Sobre o episódio
André Poppovic aprendeu o ofício na Editora Abril dos fascículos, cortando papel, montando past-up e raspando fotolito com gilete. Ainda na faculdade de arquitetura fundou com quatro colegas a Oz, num galpão de fundo de quintal na Vila Madalena, onde também moravam. O escritório atravessou a repromaster, o fax, a xerox e o primeiro Macintosh, foi roubado duas vezes em poucos meses, chegou a 80 pessoas e foi líder de mercado por décadas.
Ele conta como a sociedade de 40 anos se organizava em três torres de resultado e por que os sócios decidiram encerrar a Oz em 2019 para preservar a amizade, com base em três valores: confiança, admiração e respeito. Depois vieram a Taba, um modelo sem equipe fixa que esbarrou na falta de previsibilidade para os colaboradores, e a Poppovic Arquitetura e Design, que monta times por projeto como no cinema. A conversa toca ainda no craft perdido com o digital e na inteligência artificial como reprodução que depende do repertório de quem a conduz.
A segunda metade do episódio é um resgate da história do BDA, criado em 2009 numa conversa entre André, Gian e Luciano Deos: a parceria com a Apex e o Centro Brasil Design, o primeiro júri de notáveis, a métrica por pontos em prêmios nacionais e internacionais para garantir isenção, a crise financeira da ABEDesign e a virada que levou o prêmio à Sala São Paulo lotada.
Trechos em destaque
“O tempo de processamento desse trabalho te permitia ter uma profundidade muito maior naquilo que você estava fazendo.”
“O que a inteligência artificial nunca vai ter capacidade de fazer é criar, ter talento, ter intuição.”
“Para uma sociedade ser longeva e ter sucesso, ela precisa ser baseada em três valores: confiança, admiração e respeito.”
“É um pouco como cinema: monta-se a equipe para o filme e, acabou o filme, a equipe está desmontada.”
“A gente queria um prêmio que já nascesse grande.”
“A gente tem essa grande oportunidade de ter colegas que são concorrentes, mas são colegas.”
Capítulos
- 0:00Abertura
- 3:03Arquitetura e o estágio na Editora Abril
- 6:37A fundação da Oz na Vila Madalena
- 10:57Repromaster, fax e xerox: tecnologia antes do computador
- 14:01O que o digital tirou do craft
- 17:19Inteligência artificial e repertório
- 19:43O primeiro Macintosh e os dois roubos
- 24:13Berrini, crescimento e 80 pessoas
- 26:20Três torres e 40 anos de sociedade
- 29:45Fechar a Oz para preservar a história
- 32:36Taba, um ecossistema de criativos
- 36:39Poppovic Arquitetura e Design e times por projeto
- 40:00Convívio, cultura e a uberização do trabalho
- 45:23Como nasceu o BDA
- 48:47A Apex e a Brasil Design Week
- 52:20A primeira edição e a exposição física
- 57:54Relevância, credibilidade e o primeiro júri
- 1:07:57Pontuar prêmios para garantir isenção
- 1:10:16As sedes do BDA ao longo dos anos
- 1:14:28A crise e a virada de 2018
- 1:20:02Do Museu da Casa Brasileira à Sala São Paulo
- 1:26:20Concorrentes que são colegas
Transcrição completagerada a partir da legenda automática do YouTube, com revisão de nomes
Olá, olá, olá. Bem-vindos ao Trocando a Lente, um podcast cujos temas são empreendedorismo, estratégia, negócios e marcas. E onde a gente busca difundir a relevância do do modelo de pensamento do design e a sua importância pro futuro das organizações e dos negócios. Eu sou Gian Franco Rocchiccioli, sou o host desse podcast junto com meu amigo Gabis. Gabis, dá um olá pra galera aí.Olá, pessoal.Faz uma apresentação bonita sobreuma apresentação bonita, pô. Eu nunca faço. Eu sou sub.Faz um pit sobre o Gabriel. É, não. O Gabriel Lopes Gabis, como a gente sempre fala, Gabriel, parece tô tomando bronca, já tô até presidente na AB Design, essa segunda gestão, CEO da, diretor comercial da Câmara de Comércioagora v uma pilha de cargos, né?
É professor de inovação na Mauá e assumindo uma diretoria nova na Chambre, que é Câmara de Comércio Brasil, Canadá, em Montreal. E o cargo mais importante é meu parceiro nesse projeto.Não, esse é o esse é o fato. É oé o Ó, vou lembrar o Gian que eu sempre lembro o Gian. Ele ele faz um comunicado com a maior alegria, que é isso, ó.Você que está nos assistindo, por favor, curta, compartilhe, comente, se inscreva no canal e acione o sininho das notificações. Eu tô treinando em casa para não errar.Boa. Eu nunca lembro a sequência das coisas. É muita coisa para lembrar, né? Bom, tô olhando aqui porque a gente tá aqui hoje com um grande amigo nosso, André Poppovic. André, obrigado por ter aceito o convite para Grande prazer estar aqui com vocês. É uma honra extrema e espero que a gente possa ter uma conversa produtiva e interessante para quem vai nos ouvir.
Bom, como como a gente estava comentando antes de começar, a ideia desse podcast é falar um pouco da tua história, né? O André, para quem não o conhece ainda, se você não conhece, não é do mundo do design. André um uma personalidade do mundo do design,uma vaca sagrada,a vaca sagrada do mundo do design. foi sócio da Oz, uma agência lendária. Eu quando comecei no mundo do design, sonhava um dia, se eu pudesse trabalhar na Oz, não consegui porque acho que eu não passava pela avaliação do critério de qualidade da Oz, né? Tô brincando, nunca pedi, nãoé verdade? Nunca bateu na porta. Nunca bati na porta, mas admirava demais, já desde da época que eu estudava e depois acabou se tornando um grande amigo. Então, a ideia é a gente falar um pouco sobre a tua trajetória e em especial de algo que você ajudou a, aliás, ajudou não, você foi o responsável pela criação, que é o Brasil Design Awards, o maior prêmio do design brasileiro hoje em dia. O André é oitório das informações do Brasil Design Award,só que com uma memória um pouco prejudicada nesses dias. Ficamos aqui anotando e relembrando a as datas, né?
Porque são quasefoi em 2009 o primeiro, já fazem 15 anos, né? Eu entregando meu de matemática.Não, é, não, não 15 anos, porque teve ano que não teve.É, foi 2013 que acho que não teve.É, agora é 15ª edição.15ª edição.15ª edição.Então, seria 16 anos de BDA, mas estamos na 15ª edição. A gente é igual o iPhone, né? A gente gosta de encaixar no ano, né? Éo iOS do ano.É, e esse ano 20 anos de AB design.20 anos de AB design.E vocês são números expressivos, né?É. André, conta um pouco a tua formação. Você não é designer, né? Você é da primeira da segunda geração dos designers formados, mas você é formado em arquitetura.É, sou formado em arquitetura pela FA USP. E naquela época não existia uma faculdade de design, a não ser a ESD.
ESD no Rio já já existia, mas eu morava em São Paulo e eu tinha interesse em arquitetura também. Então eu fui cursar arquitetura sabendo que a FA dava uma formação bem generalista, uma formação ampla assim, aberta. E aí fiz a faculdade. Agora, detalhe, antes, um ano antes de eu entrar na faculdade, eu eu fiz um estágio na editora Abril, porque meu pai era diretor da Abril Cultural e ele me arrumou lá. Eu prestei paraa FAL, não entrei a primeira vez e daí ele me arranjou esse estágio na na Abril Cultural, aonde eu era assistente de arte.Foi a primeira, foi a primeira vez que você foi trabalhar ou você já tinha trabalhado?Eu tinha feito uns bicos, umas coisas assim, mas a primeira vez que eu tinha horário que tinha bater ponto, né?E isso foi muito legal, foi muito importante pra minha carreira de design, porque eu era assistente de arte e eu trabalhava lá fazendo pestap, né? Aquela época onde a gente cortava,era no papel, né? cortava papelzinho, montava no diagrama, fazia a marcação do do, enfim, das cores e de tudo que você ia aplicar numa arte e depois fazia fotolito e impressão. E eu acompanhava todo esse processo e tinha o famoso bromuro, né? O bromuro era uma cópia fotográfica que era a maneira de você colocar as imagens no layout,não? E o fotolito, a gente raspando com gilete, pintando com nanquim,tudo isso. Então, esse esse primeiro ano na abril foi super importante para mim, porque já tava trabalhando na nas áreas e da indústria gráfica, aprendendo sobre tecnologia gráfica bastante, né, e fazendo Pestap e, enfim, diagramando e fazendo essas coisas, num dos lugares mais evoluídos, né, que a editora abriu,
Que tava na vanguarda,que era o auge dos facículos, que para quem não sabe, não lembra, os fascículos na na época foram assim um sucesso, porque foram foi logo depois do milagre econômico, que foi o grande boom que o Brasil teve durante a ditadura militar, né? E e as pessoas acenderam, né? Teve uma classe baixa que acendeu economicamente e precisavam de um símbolo de status. E a prateleira com livros na sala era um grande símbolo de status. E as pessoas compraram facículos assim aoado. E meu pai fez todas essas coleções que foram importantes e eram super interessantes, né? E eu trabalhei lá adiantando, vou vamos paraa frente, né? Aí então fiz a faculdade de arquitetura, estudei lá e e os cursos que eu tomava também estavam relacionados à comunicação visual, que era que eram as matérias que tinham que era o mais que era como eles chamavam na época. A gente nem tinha o nome design gráfico ainda.
Aham. No último ano eu já me juntei com dois, com na verdade com quatro colegas.Vocês estudaram juntos na mesma sala?A gente estudava na mesma turma.Na mesma turma.com Giovanni Vannucchi, Ronald Kapaz, Massumi Guibo e Ricardo Latersa, que eram os dois sócios que saíram no começo..E a gente fundou a Oz. Eu trabalhava no Cauduro Martino, trabalhei um ano no Cauduro Martino. E daí no final desse ano de Cauduro Martino, que era o quinto ano de faculdade, a gente tava fazendo o nosso TCC e a gente resolveu, a gente queria morar fora de casa e queria fundar o o escritório próprio. E numa época onde assim você não tinha essa opção que hoje em dia existe, que é trabalhar numa grande empresa ou numa ou uma grande agência de design, como a HT, por exemplo, como a Pande, por exemplo, ou numa numa empresa que contrata design, como o Itaú, que é o maior contratante de design que a gente tem hoje em dia, né?
essas oportunidades não praticamente não existiam, né? Tinha que ser empreendedor naquela.É, tinha o Cauduro Martino. Você podia trabalhar no Cauduro Martino ou empreender. E a gente queria empreender, a gente queria fazer o nosso negócio. E a gente fundou a Oz. A Oz foi a gente começou na rua Wizard, achamos esse endereço na rua Wizard, na Vila Madalena. A Vila Madalena não não existia como polo dechamava Os e a rua era mesmo.É por por esse motivo era o Wizard of Oz.E o nome veio de onde? O nome Os veio dessado Wizard of É o mágico de Oz procuraram a rua e já tinham escolhido o nome?Não, não. A gente primeiro achou o endereço que era um era uma madeireira que tinha na frentee aquela foto que vocês têm dançando.É. Então, na rua Harmonia e nos tinha um corredorzinho lateral que tinha uns uns 20 m, porque a madeireira justamente tinha essa profundidade e no fundo tinha uma casa cujo quintal na frente dessa casa, uma casa de três quartos, um sobradinho e na frente, o quintalzinho que tinha na frente dessa casa foi coberto. Foi feito uma cobertura e essa cobertura era o nosso galpão, era o era o lugar onde a gente trabalhava, que era um galpão legal, tinha 5 por 10 m.
. Era, então era um espaço assim generoso para um primeiro escritório e a gente morava lá, eu, o Ronald e o Ricardo morávamos nessa casa no segundo andar. Cada um tinha seu objetivo era sair de casa, não era?Objetivo era sair de casa, sair de casa e ter seu negócio. E e o Giovanni e Açu, que eram os outros dois sócios. Não, eles não moravam. El, mas eles tinham mesa lá, né? A gente fez todas as instalações, móveis, tudo feito na mão. Eu particularmente fiz quase tudo porque eu tenho essavocê faz um móvel até hoje,faço um móvel até hoje. Eu tenho essa essa habilidade, essa vocação de de marcenaria. E bom, a os começou e no início éramos cinco e era muita gente para dividir os os parcos recursos que a empresa conseguia angarear. Não cabia cinco, não tava cabendo cinco bem. Daí a gente foi indo, foi indo, foi indo e mas não por esse motivo, na verdade, dois quiseram sair a a Massu, que era mulher do Giovani, e o Ricardo Later que queria ser artista plástico, queria morar no interior em Cunha, foi paraa Cunha morar em Cunha.
E a os continuou e continuou lá na na Vila Madalena durante 5 anos e depois a gente mudou para para Perdizes. Em Perdizes a gente alugou uma casinha, já tava mais profissionalizada, a gente já tinha funcionários, já tinha uma equipe, não eram só os sócios e e foi crescendo, crescendo. Edepois vocês foram para Berrini, né?Depois de a gente foi roubado duas vezes. Teve esse também na casa. Essa casa teve uma vez que eu eu chego na casa, entro na casa, na verdade já eram duas casas que estavam conectadas, que a gente cresceu lá e alugou a casa vizinha e fez uma uma ligação entre as duas casas pela escada. Você subiu um lance de escada, daí saiu uma perna para um lado e outra perna pro outro. A gente desmontou a escada da casa vizinha e usou uma única escadae emendou as duas casas que eram da mesma da mesma geração ali. Eram casinhas diaminadas, né?
E ficou legal. Era um, era uma instalação bem bacana. Fizemos no fundo também uma área, cobrimos e fizemos um galpãozinho. A gente tinha uma Repromaster, a gente sempre teve um foco em tecnologia muito grande. A Repromaster era justamente uma dessas máquinas fotográficas de grande formato, que você tem duas manivelas que você bota originais embaixo para reproduzir..Que era a maneira que a gente conseguia trabalhar com tipos com tipografia. A gente tinha catálogos tipográficos. Lembro que você fazia em cima da mesa de luz, né?Você b você copiava no vegetal e fazia uma coisa mais tosca, mas a gente para apresentar layouts com qualidade, a gente tinha essa máquina que copiava, que fotografava esses originais. Depois a gente cortava, montava as letrinhas ali na mão mesmo e fazia os logotipos ou fazia os títulos de chamada de de de peças editoriais e era assim que a gente se virava.
Como é que foi a entrada da tecnologia? Como é que foi a transição dessa fase paraEssa essa foi a primeira tecnologia mais pesada que a gente que a gente que a gente adquiriu na Oz. Depois veio o fax, que foi uma revolução. A máquina de fax você não precisava mais não era só telefone.Eu me lembro, acho que foi na década de 80, eu fui com acho que em 88, se não me engano, eu fui com o meu pai, meu pai era um engenheiro, tinha escritório de engenharia. Eu fui com meu pai, ele foi comprar um primeiro fax. Cheguei na loja, o cara falou assim: "Ó, isso aqui é o fax", tal. E ele foi mostrar como funcionava. Ele falou: "Ó, eu vou botar ali, vai sair aqui". Eu parecia uma criança olhando aquilo, que eu vi o papel entrando ali, saindo o papel aqui, eu falava pro cara assim: "Como é que faz?Teletransporte, como é?
Como é que pega aqui?"Uma loucura isso, porque existia o telex, né? O telex era uma máquina que era X e traço, X e traço, né? E obviamente texto, né? Então as imagens que o Telex passava eram imagens toscas, né? Era era aquela coisa matricial, né?Matricial, péssima. E o fax não, o Fax já deu essa capacidade da gente transmitir imagens e a gente fazia quando as produções de texto eram tudo era tudo mandado por fax porque para pr pra gente ter um o uma página de texto impressa, a gente precisava digitar, escrever isso ou datilografar isso numa numa máquina de datilografia e mandar isso para uma fotocomposição. geravam um cchê, que era um rolinho de de de papel cchê com o o seu texto impresso naquela fonte que você tinha pedido e na naquele corpo que você tinha pedido com todas as variações que você precisava. Então tinha toda uma produção de texto que era que era marcar essas fontes, esses corpos que você precisava. Isso tudo ia por fax e voltava por fax, agilizou já muito o processo. Depois nós tivemos uma Xerox dentro do do escritório que foi a outra grande revolução tecnológica, capacidade de ampliar e reduzir as imagens, poder botar na dimensão. E a gente na Xerox a gente conseguia fazer isso,tudo antes do computador, né?
Tudo antes do computador. E paralelo a gente tinha a tal máquina Repromaster lá. Ah, e daí a gente montou na Oz junto com essa repromaster que que faz fotolitos, né? Ela faz filmes, ela gera filmes. A gente montou um estúdio de serigrafia dentro da porque a gente queria poder botar cor nos layouts. A gente não tinha como botar cor. A Repromaster fazia preto e branco e a gente tirava texto, tirava imagem, mas a gente não conseguia botar a cor. E aí com o Silk a gente conseguia ser, olha a loucura que era para fazer um layout, apresentar um layout. Então, mas deixa eu te fazer uma pergunta em relação a isso. O que que você acha que esse mundo de hoje totalmente digital perdeu em relação a esse exercício criativo quase do craft mesmo, né? De vocêconstruir uma letra, uma tipografia que demora, né? E ali, enquanto ela tá sendo construída, você tá conseguindo pensar em um monte de coisa. Acho que uma das coisas é essa, é a resposta que você já deu. É, então é assim, é, vamos dizer, o tempo de processamento desse desse trabalho que te permite ter uma profundidade muito maior naquilo que você tá fazendo, né? E ah, e e não só o tempo, mas a questão da habilidade pessoal, as técnicas também,as técnicas a mão mesmo, né? o corte com estilete, pincel, trabalhar com esquadro, a habilidade, né, a a capacidade de de de execução artística, né? Porque ela, vamos dizer, ela pode não ser uma uma obra de arte aquilo, mas existe uma uma uma excelência na execução, na manualidade que é que é maravilhosa, né?
Eu eu hoje em dia, a gente julga prêmios, né? Em vários prêmios. Quando eu vejo um uma peça linda, maravilhosa, às vezes eu entro em contato com a pessoa e quero conhecer como é que foi o processo. Grande parte das vezes é um processo misturado, não é só digital, né? o cara vai lá, exercita, faz, vai para vai pro pro caderno, imprime num jeito, tem uma interação fora da tecnologia que você percebe, né, na na qualidade da peça.É. E e tem uma coisa que eu acho legal também que me veio agora, que é o seguinte. O, a nossa característica como como estúdio de design era a expressividade. A Oz tinha esse esse esse tom de voz na maioria das peças que erampeças expressivas, né? Então é assim, com com com características de alma,com a alma e com características de gestualidade, de intensidade de cor, de vamos dizer, textura. Então a gente sempre trabalhou muito com essa coisa da expressividade do design, né? E não ser um um vamos dizer, um design rigoroso, suíço, né? aquela vétértica fininha, bem acabada, limpinha, que hoje em dia ficou muito assim, é, é, é super bonito, mase o design foi muito para essa direção, né? Mas naquela época a gente tinha o pincel, o pincel fazia parte, a gente fazia coisas na na que tinha uma pincelada estourada, cansamos de fazer isso. E é maravilhoso, né? Tinha o Miran, famoso Miran.
Um trabalho lindo, um cara internacional do Paraná e ele era um grande um grande inspiração e um grande mentor na época.Legal.E então a gente, eu acho que isso também é uma coisa que se perdeu um pouco, porque ele vem do trabalho artístico, ele vem da experiência, ele vem da da procura, né, da da do traço, né, do do do imprevisível que acontece de repente dentro de uma de um processo, né? E ó, um alerta para você que é jovem, que tá nos assistindo, isso não é papo de velho, né? A gente tá reforçando aqui a importância dessa mistura, né? Que o só digital não não dá conta de tudo, né? Você tem que exercitar um pouco,gente. O que que a inteligência artificial nunca vai ter capacidade de fazer? O que que é? É criar, é ter talento, é ter intuição. Isso ela nunca vai ter.
É,isso tá com a gente e é o que a gente vai ser mais forte.Ela é uma reprodução, né? E esse é um ponto interessante. O Gabriel aqui é o especialista da inteligência artificial, ele pode falar melhor do que eu, mas a minha pequena leitura dela, e eu vejo isso, né, da diferença de quando você interage, né, dependendo do repertório que você tem, da qualidade desse repertório, a tua interação com ela, a resposta dela muda. Óbvio que ela vai evoluindo ao longo do tempo, mas eu acho que essa esse componente de quem interage faz a diferença, né? Então assim, trabalhar o seu próprio repertório com experiências, sejam digitais, sejam fora do mundo digital, eu acho que sempre vai vai te tornar menos inútilno mundo onde a tecnologia vai fazer grande parte das coisas que a gente faz hoje em dia, né? Mas não muda como conceito a vamos supor a só fotoampliação que você usava lá atrás. também você trabalhar e e a diferença é o meio, mas você conseguir o próprio pincel, você exercitar, você consegue tirar melhores resultados. Então tem essa percepção, ah, não, tudo fica igual, não. E você tem que aí no caso, ao invés de exercitar ali o ofício, você precisa exercitar a conversa com a máquina para extra melhor resultado.
É o que eu vejo hoje em dia, assim no processo,é um craft também, né?É um craft, é você conversar e você saber dar as orientações pra máquina, pra máquina poder te dar o resultado que você tá buscando, né? saber o que ela é capaz de entregare saber o que elae porque de um pincel você não vai tirar o efeito de uma de umnão e até isso. Você não conhece as diferentes texturas do pincel, da pressão, da intensidade, você não consegue pedir para ela te devolver aquilo, né? Porque ela pode produzir,só que se você não pedir, ela não vai te produzir. Aqui nem imagem. imagem. Quando você dá a lente que você quer, você dá e o foco que você quer, você precisa conhecer, ter repertório de fotografia, claro, né, para conseguir interagir com qualidade, com a inteligência artificial. Mas voltando, você tava falando da da introdução da tecnologia, né? Aí saindo daí entrar,nós fomos uma das primeiras empresas a comprar um um Macintosh em São Paulo.
Brasil, como é que foi a decisão, né? Sem entonamento é tipo inteligência artificial. O que que a gente vai fazer agora? A decisão foi que eu tinha um amigo que era que era colega de faculdade na FA e ele um belo dia me ligou e falou assim: "Pô, André, você precisa conhecer isso, é maravilhoso, é uma máquina maravilhosa, eu tô aqui com uma experimentando, vem aqui no meu escritório, você vai conhecer esse que chama Macintosh.Você vai pirar,você vai pirar." E daí ele tava fazendo um curso, ele tinha um Mac Classic, lembra o Classic?Lembra? aquele bejinhoque era aquele bejinho quequero um tô procurando inclusive se alguém tiver para doar quero uma gente teve esse a gente ficava na Oz, né? Lembroa gente comprou esse depois esse modelo e ele ele ficava dentro de um de um tótemzinho de de uma coluna grega, né, de de de concreto. E ele ficava na na entrada da Oz ali, a a nossa homenagem ao primeiro Macintosh, né? Mas daí eu fui lá, fiz o curso e a gente introduzir, compramos e daí começou uma loucura porque a gente foi comprando, comprando, comprando, né?
Aí nunca mais parou de comprar.Aí nunca mais parou de comprar. E eu ia justamente chegar nesse nesse nesse episódio que quando a gente mudou, saiu da Vila Madalena, a gente foi para Perdiz, alugou as taz duas casas que a gente entendou, que eu tava contando a história, pulamos, né?. E um belo dia eu entro no escritório e encontro na abri a porta e a primeira coisa que eu vi era um monitorno chão,no chão de cabeça para baixo. Uma imagem assim que nunca saiu da minha cabeça. Um monitorgelou a coluna na hora.Apple de cabeça para baixo enfiado assim no chão com aquele fiozinho, aquele rabicho de fio solto, né?Tubo, né? Para quem? Total tubotubão. Nada de plasma. É. E daí a gente, daí eu entrei, eu tinha chegado antes que todo mundo no escritório e e tinham, tava tudo revirado e tinham limpado, levado todas as máquinas.
É uma época que não tinha celular para mandar o WhatsApp, né? Então, é, e aí a gente ficou apavorado, né? De um dia pro outro não tinha um computador no escritório e não tinha backup, não tinha nada. Nossa, a gente perdeu tudo, a gente teve que refazer tudo etrabalho em andamento.Trabalhos em andamento e a gente teve que comprar tudo de novo.Mas é ainda era composição tipo gráfica ou já era layout?Não, a gente já trabalhava no computador, né? que eu só para explicar para quem não acompanhou ali a a mudança, a evolução,os computadores, inicialmente vocês podiam um classique, você não trabalhava com imagens, era a evolução da tipografia ali da composição com letras, não é isso?Sim, mas a gente já tinha a gente já gerava, por exemplo, as nossas as nossas composições de texto, né? É composição de texto ainda, ainda não trabalhava com imagem.
Imagem tinha, mas era muito pouco. E logo de cara existiu o Free Hand e o e o Illustrator, né? E a gente acabou derivando pro Illustrator também, né?E o Corel e o Corel, sim. E o Free Corel e Illustrator, n os três softwares de de ilustração, de desenho.E então a gente conseguia botar alguma coisa de ilustra, de imagem, vamos dizer, mas imagem ilustrada, mas não fotográfico não tinha capacidade. Era o flop, né? os disquetinhos flops que que tem 300k cada um de capacidade, era isso que a gente conseguia transportar dentro de um de uma de um de uma mídia, né? E bom, eu sei que a gente comprou todos os computadores num espaço super curto e logo depois entraram de novo e roubaram tudo de novo. Os caras gostaram,prenderam o caminho das pedras e compraram.
Era o tempo só de comprar e pagar as notas no estar do mercado, passava lá e fazer seguro. Ainda bem, né? O seguro pagou, mas nessa segunda vez que foi uma diferença de 2 meses, três meses, foi uma loucura. Car, ficar de ficaram só esperando as caixa entrar, né?Eu tomei a decisão assim, eu que encafifei eu falei assim: "A gente vai sair daqui". E e daí a gente foi pra Berrini. Eu fui lá pesquisar na Berrini. A Berrini tava começando,BR colé, né? Os prédios todos,era um prédinho do Bric. E a gente achou um endereço lá e a gente falou, vamos dar um salto, né? Vamos para uma coisa mais não só do ponto de vista de de de crescer e de ter uma uma estrutura mais profissionalizada. Vamos para um lugar também que tenha que signifique também, né, do ponto de vista empresarial, uma uma evolução e tá entrando com um negócio dentro do do de um do centro do do do mercado financeiro na época que era Berrini, né?
Era o centro de mercado financeiro, mas era a maioria das empresas tav já se projetava o mundo, a paulista indo para lá, né? Nem Maria Lima nem énem era representativo naquela época. E daí nós fomos e e aí a Oz cresceu bastante, chegou no seu auge a ter 80 funcionários, 70 funcionários, não lembro bem uma coisa dessa dimensão e super estruturada, uma tecnologia pesada, a gente investia sempre muito e trocava cada dois anos a gente ia, a gente ia fazendo aquele sistema cascatas, né? Ia comprando máquina e descendo máquina, né? Então comprava o sócio, sempre ganhava o computador melhor, né? Mas nem sempre, na verdade, mas a gente tinha sempre um computador novo e depoisa gente comprava sempre pra primeira pro primeiro primeira linha desa primeira linha e depois ia baixando estagiário, ia ficando com a com aA gente tá falando de infraestrutura, né, de dessa desse profissionalismo e também do desafio de atualização, né, mas vamos falar das pessoas, né, começando pela linha de cima, né, vocês sempre trabalharam, vocês três, eu me lembro de ter ouvido você falar que vocês trabalharam com três torres, né?
Conta um pouco como é que era essa organização da sociedade que durou 40 anos. Quanto tempo? 40 anos40 anos de sociedade.Foi líder de mercado, né? Foi uma empresa assim e proeminente, né? Nos anos80, 90, mais, né? 2000 não. E a gente mudou para Berrini era 2000 e até 2015 o 10 a gente ainda tava lá na Berrini. Daí a gente mudou de novo para Alto de Pinheiros, mas era uma empresa assim líder de mercado,que aliás é Auto de Pinheiros também aquele escritório é espetacular, né?É, era, a gente fez uma uma instalação muito burra também. né?Mas o a a maneira como o negócio era organizado, a a Oz sempre passou por por du dois extremos, né, de de como empresa, né, como se entender nessa parte organizacional, né, organizacional.
E a gente acabou entendendo que a gente precisava de resultado. A era uma empresa super focada em resultado.. Então a gente tinha três torres que, como você falou, que eram três centros de custos e cada um dos sócios era líder de um desses centros. E a gente fazcom administração, centro de custos bem separados, vocês avaliavam resultados de cadaa gente avalava avaliava os resultados de cada centro de custos e e a gente tinha comissionava os sóciospelo resultado,pelo resultado com um extra. a gente tinha um uma base igual, todo mundo tinha prolabora igual, todo mundo tinha, vamos dizer, uma retirada garantida igual, mas a gente incentivava que os sócios desempenhassem trazendo mais negócio e e gerando mais resultado, porque não era só trazer negócio, você tinha que ter uma equipe chuta para para para fazer resultado.
Cuidado o custo dessa torre também, né?Cuidado do custo, claro. Tinha um olho no custo e com isso a gente a gente a empresa cresceu muito, né? E foi foi muito bem nesse nessee como é que era, como é que era dividido essas três torres? Era mais focado em ambiente, embalagem, estratégia. Issotinha sempre uma área que é a área de de identidade branding hoje seria, né? A gente chamava identidade visual naquela época. Branding começou a surgir lá atrás e que é todo mundo fazia. Ninguém abria a mão de fazer, todo mundo gostava, todo mundo gostava de desenhar a marca e eera transversal nas torres.Era transversal nas torres. Todas as três torres faziam, mas tinha algumas áreas que eram especialidade de cada uma. Então tinha, eu, por exemplo, era especialista na área de sinalização, ambientação, design de ambientes, envaronamento de design.
O Giovanni era embalagens e o Ronald Branding, que era a parte de estratégia que que a gente foi introduzindo isso nos anos 2000.. numa numa viagem que a gente fez para Sydney numa num congresso lá internacional em Sydney e a gente tomou o primeiro contato com com a especialidade e brand era uma novidade daí vocês tinham essa prática, né, de reavaliar o modelo de vocês e parar para pensar o que que precisava de mudança. Sempre, sempre consultorias. O Gian, inclusive grande parceiro nesse sentido, que depois a gente conheceu o Gian e o Gian era concorrente, mas a gente não tinha o menor pudor em abrir todos os o negócio para ele, trazer mostrar os números e discutir questões societárias.
A gente discutia tudo com o Gian, já participou dessa dessa história também,não? Muito legal. E ela assim e louvável, né? 40, a gente tava comentando aqui até antes de começar, 40 anos de história juntos, né? uma sociedade, né, que não é não é regida pelo amor, é por um papel, né, um um contrato, né?Você tem até uma leitura, você fez um discurso nono no BDA de 2019,sim, quando vocês receberam uma homenagem do mercado para vocês, né? Fala aí, fala daÉ, a gente fechou a gente entendeu. Bom, depois de dois anos também de um ano e meio, vai de consultoria com um consultor de negócio, que é porque a gente tava um pouco desalinhado, né, no sentido de como é que a empresa iafuturo, né,é o futuro da empresa, como é que a gente ia avançar. Então a gente chamou esse consultor que era um ex-Maquin e que é um cara muito legal, fez um trabalho bom com a gente.
E a gente discutiu, discutiu, discutiu e num determinado momento a gente entendeu que a gente não ia conseguir se alinhar e que o melhor era fechar a empresa pra gente não perder essa essa história bonita que a gente teve, né, e essa a grande amizade que era o que que caracterizava a nossa relação, né? Então tem o que o Gian falou, né? uma sociedade é regida por um contrato social, é um papel, mas na verdade o que conta mesmo é a relação entre esses sócios, né? Como é que eles estabelecendo o vínculo, né?É, e é o emocional. E a gente encerrou em 2000 e em 2019e justamente, né, a a ABEDesign fez uma homenagem pra gente e deu um BDA pra gente pela pelapela história dapela história da Oz, né, e no mercado a importância de de tanta gente que passou por lá e tanta gente que a gente formou.
E e nesse discurso eu falei justamente que para uma sociedade ser longeva e ter sucesso, ela ela precisa ser baseada em três valores importantes: confiança, admiração erespeito.Respeito,né? Respeito é super importante também. E a gente sempre teve esses três, essas três qualidades presentes nas na nossa relação,relação entre vocês, né? E a gente percebeu que isso não poderia perder isso porque se a gente tava um pouco desalinhado e e ia se perder se a gente não se a gente não conseguisse efetuar a mudança. E a gente entendeu que era melhor fechar e honrar aquela história e cada um partir para um outro negócio.E o mais interessante é que todos partiram para novos negócios, né? E vocês acordaram de preservar essa história juntos e não foi com ninguém, né? Ficou com vocês três, né? Com os três. É.
Ah, mas tem um capítulo no meio, né? A Taba, né?Não. Então, mas aí é depois, né?Depois que entrar.Então, quando a gente fechou a Oz, né? O Ronald, na verdade, que que tinha uma outra visão, saiu com uma uma das pessoas que trabalhava com a gente e fez a playground. e eu e o Giovanni e chamamos outros três colegas da Oz que trabalhavam na Oz colaboradores, e fizemos a sociedade que foi a taba. E a Taba era uma visão bem disruptiva na época de fazer um negócio que hoje em dia tá mais banalizado, mas na época não era, que era de fazer um negócio aonde você não tem uma equipe fixa e e e uma comunidade de talentos. aonde a gente monta equipes em função dos jobs. Ejá era um modelo mais ecossistema do que de um negócio.
Era um ecossistema de criativos.Como é que foi? Eu eu lembro de ter, acho que foi uma entrevista que você deu na época da pandemia pro Gustavo e paraa Lud, aonde a discussão era essa, né? O Gustavo até falou: "Pô, você foi visionário, vocês foram visionários, né, de pensar o modelo de negócio da taba, nesse formato, né? Isso, isso nas,isso fazia parte da discussão do modelo futuro da Oz, que era onde vocês nãonão da Oz não. Na verdade, o que a gente não estava alinhado na Oz era como que a gente fazia, organizava a estratégia dentro do negócio,porque a gente tinha estratégia, mas olha, olha que interessante, a gente tinha estratégia, o que a gente já falou aqui agora, né? Mas a gente ainda tinha esse essa tradição da gestão em três núcleos independentes.E a gente não conseguia integrar a estratégia em todas as áreas do negócio, que era fundamental. Eu brigava por isso. Eu falava: "Não, eu tenho que ter estratégia na minha área também. Não interessa, que énão dá para não ter, né?
Não dá para não ter. Eu faço um trabalho de de sinalização, tem uma estratégia pesada. Quando eu faço um trabalho de sinalização, tem uma profundidade grande, entrevisto todo mundo, a gente traza uma estratégia de negócio.É, qual é o papel do ambiente na estratégia do negócio, né?É. E e a gente não conseguia, porque a gente não conseguia comprar desse núcleo. Às vezes, olha a loucura, às vezes a gente comprava estratégia fora da empresa, sendo que a gente tinha dentro de casa, porque era mais barato. Então não não fazia sentido. E a gente e a gente esse foi o motivo que a gente não conseguiu fechar essa conta na Oz na Taba. Essa visão eu tive porque eu era presidente da ABEDesign na épocae eu vicee o Gian Vice e a gente tinha muitas interações com vários modelos e e esse sistema de de rede tava pipocando no mercado.
.Né? Tava aparecendo como uma novidade. E a gente via muito isso nas viagens, nas missões que a gente fazia internacionais, né? E então a gente resolveu incorporar isso dentro do, eu tive essa ideia e vendi isso pros pros parceiros e pros sócios de ser um hub de negócios, um hub de criativos, aonde a gente estruturava uma uma tinha um sistema operacional parrudo que a gente montou no Monday e aonde todos os colaboradores conseguiam ter previsão de receita futura. a gente não tinha, não garantia salário, mas a gente tinha essa, esse esse essa maneira de alocar em projetos e de maneira que os funcionários, os colaboradores, não eram funcionários, né, colaboradores, pudessem ver o que que ia ter paraa frente do ponto de vista de receita, que essa era a grande aflição de todo de todo o corpo, né? E e no fim também foi o que não funcionou na Taba, foi o que não deu certo na Taba. Talvez ela fosse, mas qual que foi o teu aprendizado desse dessa experiência? Porque esse é um modelo que se discute muito hoje em dia, né?
Esse modelo mais aberto, colaborativo. O na tua visão, o que que dá dá certo, o que que não dá certo desse modelo? Qual que é a dificuldade que vocês enfrentaram?Então, hoje em dia, né, de a Taba durou 5 anos e a gente também fechou a Taba e hoje em dia eu eu fundei a Poppovic, Arquitetura e Design. Eu incluí ainda um um um arc dentro da davoltou à origens, né,scptor da minha do meu negócio, porque eu voltei à origens, eu quero continuar fazendo arquitetura. Eu nunca parei de fazer arquitetura e eu quero continuar fazendo arquitetura e e mais e não só arquitetura, né? Mobiliário. Agora eu tô com desafio de desenhar uma linha de móveis para um para uma marca aí que eu vou fazer. Legal.E não só e escultura, trabalhos mais criativos, assim, eu, enfim, tô com uma idade que me permite poder explorar mais.
Você foi fazer mestrado agora, né?Acabei de fazer um mestrado em arquitetura em madeira, acabei ontem de inaugurar a a Bienal de Arquitetura em Madeira, a nossa peça lá que tá maravilhosa, que é o TCC do do do curso que a gente fez na no IPT de arquitetura em madeira e que foi muito legal, né? Eu eu agora com com quase 70 e ao lado de de gente de 28, 30. Tinha gente de toda idade, inclusive gente da minha idade, mas foi muito boa a experiência, né, de ter feito essa essa pós-graduação.E bom, então assim,você tava falando do modelo, aí você fecharam a Taba aí você abriu a Poppovic.O que que o a sua pergunta a pergunta que os aprendizados, né?Os aprendizados do modelo, né? Eu acho que assim, o modelo que a Poppovic funciona é 100% esse. Eu não tenho equipe fixa, eu tenho, eu monto os times por projeto e eu consigo, é muito interessante porque você consegue chamar profissionais que são os profissionais que você quer para aquele trabalho e não necessariamente você tem que alocar profissionais que estão na sua na sua equipe, que você tá pagando lá e que você precisa justificar aquele salário e então você bota ele na na no seu negó naquele projeto, você aloca ele no projeto. Nem sempre ele é o o profissional que tem as características mais indicadas.
.Então acho que isso de é um pouco como cinema. Cinema trabalha assim. Cinema tem um filme, eles estruturam equipe e montam a equipe pro filme. Acabou o filme, a equipe tá desmontada.Não. E é o que você falou, o benefício é de você encontrar, porque quando você tem um time, às vezes você tem um job que não encaixa com o time, né? É.É. Pois é. você montar a estrutura para as características do desafio, né, também te dá uma certa flexibilidade, também dá potência pro trabalho, né? Então,o difícil é você administrar isso, né? Esse esse modelo é talvez maisdifícil é você contar com as pessoas porque as pessoas não ficam disponíveis para você o tempo inteiroee também não são tão responsáveis de vez,não tem o mesmo comprometimento que teria, depende muito do profissional, obviamente, masmas vamos dizer, não tem o espírito de corpo, né, que é que é importante, né? E outra coisa que eu acho que que é uma perda grande desse modelo é o convívio, né? Uh, são as pessoais, é o que você constrói que não pro cliente, é o que você constrói para dentro da empresa, né? Dentro é a tal da cultura, né?
Cultura, écultura da Oz, né? Mas vai criando, formando gente com essa cultura, né?E o relacionamento pessoal, né? Vamos dizer, o a a empatia, né? De você tá lado a lado com uma pessoa, né? Abraçar, falar, ver o que que ela fez hoje, como é que ela tá? Ela tá de mau humor, tá de bom humor, convívio, né? social, que eu acho fundamental. Isso é uma das coisas que mais sinto falta hoje em dia.nessa experiência ali com a taba, é uma dúvida que eu tenho. Você acha que o formato e a previsibilidade era um fator que limitava a perspectiva de um corpo que vinha com uma previsibilidade? Porque hoje eu vejo que tem diversos profissionais que trabalham super bem com a incerteza e com a construçãodo da da sua composição financeira ali, né?
Sim. É. mas bom, você falou também os dois pontos que que assim é a resposta assim, o que não deu certo no modelo da Taba foi a imprevisibilidade. Eu tinha gente na época que ganhava 30, 40% mais no modelo flexível, mas que preferiu sair e ir para uma empresa onde tinha a garantia de um salário menor. garantia, obviamente que é uma garantia nula, né, que a gente sabe durante a pandemia que aconteceu com todo com todas as empresas, né, ninguém conseguiu preservar, ô, muitos conseguiram, mas assim, a afoi o ano que nós mais crescemos.É,eu também.É, a gente triplicou 20, 21, 22.É, terminei a obra aqui em 2020, aí fiz uma outra obra, aí foi insuficiente fazer outra para quando voltasse e tal.
Acho que as pessoas não tinham o que fazer, ficavam pedindo projeto pra gente.É,todo mundo em casa.É, então é que depende do segmento, tudo isso daí, né, para cada segmento.É, mas o fato é que os colaboradores querem uma garantia de de de retirada. Agora, alguns hoje em dia já não. Eu concordo com você, Gos. Hoje em dia tem profissionais que são profissionais que querem ficar independentes e não topam trabalhar, não querem ser contratados, querem ter vida independente. Aprenderam, né, a viver com muito mais,um pouco de insegurança, né, de de não ter a confiança. Mas por outro lado de ter a liberdade de poder fazer o que quer, sabe?Traz outras características, né, de planejamento financeiro, desejo de liberdadee você não fica preso numa faixa salarial, você podecrescer, às vezes diminuir, então você tem que saber administrar. Você tem um ganho de ter que administrar o seu próprio capital, né?
É, às vezes eu me questiono um pouco se a o desejo do profissional hoje é de ser Uber, sabe? É,fica o dia inteiro trabalhando, trabalhando até tarde e tal, aí pega um projeto, termina outro, sabe? Meiocomeça a agradecer a inteligência artificial, fala: "Assume meu papel aí que eu não tô aguentando mais", né?É, não. E porque essa essa esse espírito livre ali da do profissional, às vezes eu fico me questionando se não tem essa uberização ali do mercado.É uma coisa que eu tenhoeu acho que tem uberização. Você não acha que tem essa oberização do mercado? as relações ficaram mais precárias, né?Então isso uma perda, né?Não, eu tenho sentido assim, viaja o Brasil inteiro, empresas pro interior do Brasil inteiro, em todos os lugares, em todos os setores, uma dificuldade imensa de substituir profissionais. vou dar um exemplo, né? algumas fábricas, sei lá, no interior de Goiás, aonde o sonho da cidade sempre foi trabalhar na fábrica, porque a fábrica praticamente movimenta a economia da da cidade inteira. Os jovens o sonho deles é não trabalhar na fábrica.
E aí a minha leitura sobre isso, né? Antigamente eu não tinha, eu não conseguia viajar o mundo como eu viajo por aqui hoje em dia. Então eu não tinha expectativas diferentes do das referências que eu tinha ali na cidade. Então os exemplos de vida eram todos dessa sequência familiar, né? Quaseeu quero repetir a história do meu pai, etc. Então, e hoje não, ele fala: "Não, eu quero repetir a história desse influenciador aqui, né?" O que é bom por um lado, porque amplia o repertório das pessoas, né? Mas também cria distorções, né? O Creator é o novo jogador de futebol ali do ganho rápido, ascensão, tal. É, mas é um fato contextual, né?Exato. E desafiador, né?É. E e eu às vezes eu, né, na fala ali, não, berizou, tal, que aí cada um interpreta da sua forma, né? assim como as palavras que estão no dicionário, às vezes as pessoas inventam novos significados, mas e e aí eu comecei a olhar para isso e tentar entender o movimento o valor para cada um, como que é. E ainda eu tenho umaacho que ninguém ninguém tem uma visão muito clara, né? Hoje em dia a gente eu tenho a minha leitura, você tem a sua, acho que nós estamos aprendendo com o processo, né? Não, e as pessoas que que optam pelo formato tambémtambém. Exato.
E nas dores, sofrimentos, ganhos, tal. Então, tem uma mudança de forma,não? E eu percebo hoje que tem gente que adotou esse modelo de uberização, fal não, eu vou trabalhar assim. E aí passou um, dois anos e volta,volta e fala: "Eu vi que não é para mim, eu não não me adapto." Eu acho que acho que tá característica pessoal de cada o quanto a pessoa é empreendedora, o quanto ela tem essa esse estômago, né, de conseguir ficar com uma situação mais estável, né? Bom, saindo um pouco da história do André, eu queria trazer um capítulo dessa história que eu acho que é assim, é rico. A gente já chegou a conversar até de escrever um livro sobre isso, porque é um tema quando fala escrever livro, eu não duvido.
Vai sair,vai sair. Já ver como que a gente começa,como é que nós vamos fazer? Então está lançado. Quem quiser apoiar o livro sobre o Brasil Design Awards, por favor nos procure, porque a gente tem esse desejo de contar essa história que a gente vai começar a contar hoje. Então, André, vamos resgatar na memória como é que surgiu o Brasil Design Awards, né? Você é o a semente fundadora desse prêmio. Bom, eu lembro muito bem, Gian tava, a gente tava numa reunião no Gard, eu, você, Luciano..Quena mesinha lá em cima, né?Na mesinha lá em cima. E a gente tava conversando e o Luciano tinha a vontade de ter um prêmio.Ele era presidente da ABEDesign.Ele era presidente da época da ABEDesign. Ele queria ter um prêmio de design. E eu já tinha um histórico porque eu fui fundador da DG, né?
.Nesse nesse processo todo que eu falei aí de design, parte das coisas que a gente fez também foi a fundação da DG. e fui diretor da DG n vezes e fui curador de da Bienal, da DGENmuitas vezes e produzia essas exposições na na na AD DG. Então tinha uma experiência grande em fazer eventos. Fizemos eventos no no Sesc Pompeia. Marcos.Eu adorei esse do Sesc Pompeia marcou minha vida ali. Eu tava no começo profissional, livro laranja e verdinho.Achei sensacional.Eu olhava para aquilo ali e falava: "Caraca". Então eu tinha esse background e aí a gente sentou e começou a exercitar, né, como é que pode ser ou como é que não pode ser. E importante também comentar que nesse nesse momento o Luciano, não lembro se foi ele, Gian, não tenho certeza, mas ele ele estabeleceu a relação com a Apex, foi ele que começou a relação com a Apex, né?
Pois é. E a Apex,aliás, não, desculpa,acho que foi Manuel,Manuel Miller e a Joyce na época, se não me engano,começaram essa relação com a Apex, mas foi o Luciano queMas quem realmente alavancou foiajudou a desenhar o É,mas a a fundação da ABN Apex tá muito ligada. Eu lembro na casa ali e na Vila Madalena, tal. Entãoissoé foi um prazo importante.Qu para quem não sabe a Apex é agência de de exportação, né,que é importante de falar. Então assim, que que promove que as empresas brasileiras possam exportar,é, promove os setores, todos os setores da economia no mercado trabalha, trabalha, eles organizam a a sociedade civil por setorese por projetos setoriais, né? Então eles apoiam cada um dos setores via associação.
Sim. E esses projetos setoriais são basicamente a, vamos dizer, uma, a gente apresenta um plano paraa Apex e a Apex dá um recurso e tem que haver uma contrapartida desse recurso também, né? O o setor ou a a associação normalmente que os setores são representados por associações, né, sem fins lucrativos normalmente e que promovem cada uma o seu setor, né, e o nosso de design. Então tinha esse esse dado que era a relação com a Apex e a e a necessidade da gente ter olhar pro exterior, porque a gente tinha o recurso da ABEDesign, como você falou, Gabis, ela até intimamente ligado com a existência e o crescimento da ABEDesign,porque obviamente que quando a Apex faz um projeto com um determinado setor, uma determinada instituição, o que que acontece, né?
Você desenha um projeto que vaide exportação, como é que era o nosso projeto? nosso projeto, ele ele ele dizia que a gente tinha que fazer inscrição de trabalhos em prêmios internacionais, porque pra gente poder exportar, a gente precisava ganhar relevância no exterior, então a gente precisava ganhar prêmios no exterior. Então a gente precisava participar do iF, a gente precisava participar de Cannes, que era o grande evento que a Apex sempre apostou e sempre promoveu, inclusive,que hoje é o maior festival de criatividade mundial. É, e a gente tinha que tá lá e tinha que participar das premiações. E então e o mas ao mesmo tempo esse recurso que a Apex botava que era significativo pros nossos números, né, que a P design era uma era uma escrito, entrou R 1, real, é número, né? É número. É.
E então naquela época esse dinheiro obviamente era usado para fazer a administração, porque daí eles exigiam que você tivesse um um gestorperfeitodo projeto e esse gestor saía do do próprio projeto, ele era custeado pelo próprio projeto. Então isso dava pr pra associação, era uma maravilha. A gentepôo de existência, né?Pôo de existência e pagava pagava um funcionário para fazer não só tudo aquilo que ela precisava pro projeto, mas também para para viver. Então tinha esse dado que era importante dentro do contexto. E aí a gente resolveu fazer o prêmio e falou: "Vamos fazer, vamos fazer". Ea gente já tinha acabado de fazer a Brasil Design Week em 2008 no Rio, que foi um sucesso absurdo e pelo menos para mim foi bastante marcante porque foi um momento onde a gente ficou uma semana no Rio de Janeiro, todos os sócios dos escritórios juntos, convivendo juntos.
Isso aquilo estabeleceu um laço bem forte entre todos nós, né? e que foi uma característica muito legal que inclusive a nossa categoria, né, sempre teve muito diferente para designer, né, a gente se encontra e tem essa amizade, tem essa parceria e isso é uma coisa natural, mas os outros setores não funcionam assim. Por exemplo, publicidade que também tinha dedo no olho, né?Tinha projeto da Apex que ia para Cannes, é dedo no olho.os concorrentes não se bicavam lá, todo mundo ganhava porque o outro não ganhava, né? Então, a gente criou de fato esse vínculo, né, entre os os escritórios e começou a se ajudar e começou a trabalhar pelo pelo grupo. Bom, mas o prêmio a gente resolveu fazer e já na primeira gestão a gente envolveu, a gente pensou na na na bom, botando aqui mais ou menos pegando essa lista que a gente fez aqui hoje cedo, né? Então, a Fecomércio foi o primeiro local aonde o o o primeiro BDA aconteceu em 2009.
Foi dentro da Brasil Design Week.Dentro da Brasil Design.A gente fechou o prédio inteiro da Fecomércio para fazer uma semana do design lá dentro e o e o BDA era a exposição que ia acontecer lá dentro, né? E é ia ter uma exposição dos trabalhos. Isso é uma outra coisa que eu sempre tive essa visão e sempre tentei trazer para as premiações os a exposição de trabalhos físicos,porque eu acho que design ganha demais quando você tem uma exposiçãode produto, principalmente.Expor gráfico é OK.Você viu na tela ali, legal,mas um painel também é muito melhor do que na tela, né? Então, a tela passa rápido, você não consegue, de fato, entender e ver a qualidade do projeto com a profundidade mesmo. Um painel impresso tem mais qualidade que isso. E numa exposição você não tem só os painéis impressos, você tem os produtos, né, com marcas aplicadas ou ou catálogos ou embalagem. você tem o o a coisa física e aquilo chama muito mais, é muito mais interessante, muito mais sexy do que você fazer uma premiação onde tudo é tudo é virtual. Hoje em dia, obviamente, o BDA tem um tamanho que não permitiria mais acontecer isso, porque ele ganhou uma dimensão muito muito forte, muito grande. Então, a a coisa da organização da exposição, lembra? Era uma logística assim imensa, porque você tinha que primeiroreceber as peças,receber, pedir as peças, fazer a chamada para as peças, você tinha que poder estocar as peças em um lugar seguro, não ainda pro julgamento, mas um lugar provisório, porque o a inscrição você
Tem que dar um prazo, sei lá, de um mês ou mais, senão você não temhoje vem tudo para cá, produto vem tudo para cá. aí ocupar uma sala gigante aqui, porque ainda nós recebemos os produtos e e o o juri que quer entenderfuncionalidade, experienciar ali o produto, vem para cá e é uma pena porque não é não são todos reunidos, né?Mas me deu um trabalhão a exposição em 2018 do BDA, foi quando comecei ali a a atuar mais com a a ABEDesign. Nós fizemos ali no na secretaria de turismo, lembra aqui?2018 foi no Inova São Paulo, na Secretaria de Desenvolvimento e Econômico do Estado de São Paulo.É, aqui do lado, né? Aqui do ladinho ali na frente da USP.
Foi lá. E mas quem montou tudo aquilo ali foi eu, nosso time, que a Camila chamou a gente. Vamos lá. Aí eu falei, não, vamos pendurar assim, correr ali. Aquilo deu um trabalho danado assim. Então você imagina 18, imagina 2009,é que foi aumentando o volume 18. e que nem hoje com o tamanho do BDA e o tipo de tecnologia, né? Então, tem muitos trabalhos que são interfaces, mas eu sempre falo, e aí é uma questão de patrocínio, recurso, que além da cerimônia tem a celebração. O BDA hoje é uma cerimônia. Sim,uma celebração. Então, na primeira primeiro ano ali da da primeira gestão minha foi só celebração. Aí o pessoal falou: "Ah, a cerimônia". porque foi lá na shopping light, a FIFA tirou o espaço que nós tínhamos ficou super apertado ali. Aí cerimônia, celebração, exposição e itinerância, né?
Então, além da exposiçãofísica, ter itinerância. Difícil conseguir. Difícil de mais. Outra coisa que eu também sempre julguei muito importante, catálogo físico.Ah, não, isso ainda continua, aí você pode imprimir sob demanda,demanda. Eles estão sendo feitos e ficam no ambiente digital, né? Não é aí nós sempre fazemos o catálogo porque além então tem o ranking global de dos países, né, dos e hoje nós estamos depois da Turquia, com todo respeito, quem é Portugal no design, fazendo o design, né? Então, frente a a à produção do Brasil, assim, com de novo, com todo respeito, mas nós olhamos o catálogo do BDA, a qualidade da produção do do design brasileiro é muito poderoso,que a gente não se inscreve em prêmios.
Esse movimento que a Apex apoiava num e não, nós não temos apoio porque duas coisas que vocês falaram que eu olho hoje, falo: "Caramba, né? um ficar uma semana qualquer sócio de uma empresa de design, a gente não tem mais essa margem hoje de trabalho. Então é risco financeiro. E ganhar três IF é risco financeiro também. 2800 € para não ganhar.Winner pr winners pr10.000 10.000€ Winners PrizeÉ, então é pesadíssimo para nós construirmos essa percepção.Não, winners package, né? winners package. é pesadíssimo para nós construirmos essa percepção do trabalho do do da excelência do design brasileiro, além do catálogo.Não, mas é esse é o ponto. Acho que por isso que a gente tá querendo falar do BDA, porque voltando na história do do começo, quando você começa, o que a gente escutava naquela época é, pô, mais um prêmio, para que vai fazer o prêmio?
É,aliás, até no na formação do Júri, né? Acho que o primeiro desafio do prêmio foi quem quem vai ser o corpo do Júri. Eu tava eu tava falando, né? Então, o primeiro desafio era trazer os produtos, né? Estocar, guardar para poder depois julgar e expor,né? Então isso da logisticamente era uma era uma um grande complicador. E a gente tinha também essa questão, né? Quem que vai ser esse ju? Como é que quem que vai julgar os trabalhos,porque quem dependendo de quem julga, você valoriza o próprio prêmio, né? o próprio prêmio e a gente queria fazer um negócio para valer, né? A gente queria um prêmio que já nascesse grande. Não era pouca, não era pouco ambicioso o nosso projeto. Brasil design Awards. Por que que ele chama, a gente chamou de Brasil Design Awards em inglês? Era Brasil com Z. Épor o prêmio tinha que ter relevância lá fora e a gente queria o prêmio, um prêmio não internacional, mas que tivesse credibilidade internacional para valer pra Apex, que a gente queria contar para continuar contando com a Apex. E, e a gente fala muito deó, desculpa fazer uma parte aqui, a gente falava muito de fala hoje muito em visão sistêmica, cultura colaborativa, até o tema desse ano do prêmio é colaboração e transformação. a gente já naquele momento praticava isso, né, de trazer o CBD. Sim. E aí a gente o o CBD Centro Brasil Design.
Centro Brasil Design.Centro Brasil Design.É, no Paraná. E eles já tinham uma relação, a gente tinha uma relação com elas também, com as meninas e e eles elas já tinham toda a interface das inscrições internacionais do IFe de Cannes..Então a gente não teve tempo, a gente resolveu fazer a premiação, lembra? Ela tava em cima da bucha, a gente tinha que montar essa premiação assim na hora. a gente falou, vamos fazer o seguinte, vamos fazer uma parceria com o CBD e o CBD dos do universo da da dos prêmios inscritos, das inscrições do iF, de Cannes, a gente vai fazer o julgamento dos trabalhos que que do BDA. Por quê? Porque já existe uma uma, vamos dizer, uma seleção de curadoriados próprios autores de projetos que escolheram seus melhores projetos, inscreveram nas premiações mais importantes do mundo, iF, né, e com uma gestão sobre isso do do CBD, que era super organizada, uma instituição muito até hoje muito ativa, né?
Então a gente pegou, fizemos uma parceria com o CBD e o CBD trouxe a lista que era o nosso universo, a lista de inscritos. E no primeiro prêmio a gente tinha 100 inscritos. Essa lista a não foram convidados, eles já estavam inscritos,foram selecionados para participar do prêmio. E aí ele, a gente pegou esse universo e a gente montou um jurri. Infelizmente eu fiz um esforço assim tremendo, falando com todas as pessoas que eu sei que estavam nesse júrio, mas eu não consegui juntar o júri completo, mas era um júri importantíssimo, né, relevante, composto pelo Chico Homem de Melo, com quem eu já tinha feito outras curadorias e ele era o curador do do desse júri. Adélia Borges, Kiko Farkas, Carla Reinés, Ricardo Otaque e tem mais dois que a gente não consegue resgatar.
Eu não consegui lembrar também.Ninguém consegue lembrar.Ah, se eles assistirem comentar é se você participou do júri de 2009, por favor nos lembre, porqueme perdoe. Os neurônios tãoporque esses caras, falei com todos esses aqui, essesnem eles lembraram. Eles também não lembram. Eles me ajudaram um pouco, mas a gente não conseguiu formar o júrio inteiro. Então era um era um juro de notáveis. O Pandou que que esses caras são maravilhosos, pá, bate um juro de notáveis, né?Um juro de notáveis. E e a gente queria também outro dos dos dos valores que eram fundamentais pro BDA logo naquele naquela primeira reunião que a gente estabeleceu era credibilidade, relevância e credibilidade. Relevância no sentido não vamos fazer um preminho, vamos ser pousados e vamos fazer o prêmio dos prêmios. Chamava como chamava o prêmio dos prêmios e credibilidade,né? As pessoas precisavam falar é a associação que tá julgando os trabalhos.
Como é que eu sei que a diretoria que tá lá, que ela riola, não tá dando prêmio pros próprios, pros próprios pares?Como é que a gente garantia a isenção, né?Como é que você garante essa isenção? E a gente tinha poucos inscritos, sem trabalhos, né? Poucos inscritos, não é tanto assim. Até que pro primeiro eu acho que tá bom, né?Bastante, né?Mas de qualquer maneira,não. E vamos lá, vamos dar a perspectiva de hoje, né? É um prêmio que tinham 100 inscritos no primeiro, hoje são 1300, 100,quase 1300 inscrições.É, varia ali, chega, chegou a 16 inscrições.Já chegaram que é maravilhoso,maravilhoso.É,esse ano tem que pegar o número final ali, um pontoeu acho que é como eu tô no presidindo um dos jures eu me lembro de ter perguntado para ela, acho que foram 1300, mais ou menos.É, é ótimo, né?Excelente. Mas voltando, vai lá. Ó, desculpa interpressão, mas eu eu falo isso alguns lugares, algumas vezes, né?
Mas se você pegar sul global e a nossa vertical das Américas é maior maior prêmio.Maior prêmio. Exato. Prêmio.É sul global e a vertical América. Nós temos ali que passar a Europa ali noNão. E e a gente tava conversando sobre isso, né? E o quanto é difícil você chegar até esse status e o quanto é importante esse momento histórico de quem da das sementes originais, né? É, quem foi o primeiro júrio, porque é ali que você começa a ganhar credibilidade e a cada camada, embora todo mundo te diga, né, desiste disso, que isso aí não vale o esforço. Eu me lembro de algumas reuniões, né, da gente escut, pô, mas a gente não tá conseguindo fazer alavancar e eu falava: "Não, a gente não pode desistir". O André fala: "Não, não vamos desistirporque de fato demora, né?"Demorou, mas a gente chegou, né?
Mas conta aí, vai voltando lá. É, então, e onde que a gente tava, né?Em 2009, no júri. Você conversou com as pessoas para descobrir quem eram os jurados.Aí definimos o júri. Daí botamos o pessoal lá dentro da sala, falou: "Olha, vocês têm isção total. Conseguimos uma sala emprestada que não tinha nada, né? Não tinha estrutura zero bedign, né? Continuem estruturas pelo nosso querido Gabis".Ah, é que é que tem e a essa construção tem que ser colaborativa e transformadora, n?.Cada um dá uma uma parte de si pro projeto da ABEDesign.É isso. É significante representativo.Faz parte dafaz parte.Então, mas daí botamos lá e o pessoal sentou, começou os trabalhos e julgaram e teve até uma uma um certo motim, né, Gian? Lembra disso? Ele soou com o motim, porque eu e Gian estávamos lá, mas estávamos fora da sala. Falou: "Olha, nós não vamos interferir em nada,vocês tm autonomia total aqui. Esse aqui é o o presidente do Júri. E vocês as regras são,presidente, era o Chico, né?
Era o Chico Homem de Melo. As regras são, vocês têm que julgar esses dentro desse universo sem trabalho, são os trabalhos escritos em Cannes e e no IF. Ee essas são as categoriase as categorias a gente deu os critérios de de de julgamento a gente também estabeleceu.E aí e aí o pessoal da o a o que houve de discussão era se todos os porque a gente estabeleceu e fez no edital, a gente disse vocês vão vocês vão inscrever os trabalhos, vocês não vão não precisarão inscrever os trabalhos. Todos os trabalhos que estão no IF em Cannes vão ser os trabalhos julgados e vai haver uma exposição de todos os trabalhos..E eles quando viram os trabalhos eles acharam que os que que para ser uma exposição mais potente que alguns trabalhos não tinham nível.
Não. E a gente tem que respeitar, né? Porque o juia premiar, ia para uma exposição. Essa exposição era a curadoria deles. Então estavam preocupados com isso, né?Eles estavam eles estavam avalizando, avaliando, né? Não, e bastante criteriosos em relação à aquilo que eles iam endossar com o nome deles, né?É.E daí a gente falou: "Não,e eu e o André preocupado que o prêmio fosse o sucesso". É,a gente entrou na sala e disse: "Não,a regra é essa, vai ser, vai ser assim, vocês julguem". E aí eles julgaram e daí teve a premiação, não foi no no no Fecomércio, foi em uma boate, lembra?Não, foi na disco, né? A entrega. Aliás, eu vou eu vou resgatar essa foto. Estamos nós três lá no palco entregando o um acrílicozinho do BDA, né, pras pessoas que não acompanharam.Ainda não tinha o símbolo do BDA nessa época.
Era, a gente fez um negócio,ele era o aquele a identidade da Brasil Design Week, que ele chamava BDA, tal, mas era a identidade que o Ricardo Leite tinha feito na época.Ah, verdade.Que eu pedi para ele, eu eu chamei ele para desenhar a identidade da PRK.Verdade. Verdade.E entregamos. E por acaso eu ganhei um BDA com a sinalização do Círio Libanês. E eu fiquei constrangido de subir naquele palco. Fiquei constrangido. Fiquei sem graça.Não, legítimo.Eles escolheram.Trabalho maravilhoso.Ah, mas é difícil, né? Mas é difícil também.E eu pela por ter sentido na pele e ter subido naquele palco e recebido aquele prêmio, eu tava com um cara de, sabe? Falou assim, uma cara mais ou menos assim, falou: "Pô, não tô não tô conseguindo comemorar". essa esse esse prêmioque é um prêmio super importante, mesmo naquela época a gente julgava um prêmio super importante, porque as pessoas podem estar achando que isso aqui tem mamata, tem macete, eles estão se se privilegiando.
E daí no ano seguinte que a gente fez uma segunda reunião também, eu, Gian, Luciano, que não sei mais quem, talvez tivesse mais gente, mas a gente estabeleceu que foi uma ideia que eu achei muito legal. É, aliás, essa acho que também foidas que fizeram dar certo, né?Que fizeram dar certo e que depois precisou ser mudada para dar mais certo ainda, né? Isso aqui é legal, que é a gente falou o seguinte, não, gente, a gente não pode julgar os nossos próprios pares porque isso não é isento. Então, vamos fazer o seguinte. Todas as premiações ou as mais importantes premiações de design nacionais e internacionais vão ser os critérios de pontuação de cada trabalho e de de cada escritório. Então, como é que a gente faz a conta para saber se um trabalho ganhou ou não ganhou um BDA? Ele tem que ter somado o maior número de pontos com premiações internacionais, com Cannes, com iF, com o Red Dot, comtodos os prêmios, né? A gente fez uma listagem deé com o Luzos português, não lembro todos de cabeça, mas enfim, era uma lista grande e todos os nacionais. Chamamos o CBD de novo para fazer essee o CBD que cuidava da maioria da, vamos dizer, da da inscrição de de desses prêmios internacionais no Brasil, eles eles pegarvam, porque o projeto do CBD com Apex era exatamente esse, era de inscrever os os escritórios de design.
Então eles tinham a lista dos escritórios escritos e a gente daí o desafio era, lembra Gian? Porque as premiações saíam em épocas diferentes do ano, desde o começo do ano até o fim do ano. E a nossa premiação era sempre no fim do ano,novembro, né?E a gente precisava consolidar, dependendo de quando saíao prêmio,o resultado de cada prêmio internacional ou nacional, a gente precisavacalcular, né? calcular e consolidare avisar tempo para poder fazerpara poder montar todo o nosso circo, para fazer nosso catálogo, fazer nossa exposição, fazer toda a nossa festa e e montar a exposição que a gente fazia com exposições de de produto, né? E enfim, esse era o grande desafio e ficou a métrica do BDA,não? E o primeiro o primeiro Brasil naorte foi em 2009, foi na Fecomércio.
Aconteceu na Fécomércio, a gente teve até um trabalhão aí para para resgatar todos. O segundo O segundoé 2000 10 11 12foi dentro da HSM.Nós fomos pra HSM Expo Management. Nós nós decidimos na ABEDesign que a gente tinha que levar o design para dentro do mundo dels falou assim: "Não, designtem que ir pro mundo de negóci,tem que ir pro ambiente de negócio porque são os nossos clientes e a gente tava todo mundo alinhado, não é só porque ele falou, a gente tava de fato alinhado com isso, mas o Luciano audacioso, né?E a gente conseguiu uma uma negociação lá que a gente conseguiu um espaço, né? Eles davam uma um stand para ABEDesign.Dava nada, a gente pagava,pagava, né? Mas eu lembro que tinha al algum acerto que a gente conseguia um espaço grande.Ah, não, a gente pagava, a gente comprava o espaço e depois picotava, vendia pros associados,rateava entre os associados.
Eu sei porque essa conta ficava no meu coloéde de conseguir viabilizar as duasfinanceiramente,alugando parte do espaço e viabilizando financeiramente.E era legal que daí a gente dava um um pequeno espaço para cada para cada escritório, mas e os e os escritórios podiam fazer o que bem quisessem lá, independente do prêmio, né? Isso era para para para ter uma exposição durante a feira e a premiação acontecia também durante a feira.Aqui tinha embalagem timba e design vendnão, design vend foi em outra, foi na APAs.Foi na APA. Aí era outra ação, era junto com a Ab,tá? E aí a gente fez o o troféu, encomendei o troféu pro Roger Higger. É,e a Rebeca,isso,sua esposa. E eles desenharamlindamente,lindamente, rapidamente acertaram. E é o troféu que a gente tem até hoje.
Até hoje,né, que que realmente ganhou. Ele era só que ele era de madeira e latão. Era, mas tinha uma coisa mais uma pretensão de ser mais sofisticada, que na época a gente precisava. Hoje em dia ele ficou mais sustentável,agora virou culo, né?É, ficou cubo e ficou sustentável, né? E daí a gente teve, acho que vale a pena falar aqui dos de todos os locais, né, ô Gian? Então, a gente teve 10, 11 e 12 na HSM,depois a gente teve 14 e 15 no Instituto Europeu de Design, no IED,que a gente era um dos patrocinadores da da da ABEDesign institucionais. E então a gente conseguiu o espaço deles também e a gente fez duas premiações lá. Minha irmã inclusive,é isso que eu ia falar, o pessoal que não conhece o nosso perrengue tinha que fazer a apresentação, né? Então o André, um dos anos, pediu pediu o apoio da da irmã dele. Queme ela foi a anâncora lá daquem é quem não sabe, André, irmão da Silvia Poppovic.
Silvia Poppovicfoi anâncorade dois, né? Ela foi duasde dois eventos. É,ela foi duas vezes.Duas vezes. E daínos ajudar lá naIsso é brotheragem, né?Isso é brotheragem total.Brodeiraagem. tinha que fazer, a gente não tinha recurso, a gente tinha que sear,foi um amor. Ela foi um amor e foi e foi de coração e fez fez muito bem feito, né? Éisso. Foi então foi 14 e 15 em 16 a gente fez na EBAC.Ebac, Centro Britânico ali, né?Na Escola Britânica de Design.É,né? E minha irmã também apresentou um deles lá.Isso.O outro, acho que foi o grego,não lembro.Não, foi um um ano. F. Eba foi um ano só.Isso.Depois 17 a gente fez na semana de Design Hill.
Isso.A gente levou para láe aí a irmã dele não ia. Ele me ligou e falou: "Gian, você que vai fazer apresentação da prêmio". O Gian apresentou. É, eu era presidente, acho que já nessa época. Não, não lembronão. É, é, não lembro também.É. depois a gente foi em 2018 pro Inova São Paulo, tá? Isso que você tava comentando,que isso que você tava comentando, Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Estado de São Paulo.É, ali tem Investe, tem Secretaria de Turismo.Éaíissoque é um espaço grande. E ali foi a grande virada que a gente deu a bandeira que foi muito legal já com a participação do Greco.O Greco já comandando o prêmio.O Greco era o curador do prêmio.Aí você já era o presidente, foi isso?É.
Nesse ano você virou presidente, eu vice e o e você pediu pro Greco assumir o B. Mas nab eu era presidente também jáera. Ah, é verdade, porque eu lembro que eu tava sentado ali na frente,a gente conversando dos perr,mas aqui na na no Inova São Paulo, a gente sentou na mesa, a gente falou assim: "Gente, tá acontecendo uma coisa que é ruim, o prêmio já tá grande, já tem visibilidade, já ganhou um nome, mas a gente não consegue o que tem, o que está acontecendo." começou um movimento, uma tendência, né, das agências de publicidade, começaram a ganhar,inscrever para ele,porque eles inscreviam, eles têm muito mais dinheiro,o prêmio tava ganhando relevância, todo mundo começou a querer ganhar o BDAe os caras escrevem em Cannes, ganham, todo mundo foi categoria no em Cannes, design, as agências inscrevem projetos que são projetos de deles lá como design, né? E e can aceita tudo, né? pagando para mandar. E então eles a gente não tava ganhando e tinha várias dos prêmios importantes do BDA estavam ficando na mão das agentes de publicidade e não eram não eram projetos de design relevantes pra gente, né? Tinha a a OMAP tinha bons projetos, fazia boa boas coisas deAh, tinha um DNA de design, né, com o CPO, como CPO. É.
E então a gente resolveu falar assim: "Poxa, vamos fazer então vamos mudar". E a gente precisava de recurso, tava,não tinha inscrição até essa época, né? Só tinha custo.É, só tinha custo, não tinha inscrição. Então a gente falou assim: "Então vamos fazer, vamos abrir o prêmio, vamos fazer o prêmio com foco mais no Brasil". A gente tinha perdido o nosso projeto com Apex porque tinha dado um ruim lá. Não vou entrar nesse nessa nesse nessa história que é uma história que que muito me desagrada,mas de qualquer maneira eu eu herdei, né? Quando eu comecei na presidência da da ABEDesign, eu e o Gian, a a ABEDesign tava totalmente falida, quebrada. A gente tinha apego justamente, vou contar já que eu tô aqui, porque a gente tinha ido paraa Cannes e ainda tinha o projeto da Apex com a gente, né, da da ABEDesign. Só que foi um ano de crise violento e os os designers não viajaram,não. Eles viajaram. O problema é que a gentee ninguém pega os recios. A gente precisava de todos os recibos,ée fazer a prestação de conta e a gente não conseguia que essa que as empresas mandassem os recibos.
a gente tinha despesa, mas não tinha o recibo da despesa. Pessoa falou: "Ah, eu tenho aqui o Mas não precisa do recibo dada nota,a nota que você pagou, a data com o seu nome, etc. E as pessoas simplesmente não mandaram no prazo porque a gente recebeu depois do prazotambém. is a gente recebeu, mas teve também uma dissidência da naquele ano porque teve gente que não foi e diminuiu. Então a gente não conseguiu fazer a contrapartida para Apex, ou seja, comprovar que a gente gastou o mesmo tanto que eles tinham investido na gente e a gente precisava dar esse resultado para eles, mostrar que as agências tinham investido aquele valor, não só com a viagem, com o restaurante, com acomodações, mas também com investimento em folheto, em material para divulgação durante o evento. Tudo isso era contrapartida e precisava somar o mesmo valor que a Apex investiu e a gente não conseguiu. Então a gente pegou uma dívida, uma bucha, tomouno prazo, né? Não conseguiu no prazo e é legal falar disso porque, pô, aí fica registrado aqui. É ótimo, né?
Porque não conseguiu no prazo que a pexis pulou,não. Eles deram uma data. É, tinha uma data. Me lembro que eu saí indo em reunião em todos os escritórios falando, gente,nós vamos perder a datapedindo nota fiscal. Era isso que a genteaí mandaram depois da data e a gente foi lá brigar e dizendo: "Ó, tá aqui o documento." Não, passou a data agora. Agora é puxão de orelha e multa.É. E multa pesada.Pesado.Então a gente ficou devendo um dinheiro lá e tivemos que correr atrás para conseguir pagarque tá.E o BDA era a nossa grande nosso grandeevento anual, né? evento anual e com visibilidade e da onde a gente poderia capitalizar e aonde a gente poderia ter recurso. E foi o que a gente fez. Aí a gente passou abrir o BDA e também tinha essa vontade de valorizar.E foi de 18 para 19. Foi quando o Greco, quando a gente fez aquele da do Museu da Casa Brasileira, né?
Isso. Não, não foi. Esse foi no18foi na na no Inova São Paulo 18, tá?E daí a gente abriu o prêmio e foi um sucesso. Logo de cara tava lotado. Lembra aquele aquele saguão lá doLembro. tava lotado de gente e e a gente percebeu que a gente tinha acertado assim na veia, né, que era não e era um evento maravilhoso, que também tinha um evento com conteúdo. Isso era outra coisa que a gente gostava muito, que a gente fazia,que hoje em dia também não existe, que seria uma coisa bacana de retomar. A gente fazia palestra e a gente trazia muita Lud, a Lud tá conduzindo isso.É, nós fizemos evento com a editora Abril, lembra, para falar de de do design ambiente de negócio com a Exame, né? com com a editora da Exame, né?e só a parte disso, o Senac foi nosso patrocinador ano passado e ali no Instituto Tomie Ohtake, ali no espaço, teve produção ali, o trabalho de conteúdo focado no Senac. então eles fizeram a curadoria de conteúdo. o Mário, e aí isso é spoiler, o Mário, a Lud, eu e a Lari estamos trabalhando num suit. Mário Rosa, estamos trabalhando num sumit tambémporque logo depois veio a pandemia, né?
Então, e aí do ano foi ali, aí vou deixar você concluir ali, aí eu falo a sequência que aconteceu, mas teve que fazer novas construções.D umas cambalhotas no meio, né?Sim. 18,muitas cambalhotasaí de 18 teve esse, né? Na sequência teve 19, que para mim assim foimuseu da casa Brasileira.Eu eu juro que eu me assustei quando eu cheguei lá, porque eu vi uma fila dando a volta.É verdade. É verdade. Para entrar. a volta ali na Faria Lima, no quarteirão para entrar.Ela ele ia para aquela rua lateral, lembra?Lotado,Museu da Casa Brasileira, que é um museu, né? Então foi quando a gente realmente ganhou aquela visibilidade que culminou na gestão aqui do meu querido Gabs no no na sala São Paulo, né, para onde nós voltaremos esse ano, que é maravilhoso.
Então a gente teve no Museu da Casa Brasileira 19, depois 2021 ele aconteceu online anos de pandemia, o Greco fez brilhantemente. Aliás, quem não viu, assista, tá no no YouTube da ABEDesign, o evento de 2020, principalmente, 21 também foi legal, mas o de 2020 foi espetacular. O Greco botando estilo Greco no nas coisas que faz, né, assim, foi muito legal,maravilhoso. Ele realmente eleele conseguiu manter ele conseguiu manter o nível e a expectativa lá em cima. Acho que até elevou o nível do evento naquele ano.É, fazendo um evento online queera a minha maior preocupação. Recebi do Greco o prêmio na presidência bizar. Falei que caceta, como que nós vamos édaí 22 foi lá no noíaroedifício Matarazo, prédio Light, né?Foi lá, ele foi ali na no Tier, né? No no prédio ali da Light ali foi bem complexo porque aí falando sobre isso, né? Então ali nós tínhamos o espaço que era não era o espaço onde aconteceu.
Aí teve evento da FIFA e que pegou nosso passo, porque era teve dia de jogo,bom espaço.É, não sei lá, pagaram mais, não sei qual foi ali o constru, eu sei que nós perdemos um grande espaço que era legal. Nós estávamos indo pro centro de São Paulo, é um centro, um lugar especial. Nós perdemos esse esse espaço de dia de jogo de futebol, mas ainda assim da Copa o Brasil jogando e ainda assim superlotou, superlotou num nível igual 2018 superlotou no nível de ficar ruim, que você não conseguia ver o prêmio que aparecia ali na porque tinha um telão lateral, né? E que nós passávamos os premiados ali.Aí o aprendizado foi tão traumático que o ano seguinte foi na sala São Paulo.É. É. Aí eu a história ali, quando surgiu essa hipótese de candidatura ali paraa presidência da ABEDesign, eu falei, a única coisa que me preocupa é o prêmio porquemuito bem feito, tal. Eu não sou o cara que fala, eu para gravar um vídeo do segue o fio ontem, hoje eu gravo 50 vezes, cara. Sou falo aqui porque batepo, podcast é mais fácil, mas eu sofro no vídeo, no palco, eu sou super tímido. E aí eu falei: "Como que vai fazer isso?" Aí eu chamei a Van, que eu tinha visto trabalho dela na Bienal ali da ADG, Vanessa Queiroz do coletivo.
Aí eu falei: "Ufa". E aí foi ali e ali super lotou de novo. Foi todo mundo ficou, muita gente ficou brava porque, pô, acabou, abriu e acabou. Venda de ingresso, que antes não era nem vendido, né? éingresso, não era nem vendido.Isso é as pontas de receita. Então hoje em dia do prêmio são inscrições e vendas de ingresso e que dá sustentabilidade pra associação, né?É. E aí depois de lá nós fomos paraa sala São Paulo e aí eu e a Lari no sonho lustamos, fomos lá fazer a visita a sala São Paulo ali aquilo. Falei: "Ferrou, vou ter que chamar". Não, ferrou, vou ter que chamar minha tia, o pessoal da rua, para lotar isso daqui, tá? e lotou,lotou e foi maravilhoso.E lotou a sala de São Paulo. Foi maravilhoso, foi lindo ali. E aí nós aconteceu agora. E aí o ano passado nós fizemos no Instituto Tomie Ohtake,foi muito legal também,foi muito legal, mudou a dinâmica ali, mas a minha a minha fala ali pro Giovanni falar, Giovani, é pequeno, nós precisamos de um lugar maior, nós precisamos lugar maior porque se na sala de São Paulo lotou, aqui vai ser mais restrito ainda.
Ficou lotado mesmo ano passado.Ficou lotado. E então foi desafiador. Então vamos fazer o convite aqui, né? Um convite pro próximo gravação aqui. O Giovani não sabe. Nós estamos gravando ainda não sabe, mas ele vai ser convidado para fazer um podcast pra gente falar do BDA,do BDA, pra gente promover o BDA. mas vou deixar agora o André seguir aqui na fala porque,bom, essa eu tava nesse, justamente nessa conclusão do histórico e das dos locais onde ele aconteceu. E é isso que o Gabis falou. Já são os outros dois que faltavam, a sala São Paulo, o Teatro Bravos e agora esse ano voltamos pra sala São Paulo que vai ter umae lá se vão 15 anos de Brasil 19. Anos Brasile que quando a gente começou em 2009 a gente nem imaginaria. Aliás, a gente sonhava,sonhava,a gente sonhava até mais alto do que não acreditava que ia dar certo.
Tanto assim, né?Tanto assim.Mas que chegou, chegou ali sala São Paulo e aí trouxemos o Giovani para dirigir o prêmio também. em 23, 24, né? Começou,é 24 agora, né?É,então também querido demais, baita energia. que eu sou fã adminador.Só que André vai voltar no no 26. É isso.Ah, aí depende da G também, né? Agora o próximo presidente, né? Eu já tô profetizando,já tá elegendo, né,Brasão? cara, foi uma delícia esse papo da vontade de ficar mais umas 3 horas aqui relembrando coisas, né? Porque a gente tem uma uma história longa aí com várias histórias no meio. dentre elas, foi uma, você sabe, já te falei isso pessoalmente, foi uma honra ter sido vice-presidente da tua gestão. Ele ficou bravo comigo quando eu disse que eu ia sair naEle me abandonou. Não abandonei não, até hoje ele fala isso.
Falei: "André, não tô te abandonando." Entreguei para ele Gustavo Greco como vice-presidente. É. Ah, deu muito melhor do que eu, né? Deu tudo certo. Deu tudo certo. Eu acho que foram foram anos muito legais também. Eu aprendi muito com a ABEDesign, né? Com as as duas gestões,uma de vice-presidente e duas de presidente, tá?E então foram seis anos assim bem intensos na ABEDesign. Fora toda essa história que a gente que eu contei, né, que você vê que eu já vinha desde lá de trás, né, mas eu acho que isso tá nesse espírito daquela daquela festa que a gente fez no Rio, né, daquela semana de des, né,é que a gente tem essa grande vantagem ou essa grande esse grande essa grande oportunidade de ter colegas, né, que são concorrentes, mas são colegas. a gente tem um um uma uma afinidade com os nossos parceirose uma confiança, né? Porque é o que você falou,vocês me chamando lá para discutir o problema, eu sou concorrente de vocês indo lá para olhar as coisas e discutir o futuro do negócio deles, né? Olha queMas é uma característica do design, eu acho, né? Então essa essa visãoe aí posso falar na na do publicário, da publicidade e no design não tem. Eu eu me sinto super acolhido, né? Então tambémé nosso ego é mais amaciado, né?
É. Não. E ser muito mais colaborativo de verdade. Eu acho o design, eu tenho paixão de trabalhar com design, viver do design, ser amador dos que amam, é, dos que amam, dos que amam, ser o designer amador dos que amam, viver o design, porque tem essa construção tão gostosa, sabe? Então eu quero propor aqui também uma coisa que eu não tinha combinado com Gian, com ninguém. Nós fazermos o encontro trocando copo.Trocando copopra gente encontrar mais.Bom, os participantes trocando a lenta, a gente faz o trocando copo.Trocando o copo. Éboa, André. Obrigado por ter participado. Eu queria te dar aqui um presente trocando a lente, meu último livro.Que maravilha, Gian. Obrigado. Eu queroessa mesa mesa desse tamanho. Eu fui assistir o vídeo do Lincoln que a gente postou, eu entregando o livro para ele, eu fiz assim, o livro fal de educação, né?
Bom, eu que agradeço. Acho que foi uma conversa ótima. Tava com medo que a gente pudesse não não não ter tanto ass que eu não conseguisse lembrar de tanta coisa, mas vai surgindo.No fim das contas as coisas vieram. E eu aqui tô recebendo isso, trocando a lente. Eu hoje quero falar que eu troquei a lente também, que eu eu hoje, ontem à noite eu fui buscar o óculos novo para poder vir,que aliás eu já quero um desses, porque você achei fantástico.É isso, gente. Obrigado, obrigado por participar. Muito obrigado,palminhas. André, mais uma vez obrigado você que ficou aí assistindo com a gente até agora, que aguentou esse nosso papo durante nem sei quanto tempo deu, Eric. Mais de uma hora,1 hora e meia, né? Você vê como passa rápido, né?
É, Gabi, quer dar um recado final aí?Não, agradecer o André, agradecer você, participar é uma delícia. E aí sabe, vou relembrando assim, fase, etapas da vida, da própria vida. E eu sabe uma coisa que dá um prazer imenso é lembrar tudo que você já fez na vida, né?Exato.É uma coisa que dá, você construiu, né? Coisa que ficou, porque a gente faz as coisas, né? A gente trabalha, trabalha, trabalha, faz as coisas e as coisas vão embora. A gente simplesmente esquece, é, elas elas elas a gente não não consolida isso na com a gente, né? E quando você começa a falar, elas voltam, né?Uma coisa que eu me dei conta que é muito importante pro BDA, inclusive, é o momento que nós fazíamos a melhor construção do nosso portfólio, não é só uma questão de exposição,é,né? Então, nós ficamos até por essa questão que eu também me subia no palco para receber o prêmio, eu falava pro time receber, mas ficava mal ali. Aí eu optei por não escrever dois anos em prêmio, porquetava querendo economizar o dinheiro do da inscrição, né?
Não, não era. E aí eu eu falei, eu me dei conta de como isso prejudica a nossa própria projeção, né? É,e construindo um portfólio consistente, então e você acaba fazendo muito bem para o prêmio e você não faz pro dia a dia. Aí agora eu tô correndo atrás disso, mas sem me inscrever em prêmio. Fal, caraca, tô gastando. Podia até fazer uma uma um trabalho legal, porque no começo eu tinha percepção de prêmio ego, depois eu falar na importância da curadoria. E aí eu fui me dando conta disso. Desculpa ao longo do tempo,não é? refletindo falou refletindo sobre isso, isso é da importância do trabalho da construção também de vocês e o quanto isso é importante para o próprio design, para o próprio designer, pro próprio estúdio. É muito importante, gente.
Obrigado.Bom, entãovocês,falei que dá vontade de ficar mais umas 3 horas aqui. Bom, então você que ficou até agora, por favor, não se esqueça deah curtir, compartilhar, ativar o sininho, comenta que ajuda no engajamento e assiste até o final inteiro, que aí assim o algoritmo entende que nós somos relevantes,sem ficar indo pra frente, né? Tem muita história aqui no meio. Se você chegou só no final para pegar o final, você perdeu a melhor parte do paquete.Pode pôr em 2 x, 1 e me vê o vídeo inteiro.Bom, é isso aí. Um beijo no coração e até a próxima.


