Sobre o episódio
Gisela Schulzinger fez um exercício de propósito, o mesmo que tantas vezes conduziu para marcas, e tatuou o resultado: a gente é o que a gente espalha, e não o que a gente junta. A partir dali saiu da sociedade na Pande para abrir espaço para outras formas de contribuir, sobretudo a educação, que descobriu ser sua paixão ao ver o efeito das palestras nos estudantes.
Na conversa, ela defende que a aproximação entre academia e mercado é uma via de duas mãos, conta como organizou na ESPM um evento que juntou estudantes, designers e empresas, e diz o que mudaria na educação se pudesse: aplicar o modelo mental do design ao próprio ensino, colocando o aluno no centro. Gisela também fala do professor como figura esquecida, da necessidade de ele se atualizar fora da sala e de uma experiência em que os alunos tiveram de apresentar oralmente o próprio pensamento, sem slides.
O episódio passa ainda pelos seis anos à frente da ABRE, onde aprendeu a escutar e a costurar interesses, e termina com um anúncio: a candidatura de Gisela à presidência da ABEDesign.
Trechos em destaque
“A gente é o que a gente espalha, e não o que a gente junta.”
“O estudante é o futuro do mercado. É quase o presente.”
“A educação é uma plataforma de transformação.”
“Eu trocaria a lente da educação pela lente do modelo mental do design.”
“Viver o que você ensina cria uma qualidade de conversa, de aula e de conteúdo completamente diferente.”
“Não estou aqui para te responder. Estou aqui para te ajudar a pensar.”
Capítulos
- 0:00Abertura
- 1:45A gente é o que a gente espalha
- 4:31Academia e mercado: uma via de duas mãos
- 7:48As barreiras para aproximar os dois mundos
- 9:40O evento que levou o mercado para a ESPM
- 14:39A conversa que decidiu uma carreira
- 16:38Da publicidade à Seragini e ao design
- 19:14O que mudar na educação
- 23:10A forma da aula e a forma do design
- 25:55O professor, figura esquecida
- 27:38Inteligência artificial e o pensamento em voz alta
- 31:42Como o professor se atualiza
- 38:38Assuntos que mudam rápido e a sala de aula
- 40:27O tarifaço como oportunidade de design
- 44:39Formar indivíduos, não turmas iguais
- 50:45Seis anos na presidência da ABRE
- 57:19Uma candidatura à presidência da ABEDesign
- 1:07:05A frase de Gisela para o mundo
Cortes do episódio
Transcrição completagerada a partir da legenda automática do YouTube, com revisão de nomes
Olá, olá, olá. Bem-vindos ao Trocando a Lente, um podcast cujos temas são negócios, estratégia e marcas e a partir de hoje com um monte de assuntos adicionais pra gente trazer pros nossos espectadores. Meu nome é Gian Franco Rocchiccioli, eu sou sócio e red de estratégia da Pande, uma das principais consultoras de brand da América Latina e host deste podcast junto com o meu grandissíssimo amigo Gabis. Gabis, dá um olá aí pra galera. Olá, pessoal. Prazer sempre estar aqui com nosso amigo Gian. É o papo é muito bom. A gente já pode presenciar alguns e assistirbastante todos, né? Todos que quiserem já assistir.
Então então vou fazer o papel que Gian gosta de fazer. Mas então você curte, se inscreve, ativa o sininho, compartilha e comenta, dá um maior engajamento pra gente. Mas eu vou deixar falar no final também, só no começo pro pessoal já aproveitar e já fazer. Issoé, já faz na entrada. É isso.Bom, então vamos aproveitar para agradecer você que tá nos assistindo, né? Você sabe que este podcast só existe se tiver aí você do outro lado. Então queria começar agradecendo também a tua presença. Antes de apresentar a nossa convidada que você já apresentou, minha amiga, sócia, parceira, confidente de várias reflexões, né, Gisela Schulzinger, prazer te ter aqui com a gente nesse podcast. Prazer é meue eu queria que você fizesse a sua própria apresentação. Eu sei que você vai sofrer para falar sobre você, mas as pessoas precisam conhecer a Gisela, assim como a gente conhece. Então, por favor, ninguém melhor do que você para fazer essa apresentação.
Bom, obrigado, gente, pelo convite, Gian. É super assim honroso tá aqui, conversar e abrir espaço para trazer reflexões, né, incluindo as minhas. Então, eu sou a Gisela Schulzinger. Eu tô no mercado há quase 30 anos de design, sou apaixonada pelo mercado. Enfim, hoje eu tenho um pouco reflexo do que é o mercado hoje, né, do que é a vida das pessoas. Eu tenho vários chapéus. Então, eu tenho uma consultoria, fui sócia da Pande, tenho que falar isso. Foi uma alegria isso na minha vida. E depois aí por outros caminhos eu continuei com a minha consultoria que eu sempre tive. Mas por que que eu fiz esse movimento, né, quando eu saí da Pande? Porque eu quis girar um abrir mais espaço na minha vida para outras experiências, outros tipos de contribuição, porque um dia eu fiz um exercício sobre a minha, o meu propósito, né? A gente fala tanto disso em marcapros outros, né?
É, pros outros. E eu fiz para mim, e eu tenho uma frase que eu tatuei, que é isso, que a gente é o que a gente espalha e não o que a gente junta. E isso é muito verdade do que eu sou. Então eu decidi abrir espaço, ao invés de ficar ali só numa atuação localizada, abrir espaço para outras possibilidades. Então mais tempo paraa educação, que é a minha paixão, né? Assim, uma coisa que eu descobri ser apaixonada, não só a aula, né, em si, mas todo esse ambiente que não é acadêmico, mas são as possibilidades de estar com pessoas e transformá-las, então, em especial na graduação, né? Então, sou professora do curso de design na ESPM e atuo também aceleradoras com mentoria,conselheira do Centro Brasileiro de Design,conselheira do centro do CBD e fazo parte da diretoria da BDesign.
Então eu tenho colaborado em várias áreas aí com as aceleradoras, enfim, e várias atuações, juris, né, de de de premiações aqui fora, enfim. Então, foi um plano, né, que eu fiz no dia que eu entendi que eu queria espalhar mais e que isso pudesse ajudar a mim, principalmente, né, o crescimento e também de alguma forma influenciar as pessoas, eu fiz esse movimento, né, de não ficar específica no mercado só ali atuando com projetos, mas fazer todas essas atuações. E eu tô muito feliz com esse movimento que eu fiz. Agradeço todo dia ter tido essa luz para começar esse processo todo.Muito bom. E eu acho que esse, eu tava lá presente, né, quando esse movimento aconteceue ajudouconviver, ajudando a a refletir. e você tem uma grande paixão pela tua atividade profissional como professora da SPM.
Eu costumo dizer que você teu olho brilha de um jeito que quem quem vê vocêvendo o sucesso dos teus alunos entende a tua paixão. E eu acho que essa paixão ela não é só pelo pela educação universitária, né? Pela formaçãodas pessoas. E como esse podcast é para falar sobre o desafio de difundir a mentalidade sistêmica do design, a importância dela pro futuro das organizações, eu queria que você falasse um pouco a tua visão sobre isso, sobre esse desafio. Como é que você enxerga esse desafio de educação, mas não só a educação formal do MEC pros alunos, mas a educação do mercado, das empresas, a formação lá no início da carreira. você me falou algumas coisas interessantes sobre isso. Queria que você distribuísse essa informação para todo mundo,espalhar. então, Gian é bem assim, eu entendi estando lá, né, na educação ali, principalmente com jovens e e ser muitos anos, né, estar no mercado. Eu sempre ouvi a frase assim: "Ah, a academia não se aproxima do mercado e aí não tem essa conexão, então as pessoas não saem preparadas, tal. E e aí eu fui entendendo que tem, na verdade, isso é uma via de duas mãos, né? Não é só a academia se aproximar do mercado, mas também o mercado se aproximar da academia. É um movimento de duas vias, né? Ali é uma uma via, na verdade, duas mãos. Por que que eu tô dizendo isso?
Porque isso você tá falando, quando a gente tá falando do design, ele tem essa capacidade de transformar. a gente quer que o nosso mercado, né? Eu tô, né? Nós todos estamos há anos nessa luta de entendimento do que é o design, do poder do design, da visão estratégica do design, enfim, da da capacidade de transformação. Mas a gente trabalha isso num âmbito onde as pessoas já têm o modelo mental formado. Então, quando a gente tá lutando nisso, mercado já, a gente vive isso, né, uma resistência enorme. Daí você tem começar do zero, explicar por que que a gente não começa isso antes. Então, quando eu tô no mercado e falo, gente, mas vamos trazer os estudantes, ah, negócio de estudantes, não, estudantes, estudantes é o é o futuro do mercado, né? É quase o presente, né? Porque eles estão ao mesmo tempo ali na hora dos estágios. Então, assim, o mercado tem que fomentar essa visão que ele quer esse profissional que ele precisa e estando próximo para que a gente consiga formar esse profissional também.
.Né? Porque são ritmos diferentes, isso é verdade, são ritmos diferentes, mas existe essa necessidade do mercado a gente se aproximar muito desses jovens para que eles entendam, né, o que precisa, busquem se formar na direção. Então a gente lá na SPM estimula demais isso, né? Não só porque pelo core, né, pelo pelo DNA da escola é voltada pro mercado, mas esse entendimento, né? Então a gente convida o mercado, vocês já estiveram lá sempre, né? trazer para dentro, né? Então isso não é a academia se aproximando, é o mercado também de se disponibilizando para estar na academia.E qual qual quais são, na tua opinião, as maiores barreiras para isso evoluir hoje em dia? se é que elas existem, né?
Se existe uma barreira ou existe uma falta de iniciativa.Não, existe uma barreira, não exatamente uma barreira, mas uma coisa assim, pô, eu não vou, eu não tenho tempo para dedicar isso, né? Porque não é uma grande dedicação, mas assim, ah, não, não é prioridade, né? Assim, claro, eu entendo, né? Não é, não vai viver disso. A gente precisa entregar o dia a dia aí, né? Tem boleto ainda,tem uns boletos e tal, mas assim, cara, vai ter que essas pessoas vão ser quem você vai contratar. A gente teve num evento juntos que você tava também e uma das coisas que a gente viu lá é todo mundo precisando de profissionais. Nossa, eu não acho os profissionais, né? Eu preciso disso,né?Olha quanta demanda sem profissional competente paraé e pedindo e tal. Eind por Então gente, mas é que vocês precisam estar mais junto para formar mais rápido esse profissional para formar ou pelo menos mais modelado do jeito que o mercado quer, né? Então, a academia tá lá fechada dentro, fazendo o seu dia a dia.
Então, ter mais disponibilidade, então não é uma barreira, mas é mais dedicação para ter essa disponibilidade de estar dentro participando, envolvendo, porque cada visita, cada evento, cada palestra que é feita dentro da sala de aula ou num evento que a gente promova, é uma transformação em cada uma daquelas pessoas. E essa que a parte que me apaixona, porque às vezes você tá, vocês são, né, a gente tá convidado ali para ir lá no tal, falar, fazer uma pal, não fui só fazer uma palestra na SPM. Não, cara, você não tem noção do impacto que aquilo gerou e que vai retornar para pro mercado.É, acho que vale a pena contar a última que você fez, a última arte que você fez lá na SPM. Foi um convite. Fala, fala qual foi o tema, como você pensou. Acho que a ABEDesign ajudou a participar, aÉ, foi parceira nesse projeto.
Como é que você pensou aquele evento? E conta também a reação dos alunos sentados lá atrás, porque eu me emocion, eu choro fácil, né? Quem me conhece sabe que eu choro para tudo. mas algumas frases ali me tocaram profundamente. conta um pouco o que que foi esse evento.Então, foi um pouco essa tentativa. Tentativa não, né? Foi a intenção, né? Primeiro se juntar com a ABEDesign. Vamos fazer juntos isso. E depois abri um evento onde as o a gente convidou pessoas, né, designers e não só designers, empresas também. Então, teve um uma parte de design e uma parte das empresas com os representantes das áreas de design para falar desse design, do que que é o design hoje, qual que é a possibilidade da formação de de um designer, o cara tá sentado ali, do que que ele vai fazer, o que que ele a de que mundo ele vai participar, quais são as questões, quais são os perrengues, né? E foi muito verdadeiro assim, então não era uma descrição só do projeto que ele fez, não. Foi um bate-papo, né?
Foi um bate-papoe contextualizado, né?E esse foi a entrega que foram horas e horas a gente fazendo reunião, eu, você, a Carol e a Lari, para ir desenhando formatos e modelos. A entrega foi maravilhosa, mas o por trás disso, queteve um projeto deÉ, então foi intencionalidade, foiintencionalidade. Ex,foi com intencionalidade e de propósito com propósito, sabe? Então, e a falava nessas nossas reuniões, não, nós, e aí, né, eu, no meu espaço de provocação ali, sempre aqui lá, aí a gente falava: "Não, nós vamos fazer de uma forma que a gente consiga realizar, porque essa era a grande preocupação dela de realizar". Então, fora, teve tem bastante mérito também nessa construção. A entrega com certeza é a cereja no bolo, mas eu construí e ser dosé um processo de design, né?
E foi muito interessante porque como você disse assim, até hoje e muitos vieram me dizer que eles agora entendem, então eles conseguiram entender onde existe o espaço deles, qual é o papel do design, qual é a missão do design. E ali levou o design, ali ele levou o design para uma outra categoria deoutra categoria e outro não era só para eles. Então era evento aberto pro mercado. Então sentado, misturado com eles, estava o pessoal de mercado, né? Fazendo perguntas também, não era um evento para estudantes,que essa que é o que eu brinco que é a barreira, né?e foi muito interessante ver, eles declararam lá, por isso você se emocionou e assim a possibilidade de conversar com essas pessoas, então, né, que são mitos. Então o Fred Gel, né, o Levi, todo mundo que tava ali, o Fabrício e tal, uau, né? e com acesso, com possibilidade, porque vendo que é uma realidade próxima foi absolutamente transformador, ao ponto, e aí tem um outro degrau dessa história, de a gente ter convidado a Carol, que sempre apoia isso, um mérito importante de estar aqui, né, a coordenação do curso,a Carol Bustos, que é a coordenadora do curso de design aqui em São Paulo hoje.
E mas a gente convidou uma diretora, né? E diretor na na SPM assim, eles não tm absolutamente tempo para nada. E a a Iná foi pro evento e ela sentou, falou: "Olha, Gi, eu vou abrir aqui, mas eu tenho que ir embora". Ela ficou a manhã inteira. Ela ficou a manhã inteira porque é isso, né? quando você começa a entender e ela não ficou, ela não poderia e ela foi, enfim, toreiando lá a agenda dela para estar conosco. Então é isso, gente, Gian, é sobre a essa transformação que acontece para todo mundo, sabe? Então, não é a academia, é a eu entendo que a educação é uma plataforma de transformação, assim, que quando você entende que vai além da aula, que vai além da relação professor, aluno, né, ou professor com outros professores, acontece uma transformação da sociedade e é lá que começa, é lá que o cérebro ainda tá aberto ainda, que, né, algumas coisas a gente já perdeu, porque o cara já chega ali com 18 anos, então algumas coisas já tão, Mas e a possibilidade de transformar ainda é gigantesca assim, né? Isso envolve todo mundo, envolve o professor, envolve o profissional. Teve o retorno de todo mundo que participou também para mim, né? Dizendo: "Cara, como foi bacana, que legal, eu as pessoas quiseram, né, Gabis?" Assim, foi todo mundo pro bono, né? Probono ali, sabe? Dedicando tempo num né para isso. Então, assim, é que se eu ficar falando vai longe. Mas você tá aqui para falar, né? É isso. É, mas a história do encontro do mercado com a academia, mas tá vendo como é importante também a academiaabrir o espaço pro mercado, então não tem uma uma lógica de única mão sem
Outro um sem outro. Então isso também acontece é a Gian é tão boa nessa coisa de orientar as pessoas por caminho profissionais que a minha filha quando tava se formando no último colégio, desejando,aliás, com dúvidas ainda sobre que profissão seguia, ela tinha duas opções, né? Design ou arquitetura. Design deve ser porque o pai fala muito sobre isso em casa, né? Mas ela tinha uma uma propensão paraa arquitetura, gostava também do tema. E obviamente dentro de casa aquilo que a gente diz pros filhos, não sei se tem muito efeito positivo. Issoé tem na vida, mas na hora da decisão, não sei se escutam tanto, né? E eu também não me achava a melhor pessoa para dar essa recomendação. Então eu falei: "Olha, tem uma pessoa, eu não disse tem várias, vou ver os meus amigos, eu disse: "Tem uma pessoa que eu confio para te dar conselho, então vou marcar". Liguei para Gi, ei, falei: "Gi, sabe aquilo que você faz bem? que eu sempre digo que você faz bem agora. Tô precisando que você faça isso para mim.
Queria que você conversasse com minha filha. Minha filha saiu encantada da reunião,decidida, ela saiu da re, falei: "E aí filha, conversou com ela?" Ela falou: "Não, conversei não, já decidi, vou fazer arquitetura". E tá super feliz fazendo arquitetura. Não sei o que que foi que elas conversaram, porque conversaram a portas fechadas, mas então te agradeço de coração por isso que você fez pela minha família, pela minha filha. Agora ela tá indo paraa Disney para passar. O sonho da vida dela era morar nos Estados Unidos. Ela se formou na época da pandemia, não pôde e ela tá indo paraa Disney, que é um lugar que ela ama, né, na profissão que ela ama, tá tendo experiência. Então,é, foi, foi lindo.Isso é só para reforçar o quanto eu acque orgulho, que responsabilidade, né? Cada vez e tem isso, né? acontece muito ainda mesmo ali na dinâmica do dia a dia da da escola, mas acontece muito por fora. Todos eu marco conversa e sabe, estimulo os medos, as angústias, que às vezes não consegue ali trocar com a família. Então assim, para mim a educação é esse lugar de transformação.
Parece clichê, né? Mas não é, gente. É. E só que não é fácil de fazer. A gente acha que é óbvio, não é?E quando é que você percebeu que isso nascia em você, né? fala um pouco da tua trajetória profissional. Você estudou na SPM, né?É, eu me formei na SPM num tempo em que só tinha design no Rio de Janeiro, né? Mas eu também não sabia muito o que era design. O mais próximo do mundo da economia criativa, da desse mundo que hoje a gente tem os nomes,era comunicação,né? E aí euEu também fiz publicidade.Exato. E E aí eu e eu queria estudar na SPM. Olha que loucura, né? Nunca imaginei. E eu queria estudar na SPM e tal, enfim. Então, fui fazer e, na verdade, eu trabalhei depois em duas agências, né, de publicidade. Uma serviu só para conhecer o meu marido e e depois disso eu entrei no mercado de design na Seragini, que é um uma alegria gigantesca.
Foi uma sorte na minha vida com Lincão.fiquei lá 9 anos e nunca mais saí do design. E daí fui estudar, fui entender e aí atuando e aí associação. E aí é uma paixão que foi me acompanhando, tal. E nesse processo todo eu sempre, até pela atuação de mercado, eu era convidada para falar em universidades, né? para fazer palestra em universidade, que a gente é, né? Só que aquilo quando eu via a reação depois da palestra, né, quando quando tinha o contato e eles mandavam e o que eles pediam para conversar comigo e o que eles estavam pensando, qual que era essa essa ansiedade que dava neles depois dos encontros, né, foi gente, que coisa gost que coisa sensação boa assim de de fato impactar, né, de fato fazer diferença, sabe? A pessoa te ouve. A gente fala com um cliente, às vezes ele parece que não tá ouvindo a gente, a pessoa tá ouvindo ali, bebendo e você que responsabilidade enorme de também ser, né, o que você fala. Eles eles acreditam, né? e eles tomam como verdade aquilo. E aí aquilo me deu uma sensação muito boa. Eu falei: "Nossa, aí é o que você brinca, né?" Falei assim: "Gente, que coisa boa". E aí eu percebi que tudo isso toda vez falei: "Qual é esse lugar que eu vou estar sempre com essas pessoas? né, que que eu que a gente vai ter esse e que eu vou receber também, porque sempre é sobre dar e receber, né? Então não é só eu falando, é o que eu o que eu aprendo com a dúvida deles, com as perguntas e o que eles me desafiam a ser e a fazer.
Então, e sabe, isso é muito assim, uma retroalimentação muito estimulante, muito com de muito entusiasmo, né? E aí eu falei assim: "Entendi, é na escola, é na educação." É,a gente fala tanto do da função do papel do design, né? Como designer, como professora de design, o que que você enxerga no processo de educação que mereceria um novo projeto, né? O que que você mudaria se você pudesse recomendar uma mudança no processo de educação? Que transformação você promoveria?Ah, professor.Eu sei que você provoca muito, né? A Gela, ela fala dessa posição de humildade dela, né? Mas é uma das maiores referências do Brasil quando a gente fala de educação e design, né? Então,obrigado, G. Oque o que que você tivesse o poder de mudar, né? Se você fosse dona da sua própria universidade, como seria o processo de educação?
Vai parecer até piada, né, assim, mas eu trocaria para fazer os trocadilhos que eu aprendi fazer com Gian, eu trocaria a lente para uma lente de da do modelo mental do design, né, de partir dotambém nos outros cursostambém na escola toda, sim, na universidade, assim, olha pro aluno, a gente tem todo um arcabolço de educação do que estruturada pelo MEC, é o professor, é a grade, é o E o aluno, né? Como é que a gente não não seria legal começar por ele ele botar ele no Não, mas a gente faz pro a gente faz pro aluno, ele tá no centro como cliente, vamos dizer assim, mas é a partir da nossa lente da, né, e da lente do MEC, da lente das, né, como que a gente poderia trocar isso para botar o foco nele e entender ele nessa nesse contexto, então contexto, né, todos os elementos que a gente trabalha no design. e entender o contexto, entendeu o contexto de de dos gas, do espírito do tempo, da família que ele vive, da realidade financeira dele, do país que ele vive, tem várido espaço que ele vai ocupar depois que ele sair. Então não é só uma formação profissional, é uma formação a mercado, né? Trazer trazer o mercado para dentro da escola, né?
Ex. E não é só o mercado, é o cidadão.É o cidadão. Que que pessoa que nós vamos colocar? Mas a gente tem que vir a partir dele, de entender quem são essas pessoas, o que que elas querem, o que que elas estão buscando, etc. e trabalhar em cima do metodologia de design, né, de pensar, de entender, a mergulhar no problema, na questão, né, da educação e criar fórmulas e criar não fórmulas, mas métodos, desenhos que melhorem essa relação, porque a incrível, mas é como a gente vê no mercado, ainda é muito separado. Então, tem o pensamento do MEC que cascateia para pras universidades com as obrigações lá que a gente tem que cumprir. Eu não tô dizendo que tá tudo errado, eu tô dizendo que valeria incorporar essa visão e eu faço isso no meu dia a dia.
É, você não tá dizendo que tá tudo errado, eu digo para você que tudo é, né? E aí eu espaço de provocação, Gi, por que que o modelo ainda de da educação, do design, da ele ainda difere do modelo que nós desenvolvemos projetos dentro das empresas? Então, isso eu falo por dar aula.Distanciamento entre o que ele aprende lá e o que ele vai praticar. É isso também. Isso, mas também o modelo que é unidirecional, professor fala e as pessoas ouvem.não é? Então, vou falar na realidade de alguns lugares que eu trabalhei, né? Então, tudo que nóstambém é professor, pode falar.
É, mas que nossa brincadeira até numa palestra, num evento que nós tivemos juntos, e todos nós podemos falar da realidade que nós vemos do buraco da agulha da nossa perspectiva. Então, sabe, não vejo nada, sabe? Então, eu considero queé o que eu tô vendo é o buraco da agulha daquilo que consegui enxergar. Mas o que acontece é que a forma é a forma da aula. e não a forma do design. Então, qual que é a dificuldade que uma instituição de ensino tem em mudar assim? Aí você pode falar do meo ou da própria instituição de ensino de mudar essa relação de formal da aulaformal de um para muitos e não é de uma troca maior. E se isso você tem conseguido mudar e visto que tenha mudado nas escolas que você conhece também, né?
Então sim, começa pelas regras do MEC, né? Não não o modelo, né? Porque tem a gente tem metodologias ativas, sala invertida, existem algumas metodologias que a gente pode aplicar para quebrar isso aí, né? Então issoque não tem restrição doque não tem restrição, que são metodologias de trabalho, então que você pode adotar na sua aula, né?Mas a estrutura, como você pensa, os modelos, né? por exemplo, carga horária, todas essas coisas, o tempo na sala de aula, dentro da sala de aula, o tempo de atividade, o que que é considerado aula, se for uma atividade fora e não é, enfim. Então tem algumas barreiras, né, dentro dessa estrutura que cada vez mais estão tá mexendo, né, porque óbvio, vai ter que mexer. então já tão mexendo nisso, mas tem a barreira dessa estrutura do MEC, do que a gente tem que fazer, o que que a gente tem que responder, para manter a a o reconhecimento do nosso curso. Então, existe um um modelo chamado Enade, que faz esse esse essa avaliação, né, de de como tá o estudo dentro daquela universidade, como tá o resultado do ensino, né, da qualidade de ensino daquela universidade. Então, tem uma pontuação, isso acaba sendo uma mira de todas as universidades, porque é isso que baliza, né, a atuação,a atração, né, de dede atração. Exatamente. Então é importante, mas tem esses modelos, tem a escola, o quanto ela abre possibilidades, né, de aplica de fato as metodologias ativas, a sala invertida e tantos outros modelos hoje que a gente pode adotar. E aí entra um personagem que a gente nunca fala, porque a gente só fala do aluno, que é uma luta que eu
Tenho também, que, enfim, eu tento mudar, que é o professore a concepção do aluno, né? o olhar para o sem luz e o iluminado, né? Então eu concordo contigo. Que bom que você chega nesse terpois é o professoré,né? Parece que ele não precisa de formação, parece que ele não precisa. Então assim, o investimento e a importância deainda mais no mundo de hoje, né, que tá em transformaçãoaceleradíssima. Exato. E a missão que a gente tem, né, como professor, que eu sendo do mercado, eu vejo ali os professores, eu falo, gente, essa a gente precisa atuar aqui, a gente precisa não adianta. Como que o professor vai entregar isso pro A gente tá falando do aluno que o aluno quer e tá. E aí, como é que a gente prepara esse professor? Como é que a gente abre espaço, né? Tem o lado da escola de entender stakeholder. Eu sempre falo, trata, precisa tratar como stakeholder, né? O professor é um importante stakeholder, não é funcionário, é stakeholder, né? Então, trabalhar e a mentalidade do professor também tem que fazer esse movimento. Então, como eu como fala, né, a tal da frase, eu no meu lugar de fala de olhar no mercado e falar, gente, pela, vamos sair desse, né, vamos essa carga, né? O pessoal que é professor e e aí acha que tem que fazer um monte de coisas, às vezes nem é gosta tanto, mas acha que serse professor faz parte da missão fazer isso, isso aquilo e tem medo de abrir mão de certos recursos, né? Então tem o desafio de do professor mesmo, ele comode evoluir, de se jogar nesses processos, né? Porque ele cria aquele modelo e o negócio vai indo quando vê, né? Então, de ter essa dinâmica que é de mercado, você tem que mudar agora
Inteligência artificial, a gente tava falando antes, né? Vai isso aí, gente, uma bomba, já está sendo uma bomba gigantesca, porque é isso, o cara já tá com o celular dentro da sala de aula. Você já perdeu, você tentar lutar, tô falando na universidade, né? No ensino médio, mas você já perdeu. Então, assim, como que você insere, como que você entende e e fazer essa coisa? Então, tem o nível do professor do MEC, o nível da escola, que, né, que é o professor e a própria escola, tal. e tem isso, a gente nunca fala também, uma coisa que é o que eu falo, o cara já chega quase meio pronto ali, que é o aluno se dispor a abrir mão desse modelo também. Quando a gente começa com muita novidade, ai professora, sério que a gente vaicomenta o que você comentou comigo no dia do evento da das exposições orais, né, do aluno falando em sala de aula ao invés de fazer umaExato. Eu fiz um experimento esses dias justamente por conta da IA, que eu eu falei, eu não vou lutar contra, né? Já no sétimo semestre eles estão e eu dei, passei um trabalho que eu falei assim: "Olha, vocês têm que escrever um artigo, não acadêmico, como se fosse por LinkedIn. Vocês têm que escrever um artigo sobre um dos temas que a gente conversou no semestre, o que você mais gostou. Mas assim, ó, eu quero que você fale um pensamento seu sobre aquele tema". Mas o quê? Porque aí começa o medo do que que eu tenho que fazer? Cadê o template que eu tenho que preencher?
Não, cara, é aberto. Você tem que pensar uma coisa assim: "Ah, eu falei de design emocional. Legal. E aí, que que ficou? Qual tu opinião sobre isso?Qual a tua opinião? O que que você pensou? O que que ficou? O que que você achou importante? Duas coisas que você precisa pôr é pegar dois autores para te ajudar nessa reflexão, mas não é acadêmico. Você não tem que citar. Eu só quero que você pense. Eu falei, pode entrar até usar IA, pode usar, não tem problema, pode fazer lá no chat GPT. Mas o desafio é, vocês vão me entregar esse artigo, só que vocês vão fazer uma uma apresentaçãooraloral. Vocês vão contar aqui o artigo igual se tivesse contando uma história pro seu amigo.Eu quero ver você pensando ao vivo.Pensar ao vivo. Mas posso levar no celular? Não. Posso ter um slide? Não. Vai lá e fala. Ué, não é uma coisa que você pensou? Não tem certo ou errado.
Uma coisa que você pensou. Gente, o resultado dessa história, eu contei pro Gian. O resultado dessa história foi gente tremendo, gente com medo que pediu ficar até o final, gente com vergonha e gente que foi para cima, gente que, opa, agora eu vou falar o que eu penso, eu vou demonstrare aí agoraagora é minha vez, vou falar, vou mostrar que eu entendo sobre isso e tal, teve todos esses aspectos, mas no final, depois que passou, porque, né, eles entenderam e tinha só 7 minutos, para falar até 7 minutos, né? O medo. O que que foi mais legal? Depois eles eram falar comigo. Fal, professora, que experiência legal, cara. Como eu não sei falar sobre uma coisa que eu penso? Como assim? Como é que eu vou conversar? Como é que eu vouabrir um espaço na consciência dele para entender que ele precisava desse recurso para poder se relacionar?
Que não era sobre impedir asobre prova, né? É, não é sobre prova, é sobre o que ficou na sua cabeça, o que você tem para dizer, o que que você quer dizer sobre design, o que que você quer dizer sobre as coisas que você aprendeu ou que não aprendeu ou que você é contra. Cara, eu entendi o que que é não sei o quê, economia criativa e eu discordo de tal coisa, né? Você pode até pensamento crítico e aí faz um artigo sobre, não, isso aqui leva a consumo, branding, qualquer coisa. você abriu espaço para você dizer sobre as coisas que você reflete e foi isso. Eles ficaram ao mesmo tempo muito estimulados e eles deu uma luz assim, sabe? Foi assim, a maioria veio, nossa, que que experiência.
Eu não tava olhando para esse desafio e agora que eu passei por elee eu não sei falar sobre o que eu tô pensando, sobresobre o meu próprio pensamento,não era sobre a matéria, era sobre o meu próprio pensamento. E como isso é transformador, né? Então é isso, assim, esse é são abordagens que a gente pode usar, que não é sobre se põe a se tira IA já é gente, já é já foi, isso já virou e vai precisar porque o mercado precisa, né, que que isso seja incorporado por todos nós. Então foi essa experiência assim, foi muito.E como é que você se atualiza? Você falou sobre o desafio do professor, né? Eu tô fazendo perguntas que eu sei algumas respostas, mas eu queria ouvir a tua, o teu pensamento sobre isso. Como é que você se desafia a se atualizar, né, no fato de você trabalhar no mundo corporativo e entender os desafios das organizações já te atualiza de certa forma, né? Mas eu lembro que você foi pro Vale do Silício, eu me lembro do teu encantamento com aquela experiência e que você trouxe, né, tudo aquilo que você encontrou para distribuir, seja nas palestras que você fazia nas empresas, nos setores, né, como na Abre, mas também pros alunos. Como é que você vê esse processo de atualização, o desafio do professor em relação a isso?
Ótima pergunta, Gian. isso é um dos dados que eu tava falando quando a culpa é do professor, que é ele se sentir mobilizado e motivado,e se e desafiado para fazer isso. Eu assim, passo boa parte do meu tempo indo, mesmo que seja apertado, mesmo que seja eu indo nos eventos, além do meu trabalho no mercado, né, que como você falou me traz essa bagagem, mas de ir me atualizando o tempo todo, estar nas coisas, né, estar presente ali intencionalmente para buscar, para me alimentar. Isso tem muito a ver comigo também, né? Eu eu amo o que eu faço, então não, né? Não tem aquela falar: "Ah, não tô trabalhando, tô, mas eu eu curto muito." E eu acho que esse é um desafio, professor.
Óbvio, eu não tô generalizando, mas acaba se acomodando. É uma lógica, uma dinâmica que aí eu já tenho aula, já ou vai buscar os cases na internet, os exemplos, que é totalmente diferente de você vivenciar aquilo e trazer a tua perspectiva e não o que tá na internet..Né? Mas a tua perspectiva, isso te conecta com o aluno, cria uma qualidade de conversa e de aula e de conteúdo completamente diferente, né? Então eu me eu bebo nessa fonte, eu tô sempre falo os eventos, tem um evento, todo mundo sabe que eu sou apaixonada, que é o Hacktown, que é brasileiro, que é uma versão lá do SXSW. Tô sempre. O que que é o Hacktown? Para quem não conhece,HackTown é um é um evento de inovação, um dos mais importantes eventos de inovação hoje no Brasil que acontece no Vale dos nono Vale do Silício Brasileiro.
Éno Vale da Santa Rita dono Vale da eletrônica em Santa Rita do Sapucaí, uma cidade.Um abraço pro João.Um abraço pro João, pro Carlos Henrique. Ele sabe o quanto eu sou fã. Já levei muita gente para, eu vou, a gente tá organizando uma missão de alunos pro Hacktown, porque já que a gente fala para eles ir não vão, nós vamos levar lá na SPM, que é o, e é esse evento de inovação, tecnologia, mas acima de tudo é um evento de encontro de pessoas incrível, incrível, assim, nenhum, eu vi, já fui pro Vale Silício mais de uma vezque fomos,já fomos, né? Ai, Gabis, nem foi maravilhoso,maravilhoso, né?Sim. para esses esses eventos de inovação, SX, SW, Web Summit, fora do Brasil, tudo, enfim, todos esses aí. E esse evento para mim combina todos eles assim e aqui no Brasil com mentes brasileiras, com e é bacana lá porque sobre pessoas e seus pensamentos e suas contribuições. As empresas estão a reboque dessa história. A gente brinca, né, que tem um monte de se disfarçado ali de tênis e camiseta que ninguém sabe e o cara ali só entendendo o que tá acontecendo, porque não é sobre eles, não é sobre as empresas,a mudança do ambiente social. É, elas estão, é, exato. Isso é sobre a capacidade das pessoas transformarem as coisas, o mundo, as suas realidades, né?
Então, imagina que fonte é essa para um professor, né, que tem também atividade, no meu caso, de professor, mas que seja só a atividade principal ser professor, é de beber nessa fonte. Mas eu sinto que não é tão simples, sabe assim, que tem que, ah, não, se a escola não me mandou ou a escola não, né? Não tô falando os os eventos mais caros, porque aí de de fato, né, não às vezes não é uma opção, mas existe muita coisa acessível..E que eu vejo que a galera não vai, sabe, não se apresenta, não, não. Ah, não, não sei o quê, não. Isso aí é pra empresa. Como assim? Para não tem mais essas fronteiras. A gente fala o mundo corporativo. Quantas pessoas hoje a gente vê lá na escola o mestrado e o doutorado é para executivos, para profissionais.
Por quê? Porque tem que mudar a cabeça, tem que mexer com a cabeça, beber na fonte do conhecimento, né, da academia, mas não do formato acadêmico, né, mas da do que é gerado ali de conhecimento. Então não tem mais essa fronta. Ah, não, mas então esse evento é corporativo, esse evento, qual que é o evento para professor?Minha pergunta é qual que é o evento que é Ah, não, esse é para professor. Tudo é para professor, né?É. E e aí eu também dou aula, né? E eu costumo trazer e falar para os alunos e que aí eu tô dou aula na pós-graduação, que é legal, que tem um outro outro pique. O pessoal também já dei aula na graduação, mas por conta da grade eu também não consigo.
Você tem que ter uma uma dedicação, disponibilidade, né?E mas eu sinto falta desses eventos de professores, alunos e profissionais. É isso.Os profissionais também não vão, os alunos também não vão, os professores também não vão. E aí a gente acaba encontrando as pessoas que estão aim ali de se questionar também, né, de ir para você de bater perna porque cansa, todo mundo acha que tá passeando e é você acorda e vai dormir pensando, refletindo sobre isso. Então, sinto falta de um em todos os da academia, alunos e profissionais nesses eventos. E não é sobre motivação,falta de consciência do problema às vezes, né? não. Então,porque você só vai buscar uma solução para um problema quando você tem a consciência de que ele existe. É,que entra um outro um outro fator que é a rápida oxidação. Então, por exemplo, na academia não dá para mapear um um acontecimento.
Então, vamos supor, isso já é velho, tá? Então, vou falar ali qual é a oportunidade que o design tem a partir do olhar do tarifaço. Não vai entrar isso na garagem, não tem como, porque isso oxida rápido, isso muda muito rápido. Quem dirá usa a potência da comunicação memética dentro do do design para se valer desse do momento.Então, muda. Então, mas Gab, esse espaço, Gian, que você tava falando das barreiras, esse espaço existe e esse é o espaço que o professor tem absolutamente autoridade de desenhar do jeito que ele quiser. O mérito é que você, e a gente ouve muito isso na escola, na SPM, é dentro da sala de aula, o professor é a autoridade. Ali não tem nem o presidente, é o a autoridade é o professor. E esse cara tem toda a liberdade de fazer o que ele quiser.
Então, traz a conversa para dentro da Então, assim, todas as provocações que eu falo é do dia. Falei: "E aí, gente, o tarifaço? E aí, gente? E o que que isso tem a ver com design?" Porque a gente tem que estimular isso, não tá pronto. Então a gente trazer e aí que eu te falo, o professor tem que tá, né, site no espírito do tempo, entendendo o que tá acontecendo e não é sobre o conteúdo, não pode mais ser conteudista, é o que tá acontecendo ali agora, porque você tá formando um cidadão que que não pode ter conceitos que vão oxidar, porque ficara ficar lá 4 anos, gente. Sim,né, falando da graduação.Então, e mesmo para pós, né, é discussão que tá acontecendo. Ah, mas tem o conteúdo acadêmico. Ele hoje você pode desenhar isso dentro dessa dinâmica, não significa que não é acadêmico, você tá falando de coisas de mercado, entendeu?
Só que esse professor e acaba pensando: "Ah, não, mas isso não é assunto que eu tenho que dar o meu conteúdo, cara. O conteúdo tá na internet, o conteúdo não, né? Não é mais desse jeito.E aí que eu vejo que os professores não vão beber nessas fontes, a gente tem que trazer igual aluno. E agora, só aproveitando que você falou, um ponto importante, você falou: "Eu não vejo nesses eventos professores, alunos e profissionais".Alunos e profissionais.Olha que sintomático. O professor que é o cara que forma esse profissional, não tá?O aluno que vai ser esse profissional, não tá? Então eu você ia falar alguma coisa, eu queria só falar sobre o tarifá, sabe o que tem a ver com design? Você já fizeramesse esse esse esse exercício?Olha só, eu vou falar de um caso real que eu tô trabalhando agora e posso falar porque fui anteontem na Fiesp falar sobre isso, tal. Olha só, a maior oportunidade que as empresas e marcas brasileiras têm hoje em parar de exportar com exportar marca, não dá tempo, por exemplo, vou falar da do do meu buraco da agulha, não dá tempo do Canadá comprar criar uma marca, montar uma linha de montagem, criar uma criar uma linha de montagem e colocar uma marca lá para substituir uma marca americana que vai ser sobre taxar em 35% mais o suco que vai do Brasil para lá e entrar nessa história dos 50 e tal e e o produto fica 1/3 1/4 mais caro no Canadá. E aí tô fazendo esse trabalho com a Natural One de levar a Natural One lá. Então teve, nós fomos até lá
Em Toronto, já tá pronto, sai daqui full contêiner prontoporque exportar exportar comod sai daqui um navio tanque para levar o suco lá para ser reidratado lá ou NFC e tal, aí vasa, aí tem um processo que você perde qualidade, mas sai daqui full contêiner, então sai embalado ali, ó, marcado, valor agregado. chega lá e volta cheio de outra coisa. Então, olha só o sistema. E aí é isso. olha a oportunidade. Então, a Natural One construindo no Canadá pela posição na Câmara do Comércio. Eu falei:"Tu uma oportunidade para caramba aqui, porque tem só ruim, é só oportunidade, vira oportunidade."É isso. É um lente, né? tem, é, tem um impacto geopolítico e tal, mas tem uma um novo tecido comercial formando globalmente. E aí imagina que acontece a mesma coisa com café, acontece a mesma coisa com produtos que antes nós vendíamos sacas e bags,agora vai ter que vender produto com valor agregado.
Então vai ter, se a gente demorar, outra pessoa vai fazer, vai fazer de outra forma e tal. Então assim, é um tema que tem que e aí olhar de forma sistêmica, olhar pensar, sabe, pensa geopolítica e tal, que isso também não chega na escola do design, na grade do design, entende o que que é dificuldade, que que é oportunidade ali da visão crítica para se posicionar rapidamente. Então, natural foi esse trabalho, fizar com Ricardo, com eles e aí, pô, sabe quem veio para cá visitar a gente numa delegação com todo mundo ou ministro de comércio exterior para conversar conosco na FIESP, porque isso é importante pro país, gente. Não é uma coisa,mas é que isso, Gabs? Quando isso grade, por exemplo, uma questão do MEC, entendeu? Para ser um curso de design, opa, para ser um curso de design precisa constar isso e isso isso isso e isso, entendeu? Agora, isso que você tá falando não é a grade que impede, é a discussão que a proposta, mesmo que eu tenho na grade, vou falar de branding, eu posso incluir esse assunto. Eu não preciso ter só o conteúdo, né, de técnico, mas eu posso trazer as discussões. Então, existe o espaço, é muito da lógica. Por isso que eu falei da importância do professor do cara entender que ele tem esse papel, que ele não é mais o conteúdo.
E aí, trazendo mais uma complexidade para esse caldo, né? queria ouvir um pouco a tua opinião sobre esse tema. a gente normalmente enxerga a universidade como um lugar onde entra aluno e sai profissional,isso,né? E parece que dessa caixa sai todo mundo igual.Mas existe os talentos individuais, a o interesse específico de cada aluno, como é que você, e se você quiser falar sobre a tua visão e também o que você enxerga hoje na academia, como é que se trata essa formação do indivíduo? na trilha, porque o papel, eu enxergo o papel do professor como um grande curador ali, ele tem que ser capaz de entender as diferenças de cada um dos indivíduos ali dentro da sala de aula dele, que é o ambiente que ele controla e formar esse indivíduo pro mundo, obviamente abrindo o horizonte desse indivíduo, né, dizendo: "Olha, tem mais mundo do que você conhece, é capaz de ver. é o papel da educação, né, de você ampliar o repertório desse aluno, mas também dar espaço pro interesse do aluno e dizer: "Olha, dentro dessa profissão que você escolheu, dentro dos interesses que você tem, tem essa trilha aqui e obviamente você não vai conseguir trabalhar no granular, né, ajudar o indivíduo por indivíduo, mas orientar é papel dodo professor." Como é que você faz isso na tua? Que eu vejo que você faz isso de alguma forma, né? Eu acompanho mais de perto o teu trabalho. Como é que você faz isso e como é que você acha que poderia melhorar esse processo dentro da academia? Se isso é um desafio ou se já tá sendo feito, porque eu não vivo lá dentro, né?
É, não é assim, isso é feito, mas não é todo tempo e por todo mundo. Eu acho que tem muito, de novo, vamos falar do professor, né? O perfil desse professor que entende que ele não tá ali. E eu não tô julgando, tá? Quem faz assim, eu só tô dizendo que existem os dois jeitos. que ele tá lá para passar aquele conteúdo, entregar e assim, não, não tenho que educar, não sou pai de ninguém, eu não sou, né? E tem o professor que não é,sou pago para isso,é, não sou pago para isso, enfim, a, né, o roll de argumentos, mas tá tudo bem, é, é um jeito de enxergar e é OK. E tem os professores, que é um pouco a minha linha, que entende ali uma oportunidade que é o que eu te falei, que é a grande, é o que me conecta com a com a com a com a educação, né, que é você vê a sua responsabilidade sim de de alguma forma interferir na naquela pessoa que ele vai virar, né, que aquele ser vai virar,orientar aquela carreira. Exato. Nunca dizer da minha, eu trago só a minha perspectiva, mas como foi com a sua filha? Olha, eu vou te dizer a minha persa, mas vou dizer que existem outras também, porque não é a minha, não vou induzi-lo a pensar como eu, né? Mas ele entender e principalmente levantar, acho que a grande contribuição é levantar as questões que ele tem que pensar e entregar o jogo para ele. Foiexatamente o que aconteceu com a minha filha. Exato. Então eu faço muito, esse é o meu jeito, assim, quando a gente tá, então eles fazem perguntas esperando que eu tenha resposta e aí eu devolvo com uma pergunta, aí dá aquela atenção, né?
Porque assim, você não tá aí para me responder? Não, não tô. Eu tô aqui para te ajudar, é, inclusive aprender também.Pensar,então vamos nesse jogo aqui. Então, estabelece um outro patamar de relação também, né? que não é essa que o Gabis falou de eu sou quem entende, vocês têm que aprender comigo. eu conheço um pouco mais que vocês, eu me aprofundei um pouco mais vocês, tô aqui para dividir. E é sempre assim que eu começo a minha aula.Então, tem as pessoas vão estar afim e tem que não. As que não estão afim, para mim tá tudo bem, só não me atrapalha, né? E atrapalha quem tá afim. De resto, estamos, tá tudo show, estamos negociado. Então eu acredito muito nisso. Eu não imagino qualquer pessoa que está ali diante de outras, mesmo que não seja para aluno, seja para cliente, você, eu sei que você vive muito isso, porque você transforma empresas, profissionais, CEOs, fundadores o tempo todo. a responsabilidade que a gente tem quando a gente tá nesse lugar,né, de ser referência para alguém, para alguma coisaque acreditou em você,que acreditou e que te dá espaço. Toda vez eu agradeço quando o aluno vem falar, obrigada por achar que eu posso trazer e não é modo de falar, não é de fato isso, porque é uma responsabilidade gigante, porque você pode de fato definir, né, assim, um caminho. E outra, a gente, no caso de alunos, tem o conflito com os pais.
Muitos já me falaram: "Professora, será que você consegue falar com os meus pais?".Né? E eu eu falo que não pra gente, né? Que são coisas diferentes, mas eu falo: "Mas o que que eu posso te ajudar para você falar com eles, né? Como que eu posso te ajudar a fazê-los entender o que você quer que eles entendam?" Mas e e também você escutar. Exato. E também de você escutar, porque você também tá embarrerando ali um pouco. Então assim, é sobre formar pessoas, é sobre o quanto a gente quer transformar o mundo e acredita que são as pessoas, que não são as organizações sozinhas, porque a organização são sempre pessoas dentro da organização, né? Tudo sem é tudo CPF. Então, eu, eu, eu acredito isso, Gian, que a gente não, todo mundo aqui tá formando a próxima geração ou a geração que já tá e que precisa de ajuda. Nós estamos vendo um tempo maluco, né, e que eu sinto lá a interferência disso. a gente tem duas áreas ali de suporte para alunos ah com questões, né, não só de de é de saúde mental como geral, que cada vez cresce mais dentro da escola pela necessidade que eles têm, né, de est ali, os desafios que eles encontram ali, porque ali eles encontram assim com eles mesmos, né, assim, eu vou ter que decidir sobreagora é comigo,agora é comigo, né, meu pai não pode, né, não é para ele vir aqui. Então, olha a respons, né, de pro mundo,não é nem formar assim, de ser parte desse processo, porque a gente não vai formar ninguém sozinho, né? Mas você tá no jogo, você tem que entender que essa é uma responsabil, né?
Exato. E tem professores que não, assim, eu vou passar meu conteúdo, esse jovem não, não acredito que esse seja parte do meu jovem. Então,falando em formar, né, a gente sabe que ela tem um papel institucional importante, né? vamos começar pelo seu papel institucional, por onde você já passou, né? Eu acompanhei essa trajetória na ABRE, né? Primeiro a sua participação dentro do comitê, depois o convite de participação como presidente da ABRE, que era para ser durante anos acabou virando uma eternidade. Conta um pouco como é que foi essa tua experiência com a ABRE e o que que isso acrescentou na na tua na tua perspectiva de mundo, né? que que você aprendeu ao ser presidente de uma associação tão importante quanto é a abre?
Olha, foi um presente, assim, eu sempre considero, né, que essas experiências acabam sendo presente na minha vida. abre. Não foi diferente. Quando a Lu chegou lá na Pande, né, e a gente sentou na mesa, ela falou: "Ah, Gil, vem aqui conversar com você, porque a gente queria te fazer um convite para serdiretora executiva dadiretora executiva hoje, presidente.e eu olhei aqui, falei: "Mas assim, mas eu mas como, mas por quê, né? Não pela incapaz, mas assim, totalmente é uma designer, né, dentro de uma associação de indústria,onde a indústria é muito forte. Eu falei que que como assim e tal. E aí, né, ela foi explicou, como é que ela te convenceu? ela convenceu o primeiro que tinha um argumento, né, que sempre é forte, que tinha aquela coisa de é uma sempre foi, né, tem, não sei nem agora lembrar quantos anos tem a abre, mas sempre foi representada por homens e tal, mas não foi essa motivação. foi de querer trazer uma uma mente muito diferente daquilo que sempre,uma mente, como eu gosto de falar, uma mente perturbada pro jogo, assim, uma pessoa que vai olhar de um jeito completamente diferente, trocando a lente, vai trazer outro tipo, outra perspectiva e eles tiveram essa expectativa, né? E daí eu falei: "Ah, não, isso aí realmente porque eu não consigo, deixa comigo,deixa comigo, porque eu já sou assim, é da minha natureza, né? Mente perturbada igual você, igual você." E e aí foi e aí eu e como tudo que eu faço, eu encampei o projeto, né? Eu fui para cima do projeto, igual eu sou na educação, igual eu sou na nos meus clientes. encampei o projeto e e fui para cima e foi super transformador, como você disse, eu entrei para ficar dois anos, eu fiquei 6 anos na abre, né?
E acriou criou plaquinha, né? Virou virou ativo,ativo, né? E e foi uma história muito bacana. E de novo é a mesma lógica, né, de ali provocar aquelas pessoas, né, indústria dentro daquela cultura, ainda mais de embalagem, setores, todos. você aprendeu desse processo, você foi lá para fazer uma transformação, mas você se transformou também nessa atividade, muito.foi um entendimento da daquilo que a gente vai cair no lugar do design, né, gente, que é como é importante você, o coletivo, você colaborar. Mas eu aprendi uma coisa muito legal agora que você falou que escutar, né? A gente que é do mercado, a gente tá vendendo o tempo todo, a gente tá convencendo, a gente tá apresentando conceitos e coisas assim.
Quer ter a solução?Quer, né? A gente tem essa expectativa em relação à gente, né? Vem aqui me falar a solução. E eu aprendi a escutar, a escutar os setores, escutar diferentes pontos de vista e lidar com esses pontos de vista, assim, sabe? foi um aprendizado, porque uma associação tem um nível de expectativa de diferentes pessoas, diferentes lugares, né? A gente lá tem interação com governo, a gente tem interação com grandes indústrias, a gente tem interação com designers, com só não tem com consumidor, que essa foi uma luta eterna lá na abre também da gente se aproximar, igual falo do aluno, se aproximar do consumidor também, né? Trazer ele pra conversa. Mas então foi interessante ver e como praticar a lógica do design, que é fazer essa essa costura, né, como a gente tava falando lá com a Letícia, fazer essas costuras entre interesses, né, entre Tem uma coisa da política também, mas eu fui muito na intenção, como você fala no centro, né, na intencionalidade e na fala assim, não, gente, vamos discutir, vamos que é isso, né, vamos ouvir vários profissionais. A gente como designer tem essehábito,hábito, né, essa esse modelo de assim, não, vamos sentar e discutir sobre isso e ver quais são as questões aqui, onde a gente acha coisas parecidas e como a gente lida com que não vai ser parecido, não vai ser, né, é assim que vai combinar. Então esse foi um grande aprendizado assim e lidar com pessoas, né, porque uma coisa é você tá no âmbito da agência, do cliente que é protegido, outra coisa é uma associação gigantesca.
Tem gente de todo jeito, de todo lado, pessoas que te surpreendem, pessoas que você não espera que vá fazer aquilo ou que vá argumentar. Então, a coisa do do improviso, né, os eventos da abre que são gigantes e ali você tem que ter muito jogo de cintura e flexibilidade para entender ali as coisas que acontecem no momento. Então, foi uma super escola assim. e a coisa do estar a serviço, né? O que que é uma associação, né? Como é que você junta tantos interesses e expectativas e faz entregas?E você já tinha uma vida na ABEDesign como comocomo atuante, né? Você foi diretora desde o quantos anos como diretora da ABEDesign?É, não sei, desde sempre. Ass. É, é, eu nemAí você foi convidada pela ABRE para participar como presidente. Aí era uma era um cargo de responsabilidade.
É. E aí foi isso assim. Então, então isso acabou mudando o rumo da minha carreira nesse sentido, né, de eu sair dessa dinâmica de tanto de ter o escritório e tal para entender que existem outras possibilidades de colaboração, de empatia, né, e praticar o design. Praticar necess assim, né, não é aplicar como a gente faz em projeto, mas praticar. Então, a minha lente é de design.E você gostou desse de estar nesse lugar? Eu gostei de estar nesse lugar. Foi muito bom. Eu entendi que tinha uma hora que tinha que encerrar, né, e dar lugar para outros.Isso.E e e assim de que deu, tinha minha missão, assim, eu gostei muito e a minha missão tava feita porque eu queria me dedicar a outras coisas mesmo. Então teve o tempo certo assim. Mas foi foi muito legal, foi muito bom assim, muito.
Aprendi demais.Ó, eu vou dar um spoiler aqui, né? É, a eu eu posso você quer dar o spoiler? Você merece, você merece dar esse spoiler? Não,porque assim como você, assim, a vida tem os ciclos, né? Então na B Design eu tô chegando no final do ciclo da presidência de uma gestão e agora nós temos que abrir o espaço para nova gestãoe o mercado pede, né? Mercado P. Importante. Eu gostei, amei ter passado pela ABEDesign, foi muito enriquecedora. Aí tem aquela história da legitimidade,reconhecimento,reconhecimento e aí a autoridade. Então jápassou esse essa fase. Agora tô me dedicando a estava na no contexto setorial e agora me dedicando que é vocacional, né, Gi? É,então eu agora me dedicando a uma câmara, a câmara é a câaraé a câmera de comércio que é e também isso não posso deixar de dedicar aqui aí a partir do dia a dia. Então e agora chega o final de gestão, hein? O spoiler éo spoiler que nós estamos sabendo que Gisela está se candidatando à presidência na ciclo da ABEDesign, né?
Gostaria,gostaríamos de ouvir. Na verdade,é uma candidatura quase que obrigada, né? Porque o mercado pede para ela para ela se candidatar. Então,gente, eu é, então é a coisa do ciclo que vocês estão falando, né? Eu acho que tem momentos assim, isso foi provocado, né, por vocês, principalmente pelo Gabis, né, de e aí tal, isso surgiu lá no Prêmio, uma conversa assim que não tinha de fato passado na minha cabeça, porque já tem uma lógica, né, deE aí todo mundo que te encontra agora faz a mesma pergunta. é, faz a mesma pergunta, tal, e já tinha uma lógica, né, de de herança ali, né, do de um mecanismo que acontecia, que acontece na ABEDesign. E só que daí eu falei: "Puxa vida, né, talvez será?" E assim, há um setor, primeiro, a própria associação que eu tô desde a fundação e o setor que eu tô é a minha vida, né? Eu falei, por que não aumentar os nível de contribuição e de fazer uma coisa, né, mais que vai dedicar mais tempo, vai dedicar um desafio gigantesco? Falei: "Mas, cara, minha cara faz, né, meu momento tá combinando muito com isso, porque é isso que eu tô fazendo. É assim que eu vejo meu trabalho na na SPM, é assim que eu vejo meu trabalho com os clientes. E aí eu falei: "Put, por que não? Por que não?"É para mim, né? É, não. E a outra assim também de ter resolvido questões da profissão, sabe? Do reconhecimento, do do do da grana mesmo, né, de pensar de remuneração e tal. Então, assim, tem várias questões que eu falo,tô pronta e preparada para não é mais.
Então assim, hoje assumiu esse lugar, eu vejo muito como e por isso eu me empolguei, né? E aí finalmente, né, me assim colocar como oficial como uma candidata, né, no sentido de que pode ser uma assim,vai ter bine, vai ter um alerta de spoiler,candidata à presidência,candidata à presidência da ABEDesign, de poder de fato contribuir, né, que nem eu falei até agora, né, de ter uma coisa e que isso não vai ter a ver com não tem conflito de interesses, né? Não tem, eu não, eu não tô realmente nesse lugar mais assim, graças a Deus eu tinha uma, tem uma vida profissional muito feliz, então, né, não, não tem confusão ali. Então, assim, me animei com essa ideia e aí então agora é isso, vamos ver o que vai acontecer.
Ó, me arrepia eu, você sabe quanto eu provoco e provoquei você a respeito disso.E é a minha função aqui, até nessa mesa aqui f provocando. Eu tô aqui só para provocar. Então, fico muito feliz de que você trabalhe essa possibilidade, reflita essa, sabe já, porque é diferente, né? E você, eu tô falando isso porque para corrigir uma fala sua. Então isso não é o não foi assim com Gian que foi vice-presidente, ele não foi presidente. Eu não era vice-presidente, foi presidente. Então na ABEDesign acontece no numa outra lógica, mas ter outras chapas que eu incentivo que tem que fala é tão importante para sabe criar esse espaço democalternativa.
E não é isso, não é de forma alguma nós vamos ter na ABEDesign uma polarização, entendeu?Então isso é tão legítimo quanto você se posicionar.Não. Então gente, foi importante entender isso, sabe? Porque eu eu quando tava falei: "Ah, não, mas eu não quero competir, não, mas eu não quero, não sei."Eu acho, eu achonão, mas foi legal meu processo de entender, sabe?A sua forma de tratar o tema. Falou: "Puxa, mas nunca teve, por que que eu faria isso?"É, eu não queria estar nesse lugar. Aí eu te digo, quem tava de fora dessa conversa, né, em todo lugar, que as pessoas sempre me perguntaram, mas por que que a G não vira presidente da ABEDesign se ela já foi presidente da AP? Aí eu não sei, pergunta para ela.Não tinha pensado, mas agora vamos ver. Eu tô muito aberta assim, muito tranquila, né? é uma coisa que pode não acontecer, mas eu acho que se disponibilizar, eu conversei com a Lud, Lude querida, e ela falou muito isso, né, assim, e qual por que não, né, por jogar até na experiência do não acontecer, né? Então, isso faz parte da maturidade da gente, né? Não po, não precisa tudo dar certo, né? Pode ter coisa i como você faz?
Não, não deu. Pode acontecer, mas a gente tem que estar aberta para isso, né? Então, e a gente aprende na vida, não é só sobre vencer, sobre ser, quem diz que não é, né? Se disponibilizar já é umaNesse caso eu acho que quem perde é P.Viga, deixa,né? Porque assim, eu acompanhei a tua trajetória bem de perto na ABRE. vi de fato a transformação. Eu acho que a ABRE de hoje é uma AB diferente, né? Tem antes de G, depois de G, de AGDG, né? e eu acho que a ABEDesign teremos também, tivemos excelentes presidentes, vice-presidentes, conselheiros.Me inspiraram muito nisso. Acho que o Gabriel tá deixando um legado aqui que eu só vou garrar e pegar assim, porque foi um trabalho de de assim, deu um shift, né, mudou completamente a perspectiva do que a gente entendia até aquele momento do que era o papel da ABEDesign. Então, imagina a responsa, né?
Mas enfim, é isso. Vamos pro desafio.Candidatura lançada.Candidatura lançada.Bom, Gi, estamos chegando no fim do nosso podcast. Queria te agradecer não só de ter aceito o convite para estar aqui com a gente, contando um pouco da tua história e dando esse spoiler maravilhoso no podcast, né? Acho quepuro de reportagem, como que eu estou dizendo, né?queria te agradecer, te agradecer também por ter aceitado o convite de ser cohost desse podcast, né? Como eu sempre digo e disse isso pro Gab desde a primeira vez, esse podcast ele tem a intenção de juntar o máximo possível de pessoas para ajudar a difundir esse tema tão importante que eu continuo acreditando na na importância do modelo de pensamento do design. Acho que ele é um modelo de pensamento adaptado pro mundo de hoje, que tem muito a contribuir e pouco compreendido, né? Eu acho que a gente precisa de vozes, precisa desdobrar esse tema em várias frentes.
Então eu tô convidando as pessoas que eu mais admiro para participardesse desse podcast. Então queria também te agradecer por ter aceitado e teremos alguns convidados, né? e te dar de presente, né? um o Trocando a lente o meu livro, uma capa desenhada aqui pelo um outro cohost do podcast, Ronald Kapaz, interpretação dele do livro. Então, um presentemaravilhoso, gente. Olha isso,maravilhoso. O G, gente, ele escreveu quatro livros. Eu assim, é uma coisa, eu acho de uma, não consigo, dou conta, é uma mente muito Você sabe que era para eu ter escrito um livro junto com ela, né?. Eu não consegui,eu fiz um convite, eu disse, o descentralizado era para ser de autoria dela, né? Aliás, foi, né? Um pouco do que tá lá é parte das nossas conversas.
Esse livro era para seruma coautoria. Eu falei, Gi, vamos escrever junto comigo, né? E aí eu fui escrevendo e mandava para ela e conversava com ela, falava: "Ih, quando é que você vai escrever?" Não, tô escrevendo, tô escrevendo. Eu acabei o livro, ela não tinha escrito. Eu falei: "Você vai ficar sem livro agora. Então você vai fazer o seguinte, você vai escrever o prefácio do livro". Então foi conseguir se ela conseguiu.Mas eu acho que você tem muito conteúdo. Eu acho que o mundo merece um livro seu. Ainda continua te incentivando a fazer isso.Certo. Quem sabe, né? O próximo desafio. Ai gente, super obrigada. É lindo Ronaldo. Assim esse também, né? Da jornada aítantos anos assim. E é sobre isso, assim, é impressionante a sua capacidade de, né, de concentrar tanto o pensamento e e, né, encadear esse pensamento numa coisa que faz tanto sentido. Então, cada título é tão, cada, né, título que tem, que fala do conteúdo é tão óbvio, tão assim necessário, né, tão importante e a forma como você escreve já é muito lindo. E trocando a lente tem tudo a ver. A gente vai ter que trocar a lente para entender o mundo que a gente vai já está começando a viver, né? Se não trocar lente, a gente não vai dar conta.
Tudo bom?Obrigada, gente.E última provocação,que frase tua você deixaria pro mundo, né? Se eu tivesse que ter uma uma frase que resume agir, que frase você tem?A frase tá tatuada no meu braço que tá aqui. Não dá para mostrar agora, mas temque a gente é o que a gente espalha e não o que a gente junta. Entãonão diga fácil. É isso. Vai lá, pratica, espalha e vai fazer a diferença, porque não tem outro jeito de fazer isso. Vamos colaborar, vamos fazer no coletivo, vamos fazer design.Muito bom. Obrigado pela participação e eu queria agradecer você também. Diz aí aquela frase que você me roubou da da introdução. Que que tem que fazer, que as pessoas tem que fazer.Ah, não, sabe porque é umaNão, mas agora diz, né? A hora de dizer também.
Então agora o triplo C. curte, comenta e compartilha, deixa aí a sua, pega esse conteúdo, se você gostou, manda para alguém e a gente te agradece por você tá aí com a gente durante esse tempo todo. Um beijo no coração e até o próximo episódio.



