é uma pergunta, né? Mas é que tá, Gisela, o o design driven, a gente continua falando de design driven, as empresas que são design driven, aí você vai pro mercado maduro, não existe empresa europeia que não desen dizendo, a gente ainda tá com isso, vocês vão começar a validar chineses. Entãoé que nem falar que design é estratégico, não existe design sempre foi, mas é o que você tá falando, né? tava conversando disso.Sim.

1:01:20

Então, mas vocês porque vocês estão investindo em empresas que são orientadas por design, pelo design. Então,que tem no no design uma das é assim das das formas mais diferentes possíveis. Uma é mexe com previdência privada, outra mexe com saúde feminina,a outra mexe com drinks. A gente gosta sempre coloca o drink drink b que ele vai sempre pro bar, né? Mas independente do setor que você tá, a camada do design, que é a perspectiva de colocar o ser humano no centro, enfim, enfim, contar aquela história de fazer experiências relevantes, né, e de você impactar positivamente as pessoas, dá para colocar em qualquer segmento.Exato,né?Você comentou da das empresas criando grandes departamentos de design. Como é que você tá enxergando isso, né, pro pr categoria designers? Eu acho incrível, né? Acho maravilhoso o Itaú ter 900 designers e tásabia que você ia falar do Itaue falta que é um número que tá fresquinho, né? Tava no evento outro dia, conheço a galeraque estrutura isso lá e feito de uma forma muito correta. Acho que essa isso é importante,que é mais ou menos o movimento que aconteceu nas automotivas nos anos 2000.

1:02:34

Então acho ótimo, né, pro pro profissional de design hoje você tem umaumenta muito lá,meu não não existe designer que não tem trabalho hoje,pode no seu trabalho que ele quer,mas ele vai ter trabalho e é fantástico isso, né? Então aquilo que a gente foi falando anos e anos atrás, agora quando você pega do ponto de vista, né, de como um escritório de design,de fato, né, o o nosso maior concorrente hoje não são os outros escritórios, são as asantes,as estruturas internas, né? E a gente ajudou a montar algumas, né? Porque chegou uma hora que o a gente foi contratado por algumas empresas, falou: "Ajuda a gente a montar uma estrutura interna".Mas é concorrente porque por por gente, né? Por time, não por projeto. Projeto também, porque ele deixa de fazer fora e fer,mas não é, perde o projeto.E aí aí aí tem alguns fenômenos, né? e a gente vê claramente nas nas empresas que que t seus times internos, elas deixam os projetos mais desafiadores ou que tem que ser um olhar mais assimexterno, né,externo de fora, trazendo uma um frescor que eles não têm pros pras consultorias.

1:03:38

É, eu acho eu acho a mesma coisa, né?E eu acho que isso incrível.Mas tem agência de fazer agência interna, já tem várias, né?Tem que constrói, a gente construiu duas, né, para dois clientes nossos. Não, mas o serviço pessoal é fazer isso.Ah, é só fazer isso.Só fazer isso. Eu eu enxergo. Você quer falar?Desculpa, não, era só complementar. Tanto é que hoje a gente no prêmio, no BDA, na categoria de destaque e a gente nunca tinha isso. E hoje tá, tão se inscrevendo áreas de design do cliente.Cara, mas a a o a área de design da Whirlpool nos anos 2008 era maior que qualquer escritório,não? E ainda hoje, né? Tem uma baita. Então, mas sabe qualificar como aí entrando como uma concorrência mesmo, porque o cara tá ali premiando e tá se colocando nessa categoria, né?Sim. A gente sempre falou isso na na ABEDesign, cara, as empresas têm que entrar, o cliente tem que entrar, senão viroumercado grande tem que ter player grande, né?

1:04:30

É, é que aí aí aí você tem o nome da da associação, né? Das empresas de design. O que que é uma empresa de design?É isso,né? A Whirlpool é uma empresa de design, a o Itaú é uma empresa, nossa na nossa percepção hoje, é tanto é que nós temos associados institucionaisque quando a empresa entra com outro recurso, tem um outro tier ali de associado institucional que tem uma outra troca,sim,de participação em comitê e tal. Então tem um nós diferenciamos para nãoficar como escritórios de design, mas tem um espaço que nós começamos a a trazer as empresas para para design para um entender o movimento que está sendo feito dentro das empresas e outro ajudá-las a fazer um movimento que não é necessariamente ah passo pros meninos aqui fazer um rollout, como que o design se posiciona de forma como área área estratégica. Ah, eu eu vejo esseassim, eu vejo esses movimentos como coisas naturais, né? Assim, o o mundo muda, desde que ele existe, ele vai continuar mudando. Eu acho que eu acho que essa transformação, ela ela ofende as algumas fontes de receita. Então, se eu ganho dinheiro mercado de embalagem, eu ganho dinheiro fazendo arte final e a inteligência artificial vai começar a fazer rápido e sem precisar de mim, ela ofende essa fonte de receita, mas ela provoca a instituição a pensar, bom, então qual é o meu papel?

1:05:58

Será que o meu papel era fazer aquilo? Não.eu não, eu não sou a arte final,que é a transformação do design. Exato. Que é o tema deste podcast, né, que a gente tá o tempo todo sendo des Por isso que quando você sugeriu, eu falei: "É esse o tema". Porque a gente tá o tempo todo sendo desafiado a olhar para olhar no espelho e falar: "Bom, tá, mas qual que é o meu papel?" Então, se eu tô montando um departamento de design, eu acho a mesma coisa, né? Eu digo lá pro time, falou: "Olha, as grandes instituições que já estão montando áreas internas, elas vão fazer aquilo que é do dia a dia e que em tese nem precisa da gente, vão fazer lá dentro, né,que é mais barato,de um jeito mais eficiente, mais rápido, mais controlado, aquilo que ele brigava com a gente, que a gente não mantinha, não mantinha aquela estabilidade, ele tem mais controle, eu acho que ele tem que fazer, mas quando ele precisar de uma visão externa, né, o nosso a nossa grande vantagem é que a gente circula pula pelo mercado e vive desafios dos mais diversos, né?

1:06:58

Aí acontece um outro fenômeno, porque as coisas são cíclicas, né?Pode ser, não tô falando que vai acontecer, mas isso aconteceu na na automotiva, né? Tem sempre olhar para trás, né?.Que daqui a dois ou três anos ou x anos, alguém desses grandes contratantes vai falar assim: "Cara, o nosso negócio não é fazer design.Ébom, já aconteceu, né? O nosso, é, o nosso negócio é vender serviço financeiro. Isso aípega esse time,vamos concentrar no que é core.É, e porque são cíclicos e tá tudo certo.É.e aí a gente, só para a gentea gente tem um negócio chamado resiliência que ela vem, seriá de onde, ela vem ou da necessidade ou do amor. A gente tá sempre lá, cara, né?Vem,vai volta, né?Teve um grande varejista aqui que estruturou o time interno para reduzir custos,vários, né?

1:07:47

É. e que foi pão de açúcar, né? Ele estruturou um time interno para reduzir custo, é, o EPA, levou vários designers, tal, até para embalagem e depois ela abriu mão para reduzir custos.Isso.Então, enão, e é o que ele falou, é cíclico, né? Isso é que tem umaeu arrisco dizer que vai acontecer também. É, tem uma diferença que é a IA, né, que é um outro desenho, né, com exemplo da Coca-Cola e tudo, mas eu também acho que vai ter um dis,mas que vou dar vou dar o exemplo do Itaú que ele falou ali, o papel do design dentro do negócio do Itaú é outro, né? Não é de fazer folheto, não, ali é repensar o negócio, é inserir o design dentro da cultura, que é incrível. Aí talvez não aconteça esse movimento, né, de vão vão voltar pro core, porque ele tem a ver com o sistema, né?

1:08:36

Sim. Os os bancos, né? Isso. Olha que interessante. Esse movimento dos bancos,ele tá vindo porque um banco resolveu colocar experiência em primeiro lugar.É,que é o no banco.Exato.Um pequenininho que não era pequeno,cara. Mudou mudou os bancões, meu. Olha que fenômeno fenomenal.E a experiência ela foi ela foi o driver foi design. Olha aqui. Claro.Pilar, pilar estratégico deles, né?É um banco, serviço financeiro, né? Tudo isso. Ah, para você chegar mais perto do microfone. Pronto.Que que você foi falando? Er, eu vouo Eric tá sentindo saudade da sua voz aveludada.Desculpa.Aí a Gi tava falando, a Gi tava falando e aí o Gian falou aí foi ditá com você.Não, não. Volta aí, G. Vamos seguindo, vamos seguindo.

1:09:25

Eu tentei dar um toque discreto no microfone. Você podia dar um tapa para fazer, ninguém perdi a pergunta.Mas então, continua, né? Você tava falando dos bancos dessa ideia da IA e tal e trouxe que vai ser mais estratégico. Eu eu costumo dizer que eu acho que agora a gente chegou numa oportunidade que a gente sempre quis estar, num lugar que a gente sempre quis estar, que é do olhar da estratégia, daquilo que é mais que tem mais valor do que ficar fazendo só os rollouts e tal. Talvez seja essa a grande oportunidade que a gente tenha na nesse evento que você falou que a gente estava junto, teve isso, né? A Coca-Cola explicando com que uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa, né?Não, eles trouxeram um dadomaravilhoso,maravilhoso. Eles estão contratando mais gente..É isso. Mais agências, né?É.Então,é isso que eu quis dizer,assim, o mundo vai mudar, como já mudou com outras ferramentas, talvez a intensidade seja maior agora, né? Mas quem passou pelo processo aí de digitalização, né? Sim, né? A gente acho que só você, eu e você vemos da época do Pestap, sabe? Eu fiz.

1:10:27

Não, eu tambémnão. Gian também.É isso. Você é um pouquinho mais novo.É,mas ojovemé uma transformação gigante agora, mas assim, eu eu tô até me afastando um pouco das notícias do de AI generativa todo dia, porque você acaba ficando meio assim.Claro.E eu acho que daqui a e e é que o ciclo tá muito rápido agora, né? As notícias são muito rápidas, né? Mas em pouquíssimo tempo a gente vai começar, inclusive o design vai começar a usar essas ferramentas com uma camada humana, porque é essa que vai fazer a diferença, porque no fim das contas a tecnologia ela tá nivelando acesso,é,a soluções rápidas para todo mundo,vai ficar tudo igual, né?Vai ficar tudo igual. E ficar tudo igual e sempre numa perspectiva de hoje para trás, porque a a referência que você tem de de a generativa é o que tá publicado, né?

1:11:17

E um olhar de design, um olhar seja qual for, humano em cima, vai fazer a diferença, né? A gente teve uma uma apresentação essa semana do pessoal da da Manyone, eles criaram oito ferramentas usando AI, né, que tratam desde pesquisa até organização interna, até como é que você prevê sinais de comportamento que estão se transformando e todas elas com uma camada de perspectiva humana..Foi a primeira vez. Olha, de um de uma de uma empresa de design, hein?Só podia serque eu falei, cara, agora eu tô vendo uma coisa que que não é oe essa enchurrada que a gente passa todo dia de notícia, agora o chatpt faz isso, agora o não sei o que faz isso, o Manus faz sei lá o que, cara, a gente é até é ruim pra gente, sabe? Eu falei agora tô começando a ver. E essa a sensação que eu tenho é que num tempo, que agora é muito rápido, né, de 6 meses, um ano, a gente vai olhar um ano para trás, falei: "Cara, por que que a gente não respirou um pouco?"É,né? Porque eu desconfio que a gente vai se aproveitar muito das ferramentas de AI sem ter feito um strike nos times.

1:12:25

É, você sabe que eu tenho uma sócia dizia uma frase muito inteligente. Ela dizia assim: "O bom da idade é que você não começa a não ver de perto, mas vê de longe, que é uma maravilha". E eu eu toda vez que eu vejo essa tecnologia, essa moça aqui, toda vez que eu vejo essa questão da tecnologia, eu me lembro de 1990, ali, no final da década de 90, quando a quando a internet começou a fazer o bom dos grandes negócios de internet e eu com a sensação de que se eu não corresse eu ia perder. Tá até hoje, né? O negócio da internet continua até o digital de hoje é uma consequência da evolução lá. Então eu olho com essa mesma calma. Eu falo: "Não, preciso me desesperar". Calma, cara.É que o chão tá passando um pouco mais rápido debaixo do pé, né?Mas tem tem uma questão que eu acho que é a gente tem que considerar, posso estar errado, mas acho que não.

1:13:13

Nós do design, a turma da tecnologia, a gente tá muito no centro da evolução do que tá acontecendo.Ainda bem.Exato.Quando eu vou pros nossos clientes que são indústrias, meu, o timing é outro. É isso.Não é que eles não estão olhando, mas cara, o que o que mantém uma cervejeira,isso o cara que faz arroz não tá faz uma indústria que fabrica equipamento médico funcionando, é a sua atividade core, a inteligência artificial, ou seja lá o que aparecer, é um dado novo que ele tem.Ele tem um capex ali que ele precisa pagar o investimento, ele não vai trocar de máquina hoje, né? Né? Físico, né?Físico, né? Então, às vezes, eu acho que a gente mesmo, a gente tem que acalma um pouco, fala: "Galera vai devagar, porque quando eu olho pros meus clientes, eles estão num num pace diferente,é,mas o pace dele é sempre o mesmo ou aumentando um pouquinho, que é incrível"..

1:14:09

Então, a gente tem que tomar um pouco de cuidado da gente não ficar assim: "Nossa, vai mudar tudo, manda tudo embora, a gente tá sempre na borda ali, né? Vendo que tá na borda." Bom, Levi,fala. Mas oterminou a primeira parte, agora vai ter o segundo.É, o design tem perdido essa referência do olhar da inovação pro para para os times de tecnologia. Eu p eu acho que tá diferente porque a gente é contratado já para um outro scopo na exatamente para desenvolver a inteligência artificial paraa aplicação dos clientes. Então tem uma tem uma uma diferença aídepende da empresa, depende da empresa, porque ela já procura quem tánatural daquilo ali. Então e e a e a potência de transformaçãoé muito alta, gente. E aí, desde o ano passado, faz dois anos que eu escolhi um tema por ano para falar. Então, a escolher há dois anos atrás, né, o design precisa de redesign. Esse ano eu puxei ali a Luciana Bazanella para fazer reimaginação radical, que precisamos continuar. Isso também entre nós designers na AB Design. eu eu olho com um pouco mais de preocupação, gente.

1:15:21

Cara, tá certo? Vai se transformar. Por exemplo, não tem mais projeto de 4 meses,de 6 meses..As coisas são mais curtas agora. Tem que ser, tem que ser mais acelerado. Então is eu não tô falando que que não vai transformar, vai transformar para caramba, só tô falando para ter calma.É, não, eu acredito nisso. Escrevi na primeira frase, na hora que você abre o livro aqui, tá escrito uma frase do Klaus Müller. Mude antes que seja a hora de mudar, porque quando a hora de mudar chegar, ganhar,vai ser tarde demais. Você vai ganhar um livro. Eu eu também acredito nisso. Acho que o ponto que o Levi trouxe e é relevante é que quando você tá na borda, você acha que tudo é emergencial e eu acho que existem dinâmicas diferentes indústrias, todas vão ter que mudar. O processo tá cada vez mais acelerado. Talvez a mudança em alguns casos seja muito radical. Todo mundo tem que prestar atenção na mudança. Acho que ninguém pode fechar os olhos para ela, mas a gente tem que ter o tempo do respiro e da calma e olhar e falar: "Não, aqui tem tempo." O difícil é descobrir quando você tem tempo, né?

1:16:24

Como diz a frase, é melhor antes, porque depois quando chegar a hora de mudar vai ser tarde demais. Então eu acho que não é um dizer, não, não tem que olhar para isso. É assim, olha com calma, com a seriedade que o tema pede, masnão, e sem e sem embarrenare escolhe as suas batalhas também, né? Porque tem uma questão de não embarrenar e de não ficar segurando esse processo também, né? Porque a gente vê muito discurso, não é, não, não tá, não adianta,não. Também não pode olhar como uma ameaça.Exato. É isso que eu tô querendo dizer, entendeu? Quem é o a turma da ameaça fica embarrerando e dizendo: "Não, isso não, não deixa, vai acabar com o humano". Não, claro que não. Já passamos por isso tantas vezes.Bom, Levi, infelizmente estamos chegando no final, já que já deu um tempão aí. eu Você vai ganhar seu livro hoje trocando a lente.

1:17:16

Finalmente, meu.Finalmente ganhando o livro.Vou ter o que ler nonão gostar reclama com o autor.Vou reclamar. Pode deixar. Obrigado.Obrigado por por ter aceitado esse papo. Dá vontade de ficar mais umas 10 horas aqui conversando. Papo bem legal. Acho que até dá dá outros, né? Vamos marcar outro porque eu acho que ficou um monte de assunto pendente. Eu, infelizmente, tenho um horário aqui, já estão me chamando pro pro compromisso.Mas obrigado por ter vindo. Deixa aí a última palavra pra galera.Não, obrigado, cara. Obrigado pelo convite. obrigado pela estrutura. Tô impressionado ainda, né? Gostei do seu convite pra gente poder fazer aqui.Mas é meu assim, é sempre muito bom falar daquilo que a gente faz, né? Eu acho que é o que nos move.A gente faz com amor. Acho que é isso, é o, é o princípio, né? Você, a primeira pergunta, por que que você entrou no design? Cara, no fim das contas é porque a gente gosta o que a gente faz, né? E a gente gosta de de segregário, de trazer as pessoas, de formar time, de poder trocar. Eu acho que isso é uma coisa fenomenal assim na nossa atividade, né?

1:18:16

E a gente tá sempre criando o futuro, que é o nosso papel. Então,obrigado de novo.Muito bom. Muito bom. E eu vou pedir aqui que a minha rosto faça despedida aí para todo pra turma hoje.Nossa, não sei fazer essa despedida. Olha despedida. Não. Ah, a minha despedida é também agradecer, fazer parte dessas conversas já do convite do cohost e de ouvir, né, tanta, tanto tempo participando dessa história, mas ainda vendo quanta coisa a gente tem paraa frente, quantas quantos desafios a gente ainda vai ter. E é muito bom estar no meio dessa história toda, fazendo parte de dessa transformação e trocando as lentes, né? Obrigada. Obrigada, Levi. Sua história é muito linda. É muita admiração. Todo o setor, né? Toda a o grupo tem muita admiração pelo pela referência que vocês são.

1:19:04

Obrigada.Gab quer mandar um beijo pra galera aí.Vou mandar um beijo, pedir para se você gostou do conteúdo, prestigia a gente, né? queentão tem que curtir, compartilhar, comentar, assistir até o final e ativar o sininho.E muito obrigado. Gostar,se não gostar, deixa até deixa até o final, ajuda a gente aí para colaborar ali com o algoritmo para criar relevância, autoridade, qual é a sequência já?Legitimidade, reconhecimento e poder.Muito bom. Obrigado,a gente sente também na rua, no corpo, no projeto, no briefing, nos negócios. Imaginar uma outra realidade se torna mais e mais desafiador. Mas essa é a nossa forma inconformada de estar no mundo. Iremos fazer as perguntas curiosas para desenhar as respostas criativas.

1:20:06

Porque o mundo ganha outra dimensão quando olhamos para ele assim, não só pelo que é, mas pelo que pode ser. Somos QNCO. Somos ecossistema de design, negócios e inovação. Somos o encontro de pessoas, empresas e pontos de vista que dão forma a transformação, que se juntam para idealizar e realizar produtos, serviços, marcas e negócios que comovem as pessoas e movem o mundo. Porque sem conformado é a nossa essência e a capacidade de transformar nossa maior expressão. Tá difícil de entender? A gente amplia, aprofunda, informa. Tá difícil de resolver? A gente projeta, experimenta, transforma. Tá difícil de mobilizar? A gente emociona, traz cor, dá forma.

1:20:59

Se dá para imaginar, não dá para fazer. Agora,